Tópico Livro: A Melancolia de Haline Duquezell

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AuntMilu

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A Melancolia de Haline Duquezell
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A Mansão dos Valkers

Haline Duquezell se sentiu confiante e determinada ao acordar cedo e sair para se hospedar na mansão dos Valkers. Ela arrumou um emprego e seu objetivo era trabalhar duro. Se tornou uma empregada muito simpática e carismática que arrancava suspiros dos outros homens que a viam. Ela ficou com uma boca enorme ao perceber que a mansão dos Valkers era muito imensa, grande e maravilhosa.
- Minha nossa! Que maravilha! - Haline desabafou.
- É muito lindo, não é? - A voz suave e grave do homem fez com que Haline sentisse arrepio e medo ao mesmo tempo. Ela mesmo assim entrou para a mansão e recebeu a ajuda de um mordomo. Haline se sente feliz, como pode os Valkers a tratarem com carinho?
- Seja bem vinda, Haline Duquezell. - respondeu uma moça muito simpática e loira.
- Oh muito obrigada! É maravilhoso!
- De nada, vai se acostumar.
Haline, encantadora, levantou-se e pegou o seu espanador de pó preferido para tirar pó dos livros, das prateleiras e de alguns móveis luxuosos. Ela espirrou, mas isso não é nada.
Bem longe do salão, um homem olha para Haline com atenção, com bom gosto e com aquele olhar de um homem apaixonado. Seu nome é Dickson Valker. Dizem que ele é um homem vagabundo, que não faz nada, que não quer saber de nada. Algumas pessoas falam que ele é um homem muito sedutor. Bem, Dickson detesta ser criticado. Entretanto, aquela mulher loira acabou de passar do lado dele, dizendo:
- Dickson, meu irmão. Vai procurar o que fazer, seu devasso.
Dickson nem se importou e respondeu:
- Ah minha irmã... Nem venha me dizer o que fazer porque eu não vou fazer nada.
Porém, a irmã dele disse:
- Se você não quer fazer nada, o problema não é meu.
Dickson, num tom irônico respondeu:
- Hahahaha não me faça rir, minha irmã!
Depois de fazer uma careta, a irmã de Dickson sai com as suas amigas, levando um guarda chuva e um lenço. Dickson nem se importa com a opinião dos outros. O mordomo aparece com uma taça cheia de vinho tinto e serve o Dickson.
- Dickson, meu rapaz, espero que não exagere. Porque da última vez que teve uma festa aqui, você desmaiou e tivemos que levá-lo ao hospital mais próximo.
Dickson respondeu sarcástico:
- Hah, nem conte com isso, meu chapa. Eu estava fora de controle.
Mordomo respondeu:
- Tenho que admitir que eu me preocupo contigo, Dickson Valker. Você faz coisas que ninguém faz!
Dickson respondeu mais uma vez, sarcástico:
- Dê-me um exemplo.
- Exemplos? Ah, Dickson... Você se comporta como se fosse um... Ah... Quem sou eu para julgar? Só quero que se comporte, Dickson Valker, eu vou fazer o obséquio para o Senhor Valker.
O mordomo deixou Dickson sozinho com o vinho tinto. Na verdade, Dickson é aquele homem que pretende conquistar algo que todos querem na vida e não se contenta com o seu trabalho. Naquele mesmo momento, Dickson bebe seu vinho e olha para Haline ao mesmo tempo. Haline sobe as escadas e tira pó do quarto do Dickson. Dickson segue Haline, preocupado, pensando que Haline é capaz de mexer nas suas coisas.
- Me desculpe, moça... Mas o que está fazendo no meu quarto?
Haline respondeu:
- Eu vim tirar pó. Está tudo empoeirado aqui.
Dickson fica sem graça porque não sabe o que falar, mas mesmo assim, pensa em dizer algo engraçado ou legal.
- Qual é o seu nome? Como você é linda!
Haline ri e Dickson sorri torto.
- Você é muito gentil, meu nome é Haline! Haline Duquezell!
Dickson sorri e diz seu nome.
- Dickson Valker.
Dickson coloca a mão no seu peito e se curva diante de Haline, todavia Haline saiu depressa para tirar pó do quarto do Senhor Valker. Pois já terminou. Dickson levanta e fica com um ponto de interrogação na sua cabeça sórdida. Dickson pode ser um homem lindo, mas ele esconde algo que pode fazer Haline ter nojo dele, ou todos terem nojo dele. Todos devem estar se perguntando o que Dickson esconde por trás deste homem loiro e lindo. Um homem que na verdade não consegue controlar seus impulsos. Raramente ele se excita cada vez que vê uma mulher novata.
Dickson dá de ombros e desce, deixando Haline sozinha.
Madeline, a pequena menina inocente e brincalhona, aparece correndo e pula em cima do Dickson. Uma criança que é completamente peralta, agitada, saltitante e serelepe. Dickson se irritou com isso e disse:
- Quer fazer o favor de sair de cima de mim?
Madeline saiu de cima do Dickson e correu pra lá e pra cá. Dickson é um homem que não tem paciência com criança. Mas como Madeline é a sua sobrinha, ele precisa ficar mandando na sobrinha para ela não "estragar tudo" literalmente. Madeline ainda é uma criança, ainda não sabe o que é certo ou errado. Por isso, faz tudo o que tem vontade.
Ao olhar para o quintal, Mabelle fica inconformada com uma criança que se comporta como uma mulher. É uma das colegas de classe da Madeline.
- Como é que pode uma menina se comportar dessa maneira? Eu brincava de bonecas, nesta idade!
Haline não entendeu o que Mabelle estava falando,é como se tivesse um ponto de interrogação enorme na sua cabeça, absurdamente. Então ela resolveu perguntar:
- Do que você está falando, Mabelle?
Pacientemente, Mabelle responde:
- Acabei de ver uma criança repetindo o que uma mulher faz! Tem cabimento?
Haline respondeu:
- É apenas uma criança, Mabelle... Uma criança que não sabe o que faz.
- Por que raios se comportar assim? Na minha opinião, crianças precisam se comportar como crianças, não como mulheres!
Haline concordou com ela, fazendo que sim com a cabeça, só para ela não continuar teimando. Quando trata-se de escutar o seu amigo, algumas vezes você precisa concordar com ele. Isso é o que Haline costuma dizer para si mesma quando escuta seus amigos conversando ou dando a sua opinião. Nem sempre pode concordar com o que seu amigo diz.
Mabelle continua inconformada com a situação, e logo, chama Haline para um almoço.
Haline almoça com os Valkers e Dickson olha para ela com aqueles olhos sedutores. Olhos de um homem que quer chamar a atenção, olhos de um homem que costuma viver com a percepção aguçada para sentir o que realmente deseja: amor.
Haline sente prazer ao degustar a carne vermelha e temperada: sensação gostosa, aquele tempero transborda a sua boca e chega até a sua língua, atravessando devagarmente... Logo, conclui um "que delícia!" depois de engolí-la.
- Gostou? Foi a Mabelle que fez! - comentou Mabelle orgulhosa.
- Cozinheira de primeira, muito grato! - Dickson agradece.
Os demais dos Valkers ficam quietos e Madeline se incomoda com a coceira do seu ouvido e diz isso na frente de todos.
- Madeline Valker! O que eu falei sobre dizer essas coisas?
- Acalme-se Dickson... É apenas uma criança... - informou Morrinson.
- Calma, ela não fez nada de errado. - Haline disse isso num tom calmo e sereno e isso encanta todos. Haline é uma moça educada e os Valkers também são. A família Valker é rica, mas humilde também. Afinal de contas, do que adianta uma pessoa rica e que se sente superior? Do que adianta uma pessoa assim? Parece uma jóia biju. Jóias biju são como pessoas falsas, cheias de ódio, bronca, mágoa, entre outros defeitos, ainda precisam aprender muito. Nós somos uma jóia biju, precisamos aprender ainda. A única jóia que é perfeita, eu a considero como Deus. Deus sim é uma jóia perfeita.
Haline é uma das joias quase perfeitas, sinceramente.
- Dickson, meu filho! Não se esqueça de levar Madeline para a escola Duquezell!
Dickson fez uma careta depois que sua mãe, Janaína Valker mandou ele levar a sobrinha para a escola. Mas o que ele podia fazer?
- Duquezell é o meu sobrenome, minha senhora! - Disse Haline, animada.
- Verdade, querida? Trabalhou lá? Que coincidência! Eu estudei naquela escola desde criança! - Janaína disse isso num tom animado também.
Haline e Janaína conversaram animadamente com os Valkers enquanto Dickson leva Madeline para a escola. Madeline ficou louca de vontade de degustar um doce.
- Tio! Eu quero um doce! - Madeline gritou.
- Não, Madeline. Eu não posso dar doce para você. Você fica muito agitada quando come doces.
- Mas eu quero só hoje, por favor! - Madeline olhou para o seu tio com aqueles olhos brilhantes de cachorro pidão. Dickson suspirou, abaixou a cabeça e comprou doces para a Madeline.
Dickson volta para a mansão e todos estão dormindo, menos Duquezell, que está trabalhando. Ela já está de saída. Dickson tenta falar com Haline.
- Haline! - Dickson disse isso num tom sedutor.
- Hum? - Duquezell fez aquela cara de preocupação.
Dickson acaba de dar um beijo na bochecha de Haline e ela sai apressadamente. Haline é uma moça muito tímida, quase nunca fala com ninguém, com medo de que alguém seja mal educado o suficiente para magoá-la. Então, Haline volta para a sua casa com seu dinheiro que recebeu dos Valkers e tenta entender o que significa esse beijo que Dickson deu na sua bochecha.
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O estupro de Haline Duquezell

Haline se sentiu abençoada porque consegue dinheiro o suficiente para pagar suas contas e para comprar o que precisa. Haline agradece a Deus sempre, porque Deus é o seu pai. Haline tem uma paixão implacável por Deus. E está maravilhada por trabalhar na casa dos Valkers todos os dias.
Hoje, Mabelle arruma a mesa porque hoje tem uma festa. Humildemente prepararam isso por causa da Haline. Haline fica encantada.
- Pra mim? Nem sei o que dizer! Nem precisava! - Haline disse isso emocionada.
- Você merece, querida. Afinal, somos os Valkers! Agradecemos sempre! - Respondeu Mabelle.
- Somos ricos, mas somos legais! - Respondeu Madeline animada. Madeline coloca um lacinho na roupa da Haline e todos se divertem. Todos comemoram e conversam. Haline lembrou que esqueceu o seu avental e pede licença. Ela vai no quarto do Dickson e consegue amarrar seu avental. Dickson, aproveitando da situação, segue Haline e os dois estão sozinhos no quarto. Dickson pretende amar a Haline.
Haline se assusta com a presença de Dickson.
- Hahaha meu amor! - Dickson fala num tom sedutor.
- Dickson? Me desculpe... Estou de saída, preciso ir. - Haline já ia voltar, mas Dickson a pega pelos braços e beija o pescoço de Haline, lentamente.
Haline sentiu-se apavorada, com vontade de sair correndo e ao mesmo tempo, aquela sensação perigosa e gostosa no seu pescoço. Uma sensação boa e ruim ao mesmo tempo. Haline disse num tom de tristeza:
- N-Não, Dickson! Espere... Eu preciso trabalhar!
Dickson colocou o dedo na boca de Haline e disse sedutoramente:
- Fique quieta, Haline... Fique quieta...
Haline tenta fugir. Porém, Dickson a pega pelo colo, leva para a cama e tira suas roupas, estuprando-a, prazerosamente. Haline, desesperada, grita pelo socorro, grita com todas as forças, porém ela está longe de tudo e de todos, sozinha no quarto com Dickson, desesperada, assustada, angustiada e derramando lágrimas. Pobre Haline... Coitada toda simples e despreparada e essa calamidade acontece. Dickson sentiu uma atração enorme por ela e Haline sentiu medo dele. Foram horas de prazer para Dickson e desespero para Haline. A coitada saiu correndo e Dickson implora para ela ficar mais um pouco. Haline fica sozinha, trancada no banheiro e cai aos prantos. Aquilo foi horrível. Ela nunca quis que isso acontecesse, achava que Dickson era um rapaz legal. Sua tristeza aumentou de tamanho e suas perguntas e exclamações se multiplicaram: "Como a gente se engana com as pessoas!" ou " Por que ele fez isso?"
Dickson desce e fica calado, como se nada tivesse acontecido. Ele pega um vinho tinto que mordomo ofereceu e solta aquele suspiro de um homem relaxado e aliviado.
- Onde estava? - perguntou o mordomo.
- Eu estava exercitando a minha voz. - mentiu Dickson.
- Explêndido, Dickson! Afinal de contas, você não faz nada, nem um exercício físico. Entretanto, isso me surpreendeu, parabéns! - respondeu mordomo, ingênuo.
Dickson sorri e toma um gole de vinho tinto azedo. Horas depois, a irmã de Dickson encontra Haline chorando. A irmã de Dickson fica preocupada, pensando o que aconteceu com a coitada.
- O que aconteceu, Duquezell? - perguntou a irmã.
Haline abraça a irmã de Dickson, chorando.
- Dina! Seu irmão fez uma coisa muito má!
- O que ele fez, Haline? - perguntou Dina.
- Ele me estuprou! - Respondeu Haline.
Dina abraça Haline e fica com pena dela.
- Haline... Fiques tranquila, não contarei a ninguém. - Respondeu Dina.
- Dina... Eu odeio dizer algo que pareça chocante. Todavia ele não me deixou escolhas! Eu me demito! - disse Haline desapontada.
- Venhas tu para a festa, Haline. Sentirás melhor. - sugeriu Dina.
- Não posso meu anjo... Está na hora de dizer adeus. - Haline desabafa.
Depois de ter dito aquilo num tom melancólico, Haline arruma suas malas e diz adeus a todos os Valkers, exceto o Dickson. Dina abraça Haline derramando lágrimas e deixa a menina ir embora. Todos os Valkers se decepcionaram.
- Ela era uma moça muito legal, mamãe! - comentou Madeline.
- Sim, minha filha... Ela era. - respondeu Mabelle.
A família Valker se sente incompleta sem a Haline. Porque Haline não é só uma empregada simpática. Ela é uma moça espirituosa que traz bom agouro para as outras pessoas e agora que ela foi embora, a família Valker sente falta dela. Haline ficava com os Valkers e cantarolava enquanto trabalhava poucos meses.
Naquela noite, Haline foi embora caminhando. Se sentiu acabada, destruída, machucada, deturpada, achatada, pisoteada e pistolada ao mesmo tempo. Mas nunca um sentimento de vingança, ódio, rancor, raiva, e ira. Parece que seu mundo caiu. Haline, naquele mesmo momento, preferiu ficar em casa só para não fazer mais nada. Haline não quer fazer mais nada, mais nada. Isso deixou seus amigos muito preocupados.
Vontade de largar tudo, vontade de sumir na vida, vontade de entrar para um mundo surrealista, um mundo sem problemas ou vontade de voltar a ser aquela criança que era, pertubava a cabeça de Haline. Haline fica com depressão e fica sem comer e beber.
No dia seguinte, Paul, Honey, Selam, Maria e Holly visitaram Haline. A porta aberta se fecha sozinha e as cinco crianças resolvem ver se Haline está bem.
- Haline! Está bem? - perguntou Paul.
- Não... - respondeu Haline, tristonha.
- Haline minha flor, precisa sair dessa tamanha tristeza que pertuba sua paz! - disse Honey.
- Obrigada, Honey... Sei que está tentando me ajudar... Sinto-me péssima, como se eu estivesse afundando-me em minha maré. - Disse Haline.
- Por favor, Haline! Não queira que as coisas chegam nesse ponto! - Disse Selam.
Holly e Honey levantam Haline e a levam para passear.
As cinco crianças insistem que Haline deixe essa depressão de lado, todavia Haline não se anima nem sequer dá um sorriso.
As crianças se preocupam com a Haline. Nada do que fizeram adiantou. Então, Paul resolve chamar os adultos. Muitas pessoas conhecem Haline Duquezell. Entretanto, depois do que houve, Haline não quer conversa. Haline nunca foi uma pessoa tão tristonha e melancólica.
As crianças conversam com os amigos de Haline e comentam que ela está muito triste. Os amigos, porém, não sabem como ajudar Haline, porque Haline não contou o motivo de sua tristeza, não contou o que houve. Para Haline, esses dias estavam frios e sem vida, sem cobertor e sem sol, como se fosse um mar salgado e gelado, difícil de alguém entrar.
Quando Haline sai para passear, ela volta para casa apressada só para ficar deitada e triste. Haline passou a ser uma flor murcha e preta, por conta da sua tristeza e depressão profunda.

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A morte de Dina Valker

Madeline se recusa a ir para a escola porque na escola onde ela estuda, tem um menino que não possui limites e que é considerado mimado. Madeline fala com a sua mãe.
- Por favor, mãe! Não quero regressar a escola! - desabafou Madeline.
- Por causa daquele menino? - perguntou a Mabelle desconfiada.
- Exato. Ele nunca sabe a hora de parar! E isso me deixa muito irritada! - respondeu Madeline.
- Ignore-o, Madeline. Ele precisa escutar críticas. - aconselhou Mabelle, que resolveu criticar o colega de classe da Madeline. Dina sai de casa e avisa a sua mãe que já volta. Naquele mesmo momento, Dina já ia comprar um bolo para comer com chá, mas infelizmente foi atropelada pelo caminhão. A família Valker pagou uma fortuna para levar Dina ao hospital mais próximo da rua Valentine, para que Dina melhorasse. Entretanto, Dina infelizmente partiu, faleceu. O acidente foi fatal e ela foi enterrada. A família Valker sofre sem a Dina por perto. Todos ficaram sabendo da morte da Dina e Haline ficou mais triste ainda. Fizeram várias homenagens para a Dina e Haline cantou a ópera G' Taime Amour. Todos se emocionaram. Dina era mesmo uma menina linda e famosa na família Valker. Dickson ficou magoado, se trancou no seu quarto e chorou demais, porque Dina era irmã dele. Dina era muito chata e brincalhona com ele. Dickson também fazia brincadeirinhas estúpidas com ela. Dina deixou um presente especial para Haline e naquele mesmo lugar onde todos estavam, no velório, Haline abriu o presente e se encantou com o colar de diamante que Dina comprou na loja Vinne's Glamorous Golden. Todos tiveram momentos felizes e tristes com Dina. Haline, mesmo tristonha, desabafou:
- Eu não queria que ela fosse embora... Ela me fez feliz e me fez parar de derramar minhas lágrimas. Eu sempre me lembrarei dela, com muito carinho.
- Também me lembrarei da minha irmã com muito carinho, Haline Duquezell. - respondeu Dickson.
Haline se sentiu incomodada com a presença de Dickson, que a ama tanto.
Depois do velório da Dina, todos saíram do cemitério tristonhos. Aquela menina loira, de olhos azuis, cabelos macios e sorriso contagiante, Dina Valker teve que dizer adeus para o mundo. Naquele mesmo momento, Madeline perguntou para a sua mãe:
- Por que temos que dizer adeus tão cedo?
E a Mabelle, sem palavras e com um nó na sua garganta, disse:
- Só Deus é capaz de responder essa pergunta, Madeline, meu amor. - respondeu e deu o assunto por encerrado.
Madeline não entende o motivo de tanta dúvida. Ela fica sem graça quando uma pessoa adulta não fala certas coisas, quando escondem algo dela. Mas para Madeline, a morte é bem confusa, existem coisas que Madeline não consegue entender, ela já perguntou para si mesma: " Estranho... Quando dizem adeus, quer dizer boa viagem!" e quando dizem: " descanse em paz", quer dizer "boa noite, ué!"
Dickson passou a mão nos ombros de Madeline e ela perguntou:
- Tio! Quando é que verei Dina de novo?
Dickson respondeu:
- Quando você morrer.
Madeline ainda está aprendendo. Afinal de contas, ainda é uma criança. Quando Madeline crescer, ela se tornará uma mulher bem sucedida, isso é o que Mabelle espera.
Morrinson Valker, o avô de Madeline, deixou um presente para Haline na caixa de entrada de correio, com muito carinho, depois do velório da Dina.
Ao olhar a caixa de correio, Haline Duquezell mais uma vez agradece a Deus por receber cada presente que seus amigos oferecem. Porém, sua tristeza continua instalada em seu pobre coração estraçalhado.
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Depressão e pensamentos suicidas

Haline sente dor e tristeza cada vez mais. Os dias passam e a depressão ainda toma conta dela. Depressão violenta, a dor mais horrível que há, algo desagradável. Haline sente se como se fosse uma flor preta desabrochada e murcha.
Naquele mesmo momento de depressão, aquelas crianças se preocupam cada vez mais com Haline. Selam não sabe mais o que fazer e fica chateada.
- Digam-me, porque Haline está tão tristonha? Eu preciso saber o que realmente a incomoda!
Selam, depois de dizer isso num tom heróico, entrou na casa da Haline novamente e junto com seus amigos, resolveu tirar satisfações. Porém, Haline contou o que houve.
- Crianças... Este é um assunto muito pesado para vocês. Peço que não contem para ninguém, certo?
As crianças prometeram não contar para ninguém e Haline continuou:
- Fui violentada por um rapaz. - explicou Haline.
As crianças não entenderam muito bem o que significa "ser violentado" e então, conversaram entre eles. Haline se despede das crianças e pensa em se suicidar.
As crianças então resolvem tentar entender o que significa "ser violentado". Todavia, não sabiam que algumas pessoas estavam escutando a conversa delas. Essas mesmas pessoas resolveram tirar satisfação.
- Selam? O que está dizendo? - perguntou seu pai.
- Não é nada, papai... - respondeu Selam.
- Não minta para mim, Selam! Essa conversa é muito estranha para mim, quero que me conte o que está havendo agora, nesse exato momento! - disse o pai de Selam.
- Mas mãe, prometemos não contar para ninguém! - disse Paul.
Quando Selam e Paul viram aquela expressão no rosto do pai de Selam, eles se sentiram incomodados e resolveram contar. Aquela cara desconfiada recheada de ódio, de raiva, de mágoa, decepção ou tudo isso junto.
Selam suspirou.
- Pai, conhece a Duquezell? - perguntou Selam.
- Conheço, filha. Mas o que ela tem a ver com essa história de "ser violentada?" - perguntou o pai da Selam curioso.
- Haline é que foi violentada, papai. Ela é que está sofrendo por causa disso. Mas eu não entendi muito bem. Ela nos pediu para não contar para ninguém. - explicou Selam.
- Oh céus! Duquezell disse isso a vocês? É por isso que ela está tão depressiva? Fizeram bem em contar, precisamos ajudá-la! - disse a mãe de Paul, confiante e determinada. Os pais das crianças entraram na casa de Haline e ela já estava a ponto de se suicidar. O pai de Selam a reprimiu.
- Não faça isso, Duquezell! - gritou com todas as forças e isso assustou a Duquezell.
- Pessoal! Eu... - Duquezell não sabe o que falar.
- Não queira tirar a sua própria vida, minha amiga. Estamos aqui e queremos te ajudar! - disse a mãe do Paul.
Os pais de Selam e Paul conversaram com Haline facimente.
- Quem foi que fez isso, Haline? - perguntou a esposa do pai de Selam.
- Foi o Dickson Valker. - respondeu Duquezell sinceramente.
A esposa de Paul acaricia Duquezell e ela fica mais tranquila. Como ela contou a verdade, as crianças pediram desculpas e Haline foi muito piedosa. Os amigos de Haline descobriram a verdade e resolveram processar Dickson.
- Por que não contastes para nós, Duquezell? - perguntou a esposa de Selam.
- Porque Dickson é capaz de fazer qualquer coisa, ele tem dinheiro. - disse Haline.
- Isso não vai acontecer, Duquezell! Esse depravado vai acabar preso! - disse o pai de Selam irritado.
Os amigos de Duquezell se preparam para fazer algo contra Dickson Valker e isso deixa Duquezell com medo. Duquezell se sentiu aliviada e atormentada ao mesmo tempo.
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Uma surpresa desagradável

Janaína recebe uma ligação do pai de Selam acusando Dickson.
- Por que está acusando meu filho? - perguntou Janaína.
- Esse seu filho violentou Haline! Haline Duquezell! - respondeu o pai de Selam.
Foi uma surpresa desagradável para Janaína Valker e ela desligou o telefone depois de receber críticas e ameaças do pai da Selam. Janaína se sentiu magoada e criticada, como se fosse um corte no seu coração. Entretanto, resolveu conversar com Dickson.
- Dickson! Preciso falar com você! - disse a Janaína.
- O que foi, mãe? - perguntou Dickson.
- É verdade que você estuprou a Haline? - perguntou Janaína.
- Mãe! Haline se demitiu porque quer. Ela nunca se incomodou com nada. Tome um leite morno e durma cedo hoje. Está viajando. - aconselhou Dickson.
- Pensa que me engana, Dickson? Eu recebi uma ligação agora mesmo! Aquele homem me criticou, me humilhou! Me senti magoada! Não posso acreditar que você estuprou a pobre moça! Agora entendi porque Haline pediu demissão! - disse Janaína.
- Mãe! Está contra mim? - perguntou Janaína.
- O que mais me deixa furiosa é saber que você cometeu esse erro! E sim, eu estou muito decepcionada contigo! Tu me decepcionastes! Mas apenas te perdoarei se você pedir desculpas a ela.
- Mas... - respondeu Dickson.
- Dickson! Se você não pedir desculpas para a Haline, eu vou contar que você estuprou Haline! Ouviu bem? - ameaçou Janaína.
Morrinson, o marido da Mabelle e avô de Dickson, escutou a conversa e se aproximou. Ele estava passeando pela mansão toda enquanto lia seu livro.
- Eu ouvi bem? Dickson estuprou Haline? - disse Morrinson.
- Vovô! Não é o que você pensa! - disse Dickson.
- Calado! - disse Morrinson irritado. Logo, a família inteira descobriu a verdade e fez uma reunião. Todos estavam decepcionados com Dickson.
Madeline ficou com medo e saiu da mansão.
- Por que fez essa coisa tão terrível? - perguntou Matt, o seu pai.
- Não fiquem chateados comigo! Eu fiz isso por amor! Eu sempre fui apaixonado pela Haline! Eu quero que ela seja a minha esposa!
- Dickson se defendeu.
- Isso não é amor! É pouca vergonha! - respondeu Morrinson.
- Dickson! Não é assim que você demonstra amor! Isso é violência! - disse a Mabelle.
- Mas eu a amo! Não entendem isso? - Dickson estava chorando.
- Eu entendo que você ama aquela moça, Dickson. Porém, terá que arcar com as consequências! Isso é um crime. - respondeu Morrinson decepcionado.
- Amar não é assim, Dickson. - respondeu Mabelle.
Todos se decepcionaram com o Dickson. Ele tentou explicar que realmente amava aquela moça, todavia não resolveu nada, Dickson queria que acreditassem nele. Janaína caiu aos prantos e o Dickson foi preso. Todos os amigos de Haline comemoraram. A família Valker se sente frustrada por causa do crime cometido pelo Dickson.
A justiça foi feita.
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A Cafeteria

Duquezell tenta esquecer do dia em que foi estuprada, trabalhando numa cafeteria. Os amigos de Haline contaram essa notícia para ela e ela se sentiu aliviada.
- Que maravilha! Dickson Valker finalmente foi preso! - respondeu Buddy.
- Agora mesmo a família Valker deve estar se sentindo péssima, Buddy. Já não basta a morte da Dina. Agora o Dickson preso. - comentou Haline.
- O que vamos fazer, Duquezell? Se dinheiro resolvesse, Dina estaria viva até agora. Entretanto o que esse homem fez, foi imperdoável. - respondeu Buddy, o pai de Selam.
- Buddy... Sinto muita pena do Dickson. - respondeu Duquezell.
- Devia sentir ódio dele, porque estamos aqui para julgar e processar. - comentou Buddy.
- Mas você é um policial? - perguntou Duquezell.
- Sou sim, Duquezell. - respondeu Buddy.
Duquezell não sabia que Buddy é o pai de Selam e que ele é um policial. Mas Duquezell estava ocupada e atenciosa ao mesmo tempo.
A cafeteria onde Duquezell trabalha se chama Coffee's Zell. Uma cafeteria perto de sua casa que fica na rua Bildone de Maruni 999, Jardim Saint Vellinienell. A gerente da cafeteria é a prima de Duquezell, a Vinnie, que sentiu pena da Duquezell desde o dia em que ela foi estuprada.
Duquezell, depois do trabalho, percebeu que esses estavam incompletos e um pouco ensolarados depois que o problema foi resolvido. O céu estava branco inteiramente, as plantas marrons e as terras um pouco úmidas, como se fosse o dia mais triste do mundo. Para dizer a verdade, o dia em que Haline se entristeceu, estava preto, chovia o tempo todo e quase nunca fazia sol.
Haline se sentiu como se fosse uma flor branca. Mesmo assim, continuou trabalhando como ninguém.
Buddy ficou como segurança naquela cafeteria, de olho em tudo e em todos. Selam e seus amigos brincaram lá fora. Paul conhece Madeline, a filha da Mabelle, da família Valker.
- Paul? É este o seu nome? - perguntou Madeline.
- Acertou, Madeline. - disse Paul.
Naquele momento, Paul e Madeline se conheceram e Selam andou de skate do outro lado da rua
- Filha! Você não é um moleque para andar de skate, largue isso antes que eu pegue de você! - disse Buddy.
Selam se decepcionou fácil e guardou seu skate. Duquezell balançou a cabeça e continuou trabalhando.
Vinnie se sente aliviada porque Duquezell está se sentindo melhor.
- Não sei como posso agradecer os meus amigos. Nem sei como posso agradecê-la, Vinnie. - comentou Duquezell.
- Tivemos que fazer isso, Duquezell. Nós nos sentimos péssimos quando você estava passando por depressão. Você ficou dias sem sair, ficou "trancada em casa", ficou dias sem falar com ninguém. Nunca quis você tristonha, Duquezell, saiba que eu te amo. - comentou Vinnie.
- Também te amo, Vinnie. - disse Duquezell.
- Eu sei, você sempre se esforça, menina. - disse Vinne.
Algumas garçonetes serviram Buddy com café e rosquinha.
- Nossa, tudo isso para mim? Obrigado, meninas! - agradeceu Buddy.
- Não tem de quê, Buddy. Você fica mais lindo quando trabalha como policial. - disse uma das garçonetes.
- Se minha esposa escuta isso, ela morre de ciúmes. - comentou Buddy.
- Hahaha desculpe então. - disse uma das garçonetes.
Holly e Honey chegaram na cafeteria dando boas vindas para a Haline.
- Minha flor, como está? Não está mais sofrendo? - perguntou Honey.
Haline dá um beijo na bochecha da Holly e da Honey. Honey trouxe uma cesta de doces e deixou na mesa da cafeteria. Holly jogou flores para todos os lados na cafeteria.
- Que maravilha, Haline! Eu gostaria que minha filha fizesse a mesma coisa!
Duquezell sorriu fraquinho depois de escutar aquilo.
Duquezell continua melancólica, porém tenta se animar. É difícil esquecer o que aconteceu, é uma cicatriz que fica marcada para sempre.
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Depois do trabalho, Haline faz uma faxina na casa dos seus amigos. Ela se sentiu aliviada e melancólica ao mesmo tempo.
- Haline! Você me faz um favor? - pediu Selam.
- Sim, querida Selam. - respondeu Haline pacientemente.
- Pode me prometer que vai ficar longe de moços mequetrefes? - perguntou Selam.
- Prometo, Selam, meu amor. - Haline respondeu Selam carinhosamente e deu um beijo na bochecha de Selam.
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Haline continua firme na fé e persistente na vida. Afinal de contas, vida de adulto é cansativa, em vez de se preocupar por exemplo,com o que vai acontecer no próximo episódio de Warrior Stars, deve se preocupar com contas para pagar, trabalhos, problemas...
Com certeza Haline diria: "Por mim eu seria criança para sempre!"
Infelizmente não podemos fazer nada para mudar. A vida é sempre assim e será até o fim. A não ser que tenha vontade de fugir. Fugir de responsabilidades e ser criança para sempre.
Haline voltou para casa e escreveu em seu bloco de notas um texto enorme. Escreveu tudo o que estava sentindo. Estava escrito no primeiro texto: " Quando você é criança, nada importa. Você pode fazer o que quiser."
Isso acabou de mostrar que Haline Duquezell ainda está triste. Ela tenta esquecer o que aconteceu,mas Dickson ainda está na sua mente ingênua.
Holly e Honey bateram na porta da casa de Haline e a convidaram para uma festa junina. Ela aceitou e se arrumou imediatamente.
Naquele dia, a festa junina estava deslumbrante. Paul e Selam cantaram a música no palco de madeira. A parte mais engraçada foi quando Selam colocou o dedo na boca na parte da música.
Haline comeu pé de moleque e paçoca. Foram Holly e Honey que fizeram com amor e carinho.
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Passou mais um tempo e Haline não consegue tirar Dickson da sua cabeça. Aqueles beijos de amor e desejos prazerosos pertubavam a cabeça da coitada, desejos profundos, amor pecaminoso e um profundo prazer imenso. Nesse mesmo momento de decepção e de depressão, chegaram os amigos de Haline. Selam e Paul chegaram. Haline desabafou:
- Oh! Amigos meus! Quanta gentileza!
Selam respondeu:
- Então... Ainda sentimos muito por esse acontecimento horrível.
- Não precisa falar sobre isso, Selam querida! - respondeu Haline, feliz.
Haline teve que fingir que estava bem, porque ainda não conseguiu esquecer o que houve. Selam e Paul resolveram levar Haline para um parque de diversões.
- Sabe de uma coisa, Haline? Vamos levá-la ao parquinho! - disse Selam, feliz.
- Se Dina estivesse viva, ela ia adorar. - comentou Paul.
- Com certeza! - concordou Haline.
Haline resolveu se animar e foi para o parque com Selam e Paul.
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O guarda levou Dickson para o Diretor, na Penitenciária do Estado. O Diretor olhou para Dickson com uma cara feia e deu sermão nele.
- Agora, Dickson... Antes de cumprir sua pena aqui, vou te falar uma coisa! Eu sei que você ama aquela jovem, entretanto,não é desculpa! De qualquer jeito, é um crime. Você não passa de um safado, delinquente e sem escrúpulos! Guarda, coloque ele na cela onze! Nem gás escapa daquela cela! - bufou o Diretor.
- Sim, Senhor. - respondeu o Guarda.
O guarda levou o Dickson para a cela onze, que ficava longe da sala do Diretor. Para se descontrair, o guarda disse:
- Fique aqui, safado! Vai ficar aqui por um bom tempo. - disse o guarda sorridente.
- Isso é o que você pensa, Otário! - respondeu Dickson, irritado.
- Meu nome é Otávio! - respondeu o Guarda.
- Ah! Cale-se! - disse Dickson com a paciência zerada.
Dickson neste exato momento estava se sentindo a pior pessoa do mundo.