História - Nightmares - Capítulo 5


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Categorias Garota conhece o Mundo (Girl Meets World), Rowan Blanchard, Sabrina Carpenter
Personagens Maya Hart, Personagens Originais, Riley Matthews
Tags Garotaconheceomundo, Mayahart, Romance, Sabrinacarpenter
Visualizações 30
Palavras 1.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - V. details


Fanfic / Fanfiction - Nightmares - Capítulo 5 - V. details

         You're a beautiful thing   We're a beautiful thing together



– ESTÁ SE SENTINDO MELHOR? – Sarah me perguntou, levando os potes de pipoca de volta para a cozinha.

  Nós assistimos Irmão Urso, sim. Pode ser uma animação e bla, bla, bla, mas é com certeza meu filme preferido. Ele me trás boas lembranças. Eu e Sarah amávamos assistir, lembro que minha mãe pendurava uma manta na janela, para evitar muita luz, pegavamos os colchões das nossas camas e jogávamos eles na sala. Meu pai preparava a pipoca enquando a gente escolhia o filme. Era tão bom, uma coisinha tão simples que fica na memória como uma lembrança maravilhosa.

– Sim – Sorri fraco e sentei no sofá em que eu estava deitada. Sarah voltou até mim e se sentou do meu lado 

– O que aconteceu para você se sentir tão mal assim? – Ela pôs sua mão em cima da minha

Um calafrio percorreu ao meu corpo, engoli em seco. Não sei o que deu em mim, só fiquei com medo da pergunta assim como da minha resposta.

– E-e eu não sei - Balancei minha cabeça e olhei para o chão, evitando olhar nos olhos dela.

– Eu já disse que você precisa ir ao médico – Disse firme – Sabe por que o pai não atendeu?

Um nó se formou na minha garganta, engoli em seco de novo, buscando de algum modo conseguir responder ela. Apenas balancei a cabeça em sinal negativo. Meus olhos provavelmente estavam vermelhos, por isso, tentei não fazer contato visual.

– Vem, você precisa tomar banho –  A mesma segurou minha mão e me arrastou até o quarto dela – No meu guarda - roupa deve ter alguma coisa que sirva para você, enquanto você pega vou procurar uma toalha – Concordei. 

Abri a porta do guarda - roupa e procurei algumas peças de roupa que me serviam. Normalmente sempre deixo algumas roupas minhas aqui, mas na última vez que eu vim levei todas para casa.

– Aqui – Sarah chegou com uma toalha nos braços dando para mim – Achou alguma coisa que sirva para você? 

– Achei, talvez fiquem um pouco grande, mas não tem problema – Coloquei as peças sobre as roupas do meu corpo, mostrando a ela.

– Acho que dá – Ela olhou um pouco para as roupas, e me levou até o banheiro de visitas. – Não sei se tem shampoo aí, vou pegar lá no outro banheiro. – Acenti e adentrei no pequeno cômodo, pendurei a toalha sobre a porta do box e esperei Sarah chegar. 

– Viu, acho que está calça vai ficar muito grande para você, não é melhor usar um shorts? – A mesma chegou, colocando os itens sobre a prateleira.

Congelei. Não posso usar isso, de jeito nenhum, minhas pernas estão cheias de hematomas e Sarah com certeza vai me questionar sobre isso. Não quero, tipo, nunca entrar nessa conversa, pretendo evitar e que ela nunca aconteça.  E para isso irei precisar ter bastante cuidado, e também, precisar dialogar com o meu pai, algo que eu não estou querendo fazer. 

– E então? – Falou, me tirando do transe.

– Não sei, estou com um pouco de frio – Fingi tremer.

– Ué, o aquecedor está ligado – Me examinou – Será que você ainda está com febre? – Questionou, colocando a mão sobre a minha testa.

– Não, estou bem, ultimamente não estou conseguindo dormir de shorts – Inventei uma desculpa qualquer.

– Ok então – Ela disse, não parecendo muito acreditar. – Bom, vou deixar você tomar banho – Ela saiu e fechou a porta.

Suspirei. Eu odiava mentir para ela desse jeito. Sempre fomos completamente abertas uma com a outra, sem segredos. Mas infelizmente era necessário, eu não queria estragar aquela família, não mais do que já estava. Sarah não merece isso, nada disso.


R I L E Y 

 A garota olhava para o seu reflexo no espelho, porém, ela não estava admirando. Muito pelo contrário, ela odiava a sua aparência, odiava o seu corpo. Quando a mesma se olhará no espelho, só sentia desconforto e uma imensa vontade de parar. Parar de tentar, de tentar tudo. Parar de tentar amar a si própria. Ela odiava, cada traço do seu rosto, não era nenhum pouco legal. A garota via outras meninas, na internet, com aqueles corpos maravilhosos, perfeitos, assim como o rosto. Via aquelas legendas de puro amor próprio, de felicidade, de amor. Ela se sentia um lixo, ainda mais a cada dia que passava. Então, a mesma passou seus dedos pelo seu rosto e arranhou. Apenas, arranhou. Ela não sabe por que fez isso, apenas fez. E não se sentiu melhor ou pior por ter feito.

Sentou em frente ao espelho e deixou que as lágrimas caíssem sobre suas bochechas. Chorar era a única coisa que ela conseguia fazer, e se odiava por isso. A pior coisa quando se odeia, é ver seu reflexo todo o dia. Bom, a pobre menina não queria dividir seus dramas insuportáveis com outras pessoas, elas sendo os pais e também seus amigos. Isso mesmo, para ela era um drama insuportável de uma adolescente insuportável. Achava que outra única coisa que podia fazer era sorrir, não queria preocupar ninguém. 

Pensou sobre o dia que teve hoje e se lembrou da garota que conheceu. Ela sentiu algo diferente nela, era como se já a conhecesse a um tempo ou que estivessem destinadas a serem algo. Lembrou da corrente elétrica que passou pelo seu corpo ao tocar o rosto da menina e se arrepiou, então, se abraçou como forma de se proteger. Talvez essa garota seja quem irá a acompanhar na janela saliente? Não, ela afastou os pensamentos. Pare se ser ingênua pelo menos uma vez Riley. Falou a si mesma. Achou melhor ir tomar um banho, assim iria afastar aqueles pensamentos catastróficos. 

Ligou o registro do chuveiro, deixando que as gotas de água caíssem sobre o seu corpo. Fechou os olhos na intenção de relaxar, e deu certo. Seu corpo parecia mais leve e ela parecia mais calma. Aqueles turbilhões de pensamentos haviam descido pelo ralo junto com a água. Deixou que as gotas caíssem sobre seu rosto deprimido, levando coisas indesejadas. 

Fechou o registro e saiu, colocando uma roupa confortável e caindo em sua cama. Jogou cobertores em cima de si mesma e fechou os olhos lentamente, adormecendo.

——— 

  Riley despertou ao ver que já era de manhã. A garota tinha pego uma certa mania de acordar alguns minutos antes do despertador tocar. Mas ela ainda mantia ele no celular, apenas por precaução caso ela esquecesse de acordar. 

Ela levantou da cama, ainda sonolenta, e foi até o banheiro que tinha em seu quarto. Abriu a torneira e fez uma 'concha' com as mãos, deixando água acumular ali, depois, jogando no rosto. Abriu a porta do guarda roupa e pegou de lá a camiseta do uniforme e uma calça jeans rasgada. A camiseta era branca e tinha uns detalhes vermelhos, mas Riley não gostava de usar. Achava idiota a ideia da escola ter uniforme, mesmo sabendo o porquê. Juntou os cabelos que batiam no ombro com as mãos e prendeu em um rabo de cavalo. Estava pensando em cortar mais ou menos na altura do queixo, e também fazer uma franja. Adorava a ideia de ter cabelo curto. Talvez fizesse algumas mechas de azul, mas era pouco prováve, seria difícil sua mãe concordar. Pegou sua mochila, que estava jogada em um canto qualquer do quarto, e saiu em direção a cozinha. Adentrou no cômodo e viu sua mãe preparando o café da manhã.

– Precisa de ajuda? – A menina se aproximou da mãe e beijou sua bochecha. Riley sempre foi uma pessoa carinhosa, tipo, muito carinhosa. Seus pais com certeza amavam isso. 

– Pode arrumar a mesa para mim? – Ela sorriu e retribuiu o beijo, mas logo o sorriso se desfez. – Riley o que é isso no seu rosto? – Topanga pareceu preocupada e passou a mão sobre o arranhado.

– Eu acabei me arranhando, mas está tudo bem  – desviou o olhar.

– Como? 

– Depois te explico, agora deixe- me arrumar a mesa, já estou atrasada. – A filha mudou de assunto e começou a colocar as xícaras sobre a mesa, e depois, colocou os alimentos.

———

Riley  corria desesperadamente até o ponto de ônibus. Ela esqueceu que nas terças o seu pai não tinha aula no colégio, então, não recebia carona. Quase tropeçou em uma pedra que tinha na calçada, mas por fim, conseguiu alcançar o ônibus escolar, que estava saindo. Adentrou- se no transporte e se sentou em qualquer lugar, encostou a cabeça na janela e acompanhou a paisagem do lado de fora. Lucas e Farkle não costumavam usar o transporte público, então a garota ficava sozinho na maioria das vezes. Procurou seus fones dentro da mochila e não os encontrou. É, hoje não era seu dia de sorte. Enquanto a mesma tentava encontrar o fone, sentiu alguém sentar do seu lado. Era a garota de ontem no banheiro. 

– Não tem problema se eu me sentar aqui, tem? – A loira disse, talvez um pouco insegura.

– Não tem não – Riley sorriu timidamente.

– Então, acho que já te vi em algum lugar... – Ela pareceu pensar – Não, acho que estou me confundindo. – Riley sentiu seu corpo parar. Sua presença ontem foi tão insignificante para ela? Foi algo tão indiferente assim? – Estou zoando bobinha – Ela riu – Como iria deixar de lembrar de você?

Riley sentiu seu rosto corar. 

– Você fica extremamente fofa com vergonha – Ela riu e apertou minhas bochechas. 

– Ficou tão na cara assim? – A morena abaixou a cabeça.

A loira sorriu – Ainda não nos apresentamos, como você se chama?

– Riley, Riley Matthews – Sorriu tímida – E você?

– Maya Hart – Estendeu sua mão para mim, que logo respondi. 

– É um prazer te conhecer, Maya

O sol da manhã que batia sobre as suas deixava aquele momento ainda mais bonito e marcante. Ele realçava os traços e os olhos das garotas, deixando tudo mais bonito e timidamente simpático. Maya sorriu verdadeiramente hoje, talvez já seja um começo, não é mesmo? Ah, e esse sorriso era tão lindo, contagiante. Com certeza o melhor remédio para alguém qualquer, precisando dá melhora de qualquer coisa.


Notas Finais


Esse capítulo foi tão gostosinho de escrever <3

Espero que vocês tenham gostado ^^ Me contem, o que estão achando dessa interação das duas? Quem diria que a Riley tem problemas com auto - estima hein hahah


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