História • My Little Piece Of Happiness • // mpregLouis - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Fluffly, Gravidez Masculina, Harry Styles, Larry Stylinson, Louis Tomlinson
Visualizações 174
Palavras 5.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem apareceu!

Gente, podem me bater, mas eu tinha esquecido de postar o cap novo aqui

Hehehe
Boa leitura

Capítulo 25 - Plans


Fanfic / Fanfiction • My Little Piece Of Happiness • // mpregLouis - Capítulo 25 - Plans

Pov Harry.

Louis se mexe em seu sono e eu acabo por acordar assustado, apertando minhas mãos em volta de sua cintura e o mantendo bem próximo a mim. Relaxei novamente na cama quando vi que ele estava a salvo, ainda dormindo e nu deitado sobre mim.

Ontem foi uma das noites mais incríveis de nossas vidas. E eu digo 'nossa' porque sei que pra Louis também foi, sem contar em minhas filhas, que estavam radiantes. Elas têm estado radiantes desde o momento em que eu lhes contei o que prendia. Eu tinha pedido que elas me ajudassem no pedido e elas acabaram por me informar que também queriam o pedir para que se casasse com elas, o que eu achei uma ideia incrível, já que elas eram parte do pacote de se casar comigo.

Pegue o pai, e leve as filhas de brinde.

Ou, no caso de Louis, eu acabava sendo o brinde, já que as meninas eram o seu grande amor e xodó.

Passei a fazer um carinho suave em sua cintura ao lembrar de sua reação ao nos ver ajoelhados e propondo formalmente para que ele fosse nosso, e que aceitasse a gente como dele.

Quando contei a Jay a ideia que eu tinha tido, ela simplesmente enlouqueceu, ficando eufórica e me ajudando a preparar tudo que eu precisava. A festa de noivado foi totalmente organizada por ela, Gemma, minha mãe e as irmãs mais velhas de Louis.

Foi difícil esconder essa surpresa de meu pequeno, já que ele é um pedaço de curiosidade e estava sempre atento as nossos assuntos, tentando pegar algo no ar. Felizmente conseguimos esconder bem, mas confesso que meu coração se apertava a cada vez que eu o via com aquela expressão decepcionada.

Acredite, doía mais em mim do que nele, mas a causa era boa.

Quando ele finalmente disse 'sim' foi como se fogos de artifício explodissem dentro de mim, me causando uma felicidade que eu não imaginei que um dia ia sentir.

Jay tinha me dito que seu casamento anterior foi em uma comemoração simples, pequena e apenas para a família. Foi algo como os noivos assinando os papéis apenas para se certificarem de que estavam casados. Nem a uma lua de mel ele teve direito.

Eu vou cuidar para fazer tudo diferente.

Quero uma festa grande e com o máximo de pessoas testemunhando o momento em que aquele homem finalmente for meu.

Ela tinha me dito que a festa de noivado que eu lhe dei foi maior do que o casamento anterior dele. Meu lado egoísta gosta disso. Eu queria ser o primeiro dele. Queria que ele vivesse a emoção de casar pela primeira vez, por isso vou me certificar de fazer tudo diferente.

A família de Louis era incrível, embora fosse um pouco doida. Jay já sabemos como é, Charlotte é exatamente a cópia dela. Dan é um pouco mais calmo e os gêmeos mais novos são crianças, embora sejam arteiros. As gêmeas mais velhas só queriam saber de maquiagem e Felicité era a mais reservada. Mark era um homem incrível, sorridente e de longe se podia ver o amor que ele carregava por Louis.

Ao olhar para o relógio, percebo que ainda está relativamente cedo, nem nove horas da manhã é ainda. Decido me desvencilhar do corpo de Louis com todo cuidado possível para não acorda-lo. O clima romântico que pairava sobre nós pedia por um café na cama.

Louis parecia que não acordaria tão cedo, eu o tinha cansado bastante na noite passada. Levanto da cama indo em direção a minha camiseta esquecida no chão, pegando a mesma e vestindo, vou até o guarda roupas de Louis pegando uma cueca limpa e a coloco, indo em direção a cozinha. Preparo um suco com algumas panquecas, corto algumas frutas e equilibro tudo dentro de uma bandeja, voltando para o quarto.

Meu pequeno ser humano ainda dorme, dessa vez agarrado ao travesseiro e ressonando baixinho. Sua boca estava entreaberta e sua expressão é serena, me levando a sorrir involuntariamente.

Como eu o amava!

Coloco a bandeja com o nosso café em cima de sua mesinha de cabeceira e me aproximo dele na cama, espalhando beijinhos por seu rosto para o acordar.

— Acorda, preguiça. — Deixo uma mordida em seu queixo, vendo ele soltar um suspiro mais pesado, me indicando que ele estava ganhando a consciência novamente.

— Bom dia. — Um sorriso brota de seu rosto em minha direção depois dele se espreguiçar na cama, fazendo com que a coberta deslizasse um pouco e eu pudesse contemplar algumas partes de seu corpo nú.

— Bom dia, príncipe. — Sorrio de volta pra ele, me acomodando melhor na cama. — Dormiu bem? — Acaricio os fios castanhos de seu cabelo, que estavam bagunçados devido a noite de sono.

— Dormi muito bem, meu amor. — Ele prende os lábios entre os dentes, tentando conter um sorriso ainda maior de aparecer. — Café na cama? Hmmm. — Ele murmura ao ver a bandeja ali.

— Sim, café na cama porque você merece. — Abaixo meu rosto de encontro ao seu, deixando um beijo em sua bochecha, em seguida um em seu pescoço. — Vamos escovar os dentes, sim? — Deixo um tapa no pedaço de pele da sua bunda que estava descoberto, ganhando uma risada dele.

— Não bate na minha bunda! — Ele protesta de forma divertida.

— Essa bunda... — Encho minha mão grande com uma das bandas de sua bunda e prossigo a falar; — Também é minha. — Concluo minha fala ganhando uma gostosa gargalhada de sua parte.

— Engano seu, jovem Harold. — Ele arqueia uma sobrancelha de forma divertida em minha direção, fazendo um sorriso crescer em meu rosto. — Ela é única e exclusivamente minha. — Continuei a olha-lo de forma interrogativa. Eu não posso dizer que não gostava dessa personalidade forte e petulante que ele tinha, pois era algo que o tornava único e me atraía ao extremo. — Só que as vezes eu deixo você brincar um pouco com ela. — Essa foi minha vez de gargalhar. Era bem verdade, eu o tratava como 'meu', mas Louis era o único dono de seu próprio corpo, e eu me certificaria de respeitar todos os limites que ele me impusesse.

Louis levantou da cama e procurou por uma cueca, ficando apenas com essa peça de roupa. Ontem tínhamos tomado um banho, mas dormimos pelados, era uma coisa que gostávamos e não podíamos fazer sempre, já que as meninas invadiam o quatro durante a madrugada algumas vezes.

Fomos até o banheiro acoplado em seu quarto e eu já tinha minha escova aqui, pegando a mesma e enchendo com o creme dental, vi Louis fazer o mesmo e me posicionei atrás dele, juntando meu corpo ao seu e ficamos parados em frente ao espelho, fazendo nossa higiene matinal.

Quando retornamos ao quarto, nos acomodamos novamente em baixo das cobertas e eu trouxe e bandeja para cima de minhas pernas, começando a comer junto com Louis. Ainda gastamos algum tempo jogando conversa boba fora e falando sobre ontem. Ele me disse o quanto tinha gostado de tudo e eu o contei a experiência de finalmente conhecer toda a sua família. Ele ficou envergonhado quando eu lhe disse sobre a análise que Charlotte tinha feito do meu corpo e em seguida virado para Jay soltando a seguinte frase: "bem que você disse que ele era gostoso". Como eu supus, ele tinha estado bravo e se sentindo como uma peteca sendo jogada de um lado para o outro quando não me achava em canto nenhum.

— Eu precisava de tempo para preparar a sua casa, babe. — Eu expliquei rindo quando ele me contou sobre Gemma simplesmente largar Theo em seu colo e sair com seu carro.

— Agora eu entendo. — Ele ria também, divertido ao lembrar de tudo. — Mas na hora eu queria matar todo mundo. Quem te ajudou?

— A Gemma. — Expliquei. — Ela quem me ajudou a colocar as luzes, escrever o pedido com a vela, minha mãe arrumou as meninas, depois ficou ajudando sua mãe com a decoração da nossa festa.

— Você é maluco, Harry. — Ele virou a cabeça em minha direção, me presenteando com aquele sorriso lindo que eu já não vivia sem. — Isso é mais do que eu mereço. — Estávamos deitado lado a lado na cama, o corpo inclinado para que ficassemos de frente um para o outro. Peguei seu pulso de forma delicada e impulsionei meu corpo, deitando ele por baixo de mim.

— Não. — Eu disse depois de algum tempo admirando sua expressão séria, assustada no início, já que ele não esperava por meu movimento. — Isso não é nem uma parte do que você merece. — Uma das mãos dele foram até os fios de meu cabelo e a outra ficou apoiada em meu peitoral, que pairava centímetros acima de seu corpo.

Louis puxou minha cabeça em direção ao seu rosto, dando início a um beijo apaixonado. Minha mãos foram rápidas em passear por seu corpo, delineando toda a pele morena na ponta de meus dedos, fazendo ele estremecer.

Acabamos em mais uma rodada de sexo lento e apaixonado. Era gostoso o sentir tão entregue, ele parecia frágil em meus braços, arqueando o corpo em direção aos meus toques e gemendo manhoso e necessitado, a boca entreaberta e os olhos apertados em puro prazer. Quando chegou ao ápice, puxou meu cabelo com mais força, tento espasmos passando por seu corpo enquanto gozava e me levava a gozar dentro dele.

— Quer casar quando? — Perguntei depois de um tempo que estávamos em silêncio, nos recuperando do orgasmo.

— Hmm, não sei. — Dei risada de sua resposta. Ele não poderia deixar isso por minha conta, já que, se dependesse de mim, eu o arrastaria até o cartório mais próximo e o faria meu agora mesmo.

— Que tal lá pela metade do próximo ano? — Sugeri. — Assim temos tempo de organizar a festa.

— E como vai ser a festa? — Ele dedilhava meu peitoral nu, causando cócegas ali.

— Não sei, babe, a gente pode organizar com calma. — Bocejei, sentindo um sono tomar conta de mim.

— Quero ao ar livre. — Sua voz também estava sonolenta, baixa e preguiçosa.

— Então vai ser ao ar livre. — Confirmei.

— Quero uma festa pequena. — Continuou divagando enquanto eu percebia que ele estava prestes a cair no sono novamente.

— De jeito nenhum! — Era difícil que eu negasse a um de seus desejos, mas esse teria que ser negado. — Quero o máximo de pessoas possíveis testemunhando o momento em que você vai se tornar um Styles.

Continuamos a falar sobre a nossa festa de casamento e eu ouvia atentamente a tudo que Louis propunha, sabor de bolo, o que servir, o que vestir, quem chamar, como decorar. Era satisfatório ver sua animação, tornava tudo real e eu mal podia esperar pelo momento em que o veria vestido de noivo e vindo ao meu encontro no altar.

— Imagina como nossas filhas vão ficar lindas de noivinhas? — Meu coração sofria uma pequena parada cardíaca todas as vezes que ele chamava as meninas de filhas, era uma emoção sem igual o ouvir se referindo as elas dessa forma.

A verdade era que eu sempre me senti um pouco culpado por não ter proporcionado a elas a presença de uma segunda figura paterna. Eu sou um bom pai, tenho consciência disso, mas sei que, secretamente, elas sentiam falta de algo a mais.

Então apareceu Louis, roubando nosso coração por completo e sendo o encaixe que faltava em nossa vida.

— Elas vão ficar mesmo. — Me coloquei a imaginar, acompanhando meu pequeno.

O sono acabou indo embora e passamos o resto da tarde papeando, rindo e fazendo amor, não necessariamente nessa ordem. Por volta das cinco da tarde decidimos chamar todos para um jantar aqui mesmo, então tomamos um banho e deixei Louis começando a preparar as coisas enquanto fui ao supermercado comprar o que faltava e aproveitei para passar na casa de minha mãe e pegar as meninas para nos ajudarem. Jay me olhou com uma cara um pouco maliciosa, me deixando levemente constrangido e agora eu pude saber o Louis sentia.

— Oi, papai. — Claire se jogou em seu colo assim que entramos em sua casa, o abraçando pelo pescoço e enchendo o rosto de Louis de beijos.

— Oi, meu amor. — Louis a segurou pela cintura, devolvendo os beijos que ela o dava.

— Eu qué ajuda. — Ela disse quando Louis a colocou no chão e chamou Chloe para o dar um abraço, e ela foi mais do que feliz, pulando em seu colo e enroscando as pernas em sua cintura.

— Eu tamem qué. — Chloe informou ainda no colo de Louis, passando a mãozinha de dedos minúsculos pelo cabelo dele e deixando um beijo em sua bochecha. Louis a colocou no chão e analisou a cozinha, pensando em que elas poderia ajudar com o jantar.

— Peguem a margarina pra mim, os temperos também. — Claire foi até a geladeira e Chloe arrastou uma cadeira, indo até o armário e pegando os temperos que Louis normalmente usava.

Decidimos fazer um assado de carne com legumes e purê de batatas como acompanhamento. Iríamos também fazer alguns pães de alho e salada. Enquanto fui no mercado, Louis preparou o patê de alho e cortou os pães em formato de torrada, deixando os legumes para que eu cortasse.

— Podem passar o patê de alho nos pães enquanto eu tempero a carne? — Ele pediu de forma amorosa para nossas meninas, colocando os pães e o patê no meio da mesa, entregando uma colher na mão de cada e explicando como elas deveriam fazer.

Peguei uma faca e uma vasilha, colocando as cenouras as batatas e as vagens dentro, começando a cortar tudo em cubos como Louis havia me pedido.

— Assim, papai? — Claire perguntou a Louis, espalhando com as costas da colher o creme no centro do pão e colocando dentro de uma assadeira, deixando organizado para que Louis levasse ao forno.

— Desse jeito mesmo. — Ele disse depois de conferir o trabalho delas. — Mocinhas lindas! — Nossas meninas eram movidas a elogios, então logo cresceu um sorriso de dentes brancos e pequenos em ambos os rostos.

Trabalhamos como uma equipe para que tudo ficasse pronto a tempo, levando a carne e os pães de alho ao forno e começando o preparo do purê. As meninas acabaram se entediado rápido nesse meio tempo e foram para a parte de trás do quintal de Louis para poder brincar com o cachorro arteiro e atentado que a gente criava.

Zeus estava crescendo a cada dia mais e ficando mais desobediente. Eu perdi a conta de quantos sapatos ele já tinha comido e nem mesmo um dos sofás de Louis tinha escapado. Foi em um dia que tínhamos levado às meninas ao cinema e, como ameaçava chover, o filhote acabou por ficar dentro de casa. Quando abrimos a porta da sala ao chegar em casa, tinha espuma espalhada pela casa toda, um buraco enorme no centro do sofá e o tecido todo rasgado. Ele estava parado ao lado da bagunça, a língua de fora e uma expressão mais inocente possível.

Vi Louis soltar uma longa respiração ao presenciar a cena, coçando a cabeça de forma um pouco frustrada, mas tentando fingir que aquilo não o tinha deixado irritado. Fomos no dia seguinte comprar um sofá novo e, aos poucos, estamos adestrando o cachorro, que com o tempo está deixando de ser filhote e se tornando um adulto gorducho e arteiro, principalmente quando tinha a companhia de Claire e Chloe pra o ajudar nas bagunças.

Pegamos as meninas do quintal para dar um banho quando nossos convidados já estavam próximos de chegar, enquanto Louis dava banho nelas, eu fui tomar o meu, cuidando delas depois para que ele pudesse tomar seu próprio banho.

— Acho que vou ficar gripado. — Deixei as meninas na sala assistindo a um desenho qualquer que elas gostavam e fui até o quatro de Louis, observando sua expressão ao dizer isso.

— O que você tá sentindo, amor? —

Fui até ele, abraçando sua cintura por trás, prendendo ambas a minhas mãos em frente ao seu corpo, apoiando em sua barriga. Ele estava parado em frente ao espelho com o secador em mãos, secando o cabelo de forma desleixada e deixando a bagunça arrumada que eu tanto gostava.

— Meu corpo tá meio pesado. — Ele começou, desligando o secador quando julgou que seu cabelo estava do seu agrado e enrolando os fios, enfiando o mesmo dentro da caixa e deixando na penteadeira, se virando dentro do meu abraço. — Minha garganta também dói um pouco e meu olho arde. — Bicou seus lábios no meu e soltou meu braço de sua cintura, caminhando, só de cueca, até seu guarda roupas e pegando algo para vestir.

Não demorou muito para que todos chegassem e servissemos a mesa, dispondo a travessa com a carne assada, os pães de alho e o purê em cima da mesa e vendo todos se deliciar com os pratos. Mark tinha levado um vinho e Dês levou outro. Para as crianças nós servimos suco, ganhando reclamação das gêmeas de Jay, pois elas alegaram já serem garotas grande o suficiente para tomar da bebida.

Foi uma pequena confusão acomodar tanta gente na casa de Louis, mas no final tudo acabou saindo bem e foi extremamente divertido.

Todos estavam muitos empolgados sobre o casamento, nos parabenizando pelo noivado e dando ideias de quando poderia ser, o que poderíamos servir e como poderíamos decorar. Eu amava ver o brilho nos olhos de Louis quando gostava de alguma sugestão, ou quando alguém dizia o quanto seu anel era lindo. Mark acabou me arrastando para os fundos da casa e teve uma conversa séria comigo, me deixando um pouco assustado a princípio, mas eu entendia seu ponto. Ele tinha medo de ver seu filho sofrendo de novo, mas eu prometi, com toda a minha vida, que eu faria de Louis o mais feliz que eu pudesse, ganhando um abraço dele no final, soando como aprovação quando ele disse que estava confiando a mim a felicidade de seu menino.

No final da noite, os pequenos já estavam sonolentos, os gêmeos mais novos de Jay dormiam no colo de Dan e Mark, enquanto minhas meninas dormiam na cama de Louis. Jay e Mark tinham uma amizade e companheirismo incrível, e Dan também era parte desse pacote familiar que eles formavam. Já minha mãe e Dês mal se falavam, Robin também não era de muito assunto com meu pai, eles não lidavam com o divórcio de forma tão madura quanto o outro casal divorciado presente ali.

Quando todos foram embora, Louis se mostrou bastante cansado, reclamando sobre estar se sentindo um pouco pesado devido aos sintomas da gripe que estavam se manifestando. Arrumamos a cozinha e fomos para a cama depois de um banho morno e relaxante, caindo em um sono profundo um nos braços do outro, com nossas meninas dormindo ao nosso lado, tornando completa a nossa felicidade.

•••

Dito e feito!

Três dias depois Louis estava de cama com uma gripe forte que acabou o derrubando. Ele ficou em casa, incapacitado de dar aulas daquela forma, a própria Louise disse que ele deveria descansar e não arriscar transmitir gripe para as crianças.

Eu estava saindo do serviço mais cedo todos os dias para poder cuidar dele. Expliquei sua situação para um farmacêutico e ele recomendou um antibiótico que ele deveria tomar por um mês, mesmo que a gripe já tivesse curada.

— Toma o remédio, meu amor. — Abri a porta de seu quarto, o encontrando deitado em baixo de uma camada grossa de cobertas e apoiado em vários travesseiros. Eu segurava o comprimido em mãos e uma caneca com chá de gengibre com mel em outra. Louis desenterrou seu corpo de todo aqueles panos e pegou o comprimido de minha mão, engolindo de uma única vez e logo depois pegando a caneca de chá, começando a bebericar de forma lenta, saboreando o gosto ardido e, vez ou outra, sugando o cheiro e deixando que relaxasse seu corpo.

Quando terminou, me entregou a xícara novamente e voltou a se camuflar embaixo dos edredons, deixando apenas o rosto de fora. A ponta de seu nariz estava vermelha e seus olhinhos estavam pequeninos, como se ele estivesse com sono. Não era um pecado que eu achasse que meu noivo ficava adorável dessa forma, era? Porque era isso que eu estava achando!

— Não faz isso, Sun. — Ele reclamou com a voz anasalada e o nariz entupido ao que me viu tirar o celular do bolso e bater uma foto sua. Não me levem a mal, mas aquela imagem tinha que ser enternizada! — Apaga essa foto. — Meu pequeno se encontrava tão sem energia que nem sequer tinha forças para brigar comigo, apenas reclamando em sussurros baixos e contidos.

— Você está adorável, amor. — Joguei meu corpo sobre a cama e puxei suas cobertas para cima, me acomodando ali debaixo e puxando seu corpo para próximo do meu, fazendo com que sua cabeça ficasse apoiada em meu peito.

— Eu tô ridículo! — Exclamou um pouco exasperado, me levando a rir de seu drama. — Parece que eu fumei uma plantação inteira de maconha. Meus olhos e meu nariz estão mais vermelhos do que tomate! — Passei a fazer um carinho em seu cabelo enquanto o ouvia reclamar, percebendo que ele estava ficando cada vez mais sonolento. Esse era um dos efeitos do remédio, então era normal que dentro de poucos segundos ele estivesse dormindo.

— Dorme um pouco para descansar. — Ofereci a ele, beijando o topo de sua cabeça e sentindo ele assentir contra meu peito. Eu que não sou de ferro também aproveitaria o tempo em que ele estivesse dormindo e as meninas estivessem na escola para poder tirar um cochilo e descansar um pouco.

Louis acabou adormecendo em seguida e eu ainda fiquei um tempo acordado. Estávamos em novembro e faltava pouco mais de um mês para o seu aniversário de vinte e três anos. Estive pensando em uma forma de comemorar, já que também era véspera de natal e, normalmente, eu ficava com minha família para comemorar.

Eventualmente e matutando o que deveria fazer para meu pequeno, eu acabei dormindo também, acordando horas depois com os resmungos doloridos de Louis. Em seu sono ele reclamava sobre alguma dor que estava sentindo no corpo e, ao olhar para o relógio, percebi que tínhamos dormido a tarde toda e já estava na hora de tomar mais um antibiótico. Sai de baixo da coberta com cuidado para que Louis continuasse a dormir e fui até a cozinha pegar seu comprimido.

Meus pés tocaram o piso frio e eu encolhi os dedos, evitando o contato, desci até a cozinha e comecei a preparar uma sopa de legumes. Quando já tinha o alimento pronto, coloquei em uma tigela funda e peguei o remédio, voltando para o quarto e encontrando Louis agora sentado, sua aparência estava um pouco melhor e as olheiras que ele carregava anteriormente eram quase imperceptíveis.

— Dormiu bem? — Perguntei, entregando o remédio em sua mão e ele rapidamente ingeriu, pegando a tigela de sopa em seguida e fazendo uma careta.

— Sopa! — Encheu a colher com o caldo e deixou cair na tigela de novo, a expressão de desgosto não deixando seu rosto.

— Você vai se sentir melhor se comer coisas leves. — Fiz um bico em sua direção.

— Obrigado por estar cuidando de mim. — Ele disse depois de terminar com o seu caldo, me entregando a tigela e afundando novamente na coberta.

— Não tem que me agradecer, príncipe. — Me posicionei em cima dele, apoiando meus braços em cada lado de seu corpo para que meu peso não caísse em cima dele, seus braços imediatamente enrolaram em meu pescoço, puxando os poucos cabelos da nuca. — Eu disse que cuidaria de você. Só estou cumprindo minha promessa. — Me abaixei em direção a sua cabeça, dando um beijo leve e suave em seus lábios.

— Quero fazer amor. — Seus olhos azuis se fixaram aos meus. Aquele olhar inocente me enlouquecia, eu não era nenhum pouco imune aos seus olhos.

— Você não tá com o corpo dolorido? — Arqueei uma sobrancelha em sua direção, fazendo um leve carinho em sua cintura.

— Eu tô com tanta vontade de você. — Louis deu uma ondulada em sua cintura, fazendo seu quadril raspar com o meu e me permitindo sentir o quão necessitado ele estava. — Podemos ir com calma, fazer bem devagar.

Qualquer tipo de sexo com Louis era bom. Eu amava a forma como ele se entregava pra mim. E eu amava me entregar pra ele.

Não pude resistir ao seu pedido, fazendo com que ele fosse meu mais uma vez. Foi lento e intenso em cada toque e suspiro. Eu amava a forma como ele gemia contido, tentando fazer o mínimo de barulho possível, mas, quando eu achava o caminho para o seu prazer, ele liberava os gemidos mais altos que ele conseguisse. Amava os arranhões que ele deixava em minhas costas, ou a forma que ele puxava meu cabelo para achar algo para se apoiar ao arquear seu corpo quando eu o fazia chegar ao ápice.

Quando acabou, ficamos um tempo em silêncio, acalmando nossos corpos do orgasmo que compartilhamos. Estávamos deitados um de frente para o outro, de lado na cama, as pernas de Louis enroscadas em minha cintura e sua cabeça enterrada em meu pescoço. Minhas mãos passeavam por seu corpo, indo de sua cintura a sua coxa e voltando novamente.

— Harry? — Sua voz baixa e melodiosa quebrou o silêncio que estávamos.

— Hum? — Ao contraído da sua, minha voz era rouca e grossa, e eu pude sentir o arrepio que ele sentiu ao que o respondi.

— Você vai mesmo querer filhos comigo? — Ele disse depois de pensar por algum tempo.

Eu sabia da sua insegurança quanto a ser pai, era algo que ele desejava, mas tinha medo. Isso era algo com o qual eu já tinha fantasiado várias e várias vezes. Era claro que eu iria querer filhos com ele!

— Nós já temos! — Resolvi brincar um pouco, apertando mais os dedos em volta de sua cintura e o puxando o mais próximo que eu conseguisse de mim.

— Eu digo... — Louis pensou por um tempo, seu dedo indicador fazendo círculos aleatórios sob meu peito nu. Sua respiração batia em meu pescoço e me causava arrepios. — Eu digo sobre me engravidar, sabe? — Ele tirou a cabeça de meu pescoço e passou a me olhar. Eu tinha uma expressão tranquila no rosto, tentando ao máximo o passado segurança. — Você já comentou sobre isso algumas vezes. Sobre querer filhos comigo. Mas... eu já ouvi essa história antes. — Ele falava tudo de forma lenta e ponderava sobre cada palavra que saia de sua boca. Ele tinha me dito que na fase de namoro, Adam dizia sobre querer filhos com ele, mas não foi bem isso que aconteceu.

Delicadamente eu afastei o seu corpo do meu, para que eu pudesse sentar na cama, o trazendo depois para meu colo e voltando minhas mãos para sua cintura.

— Eu quero, babe. — Passei a fazer carícias com o polegar em sua pele, sabendo que ele gostava daquilo e, de uma forma estranha, o acalmava. — Já pensei muito sobre isso, sabe? — Deixei um beijo em seu pescoço e ele encolheu o mesmo, soltando uma risadinha com a possível cócega que causou ali. — Mas eu quero que a gente planeje isso. Primeiro a gente vai casar e curtir as duas filhas que temos, depois eu vou te engravidar e você vai ser o grávido mais lindo que eu vou ver na vida, tenho certeza disso.

— E você quer que o bebê seja o que? — Era um pouco precipitado para conversar sobre aquilo, mas eu sabia que ele gostava de planejar as coisas, então eu sempre embalava nos seus assuntos.

— Eu não sei. — Pensei um pouco, seus olhos agora em encaravam com certa expectativa é ele parecia com uma criança, nenhum vestígio do homem determinado com o qual eu tinha acabado de fazer sexo. — É aquele velho clichê do "que venha com saúde", sabe? Mas eu gostaria que fosse parecido com você.

— Eu gostaria que fosse um menino. — Ele se ajeitou em meu colo, pondo um dos dedos na boca como se tentasse imaginar algo. — Queria que tivesse seus cachos e as suas covinhas. O nariz poderia puxar ao meu mesmo, já que seu nariz é feio.

— Ei! — Cortei sua fala completamente indignado. — O meu nariz não é feio!

— Mas o meu é mais bonito, Sun. — Ele prendeu meu nariz entre seu indicador e pelegar e apertou o mesmo, rindo quando eu fiquei vesgo para olhar os seus dedos presos ali. — Eu não vejo a hora de tudo que eu planejo para nós se realizar. — Ele confessou baixinho, como se fosse um segredo eu saber que ele tinha planos paga nossa vida de casados. — Para que tudo que eu perco horas pensando antes de dormir, realmente aconteça.

— Eu também, meu amor, eu também.

E aquele dia foi perdido assim, aproveitando ao máximo a presença um do outro e eu cuidando de meu pequeno, até que ele se sentisse bem novamente. Fazendo planos para o futuro e eu conhecendo um pouco mais do que é a cabecinha misteriosa de Louis Tomlinson.

Durante aquela semana Louis ainda ficou em casa, sendo substituído por algum dos professores da escola, mas ele já estava bem melhor e na segunda já voltaria a lecionar.

As meninas não vieram para a casa de Louis esse semana, foi uma exigência dele mesmo, já que não queria passar aquela forte gripe para elas. Acabei passando pouco tempo com elas, já que me empenhei em cuidar do meu pequeno durante o tempo em que ele não esteve bem.

Hoje já era sexta feira e ele estava bem melhor, ainda tomando os remédios, já que foi exigido que ele tomasse por um mês para não correr o risco de acabar adoecendo novamente.

Deixei ele em casa preparando nosso almoço enquanto fui até a escola buscar as coisinhas.

— Papa! — Claire correu até mim quando me viu parado na porta da classe. Essa semana Gemma, minha mãe e Niall tinham se revezando para buscá-las pra mim. — Cadê meu papai?

— Oi também. — Eu acabei rindo de sua empolgação. Elas estavam loucas para ver Louis.

— Cadê o papai Loueh? — Chloe chegou logo atrás, arrastando sua mochila junho com ela e me entregando quando já estava próxima o suficiente de mim.

— Ele tá em casa. — Peguei a mochila das duas, colocando no banco de trás do carro e acomodando elas em suas cadeirinhas.

— Nois qué vê ele. — Claire exigiu de forma um pouco autoritária, uma mão na cintura e um vinco no meio da testa.

Ela pensava de ficava ameaçadora assim.

Coitada!

Mal sabia ela que estava mais parecida com uma pequena ursinha e estava quase me levando a um ataque de fofura.

Tá aí, eu também não sou imune a elas, de jeito nenhum. Minhas filhas são lindas e preciosas demais.

Eu literalmente comia nas mãos desses três pequenos seres!

Não me envergonho em admitir isso.

Dirigi até a casa de Louis, ouvindo as duas cantar pop na parte de trás do carro e me contar como tinha sido seu dia. Também contaram como sentiram falta de Louis durante a semana e como estavam com saudades dele.

— Papai! — Elas gritaram em uníssono, correndo até a cozinha, onde Louis estava de costas, mexendo em algo no fogão. Cada uma delas agarrou uma de suas pernas e ficaram abraçadas ali.

— Aí, que saudade! — Louis se abaixou para ficar na altura delas, sendo atacado por beijos e abraços. — Como foi a semana sem mim, coisinhas? — Ele ajeitou com os dedos os fios de cabelos delas que escapavam do coque e as duas prontamente fizeram caretas em sua direção.

— Papai! — Chloe colocou a mão na cintura e apontou um dedo para Louis. Eu já tinha dito a ela que essa mania de dedo era feia, mas quem disse que essa pequena petulante se importava? — Você non pode chama nois de coisa. Nois non gosta!

— Mas vocês são as coisinhas lindas do papai. — Louis tentou argumentar.

— Non pode. — Claire reforçou, sendo irredutível em relação ao apelido.

As meninas contaram a Louis sobre tudo que ele havia perguntado, passando um bom tempo conservando e eu quem tive que terminar o jantar. Jantamos mais cedo naquele dia, já que Louis ainda estava um pouco cansado e dolorido, se recuperando da gripe.

Decidimos dormir todos juntos na cama de Louis. Claire e Chloe quiseram ler um livro pra ele, já que ele estava "dodói", pegando um livro qualquer na bolsa e inventando uma história sobre eu ser um sapo e Louis uma princesa, ouvindo os protestos vindos dele sobre ser um príncipe e não uma princesa, mas prosseguindo o conto da forma como elas quiseram inventar. Não era como se eu estivesse muito satisfeito em ser o sapo, ainda mais que, na história delas, em nenhum momento eu virei príncipe.

As duas adormeceram antes da gente, depois de uma mamadeira quente de leite com achocolatado para cada uma. Eu e Louis ainda assistimos um filme e eu o ouvi fazer mais planos sobre o futuro. Não era como se eu tivesse reclamando, eu amava ouvir ele fantasiar e amava mais ainda que eu e as meninas estavamos inclusos em todos eles.

Louis foi o próximo a adormecer, me deixando contemplar de sua expressão serena. Essa era uma das minhas favoritas, só perdia para sua expressão prazerosa de quando fazíamos amor.

Eu cai no sono em seguida, não conseguindo não sonhar com tudo que Louis tinha dito o dia todo.

Eu ficava muito triste em saber de tudo que ele passou, mas, como dizem, a males que vêm para o bem, e esse foi um deles. Tudo que Louis passou foi péssimo, mas o trouxeram até aqui.

O trouxeram até aqui para ser meu e de minhas filhas.

E esse era o melhor presente que a vida já havia nos dado.


Notas Finais


Espero que vcs leiam as entrelinhas.....

Hehehe

Galera! Obrigada pelos comentários e todo amor de sempre. Eu amo vcs mto.


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