1. Spirit Fanfics >
  2. The Thorny Rose >
  3. Cant trust em, dont trust em

História The Thorny Rose - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


olá pessoal, tudo bom com vocês?
desculpa a demora para mais um cap, é que eu decidi só postar no final de semana agora...
bora pra mais aventura do Jimin? kk

boa leitura a todos <3

Capítulo 7 - Cant trust em, dont trust em


Fanfic / Fanfiction The Thorny Rose - Capítulo 7 - Cant trust em, dont trust em

Na manhã seguinte, Jimin acordou um pouco mais cedo do que costuma. Seu sono estava mais que desregulado (se um dia já teve regulação) e seus instintos estavam alertas. Provavelmente seu subconsciente lhe avisando do perigo.

Na noite anterior, ficou até tarde pensando se era certo confiar em Jungkook. Para início de conversa ele era um alfa, além disso, em uma posição super privilegiada. E mesmo depois de contar que era rebelde, Jimin ainda estava desconfiado. Espantando tais pensamentos, o ômega se levantou e foi fazer as rotinas matinais. Tentou contatar Namjoon pelo aparelho especial, mas ele não vinha funcionando fazia alguns dias. Aquilo o preocupou muito. 

Depois desceu as escadas, olhando em volta, procurando pelo alfa. Sentiu o cheiro dele na cozinha e foi em direção ao local. 

Jungkook cozinhava algo no fogão, enquanto cantarolava. A visão era estranha. Por que o alfa estava cozinhando? 

Eles não têm empregados para fazer isso por ele? 

Agora que tinha parado para pensar, Jimin achou que teria vários funcionários no apartamento, mas até agora só tinha os dois ali. Teria Jungkook os dispensado por causa dele?

– Oh, você acordou! – Jungkook se virou e falou casualmente. Ele colocou um ovo frito em cima da tigela de arroz de Jimin, enquanto o ômega o encarava estranhamente. – O que está fazendo aí parado? Vem comer. 

O moreno sentou-se e começou a desfrutar da sua refeição. Ainda meio relutante, Jimin se sentou de frente pra ele, fitando os talheres em dúvida. 

– Você não precisa ficar tão desconfiado. Não está envenenado nem nada disso. Se eu fosse te matar, já teria feito faz tempo. – Jungkook comentou casualmente, enquanto mastigava sua comida.

– Sabe que isso não me conforta nem um pouco, né? – Jimin acrescentou. 

O alfa deu de ombros e voltou a comer.

Decidindo que não tinha nada a perder e que a lógica do alfa parecia óbvia, Jimin começou a comer. A refeição estava deliciosa e até pra isso Jimin revirou os olhos. Jungkook não podia ser mais perfeito. 

– Pensou melhor sobre tudo? – Ele perguntou. 

Jimin não respondeu por um tempo, mas assentiu.

– Você vai me dizer sua missão?

– Por que você quer saber tanto isso? – Jimin perguntou, já se irritando.

Não querendo brigar novamente, Jungkook deu um suspiro, soltou os talheres na mesa e limpou a boca.

– Jimin, você sabe o que faço aqui? 

– Você é um general do exército… soube que é parente do Comandante. O que me faz ficar ainda mais desconfiado de você. Simplesmente não faz sentido pra mim você ser um rebelde. 

Jimin viu a expressão surpresa dele.

– Tudo bem. Acho que cobrei informações demais de você e também não abri jogo. Eu no seu lugar provavelmente também ficaria desconfiado. – Ele desviou o olhar e tomou um pouco do suco. – Bem, você sabe que eu sou General e é verdade que sou parente do Comandante, apesar de poucos saberem disso.

– Poucos sabem? – Jimin franziu o cenho. – Por quê?

– Eu sou o sobrinho dele. Mas um não tão favorecido assim. Por isso a informação fica mais abafada entre amigos e conhecidos da família. 

– Você é um bastardo? – Jimin disse com certa aspereza.

– Oficialmente não, mas as pessoas pensam assim. Minha mãe era do Distrito Vermelho. 

Aquela informação surpreendeu Jimin.

– Em uma das passagens do meu pai lá, ele conheceu ela. Apaixonou-se perdidamente e a trouxe pra Éos, apesar de já ser casado na época. Ele se divorciou e casou com ela novamente, mas eu já tinha nascido na época. Minha mãe sofreu muito por isso, insultos a sua pessoa era comum, por isso ela passou o resto da sua miserável vida em casa, me criando. – Ele falava com uma expressão séria. Por estar se referindo a ela no passado, Jimin podia imaginar que ela já estava morta. – Meu pai teve uma filha com a ex-mulher, uma ômega, porém eu fui o único filho alfa dele. Por causa disso, eu fui criado como o herdeiro principal dele, cresci aprendendo sobre estratégias de guerra e lutas, estudando nas escolas militares para um dia o suceder como braço direito do Comandante ou no próximo que vier que será meu primo.

Jimin tentava absorver toda aquela situação. Era chocante demais.

– Eu cresci sim como um de Éos e você tem todo o direito de me odiar, mas eu não sou como eles Jimin. Eu cresci ouvindo como era no Distrito e vi o que fizeram com a minha mãe, eu vivi isso. Eu nunca vou perdoar esses desgraçados por isso, nem mesmo meu pai por deixar isso acontecer. É por isso que faço parte da Oposição, que ajudo de alguma forma. Eu acredito que este sistema podre tem que acabar.

Jungkook o encarava com uma intensidade assustadora. Ele queria muito acreditar nesta história e no seu âmago sabia que devia ser verdade. 

– Eu apenas… 

– Não é uma armadilha Jimin. Estas pessoas daqui não são burras, mas elas nunca pensariam em algo assim. São simplistas, acham que para acabar com a Oposição é só achar ninhos e pronto: jogar uma bomba. Mas eu provei meu valor para Namjoon milhares de vezes. Se não fosse por mim, o ataque em Gyojang nunca teria acontecido e nem o do laboratório de especiarias. 

O ômega engoliu a seco. Estas foram as vitórias mais consideráveis deles até hoje. Namjoon tinha falado de um informante no primeiro andar, mas não sabia que seria Jungkook e se encontraria com ele assim. 

 – Tem outro como você aqui?

– Aqui?

– Aqui no primeiro andar, digo. 

– Ah... sim. Tem um subordinado meu, um hyung confiável que juntou à causa. Mas não posso falar quem ele é e nem apresentá-lo se você não confiar em mim, Jimin-shi. 

Jimin abaixou a cabeça e mordeu os lábios. Tudo que Jungkook dizia fazia muito sentido e o ômega queria confiar nele, mas não podia deixar de ser desconfiado.

– Eu vou precisar de provas. 

– Provas?

– De que eu posso confiar em você.

A expressão do alfa mudou. Ele parecia confiante.

– Muito bem. Após o café da manhã, se arrume. Eu vou lhe apresentar as coisas do primeiro andar. E lhe dar algumas informações também. Isso lhe ajudaria na sua missão, certo?

Jimin o fitou desconfiado, mas assentiu. Jungkook se levantou, já tendo terminado sua refeição.

– Quando estiver pronto, venha até a sala.

Ele não esperou resposta, apenas arrumou o blazer e se dirigiu para outro lugar. Jimin estava pensativo. Sentimentos conflitantes á parte, decidiu que apenas seguiria o fluxo. Enquanto Jungkook ou qualquer pessoa não o fizesse mal e mostrasse qualquer ameaça, ele continuaria seu plano. 

Levantou-se e foi se arrumar. Não conseguia mais comer, pois estava ansioso. Quando já no quarto, foi até o closet e escolheu uma roupa simples, mas elegante. Passou uma maquiagem básica e deixou seu cabelo meio bagunçado, dando um charme inocente. Era estranho como depois que tinha chegado naquela cidade, se sentia mais vaidoso, mas provavelmente era por querer fazer parte do lugar. E Jimin devia mostrar que fazia parte, já que foi escolhido como par de Jeon Jungkook. 

Por fim, desceu as escadas e foi de encontro ao bendito. 

Assim os dois partiram. Enquanto o carro passava pela cidade, Jimin observava tudo, curioso e intrigado. Às vezes Jungkook comentava sobre um lugar ou outro - um cinema, um restaurante, um shopping, um mercado. Eram os lugares próximos a sua casa aonde Jimin poderia ir. Conforme se afastavam e iam mais ao centro, Jungkook começou a falar sobre os gigantes prédios no centro da cidade, alguns prédios militares, outros governamentais, sedes e QG’s, escritórios e centros de pesquisa. Jungkook parecia saber sobre todos e Jimin absorvia as informações com afinco. Era importante mapear essa cidade para os planos futuros de invasão. 

E novamente, Jimin se sentia chateado com as demonstrações de riqueza daqueles lugares. Tudo ali era assim, de uma soberba tamanha. 

– Eu poderia entrar nestes lugares se quisesse? – Jimin perguntou de repente, surpreendendo o alfa.

Ele ficou pensativo por alguns segundos.

– Isso depende. Se for algum órgão sobre direitos do cidadão, como cartórios ou secretarias governamentais, você pode ter acesso. Mas centros de pesquisa e até mesmo alguns escritórios de negócios são inacessíveis a pessoas sem autorização - particularmente ômegas.  

Jimin já presumia isso.

– E se eu estivesse acompanhado por você? – Jogou um olhar divertido. 

Jungkook abriu um meio sorriso.

– Até mesmo eu preciso de razões para me movimentar por aqui, Jimin. Não é tão fácil assim. – Ele dirigia concentrado, mas falava com tranquilidade. O ômega o observava. – Mas se isso que te preocupa, comigo, você tem acesso aos principais lugares frequentados pelo Comandante e sua família. E esse acesso te abre muitas portas, acredite. – Deu um sorriso irônico. 

Jimin não respondeu, com um sorriso misterioso, apenas se virou para a janela novamente. Isso bastava, por enquanto.

Por fim, após um ter feito um lanche numa cafeteria, voltaram ao apartamento. Jungkook disse que iriam a outro lugar depois, uma confraternização e pediu que Jimin se vestisse a vigor. 

--------------------------------------------------

Chegaram a um lugar um tanto quanto magnífico. Havia alguns guardas do exército no portão do enorme terreno, no qual Jimin só foi ver por completo depois que entrou no local. 

Passou pela sua cabeça perguntar onde estavam, mas ele ficou chocado demais com a paisagem que aparecia na sua frente. Passaram por uma trilha asfaltada envolta por lindas árvores floridas cada uma mais apaixonante que a outra. E então aparecia por entre o caminho casas enormes, uma mais magnífica que a outra, brilhando em ouro e ostentação.

Por fim, Jungkook parou em uma na qual Jimin julgava ser a maior casa que viu na sua vida. Ela se estendia por metros e metros e seu jardim era ainda maior. 

– Chegamos. – Ele disse

Naquele momento parece que recebeu um choque de realidade, o ômega finalmente se deu conta da onde estava e os tipos de pessoa por quem estava cercado. 

– O que foi? Está nervoso? – Jungkook perguntou, analisando-o com cuidado.

– Um pouco. – Respondeu acuado. 

– Não se preocupe. Fique ao meu lado e tudo ficará bem.

Jimin fitou os olhos profundos do alfa e sentiu-se bem mais relaxado. Provavelmente também porque Jungkook estava transmitindo um aroma tranquilizante.

– Onde estamos? – Finalmente perguntou, enquanto se dirigiam à grande casa. 

– Aqui é a casa do General Choi Taejoon. Ele organizou uma festa em comemoração a sua mais nova promoção.

De repente eles pararam e o alfa se virou pra ele.

– Olha… – Desviou o olhar. – O que você encontrará aqui a partir de agora será homens arrogantes, rudes e corruptos. Não sonhe em contestá-los ou algo assim, pelo seu bem. Eu sei que é difícil, mas quero pedir gentilmente que você continue no seu papel de bom ômega. Assim conseguirei te proteger. Acha que consegue fazer isso?

Jimin franziu o cenho, um pouco temeroso do que estava prestes a encontrar. 

– Sim. Eu farei isso. Não se preocupe.

– Se caso em algum momento eu precise me afastar sozinho, uh.. tem uma ômega… Victoria-noona, minha prima. Ela é bem legal e odeia essas pessoas. Se você conseguir ficar sob as asas dela, ela vai te proteger de outros ômegas não tão agradáveis, já que ela tem muito influência por aqui. Fica a dica. – Ele respondeu com uma piscadela e Jimin quase riu.

– Ok. Obrigado por avisar. 

– Muito cuidado Jimin-shi. Você acaba de entrar num lugar muito perigoso. – Ele ofereceu o braço. 

Jimin passou os braços por entre os dele e os dois adentraram na toca do leão.


Notas Finais


iih vem treta por aí?~

obrigada para quem estiver acompanhando <33 :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...