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História • Wild Thoughts — ♆ - Capítulo 1


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Capítulo 1 - O término.


Fanfic / Fanfiction • Wild Thoughts — ♆ - Capítulo 1 - O término.

— Fode! — Minha voz saiu mais alta do que gostaria, meu corpo estava molhado, minha boceta em chamas, Leroy sabia exatamente onde me tocar, sentiria falta daqueles braços fortes segurando a minha cintura e me fazendo quicar como a vadia que sempre fui. Sentiria falta daquela voz grave e gostosa no meu ouvido me perguntando se era assim que eu queria. Ah... Era exatamente assim que eu queria.


— Você é muito gostosa! — Ele elogiou tirando-me de cima dele e facilmente me colocando de pé. Nunca tinha transado no banheiro de um aeroporto antes, e até que era maior do que eu imaginava. — Fique caladinha. — A ordem fez com que o meu corpo estremecesse, pressionei os lábios na intenção de não deixar que mais nenhum gemido escapasse. Foi quando ele me encostou na parede, apoiei a testa sobre o azulejo frio, e fechei os olhos cheia de tesão e expectativas.


  Em um rápido e surpreendente movimento ele me penetrou, sem me dar nenhum descanso começou a se movimentar em um vai e vem delicioso, tive que me esforçar para não gemer, mas quando sua mão puxou o meu cabelo com brutalidade não consegui me controlar e soltei um gemido agudo, fazendo com que a mão livre de Leroy cobrisse a minha boca. Ele continuou a se movimentar, com força, com rapidez, me fazendo gozar poucos minutos depois, e finalmente gozando em seguida.


— Foi bom enquanto durou... — Disparei assim que as minhas pernas pararam de tremer, ajustando o vestido em meu corpo e retomando a expressão fria que estava acostumada a carregar.


— Você vai sentir a minha falta. — Brincou o loiro retomando a postura e ajeitando os botões da camisa social.


— Isso é o que vamos ver. — Controlei o sorriso que estava prestes a dominar o meu rosto. Leroy era um bom amigo, uma pessoa com quem havia passado os últimos três anos da minha vida, era óbvio que sentiria falta dele, principalmente do sexo, mas não o deixaria saber, caso contrário nunca mais me deixaria em paz. Me inclinei e deixei um beijo gentil e amigável no rosto do homem, peguei a bolsa que estava sobre a pia do banheiro – ao menos era bem higienizado – e saí do local rumo ao meu portão de embarque.






O avião pousou depois de algumas horas e finalmente cheguei em Lisboa, onde finalmente poderia começar a trabalhar em uma das filiais da empresa da minha família. Respirei fundo e segui o meu caminho para a saída do aeroporto onde Hank o motorista enviado para me levar até o hotel estava segurando uma plaquinha improvisada com o meu sobrenome. Abri um sorriso sincero para o homem, afinal, ele trabalhava para os meus pais desde que passei a me conhecer por gente, e sempre cuidou muito bem da família.


— Estou orgulhoso de você, Senhorita Campbell. Seu pai também deve estar... Seja bem vinda a Portugal. — Cordial como sempre me guiou até o carro.


— Obrigada Hank, estou feliz em estar de volta. — Realmente estava feliz em ver uma pessoa "conhecida", havia passado os últimos cinco anos viajando e estudando, não tive tempo para me apegar a ninguém, e sinceramente nem queria.


   No caminho para o hotel pedi ao Hank que passasse em uma cafeteria, estava louca por um cappuccino, a parada não foi longa, logo já estava no hotel, tomei um banho de banheira para recuperar as forças enquanto lia as mensagens que Leroy havia me mandado ao chegar na Inglaterra. Sabia que não teríamos chance, então preferi não gastar o meu tempo respondendo.






  O grande dia finalmente havia chegado, seria apresentada na empresa de Lisboa depois de cinco anos fora, estava claro que ninguém me reconheceria, sem contar com os novos funcionários eu estava mudada, o cabelo mais longo, o corpo um tanto mais bonito, a confiança redobrada, pronta para assumir o que era meu por direito. Coloquei o vestido preto que tinha preparado a dias para a ocasião e o salto alto da mesma cor, pelo que sabemos, é impossível errar com o preto.


Hank me esperava ao lado de fora do hotel com o meu café nas mãos, o agradeci e seguimos para a companhia.


O primeiro dia foi cheio de apresentações e bajulações, pois ao perceberem a minha filiação, patentemente iniciaram uma aproximação forçada. Por já estar acostumada a ser rodeada de pessoas que acreditam que eu só valho o que tenho, não me espantei, somente pedi a Hank que me deixasse no hotel pois queria aproveitar a noite.




   Antes de sair para aproveitar o que a noite em Lisboa poderia me proporcionar me deparei com uma última mensagem de Leroy que dizia: "Sei que acabou, mas não precisa me ignorar." Respondi com um emoji de polegar e segui para um dos lugares mais bem frequentados do país.


   Não demorou muito para que o primeiro homem se sentasse ao meu lado e me oferecesse uma bebida. Neguei sem ao menos o encarar e continuei tomando o meu drink. Tive que repetir a mesma atitude com os outros três homens que tentaram uma aproximação logo em seguida, mas não com o quinto que tinha uma voz aveludada e familiar. Cruzei o meu olhar com o do mais velho, claramente ele deveria ser no mínimo uns cinco anos mais velho do que eu, o que me atraiu. Sempre gostei de homens mais velhos e experientes, estava cansada de ter que ensinar o que gostava, e convenhamos, sempre é bom o papel de aluna por um tempo.


— Sozinha? — Iniciou a conversa alinhando as mangas da camisa e apoiando os braços sobre o balcão. O olhar dele para o barman foi rápido e objetivo, e o mesmo já o serviu sem nem ao menos perguntar.


— Pareço sozinha pra você? — Ergui as sobrancelhas e dei um longo gole no drink, minhas pernas estavam cruzadas, o que fazia o meu vestido subir e revelava parte da minha coxa.


— Na verdade parece uma mulher gozando da própria companhia, o que é algo bom... — Virou o drink em apenas um gole.


— Uma mulher como eu não precisa mais do que ela mesma e uma boa bebida, já você, vem aqui todos os dias pra flertar com a primeira mulher bonita que aparecer... Concluímos que... Você está sozinho. — Sorri vitoriosa.


— Então acha que me conhece... — A minha fala não o desestabilizou, na verdade o deixou mais confiante, notável por conta do sorriso de canto que ele deixou transparecer nos lábios.


— Familiarizado com o lugar, o garçom já sabe o que você costuma beber, as mulheres não param de olhar para a sua direção, os homens te olham de um jeito amigável, não é preciso muito pra te decifrar. — Finalizei a minha bebida e deixei uma nota de cem euros no balcão. — Vai ter que fazer melhor do que isso, bonitão. — Disse antes de me ausentar e retornar ao hotel. Afinal, amanhã teria um dia cheio, e deveria estar apresentável para não fazer feio na primeira reunião com os sócios do meu pai.




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