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História • My Little Piece Of Happiness • // mpregLouis - Capítulo 46


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Notas do Autor


Oioii

Capítulo 46 - Omg, i’m pregnant again


Pov Louis 




 Aos poucos a minha ficha foi caindo e... 


Oh, meu Deus! Eu estou grávido de novo!


Claro que isso foi uma coisa inusitada e que, mais uma vez, fugiu dos meus planos. Eu queria uma segunda gravidez, claro que sim, mas eu queria que fosse planejado. Aos poucos estou aprendendo que a vida não é da forma que queremos e que os acasos que ela nos traz são ótimos. O sorriso no rosto de Harry era a prova disso. 


Meu marido está estupidamente feliz pelo novo bebê. Um dia depois que descobrimos a gravidez (no dia de seu aniversário mais precisamente) ele acordou cedo e me preparou uma bandeja de café da manhã e encomendou um buquê de rosas vermelhas, me acordando com tudo isso na cama enquanto distribuía beijos pelo meu rosto inteiro até que eu estivesse acordado. 


Sinto borboletas voarem por todo meu estômago apenas por pensar no quão fodidamente sortudo e abençoado eu sou. Tenho três lindas meninas saudáveis e que são o motivo dos meus sorrisos e tenho o marido que eu sempre sonhei. 


Marcamos hoje um jantar com toda a família e daremos a notícia do novo bebê. Confesso que estou apreensivo pelo que vão achar (por mais que Harry insista em me lembrar que isso diz respeito apenas a nós dois). 


Harry e eu acabamos marcando uma consulta com a Dra. Cinthia e descobrirmos que estou de um mês de gestação. Pouquinho tempo ainda e o bebê foi concebido quando Candy ainda tinha cinco meses de vida. 


A gravidez foi fruto de mais um de meus descuidos, já que a correria do dia a dia, cuidando de uma casa, uma recém nascida e gêmeas de cinco anos de idade, talvez tenham me feito esquecer do tomar o remédio um dia ou outro. Eu juro que não consigo me lembrar, mas havia dias em que eu estava tão cansado que só caia em minha cama já entregue ao sono depois de um banho quente e relaxante. Acordando horas depois com o choro de Candy, mas nunca reclamando quando via minha bebê com um sorriso banguela em minha direção. 


Ouço o choro de Candy através da babá eletrônica e vou até seu quarto, a encontrando em seu berço, usando uma fralda e uma camisetinha de ursinhos na cor branca. Ela chorava a plenos pulmões e começou um choro mais birrento ainda quando me viu parado ao lado de seu bercinho. 


— Oi, meu amor. Porque você está chorando? — Comecei a conversar com ela, sabendo que minha voz a acalmava e foi exatamente esse o efeito. Seu choro foi cessando aos poucos e foi substituído por um choramingo completamente mimado. — Sua fralda está suja? Deixa o papai ver. — Ajeitei ela em meu colo e afastei um pouco a beirada da fralda. Tinha xixi ali e eu entendi o motivo da mocinha ter acordado tão chorona. Candy era extremamente enjoada e não suportava alguns minutos com a fralda suja. 


Dei um rápido banho nela e em seguida a amamentei. Dra. Cinthia havia me dito que não teria problema algum em continuar amamentando Candy mesmo estando grávido, o que me trouxe um alívio, já que eu não estava pronto para tira-lá do peito ainda. 


Desço novamente para a cozinha e coloco Candy em seu cadeirão, entregando a ela um mordedor no formato de uma chupeta que Harry havia trazido pra ela a uns dias atrás e ela simplesmente amou. 


Enquanto eu a tinha entretida em seu brinquedo, aproveitei para continuar descascando as batatas para o purê. Harry havia saído com as meninas para comprar algumas coisas que iríamos precisar para o almoço de hoje. Por sorte, Anne e dona Jay trariam algo de suas casas, o que me economizaria um tempo na cozinha. 


Coloquei todas as batatas em uma panela e deixei cozinhando, enquanto comecei a picar os legumes para por no assado se carnes que Harry estava preparando. 


— Papai, olha. — Me viro ao ouvir a voz de Chloe e percebo que estava tão concentrado em minhas coisas que não ouvi a porta principal se abrindo e meu marido chegando em casa com as meninas. — Balinhas de ursinho. — Ela me mostrou suas gomas coloridas em formato de urso e eu abri a boca pra que ela me desse uma. 


— A minha é de banana. Olha! — Claire veio logo atrás, balançando um saco das mesmas gomas, mas todas amarelas. 


Candice imediatamente deixou seu mordedor cair e começou a gritar por atenção quando viu a irmã segurar uma das pequenas bananas e por em minha boca. 


— Ela qué, papai. — Claire me olhou com os olhos arregalados. — Pode dá? — Eu hesitei por um momento. Não era recomendado que a neném comesse doces e eu nem permitiria que elas entregassem um daqueles nas mãos dela e correr o risco que ela acabasse engasgando. 


— Corta em pedaços bem pequenininhos e da pra ela. — Eu deixei depois de pensar um pouco. — E fica de olho pra ela não engasgar, okay? 


— Otay, papai. — E as duas foram até a caçula, começando a beliscar pequenos pedaços da goma e colocar na boca de Candy, que chupava o doce e sorria, esticando as mãos em direção à mão de Claire e tentando tirar a pequena banana de lá. 


— Oi, amor. — Harry colocou a última sacola na mesa e veio em minha direção, me abraçando pelas costas enquanto pousava suas mãos em minha barriga. Sinto beijos serem distribuídos em meu pescoço e inclino o mesmo em direção aos seus toques. — Como vocês estão? 


— Estamos bem, Sun. — Respondi a sua pergunta como se fosse a primeira vez que estávamos nos vendo no dia e como se fosse a primeira vez que ele me fazia essa pergunta. 


Me viro dentro de seu abraço e inclino meus pés para poder alcançar sua boca. Era pra ser apenas um selinho, mas Harry me prendeu ali e invadiu minha boca com a sua língua. O beijo era calmo e comportado, já que nossas meninas estavam ali na cozinha junto com a gente. 


— Eca, papais. — Chloe reclamou, fazendo uma careta de nojo e balançando a cabeça negativamente. Claire nem se importou com nossa demonstração de carinho – embora ela geralmente também reclamava – e Candy, como sempre, começou a gargalhar e estender os braços em direção ao papai Harry. 


— Oi, minha neném sorridente. — Harry foi até a cadeira da bebê, a tirando de lá e ela imediatamente tentou se agarrar ao seu cabelo, puxando alguns cachos entre seus pequenos dedos impiedosos. — Ei, filha! Isso dói. — Quanto mais bravo Harry tentava soar, mais Candy gargalhava. 


Depois disso, colocamos Candy sentada no chão a sala cercada de alguns brinquedos e deixamos as meninas de olho nela enquanto Harry e eu terminamos o almoço.


Algumas horas depois, as meninas já estavam de banho tomado e arrumadas. Harry e eu nos revezamos para arrumar as meninas e nos arrumar. 


Arrumamos a mesa no quintal já que era maior e abrigaria a família toda. Zeus, que agora já estava treinado, não iria nos dar trabalho já que ele obedeceria aos nossos comandos. 


Aos poucos toda a minha família começou a chegar e foi uma euforia só. As meninas correram até minha mãe e meu pai e cada uma pulou no colo de um deles. Candy ficou animada ao ver titia Lottie e seu cabelo rosa que tanto a chamava atenção. A família de Harry chegou alguns minutos depois e juntou com toda a bagunça que já estava formanda na casa. 


Enquanto Jay trouxe uma sobremesa de abacaxi que a família inteira amava, Anne trouxe um arroz temperado que era uma das suas especialidades e casava muito bem com o assado de carnes com legumes que Harry havia preparado. 


Nos reunimos todos na mesa e começamos a nossa refeição. O bebê adorou comer todas as guloseimas ali na mesa (era bom poder novamente usar a desculpa de estar comendo por dois) e tivemos um tempo agradável em uma conversa agitada onde todos falavam ao mesmo tempo mas mesmo assim se faziam entender. 


— Louis e eu temos um comunicado a fazer. — Harry começou, pegando minha mão que estava em cima da mesa e depositando um beijo no dorso da mesma ao entrelaçar nossos dedos. 


A família inteira fez silêncio para prestar atenção no que tínhamos a dizer. Eu não sabia ao certo como dizer isso, se fazia um pequeno discurso ou se iria direto ao ponto. Olhei para todos na grande mesa. Os olhares curiosos pairando sobre a gente. As meninas comendo seus legumes e não dando muita atenção ao que acontecia ao redor. Candy sentada no colo de Lottie e recebendo algumas colheradas de purê e tendo o redor de sua boca toda suja do mesmo. 


— Fala, filho. — Minha mãe pediu, impaciência transbordando em sua voz. 


Puxei uma longa lufada de ar e soltei aos poucos. Olhei para Harry e ele sorria enquanto acenou para que eu contasse e eu finalmente disse:


— Harry e eu estamos grávido de novo. — Soltei de uma única vez e levou apenas um segundo pra que tudo virasse uma euforia. 


— Eu sabia que esse menino tinha puxado a mim. — Minha mãe veio em minha direção, escandalosa e extravagante como sempre, e me envolveu em seus braços. 


Liam foi até Harry, dando dois tapinhas em suas costas e Zayn veio meu encontro. 


— Você é corajoso, hein, Lou. — Ele brincou, segurando um Zion de dois anos que quase se entregava ao sono. 


— E já está na hora de você arrumar mais um bebê pra fazer companhia pra esse mocinho aqui. — Passei as mãos pelos fios castanhos do cabelo de Zion e ele levantou a cabeça para me olhar com seus grandes olhos castanhos. 


– Titio. — Ele resmungou antes de deitar a cabeça novamente nos ombros de seu pai. 


— Vira essa boca pra lá. Ele sozinho já me da um trabalho danado. 


Revirei os olhos para seu drama exagerado e voltei a receber os parabéns de todos presentes na casa. 


— Obrigada por mais um neto, meu amor. — Anne me envolveu em seus braços amorosos da mesma forma que minha mãe havia feito. 


— Louis! — Gemma veio ao meu encontro depois de parabenizar Harry. — Dessa vez você vai me deixar fazer um chá revelação. 


— Prometo que sim, Gemm. — Eu sorri em sua direção e deixei que ela passasse as mãos pelo meu ventre. 


O resto do almoço foi entre nossos familiares apostando o sexo do bebê e eu tive que revirar os olhos. Jay tinha certeza que viria mais uma menina, já que ela era uma fábrica de garotas e dizia que tinha puxado a ela. Talvez viesse mesmo mais uma garotinha, e eu ficaria muito feliz com isso, e tenho certeza que Harry também. 


Isso não importava, na verdade. Todos os nossos filhos eram bênçãos em nossas vidas independente do sexo. 




••• 




No dia seguinte ao jantar, eu estava me arrumando para um encontro com meu marido. 


Toda minha família havia voltado para Doncaster, exceto por minha mãe, que tinha sido convidada por Anne ( e intimada por Chloe e Claire ) a ficar para o dia das garotas. 


Harry havia me perguntado se eu aceitava ir a um encontro com ele e eu sorri para o quanto ele era bobo, claro que aceitando sua proposta e o deixando eufórico ao começar a preparar tudo para nosso passeio. Passeio esse que eu estava proibida de saber para onde. 


Com quase dois meses de gestação minha barriga ainda não dava sinais de que iria aparecer. Claro que eu ainda tinha muitas gordurinhas que não tinha conseguido perder todo o peso que havia ganhado durante a gestação de Candy, mas eu iria me empenhar para perder todo esse peso assim que o novo bebê nascer. 


Como estava um pouco frio, coloquei uma roupa quente e confortável assim como Harry havia me instruído a fazer e me calcei em meus comportáveis vans. 


Anne e Jay já haviam levado as meninas com elas e meu coração estava apertado ao ter que me separar de minha Candy pela primeira vez por uma noite toda. 


— Pronto, amor? — Harry apareceu no quarto, colocando apenas a cabeça para dentro do cômodo e me estudando de cima a baixo. 


— Pronto. — Peguei o casaco de Harry que eu havia deixado em cima de nossa cama e vesti, me sentindo aquecido o suficiente. 


Harry adentrou o quarto e ele usava um conjunto de moletom cinza juntamente com um vans igual ao meu nos pés. Ele foi até nosso closet e tirou de lá um grosso edredom. Estranhei a princípio mas não questionei nada, já que sabia que ele não me daria nenhuma dica. 


Quando chegamos ao quintal, Harry abriu o porta malas do carro e eu pude ver uma espécie de colchonete lá e uma cesta fechada. 


Estávamos indo a um piquenique!!! 


A porta do passageiro foi aberta a eu entrei, passando o cinto em meu corpo enquanto Harry contornava pela frente do carro, rodando a chave em seus dedos enquanto assobiava. 


Isso me lembrou o nosso tempo de namoro e eu suspirei apaixonado pelo homem que eu tinha o prazer de chamar de marido.


— Aonde vamos, Sun? — Perguntei assim que ele se acomodou no banco do motorista e começou a manobrar o carro para fora de nosso quintal. 


— Já já você descobre, amor. — Ele apoiou a mão que não estava no volante em minhas pernas e apertou minha coxa. 


Durante o caminho fomos jogando papo fora e conversando coisas sobre a casa, nosso cachorro e nossas meninas. Até que comecei a reconhecer o caminho que levava para a mesma montanha onde tivemos o nosso primeiro encontro oficial. 


Ele sorriu para mim quando notou que eu já havia reconhecido o local e continuo levando o carro até parar no topo do morro onde podíamos ver Holmes inteira de cima e todas as luzes iluminando a cidade. 


— Aqui nunca vai deixar de ser lindo. — Eu parei perto da ponta do morro e passei a observar as pessoas andando na parte de baixo do parque. 


— Não tão lindo quanto você. — Ele soltou a mesma cantada que havia feito a tempos atrás e eu gargalhei, colocando as mãos cobertas pela manga do moletom na boca pra tentar abafar a risada. 


— Bobo. — Deixei um tapa em seu braço e o ajudei a tirar o restante as coisas de dentro do carro. 


Estendemos no chão de grama o colchonete que Harry havia trazido e tiramos a cesta de lá. Espiei dentro da mesma vendo que tinha uma garrafa de vinho é uma garrafa térmica. Tinha também alguns potinhos com queijos em cubinho e algumas frutas. Também havia pães e bolos. 


— Porque você trouxe vinho se sabe que eu não posso beber? — Questionei, colocando a cesta no chão e me sentando no colchonete enquanto Harry tirava o edredom do porta malas e colocava uma musica suave pra tocar no carro. 


— Porque eu posso beber. — Harry me mostrou a língua, sentando-se ao meu lado e estendendo a coberta sobre nós. 


— Você é injusto. — Continuei infantilmente debatendo. 


— Não sou. Eu te trouxe chocolate quente. — Pegando um copo de plástico, ele despejou um pouco da bebida quente pra mim e me estendeu. 


— E você só trouxe um travesseiro? — Me lembrei da primeira vez que estivemos aqui e sorri. 


— Você sabe qual é o seu travesseiro. — Ele bateu em seu peito. 


Comemos metade de tudo que havia ali e Harry bebeu uma boa parte da garrafa de vinho. 


Quando estávamos satisfeitos, eu me deitei com a cabeça apoiada no travesseiro e Harry apoiou a cabeça em minha barriga. 


— Oi, bebê, você me ouve? — Sua boca estava colada em meu ventre e ele conversava com o mesmo. — Eu sou seu papai Harry e te amo muito. — Então ele apoiou o ouvido em minha barriga e ficou um tempo tentando ouvir algo. — O bebê disse que me ama também. E ele disse que o papai dele é o mais lindo de todos. — Fez uma gracinha. — Eu concordo com ele. 


— Seu bobo. — Embrenhei meus dedos em seus cachos e fiquei um tempo fazendo carinho em seu cabelo enquanto ele ainda estava deitado em minha barriga de olhos fechados aproveitando os carinhos que recebia.  


Depois de um tempo dessa forma, mudamos a posição e Harry quem estava deitado no travesseiro agora e eu quem tinha a cabeça apoiada em seu peitoral. 


Parecíamos dois adolescentes descobrindo o amor pela primeira vez na vida. Não era como se fosse de todo uma mentira, já que descobríamos o amor diariamente nos braços um do outro. 


— Sun? — Ele fez um som como se me desse permissão para continuar a falar e eu prossegui. — Eu estava pensando em algo. 


— Em que? — Senti um beijo sendo deixado entre os fios de meu cabelo e ajeitei o cobertor em cima da gente, tentando barrar o vento frio que soprava no local. 


— Eu estou perto de assumir minha turma de pequeninos de novo e eu estava pensando. — Tomei um momento para puxar uma longa respiração e apreciar os carinhos que a mão de Harry deixava em minha barriga. — Vai ser muito difícil pra mim deixar a Candy em uma creche ou com alguém tão pequenininha assim e agora com o novo bebê, logo eu teria que entrar de licença novamente. Eu só... eu só não sei se eu quero voltar a trabalhar. 


— Amor, você sabe que o que eu ganho no escritório da o suficiente pra sustentar a nossa família se você quiser ficar em casa cuidando das meninas. — Harry se pronunciou.  


— Mas não é isso. — Eu estava um pouco perdido pra dizer o que tinha em mente, já que ele poderia achar uma completa loucura. 


— Me conta o que é então, meu príncipe. 


— Eu estive conversando com a minha mãe durante um tempo. — Passei a fazer padrões aleatórios em seu peitoral com a ponta de meu dedo, vendo sua pele estremecer mesmo por cima de tantas camadas de roupas. — Ela me disse que estava querendo se mudar aqui pra Holmes também com meus irmãos porque ela não quer perder o crescimento das meninas. Aí ontem, sabendo que eu estou grávido novamente ela disse que não quer estar longe durante mais uma gestação. 


— E o que vocês têm em mente? — Eu amava como ele sempre se mostrava tão interessado em tudo que eu tinha a dizer. 


— Mamãe estava pensando em abrir um negócio aqui. Algo como uma cafeteria e livraria e eu meio que gostei da ideia, sabe? 


— E vocês pretendem fazer tipo uma sociedade? — Ele concluiu ao perceber onde eu queria chegar. 


— É por aí. — Confirmei.


— E porque não só ficar em casa com as meninas? Você abrindo um negócio com a sua mãe, não estaria comprometendo seu tempo da mesma forma? — Eu sei que ele não estava tentando me impor nada, estava apenas tentando entender qual era o meu ponto em toda essa história. 


— Mas é aí que entra. — A conversa começou a chegar onde eu realmente queria que ela chegasse. — Eu estando no meu próprio negócio, as meninas podem estar lá comigo sempre. Sem contar que tendo meu próprio negócio, eu não vou precisar perder o tempo que eu perdia em casa pra preparar aulas e corrigir as atividades das meninas. 


— E vocês já sabem como vão fazer isso? — Ele começou a embarcar na ideia, me dando confiança pra falar tudo que eu tinha pensado pra esse novo projeto. 


— Eu tenho um dinheiro guardado do aluguel da minha casa e eu vou usar ele pra investir. 


— Eu posso ser um investidor também. — Harry propôs, começando a se empolgar. 


— Não, Sun. — Eu fui rápido em negar. 


— Porque não, amor? — Eu pude notar que ele ficou um pouco chateado com a minha recusa. 


— Eu não sei nem se vai dar certo e- — Deixei transparecer um pouco os meus medos, mas Harry me interrompeu. 


— Eu acredito em você. — Simples assim. Acredita em mim. Isso foi tão gostoso de ouvir. 


— Acredita? 


— Claro que sim. Eu tenho certeza que vai dar certo. 


Fiquei um tempo contando a Harry tudo que Jay e eu tínhamos conversado e todas as coisas que eu havia planejado a partir daí. Eu não via hora de ver minha mãe e contar a ela todo o apoio que Harry estava nos dando. 


— Eu nunca esperei que a minha vida estaria assim. — Eu divaguei, olhando as estrelas que enfeitavam o céu naquela noite. — Até dois anos atrás eu estava desacreditado de tudo e aí você apareceu e deu cor a minha vida. Mais especificamente a cor verde que povoou meus sonhos durante tantas noites quando eu cheguei aqui. 


— Você sonhava comigo? — Neguei com a cabeça. 


— Eu sonhava com minhas filhas. Eu sonhava com elas sendos, Sun. 


— Eu soube que queria você desde que bati meus olhos em você naquele supermercado. Tão pequenininho e tão genioso defendendo seu cereal. 


— Para de me chamar de pequeno, Harry. Me de um tempo, por favor. 


Ele apenas riu de minha implicância e continuou a falar: 


— Quando você soube que me queria? — Ele me questionou.  


— Oh! Na verdade eu nunca te quis. Eu queria ser pai da Chloe e da Claire e casar com você era a única forma de conseguir isso. 


— Ouch. — Ele fingiu estar magoado e eu gargalhei. 


Antes que eu pudesse reagir, Harry nos virou e ficou por cima de mim. 


— Nunca me quis, huh? — Sua cabeça pairando a centímetros da minha. 


— Nunca. — Enrosquei meus dedos em seus cabelos e comecei a massagear seu couro cabeludo. 


— Nem mesmo quando eu te beijo?— Então um breve beijo foi deixado em minha boca. 


Fiz sinal de negativo com a cabeça, fechando os olhos e sentindo suas mãos passearem por meu corpo. 


— Nem quando eu te fodo tão gostoso que te faço pedir por mais? — Então passou a sugar a pele de meu pescoço. — E mais. — Suas mãos entraram sorrateiramente pela barra da minha blusa e começou a acariciar meu mamilo. — E mais. 


— Harry. — Acabei gemendo seu nome. 


— Nunca me quis? — Voltou a perguntar. 


— To querendo agora. — Confessei. 


Esse maldito que eu chamo de marido sabe como eu fico extremamente sensível aos seus toques durante o período da gestação e ele usa isso totalmente ao seu favor. 


— Qualquer dia a gente pode voltar aqui só pra fazer amor. 


Caralho! Deve ser muito gostoso fazer amor em um lugar como esses. 


— E porque não hoje? — Propus, ganhando um olhar de interesse de meu marido.


Fazer amor com Harry no topo daquele monte, embalado pelo som suave que saia de seu carro, enquanto meu marido estava deitado no colchonete e eu o cavalgava com o cobertor tentando nos proteger pelo menos um pouco do vento que nos atingia, mas não nos incomodava já que nossos corpos pegavam fogo, foi a experiência mais ousada da minha vida e a mais gostosa também. 


E eu tenho a certeza que vou querer repedir muitas e muitas vezes. 







Notas Finais


Tchau tchau


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