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História ... Contos eróticos... INTERATIVA - Capítulo 38



Capítulo 38 - Sádica 2 cap 19


Dois meses já é tempo suficiente para ver os frutos das mudanças na empresa. O Lucro dobrou. Lançamos o novo produto que criamos através da fusão. Tudo estava indo de vento em polpa.

Recebi o convite para o casamento da minha mãe via correio, notícia ruim acompanhada da boa. Ver minha mãe com outro é como matar o meu pai novamente, dentro de mim. Eu não quero isso.

A Hana não apareceu no clube ontem. Estou preocupado. Ela nunca faltou antes. Mas também não me mandou nenhuma mensagem. O que devo fazer? Mandar uma mensagem, talvez?

No momento estou fazendo compras com a minha irmã casada, Érica. Ela é muito chata! Não, ela não é não. Eu que tô aborrecido com ela me aporrinhando a paciência por causa do caso da mamãe.

O cara era o nosso jardineiro, tem vinte anos a menos que a minha mãe e, ainda tem um lance de um amor platônico que rolou entre os dois enquanto o meu pai estava vivo. Eu não sei se engulo esse cara.

_ Por que eu tenho que ir nesse casamento?

_ Pela milhezima vez, baby. Você é o caçulinha da mamãe. Ela vai ficar muito chateada se você não for.

_ Você sabe bem como eu sou. Não acha que vai ser pior se eu for?

_ Só não seja você mesmo. Poderia fazer de conta que você sabe o que é o amor e que compreende o que a mamãe está vivendo.

Pensei no que ela disse por um instante, e me rendi.

_ Tudo bem. Eu vou _ decidi.

Isso fez minha irmã me encarar mais seriamente.

_ O que aconteceu com você?

_ Nada.

Sorriu _ Há um mês atrás você teria me dito que o amor não existe e, que o que move o mundo, é a busca pelo prazer _ pensou por um segundo _ Quem é ela?

_ Já chega! 

_ O que? Pode falar, eu sou sua irmã.

_ Não _ gargalhei _ Podemos ir pra casa? Tô cansado.

A Érica ficou no seu apartamento, perto do meu antigo clube. A casa da Hana não era longe.

Chequei o watts.

_ Você sumiu _ digitei.

Era muita pretensão esperar a resposta imediata, mas esperei. Por sorte ela ficou online e começou a digitar.

_ Estou no hospital. Pode vir aqui?

_ Claro que sim.

O endereço veio em seguida. Fui direto para lá.

Era o mesmo hospital onde o meu pai morreu.

_ Onde você está?

_ No café do segundo andar.

_ Estou chegando.

Senti o alívio de saber que ela estava bem. Se estivesse doente, me daria um número de quarto.

Avistei a morena, sozinha em uma mesa com um café e dois pães de queijo intocados. Como eu me identifiquei!

Caminhei até ela _ Oi _ beijei o seu rosto _ Você está bem?

Chorou antes de dizer _ Nós passamos a noite aqui.

_ Onde está o Noa?

_ Na UTI.

Foi um choque saber o que estava acontecendo. Pensei que eles estivessem aqui, pelos pais ou alguém mais velho. Mas o Noa tinha um problema de saúde raro e incurável. Era uma questão de tempo.

De repente, eu me sentia pequeno e mesquinho por desejar a sua mulher para mim.

Entendi o que a Hana quis dizer com verdade terrível. Era mesmo. Fiquei com ela aquela noite, no hospital. Só saí de lá quando o Noa saiu da UTI e eles puderam ficar juntos de novo.

Achei melhor não entrar no quarto. O Noa poderia não gostar de ser visto assim, por mim.

No longo tempo em que ficamos juntos, no hospital, a Hana me contou tudo, desde o início. O Noa me observava sempre, enquanto eu assistia a sua performance com outros discípulo. Foi ele quem teve a ideia das aulas de BDSM. Ele soube quando me viu, o quanto a Hana me fascinava.

A ideia começou como um teste para mim. O Noa queria saber se eu a amava o suficiente e a Hana, se eu daria um bom mestre do prazer. Mas os dois concordavam que isso distraía a Hana dos problemas de saúde do Noa.

Mas por fim, o Noa a convenceu de que eu seria um bom amante. Claro que ele teve que vencer o seu ciúme. A nossa reunião e o meu trabalho, foi o que faltava para convencê-lo de que eu era bom o bastante para ela. O resultado disso foi aquele ménage.

Ambos brincaram comigo. Me manipulando, conseguiram exatamente o que queriam. Um substituto para o Noa na vida da Hana. 

Não acho que isso foi certo, nem concordo com nada disso. Mas do ponto de vista de um empreendedor, o Noa viu a oportunidade e a aproveitou. Até a Hana foi peça do seu jogo. Ela achou que treinava um mestre, mas treinou um amante.

O que sinto não mudou em nada. Talvez eu até ame mais agora. Vê-la fragilizada, me mostrou o lado humano dela. É algo que não dá nem para imaginar na dominatriz.

Senti o celular vibrar e chequei.

_ Obrigada por tudo. Estamos indo para casa _ digitou.

_ Não por isso. Estimo melhoras _ digitei.

Guardei o celular no bolso.

O que eu faço da minha vida diante disso? 

É uma boa pergunta.

Jogava no celular as três da madrugada, quando a notificação do watts apareceu flutuando na tela.

 Pausei para ver.

_ Posso te ver agora?

Ela queria me ver agora?

_ Claro _ digitei antes de enviar o endereço com a localização. 

Justamente hoje, era folga da Cila. A cozinha está um caos. Culinária parece bem inútil quando nem a sua mãe sabe cozinhar. Então eu pedi tudo pronto, mas nem tudo vem pronto. Enfiei toda louça suja na lavandora de louça e, passei um pano na mesa, balcão e pia. O interfone tocou.

Abri com o porteiro eletrônico, mas fui até lá para recebê-la. Abri a porta do carro que ela estacionara na garagem. Ativei o portão para fechar, em seguida.

Dei-lhe um abraço e ela me beijou. O tom do beijo indicava carência.

_ Você está bem?

_ Onde fica o seu quarto?

Direto ao ponto. Sorri, ela retribuiu. Uma pessoa normal lamentaria, choraria. Mas a Hana não quer conversar.

Levei ela para o meu quarto. Olhou tudo ao redor, quando entrou e, sentou na cama retirando os sapatos, buscou o meu rosto com o olhar.

Me aproximei, ajoelhando a sua frente, ficando entre suas pernas e a envolvi com meus braços, buscando seus lábios em um beijo breve, que gerou outro e, outros beijos breves. O suficiente para nos aquecer. Retirei o seu vestido entre os beijos. 

O resto da roupa, lingerie, foi sumindo conforme minha boca explorava o seu corpo. Notei que eu sentia saudades durante a troca de carícias. Notei também que a minha cama jamais seria a mesma depois da Hana ter deitado aqui. Eu lembraria disso para sempre.

Lembraria da sua boca na minha pele, seu toque, seu cheiro, sua voz dizendo o meu nome, sua respiração e seus gemidos, a temperatura do seu corpo e sua textura macia.

O dia amanheceu comigo ao seu redor, protetor. 

Continuamos na cama depois de acordar, no silêncio. Só sorrisos e provocações de risos. 

Nenhuma palavra.

Passou o dia comigo. 

Ocupou cada lugar da casa com sua presença. Sala de vídeo, de estar, cozinha, piscina. Tomamos banho de banheira. 

Não falamos sobre nada profundo. O dia fluiu leve e feliz com sons de risos.

Deixou saudades quando foi embora, antes de anoitecer, com o sol ainda alto.

É, Karl, você não tem mais jeito.






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