História ! i hate you! i love you! - L3ddy - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Palavras 2.574
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tá meio bosta, mas espero que gostem.

Boa leitura.

Capítulo 12 - Conhecendo um pouco mais...


T3ddy p.o.v

Luba tinha entrado no quarto misterioso já fazia alguns minutos. Eu aguardava no corredor andando de um lado a outro em passos silenciosos, vai que a sogra com perfil de madrasta da Disney aparece denovo..

Sério, que tipo de mãe fala daquele jeito com o filho? Merecia uma surra de cinto, só para aprender. 

Não demorou pra que ele abrisse a porta e me chamasse a entrar, confesso que na hora que entrei  esperava ver o que estava vendo. O cômodo era espaçoso e as paredes em tons claros, as janelas estavam abertas deixando que a luz lá de fora adentrasse e a brisa leve arejasse o local. 

O homem atava deitado sobre a cama, usava uma camisa azul marinho e um edredom cobria dos pés até a metade da cintura, seu rosto aparentava serenidade. Uma enfermeira o alimentava pela sonda, eu sei porque minha mãe e enfermaria e algumas vezes quando a visitei no trabalho vi ela fazendo o mesmo que a mulher. 

Luba cumprimentou a moça que sorriu gentil pra mim e logo saiu do quarto nos deixando a sós, Luba rodeou a cama indo a face do grisalho deixando um beijo em sua bochecha pálida. 

— Hoje eu trouxe alguém que você já conhece de tanto ter me ouvido falar. Pai, Lucas está aqui. Ele veio te conhecer. — arregalei os olhos em surpresa, então era esse o famoso Otto Feurschütte? Bom, os boatos que rolavam pelos corredores da escola era de que Lucas Feurschütte odiava sua família e principalmente o pai. Eu nunca entendi o porquê disso, mas estou vendo que não passavam de fofocas vazias e sem fundamento algum. Basta ver pelo olhar amoroso que o ruivinho lança para o grisalho.

— É um prazer conhecê-lo, Senhor Otto. — eu disse baixinho. Luba sorriu com a minha atitude e isso me deu impulso pra me aproximar um pouco mais da cama, meio sem jeito segurei a mão fria de Otto e acariciei.  

— Queria que estivesse acordado só para confirmar se ele é bonito como eu já disse varias vezes. — agora eu fiquei envergonhado. Certo que não sou uma pessoa com uma boa auto estima, mas ouvir isso dele faz com que eu me sinta nas nuvens. Eu posso ate ser como um Brad Pitt ou um Harry Styles da vida...

— Depois eu volto, te amo. — Luba beijou a testa de Otto e eu imitei o gesto com sua mão que eu segurava e sai atrás dele.

Voltamos na porta do meio do corredor onde ele havia dito ser seu quarto. Eu juro que esperava alguns posters de homens pelados e algumas camisinhas jogadas pelo chão, mas era totalmente o oposto disso. 

Pra começar que as paredes eram pintadas de azul bebê e os cômodos mesclavam entre um tom claro de azul e o branco. A cama de casal era próxima a janela e ao lado da porta de entrada tinha uma outra que provavelmente deveria ser a do banheiro.Era tudo tão perfeitinho e organizado que poderia ser confundido facilmente com o quarto de um bebê se não fosse pela enorme cama de casal. Cheguei até a janela e observei o mesmo local onde nos encontramos e nos beijamos pela primeira vez. Só não dava pra ver a arvore. 

Seus braços envolveram a minha cintura e sorri me virando de frente para ele e alisando suas bochechas. 

— Pode perguntar, urso. — tensionei um pouco, não pelo apelido horroroso, mas pelo fato de ele saber o que estou pensando.

Eu fiquei curioso, por mais que já tivesse uma noção de como essas coisas funcionavam. Se pra mim foi complicado ver o pai dele desta forma imagine ele que tem de conviver com essa realidade todos os dias. Eu sempre enxerguei uma pontinha de tristeza nos olhinhos verdes, porém nunca me passou pela cabeça que fosse algo assim.

Não ... me ... chame ... de urso. — disse entre as pausas do beijos que lhe dei. — E sobre o que está falando? — eu tentei me fazer de desentendido, tentei "ignorar" o que tinha visto há minutos atrás por imaginar que e sim assunto delicado e talvez possa incomodá-lo. Mas como eu sou uma anta que não sabe fingir as coisas tive de encarar a feição irônica do ruivo debochado me olhando com uma cara de "sério mesmo? Não me diga?!"

Sobre o meu pai, Lucas. Eu sinto que não devo esconder nada de você. Tu faz parte de minha vida agora e nada mais justo do que abrir meu coração pra você. — engoli a seco. Primeiro que ele me considera parte de sua vida e segundo que ele confia em mim. É justo ele ser sincero e eu não? Não. Me sinto culpado quanto a isso. — Sente-se. — fiz o que pediu ficando de frente pra ele. 

— Se você não quiser não precisa, eu entendo, ok? — disse segurando a sua mão e tudo. o que ele fez foi acenar em negativo com a cabeça e sorrir de forma triste.

— Eu tinha quatorze anos, era véspera de réveillon e meus pais tinham combinado de passar a virada na casa de meus avós no litoral. Eu estava bastante empolgado e não via a hora de estar la. Acontece que uma chuva torrencial atrapalhou os nossos planos de viajar de avião e acabou que ficamos presos em casa, mas eu insisti tanto que Otto acabou por decidir viajar aquela hora da noite mesmo, ele fazia de um tudo por mim, qualquer coisa que eu pedisse ele me dava, que fique bem claro que eu jamais abusei de sua boa vontade, mas era assim que funcionava.  Carmem havia telefonado pedindo pra que não fossemos naquele dia - parecia até que ela estava pressentimento alguma coisa - mas Otto garantiu que tudo ficaria bem e que a chuva já tinha diminuído e podia muito bem dirigir até lá, já que não demorava muito. Então naquela noite... — seus olhos ficaram marcados e seu rosto um pouco mais vermelho. Segurei mais firme sua mão — Naquela noite nós fomos assim mesmo, eu brincava com o meu coelhinho de pelúcia enquanto ouvia meu pai contar sobre como havia sido a sua semana no trabalho, eu costumava pedir isso a ele, mesmo sem entender sobre processos ou nada do tipo eu amava escutar cada palavra com adoração, eu sempre admirei o homem que ele é.... Já no meio da estrada a chuva resolveu aparecer novamente e parecia cair com mais força do que antes... um caminhão vinha em zigue zague pela pista, eu podia ver os faróis se aproximando de nós numa velocidade cada vez mais absurda, a visibilidade era quase impossível e aquele trecho em especial não tinha muita iluminação. Foi então que tudo aconteceu como se fosse em câmera lenta, Otto jogou o carro para o lado contrário da pista, mas acabamos girando no asfalto... as buzinas do caminhão tentavam nos alertar, porém já era tarde demais e em um átimo de segundo o mesmo se chocou contra nós e capotamos na pista. — suas lágrimas pareciam pesar em seus olhos, por mais que tentasse se segurar não conseguiu e acabou desabando em meus braços — Após isso a única coisa que me vem a cabeça são flashes do resgate, lembro-me do coelhinho jogado ao chão e pessoas em  volta de mim como se fossem borrões e a partir daí tudo escureceu de vez.

— Eu sinto muito, deve ter sido horrível. Não consigo nem imaginar... — disse lhe puxando pra deitar em cima de meu peito.

— Foi um pesadelo, T3ddy. Quando eu acordei estava com o meu corpo machucado. Passei dois dias desacordado e quando despertei Rafael, Felipe e Gabriella estavam lá. Eu fiquei assustado quando me contaram o que tinha acontecido comigo, mas a pior parte veio depois quando Carmem entrou no quarto como um furacão e jogou toda a responsabilidade pra cima de mim. — fungou baixinho, alisei seus cabelos macios enquanto ele secava o rosto com a manga da blusa — Disse que se eu não fosse "um mimado, um garotinho do papai" seu marido estaria ali, mas por minha culpa ele estava em coma induzido. A dor que senti no meu peito era pior do que tudo, urso, meu pai só está assim hoje por minha causa...! — era possível sentir o peso dquelas palavras em cima do ruivo, como se não bastasse ter de acordar sabendo o que aconteceu com ele ainda teve de escutar desaforos da própria mãe.

— Meu bem, a culpa não foi sua. Foi um acidente, assim como você estava com ele no carro podia muito bem acontecer também se ele estivesse sozinho ou até com a sua mãe. Mesmo sem ter conhecido Otto eu tenho certeza que ele não gostaria de te ver falando assim. Ele te ama muito, meu bem e por conta desse amor acabou fazendo o que fez por você. Não quero que se responsabilize sabendo que ele jamais se arrependeria. 

— Eu tento pensar assim, mas todos os dias isso acaba comigo, sempre que entro naquele quarto e vejo seu estado sinto meu coração se apertar. — se tivesse como arrancar esse sentimento de dentro dele eu já teria feito. Carminha ter dito aquelas coisas só piorou a situação de Luba. Sem contar que ele era só um adolescente com um trauma grande pra carregar.

— Chegou a procurar um profissional? 

— Frequentei um grupo de ajuda durante um tempinho, eram cerca de trinta pessoas tentando superar seus próprios medos e traumas. — explicou — Inclusive foi lá que eu conheci o Gusta.. 

— Sério que ele já passou por alguma coisa assim? — será que eu vou ter que sentir dó do macho alfa sinistro? Era só o que me faltava...

— Eu sei que é difícil de imaginar, não conte a ninguém, mas o índio morre de medo de aranhas. — tentei segurar o riso. Trauma era uma coisa séria, mas minha mente não deixou de criar alguma imagens de Gustavo soltando gritos agudos como uma menininha por conta de uma aranha — Tudo por causa de uma brincadeira de criança, quando ele era pequeno uma amiguinha do colégio colocou uma tarântula em sua cabeça e ele começou a gritar e sair correndo pelo pátio até que se jogou da janela, a sorte é que estava no primeiro andar e ele só quebrou a perna.

— Eu confesso que estou dividido entre sentir pena ou rir da cara dele. — ao menos fui sincero — Mas voltemos a parte desagradável em que você conheceu o embuste...

— Bem, fazia uma semana que eu frequentava o grupo, ele veio conversar comigo e me convidar pra sair algumas vezes, eu só recusava. Juro que quis me afastar de início, já que Gusta sempre foi um pouco temperamental e perdia a paciência com facilidade, eu sei porque ele sempre partilhava isso conosco. Acontece que as coisas começaram a ficar insuportáveis em casa, as brigas e discurssoes com Carminha ficaram mais frequentes, a situação do meu pai continuava a mesma, nao queria mais ver meus amigos e nem ninguém, só passava meus dias trancado no quarto ou indo visitar Otto no hospital e eu me transformei em uma confusão de sentimentos. Já começando a caminhar pra um quadro de depressão. Então resolvi ligar pra Gusta e combinamos de sair, era a única pessoa com quem eu mantinha um contato por mensagens. Pude conhece-lo melhor e confesso que comecei a me interessar pelo jeito bad boy meio rebelde sem causa e quis imitar, queria buscar uma fulga em meio ao caos que minha vida tinha se transformado. Eu experimentei a minha primeira droga, tomei o meu primeiro porre e dei a minha primeira surra em alguém, tudo isso mesma semana. Não me orgulho de nada disso, sinto vergonha principalmente por saber que estava indo contra as vontades de Otto. — de fato pude ver que ele se arrependia.

— Eu concordo, mas acho que qualquer pessoa em seu lugar buscaria por uma espécie de "tábua de salvação". Mas acho que posso te ajudar com isso se ainda precisar.

— Eu sempre vou precisar de você, Lucas. — um enorme sorriso surgiu em meu rosto. Afaguei seus cabelos vendo sua respiração se acalmar aos poucos eseus olhos molhados se fechando.

Ele sempre vai precisar de mim

Por que justo agora?

Xx

Luba tinha adormecido em meus braços, eu podia sentir seu corpo exausto finalmente descansar depois de todo aquele desabafo. De certa forma também me sentia cansado só de ouvir.

Então era isso que Felipe queria me dizer a todo o tempo, não se pode julgar sem antes saber a bagagem que aquela pessoa carrega. Ele tem muito mais feridas do que eu podia imaginar, sua dor chega a ser gritante.

Tentei me levantar com cuidado, já era final de tarde e logo anoiteceria, ao tentar me desenvolver de meus braços um objeto debaixo do travesseiro que me deitei chamou a atenção pelo brilho. Só puxar dei de cara com um caderninho azul cheio de glitter, ou melhor dizendo : o famoso diário!

Eu poderia muito bem devolvê-lo ao lugar dele, mas a curiosidade estava maior.

É errado invadir a privacidade dos outros, mas vai que esses "outros" escreveram coisas sobre você? 

Olhei mais uma vez pra ver se ele dormia e resolvi abrir, já tinha uma página marcada e quando vi não evitei sorrir. Havia um desenho perfeito de nós dois se beijando no parque,  ele reproduziu de forma impecável a árvore, o cenário em volta e até tinha um tracinho no meu bolso representando meus óculos.

Virando a página do desenho as linhas foram preenchidas com as seguintes palavras:

"Traços perfeitos juntos em um desenho perfeito com duas pessoas mais ou menos perfeitas vão colorir essa página!!.

São três horas da manhã, acabamos de encerrar a chamada por telefone. Eu perdi a noção das horas com Lucas. 

Eu estou chorando enquanto escrevo isto, a minha pele continua arrepiada, a minha boca ainda sente o gosto do seu beijo, o cheiro de seu perfume impregnou em minha camiseta. 

Camiseta esta que me recuso a tirá-la... 

Foi melhor do que eu já esperei, foi mais incrível do que em meus sonhos mais profundos sinceros. Senti que ele era meu em nosso abraço. Ele tomou a iniciativa. Ele tomou meus lábios junto aos seus. Foram as suas mãos que rodearam a minha cintura juntando nossos corpos. Quando nossos dedos se entrelaçaram eu sorri como aquele encaixe tão perfeito. Lucas parece ter sido feito sobre medida pra mim!

Seria pedir demais que fosse sempre assim? Seria pedir demais que ficassemos juntos como nos contos de fadas? Ele seria a minha princesa e eu seu lobo mal convertido a caçador. Sem essa de querer ser principe. 

Os príncipes provavelmente não erram, não falham com suas princesas, mas eu sou o contrário. Ou seria melhor dizer que fui? Sim, no pretérito passado, pois até isso Lucas Olioti é capaz de mudar em mim. 

Eu fico bobo quando ele está por perto, eu só finjo ser o mesmo menino idiota e cheio de atitude, mas minhas pernas quase cedem com seus toques e carícias e meu coração insiste em bater de forma acelerado chegando a quase sair pela minha boca.

Lucas Olioti, continuo amando você."

É egoísmo de minha parte querer ter você pra mim quando estou morrendo, não haverá um felizes para sempre, meu ruivo. 

Estou partindo, partindo pra não mais voltar.

Mas não fique triste, sei que de onde eu estiver também continuarei amando você.



Notas Finais


Perdoem os errinhos, quando der eu reviso.

Até o próximo.
💙


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