História - Minnesota: Capítulo Não Efetivo (Bônus Descartado).- - Capítulo 4


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Categorias Amor Doce, Bully, Os 13 Porquês (13 Reasons Why)
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Dajan, Dakota, Hyun, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Sr. Porter
Tags Homicidio, Misturas De Artistas, Realidade, Romance, Suícidio
Visualizações 4
Palavras 1.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Minha Casa é Sua Casa


Fanfic / Fanfiction - Minnesota: Capítulo Não Efetivo (Bônus Descartado).- - Capítulo 4 - Minha Casa é Sua Casa

*~•` NATHANIEL:


    Abbotsville fica a longos e dolorosos segundos de Bullworth. Alexy está silencioso no banco da frente e Aantron olha a estrada por trás das lentes dos óculos de armação escura.

 O céu está em uma imensidão azul sem resquícios de nuvem, o Mustang está fazendo seu melhor trabalho e indo o mais rápido que consegue atravessando a estrada principal que tem as duas extremidades cobertas por milharal e trigo.

 Alexy pergunta a cada dez minutos se estamos com fome e que não tem problema pararmos em uma loja de conveniência no meio do caminho, mas eu e Aantron resmungando um "não" sem nem masmo mover a boca.

 Fecho os olhos e encosto a testa na janela e sinto a vibração da estrada na minha pele. E acho que me estou dormente e eu não sei o que posso fazer para ingerir isso tudo e sinto uma enxaqueca como se minha cabeça estivesse sendo exprimida por duas mãos gigantes e invisíveis.

  - Falta muito? - pergunto, ainda de olhos fechados.

  - Entraremos na cidade daqui quinze metros - Aantron responde.

  Abbotsville não é muito grande e nem de longe é um lugar onde você imaginaria que Dajan Winfrey passou sua infância e possívelmente sua adolescência também. As casas são praticamente juntas umas nas outras e são pintadas em cores mortas. Pessoas andam de bicicleta por toda parte e as ruas estão cheiras de flores brancas esmagadas e amarronzadas.

  Duas ruas estão lotadas por carros de grande e pequeno porte nas duas extremidades da estrada. Vejo o carro de Armin e o de Evan na rua próxima a porta de entrada.

    - Ok - Alexy diz do banco da frente - Ah, que coisa estranha. Vamos. 

   O Mustang de Aantron se destaca fácil pela qualidade da tinta vermelha e encerada, o terno preto combina com seu andar sério e o alto porte do rapaz. E, parando para pensar, Aantron é definitivamente tudo que me restou.

   - Você está bem, cara? - ele perguntou.

  Dou de ombros como resposta e ajeito a gravata preta olhando para a porta principal enfeitadas com flores brancas e roxas. O cheiro forte de flores me enjoa rápido.

  Somos guiados até o jardim onde toda turma da faculdade está de pé cruzando as mãos na parte da frente do corpo. O grupo dos atletas estão concentrados mais na parte esquerda das duas divisórias disponibilizadas. Armin é tão alto que consigo identificá-lo assim quando chego, na primeira fileira ao lado de Dakota Walker, Evan Vincent, Zach Buphord e o técnico do time.

  Ambre está de pé com um vestido preto de gola 'v' e salto baixo, minha irmã faz sinal para nós sentarmos nos lugares ao lado dela.

  - Oi, Nath - ela me dá um sorrisinho meio apagado - Não sabia que iam vir.

  - Eu não ia vir - disse - Só estou fazendo um favor para Alexy Vincent.

  Alexy também é tão alto quanto Armin. As sardas no rosto estão mais perceptíveis hoje, o cabelo castanho claro está meio ruivo por conta da iluminação e o lábio está projetado para frente como se ele estivesse mordendo o canto da boca pelo lado de dentro.

  No centro, Dajan Winfrey está embrulhado num caixão branco com uma única coroa de flores por cima do mesmo. O caixão está fechado, o que quer dizer que nunca mais vou ver ele novamente e que na noite passada foi definitivamente a última vez que o vi. As covinhas, os dreads, a voz, tudo vai se decompor. Assim como está acontecendo com Castiel.

 Meu Deus, Nathaniel! Pare de pensar no Castiel e fiquei pelo menos um pouco triste pela morte do seu amigo.

Mas não dá, eu não sinto nada. Eu não estou chorando como a mãe de Dajan e nem soluçando baixinho como o Evan. Eu estou vazio e atendo como se estivesse de orelhas em pé.  Percebo que no fim das contas, os velórios são para os vivos.

  Olho ao redor,  presto bastante atenção nas pessoas aqui e imagino que elas também vão desaparecer. Não sinto a presença de Dajan, sei lá, eu achei que ia sentir alguma coisa vendo tudo de perto mas não acho nada real. Não sei explicar.

  Uma sequência de pessoas estão indo até o pequeno púlpito perto do caixão falar e falar. Eu fico imóvel e Aantron sabe o que está acontecendo, eu estou quebrado e cansado.

   Não tinham nem terminado ainda quando eu olhei para Aantron e disse que precisava sair dali.

  - Você está bem? - ele perguntou.

  - Não, eu só quero sair daqui.

 Dake saiu correndo para vomitar em algum lugar quando Montgomery estava discursando. Eu poderia sair dali e ir vomitar com ele, se eu desse sorte.

  - Quer comer alguma coisa? - Aantron pergunta quando estamos do lado de fora sentados no banco de madeira.

  - Eu estou passando mal, esses lugares me deixam mal - levo a mão até a o peito - Acho que vou vomitar.

  Deposito tudo  no vaso de flores da entrada.

  - Deixei minha carteira no seu carro. Pode comprar um refrigerante para mim? Por favor, Kentin.

  Aantron faz que sim com a cabeça e franze a testa quando o chamo pelo apelido de infância.

  - Não me chame assim de novo.

  Ele vai até o carro e preocura. Fico sentado no banco até ele voltar com uma latinha de Coca de café e uma barra de cereal.

 - Valeu.

 Ele se senta ao meu lado com as pernas abertas, os cotovelos nos joelhos e as mãos cruzadas.

  - Tenho algo para te dar - ele me olha por trás dos óculos, sério - Mas você ainda não está em bom estado.

  Ele se ajeita e tira o celular do bolso.

  - Alexy me mandou mensagem, vão ficar até o fim da tarde.

  Olho para ele.

  - Por que? - pergunto.

    - Talvez tenham reservado a tarde to...

  - Não - eu corto sua fala - Por que não me diz logo o que é que tem que me dar?

  Ele guarda o celular.

  - Fique melhor e conversamos depois.

   Tudo acabou às sete da noite, todo mundo foi embora aos poucos. A mãe de Dajan não saiu do cemitério por nada e provavelmente vai ficar lá por um bom tempo. 

 Quando eu estava indo para o carro, Dake me chamou.

  - Nath? - ele estava numa parte escura, as mãos nos bolsos - Pode me ajudar?

   Franzo a testa e olho para Aantron entrando no carro.

  - Claro. Ahm, o que você quer?

  - Preciso de carona. - ele diz - Por favor. Evan e os caras vão parar em algum lugar ou algo do tipo. Eu só quero ficar em casa. Por favor.

Umideço os lábios.

 - Eu não sei. - digo - É com o Aantron quem precisa falar.

  Ele faz que sim com a cabeça.

 No fim das contas, Dakota foi com a gente. O cabelo recém cortado estava bagunçado. Dormiu o caminho todo com a testa encostada no vidro do carro e estava acabado; os olhos fundos, a barba por fazer, o rosto vermelho.

  Sei que o terno que está usando não é dele, Dake não tem dinheiro para essas coisas. A gravata amarela está bem-feita. Sinto pena dele.

 Dake é tão tímido por dentro, um garotinho triste.

   - Sua mãe está em casa, Dake? - Alexy pergunta sem tirar os olhos da estrada.

  Ainda de olhos fechados, ele responde:

  - Não, ela não volta para casa já faz uns quatro dias. Uma semana, talvez. Saiu atrás do meu padrasto.

  Fico imóvel olhando para o banco de Alexy, fico olhando para o nada até meus olhos arderem.

  - Fica em casa essa noite - digo - Minha mãe vai trabalhar no escritório até de madrugada, meu pai faz o jantar e depois assiste por um tempo. Você pode dormir no meu quarto, tem espaço. Minha casa é sua casa.

  Dake foi a primeira pessoa quem falou comigo no nono ano, foi ele quem esteve do meu lado quando eu soube que Pryia tinha morrido. E está aqui agora que Dajan morreu. Não sabemos se foi um suicídio ou morte por embriaguez no caso de Pryia, mas fomos culpados do mesmo jeito. Sei que podemos ser os motivos de Castiel Collins também. Estamos sentindo as mesmas coisas, estamos juntos de novo depois de tanto tempo. 

 Ele não responde, mas sei que, por ele, tudo bem.







 


Notas Finais


... 🖤 ...


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