História - A criação da Lua - - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Personagens Originais, Suga
Visualizações 6
Palavras 1.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Fluffy, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


10 dias depois, mas cá estou novamente.
~Lu

Capítulo 3 - - Choque -


[3° Capítulo]

 - Choque -

Acordei com as costas doendo, extremamente desconfortável. Estava com uma coberta por cima de mim, achei um pouco - muito - estranho, por que além de não ter visto quem colocou o cobertor ali, o lugar estava claro demais.

Eu não estava dentro do carro.

Levantei rapidamente e minha cabeça doeu. Parei um pouco e esperei a dor se estabilizar e meus olhos se adaptarem á luz do local.

Olhei para cima e vi meu pai sorrir. Ele tinha olheiras grandes e profundas que marcavam todo o seu rosto.

- Bom dia, filhão. - brincou vendo a minha cara de sono.

Olhei em volta e fiquei mais confuso.

- Por que estamos num hospital?

E em questão de milésimos, seu sorriso que antes estava extremamente iluminado, se fechou.

Parecia remoer algum pensamento e ficar mais triste a cada segundo.

Queria falar alguma coisa, mas as lágrimas desciam em bando, teimando em se multiplicar. Caiam rapidamente deixando seus ratros marcados em meio a tristeza.

- A mamãe... A sua mãe, ela... - a tristeza era mais que evidente.

Ele estava com medo de responder e eu com mais medo de ouvir a resposta.

Mais alguns milésimos e ele teria uma crise de choro na minha frente. O médico o chamou da porta de seu consultório com um sorriso carregado de mágoa.

Meu pai se levantou passando a palma das mãos pelas bochechas.

- Já volto, filho.

E assim foi para dentro do consultório me deixando para trás.

Parei e pensei no que tinha acontecido no tempo em que eu estava inconsciente, formulando alguma teoria aceitável, o que não demorou a vir.

Eu vi a minha mãe dentro do carro, então deve ter alguma coisa haver... Será que ela está gripada? Nah, papai teria cuidado dela. Deve ser alguma coisa mais séria para estar num hospital.

Fiquei horas esperando sozinho, inventando várias palavras novas para passar o tempo. Mas em todo esse tempo, eu precisava fazer alguma coisa fora daquele banco frio de hospital.

Mas se eu saísse dali, talvez meu pai não me encontrasse em meio aos corredores e alas do imenso hospital.

Mesmo assim, vou sair.

Andei despreocupado na ala dos doentes. Um silêncio pertubador ecoava pelos cantos até meus ouvidos.

Aquele silêncio era incômodo, de certa forma, mas me deixava cada vez mais relaxado. Qualquer pensamento ruim, ideia sem noção, estava longe de mim. Minha cabeça rondava em um espaçoso branco.

Ao passar em meio as portas, uma aberta me chamou a atenção. Ouvia uma respiração pesada e compassada.

Estava apenas a sala e seu paciente.

Sem nenhum parente ou qualquer alma viva além dele. Estranhei um pouco, mas não me dei o direito de entrar.

Era um menino, esse que estava num estado bastante debilitado. Sua ficha era visível na cabeceira da cama, ele era um paciente com câncer.

Da porta eu não consegui ler a ficha toda, mas tinha uma anotação do lado sobre uma cirurgia, essa que aconteceria 6:20, e agora são... 6:18. Os médicos não podem me ver, ainda mais quase dentro da sala que estava um paciente.

Corri na ponta dos pés para não fazer barulho. Demorei um pouco para voltar naquele banco em que eu estava por cansaço. Parei umas 3 vezes no percurso para respirar e me recompor.

E quando cheguei, refleti.

Imagina o quão ruim é estar naquela situação, sobrevivendo por canos que respiram por você, comem por você e podem te matar em questão de segundos.

Um menino tão jovem em uma maca sobrevivendo por aparelhos é uma situação mais que deprimente. Meu pai diz que câncer é uma coisa muito triste, por que é uma doença devastadora. Por mais que eu tenha uma noção quase completa do que se trata, eu nunca senti o que era estar em uma situação decadente como essa.

Parei e respirei fundo. Estava chorando.

Os cabelos caem, sua saúde fica mais que debilitada, é uma doença que realmente assusta.

Eu estava mal por aquele garoto. Sentia culpa de alguma forma. O humano pode sentir a dor por uma outra pessoa, é mais recorrente acontecer com parentes ou que possuem uma relação muito forte com ele, mas pode ser com uma pessoa desconhecida que nunca tenha visto na vida. Isso me confunde em uma escala bem alta.

E em questão de segundos papai saiu de dentro daquela salinha triste, diria que mais deprimido que antes. Ele me olhou e adquiriu uma feição de espanto e dó, como se tivesse pena de ter me visto assim.

- Você ouviu? - apontou para a porta atrás de si.

Neguei fungando e limpando algumas lágrimas que insistiam em escorrer. Me ajeitei no banco, puxando aquela coberta até meus ombros e sorri levemente.

~~~

Papai disse que era melhor eu ficar em casa, já que ele iria passar muito tempo dentro do hospital. Disse que eu era grandinho e já poderia me virar sozinho.

Durante o trajeto do hospital até em casa, papai não ousou falar uma vírgula, assim como eu. Parecia triste demais para descutir um assunto qualquer.

Até que resolveu falar uma frase...

- Filho. - me chamou sem tirar os olhos da estrada - Lembra que a mamãe estava dentro do carro quando eu te busquei na escola? - acenei em resposta - Então... - ele desligou o carro e tirou minha mochila do porta-malas e me entregou como se dissesse que eu entraria sozinho - Ela está em um estado grave, ela está... - parecia tentar escolher a palavra mais correta a se dizer - Dormindo. Ela estava com muito sono e o médico disse que ela vai ficar dormindo por muito tempo, mas não esquenta com isso, ela vai voltar logo logo. - sorriu aberto.

Sabia que aquele era só o jeito de se falar alguma notícia ruim para uma criança, como se tivesse contando uma historinha da Disney.

- A sua mãe está em coma, pode acordar ou morrer. - falou sincero com a voz embargada de tristeza - E eu não posso deixá-la no hospital sozinha. Eu não vou poder ficar tanto tempo em casa, preciso cuidar dela. Me desculpe, campeão.

O último cafuné e foi embora com a sua mala que sempre leva para o trabalho junto com o resto de alegria que eu tinha.

E agora cá estou eu. Assentado no sofá tentando entender tudo que estava acontecendo.

Eu estava sozinho na casa, a minha mãe não iria me bater mais, não iria gritar comigo mais e meu pai não poderia ficar aqui mais que dez minutos para buscar roupa e tudo que precisaria para ficar quase 24 horas fora de casa para visitar a minha mãe e trabalhar o triplo para mantê-la no hospital.

Minha mãe tinha entrado em coma. Eu sabia o que era alguém estar no estado de coma, mas coma é só um estado, o motivo que é o x da questão.

Parei e procurei nos livros sobre coma, e então um dos tópicos me chamou a atenção.

Coma alcoólico.

Tudo ali condizia com o estado que mamãe estava, e em uma das poucas imagens, havia uma daquelas garrafas que ela sempre tomava, de dia, de tarde, de noite, o tempo todo.

Coloquei os outros livros de lado e fui me aprofundar naquela parte específica do livro.

As horas passavam rapidamente, e quando notei, já passavam das 10 da noite. Precisava dormir.

Desci da cadeira e arrumei minha mochila para o dia de amanhã.

Seria um novo dia para enfrentar.


Notas Finais


O que acham dessa situação? O pai sem tempo para dar a atenção devida, Yoongi desolado... E o que acharam da mãe? Pena ou só odeiam ela mesmo?


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