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História -Confidencial-(LeonxClaire) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Encarceirada


Fanfic / Fanfiction -Confidencial-(LeonxClaire) - Capítulo 1 - Encarceirada

Confidencial

Claire Redfield


Um dia ensolarado? Odiava dias ensolarados, adorava dias chuvosos, tempo nublado, nuvens negras cobrindo cada pedaço do céu, durante a pequenas nuvens carregadas, tirava um tempo para fazer um delicioso chocolate quente com Marshmallow, meu irmão adorava compartilhar comigo o doce sabor do chocolate, esses momentos mais simples, mas bastante significativo de nossas vidas.

Calmaria e tempo fechado, chuva e frio, meu paraíso individual...

Meu desejo por liberdade, nada disso fazia mais sentido, encaro o sol no horizonte pela pequena janela enfadonha e triste, me amaldiçoando por todas as vezes que ansiei por liberdade.

Lembrando de cada momento, cada pedacinho de felicidade que fui capaz de usufruir na minha doce vida passada.

Agora estou encarceirada por um crime que não cometi, minha vida antes disso era completamente perfeita, tinha meu próprio lar, um cachorro muito fofo chamado Spike, um irmão incrível que sempre esteve ao meu lado, seja nos momentos bons e ruins.

Nesse momento não tinha mais nada, somente a companhia do meu próprio reflexo olhando de volta para mim daquele espelho velho e enferrujado pendurado na parede da minha cela.

_Claire Redfield, você tem uma visita.

Um homem alto, carcereiro da delegacia, esse homem infernal sempre me perturbava quando podia, dizendo coisas terríveis, me acusando de assassina, psicopata e outras coisas terríveis, dizendo também que deveria apodrecer atrás de uma cela.

Somente ao escutar sua voz repulsiva, lembrei de todas os momentos que esse homem me humilhou, até agora tenho os hematomas no corpo, todas as tardes quando a delegacia ficava em total silêncio acima das celas, o carcereiro vinha para me coagir...

_Hum, quem seria?_pergunto friamente sem mesmo me dar um trabalho de olhar para o carcereiro.

_Advogado de Chris Redfield, vamos não tenho o dia inteiro assassina._disse no mesmo tom grotesco que tanto odiava, dessa vez, me virei para encarar o estrume em forma de gente nos olhos.

Ele odiava quando tentava desafia-lo e sempre fazia isso todas as vezes que ele vinha até a minha cela para uma sessão de tortura.

O Carcereiro abriu a porta da cela com um bolinho de chave que estava pendurada no cós da sua calça, seu olhar de desprezo me analisava da cabeça aos pés, encaro seus punhos cerrados que indicava o tamanho da sua frustração, ele queria me torturar...

Mas não poderia agora.

Retraio meus labios em movimento calmo para sorrir, mostrando o quanto isso me satisfaz.

Mas depois o mesmo sorriso morre em meus labios, ao receber um puxão brusco nos braços, o carcereiro pegou a algema do bolso, colocando-a em meus pulsos sem nenhuma delicadeza.

Recebo um empurrão nas costas para que acelerasse o passo pelo pequeno corredor cheio de mulheres atrás das grades, gritando e falando os piores nomes possíveis.

Em silêncio, caminhei pelo corredor, sentindo que cada segundo fosse como um pedaço da eternidade, recebo uma cuspida ou outra das prisioneiras nas minhas roupas que estavam pra lá de imundas.

Fiz várias preces para que chegassemos logo no andar superior da delegacia para que pudesse retornar o mais cedo possível para minha cela.

Depois de alguns minutos de humilhação e agressões nas costas pelo carcereiro, cheguei a uma pequena sala.

Uma sala comumente pequena, local aonde costumavam a falar com criminosos perigosos.

_Espere aqui vadia._o carcereiro me empurrou em uma cadeira de ferro, forçando a sentar contra a minha vontade.

Estava cansada de está em uma sala pequena e ser interrogada ou receber a visita do advogado de Chris.

Dizendo que era impossível retirar as acusações e lutar contra as evidências que me incriminavam, encaro entediada o vidro blindado da sala de interrogação, pensando o quanto seria cansativo escutar mais desculpas.

Ouço o ruído da porta se abrindo atrás de mim, reviro os olhos soltando um longo suspiro, preparando minha mente para aguentar qualquer coisa que seria dito nessa pequena sala.

_Olá senhorita Redfield.

A voz fina e calma do advogado do meu irmão ecoou pelo cômodo pequeno assim que ele entrou, continuo a encarar o vidro blindado escuro sem nenhum interesse no assunto que ele queria tratar comigo.

_Olá._respondo de maneira ríspida batendo os dedos sobre a mesa, encarando as algemas em volta dos meus pulsos.

Começo a me recordar dos dias que estive em uma sala igual a essa, interrogando um assassino em série da cidade...

_Senhorita Redfield, seria mais educado se cumprimentasse de maneira mais cordial o advogado que está aqui para lhe dar uma boa notícia.

Ouço a voz rouca se referir a mim com um certo desdém, uma voz tão assustadora e destemida, minha atenção e totalmente roubada, ao encarar o dono da voz, vejo um homem alto com porte atlético usando um uniforme da polícia local, olhos azuis, o cabelo em corte channel, um castanho claro, quase loiro, a barba por fazer indicava o quanto ele era relaxado com a aparência.

Nunca havia visto antes, conhecia a maioria dos policiais, mas nunca havia visto esse homem, mais um para  fazer a minha vida mais miserável que ela é.

_E qual seria essa notícia?_pergunto sem demonstrar emoção e muito menos interesse, olhando para o policial e para o advogado mandado por Chris.

_Antez de tudo, sou Leon Scott Kennedy, sou...

_Eu sei, policial novo não é?_O corto dando um sorriso no mínimo irônico para o novato.

_Não exatamente senhorita Redfield, para uma ex-policial, a senhorita tem uma educação questionável._diz no mesmo tom ríspido desde que entrou.

O tal Leon enfatizou o "ex-policial" no intuito de me importunar, mas sempre estive acostumada a receber o desdém dos policiais por causa do que aconteceu, então isso não era exatamente uma novidade.

Não daria o gostinho a ele de me ver abalada.

_Você veio aqui para fazer o seu trabalho ou veio para questionar a minha educação particular oficial Kennedy?_pergunto o mais passível possível encarando meus próprios dedos tomados pela sujeira da cela.

Sinto a presença de Leon mais próximo, sentando frente a frente para mim, botando suas mãos na mesa e de repente sinto um puxar violento de suas mãos, apertando meus pulsos sem delicadeza.

_Olha aqui garota, melhor pensar bem no que diz, sou um policial e posso muito bem tomar isso como desacato e como consequência, isso pode estragar sua liberdade provisória entendeu?_disse friamente olhando no fundo dos meus olhos, sinto minha pele ferver de raiva por conta de suas palavras.

Quem ele pensa que é? Policial arrogante de merda!

Espera, o que???!!

Liberdade Provisoria?

Sem conseguir conter a minha curiosidade, recolho a mão imediatamente olhando em seguida para o advogado que parecia nervoso por conta da minha atitude.

_Sim, senhorita Redfield, o oficial Kennedy tem razão, vim para dizer que hoje a senhorita vai poder sair do regime fechado, seu irmão Chris Redfield encontrou evidências que podem talvez comprovar que outra pessoa seja culpada pelos assassinatos da Europa.

O advogado falou tudo com tanta rapidez que não pude acreditar em suas palavras.

Eu seria livre?

Após cinco anos presa a uma cela imunda sem ao menos poder ver a luz do dia novamente, desacreditada em tudo no que mais acreditei em toda a minha vida.

As palavras do advogado Trevor eram surreais demais para serem verídicas.

_Isso é verdade Trevor?_pergunto sem conseguir esconder minha expressão de susto ao escutar o que havia dito.

_Sim, é verdade._respondeu com um sorriso fraco.

_Não acredito!!_sem querer, solto um grito de satisfação, pulando de alegria na cadeira ao saber que estaria livre....

Demoro alguns segundos para raciocinar, e retomar o fôlego, novamente a esperança que perdi a muito tempo retornou a mim.

_Mas tem uma coisa._diz Trevor, o sorriso desapareceu em seus lábios.

Sabia!! Sempre tem uma coisa...

_Estava muito bom para ser verdade, o que foi?_pergunto com o mesmo tom frio de antes, voltando a minha dura realidade.

_Você terá que ficar sobre a minha custódia, até o fim das investigações sobre o caso da Europa, dependendo do resultado final, você podera ser livre, colocaremos uma pulseira eletrônica em você para o caso de querer fugir, o regime aberto terá conceções, vai ter hora para dormir, comer, não poderá sair de um raio de dez metros da minha residência, resumindo, você ficará sob a minha vigilância na minha casa e terá que obedecer minha ordens se quiser continuar livre, caso contrário, tudo será arquivado e você voltará para a prisão sem direto de defesa novamente._diz Leon colocando as mãos sobre a mesa, próximo o suficiente para encarar os azuis de seus olhos, ele parecia querer me desafiar com sua maneira arrogante de falar.

Suas duras palavras me atingiram como um tsunami, pronto para destruir qualquer vestígio de esperança que existia dentro de mim.

Tenho que morar com um estranho que provavelmente quer que eu apodreça em uma cela ou até coisa pior....

Que tipo de liberdade é essa?

Isso parecia o início de um pesadelo pior do que a cela imunda da delegacia de Raccoon...


Fim do Capitulo 



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