História ... Contos eróticos... INTERATIVA - Capítulo 33



Capítulo 33 - Sádica 2 - cap 1, 2 e 3


Denise estava presa pelo pescoço em um pilar fixo ao chão. A corda em seu pescoço mantinha a sua cabeça só um pouco acima da altura do pilar. 

Estava como uma égua, as ancas muito bem dispostas e nua, como nos animais. Cheguei por trás e passei a mão da sua cintura para os quadris, ela gemeu.

 Como descrever o que ela devia estar sentindo?

Havia um tempo que a deixei nesta posição, me esperando.

 Esperando pelo meu toque. 

Creio que talvez sentisse um certo arrependimento, durante esse tempo, pensando que eu não valia tanto a pena assim. 

Mas eu estava aqui. O seu corpo sentiu o meu toque com total agrado e atenção. Iria me sentir em tudo o que eu fizesse.

Penetrei o seu sexo com o meu segurando seu quadril. Fui veementemente, ouvindo o seu silêncio de gemidos, um protesto seu.

 Porém a sua respiração estava acelerada, o corpo vibrava nas minhas investidas duras. Se rendeu, gemendo no meio dos orgasmos. 

_ Rebola para mim? _ pedi quando a senti submissa e ela obedeceu. Pude remover a corda do seu pescoço, depois de parar de fode-la. Sequei suas lágrimas _ Você está bem?

Afirmou com a cabeça e beijou minha mão, antes de sair do playground.


_ O que está fazendo, Karl? _ João Paulo me surpreendeu enquanto eu reorganizava a sala.

_ O que te parece que eu estou fazendo? _ que desagradável vê-lo de novo.

_ A Hana não vai gostar de saber que está doutrinando.

_ E é exatamente por isso, que você vai contar para ela, não é mesmo? _ sarcasmo no meu tom _ O que você pensa que pode ganhar, JP?

Deu de ombros me encarando. Encarei de volta, vendo-o sair em seguida.

O João não era nada além de o puxa-saco oficial da Hana. O cretino pega no meu pé desde que cheguei no clube. Não sei o que o motiva a me perseguir, mas adoraria por um fim nisso. 

É irritante ver ele barrando toda minha tentativa de progresso profissional.

Sou aprendiz de dominação há tempo demais. Sei que estou pronto para agir sozinho, mas a Hana faz questão de monitorar os meus trabalhos.

Flagrei o JP falando de mim na copa e cruzei os braços atrás dele. Fiquei zangado.

 Só notou minha presença quando todos saíram da copa me cumprimentando ao passar por mim. Engoliu seco ao me notar. Sabia que estava encrencado agora.

_ Karl, eu...

_ Aham...?

_ Me desculpa, eu só...

_ Não _ sorri indo para cima dele que recuou até bater a cabeça no armário à parede.

Segurei seus pulsos no alto, presos no armário. Pressionei o seu corpo com o meu, contra o armário.

_ Karl... Para _ pediu com medo.

_ Parar por que? Você está gostando, não está? Eu sei porque você me persegue, JP. Você queria estar no lugar dela, não queria? Quer ser minha submissa, não quer? _ soei excitação e sorri diante do seu rosto de expressão tensa.

_ Não _ tentou ser firme a sua voz tremeu.

Apertei minha ereção contra ele, sim, a ideia de dar este tipo de lição nele, me excitava _ Não convenceu _ gargalhei divertido _ Confessa, amorzinho. Você me quer dentro de você? Eu decifro seus sonhos? Só uma palavra sua e eu te realizo.

Esperava que ele me desse um murro bem dado. Eu me daria um murro. 

Mas o JP me empurrou com o corpo, se soltou das minhas mãos, e me deu um tapa de mulher, nem marcou. 

Me afastei mais, gargalhando. Descobri qual era o problema dele. Ele me quer. Realmente me quer.

_ Isso é assédio! _ me apontou um dedo.

_ Não. Assédio e assistir cada foda minha. Você é um pé no saco, sabia? Fica longe de mim, ou eu vou te foder, você querendo ou não _ ameacei antes de ir embora.

O pior é que eu sei que ele quer. Sabia que ele era gay, mas não sabia que eu fazia o seu tipo.

Abri meu carro no estacionamento do clube e entrei girando a chave. Uma olhada pela janela e vi o JP me acompanhar de dentro do clube. Ele não consegue parar. Acabei de ameaça-lo, mas ali está ele.

Droga!!

Segui com o carro para casa. Sabia que eu não me livraria do JP tão fácil.

Cheguei na minha casa de praia. Fica a beira-mar. Não é bem, minha. É da família, mas ninguém usa há muitos anos. Por isso me mudei para cá. 

Conheci os clubes de BDSM bem cedo. Os Clubes Hana são os melhores, foi amor a primeira vista. 

Minha decisão de ser um mestre veio daí. A Hana em pessoa me inspirou a isso durante sua performance na cabine de vidro. Perfeita é a palavra que a define. Eu Quero estar a sua altura.

Porém, parece que ninguém me leva a sério.

Tá certo que eu sou um playboy filhinho de papai que nunca precisou pegar no pesado na vida, mas BDSM é sério para mim. 

Depois de um longo banho, recebi uma chamada via Skype no meu all in one, era minha irmã. Atendi de toalha, secava o cabelo.

_ Está ignorando a mamãe, de novo _ me avisou.

_ Bom dia para você também. Tomou seu café da manhã? Eu não vou querer falar com você, se estiver com fome.

_ Para de ignorar ela. Se você não atende as chamadas, ela liga para mim.

_ Eu vou atender. É que tava ocupado.

_ Ocupado com o que? Você não faz nada.

_ Ah, se você soubesse! _ lancei um olhar cínico.

_ Nem me conta! Estava no clube de pervertidos, não é? Nem quero saber de mais nada _ acendeu um cigarro para se acalmar e eu gargalhei do seu estresse extremado. Desligou em seguida.

Por que será que se faz tanto drama em torno de práticas que envolve sexo. Não tem nada demais em explorar os sentidos além da cópula animal.

Liguei para a mamãe.

_ Bom dia, Vera! Tudo bem?

_ Karl, onde você estava? Te liguei a noite toda.

_ Tava ocupado, mãe.

_ Ocupado demais para atender a sua mãe. O que pode te deixar tão ocupado assim?

Gargalhei _ Você consegue imaginar essa resposta sem eu precisar dizer, não é mesmo.

_ Meu Deus! Que nojo!

_ Nem tanto assim. Eu sei que eu não nasci do Divino Espirito Santo, não é mesmo? Mas o que é tão urgente?

_ O Natal está chegando e...

_ Não.

_ Deixa eu falar primeiro?

_ Não, a resposta é não.

_ Karl!

_ Vera, você não vai me arrastar para um Natal em família. É sempre a mesma coisa. Você me empurra para alguma amiga da família a noite toda e eu tenho que fugir, sendo grosseiro e te forçando a se desculpar por mim.

_ Você precisa de alguém, amor. Todo mundo precisa.

_ Eu já tenho alguém, mãe. Eu já me dou muito trabalho, acredite.

_ Você vai gostar da Karla.

_ Eu sabia _ gargalhei _ Não dá, mãe. Eu te amo, mas tudo tem limite. Tchau.

Desliguei o celular depois de me despedir. Precisava dormir.

Deitei na cama.

Noite, de novo. A Hana entrou no meu quarto no clube, sem bater. Sem cerimônia veio até mim, que estava em pé.

_ Você merece uma punição _ me encarou de um jeito que me fez sentir com cinco anos de idade, baixei a cabeça sem tirar o olhar dela.

_ Eu sei o que estou fazendo. Fui bem, você pode ver na filmagem.

_ Eu vi a filmagem _ me cortou _ Você é bom, mas pode ser excelente. Só controle o seu temperamento.

Fiquei confuso por um instante. Contemplei o vazio. Aquilo não era sobre eu ter doutrinado a noite passada, era sobre minha ameaça ao JP. Ri da coragem dele. Como conseguiu contar isso para a Hana?

_ Tira esse sorriso do rosto!

A ordem da morena me fez gargalhar _ Desculpa _ gargalhei as palavras.

_ Não é engraçado, Karl.

_ Oh, é sim _ gargalhei mais _ Um homem feito, chorando para um superior, por causa de uma ameaça dessas...?

_ Não ameace o JP. Qual é o seu problema com ele?

Tinha aquele sentimento estranho que me veio assim que eu o vi. Algo que eu não conseguia explicar, junto ao fato do JP me perseguir constantemente e a Hana estar sempre entrando no meu quarto sem bater por causa das coisas que ele fala de mim. 

Como explicar isso para a Hana sem parecer vago demais?

_ Mais um escorregão, Karl, e eu vou relocar você.

_ Me relocar?! Mas e ele? O JP não para de pegar no meu pé.

_ É mesmo? Quem está bancando a criança agora?

Expirei desagrado. O JP que não apareça na minha frente esta noite.

A noite toda, passei ocupado, sobre a supervisão da Hana.

 Havia um conjunto de sinais que ela poderia fazer para me auxiliar, se eu precisasse. Claro que há muito tempo ela só me observava de cima, do camarote, para o quarto de vidro, feito para voyeurismo. 

Como se adivinhasse, o JP não cruzou o meu caminho. Não até o nascer do sol. 

Ninguém ficava no clube até tão tarde. Estava sozinho, foi o que pensei quando caminhei pelos corredores descalço e despreocupado. 

 Havia tomado banho e vesti um moletom. 

Bebi um pouco, durante a noite, a advertência que recebi martelava ainda. 

Foi na copa que encontrei o moreno. Não sei o que ele fazia, pois não comia. Talvez tivesse acabado de chegar aqui. 

Dei um passo em sua direção e ele recuou. Sorri e dei de ombros, fazendo que ia sair e ele correu para a saída passando por mim, foi quando o peguei.

_ Não, Karl. Me solta!

_ Pede "por favor".

_ Por favor? _ suplicou.

_ O que foi que eu disse?

_ Eu lembro do que você disse.

_ Ah, lembra! Mas o que você fez?

_ A Hana viu o vídeo, eu tive que dizer.

_ Conversa fiada!

_ É verdade, Karl. Me deixa ir?

_ Você quer mesmo ir?

_ Quero _ hesitação e incerteza no seu rosto, enquanto o seu olhar veio para os meus lábios.

_ Se você quisesse mesmo ir, não me olharia desse jeito.

_ Que jeito?! _ confusão no seu olhar.

_ Tá! _ aquilo me irritava, esse jeito duplo de se comportar. Soltei-o.

Mas eu havia prometido, ele não ia se safar assim. Acompanhei o seu caminhar, vi onde ele entrou. 

Dei um minuto de vantagem antes de segui-lo até o playground. O cenário não poderia ser melhor. A Hana não vai me relocar sem motivos. Não mesmo!

Abracei o moreno por trás e beijava o seu pescoço. A respiração dele ficou acelerada.

 Não o prendia, apenas abraçava, ele poderia ir se quisesse, mas ficou me observando, enquanto minha mão livre entrou por baixo da sua roupa deslizando sobre sua pele até um mamilo e apertou, beliscando e ficcionando levemente. 

A ponta do meu nariz entrou nos seus cabelos, na nuca, enquanto eu beijava alí. Seu coração estava acelerado e a respiração, agora, era feita pela sua boca aberta, para aumentar o fluxo de ar.

Minha mão, antes na sua cintura, deslizou pela sua barriga até o ventre, abriu a calça, facilmente e entrou na peça íntima. Ele estava ereto. Simples e fácil.

_ JP? _ sussurrei excitado.

_ Hum.

_ Explica para mim, como que isso não é consensual?

Olhou para o meu rosto, JP estava muito corado. Estava envergonhado!? 

Afastou minhas mãos de cima dele e vestiu as calças, fugindo a seguir.

Não entendi o que aconteceu com ele. Nunca entendi o que acontecia com ele.

Desisti, voltando para meu quarto, onde terminei de me vestir. Voltei para minha casa.

Noa

Presa, ela se rendia ao prazer que eu lhe dava. Era impossível não ficar cada vez mais apaixonado por ela. A Laura me tinha nas mãos. Nunca amei ninguém assim, sei que nunca amarei desta forma, novamente. É algo único que acontece uma vez só.

A incrível noite de ontem foi a minha primeira lembrança ao acordar pela manhã. Adormecida, de bruços, a morena dormia pesadamente. Levantei de vagar. Sei que ela precisa descansar. Saí do quarto sem fazer barulho e fui procurar uma distração depois do café da manhã. A sala de vídeos pareceu uma boa ideia à princípio. 

Havia um pendrive plugado na tevê, decidi assistir. As imagens eram de um aluno. Todas as imagens eram do mesmo aluno. Deviam ser as filmagens do seu quarto de trabalho. Ele era bom. Por que ainda era um aluno? Tinha pessoas menos habilidosas exercendo a função de mestre. Era parecido comigo. Muito parecido comigo. Uma insegurança passou pela minha alma. 

Estamos casados. É maravilhoso, cada dia que passamos juntos. Mas e se não for para a Laura? Se a nossa relação desgastou e eu não percebi? Eu não quero isso, o fim. Não posso. Nunca.

A porta abriu cortando a escuridão com a luz externa e, na luz estava a Laura de biquíni. Fechou a porta atrás de si, e veio até mim, sentou no meu colo, vendo o que eu assistia. Sorriu e falou algo sobre o rapaz no filme.

_ O Karl é ótimo _ sorriu para mim.

_ Por que ele ainda é um aluno? _ perguntei já não tão interessado em saber, minha preocupação era outra.

_ Ele pode ser o melhor.

_ Por que?

_ É o meu novo projeto. Quero ter a honra de ensinar alguém a ser tão bom quanto eu.

Respirei compreendendo a importância do garoto. Ela tinha o olhar interessado demais em mim, agora. Notou a diferença no meu alívio.

_ Você sentiu ciúmes! _ fez expressão de surpresa.

_ Eh, não _ menti preocupado.

_ Sentiu sim. Por que está negando?

_ Me sinto bobo.

_ Mas você foi bobo.

_ Ele parece comigo mais novo. Não seria tão absurdo.

_ E daí a aparência, Noa? Acha que tudo sobre você se resume a isso? Amor! Você não pode achar que somos tão rasos. Lembra de tudo o que vivemos um do outro? Tudo o que sentimos juntos? Ontem mesmo, há poucas horas... Você é o meu melhor.

_ Você é o meu melhor. Eu não viveria sem você.

_ Então para de pensar besteiras inúteis. Vem para a piscina comigo?

Levantou do meu colo e me conduziu para onde quis.


Karl

Os clubes da Hana não fechavam nos dias úteis. Casais, amigos, o pessoal do B2B, enfim, todos se reuniam aqui para jantar, beber, vendo os acrobatas, ou assistindo os amantes em ação, ou ainda, sendo um dos amantes, ou realizando os seus desejos em secreto. Os clubes estavam sempre cheios de moradores e de turistas que viajaram para conhecer este lugar fantástico onde sonhos eróticos viravam realidade.

Eu, particularmente, gostava das acrobatas. Uma delas era a minha favorita, Diana. Por um tempo fui apaixonado por ela. Era platônico, evidentemente. Uma mulher tão forte não aceitaria um playboy como parceiro, nunca. Ela nem me via como homem. Eu era um bom amigo e só. Observava o seu espetáculo com nostalgia de trás da minha máscara, como a dos clientes.

Quando mudou de acrobata, pensei em entrar no seu camarim para vê-la, trocar poucas palavras. Com certeza, eu não seria o único querendo sua atenção. Achei que eu seria o primeiro a chegar, mas não. Outro lhe trouxe flores, ganhou o seu sorriso e um beijo apaixonado. Ele não parecia um trabalhador braçal nem nada disso. Também não aparentava ser tão rico. Apenas chegou primeiro. Perdi por hesitar.

Desisti. Fiz o trajeto inverso, de volta para o meu mundo dentro do universo que era o clube. Dei de cara com o JP. Não sei porque segui até ele, só segui. Cheguei próximo demais. Algo, dentro de mim, me disse que eu estava perto demais. O JP viu algo em mim que lhe disse exatamente como eu me sentia. Confiantemente ele avançou o curto espaço que precisou para encontrar a minha boca. Recebi o carinho ofertado, como se fosse um oásis no deserto.

Nos beijamos no corredor, diante dos passantes, nem nos importamos com nada. O beijo durou para sempre dentro daquele instante. Quando acabou e nos entreolhamos, senti que agora compartilhamos um pedaço de nossas almas, um segredo que somente nós conhecíamos. Meu inimigo pedante, era o meu íntimo amigo a partir deste momento.

O prazer de um mestre é dar prazer ao seu discípulo. Não perdemos o controle, nunca. 

O chato é que depois de ver todo o prazer que passa pelo dicipulo, você fica carente. É um inferno de carência. 

Não sei porque ele é tão suceptivel a mim, JP. Mas fica difícil resistir quando ele está à um beijo de distância.

Bati na porta do seu escritório. Ele era o jovem administrador.

 Ouvi um "entra". 

Hesitei antes de abrir a porta. Mas assim que entrei, o vi se levantar, estranhando minha presença.

 Teve aquela reação dupla que eu não entendia, fugir talvez, caminhei até ele e o beijei.

Um erro, não sei. Agora só ele poderia me parar.

Sua roupa foi sendo tirada por mim, entre beijos. Eu tinha pressa e sentia a mesma impaciência vir dele. Ele tirou minha pouca roupa simultâneamente. 

Toquei o seu corpo nu em um abraço que juntou nossos corpos. Senti sua pele em minhas mãos, deslizando as mãos pelo seu corpo.

 Minha língua na sua, sua respiração nas minhas narinas e ouvidos. O seu peito subindo e descendo.

 Apertei o seu bumbum com as duas mãos, sentindo sua ereção no meu ventre e o seu ventre na minha.

O seu olhar sobre o meu parecia inseguro, o meu não. Nós dois sabíamos onde isso iria dar. Ninguém se iludiu aqui. Eu com certeza, não. 

O fiz se apoiar, semi sentado na mesa muito organizada. JP levou a mão ao seu membro, quando elevei sua perna para me posicionar. 

Quando encontrei o vale e o lugar, percebi o que faltava. Levantei o olhar para o rapaz corado.

 Será que essa cor em suas bochechas realmente denunciava vergonha?

Molhou dois dos meus dedos chupando-os, sua boca era quente. Desci novamente os dedos para o  centro rosado no vale e introduzi com dificuldade.

 Um gemido seu me surpreendeu, quando um dedo deslizou para dentro, e instintivamente eu fiz a sequência de vai e vem lógica, que essa equação pedia. 

Sua mão no próprio membro me incomodava. A segurei contra mesa, continuando a molhar e excita-lo.

 Molhei meu próprio membro com saliva, já que era assim que o JP queria. Apontei para sua entrada, pressionando. A sua outra mão tentou ir para o seu membro.

Segurei o seu membro, e o penetrei completamente com o meu, vendo o seu rosto contraído em dor.

 Não é um grande mistério só porque ele é homem, sexo é sexo. Movi na sequência de vai e vem que todo mundo ama e, o seu rosto mudou para prazer. Tinha a boca entreaberta.

Beijei sua boca  e o seu pescoço, enquanto o fodia. Ele me dizia como me mover, entre gemidos com a voz excitada.

 Era gostoso, apertado, bom. Apertei o seu pênis quando pareceu que ele ia gozar. Isso retardou. Não queria que acabasse tão rápido. 

Aproveitei bem essa aventura.

 O JP parecia meio cansado em seu corpo suado e olhar atento ao movimento do meu ventre. Eu estava suado, mas eu me movia. 

Impedi mais um gozo seu, e outro. Foram alguns, mas ele não parecia reclamar. Estava curtindo cada segundo. 

Quando perdi o controle, ele veio junto comigo. O seu líquido molhou minha barriga e somente a minha. Achei graça dessa irônia. Era como se me marcasse.

_ Por que você é assim? Todo prepotente e arrogante? Tudo isso só porque você é bonito? 

Disparou do sofá onde estava deitado, abraçava uma almofada e usava uma cueca de seda.

 Eu me vestia para ir embora. Raios solares se filtravam pelas frestas das persianas. Havia muito rancor nas suas palavras, mas pelo menos ele disse.

_ Não sou assim. E você? Por que age como o se fosse o dono do mundo? Faz questão de me mostrar que eu não sou nada, e que você pode tudo.

_ Eu não sou assim. Só...

Sorri da hesitação que ele fez olhando para o que tinha na mão, pensando se devia dizer ou não. 

A essa altura dos acontecimentos, eu já sabia que ele só foi um perfeito chato de galochas porquê gostava de mim e queria chamar a minha atenção, de alguma forma. Mas vê-lo hesitar assim, com esse olhar, era fofo.

Sentei na sua cadeira e cruzei os braços esperando minha resposta, que não veio. Me olhou simplesmente sem completar a frase. 

_ Irritante _ reparei _ Como você pode ser tão irritante? Não vai terminar de dizer?

Seus olhos azuis na expressão falsamente calma me analisaram e provocavam ao mesmo tempo. Jogou a almofada em mim, como se eu o tivesse ofendido.

 Eu não entendia o moreno. Foi ele quem parou de falar, eu tava sendo legal. Segurei a almofada encarando-o.

_ Eu sei porque você parou de falar?

_ Sabe??

_ Claro que eu sei _ foi minha vez de fazer silêncio.

Ele esperou que eu dissesse, acompanhei suas reações e joguei a almofada nele depois que a irritação no seu rosto assemelhava-se a minha frustração quando ele fez o mesmo.

_ Preciso de um café _ decidiu vestindo a calça e a camisa, rapidamente.

Calçou os sapatos com um olhar que estava crente que eu o acompanharia. Nós dois, na copa, como um casal? Não, eu passo.

 O JP ainda é um chato que eu não entendo. Talvez eu esteja totalmente errado sobre ele. É capaz que ele só esteja brincando comigo e conseguindo tudo o que quer de mim. 

Fiquei neutro e ele seguiu. Fiquei um tempo antes de sair. Fui para o meu quarto, tomei um longo banho, antes de deixar o clube.

Recebi uma ligação no estacionamento. O carro do JP ainda estava lá, notei antes de atender a chamada.

 A ligação confusa, da minha mãe, dizia que o meu pai estava no hospital.

 Levantei o olhar para o moreno que parecia preocupado e me olhava de perto, falou algo que eu não ouvi.

_ Você está bem, Karl? _ deu dois tapas leves na lateral do meu rosto.

_ O meu pai está morrendo _ desabafei incrédulo, aquilo não podia estar acontecendo.

_ Onde ele está?

 Falei o nome do hospital.

_ Vem, eu te levo _ decidiu por mim.

Fui com ele, mas não achava que fosse necessário. Será que eu parecia tão mal?

Ele entrou comigo. Minha família estava na sala de espera. Olharam para o JP.

_ João Paulo é meu amigo _ não acreditei no que disse. Dias atrás eu queria mata-lo, não literalmente.

Minha família foi se apresentando, enquanto eu fui abraçar minha mãe que chorava.

 Eu era o caçula. Tinha duas irmãs, uma casada, outra morava no exterior. Claro que haviam tios, primos e gente que eu não conhecia, apoiando. O que fazia a família parecer maior.

_ O que aconteceu? _ perguntei quando nos afastamos.

_ O coração _ foi a resposta da minha mãe, enquanto passava a mão pelo meu rosto.

Eu nem havia notado que estava chorando.

 Olhei para o JP sendo legal com a minha família. Ele não dava pinta de ser gay, mas como era bonito. 

Acho que fica bem evidente que alguém assim, só fica sozinho se quiser ou se for gay. Minha irmã notou, vi no sorriso que deu para mim.

 Fiquei constrangido, pois não esperava ser tão transparente, ainda mais, nesta situação trágica.

_ Nós não tomamos café _ JP estendeu a mão para mim _ Nos dão licença?

_ Claro _ minha irmã reparou em nós dois juntos, quando nos afastamos para o restaurante do hospital.

O que ela via que eu não vi?

Nem havia reparado que a mesma evidência se aplica à mim, já que segundo o JP, eu sou bonito.




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