História ♤ King ♤ - Capítulo 19


Escrita por: e caramuji

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Lee Seung Gil, Nikolai Plisetsky, Otabek Altin, Personagens Originais, Phichit Chulanont, Victor Nikiforov, Yakov Feltsman, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Lemon, Reis, Victuuri, Yaoi
Visualizações 214
Palavras 4.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Fluffy, Lemon, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Moshi Moshi!
GENTE DO CÉU, MAS EU DEMOREI NÃO?!
NÃO ME MATEM PELO AMOR DE DEUS!
Voltei com o capítulo 18 e, Jesus, que tiro.
Me desculpem por ter demorado, estava realmente sem criatividade...
Prometo tentar voltar o mais cedo possível. Não se decepcionem comigo.
Por isso...
BOA LEITURA MEUS PRATEADOOOOOOOS!
SEJA BEM-VINDO DE VOLTA, ♤ KING ♤!

Capítulo 19 - Capítulo 18- Shhh... It's a secret.


Fanfic / Fanfiction ♤ King ♤ - Capítulo 19 - Capítulo 18- Shhh... It's a secret.

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Pôv: Autora on
Era de manhã quando os passarinhos cantavam várias melodias e Victor acordava meio desnorteado de seu sono.
Olha para o lado ainda sonolento e sorri fraco.
Yuuri era tão lindo dormindo...
Nunca se cansaria de ver aquele rosto angelical ao seu lado toda vez que acordasse.
Ele não se aguenta e beija a testa do pequeno de leve, fazendo com que Yuuri faça um pequeno barulho e se mova pro lado contrário em que Victor estava na cama.
Ri fraco, logo se levantando com cuidado para não acordar aquele pequeno príncipe que tanto amava.
Caminha até o banheiro logo se olhando no espelho.
Feio.
Horroroso.
Ingênuo.
Somente pensava em adjetivos de mal gosto sobre si enquanto ia em direção a banheira que lhe esperava para um merecido banho.
Faziam meses que não tomava um, deveria estar mais fedorento que um gambá após soltar um pum.
Tira as roupas, colocando primeiro a perna esquerda, depois a direita, e entrando de uma vez com o resto do corpo naquele móvel de madeira.
Ahh~ era tão bom~
Nunca se cansaria de sentir aquela sensação percorrendo pelo seu corpo toda vez que a água entrava em contato com sua pele. Afunda com a metade do rosto (do queixo até o lábio inferior) na banheira, deixando a outra para fora, pois necessitava respirar.
Ele se sentia extremamente cansado, mas feliz em um nível absurdamente grande.
Havia finalmente reencontrado Yuuri, o beijado e ainda dormido juntos mais de uma vez!
Com certeza ele deveria estar no paraíso.
Mas agora, o ruim era que havia se acostumado a ficar naquele local. E quando isso acontecia, era difícil conseguir sair novamente.
Ele se conhecia. Sabia exatamente o quê aconteceria dali pra frente se continuasse a se iludir e pensar que tudo daria certo.
Bom, não que fizesse muita diferença, já que ele estava tão próximo do que chamaria de "destino inevitável".
Então, acho que não seria problema se aproveitasse aquela calmaria antes da tempestade ao menos um pouco não é?...
Ao menos um pouco...
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Caminha até a sala de jantar, pensando em momentos felizes e bestas com quais passava com o seu pequeno quando era menor.
Que saudades sentia daquela época...
Não que a de agora não estivesse boa, mas eram menos coisas para se fazer. Menos responsabilidades, e até, quem sabe,
Menos sofrimento...
Chegando no local para onde ia, Victor senta na cadeira dando um suspiro longo.
Estava tão avoado que mal percebera que ali estava a suposta mãe da pessoa que tanto amava, sorrindo para si como nunca antes.
Rainha: Bom dia, Victor! Está tudo bem com o meu Rei favorito?
Victor sai de seus devaneios e arregala os olhos, colocando a mão no peito em um movimento involuntário.
Havia tomado um susto e tanto, sem ao menos conseguir disfaçar um pouco.
Digamos que estava totalmente desprevinido e de guarda baixa na hora, e isso havia aumentado em tamanho considerável o susto.
Victor: T-tudo ótimo! E com a Vossa Alteza?
Ela ri e movimenta a mão para cima e para baixo, fechando um pouco os olhos ao fazer tal movimento.
Rainha: Não precisa me chamar de Alteza, Victor! Nos conhecemos há bastante tempo para poder me chamar pelo meu nome. Então, não se acanhe, okay? Se sinta como se estivesse em casa!
O prateado dá um sorriso amarelo e começa a brincar com a comida em seu prato com o garfo.
Se Victor realmente fosse se sentir em casa, não consegueria ser quem ele realmente era naquele castelo que tanto lhe trazia paz.
Ah, como desejava ver Yuuri o mais rápido possível.
Yuuri...
Ele era tão fofo, mas também tão sexy...
Se conseguisse ativar a sua máscara de galã antes que Victor fosse embora seria uma experiência e tanto!
Imagine, ver aquele Yuuri inocente e pequeno sendo o homem sexy e com um apelo sexual que todas as mulheres desejam!
Sentia tanto orgulho ao imaginar isso que deu um riso baixo, despertando a atenção da Rainha mesmo que sem querer.
Rainha: Algo lhe incomoda, Victor?
Ele olha para ela, fazendo uma cara de dúvida.
Victor: H-hm?
Rainha: Estava rindo enquanto olhava para a salcicha em seu prato...
Está tudo bem?
Ah. É verdade.

Ele deveria parecer um louco aos olhos da Rainha...
Afinal, uma pessoa rir enquanto olha para uma linda e vermelha salcicha não é normal.
Bom, não importava.
Ela sabia que ele não era, então nem deveria estar se preocupando com isso.
Victor: Estou ótimo! Por quê a pergunta?
Rainha: Bom...
É que você parecia estar incomodado com algo, por isso decidi perguntar.
Victor: N-não é nada. Não se preocupe.
O prateado ri para tentar deixar o clima menos tenso, mas parece não funcionar nem um pouco.
Ao contrário, a Rainha parecia ainda mais preocupada.
Ahhhhh!!!!
O quê fazer...
O quê fazer...
Rainha: Não parece ser você falando, Victor. Tem certeza que está tudo bem? Imagino se é algo com Yuuri...
Aconteceu alguma coisa entre vocês dois?
Só de ouvir o nome de seu pequeno sentiu estremecer até a base do seu corpo.
Será que...
Não! Ela não podia descobrir sobre os seus sentimentos!
Se descobrisse, provavelmente morreria na fogueira...
E Yuuri iria junto!
Victor não se preocupava consigo mesmo. Muito menos com a sua própria vida.
Ele estava ali para proteger Yuuri. O fazer feliz até que não pudesse mais.
Aquela era a sua missão em um mundo onde os vaidosos reinam.
Mesmo que isso significasse o fim de sua existência.
Já ia dar uma resposta para a Rainha, mas ela começa a falar assim que inspira o ar que precisava para falar um "sim, está tudo bem" para a mulher em sua frente.
Rainha: Olhe, Vitya...
Eu sei que devo estar me intrometendo demais, ou talvez esteja até sendo um pouco impulsiva ao falar isso...
Mas...
Ok.
Era oficial.
Aquilo não estava indo para o caminho que ele desejava que fosse.
Rainha: Será que...
Você sente alguma coisa por meu filho?
Ri nervoso, e olha para a Rainha sério.
O quê faria?
Qual era a melhor saída para aquela situação em que havia se metido?
Ahhh...
Como estava ferrado!
Victor: Claro que eu sinto! O considero um como irmão precioso!
Rainha: Não é este tipo de sentimento que eu estou falando, Victor...
É algo mais forte.
Não sei como explicar bem para você...
Agora sentia o suor escorrer pela sua testa sem parar.
Era o fim!
Teria que falar a verdade!
Nunca conseguiria a convencer do contrário, quando já havia mostrado tantos índices de que amava Yuuri do fundo do seu coração!
Agora Yuuri iria morrer por sua causa, e não conseguiria fazer nada!
Burro!
Idiota!
Rainha: Podemos dizer que o quê quero dizer é...
Você ama Yuuri?
Não como um irmão ou amigo...
Mas como um amante?
Se pudesse, Victor se enterraria no chão ali mesmo.
Pena que o piso era de madeira e não conseguiria abrir um buraco tão cedo a ponto de se enfiar nele.
Inspira provavelmente quase metade do ar daquela sala que mais parecia uma casa, logo suspirando para dar o ar de volta.
Era agora.
Muita calma nessa hora, Victor.
Qualquer movimento em vão e você pode pôr a vida dos dois em risco.
Victor: E-eu...
O amo...
Com todas as minhas forças...
M-MAS POR FAVOR, NÃO FAÇA NADA COM YU-
Rainha: Ah! Que bom, então!
Ele a olha em surpresa e a boca abre de tamanho o susto.
Como assim, "Que bom!"?
Ele já deveria ter sido condenado a morte!
Mas ela disse que bom!
O quê estava acontecendo ali???!!!!
Rainha: Eu sabia disto desde quando vocês eram bem pequenos. Somente não tinha certeza.
Ah, como ele foi ingênuo em tentar enganar a mãe de seu amado!
É claro que ela saberia!
Ele havia deixado bem na cara todos esses anos, então...
Rainha: Você sempre demonstrou muito carinho e amor ao meu filho, Victor. O ensinou muitas coisas que todas essas pessoas que trabalham no palácio nunca poderiam ter ensinado. Além de tudo isso, sempre o protegeu de todos os perigos e tentava ajudar Yuuri quando era necessário, dando conselhos e estando ao seu lado.
E por isso, eu o agradeço.
Ela faz uma reverência a Victor, fazendo com que ele fique vermelho.
Por quê ela estava fazendo isso?...
Ele não havia feito mais do que podia...
Então, por quê...
Ela se levanta e sorri para Victor, olhando bem em seus olhos.

Rainha: Ouvir você dizer que realmente o ama é como um alívio para mim.
Saber que existe alguém no mundo que poderia cuidar de Yuuri quando eu não estiver mais aqui é algo muito importante para mim.
E o melhor. Saber que alguém o ama verdadeiramente é uma coisa que me deixa bastante contente.
Yuuri foi o filho que eu sempre quis. Corajoso, destemido, mas também tímido às vezes. Além disso, ele é muito bonito! Um galã de primeira!
Ela ri fraco e Victor também.
Digamos que a Rainha não estava mentindo.
Yuuri realmente era uma pessoa linda de se observar.
Rainha: Porém, mesmo a pessoa mais forte tem suas fraquezas. A de Yuuri, é o medo de perder algo, de não ser suficiente.
Pois eu digo, ele é mais do que o suficiente!
Mas ele nunca acreditaria em mim, não importa o quanto eu o falasse.
Ainda assim, Yuuri te escuta como se fosse um Deus falando, e faz tudo o quê você diz perfeitamente.
Por isso, Victor, eu quero lhe pedir uma coisa...
A Rainha o olha com lágrimas já se formando em seus olhos, tentando segurar ao máximo as mesmas.
Então ela realmente apoiaria o seu relacionamento com Yuuri, se acontecesse?
Rainha: Por favor, cuide de Yuuri e lhe mostre que ele está errado ao pensar que não é o suficiente. Eu o deixo em suas mãos, Vitya.
Obrigada por amar e ser tão paciente com o meu filho.
Ele sorri e abraça a Rainha, que naquela hora estava chorando descontrolada em seu peitoral.
Ela era tão fofa e compreensiva...
Mal podia acreditar que tinha tido a bênção da mãe de seu amado!
Para Victor, a Rainha era como sua segunda mãe.
E nada iria mudar seu pensamento sobre isso.
Victor: Não se preocupe, Alteza...
Eu irei proteger filho. Não importa o quanto isso custe.
Eu amo Yuuri com todas as minhas forças. E espero que um dia ele perceba isso.
Nessa hora, uma pessoa abre a porta meio sonolenta, entrando na sala quase que se arrastando.
Yuuri, com seus cabelos totalmente despenteados e a roupa vestida ao contrário, quase não abria os olhos ao dar passos leves no chão.
Porém, mal sabia ele que ali estava tendo algo que iria mudar a sua vida para sempre.
Yuuri: Bom dia...
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Pôv: Yuuri on.
Eu entrei na sala arrastando meu corpo, pois havia acabado de sair da cama.
Quando vi que estava atrasado para o café só faltei morrer de desespero!
Me arrumei o mais rápido que pude e corri como um louco até aqui, sentindo que a minha mãe iria me matar!
Porém, agora que cheguei na sala de jantar, senti todo o peso de acordar cedo de manhã me invadir.
Bocejo, logo olhando para a minha frente e vendo duas pessoas completamente borradas pelo meu sono.
Yuuri: Bom dia...
Não fazia ideia de quem seria, então cocei meus olhos para tentar os enxergar.
Após fazer isso, tomo um susto ao ver a cena que estava ocorrendo naquele momento.
Victor, que havia acordado antes de mim, estava abraçado com minha mãe, que chorava sem parar em seus braços.
Por quê ela estava chorando?
Será que Victor havia a magooado?
Se fosse isso, eu iria o matar sem dó!
Ninguém faz a minha mãe chorar!
Nem mesmo o meu melhor amigo!
Victor: A-ah! Bom dia, Yuuri! Há quanto tempo está aí?
Yuuri: Por quê ela está chorando, Vitya?
Ele arregalou os olhos, e olhou para o lado com uma expressão com temor.
Sim.
Tinha sido esse prateado.
Só por essa cara eu sabia que ele estava se sentindo culpado e tinha feito algo de errado!
Victor havia feito ela chorar!
Alguém vai morrer hoje, e pela primeira vez não vai ser eu!
Victor: B-bom... e-eu...
Yuuri: Desembucha, Viktor!
Minha mãe olha para mim, e sorri enxugando as últimas lágrimas que desciam pela sua bochecha rosada.
Rainha: Ele me contou um segredo, e eu fiquei aliviada por saber o quê estava o deixando tenso dessa forma, meu pequeno Katsudon. Não se preocupe. Eu estou bem, e talvez melhor do que nunca! Por isso, não brigue com o Victor, sim? Se você fizer isto, eu irei ficar realmente chateada!
Suspiro aliviado, e sorrio para ela.
Ainda bem que não o matei.
Mesmo assim, acho que nem conseguiria avançar em cima dele.
Victor é duas vezes o meu tamanho, e poderia me paralisar com um golpe fácil fácil.

É. Ter 1.73 de altura é uma vida complicada.
Yuuri: Ok, minha amada mãe.
Victor sorri, e logo nos sentamos para comer normalmente, como se nada tivesse acontecido minutos atrás.
Porém, ainda assim, ele agiu estranho.
Estranho o bastante para que eu duvidasse de si.
Nunca vi aquele olhar de temor, como se tivesse medo de que eu descobrisse algo. E olha que eu o conhecia há anos.
Sim. Eu tinha certeza.
Por trás daquela pessoa, daquele Victor perfeito que eu sempre admirei, do único homem que era o usuário dominante de todas as mácaras, havia um segredo.
Um podre, com qual ninguém conseguiria suportar se soubesse exatamente o que havia acontecido.
E era ele mesmo o que eu queria saber!
Victor sempre me contou tudo. Desde as menores besteiras até o seu maior defeito.
Então por quê esconderia algo assim de mim?
Eu tinha que descobrir!
E iria!
Se não eu não me chamo pequeno príncipe Katsudon!
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Não dá!
Simplesmente, não dá!
Ele é muito bom em esconder segredos!
Praticamente um mestre!
Eu juro que fiz de tudo, mas nada deu certo!
Parece uma coisa!
Primeiramente, tentei me esconder em um arbusto, pois Victor tinha ido ler um livro debaixo de uma árvore.
Porém, era um arbusto cheio de espinhos. E era dos grandes.
Acabei indo parar no curandeiro, e a cada espinho que puxavam de meu corpo, sentia que minha alma ia para o paraíso e voltava.
Depois de ganhar vários curativos tentei subir em um galho de árvore perto do quarto dele. Geralmente Victor fala algumas verdades enquanto dorme, e naquela hora ele estava em um sono bem profundo.
Tinha certeza de que iria descobrir o segredo através daquele defeito que tinha, mas tudo o que ouvi foi um "crack", e logo me vi caindo novamente naquele maldito arbusto de espinhos.
Eu com certeza iria pedir para alguém tirar aquela desgraça dali!
Ganhei mais curativos, e dessa vez tive a ideia de escalar até o seu quarto.
E adivinhem?
CAÍ NOVAMENTE!
BOA YUURI!
PARABÉNS!
VOCÊ É UM GÊNIO!
SIMPLESMENTE UM FILÓSOFO!
Para a minha sorte, eu não caí em cima daquele arbusto, mas sim de uma pessoa.
Tinha a matado?
Provavelmente sim.
Mas melhor do que ser espinhado novamente!
Quando vejo em quem tinha caído, quase tive um infarto.
Yurio estava debaixo de mim, e me olhava com uma cara de dar medo a qualquer um.
Se eu tivesse o matado, quem iria ter o pior destino seria eu!
No fim, expliquei pra ele o quê havia acontecido, e não hesitou em oferecer ajuda.
Agora sim, eu tinha certeza que iria dar tudo certo!
Mas não foi bem isso que aconteceu.
Yurio tentou seguir Victor na cozinha, e acabou ganhando uma queimadura na bunda, pois uma panela com líquido quente caiu em cima de si.
Ou seja, ficou fora de jogo bem cedo.
Agora ali estava eu, todo machucado e com Victor em minha frente, tentando despertar a máscara do galã.
Eu tento o seguir, tento descobrir o seu segredo, e quando finalmente não estou fazendo isso, ele aparece e fica justamente comigo!
Mas dá uma vontade de mandar catar coquinho viu?
Victor: Vamos, Yuuri! Você consegue!
Yuuri: Eu não sinto nada Victor! Nem sinal dela!
Victor: Mas é claro que não sente! Não se concentra de forma alguma!
Nessa hora, eu me irritei.
Vou falar.
Ah se vou!
Eu vou falar e ninguém vai me segurar!
Yuuri: Ao menos não sou eu quem esconde segredos aqui...
Quando percebi o que tinha dito, tampei a boca com a mão, e olhei assustado para ele.
Será que ele tinha escutado?...
Não. É impossível.
Eu falei baixo demais para um ser humano normal conseguir ouvir.
Victor: Hm? Falou algo?
Ainda bem...
Ele realmente não tinha escutado.
Yuuri: N-nada! Vamos continuar o treinamento!
Ele me olhou estranho, mas concordou meio hesitante enquanto ajeitava com uma mão a coroa em sua cabeça.
A partir dali, tentei ao máximo me concentrar.
Mas não deu certo, não importava o quanto eu tentasse.
Aquela dúvida, aquela incerteza de que algo estava errado não saía da minha mente, e me lembrava a cada vez que eu ousava esquecer que Victor tinha algo escondido de mim.
Eu tinha que saber. Tinha que descobrir qual era o seu segredo.

Se não, não conseguiria dormir ou pensar normalmente nunca mais!
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Já estava no finzinho da tarde, e não encontrava nenhuma solução que me ajudasse a ao menos ter alguma dica do que seria aquele enigma que ele tanto gostava de esconder de mim.
Rolei de um lado para o outro na grama, até que uma luz atinge meus olhos e me cega por alguns segundos, me fazendo olhar de onde vinha aquela bendita luminosidade.
Observo a janela de Victor, e percebo que o Sol iluminava o seu quarto.
Sinto uma vontade de chorar me invadir, e todas os machucados doem de uma vez só.
Por quê ele não me contava?
Será que não confiava o bastante em mim?...
Ou será que é algo tão horrível que nem para o seu melhor amigo não poderia falar?...
Várias dúvidas surgiam em minha mente conforme o tempo passava, e quando estava prestes a desistir daquele bendito segredo, uma luz surge em meu cérebro, com a imagem do quarto de Victor aparecendo em questão de segundos na minha imaginação.
O quarto de dormir.
A propriedade mais preciosa de um Rei.
Lá poderia conter o seu segredo, e eu fui estúpido a ponto de não perceber que lá era o único local onde, provavelmente, poderia descobrir o quê tanto me incomodava.
Me levanto totalmente renovado e corro em direção àquele local de madeira e pedras preciosas, me lembrando do que ele havia dito horas atrás.
"Yuuri, por hoje terminamos. Terei uma outra reunião real no salão real, então provavelmente passarei horas lá. Depois voltarei para lhe fazer companhia, por isso, me espere."
Sim!
Ele não iria voltar tão cedo!
Essa era a minha chance!
A chance de entrar em seu quarto e finalmente saber o que eu desejava!
Se não acontecesse agora, então eu provavelmente nunca conseguiria.
Me aguarde, Victor.
Eu irei descobrir.
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Abro a porta cuidadosamente, e olho para dentro do local a procura de alguma alma viva que pudesse interromper o meu processo de investigação.
Não havia ninguém.
Adentrei, passando os olhos sobre tudo ali dentro.
Os detalhes dos móveis de ouro que estavam bem encaixados e colocados no quarto, a cama arrumada, o cheiro forte de Victor que os lençóis exalavam, tudo aquilo ativava os meus sentidos como nunca.
Era agora.
Você consegue, Yuuri.
Porém, por onde começar?...
Caminhei lentamente até o guarda-roupas e o abri, enfiando a cara para dentro dele.
Mas, para a minha surpresa, caíram várias peças de roupa em cima da minha pessoa, que me fizeram ir para trás por conta do peso delas.
Eram muitas! Todas bagunçadas e reviradas!
Realmente, Victor não era nem um pouco organizado, isso desde pequeno.
Ainda assim, não deveria o culpar. Não tinha tempo nem para dormir, quanto mais para arrumar suas coisas.
Saí de baixo daquele monte de roupas, porém uma ficou pregada na minha.
A tiro com cuidado pois aquilo deveria custar uma fortuna, e percebo que era a roupa de baile dele.
Era uma blusa branca aberta no seu peitoral, junto de um fino tecido meio vermelho-vinho brilhante com detalhes de ouro. Grandes luvas arroxeadas bem escuras, quase pretas, da mesma cor de sua calça finalizavam aquela fina roupa, me fazendo ficar de boca aberta.
Ela era linda!
O imaginei naquele traje, sorrindo para todos e se divertindo como sempre.
Aquela abertura entre o peitoral realmente deveria realçar sua beleza...
Mas não que ele já não fosse, não é?
Victor era lindo por dentro e por fora. Eu sabia disso.
Porém, as pessoas não sabiam que seu interior também era belo. E isso eu considerava o maior erro delas.
Não me aguento e visto aquela bela peça, indo para o espelho me olhar.
É.
Acho que ela realmente ficaria melhor no Victor.
Estava demasiada grande para mim!
Além disso, vermelho não combinava muito comigo...
Eu era mais de azul.
Me olhava sem parar, fazendo várias posições e expressões para ver se aquela roupa ficava boa, mas nada funcionava.
Desisto, pois percebo que aquele traje não combinava nem um pouco comigo, e viro para trás afim de continuar a minha investigação. Porém, dou de cara com o peitoral de alguém.

Tomo um susto e ando para trás, tropeçando na calça daquela peça de roupa, indo de encontro ao chão.
Sinto mãos fortes me segurarem pela cintura, logo me colocando de pé novamente.
Assustado, olho para cima para ver quem havia entrado no quarto de Victor, esperando e rezando para que fosse um escravo.
Mas, como a minha sorte não estava tão boa hoje, mais uma vez ela brincou com a minha cara.
Quem estava em minha frente não era nada mais, nada menos, que o próprio Victor, me olhando com uma cara confusa.
Merda!
Merda, merda, merda!
Não era para ele estar aqui! Não era para ele nem ter chegado ainda da reunião!
Ahhh...
Eu estava tão ferrado!
Victor: Então, Yuuri...
Yuuri: E-eu juro que não é nada o que você está pensando!
Victor: Desde quando você invade meu quarto, abre meu guarda-roupa e veste meu traje de baile?
Yuuri: E-eu nunca fiz isso!
Ele aponta para mim, e eu percebo que tinha acabado de fazer tudo o que tinha dito.
Às vezes penso que sou uma anta para ser tão burro assim!
Victor: Acho que me deve uma explicação, sim?
Yuuri: S-sim...
Victor: Se sente. Deve ter algo o incomodando para ter agido desta forma.
Hm?
Como ele sabia que algo me incomodava?
Bom, nada disso importava agora.
Eu teria que o explicar tudo, desde o início.
E aquilo com certeza iria demorar.
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PÔV: Victor on
Sinceramente, nunca achei que isso iria acontecer.
Era, praticamente, improvável.
Porém, aconteceu.
Ao chegar no meu quarto, somente desejava dormir um pouco. Estava morto da reunião, e nada me importava mais.
Porém, ao abrir a porta, percebo que havia algo de errado.
Meu guarda-roupa estava aberto, e minhas roupas estavam totalmente jogadas e espalhadas sobre a minha cama.
Entro para ver quem havia feito toda aquela baderna, mas senti meu coração dar um salto.
Yuuri, o meu pequeno, estava com meu traje, fazendo poses e caretas para o espelho.
E sério.
Que.
Cena.
Ele estava tão bonito...
Meu coração palpitava a cada vez que mudava de posição, e eu sentia uma enorme vontade de o abraçar ali mesmo.
Porém, me segurei o bastante para pedir uma explicação assim que percebeu a minha presença.
Ele me disse que, no café, eu havia feito uma cara que tinha o incomodado.
Pensou que eu tinha um segredo, e por isso tentou descobrir o dia todo, mas não conseguiu.
Assim, a sua última opção foi vir ao meu quarto para ver se achava algo, mas acabou se distraindo e vestindo o meu traje sem querer.
Logo depois se desculpou, e me olhou com uma cara que meu Deus....
Oh, Céus!
Isso é demais para mim.
Me desculpe.
Mas nem eu sou de ferro...
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PÔV: Yuuri on
Após me desculpar, olhei para Victor.
Ele corou, e eu fiquei sem entender o motivo daquilo.
Ainda assim, eu posso admitir que achei fofo.
Nunca tinha visto ele corar antes, e foi realmente maravilhoso de se ver.
Porém, antes que eu começasse a falar outra coisa para ele, Victor avançou em mim, ficando por cima da minha pessoa na cama.
Sinto meu rosto ficar totalmente vermelho, e o olho desesperado.
O quê ele estava fazendo?...
Victor: Yuuri...
Você disse que queria descobrir o meu "segredo", não é?
Balanço a cabeça positivamente, ainda sem entender o quê estava acontecendo.
Sua voz estava estranhamente séria, e ele me olhava de uma forma que eu nunca tinha visto antes.
Seus olhos brilhavam como nunca, e ao encostar a sua mão em meu rosto, sinto que estava quente.
Não sei por quê, mas naquela hora aprofundei mais meu rosto em sua palma, encostando meus lábios de leve nela.
Seu cheiro...
Era tão bom...
Victor: Pois eu irei lhe contar agora...
Victor chega mais perto de minha orelha, e sinto seu hálito quente encostar nela.
Victor: O meu segredo, aquele que você tanto sofreu por e quer descobrir, é simples...
Meu coração batia mais forte a cada palavra que era ressoada no ar.
Eu estava perto.
Finalmente iria saber.
Victor: É o meu amor por você, Yuuri.
Eu te amo. Te amo mais do que a minha própria vida.
Sinto meu rosto pegar fogo, e arregalo os olhos.
C-como assim ele me amava?...
Somos somente amigos!
Ele não podia ter um sentimento assim por mim...
Poderia?...

Sinto dar uma mordida leve em minha orelha, e meu coração bate forte ao toque.
Como Victor...
Ele...
Eu...
Sua mão esquerda passa por trás de minha cabeça que estava deitada, e logo vejo seu rosto.
Ele me observava com cuidado, de uma forma que eu não sabia dizer o quê sentia.
Era um carinho, mas não o que eu estava acostumado a ver.
Parecia algo mais forte, misturado ao sentimento de afeto.
Levanto minha mão para tirar sua franja que cobria um de seus olhos, e ele sorri fraco.
Victor beija minha mão no ato, se aproximando cada vez mais perto de meu rosto.
Nossas respirações se encontraram, e sua mão que se localizava embaixo de minha cabeça agora a levantava de leve, fazendo com que nossos lábios se toquem um pouco.
 Um choque percorreu pela minha medula espinal, e logo ele aprofunda mais o pequeno encontro de nossas bocas, me dando um beijo quase que pedindo por mais.
Senti lágrimas começarem a descer quando fechei meus olhos com força, e tentava o empurrar para trás num ato desesperado, enquanto retribuía o toque meio que sem jeito.
Victor fez um caminho de beijos até o meu pescoço e começou a fazer uma pequena pressão no local com a boca, como se estivesse chupando.
Me arrepio, apertando seus braços com força.
Meu coração batia forte, e a cada segundo que passava sentia meu peito arder e doer.
Por quê batia tão intensamente?
Por quê meu estômago se revirava a cada movimento que ele fazia?
Eu não quero sentir isso!
Por favor, pare...
Yuuri: Vik... tor...
Ele me olhou assustado, e percebendo que aquela era a minha chance, o empurrei para o lado.
O mesmo caiu da cama, e eu saí correndo, tropeçando sem parar naquela roupa.
Minha visão estava embaçada pelas lágrimas, e logo caí no chão por um tropeço.
Me espatifei, pois não tinha Victor nenhum que me salvasse aquele momento, e chorei como nunca.
Meu coração doía, meu estômago parecia ter virado de cabeça para baixo e meu rosto queimava.
As cenas que haviam acabado de acontecer não saíam de minha mente, e meu peito se apertava a cada vez que me lembrava do toque de seus lábios nos meus.
Por quê estou sentindo isso?...
Está queimando...
Alguém...
Por favor...
Me ajude...
Pois eu não sou forte o bastante para aguentar tamanha dor...
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Victor....
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Notas Finais


É, meus prateados...
Parece que nosso pequeno Katsudon está despertando seus sentimentos pelo Vitya!
E então, o que acharam?
Ah, sim, nesse meio tempo em que não escrevi King, fiz uma two-shot de YOI e postei uma outra fanfic, chamada My Dear Autumn.
Se tiverem curiosidade em ler, já estão disponíveis!
Obrigada por todo o apoio e...
ZOE OFF!


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