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História || CLOSER TO YOU • Alec Lightwood || - Capítulo 22


Escrita por:


Notas do Autor


Quem resolveu aparecer? Eu mesma!

Espero que gostem do capítulo, e
me perdoem pelos erros, eu sou cega, relevem.

NÃO, eu não desisti da história. As postagens vão ser lentas, mas não irei desisti e espero que vocês não desistam de mim também.

Capítulo 22 - 19. Plans


Fanfic / Fanfiction || CLOSER TO YOU • Alec Lightwood || - Capítulo 22 - 19. Plans

19. PLANOS

A mulher de cabelos avermelhados caminhava acompanhada por uma de suas colegas de aula, Emma. Ambas saiam do prédio de seu curso, era a última aula do dia, então poderiam ir para casa. Seguia a direção do estacionamento, onde irão encontrar seus devidos carros que estavam próximos um do outro, haviam descoberto a coincidência quando começaram a caminhar para a mesma direção.

Quando de repente, a ruiva escutou alguém chamar por seu nome quando se despedia da colega. Virou-se na direção que a pessoa desconhecida que lhe chamava estava. Observou um rapaz loiro se aproximar, se sentiu confusa por não lembrar o nome do rapaz que claramente sabia o seu, e tentava lembrar de onde o conhecia.

— Lydia! – O rapaz de cabelos dourados, levemente escuros possuía um sorriso nos lábios, sua pele era bronzeada o entregando que não era de Nova Iorque.

— Sim? – Respondeu Lydia ainda em dúvida, tentando lembrar de onde o conhecia.

— Acho que realmente não se lembra de mim. – Disse dando uma leve risada, mas não chateado, até porque aquilo não era nada demais — Alex, da boate a alguns meses atrás. – A ruiva arregalou levemente os olhos por poucos segundos, demonstrando que lembrava, e abriu o sorriso para o mesmo.

Alec havia quebrado seu coração, mas não por isso que deveria ser mal-educada.

— Eu sabia que iriamos nos esbarrar aqui no campus em algum momento. – Lydia assentiu, queria ir logo para casa e retornar para a sua cama, mas não queria o destratar, afinal ele não tinha culpa alguma — Então, pensei em te convidar para sair algum dia desses, claro, se você quiser.

O sorriso de Lydia se desmanchou por alguns segundos, não passando despercebido por Alex. Mas decidiu não falar nada e apenas esperar sua resposta.

— Eu não sei. – Respondeu Lydia, olhando para os lados, mas logo parou e pensou: Por que iria ficar em casa e sofrer por alguém que não lhe dava valor? — Estou com alguns problemas pessoais, mas quem sabe eu não dê um espaço para você? – A mesma movimentou seus lábios em um sorriso singelo, fazendo o loiro a sua frente retribuir.

— Eu iria ficar muito honrado com isso. – Respondeu de forma divertida, arqueando a sua sobrancelha direita.

— Eu... – Sua voz foi interrompida ao sentir uma vibração em seu celular e o pegou, vendo o nome de Isabelle vibrar na tela e suspirou. Levantou o dedo indicador para Alex, pedindo que aguardasse um minuto e o mesmo balançou a cabeça assentindo, colocando as mãos nos bolsos na jaqueta que usava naquele dia.

Assim que Lydia iria deslizar o dedo pela tela de seu celular, o aparelho parou de vibrar indicando que Isabelle havia desligado a chamada não atendida. Mas em menos de segundos, seu celular voltou a vibrar novamente em sua mão, mas dessa vez fazendo um barulho irritante quando chegava notificação.

Lydia semicerrou os olhos confusa enquanto via as mensagens não pararem de chegar em seu aparelho. Diversas mensagens seguidas de Isabelle e até mesmo de Jace, pedindo que ela fosse para o instituto, e pelo modo que a dupla havia enviado as mensagens realmente deveria ser urgente.

— Eu vou ficar te devendo. – Lydia virou-se para o rapaz que concordou sorrindo, vendo que a mesma estava com pressa, mas mesmo assim não desmarcou ou rejeitou o convite de certo modo.

Os passos de Lydia eram rápidos, e faltava poucos metros para chegar em seu carro.

Minutos depois, estava a mulher de cabelos avermelhados correndo em direção o quarto de Isabelle, onde ela havia dito por mensagem que estaria.

— Então, quer dizer que vocês querem que eu entre no escritório onde Alec provavelmente deve estar e simplesmente o distraia? – Perguntou Lydia, apontando para o loiro e a morena em sua frente que assentiram para ela — Essa era a urgência?

— Eu sei que você não quer ver a cara do meu irmão, nem eu mesmo quero, mas é o único plano que tivemos. – Respondeu Isabelle encarando a amiga, rezando mentalmente para o anjo Raziel para que ela aceitasse.

— E também querem que eu roube a Estela de Alec para que você possa abrir o cofre? – Apontou Magnus para si mesmo e depois para Jace, que também assentiu.

— Não é um plano suicida, e já enfrentamos coisas piores que Alec Lightwood. – Disse Jace, fazendo Lydia o fuzilar com seus olhos castanhos.

— Nesse plano maluco você mal faz algo Jace! – Afirma Lydia, ainda contrariada com aquela ideia.

— Não será um roubo. Apenas iremos pegar emprestado. – Disse Wayland, fazendo novamente uma Lydia carrancuda o olhar. Ele apenas deu de ombros ao receber o olhar da irmã sobre si.

— Sem o conhecimento dele. – Isabelle se pronunciou, e Lydia se afastou do pequeno círculo que estava formado e se sentou na cama da morena.

— Vocês estão loucos.

— Lydia, Magnus. Desde que Alec descobriu que nossos pais foram do Ciclo, ele está... – Jace pausou sua frase pensando em uma palavra para a descrição — Confuso. Ele não consegue visualizar a situação.

— Se a Clave está disposta a submeter Merlion aos irmãos do Silêncio, se estão dispostos a ir tão longe... – Isabelle continuou encarando o feiticeiro — O que acha que vai acontecer quando pegarem o Cálice? Isso vai afetar todo mundo.

— Nos ajudem a abrir este cofre. Nos ajudem a acabar com isso. – Jace o persuadia, já que parecia ser a única forma que podiam o ajudar, sabia da situação da ruiva, mas aquilo também era importante. Era a vida de centenas, se não milhares, de vidas em risco.

— Tudo bem. – Magnus foi o primeiro a aceitar — Mas vocês irão ficar me devendo, e eu quero dizer algo no estilo do século 14. Ouros, rubis, diamante com certeza.

Isabelle e Jace se encararam cúmplices, e agora os três voltaram seus olhares para a mulher ruiva ainda sentada na cama.

Lydia fechou os olhos, apertando as pálpebras. Era para um bem maior, era o que repetia em sua cabeça.

— Ok, ok! – Sua confirmação fez Isabelle e Jace sorrirem, pois haviam conseguido fazer com que concordassem com o plano — Mas vocês... – Semicerrou os olhos novamente em direção aos irmãos — Vocês irão me dever, não quero ouro, rubis, e nem diamante. Mas em algum momento eu posso precisar de vocês, e vocês não terão o poder de recusar o que quer que seja.

Lydia levantou-se após um longo suspiro, e se aproximou dos dois shadowhunters e do feiticeiro.

— Se vamos fazer isso. É bom que saibam que não terá mais volta.

A Martin disse seriamente, o máximo que esperava daquele plano, era a situação dela e de Alec piorarem ainda mais. Não sabia o que iria acontecer, mas iria com certeza fazer algo.

Lydia Martin estava parada em frente a porta do escritório, hesitante em querer dar alguns passos, mas a frente e entrar naquela sala. Magnus que estava alguns poucos metros de distância, sussurrou um "boa sorte" para ela, que assentiu em agradecimento, sabia que realmente iria precisar daquela boa sorte.

Sabia que ele estava sozinho no cômodo. Isabelle havia verificado e dado a certeza sobre a situação.

Segurou a maçaneta da porta á sua frente, e respirou fundo uma última vez como se esperasse forças aparecerem para o que viria em seguida. Apenas esperava que não houve uma briga.

Girou a porta, assim finalmente abrindo a porta. E logo que entrou, ganhou um olhar confuso em sua direção. Encostou-se na porta após fechá-la atrás de si.

— Aconteceu algo? – O moreno foi o primeiro a se pronunciar após longos minutos em um completo silêncio.

A ruiva não havia percebido que já fazia minutos que estava ali parada e não poderia continuar daquela forma. Magnus apenas esperava alguns minutos mais para que pudesse executar sua parte do plano e tanto quanto os irmãos, esperava que eles se acertassem.

— Sim! Quero dizer, não! – Confundiu-se em meios as palavras e deu alguns passos mais para frente. Fazendo Alec arquear a sobrancelha sem entendimento algum do que ela queria transmitir. — O que eu estou fazendo aqui? – Murmurou Lydia para si mesma.

Martin varreu os olhos pelo lugar tentando encontrar um assunto para que o distraísse. Quando finalmente parou os olhos nos braços musculosos do moreno, o que a deixou preocupada, o ferimento antes feito no ataque, estava pior. O tecido que o cobria estava mais vermelho do que antes, manchando-o de sangue.

— Isabelle me contou que esteve dando alguns socos no saco, você sabia que não podia por causa de seu braço. – Lydia dessa vez se aproximou, ficando de frente para o mesmo, que estava encostado na mesa amarronzada do próprio escritório e ao seu lado estava a sua Estela — Então por que o fez? – Desviou seu olhar da ferida, encarando os olhos de cor de avelã a sua frente. E foi ali que percebeu que seus rostos estavam próximos, mais próximo do que gostaria.

— Eu precisava descontar minha frustração. – Respondeu Alec, mantendo seus olhos fixos nos dela.

— E eu posso saber qual o motivo da sua frustração? – Perguntou Lydia.

— Perdi a garota que eu amo por causa de um casamento idiota para salvar a minha família. – Respondeu simplesmente.

Aquelas palavras atingiram em cheio a jovem, seu coração antes com batidas diminuídas, já havia aumentado de forma drástica.

— Você não pode dizer isso Alec. – Respondeu Lydia, dando dois passos para trás, cortando a aproximação — Não agora!

— Eu sei. – Confessou com sinceridade, seus olhos haviam desviados para o piso escuro — Mas eu não podia guardar isso para mim.

— Mas deveria!

— Não, não deveria, Lydia. Você deve entender o meu lado, eu estou fazendo isso para salvar a minha família. – Disse Alec.

— E salvar a sua vida, você não deseja? – Perguntou bruscamente.

— O seu mundo e o meu são diferentes, você não me entenderia. – Aquilo fez Lydia fechar os olhos, apertando as pálpebras uma na outra como se tentasse se controlar.

— Eu posso não ser uma caçadora das sombras, Alec. Mas assim como você, eu salvo pessoas, desde o meu ensino médio é o que eu faço junto com os meus amigos, junto com a minha família. Nos salvamos a nossa cidade, mas vezes do que você pensa. E não usamos espadas que brilham no escuro e não temos treinamento desde criança. Mas nós defendendo as pessoas da nossa cidade, da nossa casa, com presas e garras, ou eu, com gritos absurdos e até mesmo com tacos de beisebol. – A lembrança fez surgir um pequeno sorriso em seus lábios rosados — Nos machucamos. Nós caímos. Mas nós sempre nos erguíamos e lutávamos, nunca desistíamos quando já começávamos a pensar no pior, e juntos, nós vencíamos. – Lydia enchia-se de orgulho com as coisas que junto com seus amigos havia feito para salvar as pessoas que gostava, pessoas que a conhecia desde que havia nascido — Então, antes de dizer que eu não entendo você, quando jovens se juntaram para um bem maior, quando você mesmo não entende que não conseguirá tudo o que deseja lutando sozinho.

Respirou mais uma vez, tentava se conter, mas estava sendo mais difícil do que pensava. Olhou para a jaqueta preta que estava ao lado de Alec, apenas um pouco mais para trás, onde em um dos bolsos havia localizado a Estela, o objeto não estava mais.

Então o plano estava seguindo corretamente. Magnus havia conseguido com sua magia teletransporte o objeto para Jace. Apenas teria que passar mais alguns minutos naquela sala que a prendia tão intensamente.

Alec havia escutado todas aquelas palavras atentamente, e havia se arrependido do que havia falado. Envergonhado, apenas mantinha seu campo de visão no piso novamente, como se algo importante estivesse ali, mas não era, apenas sentia-se vergonha de si mesmo.

Antes mesmo que pudesse dizer algo, como um pedido de desculpas, foi interrompido de seus pensamentos e de suas possíveis palavras.

— Eu estou indo embora. – Disse Lydia e em seguida ganhou o olhar para si.

— O quê? – Alec não conseguia raciocinar mais depois daquelas quatros palavras proferida por ela. Sua respiração havia parado sem ao menos perceber e seu coração dentro de seu peito acelerou-se.

— Eu estou indo embora. – Repetiu Lydia — Estou voltando para Beacon Hills.

— Eu não quero que você vá.

Lydia havia soltando uma risada sem graça, rindo daquela situação, mas por dentro queria cair em lágrimas.

— Você perdeu o direito de querer algo, Alec.

— Por favor... – Suplicou ele.

— Meus amigos precisam de mim, e eu não irei deixá-los.

Desviou seu olhar correndo dos olhos cor de avelã, avistando a Estela desaparecida novamente em seu devido lugar. E aquele foi o sinal para que pudesse sair daquela sala. Deu as costas para o Lightwood sem dizer mais nada, já havia falado mais do que deveria. Quando estava prestes a fechar a porta, havia sido pega de surpresa sentindo algo segurando seu braço e sabia que era Alec que o fazia, antes que pudesse dizer algo, sentiu a maciez contra seus lábios. Alec Lightwood havia a beijado, interrompendo qualquer possível discurso que ela poderia dizer.

Alec tentava transmitir o que não conseguia dizer em palavras com aquele beijo, todos os sentimentos acumulados dentro de si, todo o afeto, toda a paixão... Todo o amor que sentia para aquela bela mulher de cabelos avermelhados que havia trombado em uma de suas missões.

E naquele mesmo momento, uma mulher que passava por aquele corredor querendo seguir até a sala principal do Instituto, pausou os seus passos quando botou seus olhos em direção aquela sala, parou por alguns minutos observando aquela cena, e sorriu sem graça, sentindo o amor que era demonstrado por aquele casal, a levando para um de seus últimos pensamentos com o seu antigo amor. Decidiu então, não atrapalhar aquele belo casal, e apressou seus passos fazendo o mínimo barulho possível, mesmo sentindo o pesar em seu coração.

Alec e Lydia separaram-se bruscamente com a falta de ar em seus pulmões. Encarando um ao outro. Sem saber o que dizer naqueles próximos segundos seguintes.

 Eu te amo! – Alec foi o que havia cortado aquele silêncio novamente, sentindo uma lágrima escorrer por sua bochecha vindo de seu olho esquerdo enquanto o outro estava avermelhado e marejados — Nunca se esqueça disso.

Lydia Martin espremeu seus lábios um no outro, segurando as lágrimas que haviam surgido em seus olhos no momento que havia escutado aquelas palavras.

A situação não mudaria, ela não poderia ficar naquele momento, seus amigos em Beacon Hills precisavam de sua ajuda. E ela também sabia, que o casamento não seria cancelado.

— Eu também te amo!

Foi suas últimas palavras antes dela se virar, e acelerar seus passos por aqueles imensos corredores em direção a saída.


Notas Finais


Olá, novamente.
Como está sendo o inicio de ano de vocês?

Videozinho de Teen Wolf porque sinto falta.
https://www.youtube.com/watch?v=GiMlopYaijs


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