Grupo Sorcellerie



Grupo Sorcellerie
Administrado por mortalitasi, Tesarov
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Tipo Privado
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Índice
1) criação de personagem:
1a. lista de fichas;
1b. tabela de vantagens;
1c. tabela de desvantagens.

2) informações adicionais:
2a. acerca de bruxas e hereges;
2b. acerca dos caçadores de recompensas.


O século é XVI, posteriormente à pandemia da peste bubônica que dizimou um terço da população europeia. Durante o início da Baixa Idade Média, o alicerce lógico era puramente religioso e acreditava-se que os hereges davam origem aos males do mundo. Historicamente falando, o conceito de práticas mágicas era contra as vontades de Deus e, portanto, aqueles que praticassem bruxaria deveriam ser queimados à fogueira. O julgo popular dizia que as bruxas pactuavam com o demônio e realizavam rituais em benefício próprio.

Pondo as crendices à parte, algumas das mulheres da época possuíam conhecimento de ervas medicinais, a fim de curar enfermidades, e eram tidas como pecadoras. De acordo com a concepção da Igreja Católica, a cura de enfermos senão pela fé era uma blasfêmia. A manipulação de ervas e recobro de doenças iam contra o curso divino, pois Deus é quem havia pré-estipulado aquilo e somente Ele é quem poderia alterar o fim comum das coisas. Por tal fato, suas praticantes foram taxadas de bruxas, perseguidas pela Inquisição e, consequentemente, assassinadas pela suposta feitiçaria. Toda a crença que se diferia dos preceitos católicos, como a doutrina celta, comumente relacionada às mulheres curandeiras, eram rotuladas como heréticas.

Com o remanso da Peste Negra, iniciada em XIV, vieram os boatos de que as bruxas e os hereges são os propagadores de pragas. Estamos na França, no ano de 1560, quarenta anos depois do Malleus Maleficarum — mais cruel manual de ódio e perseguição atual, escrito pelos inquisidores Heinrich Kraemer e James Sprenger — ser oficialmente aceito pela Igreja Católica. Além das barbáries cometidas em nome de Deus, o guia consta os bestiais Caçadores de Recompensas, que trabalham autonomamente sem o apoio de autoridades teocráticas em campo. A leitura apresenta fatos aterradores às bruxas e hereges: os caçadores raptam os pecadores vinculados à bruxaria e os induzem a rastrear seus semelhantes no desígnio de aumentar a prática dos extermínios em massa. O Malleus Maleficarum torna-se uma bíblia de todos os caçadores e a caça às bruxas atinge o seu apogeu.

As curandeiras não mais são poupadas e tornam-se alvos acessíveis a qualquer ameaça. Tanto o polo religioso quanto o polo autônomo não veem a necessidade de distinguir as aplicações de feitiçaria, sendo todas elas consideradas exclusivamente de natureza vil. Bruxas e blasfemos são seguidos, encurralados e mortos, sem uma chance de redenção perante o Catolicismo. Os poucos ainda existentes vivem refugiados em casebres abandonados e maltrapilhos ou peregrinando de cidade em cidade a fim de fugir da morte. Não são todos, infelizmente, que conseguem escapar das garras dos Caçadores de Recompensas; e estes últimos, por si, somente enriquecem com seus artifícios. As bruxas remanescentes arriscam suas vidas diariamente a fim de perpetuar a tradição que lhes fora passada, muitas vezes usando de vestimentas grandes e que lhes cobrem os traços femininos às ruas quando precisam deixar suas moradas.

Uma busca pelo consentimento de atuar de forma dissemelhante aos hábitos do Catolicismo parece impossível, mas as bruxas tampouco se deixam fraquejar. A Baixa Idade Média está ao fim, mas as atrocidades não. Serás um profanador ou um caçador em prol da expurgação?



© disclaimer: grupo de ideias originais com mistura de fatos históricos e ficção. Qualquer semelhança com outras obras é mera coincidência.

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