História ▪ Poisoned by love - Capítulo 5


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Categorias Saint Seiya
Personagens Albafica de Peixes, Dohko de Libra, Manigold de Câncer, Minos de Grifon, Shion de Áries
Tags Albafica, Albafica De Peixes, Albaficaxshion, Saint Seiya, Shion, Shion De Áries, Shionfica, Shionxalbafica, The Lost Canvas
Visualizações 99
Palavras 1.705
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Lírica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ai têm, por favor não me matem por ter demorado tanto

perdoem os erros ortográficos

Capítulo 5 - Com amor se cura caules quebrados


Fanfic / Fanfiction ▪ Poisoned by love - Capítulo 5 - Com amor se cura caules quebrados

Uma semana depois.

 

O som de alguém a andar de um lado para o outro fora o que acordara o belo ex-cavaleiro do seu sono pacífico, trazendo-o novamente à dolorosa realidade. Sabia que quando a morte viesse buscar a sua alma, esta teria como destino o inferno gelado de Cocytos, porém, viver desta forma parecia bem pior do que a tortura eterna imposta pelos deuses para todos que iam contra a vontade de estes mesmos seres divinos.

 

Ao abrir os olhos Albafica encontrou-se na cama onde dormia normalmente, sem se lembrar como tinha ido lá parar. Talvez, a pouco e pouco seu cérebro tentava eliminar cada memória que tinha daquele lugar.

 

Mas sabia que na verdade isto não passava de um pensamento muito longínquo da realidade.

 

- Vejo que acordou, Albafica. – Não precisou de olhar para o dono da voz para saber quem era. Afinal, quem mais poderia ser? – Dormiu bem?

 

Perguntou-se mentalmente se o outro estaria provocando-o ou era genuinamente ingénuo? A melhor decisão a fazer era ignorar a pergunta.

 

Felizmente, não estava acorrentado à parede. E assim, sentou-se à beira de sua cama, ainda esfregando os olhos com certa violência tentando se habituar à luz ambiente.

 

- Me desculpe por fazer tal pedido sendo que ainda agora acordou, mas poderia se vestir? – Shion manteve um tom de voz carinhoso e sério, parecendo realmente se sentido “culpado” por ter que chatear o de cabelo azul tão “repentinamente.” – Hoje vamos… Passear.

 

Chocado, Albafica dirigiu o seu olhar ao ariano pela primeira vez desde que acordou. Será que ele estava falando sério?

 

- Hoje é o seu aniversário, afinal.

 

 

- Hoje é o seu aniversário, afinal!

 

O jovem de 17 anos olhou meio que surpreso para o lemuriano, este 5 anos mais novo que ele. O de cabelos esverdeados segurava uma rosa cujos espinhos tinham sido retirados. Para decorar, havia um pequeno lacinho de cor azul no caule da flor.

 

- Hmpf. – Frio, deu meia volta e começou a caminhar na direção oposta à do disciplo do Patriarca. Pensava que aquilo era somente uma partida, e uma de muito mau gosto.

 

O outro suspirou. Estava à espera de receber esta reação do solitário homem conhecido por “Veneno Encarnado.” Deu passos largos e rápidos para poder acompanhar o mais alto que se dirigia ao seu respetivo templo.

 

- Por favor, espere! Eu não o queria ofender! – Fora ignorado, mas ainda não tencionava desistir. – Senhor Albafica, por favor!

 

- Garoto, não chegue perto de mim.

 

- Eu lhe pe… - Antes de poder terminar o que ia dizer, o teimoso rapaz tropeçou num dos degraus da escadaria que levava até à casa de Peixes, caindo assim em cima da rosa que não sabia se era venenosa ou não.

 

 

Uma vez que sairam da densa floresta que escondia a cabana onde Albafica “viva”, o Patriarca por meio de teleporte levou o grego até a Ilha do Curandeiro.

 

O pisciano ainda não sabia se isto era tudo uma farsa ou se realmente estavam indo para o local onde o seu tio vivera outrora. Mas, mesmo que fosse verdade, o seu orgulho não lhe permitira sequer mostrar um sinal de contentamento.

 

Pois ainda se sentia como um cão preso à trela.

 

Quando a tontura passou, Albafica encontrou-se num campo de varias especies de flores, no entanto sendo as cores dominantes branco e encarnado. Imediatamente reconheceu o sitio onde estava.

 

- Gostou da surpresa?

 

Este campo outrora esteve coberto de lirios brancos. Este mesmo campo fora onde tivera uma batalha mortal contra o irmão de seu amado mestre. Neste mesmo campo… Neste mesmo campo, o disciplo de Rugonis prometera nunca odiar o destino que escolheu, nunca almadiçoar o liquido vermelho que corria nas suas veias e artérias.

O seu olhar percorria o local com cuidado, até que encontrou uma zona especifica do florido terreno que tinha uma grande pedra com algo escrito nela. Curioso.

 

Ao demonstrar a intenção de querer ver o que era, sentiu uma mão forte agarrar-lhe o braço, de uma forma nojentamente gentil. Sacudio-a imediatamente, lançando a Shion um olhar afiado.

 

- Não me toque.

 

- Albafica…

 

- Não se preocupe, Grande Mestre. Não é que eu possa fugir mesmo. – Levantou os seus pulsos de forma a relembrar-lhe das malditas pulseiras que selava o seu cosmos. Sem esperar pelo aprovamento de Aries, o pisciano retomou o seu caminho em direção à pedra que captou a sua atenção.

 

O nome do seu tio tinha sido escrito naquela pequena rocha. Albafica lembrava-se de ter enterrado o homem antes de partir, porém talvez tenha sido Pefko quem tenha decentemente “decorado” a tumba do antigo curandeiro.

 

Não estremeceu nem se sentia triste. Nenhum tipo de emoção ameaçava afogar o seu coração. De facto, unicamente sentia inveja. Talvez agora Luco estivesse junto com o seu mestre, em paz. Porém, esse mesmo sentimento passou por Albafica como uma das muitas pétalas que faziam o mesmo. Um dia, também ele poderia se juntar a sua família.

 

Levantou com vagareza o rosto, mirando o céu que à exceção de algumas nuvens, se encontrava limpo.

 

E então fechou os olhos, apurando os outros sentidos de forma a poder apreciar com mais atenção a brisa fresca que parecia não querer levar a sua alma consigo.

 

 

- Você não está ferido, então porque chora? – Manteve o tom frio de sempre, mas não mostrou arrogância ou desprezo.

 

- E-Eu não estou chorando…

 

Albafica tinha levado o jovem para o seu templo temendo que este tenha sido envenenado pela rosa. Felizmente o descuidado ariano não tinha mais que alguns raspões, sem sinais de cortes causados pela flor.

 

O mesmo não se podia dizer da rosa..

 

- Meu perdão… Senhor… - O de cabelos azuis olhava curioso para o mais novo, tentando desvendar a razão deste estar obviamente a conter a vontade de chorar. Até que reparou na rosa com o caule partido e muitas pétalas esmagadas na mão do outro, já para não falar de o pequeno laço cheio de terra. – Eu…

 

Mal as lágrimas cumpriram a ameaça de começar a sair, Shion limpou os olhos com a manga, soluçando.

 

- Uhm. – Estaria chorando por causa da flor?

 

- Eu não deveria estar chorando na frente de você! Eu… Eu não tenho esse direito! Eu… Eu…

 

Albafica suspirou, então agachou-se na frente do jovem, este estando sentado no chão, encostado a um pilar.

 

- O que você tem aí? – Mesmo já sabendo a resposta, perguntou. – Posso ver?

 

- Não… não vale a pena… - Disse entre soluços.

 

- Porque diz isso? Eu pensava que esse presente era para mim, estou errado?

 

Sem poder fazer muito, Shion decidiu estender ao outro a pobre flor. O cavaleiro pegou nela, sem tocar sequer de leve no mais novo. Examinou-a com cuidado antes de retirar o lacinho com gentileza da mesma.

 

- Manigoldo vai rir de mim quando descobrir que chorei na frente de você… - O pequeno lemuriano destapou os olhos, tentando perceber o que o outro estava fazendo.

 

Com ainda mais gentileza, Albafica atou o laço novamente no caule, mas onde este estava quebrado. A seguir, com o seu cosmos “reparou” as pétalas esmagadas, mas não acrescentou nenhuma na zona onde faltavam algumas. O ariano abriu a boca em espanto. De facto, o grego era sem dúvidas ainda mais incrível do que o pequeno moço esperava que o solitário arrogante cavaleiro fosse.

 

De seguida materializou uma de suas rosas na sua mão, e entregou-a a Shion. Este agarrou-a sem hesitar, acabando por se picar num dos espinhos.

 

- Estava tentando cometer suicídio? Aviso desde já que essa aí não era venenosa… - Brincou, porém manteve o tom sério.

 

- Não… Eu somente não tenho medo dos espinhos desta flor! – O pisciano foi surpreendido pela resposta cheia de convicção do garoto que tinha já parado de chorar. – Ninguém terá o direito de agarrar numa bela rosa se teme os seus espinhos…

 

- E porque você não teme essa mesma rosa? Afinal, ela poderia matar você. Um preço muito alto para segurar numa simples flor, não?

 

- Porque quando você ama muito algo, não interessa o quão perigosa essa coisa possa ser, você sempre quererá protege-la e cuidá-la com toda sua vida! – Shion levantou-se e antes de poder-se aproximar demasiado do santo de ouro, Albafica também o fez. – Eu aprendi isso com você!

 

- O… O quê? – Um leve rubor preencheu o rosto alvo do mais alto.

 

- Um dia ficarei forte o suficiente para poder cuidar de você! Darei a minha vida se isso significar ver você feliz! – Como que alguém que ainda há pouco esteve a fungar agora se encontrava tão empolgado de repente?

 

- S-Seu moleque! – Virou-se de costas, tentando esconder o ardor nas suas bochechas. – Você não sabe do que está falando.

Shion sorriu.

 

- Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida, senhor Albafica.

 

 

- Como que nós chegamos a este ponto.

 

- … - O mais novo aproximou-se, mas não demasiado. – Um dia você me vai perdoar. E se não o fizer…

 

Dirigiu o seu olhar agora para o outro, agora mais afiado que nunca.

 

- Vai fazer o quê? Me matar? Torturar?

 

- Se não me perdoar, eu ainda manterei a minha promessa de proteger você. – Shion disse, desviando o olhar do enfurecido pisciano.

 

O céu que antes estava quase limpo preenchia-se agora de nuvens negras.

 

- Me proteger do quê!? Não percebe que você é minha única ameaça? – Deu largos passos em direção do outro, agarrando na sua camisa de forma agressiva mal chegou perto o suficiente. – Tudo o que você está fazendo agora é só por você!

 

- Não diga isso, Albafica! Nunca duvide de meus sentimentos por você! – Encarou os olhos azuis sem ter coragem de desviar novamente. Aquele azul que outrora representara o calmo oceano parecia refletir a tempestade que estava vindo em direção a eles. – Tudo o que eu faço é por que eu quero proteger você!

 

- Proteger-me do quê!? Do quê você está falando! – O tempo parecia acompanhar o turbilhão de emoções que o pisciano sentia.

 

- Eu não posso lhe contar… Eu… - Antes de poder acabar o que ia dizer, foi interrompido por um trovão ensurdecedor.

 

Não era normal o tempo mudar tão radicalmente, o que estava acontecendo?


Notas Finais


Prometo tentar trazer capitulos mais regularmente! E qual é a sua opinião sobre este capitulos? Do que Shion tenta proteger Albafica? O kéke está acontecendu


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