História - Dream in a dream - Jung Jaehyun, Ten Chittaphon - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Personagens Originais, Taeil, Taeyong, Ten
Tags Abo, Alfa, Aventura, Beta, Gyeomyes, Hentai, Jaehyun, Jung Jaehyun, Jung Yoonoh, Lee Taeyong, Lobos, Moon Taeil, Nct, Nct 127, Nct U, Ômega, Sex, Sexo, Taeil, Taeyong, Ten, Ten Chittaphon, Universo A/b/o, Universo Alternativo, Yoonoh
Visualizações 286
Palavras 3.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - - Blue as ice


Fanfic / Fanfiction - Dream in a dream - Jung Jaehyun, Ten Chittaphon - Capítulo 14 - - Blue as ice

Dream in a dream

Jung YoonOh, Chittaphon Leechaiyapornkul/Ten Chittaphon – Jaehyun, Ten

Chapter fourteen

Blue as ice

[• Brocéliande || 12:40 || 2457

 • Paimpont, região da antiga França

 • Point of view from: Chittaphon Leechaiyapornkul]

Aquela merda inteira já estava acabando, felizmente. E, por mais que a minha atenção ora estivesse na garota sentada à minha frente ora nos dizeres do meu pai, era impossível não me sentir incomodado com a forma usada pela minha própria mãe para me encarar. Toda vez que os meus olhos se encontravam com os delas, eu sentia vontade de escapar daquela sala e levar ________ junto comigo. E ainda tinha o modo como as minhas pupilas se dilatavam sempre que o cheiro natural da ômega invadia as minhas narinas e mandava ondas elétricas parecidas com espasmos por todas as minhas costas e tórax até chegar ao meu pênis e fazê-lo querer ter ao menos as mãos femininas alheias o estimulando e acariciando.

É, o meu cio estava chegando. E, caramba, este período seria mais difícil para a minha ajudante do que para mim.

Passei a língua pelos meus lábios e rezei para Louis terminar logo aquela reunião, caso contrário, ou eu seria obrigado a simplesmente sair do recinto acompanhado da paixão de Jaehyun ou teria de eventualmente forçar o corpo dela contra aquela mesa, puxar sua lombar e quadril para cima e me satisfazer do modo mais carnal e áspero possível.

Basicamente, tudo o que o imperador discutia com Jaehyun, Youngho e Yuta era sobre como organizar os flancos direito e esquerdo sem desmanchar a linha de submarinos do império no litoral da antiga região da divisa da Suécia e da Dinamarca. Enquanto isso, o restante dos presentes ali ficavam somente olhando a discussão rolar e, algumas vezes, opinavam sobre coisas razoavelmente importantes.

Me inclinei para perto do corpo de ________, pousei minhas mãos nos seus ombros, abaixei meu tronco um pouco mais e colei meus lábios um pouco acima do lóbulo da sua orelha direita expirando e inspirando profundamente para obter mais e mais do seu perfume adocicado natural preenchendo os meus pulmões.

– Eu realmente estou precisando da sua ajuda. – Minha voz se limitava a simples sussurros, e os meus dedos da destra atualmente estavam enroscando-se no tecido transparente de coloração negra do colar que dei a ela algum pouco tempo atrás.

– O quê? No quê? – Ela perguntou também sussurrando.

– Em algo que você vai saber assim que chegarmos ao meu quarto, então, bonequinha, levante-se. – Abri um pequeno sorriso presunçoso afastando-me, puxando sua cadeira para trás do modo mais discreto possível, pegando uma de suas mãos e a guiando na direção da porta do cômodo.

No entanto, algo se fixou no tecido da minha camisa e a puxou para trás apenas com a força necessária para me fazer virar para trás. Senti um pequeno arrepio percorrer o meu dorso ao perceber quem estava me segurando, franzi meu cenho e não evitei engolir em seco depois de notar como seu semblante estava sério.

– Podemos conversar, filho? – Victorie me abriu um sorriso divertido e gentil. – Conversar a sós?

– É claro. – Sufoquei o sentimento ruim dentro de mim e tratei de deixar um pequeno riso escapar por entre os meus lábios. – _______ – Me virei para ela e esbocei um sorriso alegre. –, me espere aqui. – Me limitei a apenas falar isso antes de soltar sua mão, olhar para a minha mãe, que estava levantando-se e fazendo uma breve reverência para os outros homens presentes, e sai pela porta acompanhado pela mulher mais poderosa do império atualmente.

Ela logo enganchou um dos seus braços no meu como se estivesse prestes a dançar uma valsa comigo no meio daquele corredor. Uma aura de tensão se instalou ao nosso redor, ou assim pensei. Senti como se tivesse seis anos novamente e minha mãe tinha descoberto que eu acabei caindo nas graças de Jaehyun e deixado ele me levar ao Nêmesis, de novo. No entanto, agora, o ocorrido era pior e me daria algo pior do que algumas simples chicotadas nas costas me dadas pelo meu pai como castigo.

– Relaxe, querido. – Ela começou a me guiar para o final do corredor usando uma velocidade extremamente lenta. – Faz tempo que não caminhamos pelo subterrâneo, o que você acha de fazermos uma pequena excursão por lá? – Repentinamente, uma vontade enorme de aceitar sua sugestão me invadiu.

Victorie sabia o quanto eu, assim como Jaehyun, gostava de andar pelos lugares subterrâneos do império, embora atualmente estejamos banidos. A muito, muito tempo atrás, o subtérreo já serviu de abrigo para ossadas que complementavam Les Catacombes de Paris, mas, com o passar dos anos, foi revertido por algo mais tecnológico e útil, e, nos dias atuais, este local se chama Athos. Agora, além de ter milhares de tuneis fortificados por sabe-se lá Deus quantas coisas, servia também como um grandioso laboratório predominado por cores azuladas, brancas e cinzentas onde uma parte era dedicada a experimentos para continuar combatendo doenças ainda incuráveis enquanto a outra se encontrava sendo o palco de criação e experimento de armas biológicas usadas especificamente na região que engloba os países antigamente chamados de Turcomenistão, Afeganistão, Irã, Iraque e Síria. Apenas a família imperial e alguns poucos aliados donos da plena confiança do imperador tinham conhecimento da existência daquelas catacumbas.

Quando eu era criança, quase sempre escapava das aulas de etiqueta para ir vasculhar alguns dos laboratórios de armas nucleares biológicas e, não tão raramente, acabava sendo pego por um dos cientistas, arrastado para o “lado de cima” do império e jogado em frente ao escritório de Louis para receber um sermão sobre como um príncipe deveria se comportar, mas, no final, quase sempre acabávamos conversando animadamente ou sobre garotas filhas dos cientistas trabalhadores do Athos ou sobre como o armamento secreto do império era tão, mas tão complexo e legal.

Estava disposto a aceitar seu convite, no entanto, qualquer pessoa sabia o que Victorie estava planejando. Isso era estratégica básica, estratégica simples. Simples demais... para ser só isso. O que ela queria lá em baixo?

– Omma – Comecei a falar mantendo o meu tom de voz totalmente calma. –, estou com fome – E não era de comida, mas ela não precisava saber disso, certo? –, então, não é melhor almoçarmos antes de irmos para Athos?

– Não vai demorar muito, eu prometo. – Ela me guiou pelos corredores.

– Que seja. – Murmurei a deixando me levar para o local desejado.

||•||

[• Brocéliande || 13:00 || 2457

 • Paimpont, região da antiga França

 • Point of view from: ________]

A maior parte das pessoas estavam me olhando quando Ten e Victorie saírem da sala, então, acabei sentindo minhas bochechas arderem em vergonha. O que eu deveria fazer? Voltar ao meu lugar? Ou pedir desculpas por causa da minha involuntária interrupção?

Engoli em seco, dei meia-volta, voltei ao assento que deveria pertencer ao alfa agora ausente, apoiei meus cotovelos na mesa e escondi meu rosto nas minhas mãos. Só levantei minha face das minhas palmas quando senti mãos encostarem nos meus ombros, olhei para cima e vi os olhos negros de Jaehyun. Ele parecia calmo, até demais.

– A reunião já acabou, vamos para o centro. Ainda tenho que te arrebentar um pouco mais. – Engoli em seco não evitando abrir um sorriso pequeno ao sentir suas mãos puxarem minha cadeira para trás e me ajudarem a ficar em pé novamente.

– Eu quero começar a ter um treinamento de verdade, oppa. – Como os outros amigos de Jaehyun ainda estavam presente ali, era necessário vestirmos aquela fantasia de namorados.

– E você vai, mas, antes disso, precisamos melhorar seu equilíbrio para depois fazer o mesmo com sua resistência e aí sim realmente começarmos o seu treinamento.

– Qual é o modo mais rápido de melhorar o meu equilíbrio?

– Com exercícios, claro. – Um sorriso debochado apareceu nos seus lábios e revirei meus olhos.

– Me leve logo para lá, YoonOh.

– Espere, quero fazer algo antes.

O olhei curiosa e senti suas mãos pousarem na curva do meu pescoço com meus ombros; enquanto os seus polegares dedilhavam e acariciavam os ossos da minha clavícula o mais gentilmente que a sua natureza comumente agressiva permitia, seus outros oito dedos se cravavam na minha pele por cima do tecido branco da minha camisa de manda-longas. Seu tronco se inclinou até seus olhos estarem na mesma altura dos meus e sua boca na altura da minha. Antes mesmo dele realmente juntar seus lábios nos meus, seus dedos apertarem ainda mais aquela região presente abaixo do meu pescoço e acima do meu colo dos seios e a sua respiração se mesclar a minha totalmente, meu tórax já tinha começado a subir e descer rapidamente por conta da ansiedade e expectativa por tê-lo tão perto de mim.

Seus lábios tinham gosto de... hortelã. Não menta - Como sei que é um e não outro? Menta tem um gosto bem mais suave que hortelã. Única e exclusivamente hortelã. Era hortelã misturado com algo desconhecido ao meu paladar. Mas, seu beijo continuava sendo saboroso e envolvente; menos carinhoso e mais necessitado que o de Ten. E, bem... eu queria mais. Não apenas mais daquela ação do alfa, mas sim dele como um todo.

– O que foi isso? – Perguntei aos sussurros quando Jaehyun afastou-se e apenas passou a se limitar a roçar seus lábios nos meus.

– Eu não posso mais beijar a minha ômega? – Como se o meu cérebro tivesse se retardado por conta própria, meus olhos piscaram algumas vezes vagarosamente.

– Foi a primeira vez que você fez isso. – O lembrei sentindo seus dentes agarrarem um pouco da pele macia do meu lábio inferior e o puxarem sem muita força.

– Devo fazer mais vezes até você se acostumar com isso? – Um sorriso debochado apareceu nos lábios dele enquanto seus dedos rumavam para a faixa de tecido branco servindo de ligação entre as mangas da minha camisa e o restante do meu busto, se enroscavam ali e passavam a simplesmente brincar com aquela parte mais frágil da peça presente na parte superior do meu corpo. – Eu odeio quando aquele idiota coloca essas merdas em você. – Seus olhos se prenderam ao colar me dado por Ten. – É como se ele quisesse te marcar como dele, mas sabemos que, até agora, você é tão minha quanto dele, infelizmente. – Um grunhido de desgosto escapou pelos seus lábios.

– Ten me deu isso como um presente. – Retruquei.

– Vou te dar algo como um presente também. Algo mais significativo. – Novamente, seu rosto ficou na altura do meu, mas, em vez de seus lábios colocarem-se sobre os meus, eles rumaram para o lado direito do meu pescoço.

Exatamente no momento em que Jaehyun abriu sua boca e o meu cérebro assimilou o que ele queria e iria fazer, minhas mãos o empurraram para trás e as minhas bochechas, como tempos atrás, voltou a ficarem vermelhas.

– Não.

– Se fosse Ten, você deixaria? – Franzi meu cenho e tornei a recuar dois passos para trás fazendo as mãos de YoonOh deixarem de estar em cima da minha pele.

– O quê?

– Eu não vou repetir.

– Por que você está o envolvendo nisso? Ele não tem nada ver, nem sequer está aqui para falar alguma coisa.

– Não foi isso que perguntei. Você está surda ou algo do tipo? Eu e Ten tivemos uma conversa interessante hoje de madrugada. E, por incrível que pareça, prestei atenção no que ele falou, mas provavelmente foi porque não tinha nada melhor para fazer na hora. – Deu de ombros. – Sabe o que notei e conclui? Que você é como uma cadela dele. Você faz tudo o que ele pede e manda, como em uma relação humano-cachorro; e, quando brigam ou algo do tipo, a primeira coisa que você faz é correr para mim, como se eu fosse só um suplente dele.

Enquanto as palavras caíam calmamente dos seus lábios, um nó se formou na minha garganta e meus olhos se limitavam a somente olhar para os meus sapatos. O que eu poderia fazer ou falar? Não quero brigar com YoonOh ou algo do tipo, não quero deixá-lo irrita ou me irritar. A ideia de tê-lo como o suplente de Ten nunca sequer passou por algum canto da minha mente, saber que Jaehyun pensava ser isso me machucava internamente.

No meio tempo em que a minha mente se afundou em pensamentos sobre as minhas ações anteriores àquela conversa, os olhos alheios se fixaram no meu rosto por alguns segundos antes de seu corpo dar meia-volta e se deslocar na direção da porta do recinto.

– Se eu sou uma pessoa assim tão submissa por Ten e tão horrível com você, por que você simplesmente não desiste de mim?

– Porque sou egoísta. E sabe o que é pior do que aturar um alfa egoísta? – Ele olhou-me por cima de um dos seus ombros. – Aturar um alfa egoísta apaixonado. Você é como a porra de um dilema para mim, garota. E não demore para ir ao centro de treinamento, ainda temos muito o que fazer.

Meus olhos se cravaram nas costas dele e as minhas bochechas pareciam ter decidido querer se vestirem de tomate ou algo do tipo. Como aquele idiota poderia assim, simples e sem mais nem menos, praticamente confessar estar apaixonado por alguém, especialmente por mim? Me senti como se estivesse vendo Jaehyun correr para fora daquele salão ensanguentado com o objetivo de ir de encontro com o campo de batalha aberto de onde voltara portando aquele ferimento que possivelmente ainda marcava o seu ombro direito. Mas, dessa vez, não era o alfa quem estava lutando contra algo. Era eu. Estava lutando contra a vontade de abraçá-lo e deixá-lo realmente tentar me envolver com a sua paixão, no entanto, meu pensamento vagava para Ten e me impedia de fazer a segunda ação.

No entanto, quando minha cabeça se levantou um pouco mais e consegui visualizar a saída da sala, algo se afundou dentro de mim. YoonOh não estava mais lá. Suspirei pesadamente e tornei a caminhar até a mesma porta pela qual ele tinha saído, mas, justamente quando meus pés estavam prestes a ultrapassar o batente dela, um peitoral masculino - um tanto duro demais, diga-se de passagem - repentinamente apareceu. Como resultado, acabei quase dando de cara nele.

– Você facilitou o meu trabalho de te levar ao Nêmesis. – Era a voz de Johnny. – Jaehyun está irritado, mas, mesmo assim, não deixa de se importar com você. – Acrescentou.

Abri um pequeno sorriso deixando o beta passar um dos seus braços pelos meus ombros e me guiar para fora do palácio, por todo o caminho, no qual acabamos sendo acompanhados por SiCheng, do centro de treinamento e para dentro deste também.

||•||

[• Athos || 13:39 || 2457

 • Antigas Les Catacombes de Paris, região da antiga França

 • Point of view from: Chittaphon Leechaiyapornkul]

– Você se lembra de como era tudo isso aqui? – Victorie perguntou animadamente enquanto vagava por todo aquele cômodo que a muito, mas muito tempo ocupava um espaço incômodo, secreto e sombrio nas minhas lembranças. – Costumava ser bastante reconfortante vir aqui para receber conselhos de Melpomene. – Meus olhos vagaram por boa parte do recinto, como se a minha mente estivesse fadada a me flagelar com memórias não-bem-vindas antes de se deslocarem para o rosto calmo e sereno da imperatriz.

– Achei que tínhamos vindo aqui para ver algo mais interessante do que memórias desse tipo, mãe. – Retruquei evitando olhar mais para o cômodo que me rodeava e deixando minha atenção se focar nos meus sapatos.

– Viemos aqui para conversar sobre o passado, discutir sobre o presente e solucionar o futuro. – Ela correu seus dedos pela parede empoeirada à sua direita e logo os colocou em frente aos seus lábios assoprando a poeira presente neles. – O que você estava fazendo acordado de madrugada, Leechaiyapornkul?

Um frio percorreu a minha espinha e, por mais que eu tivesse tentado evitar e me manter normal, meus olhos se arregalaram tornando a se fixarem no rosto ainda calmo da imperatriz. Victorie sabia. E eu estava ferrado. Completamente ferrado.

Que merda.

Você acha que, às quatro (04) da madrugada, alguém como eu se lembraria de ao menos tentar ocultar o meu cheiro forte quando estava prestes a ver a minha própria mãe beijando um dos amigos do meu meio-irmão?

– De madrugada? Eu não...

– Você se lembra de como Melpomene amanheceu naquele dia de 2443? Como agora, você tentou ocultar alquilo de mim, mas a diferença é que naquele ano o que você queria ocultar era morte dela de mim. E, igualmente, não conseguiu. Agora, responda à pergunta. – Victorie afastou-se de onde estava, deu meia-volta e caminhou até mim me fazendo, assim, recuar três passos para trás. – Espere, querido. Eu sou sua mãe, esqueceu? Não sou perigosa, mas...

– Você é a minha mãe, isso é inalterável – “Infelizmente”, completei mentalmente. –, mas, me perdoe se agora não consigo mais te ver sendo algo mais do que uma simples mulher que trai o próprio marido.

– Oh, sua preocupação é com o seu pai? – A imperatriz enganchou um dos seus braços nos meus como antes de entrarmos em Athos. – Não se preocupe, se as doses de Duyet dos infiltrados de Taeil continuarem seguindo o caminho discreto atual, Louis estará morto alguns dias depois do Natal, talvez nem sequer viva para ver o primeiro dia de 2458. – Instintivamente, tentei tirar o meu antebraço de perto do campo de alcance dela, mas ela acabou me segurando onde eu estava. – Não se desespere, querido, ainda tem algo que quero te mostrar.

Minha mãe me guiou para fora daquele recinto e pegou a direção contrária a qual tínhamos pegado para chegar até lá.

Como já foi dito antes, Athos tinha a parte das armas biológicas e a de pesquisas direcionadas a criar antídotos para doenças incuráveis, mas, no momento, não sei dizer em qual destas estávamos. Parecia que nos encontrávamos em ambas e, ao mesmo tempo, em nenhuma delas. É estranho explicar. Dava para ouvir os sons de mãos de betas mexendo com tubos de ensaios e outras palmas apalpando ferramentas na construção de sabe-se lá quantas armas, todavia, estes barulhos, além de parecerem ser as únicas coisas que me provavam que eu ainda me encontrava na capital do império, aparentavam se encontrar tão longe de onde estávamos.

– Para onde estamos indo?

– Estamos entrando na província de Concoret agora, querido.

Não era essa a resposta que eu queria. E ela sabia disso.

O caminho passava a ficar dominado por cores negras e vermelhas. Olhei para cima e senti um calafrio percorrer as minhas costas. No teto haviam duas linhas grossas paralelas, que lembravam os fios médicos geralmente usadas como transporte para levar soro para a veia do paciente, preenchidas por algum líquido carmesim extremamente escuro; elas seguiam para além do corredor no qual estávamos. Esse lugar... já existia em 2443, 2444? Sempre existiu? Não me recordo de nada parecido com isso.

Eventualmente, acabamos chegando em frente a uma porta revestida em aço com os caracteres: “රහස්ය” cravados no centro dela. A imperatriz tirou seu braço de perto do meu, mas continuou me segurando pelo pulso, e logo colocou sua outra palma na máquina com a forma de uma mão presente ao lado daquela entrada.

– Está escrito Rahasya. Significa “segredo”. – Ela falou me abrindo um sorriso divertido e me puxando para dentro do breu daquele cômodo. – A boa maquiagem pode ser quase como uma ilusão de ótica, entende, querido? Costumo chamar meus maquiadores de gênios porque eles fazem um trabalho melhor que o outro, especialmente quando estão motivados para fazer isso. – Sua mão foi para algum lugar que eu não podia ver por causa da falta de luz, mas, ao confiar no meu olfato, notei a presença de... Um beta? Um alfa? Meu nariz estava falhando? Por que ele falharia? – Antes de ligar a luz, quero que você entenda uma coisa, Ten: Nem tudo o que vemos é real, nem tudo que nos é dito ou mostrado é verídico. Desconfie sempre.

E então a luz se acendeu. Precisei franzir meu cenho e semicerrar os meus olhos por causa da repentina presença de luz no meio de tanta escuridão. A primeira coisa registrada pelo meu cérebro foi pantufas. Sim, pantufas. Negras e felpudas. Depois, a minha fita de lembranças compilou uma cama extremamente espaçosa e fios totalmente bagunçados e desorganizados serpenteando pelo chão e subindo pela cama. Por fim, minha atenção rumou para um punhado de madeixas desarrumadas; elas se assemelhavam a um azul puxado ao gelo, azul claro, e logo se focou em um rosto bastante conhecido.


Notas Finais


ai, ai, não tenho nada a falar não, beijinhos

Muuuuuuuuuuuuito obrigadinha por ler ♡
❥⋮ Babydoll loves Ten and you ♡


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