Grupo Nimthyr



Grupo Nimthyr
Administrado por lunacrone, Tesarov
Criado
Tipo Privado
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Quando o universo ainda não existia e a imensidão do vazio era regida pelas Três Divindades, o mundo de Nimthyr foi criado em conjunto pelos três irmãos que tudo guardavam.

Havia Lashul, o mais velho de todos, nascido com um corpanzil de dragão que velaria a terra; havia Imra, a única mulher dentre eles, eternizada na forma de um grifo que zelaria o ar; e havia, por fim, Neldor, o caçula gerado com o corpo de uma serpente marinha que preservaria as águas.

O desejo de criar reinos, cada um governado por cada irmão, surgiu com o constante sentimento de insuficiência. Neldor, embora novo, doou-se para a criação de Mnuvae — ele sacrificou sua maior nadadeira para a formação dos mares, seu reino, e populou-o com filhos feito à própria semelhança: homens-peixe que ficaram conhecidos como tritões. Orgulhoso de seu feito, Neldor mostrou Mnuvae e a própria espécie aos irmãos. Tentada a seguir os passos do irmão mais novo, pois havia nela acendido o ardor da maternidade, Imra abdicou de uma pluma para a criação de Yma’thalas, o reino dos céus. Imra, junto de suas filhas, mulheres-pássaro que recordavam a mãe, ficaram responsáveis pelo ar.

Neldor mostrou aos seus filhos a imponência dos mares e a presença de sua existência: causou tempestades marítimas quando atribulado e depois a bonança quando em tranquilidade. Após a criação de Mnuvae, a Divindade nunca deixou a água.

Enquanto Neldor mimou sua criação e apresentou-lhes a dependência parental, Imra presenteou suas filhas com a liberdade: deu-lhes asas e um bom senso de justiça. O grifo esteve sempre presente para as necessidades de suas crias, mas nunca manteve-se fixo no próprio reino. As mulheres-pássaros cresceram tão fortes e capazes quanto a mãe.

O último e mais sisudo de todas as Três Divindades, Lashul, somente sentiu de popular o mundo de Nimthyr após centenas de anos. Levou-se eras até que o dragão retornasse ao mundo e se fizesse presente. Conta a lenda que, quando Lashul ressurgiu, seu corpo engoliu a claridade dos céus, pois havia ele dado uma volta completa em torno do universo. O Mar de Neldor entrou em conflito e o reino dos ares perdeu sua graça. A estabilidade só voltou quando o dragão projetou-se em terra: ele se pôs sobre um amontoado de solo perdido no meio de Mnuvae, altivo em sua natureza, e ergueu montanhas somente com a batida de sua pata contra a terra, cujo feito causou a queda de uma de suas escamas. Neste momento, o universo inteiro tremeu. Neldor formou ondas como jamais havia feito e Imra soprou ventos que só não devastaram Nimthyr porque nada ainda habitava as montanhas de Lashul.

Depois da tormenta, o dragão fez a morada de seus filhos ao topo das montanhas, as quais batizou de Lorsan’an. Lá, onde a água que rompia dos lençóis freáticos trazia a cura de enfermos, Lashul povoou a terra firme com homens e mulheres meio-dragões. Suas crias, assim como o pai, demonstravam sabedoria e poder.

Ainda que as três espécies fossem distintas uma das outras e ainda que Lashul houvesse causado tempos difíceis, seus progenitores não separaram suas crias por habitat, uma vez que Neldor e Imra eram conscientes do força do primogênito. Lorsan’an era rodeada pelo Mar da Serpente e, portanto, os homens-peixe poderiam entrar em contato com os meio-dragões — Yma’thalas, não muito longe, sobrevoava os dois outros reinos e, então, as mulheres-pássaro poderiam visitar tanto terra quanto mar. O mundo de Nimthyr parecia estar equilibrado pela primeira vez desde a volta de Lashul: Mnuvae não mais agitou-se e as ventanias de Imra não mais cortaram os céus.

Mas bastou um único século e Lashul sumiu, tão logo reapareceu.

Seus filhos, em desespero, ergueram um templo ao topo da montanha mais alta de Lorsan’an, cujo pico alcançava a entrada de Yma’thalas. As harpias descendentes de Imra puseram-se à disposição dos draconianos, que também buscaram o auxílio dos tritões de Neldor.

Agora, com a harmonia de Nimthyr comprometida graças à ausência de Lashul para controlar os tremores do solo, cabe aos filhos das Três Divindades recuperar a estabilidade do universo.

E quanto a ti — de qual Divindade nascerás?



© disclaimer: grupo de ideias originais, qualquer semelhança com outras obras é mera coincidência.

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Índice

1) criação de personagem;
2) informações adicionais;
3) locais.

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