Tópico Nightfall Forest

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Makeinu

Usuário: Makeinu
The Fallen
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Uma floresta localizada a leste de uma cordilheira de montanhas, contendo uma grande biodiversidade de plantas e animais. Seus verões são quentes e úmidos, o inverno frio e seco, agraciando a paisagem com o branco imaculado da neve.
Centenas de espécies de plantas e animais podem ser encontradas por toda a sua extensão, assim como lagos, rios e cachoeiras. Por fazer fronteira com a zona oeste de New Dawn, é o único meio de acesso externo existente para aqueles de fora que desejam adentrar a cidade.

Não quer dizer que será uma tarefa fácil, no entanto; possui armadilhas diversas espalhadas em um raio de cinquenta quilômetros da cidade, contando também com um terreno irregular e de difícil acesso que facilmente desencorajaria qualquer aventureiro curioso.

À todas as pessoas que desejarem adentrar, um aviso: Jamais afastem-se das trilhas demarcadas como seguras.

Nunca se sabe o que se pode encontrar.

Makeinu

Usuário: Makeinu
The Fallen
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A visão já turva oscilava devido ao sangramento constante, o líquido morno marcando seus passos de modo incerto sobre o emaranhado de raízes e folhas secas.

Eles o haviam encurralado.

Freou de modo brusco e tornou a avançar pela direita, lançando-se sobre um curto barranco na tentativa de despistá-los. Em momento algum parou de se mover, se embrenhando cada vez mais a fundo por entre a vegetação fechada por onde abria caminho sem hesitar.

O cheiro aos poucos fora ficando mais fraco, se perdendo no ar até que já não mais o sentia; ao que tudo indicava, havia conseguido. Os havia, enfim, despistado.

— Tsc.

Grunhiu enquanto checava os arredores, se certificando de que não havia mais riscos enquanto se locomovia agora mais devagar. Levou a mão ao abdômen ensanguentado, tateando a região e, eventualmente, enfiando dois de seus dedos na ferida exposta sem hesitar; aquilo doeu como o inferno. Sentia a queimação intensa da carne se abrindo e guiando-o até onde a bala estava alojada, cada fibra de carne ali gritando em rejeição à atitude bruta tomada. Arrancou o projétil e o lançou para longe, as pontas dos dedos e parte da palma ganhando um tom avermelhado por tocar no metal; nada menos do que prata.

Rosnou um xingamento e novamente se pôs a andar, não se dando ao luxo de permanecer muito tempo parado. Por mais confiante que fosse, tinha plena ciência de que ferido como estava, não deveria arriscar entrar em um novo conflito. Não enquanto não se recuperasse o suficiente.

Cambaleou por alguns instantes e por fim decidiu interromper a caminhada. Perdera sangue demais, a fraqueza aos poucos deslizando por sobre seus membros e impedindo-o de avançar; seria obrigado a parar e descansar um pouco, a ideia em nada lhe agradando. Estar em território desconhecido o enervava de modo irritante, não sabendo como lidar de forma eficaz com a situação em que se encontrava.

Não duvidaria nem mesmo que, caso encontrasse outros garous por ali, fosse morto no ato.

— Inferno. — Grunhiu enquanto se acomodava junto ao tronco largo de uma conífera, uma vez mais checando os arredores, embora sem encontrar nada — Mas que belo dia de merda pra ser atingido...

Rosnou baixo, retirando o casaco pesado e rasgando-o em tiras, as quais usou para improvisar uma bandagem.

Precisava estancar o sangramento. E rápido.

polix07

Usuário: polix07

O jovem ruivo acordara cedo para logo começar a colher madeira para seu trabalho. Ele vivia sozinho e seu serviço era todo em trabalhos manuais.

Ele pegou seu machado de dois lados, uma bolsa lateral com alguns utensílios e um maço de cordas e partiu rumo à floresta que não era muito longe de sua casa e oficina.

Ele andava tranquilo sentindo a luz fraca do sol tocar sua pele de tom moreno-claro e sente seus músculos contraírem com o contraste do morno do sol com o frio do outono.
Folhas caiam sobre sua cabeça se misturando com o tom laranja-avermelhado de seus cabelos.

Ele adentrava cada vez mais na mata mas começou a sentir um cheiro diferente. Um cheiro metálico e aparentemente fresco. Seria um animal, um humano... ou alguém de sua espécie? Ele começou a olhar para o chão a procura de vestígios.

A quantidade de sangue formando uma trilha era exuberante. Ele ficou com seu machado empunhado proto para se defender de qualquer ameaça. Decidiu manter sua forma humanidia para evitar algum problema.

O Cheiro ficava cada vez mais forte. Ele conseguia ouvir grunhidos e pequenos movimentos nas folhas secas pousadas no chão.

- Alguém está ai? Precisa de ajuda?- perguntou o ruivo com seu sentimento de ajuda ao próximo.

Ao passar por um Carvalho adulto viu uma silhueta. Parecia ser uma pessoa e estava embebida em sangue na área abdominal e ia até as coxas.

O ruivo correu até o humanidio e se pôs a ajudar.

- Oque houve? Algum animal te atacou?- Perguntava procurando por sinais de laceração

Makeinu

Usuário: Makeinu
The Fallen
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Não saberia dizer ao certo quanto tempo se passara desde que se acomodara ali, pressionando o tecido contra a ferida na fútil tentativa de impedir a passagem do sangue. A consciência oscilava vez ou outra, o lobo se obrigando a manter a lucidez. Deveria tomar a forma lupina? Talvez. Seria mais ágil e aumentaria as chances de encontrar abrigo onde passar o resto do dia, descansando.

— Eu preciso--

Se interrompeu ao ouvir folhas serem esmagadas nas proximidades, acompanhadas da voz um tanto alarmada e preocupada. Imediatamente se pôs em estado de alerta, incapaz de identificar quem se aproximava —ou o quê. Estava exatamente contra a direção do vento, em uma posição totalmente desfavorável.

Sequer teve tempo de reagir antes que o estranho se aproximasse, analisando-o; O Emiya sequer ouviu as indagações do outro, forçando seu corpo a se erguer à medida em que o homem avançava em sua direção.

Nada nem ninguém iria abatê-lo sem luta.

Mesmo em sua forma humana, não eram muitos que o ultrapassavam em altura, os poucos centímetros que o homem possuía a mais —talvez quatro ou cinco— imediatamente fazendo com que assumisse uma postura defensiva em relação ao outro. Próximos como estavam, o cheiro almiscarado sutil entregava a raça a qual o ruivo pertencia.

Não havia dúvidas de que era um legítimo Garou, assim como ele mesmo. Um rosnado profundo prontamente se formou no peito do Alfa, os olhos dourados focando no outro de modo intenso, em um sinal mais do que claro de que não se aproximasse; do contrário, não hesitaria um segundo sequer em enfrentá-lo com tudo o que tinha.

— Se der mais um único passo eu acabo com a sua raça.

Rosnou autoritário, a expressão feroz não recuando em momento algum. Rezava para que não fosse outro Alfa, impondo ali toda a dominância que poderia exercer como um; o que esperava ser o suficiente para afastar o estranho sem obrigá-lo a entrar em uma luta.

Luta da qual, dado seu estado, temia não sair com vida.

polix07

Usuário: polix07

O ruivo ficou surpreso ao ver a reação da figura. Ele mesmo estando ferido reagiu de forma agressiva.
O jeito que agia e o olhar opressor fizera-o notar que se tratava de um Garou, era um Alfa com certeza.

- Não se preocupe senhor! Não sou um Alfa! Quero apenas ajudar, você está muito ferido!

O Ruivo largou o machado e caminhou lentamente em direção ao moreno.

- Por favor, deixe-me ver como esta sua ferida! Eu posso ajudar!

Os olhos prateados do ruivo eram serenos e não transpassavam nenhuma agressividade ou pretensões maliciosas.

Makeinu

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Satoru se manteve em alerta mesmo após a clara resposta do outro à sua dominância, prontamente amainando o tom de voz e suplicando que apenas desejava ajudá-lo. Ora, não era como se já não houvesse caído em algo semelhante anteriormente; quando mais jovem, dezenas foram as vezes em que fora enganado e usado.

Não era fácil, para si, admitir que qualquer outro tomasse ciência de seu real estado, principalmente com a má fama que tinha. Ocorreu-lhe então que talvez o outro não tivesse conhecimento de sua real identidade, sendo esta, talvez, a única resposta plausível para uma atitude tão empática. Provou o ar ao redor do ruivo de modo discreto, na tentativa de identificar seu local de origem, encontrando ali uma mistura de cheiros típica de cidade; mas não encontrava a poluição pesada ou rastros de violência como estava acostumado.

A vista embaçou por instantes, sendo aquele o ultimato desesperado que fora obrigado a tomar.

— Tsc. — Grunhiu, em seguida voltando a sentar recostado ao tronco — Faça o que quiser.

Resmungou irritado, embora visivelmente menos ameaçador do que antes. Não tinha mais a energia para discutir ou pensar, apostando no desconhecimento alheio em relação a si.

Lidaria com as consequências depois, quaisquer que fossem.

polix07

Usuário: polix07



Ele não compreendia a teimosia do homem quase moribundo. Mesmo após esclarecer quem era e que apenas gostaria de ajuda-lo ele insistia em aparentemente recusar a ajuda com uma feição ameaçadora.

- Tudo bem, eu prometo que não vou fazer nada de mal. Minha casa fica próxima e posso ajuda-lo com isso. - Disso Coen com sua voz grave e mansa.

Ao ver o "consentimento" do moreno ele se aproximou devagar. Ao ver o furo em seu corpo ele notou que não havia sido atacado por outro lobo ou nem mesmo por outro animal, mas sim por alguém empunhando uma arma de fogo.

- É amigo... se eu te levar até em casa vai perder mais sangue... Vamos ter que cauterizar.

O ruivo enfiou uma mão em sua bolsa lateral enquanto a segurava com a outra vasculhando em busca de algo para ajudar o Alfa.

- Certo! Eu tenho essa bebida que sempre carrego comigo... e esse isqueiro de emergência.

Coem olhava em volta a procura de dois gravetos agradáveis. Ao encontrar rasgou um pedaço de sua camisa limpa e enrolou na ponta do mais fino. Embebedou a tira com um pouco da bebida alcoólica, que era extremamente forte, tomou um gole e passou para o moreno.

- É melhor tomar alguns goles para ajudar a ignorar a dor... isso vai doer e muito...