História ... Contos eróticos... INTERATIVA - Capítulo 34



Capítulo 34 - Sádica 2 cap 4 e 5


Pedi um capuccino grande e fiquei rolando com ele nas mãos, não sentia fome ou sede. 

O choque da notícia ainda não tinha passado, esperava acordar a qualquer momento e descobrir que tudo foi um pesadelo.

 O mundo iria acabar e recomeçar do zero se o pior acontecesse. Meu pai sempre cuidou de tudo sozinho.

_ Qual o nome do seu pai?

_ Raul Maldonado. Ele sempre pareceu ser feito de ferro bruto para mim.

_ Mas as pessoas são de carne, Karl. Você também é.

Por que essa colocação? 

_ Eu sei _ foi mais um lamento que uma informação.

_ Você ficou acordado a noite toda. Precisa comer _ apontou os pães de queijo intocados.

Desviei o olhar para o lado.

Continuou _ Precisa dormir também. A cirurgia vai levar oito horas. Vai para casa.

Gargalhei e encarei o moreno _ Eu não vou conseguir dormir, João Paulo _ falei o seu nome real pela primeira vez, me dirigindo a ele _ Obrigado por tudo. Você pode ir. Eu não vou ao clube hoje.

Essa foi a nossa despedida.

Um ano depois da morte do meu pai, recebi um convite da Hana.

 As lembranças daquele tempo voltou a minha mente. Era tudo tão simples. 

Agora que eu assumi o papel do meu pai nos negócios, vejo que eu era feliz. Durante este ano, aprendi a delegar tarefas e consegui dividir bem a minha responsabilidade com os administradores. 

Foi um ano muito corrido, cheio de obstáculos e superação. Mas venci cada uma delas. Desde me livrar de passar oito horas por dia atrás da máscara de empreendedor, até de me livrar das tentativas da Vera em me casar.

Este convite chegou na hora certa. Estou reduzindo o meu poder de tomar todas as decisões, para uma consultoria de assuntos realmente importantes que deve ser feita a distância. 

Abençoada seja a tecnologia que me livra da escravidão.

O convite da Hana era para ser seu mestre no clube que eu tanto amava. 

Finalmente mestre! 

Saí da sede principal do conjunto de empresas que constituiam os nossos mult-negócios, me despedindo de todos mais próximos.

Cheguei de helicóptero no Rio de Janeiro. 

O carro me esperava para me levar de volta para a casa de praia que, agora sim, era minha. Tirei o dia para descansar. 

A noite o despertador tocou. Tomei banho e me aprontei para a minha estréia como mestre da noite.

O clube havia mudado um pouco na decoração a Hana não estava. Tive que ir a sala do administrador que, com tantas mudanças, eu nem esperava conhecer. 

Bati na porta e a voz masculina mandou entrar. Achei ter reconhecido a voz, seria o JP? 

Abri a porta encontrando os olhos azuis sobre mim, mexia no computador, mas parou ao me ver. Recostou na cadeira incerto, em suspense.

_ Olá, como vai você? _ cheguei mais perto e lhe estendi a mão que ele apertou.

_ Bem, Karl _ fez um gesto para eu sentar _ Que pena pelo seu pai.

Baixei o olhar, ainda sentia sua falta. Sentei. Fomos muito próximos.

_ Recebi um convite, mas a Hana sumiu _ entreguei para ele.

_ Eu que enviei. Assumi o clube há seis meses. Não sou mais o puxa saco da Hana, como uns e outros diziam.

Encarei ele, entendi o recado _ Pensei que você me achava incompetente.

Sorriu _ Nunca achei isso. Nem a Hana.

_ Por que tinha toda aquela pressão em cima de mim?

_ Por isso _ levantou o convite _ Você vai pegar os casos especiais. Mulheres que não conseguem sentir prazer.

_ Ninguém é tão bom assim.

_ Você é. 

_ E se eu não conseguir?

_ A Hana tá apostando em você e eu também, você não?

Ponderei um instante. Era tudo o que eu queria, ser um mestre. 

Não um tão especial, mas se a Hana via todo esse potencial em mim, não custava nada tentar.

_ Sim _ voltei a olhar para o moreno.

_ Excelente _ sorriu.

_ O poder lhe cai bem _ ressaltei seu sorriso, nunca o tinha visto antes.

Assentiu parecendo tímido. Me levou até um quarto novo, onde havia um playground particular. 

_ É todo seu. Algumas vezes, haverão mais de uma. Alguns casos pede um estímulo mais visual. Mulheres que se excitam mais vendo do que fazendo. Uma delas pode ser uma profissional, às vezes.

_ Como eu vou saber qual o problema delas?

_ Porque elas vão escrever à moda antiga. Já tem uma fila de espera para você. A Hana montou o perfil de cada uma. 

Pegou uma prancheta que estava numa longa mesa multiuso e me entregou. Li rapidamente.

_ Ela sente dor na penetração e é psicologico. Este é o caso mais fácil??

_ Na verdade, é um desafio. Você ficou um ano fora. Queremos ver se continua bom. Tem restrições no perfil dela, siga todas.

Olhei as últimas páginas com as restrições. Nada de penetração de tipo algum hoje, claro.

_ Você não me ligou _ comentei.

_ Você também não me ligou _ me entregou uma máscara prateada _ Vai usar isso.

_ Pensei que só os clientes usassem máscara.

_ Aqui dentro é diferente, você é quem realiza os sonhos, elas nem sabem quais são. Você as vê, elas não. Boa sorte.

Me deixou sozinho em seguida. Fui explorar o lugar e encontrei um quarto com sala escondido por um biombo. O meu quarto. 

Tinha roupas acessórios, preservativos, muito material de apoio, inclusive som ambiente. Liguei e gemidos ecoaram por todo o lugar.

Comecei a estudar as anotações e traçar os planos de ação. 

Tinha a garota amarrada com cordas. Pernas abertas, pulsos juntos acima da cabeça, mordaça. Insegurança pura no seu olhar.

 Estava disposta na cama móvel acolchoada, impermeável. 

Passei a mão pela sua pele, estremeceu ao sentir o meu toque. Segui lentamente pela lateral dos seios ao vale lateral do sexo. Se remexeu e soltou um grito, ficou nervosa. 

Claro que ela não sabia das restrições. O medo tem um papel muito importante nos atos sexuais. É o gatilho do prazer, torna tudo mais interessante. 

A fragilidade a que nos expomos por um pouco de prazer. O coração exposto no jogo do amor, deve vir desta fragilidade.

 As partes mais sensíveis dos nossos corpos, postos na mesa, a se servir. Compartilhados em sensações que talvez nunca mais se repitam, que geram saudade.

É minha função ignorar gritos e testar os limites.

 Continuei acariciando o vale da virilha e ousando sem pressa pelos grandes lábios. O toque lento dos meus dedos na parte externa do seu sexo. 

Sua respiração ofegante parecendo pânico se amenizava. Ficou compassada até eu chegar a parte interna dos lábios. Estava molhada. Apesar do medo, isso a excitava.

Entre suas pernas, mesma posição convencional. O seu olhar estava em suspense, esperou pela penetração, mas apenas encaixei o pênis entre os grandes lábios e o movia, masturbando-a. 

Subi as mãos pela sua barriga e apertei os seios. Girei o polegar nas auréolas, em ambas. Gemeu longamente entrando em um orgasmo.

Joice se entregou ao prazer fácilmente, depois disso. 

Tirei a mordaça e ela buscou os meus lábios. Beijei-a. Os orgasmos cessaram. Seu corpo pedia novos estímulos. 

Desci beijos pelo seu pescoço, seios, barriga, ventre. Cheguei ao sexo. Brinquei com a língua para perceber qual o melhor modo de acariciar o seu clitóris. 

Achei-o no gemido certo. Nem alto, nem baixo. 

Minha língua vinha dos pequenos lábios para o interno do clitóris, rápido no início e depois suave, quando o seu corpo tremia de prazer. Um longo tremor. 

Tentei a penetração de um dedo, durante o seu longo orgasmo. O orgasmo continuou, com a diferença de uma nota mais alta nos gemidos. 

Desenhava círculos em um ponto interno da sua vagina que apertou o meu dedo. Não era dor. Parei de chupa-la para ver o seu orgasmo evoluir na penetração do meu dedo.

_ Oh, Joice! Você é tão linda _sorri.

Fiquei tão feliz com aquele progresso. 

Quando achei que ela estava no limite, parei. Soltei os pulsos e as pernas das cordas. Massageava as marcas sobre sua pele, quando ela buscou os meus lábios e me envolveu com suas pernas.

 Em meio ao beijo, posicionei meu sexo para o seu, bem disposto e fácil. O que aconteceu depois foi sexo puro e simples. Cheguei ao ápice, eu sou humano e fui pego de surpresa.

_ O que foi aquilo no final? _ JP entrou no meu quarto sem bater e foi disparando. 

Eu havia acabado de sair do banho e está nu, ia me vestir. Não me cobri, foi ele quem entrou sem bater. Seu olhar conferiu o meu corpo antes de disfarçar. 

_ Ela me queria. Olha na gravação, se tem dúvidas.

_ Eu percebi, mas você... Sabe do que eu estou falando.

_ Eu gozei. Estava de camisinha. Tá tudo bem.

 Fui me vestindo durante a conversa.

_ Karl!

_ João Paulo _ encarei ele usando uns jeans, ainda sem camisa _ Sei que essas coisas acontecem o tempo todo. Por que você insiste em pegar no meu pé? Foi mal. Eu tinha uma mulher inteira, muito bem disposta a tirar tudo o que queria de mim. Sou humano, sabia?

_ Você pode tentar?

_ Posso, eu tento. Tentei hoje, acredite.

_ Droga, Karl.

_ Em vez de pegar no meu pé, porque você não fica comigo? 

_ Você é meu empregado.

_ Nem sempre foi assim. Você não sente? Diz que não acorda a noite desejando que eu estivesse lá, na sua cama.

Gargalhou _ Você é bom! Como você é bom! Queria ter esse dom com as palavras, a expressão facial certa... Você parece mesmo gostar de mim. Como parece gostar de todos que interagem com você. Suas filmagens são únicas. 

_ Está me chamando de dissimulado?

_ Não. É só o seu dom de se fazer ser amado por todos.

_ Não estou falando de amor. Droga, JP! Não podemos só transar? Você gostou.

Em vez de me dar uma chance, ele simplesmente saiu, me ignorando. 

Havia pegado o cartão de visita da Joice. Ela me deu no corredor, logo depois de tirar minha máscara.

Era comum ganhar cartões de visita, o que não era comum era fazer sexo de verdade com o cliente. Pelo menos, não para mim. 

Guardei na carteira como recordação.

Tive uma reunião aquela manhã.

 Havia um grave problema de adaptação com os meus velhos empregados e a comunicação atual. 

Cochilei durante a apresentação. Estava chata e eu cansado. 

A secretária trouxe o grande copo de capuccino que eu pedi. Segurei o seu braço e, entreguei o cartão da Joice.

_ Manda uma cesta de café da manhã e um grande buquê de rosas vermelhas para este endereço _ sussurrei para não atrapalhar a apresentação.

Comecei a mexer no celular para não voltar a dormir. Aquilo na minha frente, sendo apresentado, era uma campanha de marketing.

 Marketing não faz você dormir, faz você comprar. Levantei a mão para o cara que falava.

_ Estamos nesta reunião há quase uma hora. Da próxima vez, planeje uma reunião de cinco minutos. A campanha me fez dormir, refaça-a mais dinâmica.

_ Mas ainda não mostramos o vídeo.

_ Você quer que eu veja o vídeo?

_ Sim, senhor.

_ Na próxima reunião, o vídeo vem antes da falação.

_ Mas o seu pai.

_ O meu pai tinha mais de sessenta, senhores. Eu tenho vinte, como a maioria dos nossos clientes. Se vocês querem vender para eles, me convençam a ficar nesta reunião até o fim. Não me façam perder tempo. Com licença.

Cheguei em casa e deitei na minha boa cama depois de tirar a roupa.

O celular me acordou ao meio dia em ponto.

_ Obrigada pela cesta de café da manhã, Karl. O seu nome verdadeiro está no cartão que veio junto com a cesta.

_ Gostou?

_ Sim, muito.

Silêncio por um segundo _ Você quer sair comigo? Podemos... O que vc gosta de fazer? Cinema talvez?

_ Tem uma peça de teatro que só vai se apresentar amanhã na cidade.

_ Que horas?

_ As sete da noite.

_ Fechou. Manda o endereço neste mesmo número. Eu te pego onde você quiser.

_ Combinado.

_ Até amanhã, Thaís.

O clube começava sempre as onze. Dava para conciliar os dois.

Cheguei no clube um pouco mais cedo, por isso passei na copa para conhecer os meus colegas. 

Haviam muitas mulheres circulando, mais mulheres do que homens. Elas podiam fazer os dois trabalhos, o seu e o nosso. 

Conversamos a mesma ladainha dos que se encontram pela primeira vez. Nos apresentamos. 

Falamos sobre o que fazíamos e do que gostávamos. Descontraimos, falamos de nós sem revelar muito. 

O JP me chamou da porta interrompendo a conversa.

Segui para o corredor e caminhamos para o jardim lateral. Ele não falou nada. 

Quando chegamos, ele me olhou e eu lembrei de nós dois juntos, há um ano no passado, o seu rosto corado.

_ Eu pensei _ começou pausando _ Podemos sair.

Ninguém falou nada sobre sair, eu queria algo bem mais simples, o seu corpo. Mas ele queria sair comigo? Ele gosta mesmo de mim.

_ Pode ser.

Aproximei meus lábios dos seus e vi ceder-me um beijo.

 Que saudades eu senti deste beijo! 

Senti suas mãos tentando me afastar e, o prendi contra a parede do prédio, meus braços contra o concreto fazendo barreiras laterais, enquanto o meu corpo segurava o seu para minha disposição.

 O beijo agora ficou intenso. A situação era bem parecida com o que aconteceu entre nós no passado. Mas o fato é que eu sou assim mesmo quando quero algo, insisto. 

_ Só não vai dar certo, se você não quiser _ ressaltei o meu interesse mais que evidente diante do que acabei de fazer, e a sua hesitação.

Suas mãos sobre o meu peito empurrava fracamente, tinha o rosto vermelho, olhando para mim.

_ Este é o nosso lugar de trabalho _ justificou.

_ Besteira.

_ O que?

_ Diante do tipo de trabalho que fazemos, isso é besteira.

Entrelacei os dedos de uma mão nos dedos de uma das suas mãos sobre o meu peito e lhe dei um selinho nos lábios, antes de levá-lo comigo para dentro do prédio, de mãos dadas, de vagar.

_ Karl _ parou.

_ JP_ parei para escuta-lo.

_ Não foi isso o que eu disse _ puxou a sua mão de dentro da minha _ Não quero assumir nada. Vamos só sair, curtir, tudo bem?

Parece que eu me empolguei muito. Ele só queria tirar de mim o que lhe interessava, como pensei.

_ Melhor ainda _ menti, eu queria mais.

Embora me contentasse com isso. Isso era o que eu queria no início. Ou o que pensei que queria.

Outra noite no clube.

Cristal era bem jovem e magrinha, parecia frágil, começando pela pele muito clara, era muito loira. Não suportava ser tocada após o orgasmo.

 É um caso pior que o outro!

 Dou razão para ela, é até bom que se sinta assim, a maioria dos caras só conseguem dar um orgasmo mesmo, quando conseguem. Mas se isso a incomodava, vamos ver o que fazer.

Sem cordas. Foi convidada a sentar na mesa. Se precisasse haviam algemas laterais. Estávamos nus, mas eu tinha uma máscara. Ela me via completamente, ou quase, e eu idem.

_ Você tem uma beleza bem rara, Cristal.

Sorriu.

_ Eu também sou loiro. Você gosta?

_ Sim.

_ Podemos tentar mais do que só...?

Compreendeu que eu falava da foda _ Claro.

_ Então. Eu quero que você me fale sobre você.

Hesitou _ Cristal não é meu nome real.

_ Eu sei. Você pode mesclar mentira e verdade. Não estou aqui para julgar, também não uso o meu nome real _ última frase era mentira.

Não é muito difícil fazer uma mulher falar. Ela começou comentando a decoração do quarto.

Peguei a sua mão na minha e beijei, passei as costas dela pela lateral do meu rosto. Cristal suspirou na sensação da minha pele, seu olhar ficou sobre o meu rosto e sua mão. 

Continuou falando e peguei a sua outra mão juntando a primeira, a minha frente e também a beijei.

 Agora, só um meu beijo na sua mão já a fez pausar. Eu olhava o seu rosto o tempo todo e ela para o meu, estávamos conversando.

 Trouxe suas mãos para a minha cintura e, segurei a sua, juntando nossos corpos em um abraço. Sua cabeça levantou para alcançar o meu rosto na diferença de altura, assim tão perto.

Beijei os seus lábios brevemente. Pareceu gostar, pois não continuou a falar, quando saí da sua boca.

 A beijei mais longamente agora. Suas mãos sobre o meu peito. As minhas deslizaram pelo seus quadris e corrigiu a nossa postura, trouxe o seu ventre colado ao meu.

 Um suspiro subiu o seu corpo e procurou os meus ombros trazendo o seu corpo mais para o meu. 

Apertei os seus seios levemente e ouvi um gemido. Minhas mãos foram para as suas costas a mantinha contra mim. 

O seu corpo apertado contra mim. Beijei o seu pescoço. Cristal estava corada quando a olhei de novo. 

Passei a mão pelo seu sexo e houve um ofego surpreso. Sorri e a penetrei devagar, movimentos mais compassado lento como um carinho. 

As palavras fugiram, a loira se entregou ao prazer. Quando o primeiro orgasmo veio a abracei os seus ombros, sem parar a cópula. 

Acariciando o seu cabelo olhando em seus olhos. Não houve repulsa a nenhum dos meus toques depois que o orgasmo passou. 

Cinco minutos depois veio outro orgasmo enquanto nos beijávamos. O segundo foi minha vitória, os seguintes, apenas consequências. 

O seu sorriso ao final era lindo, fascinante. Ganhei outro cartão de visita e ela nem viu o meu rosto.

Entrei no banho depois que ela foi embora. Quando saí de toalha, o JP me esperava. Olhei para ele analisando sua visita, secava os meus cabelos com a toalha. 

Quando o seu olhar desceu meu corpo até o limite da toalha em minha cintura, eu soube.

 Larguei a toalha de lado, e fui abraça-lo dentro do meu beijo. Suas roupas foram tiradas por nós dois, ao mesmo tempo em que minha toalha caiu.

Fui o conduzindo para cama entre beijos, sentou semi deitado e subiu até o meio, o acompanhei por cima do seu corpo, distante, acima. 

Novos beijos trocados, enquanto busquei um preservativo. Vesti diante dele que tocou o próprio membro.  Tirei a sua mão dali. 

Segurei o mesmo e massageei com o polegar, o ponto que equivalia ao clitóris, o ligamento da pele na glande. Soltou um curto gemido masculino, mas entreabriu os lábios, ainda sentindo prazer.

Ajeitei o meu pênis no sua entrada e cutuquei um pouco para o lubrificante da camisinha umidecer, antes de realmente penetrar. O penetrar foi lento e constante, JP curvou o cenho com a dor. 

Seus olhos estavam fixos no que acontecia com os nossos corpos unindo-se. Movi o ventre diante do seu olhar. Mordeu lábio inferior e respirou o alívio da ansiedade que sentiu. 

_ Sentiu saudades, como eu?

O seu rosto corou quando olhou no meu rosto, mas reprimiu a resposta. Parecia não querer falar. 

_ Tudo bem _ continuei _ Vamos ao que interessa?

Soltei o seu membro e segurei a cabeceira da cama para ter o apoio para me mover melhor dentro dele. 

Era só uma foda o que ele queria? 

Era o que iria ter. Fui mais egoísta no me mover. Aquilo era ótimo do jeito que eu estava fazendo. Só um buraco apertadinho com os aparatos macios de um corpo qualquer.

Seus gemidos eram ofegados e sussurrados. JP estava no limite. Ia gozar a qualquer momento. Na pergunta que me fiz se isso era ou não problema meu, ele se derramou. Eu não. 

Continuei até o meu prazer chegar. O JP gozou de novo, junto comigo.

Tirei a camisinha quando saí dele e fui jogar na lixeira do banheiro. Voltei com o papel higiênico e lenço umidecido. Limpei a sua barriga olhando o seu rosto. 

Será que era mesmo isso que ele queria? Apenas isso?

_ Não é pessoal, Karl. Só acho que isso funciona melhor se nós não tivermos maiores envolvimentos.

_ Faço sexo sem envolvimento o tempo todo. Por que você acha que eu preciso de mais disso?

Como ele entendeu o que eu quis dizer, ficou em silêncio.

Perdi a paciência, vesti minha roupa e saí dali, do clube. Chegando em casa, tirei a roupa e mergulhei na piscina. Muitas braçadas depois, me perguntava, porque aquilo com o JP era tão importante?



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