História ! i hate you! i love you! - L3ddy - Capítulo 11


Escrita por: ~

Visualizações 169
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~Ei crianças.

Só passando pra dizer que estou in love com os 50 favoritos neste meu humilde "drama" e também agradecer porque o último capítulo foi o mais comentado da fic e vocês me deixaram bem feliz com esse feito.

Muito obrigada, sério. 😊😊

Lembrando que já estamos na metade da fic, mais um pouquinho e acaba, beberes.

Boa leitura.
=)

Capítulo 11 - L3ddy ou Lubas?


T3ddy p.o.v

Eu cheguei na escola praticamente me arrastando de tanto sono, a noite passada foi tão maravilhosa que não me permiti dormir. Eu tinha medo de acordar e descobrir ter sido apenas mais um de meus sonhos.

Finalmente eu tinha tomado coragem e assumi o que eu sentia e para minha total surpresa era reciproco. 

Luba támbem era apaixonado por mim, assim como eu sou por ele. Pior é que eu não tive tempo de sequer duvidar do que ele disse já que eu podia enxergar a verdade mais pura em seus olhos. Aquele garoto ruivinho e de olhos verdes parecia ser uma outra pessoa, totalmente diferente do carrasco que conheci quando entrei na escola e ele foi tão sincero comigo. Ao mesmo tempo que ele transparecia coragem eu vi o quão frágil ele poderia ser e tudo que desejei foi que ao menos eu tivesse mais tempo com ele...

Como se não bastasse os muitos beijos e carícias embaixo daquela árvore passamos a madrugada conversando no telefone, eu perdi a noção das horas e tudo o que eu conseguia fazer era ficar atento ao que ele dizia, Luba me contava um pico mais sobre sua vida e eu contei um pouco mais da minha é assim acabamos por nós conhecer um pouco mais.

Por termos saido um pouco mais tarde do parque achei melhor deixar para ir na casa dele um outro dia, foi até bom porque eu não sei se estou preparado pra conhecer sua família ainda.

Pela manhã mamãe quis saber de todos os detalhes e fez questão que eu convidasse Luba pra almoçar com a gente quando ela tivesse folga. 

Ela parecia mais contente e não parava de sorrir, pensei que fosse por minha causa e logo vi que o motivo não era só esse. Cheguei a perguntar, mas ela disse que só falaria no momento certo.

O que será que dona Vera está escondendo?

Não demorou pra que eu cruzasse o portão da escola ainda faltando alguns minutos para o sinal bater, os alunos estavam espalhados pelo lado de fora. Eu fui em direção onde os meninos costumam ficar, mas parei no meio do caminho quando olhei Luba conversando com Wellington próximo ao banheiro. Eu ainda não sabia como agir depois de tudo o que aconteceu então resolvi fingir que nao o vi, e foi então que ele sorriu para mim e veio em minha direção após se despedir de Well com um beijo no rosto.

Não gostei !

Fiquei nervoso, na verdade muito nervoso, nem ousei sair do meu lugar. Quando se aproximou de mim segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou, com os olhos ainda abertos fiquei completamente espantado com seu ato e então timidamente levei minhas mãos até a sua cintura e fechei meus olhos correspondendo e me entregando ao beijo. 

Seria loucura eu dizer que já estava com saudades dos lábios dele? Como era possível?

Nos separamos por falta de ar e quando abri os olhos vi que as pessoas nos olharam de forma curiosa, porém Luba pareceu não se importar e me abraçou passando o nariz em meu pescoço o que me fez arrepiar.

— Vou ser muito bobo se eu disser que senti saudades? — ele sorriu corado olhando para mim e não pude evitar de sorrir também.

— Então seremos dois bobos. — disse beijando a sua testa — Não se importa com isso? — me referi ao bando de abutres que nao desgrudava os olhares de nós dois. Povo fofoqueiro.

Dentre eles o olhar do índio foi o que mais me chamou a atenção, ele olhava com ódio e parecia estar a ponto de  querer socar alguém, senti meu corpo arrepiar com aquilo e temtei ignorar.

— Você se importa? — assenti um pouco envergonhado — Eu não ligo. — enlaçou seus braços em meu pescoço e deu um beijinho em meu queixo, senti uma cosquinha e dei uma risada baixa — Não sei se você sabe, mas felicidade alheia incomoda. 

— Está querendo dizer que eu te faço feliz? — eu tenho certeza que estava com uma cara de bobo esperando ele responder.

— Eu estou afirmando que você me faz feliz, Lucas Olioti. — me deu um selinho. Logo o sinal bateu e fomos obrigados a nos separar e entrar, e Luba fez questão de entrelaçar sua mão na minha. É hoje que eu morro com certeza!— Senta comigo na sala?

— E o Wellington? Até onde eu sei vocês não se desgrudam. — falei como quem não quer nada, sabe? Imagina se eu fico incomodado com a amizade deles! Imagina se minha vontade era de pular no pescoço dele e arrancar seus cabelos com as minhas unhas

— Fica tão bonitinho com ciúmes, urso. — brincou apertando a minha bochecha.

— Não me chame de urso, e eu não estou com ciúmes. — fiz um bico.

— Não se preocupe, Wellington é só um amigo, apesar de ele ser meio babaca como eu é um cara legal, você vai ver quando se conhecerem melhor. — dei de ombros e entramos na sala de aula. 

Wellington foi sentar próximo ao Gustavo enquanto eu e Luba nos sentamos na frente do casal Cellps, antes da aula começar Felipe sussurou ao meu ouvido.

— Quero saber de tudo. — assenti com um sorriso bobo voltando a minha atenção ao professor que havia acabado de entrar.

Passamos a manhã inteira juntos e inclusive na hora do intervalo onde os meninos e Gabriella se juntaram a nos, a garota não parava de dizer o quanto estava feliz por nós e que finalmente L3ddy tinha acontecido. E com muita paciência fomos respondendo as perguntas de nossos amigos tão curiosos.

Mas só pra deixar claro eu ainda prefiro Lubas do que L3ddy.

Xx

Luba insistiu para que eu almoçasse na casa dele hoje, mal sabia o ruivo que eu seria capaz de arrastar um caminhão por ele, mas acho que ele não precisava saber que faço qualquer coisa pelo seu sorriso.

Esse negócio de se apaixonar só fode com a gente 

Eu combinei de ir em minha casa primeiro e trocar de roupa e foi o que eu fiz, deixei minha mochila no quarto e tomei um banho, coloquei uma calça jeans com uma camiseta preta e desci as escadas, mas antes de sair olhei o chão da sala e resolvi passar um aspirador de pó porque se tem uma  coisa que eu odeio é bagunça.

Ao sair pela porta me deparei com o mesmo carro do outro dia e ele me aguardava com o motorista do lado de fora. Seu nome era Júlio. Devia ter imaginado que Luba não deixaria que eu fosse caminhando ou de ônibus até sua casa.

Poucas vezes eu entrei em um carro assim ainda mais com direito a motorista. Fiquei um pouco desconfortável, mas não reclamei. Meus vizinhos é que gostaram, sempre que aparecia uma "novidade" como essa aqui na rua o pessoal não perdia tempo e já ia do lado de fora espiar. 

Logo já estávamos no condomínio luxuoso e as casas pareciam maiores e mais bonitas vistas de perto, ainda bem que o ar condicionado estava ligado senão já estaria suando horrores e molhado os bancos de couro marrom.

Júlio pediu para que eu descesse quando paramos em frente a última casa da rua. Ao tocar a campainha uma moça vestida de forma simples atendeu e foi super educada comigo, por dentro era mais lindo ainda e parecia essas casas que eu via nos filmes.

Um ruivo afobado descia as escadas correndo com a mão escorregando pelo corrimão e pulou no meu colo, parecia até que estávamos há dias sem nos ver.

— Fiquei com tanto medo de você não vir que até implorei ao Júlio que fosse te buscar. — ele falou, sua voz saiu meio abafada por estar com a cabeça encostada em meu peito. 

— Não precisava ter se incomodado, eu podia ter vindo sozinho. — falei colocando ele de volta no chão.

— Nao foi incomodo nenhum, pelo contrário, Senhor Lucas. — Julio disse chegando até nos e colocando a chave do veículo na gaveta de uma pequena mesa próximo a entrada — Eu estava devendo um favor para esse mocinho pilantra. — brincou bagunçando os cabelos úmidos de Luba.

— A culpa não é minha se você é um péssimo jogador de baralho e sempre perde pra mim. — falou com um ar de convencido.

— Pois vá se preparando porque na próxima vai ter revanche, patraozinho. — brincou e saiu da sala nos deixando sozinhos.

—  Agora vamos para a melhor parte da casa, a cozinha! — falou animado e me puxou até la — Depois apresento o resto da casa pra você, só vamos almoçar primeiro porque estou morrendo de fome. — pelo tamanho da mansao já comecei a imaginar que demoraria pelo menos uma semana pra conhecer tudo.

— O que você gosta de comer? — perguntou enquanto eu me sentava — Eu sei que seu prato favorito é lasanha e por isso eu tomei a liberdade de fazer. Espero que goste! Mas se não gostar eu não fico triste, juro. — como ele achava que podia odiar uma coisa que ele fez pra mim? Acho que eu não mereço alguém como esse ruivo — Eu até preparei uma sobremesa, você disse que gostava de mousse de chocolate e eu fiz também. — ele ainda se lembrou das coisas que eu lhe disse, não tinha como não ama-lo, ele estava, sim, me agradou e eu só fiquei mais apaixonado.

E como ele conseguiu preparar tudo isso antes de eu chegar?

 — E antes que você pergunte, sim deu tempo de eu fazer tudo enquanto eu te esperava. — telepatia — Assim que eu saí da escola pedi pra Maria separar os ingredientes então foi só chegar em casa e fazer. — sorriu tirando a lasanha do forno — Agora vamos comer!

Luba serviu nossos pratos e eu juro que senti um tesão absurdo comendo aquela lasanha. Por mais que não soubesse direito o significado da palavra tesão, mas enfim... Eu poderia come-la todos os dias sem me importar se engordaria ou não. 

Quando elogiei ele se gabou de ter boas mãos pra cozinha, tive que concordar sem êxito. A mousse então estava tão boa quanto a lasanha, nós acabamos por devorar tudo, literalmente.

Após o almoço começamos o tour pela casa, andamos pelo quintal até mais próximo da piscina da piscina que estava tampada, ele disse que raramente ela é usada. Provavelmente em seu aniversário ela seria aberta pra quem quisesse usar. Eu nem ousei chegar na beira já que morro de medo de me afogar, menos Luba insistindo que era raso e seguro não quis arriscar.

Do outro lado da cerca havia uma área só com plantas e poucas flores e pra minha surpresa o ruivo era quem cuidava daquele jardim com o auxílio do jardineiro, é claro. 

Já de volta a casa subimos as escadas e passamos por um longo corredor, os primeiros quartos eram de hospedes e quase nunca eram usados pelo que ele me explicou.

Em uma das portas mais a frente uma mulher loira um pouco mais velha saiu. Luba segurou com força a minha mão e me puxou com rapidez pra longe dela.

— Mais um, Lucas? — Luba ficou um pouco tenso e respirou fundo antes de soltar minha mão e virar de frente para a tal mulher. — Não satisfeito com os outros dois ainda arrumou um terceiro? Mas é uma puta mesmo.

— Não vou me dar ao trabalho de te responder, Carmem. — disse entredentes.

— Não admito que traga para a minha casa esse garoto tao-

— Não ouse terminar esta frase. — ele avançou um passo a frente dela é apontou o dedo em sua cara — Eu é quem não admito que fale assim dele. Quem é você pra julgar alguem? Aliás, quem era você antes de conhecer o meu pai? A propósito não sei se você se lembra, mas essa casa é mais minha do que sua. Carmem apenas colocou seus óculos escuros e saiu com sua bolsa a tira colo. — Vem Lucas. — ele andou na frente e segui atrás dele até a última porta do corredor onde ele parou e imitei seu gesto.

— Ela é a sua mãe? 

— Infelizmente sim, me desculpe por isso. — neguei com a cabeça puxando ele pra um abraço. Nunca achei que um dia eu veria Lucas Feurschütte me defendendo de alguém, ainda mais se esse alguem fosse a própria mãe, mas pelo que pude perceber a relação dos dois não é nada fácil. — Quero que conheça uma pessoa. — ele falou se desfazendo de meu abraço.

— Quem? — Luba mordiscou seu lábio inferior e eu até poderia achar sexy se não estivesse tão tenso com esse ar de mistério.

— Promete que não vai contar a ninguém sobre o que você vai ver agora? — ótimo, agora eu fiquei com um pouco de medo.

— Eu prometo! 


Notas Finais


Até o próximo 💙


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