História " We just friends" - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Visualizações 14
Palavras 2.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amoras! Se tiver erros me perdoem, no momento não me sinto apta a corrigir (preguiça).

Capítulo 5 - 05


Fanfic / Fanfiction " We just friends" - Capítulo 5 - 05

Alguns dias depois...

- Eu não quero isso.- Tae protestou quando ergui a colher com o caldo.

- Mas você precisa comer isso, Tae.- Sorri levando a colher até sua boca que provocou uma careta quando ingerido o caldo.

- Arg.. Costeletas assadas tem um gosto bem melhor. - soltei um riso, era engraçado vê-lo fazendo birra, parecia eu quando tentava convercer os outros.

- Tá quase acabando, abre a boca.- Uma última colherada se foi. - Pronto. Precisa de algo mais? Um cobertor extra ou algo do tipo?

- Sun, eu to bem. Vá descansar, desde que chegou do trabalho que você me bajula. - seus lábios se curvaram num sorriso preocupado.

- Eu não me sinto cansada, e além disso, não posso passar um tempo com meu irmão? – coloquei o prato no móvel e deitei o abraçando com delicadeza.

- Fora o tempo que estava no trabalho, você só fica comigo. Seu namorado precisa de atenção, acha que eu não percebo que ele vem te ver a cada dois minutos?

- Mas..

- Eu estou bem, sou um adulto e se acontecer algo chamo por você, hm? Só descanse um pouco, suas olheiras me assustam. - seu riso soou e eu fiz uma careta.

- Tá. Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, seja um mosquito, me chame. - Beijei sua testa repetidas vezes, me levantei calçando os chinelos e peguei o prato. - Boa noite, resmungão.

- Boa noite, florzinha.

Saí do quarto e encostei a porta, ele estava certo, mal estava dormindo de tão preocupada que estava, achava que a qualquer momento pudesse acontecer algo. Qualquer ruído me despertava e eu corria pro quarto dele para encontrá-lo deitado dormindo feito um anjinho. Hoseok vinha todos os dias depois do trabalho, mas não ficava muito tempo, talvez porque toda vez que tentávamos conversar eu acabava caindo no sono, me sentia culpada por isso, eu queria dar atenção a ele, mas trabalhar um pouco mais de oito horas por dia, arrumar a casa que não era nada pequena, cuidar do Tae e ainda preparar planilhas para o chefe estava me deixando exausta.

Lavei a louça, sequei e guardei. Procurei pela geladeira algo rápido pra comer, estava a fim de dormir cedo antes que a aflição tomasse conta de mim e me deixasse acordada a noite inteira, peguei algumas frutas e comi sentada à beira da bancada sozinha ouvindo o silêncio até que uma onda de tristeza me invadiu, um nó se formou em minha garganta e sem ao menos me dar conta o líquido salgado já escorria pelas bochechas, ótimo, agora eu deveria tá parecendo um panda com os olhos borrados de rímel. Droga de TPM! Guardei as frutas e subi para o quarto, quando isso acontecia só tinha duas maneiras de fazer com que passasse, uma delas era escrever e a outra era ficar sob os cuidados de Hoseok, como ele não estava só me restou escrever. Abri o notebook e carreguei o arquivo, prontamente me pus a escrever e colocar pra fora toda aquela tristeza, por incrível que pareça eu não escrevia coisas tristes assim como me sentia, pelo contrário, ficava surpresa comigo mesma por escrever coisas alegres estando na bad.

Cartas pra H.

Já se passou tanto tempo desde que nos conhecemos que estranho não ter me acostumado com sua presença, estranho porque já dividimos intimidades, segredos e fizemos tantas coisas juntos que eu não deveria sentir o que sinto. Não que seja ruim, gosto de todas as sensações que tenho quando estou com você, até das saudades que sinto quando você sai pela porta, mas sinto que não é recíproco... Talvez eu esteja cometendo um erro em nutrir sentimentos por você, talvez eu esteja me precipitando em amar alguém que só quer uma amizade, eu não sei se devo te dizer isso, tenho medo de que não compartilhemos do mesmo sentimento.

Lembro-me do nosso primejro beijo, estávamos chapados e dançando na sala da minha casa depois de voltar de um passeio, acho que sabe que o universo tem alguns probleminhas comigo e não tenho dúvidas que foi ele que me fez tropeçar e cair em seus braços, a sensação que senti foi como se tivesse encontrado meu lugar e a única coisa que desejei naquele momento foi que não permitiria que alguém lhe tirasse de mim, mesmo que eu não seja sua dona e mesmo que não tenhamos nada. Você se tornou parte de mim e nem sabe disso, minha melhor parte.

Arquivei junto com as outras e fechei o notebook, suspirei e deitei abraçando o travesseiro, seria uma longa noite.

[...]

O trabalho estava quase acabando, por sorte consegui dormir um cochilo no horário do almoço, o que me permitiu ficar acordada durante o expediente, mesmo meu estado sendo péssimo e tendo que retocar a maquiagem para não ficar parecendo um zumbi ambulante de tão grandes que minhas olheiras estavam, consegui terminar todas as edições, o que significava que no dia seguinte, já que era minha folga, eu não teria que levar trabalho para casa. Hoseok marcou de me encontrar na portaria, me ofereceu carona já que ele também me trouxe ao trabalho e eu estava sem carro. Olhei o relógio e tratei de arrumar minhas coisas, faltavam apenas dois minutos para a liberdade, mandei uma mensagem avisando que já estava indo e ele respondeu de volta me falando que estava esperando, ele sempre foi pontual. A hora bateu e levantei indo ao elevador rapidamente, odiava ter que descer vinte andares com a equipe da editora chefe, eles eram mesquinhos e arrumavam qualquer motivo pra se gabar dos outros, bons profissionais não menosprezam os outros por suas capacidades, pelo contrário, os ajudam a evoluir.

Cheguei no hall de entrada e avistei-o sentado ao lado de uma mulher, uma mulher muito bonita por sinal, cabelos longos e negros, pele levemente bronzeada, ao contrário de mim que evitava sair no sol. Sua postura portava classe e elegância, não preciso nem falar como minha auto estima ficou, em dias bons já era difícil mantê-la imagine quando se tem uma puta de uma gata azarando o cara que você gosta. Comprimentei-os num murmúrio fraco, Hobi se levantou dando as desculpas necessárias, que tinha negócios importantes a resolver, se eu fosse outra diria que não tinha importância e pediria para ele ficar, arrumaria um táxi e iria para casa, mas eu não gostei nem um pouco de vê-lo com ela então nada falei, mesmo quando estávamos já dentro do carro continuei quieta, mas meu cérebro martelava com perguntas que só pioravam meu humor. Eles já se conheciam há muito tempo? Por que ele nunca me falou sobre ela? Eles podiam estar namorando.

- Aconteceu alguma coisa? – despertei de meus devaneios e olhei janela a fora.

- Não.

- Você está bem? – sua voz soou preocupada, mas isso não mudava em nada. Sim, eu sou um tanto paranoica e já articulava um jeito de saber informações sobre ela sem precisar ser tão invasiva.

- Sim.

- Vai me responder apenas com monossílabos?

- Não. Mas não tenho muito o que falar.

- Hum. Sei, já entendi.

- Entendeu o quê? – Olhei para ele depois de tanto tempo evitando contato visual, ao contrário do que pensei ele sorria, o seu cabelo levemente bagunçado, provavelmente dedos percorreram ali várias vezes. Poderia ter sido os dedos dela.

- Está de TPM. Eu já te falei que você fica fofa quando faz esse bico? - desmanchei o bico imediatamente e virei o rosto, ele tinha o dom de me deixar calma quando eu estava assim, mas eu não queria ficar calma, queria brigar.

- Eu não estou de TPM. – disse concentrada na estrada, mal percebi que já estávamos chegando, mas não em minha casa, na dele. – Por que estamos aqui?

- Porque você vai dormir aqui hoje. – o clique da trava do cinto soou e ele saiu do carro sem mais explicações. Prontamente fiz o mesmo com um semblante confuso.

- Eu não posso ficar aqui, eu tenho que cuidar do meu irmão, ele não pode fazer esforços de mais e ..

- Você pode e vai. Seu irmão está bem e mandou avisar que você aproveitasse pra dormir bastante hoje. Eu vejo o quanto está cansada, ele também vê, Sun.

- Eu estou bem. Eu quero ir pra casa Hoseok, eu não vou deixá-lo sozinho numa situação dessas. – cruzei os braços em protesto.

- Ele não está sozinho, há uma enfermeira muito bem especializada com ele e qualquer coisa que houver ela vai nos contar, agora trate de desmanchar essa carinha e entre, está ficando frio aqui fora.

- Como assim? Eu não tenho condições de bancar uma enfermeira particular Hoseok.

- Calma, pequena. Eu já resolvi tudo. Agora por favor tente descansar, você está parecendo a noiva cadáver, ainda que linda.

Eu estava sem palavras capazes de agradecê-lo pelo o que estava fazendo por mim, então resolvi ao menos fazer o que pedia, peguei minha bolsa e entrei na casa, já fazia um tempinho que não tinha estado ali, por todos os lugares que eu olhasse havia boas recordações para serem lembradas, fotos nossas em diversos momentos estavam espalhadas pela sala, maioria com péssima resolução por não terem sido tiradas com câmera profissional, mas eram as fotos que mais amava.

Hobi fechou a porta e tirou o blazer o jogando no sofá, ele continuava lindo assim como quando nos conhecemos.

- O que está fazendo? - perguntei surpresa quando ele me pegou no colo e subiu os poucos degraus da escada.

- Cuidando de você. Eu sei que você acha minha cama confortável, até mais que a sua, então aproveite-a. - ele continuou ao perceber a interrogação em meu rosto. - Você fala muito enquanto dorme, descobri muitas coisas assim, inclusive que cozinho muito bem.

- Você não cozinha bem. – meus saltos tocaram o chão polido do quarto, tudo continuava como sempre foi, exceto por um par de roupas minhas sobre a cama.

- Não foi o que você disse. – seu sorriso iluminou sua face. – Eu vou fazer o jantar, pode ficar a vontade. – um beijo estalou em minha bochecha e ele saiu do quarto me deixando sozinha.

Tirei os sapatos e os coloquei ao lado da cama, me livrei das roupas e acessórios e entrei no banheiro enorme, cabiam pelo menos quatro pessoas ali dentro sem problema nenhum. Lavei os cabelos cuidadosamente, me ensaboei com as loções que tinham ali, eu estava com o cheiro dele, refrescante e cítrico com um leve toque amadeirado tão diferente do meu que era frutal com toque de rosas. Envolvi-me no roupão branco e felpudo e fiquei em frente ao espelho, sequei os cabelos com o secador e os arrumei em um coque, eu conhecia tão bem a casa de Hoseok que as vezes pensava que estava em casa.

Conferi as roupas encima da cama e me surpreendi pela peça de lingerie que continha junto, eu lembrava de ter roupas em sua casa, mas não roupas íntimas. Vesti-as e calcei as pantufas brancas, o cheiro saboroso já resvalava pela casa e ao chegar a cozinha o vi concentrado preparando os pratos, sua determinação em deixar as bordas da louça limpa me davam certa agonia, ele ainda dispunha de seu TOC por limpeza e as vezes chegava a ser engraçado observá-lo limpando cada respingo e migalha. Enquanto que em sua casa eram feitas faxinas três vezes na semana, a minha eu mal limpava, não que eu fosse tão desorganizada, mas eu morava sozinha e não sujava muita coisa.

Seu olhar capturou o meu e ele sorriu me chamando com o dedo indicador, a mesa estava posta e assim que me pus a sua frente ele me beijou me fazendo ficar um tanto surpresa.

- Acho que alguém quer alguma coisa.- falei zombando.

- Eu não posso beijar minha namorada? – ele enfatizou o namorada puxando a cadeira para que eu sentasse e fez o mesmo a minha frente.

Eu poderia ficar feliz por ele estar fazendo tudo aquilo por mim, mas não foi isso que senti, culpei meus hormônios e suas oscilações, porém eu sabia que não era só por isso. Ele me chamava de namorada e me tratava como se eu realmente fosse, mas não era real e quando meu irmão se recuperasse, ou quando voltasse pra casa, como ficaríamos? Não iríamos precisar fingir mais, desse modo não precisaríamos ficar juntos o tempo todo.

- Por que está com essa carinha triste? – ele me fitava com o cenho franzido preocupado.

- Nada de mais, deve ser a TPM. – disse com desdém disfarçando.

- Hum. – ele murmurou pondo a primeira garfada na boca. Mesmo não estando com tanta fome comi o máximo que pude, não lembrava de quando tinha tido minha última refeição decente.

O sabor era indescritível, não muito forte nem muito suave, sua comida definitivamente era a melhor que já havia tido o prazer de provar, e mesmo ele sabendo que eu amava sua comida eu ainda sim não admitiria, não enquanto estivesse acordada e sã.


Notas Finais


Isso é tudo, por hoje! 💕


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