História 00 boy - Capítulo 1


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Categorias Stray Kids
Personagens Hwang Hyun-jin, Lee Felix, Seo Chang-bin
Tags Changbin, Changjin, Changjinlix, Changlix, Changlixjin, Felix, Hyujin, Pwp, Stray Kids
Visualizações 228
Palavras 7.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


tem uns dias que eu escrevi essa história e não postei antes porque não tive tempo de revisar???? inclusive tá meio tarde, mas o tempo que tenho pra fazer as coisas é esse...

o título não tem um motivo especial, foi só o nome que eu salvei o arquivo kkkkkkk??

tem um leve degradation kink no meio do capítulo, sou contra spoiler 100%, mas considerando que alguém pode ficar incomodado, já deixo avisado. a história foi taxada como +18 e eu deixei na descrição que era um smut (putaria com plot). se vc nao gosta, sugiro que não leia

ai é isto, dsclpem o capitulo enorme

Capítulo 1 - Capítulo 1 - calouro.


“Foda-se, eu quero aquele garoto e acabou!”

 

 

As palavras que ouvira mais cedo ecoavam insistentemente por cada centímetro da sua mente, não tão amargas quanto o gosto do tabaco na língua, mas quase lá.

Changbin continuava a observá-lo, de longe para não levantar suspeitas, mas perto o suficiente para ver cada sardinha se movimentando junto as falas do novato. Era bonito, não podia negar. Lee Felix, o intercambista do primeiro bloco de música, era, de fato, lindo pra caramba. Mas Bin ainda não entendia.

Changbin não entendia por que, de uma hora para outra, Hwang cismou que o queria. Ele não entendia o que o namorado via de mais naquele pivete. Era só mais um garoto bonito, como tantos outros do campus, onde nenhum chegava aos pés de Hyunjin.

O homem tragou da fumaça uma última vez antes de esmagar o toquinho sob uma de suas botas. Estava ficando tarde e o frio já maltratava a pele do peito coberta por uma única e fina camisa branca. Além do mais, o objeto de sua observação parecia cansado também, se despedindo dos amigos entre risadas e recolhendo os livros ao peito enquanto se encaminhava para a parte externa do setor.

Ele queria poder detestá-lo, mas Felix nem se esforçava para isso. Era realmente só mais um garoto sem graça, quase o perfil do calouro perfeito. Tímido e silencioso, do tipo que usava meias por cima das calças e lavava os tênis brancos há cada dois dias. Ele comumente aparecia com um óculos de grau também, a armação redonda e cafona que vivia deslizando pelo contorno de seu nariz pequeno. Aliás, tudo em Felix era, de algum modo, diminuto e, sem sequer ter ideia, Changbin carregava a certeza de que ele era bem maior – em altura, claro – que o intercambista.

E para quê tantos livros? Nenhum jovem mentalmente saudável estuda durante a faculdade, porque, bem, todo mundo tá meio ocupado tentando fazer memórias. Tinha também os fones coloridos em seus ouvidos, aqueles que davam ao garoto o ar de quem poderia estar ali, mas na realidade não estava. Tinha seu jeitinho meio desengonçado, esbarrando vez ou outra nas pessoas sem olhá-las nos olhos para se desculpar. Tinha a cor curiosamente bronzeada de sua pele, um contraste claro a todas as pessoas pálidas e fisicamente meio mortas do local. Tinha seus cabelos ondulados e esvoaçantes, caindo como cachoeiras douradas pelas laterais de seu rosto sardento.

Em outras palavras, Felix não era nada especial. Sequer encantador. No máximo, bonitinho. Mas só. Então Changbin não entendia mesmo por que Hwang deu o surto que deu na semana passada. Porque, de repente, todos os seus momentos juntos terminavam em alguma frase relacionada a forma como Felix existia e mexia com seus pensamentos.

O namorado mal chegou a lhe explicar detalhes, mas Changbin já o conhecia o bastante para saber que tudo se resumia a orgulho. O orgulho ferido de quem fora dispensado pela primeira vez na vida. E, quer saber, talvez aquilo fosse algo interessante pelo qual o Lee pudesse se orgulhar. Afinal, não é todo dia que alguém tem a coragem de dispensar o príncipe Hwang e todas as coisas grandiosas relacionadas a ele. Seo admitia com um sorriso ladino, coragem o garoto tinha.

 

Olhou, então, o relógio. Changbin tentou afastar todos os pensamentos quando se pôs a caminhar na direção contrária a do Lee. Estava realmente tarde, trinta para às 19 horas. Já deveria estar em casa, o jantar não se faria sozinho. Ele bufou frustrado, pensando nas mil e uma maneiras fracassadas de se aproximar do calouro sem levantar suspeitas. Não que se importasse, ele realmente não ligava. Ele nem fazia questão, para ser sincero. Mas foda-se, Hyunjin o queria e acabou.

No estacionamento, Seo destrancou a porta do Impala prateado e afivelou o cinto no instante em que seu celular chamou. Era Hyunjin, sabia sem nem olhar.

Ainda está no campus?”

— Sim. – Disse acendendo um novo cigarro como se pressentisse que algo atípico o aguardava. – Aconteceu alguma coisa?

“Aham... Quer dizer, não. Ei, pode me fazer um favor?”

Ser uma pessoa esquecida não era lá o pior defeito de Hyunjin, mas era de longe um dos mais inconvenientes. Changbin praguejava enquanto fazia todo o percurso de volta na direção dos armários do bloco de dança contemporânea, o curso que o namorado faria naquele semestre. Algo sobre tênis, roupas de treino e uma mochila esquecida. E, porra, quem esquecia mochilas? Ele rapidamente pegou tudo o que o namorado pediu, seu terceiro cigarro da noite já chegando na parte amarelada do filtro.

Já estava escuro e parte das estrelas no céu saíam para dar boa noite. Changbin quase tropeçou ao admirar com devoção o universo acima de si, a constelação de Órion, de longe, a sua favorita.

Ele parou apenas para ajeitar os objetos sobre um ombro e arrumar o cadarço, quando um ruído quase familiar lhe chamou a atenção.

— Seu coreano é uma bostinha! – Risadas. – Você ao menos é um homem? – Mais risadas.

Seja lá o que estivesse acontecendo, não havia respostas. Apenas comentários ofensivos e gargalhadas debochadas. Changbin suspirou em nova frustração, pelo jeito não jantaria àquela noite.

E, bom, se ele fosse listar todos os seus inconvenientes defeitos, como comumente fazia com o namorado, diria que o fato de carregar um senso fixo de justiça era o pior deles. Mas não tinha culpa, herdou do pai.

O homem largou os objetos em uma árvore próxima antes de rodear a parte externa de uma das salas, bem naquela área mais escura onde as piores coisas costumam acontecer em um campus universitário.

E, às vezes, Changbin odiava estar certo.

Valentões de períodos avançados se divertiam ao humilhar calouros. Dois deles, para ser mais específico. Um conhecido.

— Ei! – Seu grito seco e grave fora o suficiente para chamar a atenção de todos os envolvidos na cena. – Vocês estão se divertindo?

Não foi necessário nem meio segundo para eles perceberem de quem se tratava. Seo Changbin, o finalista encrenqueiro do curso de música, o baixinho invocado do último bloco, o dono do Impala prateado que nem o cachorro mais corajoso ousou mijar, o parceiro de crime de Hwang Hyunjin – e seu namorado também, por óbvio.

Eles engoliram em seco segundos antes de dispersar. Não porque era Changbin ali, claro, mas porque o fariam se qualquer pessoa os descobrisse, certo? Nah. Ninguém gosta de valentões, Changbin não gosta.

— Você está bem? – Ele perguntou ao se agachar diante do loirinho irritado. A outra vítima já havia fugido; Felix ficou para trás.

— Sim, eu... – Os oclinhos deslizando pelo nariz. – Estou bem, obrigado.

Changbin não pode disfarçar a surpresa com o quão grave a voz do garoto soara. Seria sua primeira vez a ouvindo de tão perto. Ele estendeu uma mão e esperou que fosse aceita, o que não ocorreu.

Com os livros sobre o peito e passos desengonçados, o menino simplesmente se pôs a caminhar ignorando seu herói.

— Sério? – Changbin dois passos apenas para alcançar o calouro. – Eles bateram em você? Tá machucado em algum lugar?

Felix o ignorou novamente, mais ocupado em atravessar o campo e chegar em casa. O problema era que Seo era leonino, seu ascendente em escorpião. E qualquer um sabe que pessoas assim nunca devem ser ignoradas.

— Ei! – Bin o agarrou um braço. – Me responde, cara.

— Eu já agradeci, ok? Me deixa em paz.

— Ok... – Ele se afastou ao toque, uma de suas sobrancelhas arqueando com a expressão irritada que agora o fitara. – Só perguntei por educação.

— Ah, com certeza...

Felix deu as costas novamente, tremendo como um filhote de pinscher. E, por mais inabalável que quisesse parecer, Changbin só se divertia com o quão ridículo aquela pose de durão ficava nele. Felix tinha cara de muitas coisas, mas a de valentão não era uma delas.

Ele pensou que seria uma boa ideia deixar que o menino seguisse, mas quando teria outra chance de se aproximar? Pensou em como Hyunjin ficaria todo bobo quando descobrisse.

— Meu nome é Changbin. – Disse voltando a se aproximar do loirinho. – Eu estou no último ano do curso de música, é o mesmo que o seu, certo?

— Eu sei quem é você.

— Ótimo, me poupa das formalidades.

Depois de algumas patadas e mais centenas de dúzias de estrelas no céu, Felix aceitou a carona, ainda emburradinho e de beicinho nos lábios, mas nada que Changbin não tenha sido capaz de transformar em sorrisos pequenos e tímidos.

Talvez Hyunjin tivesse um pouco de razão, Felix não era só mais um cara como todos os outros caras no campus. Ou vai ver ele era, o melhor entre os piores.

 

 

— Bin hyung, bom dia.

Ele não tinha certeza de quando isso começou, porque, bem, quando percebeu, Felix já o chamava assim.

— Ei, baixinho. – Respondeu-lhe ao trancar o armário para se aproximar, seus rostos próximos o suficiente para repararem nos cravinhos um do outro. – Bom dia.

Felix sorriu timidamente de bochechas coradas, seus livros contra o peito tapando o que Seo julgou ser uma estampa única na camisa que usava. Cores claras eram as suas favoritas, então ambos sempre constrastavam quando se esbarravam nos corredores, mais vezes do que o veterano já esperou um dia.

— Você me chama de baixinho, mas sou maior que você! – Uma de suas pequenas mãos alcançou o topo da cabeça de Seo de modo a comparar as alturas.

— Não é porque você é mais alto – Bin a capturou entre as suas, trazendo-a até seu peito. – Que é maior do que eu, Felix.

Foi quase que instantâneo o constrangimento que ruborizou todo o rosto do loirinho quando o contorno do peito másculo de Seo foi desenhado contra sua palma. Felix a puxou delicadamente, afastando-se o mínimo possível de Changbin.

Sempre que estavam tão próximos, ele reafirmava essa certeza do quão quente Changbin era. Como seu corpo parecia queimar, como ele era grande e imponente e memorável. Como se Seo Changbin fosse o leão que dominava a selva que era todo o campus.

E Felix também não estava certo de como aquilo começara, mas agora ele gostava de estar a sua volta, quase como a lua em torno da Terra.

— Bom, é... – O menino fitou os sapatos meio manchados da poeira corriqueira. – Posso te pedir um favor?

— Mais um? – A risada rouquinha fez com que seus olhos se reencontrassem novamente. Felix gostava de olhar para os dele. – Brincadeira, pode sim.

— É que eu tenho prova... Essa semana e... Essa professora é tão esquisita. Você provavelmente já teve aula com ela...

Os meninos passaram a caminhar um ao lado do outro. Lix odiava atenção, mas era inevitável não a receber quando estava acompanhado de Seo. Já Changbin a amava pra caramba; era convencido, afinal. Além do mais, meio que adotar o garoto fez com que seus intimidadores desaparecessem. Então no alto do seu egocentrismo maquiado de altruísmo, ele acreditou que fazia o bem a Felix.

— Deixa ver se eu entendi. Você quer as minhas provas antigas porque serão as mesmas que ela vai passar para a sua turma? – Lix assentiu de olhos constrangidos enquanto os lábios umedeciam com mais um gole do chá gelado. – Isso é trapaça, senhor Lee.

— Isso é sobrevivência.

— É... – Changbin deu de ombros, também bebendo do chá que Felix o ofereceu. – Faz sentido.

— Então vai me dar?

— Sim, mas...

— Mas...?

O telefone de Changbin chamou e o loirinho relaxou o corpo assim que seus olhares desviaram.

— Primeiro, não conte a ninguém. – Seo sussurrou antes de atender a chamada. Era Hyunjin. – Segundo, fique a vontade para procurá-las.

— Como assim?

Felix esperou até que Changbin pedisse mais uns segundos para o namorado e se livrasse da embalagem agora seca do chá ao amassá-la com uma única mão. Foi sexy, Lee não podia negar.

— Estão enfiadas em algum canto do meu quarto. Vai lá em casa hoje.

Foi a última coisa que conversaram antes do veterano se afastar.

 

 

Felix não esperava que Changbin realmente falasse sério. Ele nunca falava, não 90% do tempo. E quando se deu conta, já estavam fofocando sobre o quão inconveniente e intragável eram todos os professores do primeiro bloco.

Por dentro, o Impala parecia maior e mais bonito. Era confortável, apesar do cheiro de velharia.

— Eu juro pra você, eu quase desisti do curso!

— Mas as coisas melhoram pelo menos?

— Em partes. Agora que está acabando, não sei se serviria para qualquer outro.

— Que bom que não desistiu. – Lee o fitou quando pararam diante de um semáforo vermelho.

— É... – E Changbin também o fez, um sorriso mínimo nos lábios salientes e sempre meio roídos dos próprios dentes. – Ainda bem que eu não desisti.

 

 

Bem vindo ao meu palácio!

Felix podia sentir a mentira em cada centímetro do pequeno lugar pelos qual seus olhos vagaram. Era tão familiar que ele não se surpreendeu. Bagunçado, pequeno e estranho – mas calorosamente – familiar. A cara de Changbin.

— Meu Deus... – Foi tudo o que seus pequenos lábios sussurraram.

— Eu sei, é uma zona.

— Não, não, só é... – Lix o assistiu jogar a mochila e as chaves em um canto enquanto suas botas iam parar em outro. – É legal.

“Legal...”, Changbin pronunciou em um sopro mínimo meio envergonhado de ter tido a coragem de levar o calouro até ali. Sério, Felix não merecia.

Changbin mostrou onde ficavam caixas de papeis e coisas que ele não jogara fora porque acreditava que um dia iria precisar. Para ser sincero, era só uma montanha de entulhos. E ali no meio, deu a certeza de que Felix encontraria suas provas.

O coreano vivia em um humilde residencial num dos subúrbios mais esquecidos da cidade. Estava mais para uma pequena comunidade de estudantes, onde Felix enxergou pelo menos três conhecidos desde que chegara ali. O que o moreno caracterizou como palácio, não passava de um espaço de 27 metros quadrados.

Logo na entrada, havia uma cama de casal meio velha. O colchão deveria ter pelo menos uns 30 anos, mas o amontoado de edredons bagunçados por cima não lhe davam a certeza. Do lado esquerdo, um balcão que dava acesso a uma cozinha minúscula. Geladeira, microondas, pia e só. Do lado direito a cama, uma porta que Felix logo descobriu se tratar do banheiro.

— Era para ser o quarto. – Seo apontou para uma saletinha ao lado da porta do banheiro. – Mas a cama não cabia dentro.

Engenharia esquisita. Lix meio que perdeu as palavras, sem saber o que exatamente falar. Sinceramente? Era horrível. Tudo bem que era pequeno, mas estava uma zona. Ele tinha a vaga ideia de que Changbin era um pouco caótico, mas nem sequer imaginou que fosse a esse ponto. O menino caminhou com olhos atentos por todos os ambientes, temeroso de que a qualquer momento uma espécie desconhecida e mutacionada de inseto voasse em sua direção.

Mas quer saber? Changbin não se importava, ele até se divertiu com as carinhas de nojo que vez ou outra o australiano fazia. Ainda era melhor que os surtos de Hyunjin.

— Bom, fique a vontade. – Disse assistindo o loiro se sentar sobre os joelhos para começar a vasculhar uma das caixas. – Vou tomar um banho enquanto isso.

— Ok. Obrigado, hyung.

Antes de sequer entrar no banheiro, Changbin tirou a camisa. Foi inevitável não olhar. A peça, claro, voou para o topo de uma pilha de outras roupas num canto qualquer, mas os olhos de Felix estavam mais que viciados no delineado das costas firmes do moreno.

Ele era enorme. Mesmo alguns centímetros menor, Changbin era enorme. E másculo e musculoso e enorme. Estupidamente grande. Mas Foi quando o pequeno grandalhão fechou a porta atrás de si que Lix se arrepiou com a gotícula de suor que deslizou pela sua nuca. Ele esfregou o rosto e olhou para a caixa a sua frente, respirando com dificuldade e balançando a cabeça para ver se esquecia o que vira milésimos de segundos atrás. Mãos a obra, Changbin não o desconcentraria.

 

 

Ou era o que pensava.

Foi só o barulho ininterrupto da ducha se tornar o único ruído possível no pequeno quarto que Lix perdeu a noção dos próprios atos. Suas mãos suavam, seu rosto inteiro, seu peito, suas pernas. Ele se sentia queimar, apesar do clima ameno do final de tarde primaveril.

O menino engoliu em seco uma dezena de vezes antes de sucumbir as vontades mais primitivas e se deixar levar. Foda-se os papeis e provas. Foda-se a professora e aquele quarto fodido e fedido que Changbin vivia. Foda-se seu senso de dignidade ou qualquer amor próprio que ele jurou um dia ter. Felix só queria vê-lo. Só queria, sei lá, ter alguma certeza.

Movido pela vontade insana de ver, simplesmente ver Seo Changbin, ele paralisou diante da porta encostada do pequeno banheiro. Seu coração batia em um ritmo frenético e cada célula sua gritava pela temperatura corporal crescente. Que mal teria? Era só uma espiadinha. Felix só daria uma olhadinha pela brecha. Ele só queria ver se, sabe... Se Changbin era tão grande quanto aparentava.

Céus, o que estava fazendo... O menino balançou de novo sua cabeça, os cabelos loiros arranhando seu rosto úmido e pregando fios por toda a face enquanto ele tentava se forçar a sair dali. Apesar disso, o fato do som do chuveiro nunca cessar o impediu de dar um passo sequer na direção contrária.

“Você consegue, cara, só uma olhadinha”, afinal de contas, eram amigos. Só isso. Changbin namorava e Lix não era gay. Não era nada especial.

Então ele se aproximou mais e mais e mais até que seus olhos colassem a pequena brecha entre a porta e a parede. Changbin não a trancou, sequer fechou por completo. Os quatro centímetros de abertura foram o suficiente para que o menino tivesse a visão que ansiava: um box totalmente transparente meio nublado do valor era tudo que cobria Seo Changbin. O homem ensaboava os cabelos morenos, água deslizando por todo o seu corpo musculoso.

Puta-que-pariu, Lix mal segurou o queixo no lugar. Só a visão das costas do veterano fora o suficiente para fazer seu baixo ventre ferver. Ele se detestou por isso. Não, ele detestou Changbin por isso. Ele o detestou por ser tão fisicamente incrível nos seus humildes 168 cm de altura, porque cada cantinho daquele corpo parecia ter sido esculpido especialmente para lhe levar embora sua paz de espírito. Cada pedaço da pele morena e úmida, dos ombros e braços marombados, das costas torneadas e marcadas, da bunda firme e rechonchuda, das coxas roliças. Das covinhas de Apolo, a droga daquelas covinhas profundas e marcantes adornando o início de seu quadril pouco largo.

Pau no seu cu, Seo Changbin, Felix praguejou mentalmente sem perceber que se empolgava... E que tocava sem querer a porta. Foi mínimo, mas o bastante para fazê-la ranger e o descobrir. O coreano se virou no mesmo instante.

— Merda. – Lix balbuciou tão rápido quanto se afastou, seu rosto em chamas e seu coração acelerado.

Calma, calma. Ele não viu nada, ele não viu. Repetia como um mantra tranquilizador.

Seja lá o que tenha acontecido, acabou por arrancar um sorriso de Changbin.

 

 

— E aí, viu alguma coisa? – Lix vibrou com o tom grave soando pelas suas costas.

— Não, eu- ele virou imediatamente e encontrou com a visão que não esperava. Changbin com uma toalha branca em torno do quadril. Seus cabelos úmidos desgrenhados enquanto ele esfregava outra toalha neles para. – Não vi nada, eu juro...

Seu pânico deu lugar a surpresa. Boa demais, para falar a verdade.

— Quê?

— Ahn?

— Viu ou não viu? As provas... Achou algo?

— Ah... – Lix coçou a nuca, abaixando a guarda enquanto se voltava para a caixa e tentava olhar para qualquer outro lugar que não fosse o peito monstruoso do veterano. – Achei algumas, hyung...

— Bom. – Changbin riu, não muito alheio às reações divertidas do calouro. – Já é alguma coisa, então.

Pelo canto do olho, o loiro viu o momento em que Changbin atravessou o cômodo caótico, parando diante da geladeira para tirar uma latinha de cerveja. O moreno a abriu com uma só mão, a facilidade de quem já parecia acostumado aquilo.

Não bastasse o fato de ele ser um cavalão bombado, molhado e todo sensual com uma única toalha na cintura, ele ainda fez do simples ato de beber uma latinha de cerveja um show erótico particular; cabeça arqueada, gotas da bebida deslizando pelos cantos de seus lábios, caindo pelo seu pescoço, pelas veias marcadas de seus músculos.

Merda, a boca de Lix secou juntamente com os olhos que nem mais piscavam.

— Quer uma? – Changbin perguntou o encarando de volta.

Era bonitinho vê-lo todo constrangido.

— Q-quê? – Felix perguntou voltando a realidade, ainda meio tonto com a visão privilegiada que tinha.

Ele nem sequer ouviu a pergunta, ocupado com o quão quente Changbin convenientemente parecia.

— Você bebe cerveja? Quer uma latinha?

— Não... – Lix estalou a língua ao se lembrar que não bebia, embora, de repente, sentisse vontade de provar da de Changbin. – Não... Obrigado.

— Está gelada, Felix. Eu sei que você está com calor.

Lix não o respondeu, como se se sentisse pessoalmente atacado. Com muita força de vontade, conseguiu levar os olhos de volta para a caixa de tranqueiras, seu corpo sucumbindo sobre os próprios joelhos. Ele tentou muito ignorar o fato de que Changbin se aproximava.

Ainda só de toalha.

— Ei, está quente. Não quer tirar a camisa?

— O quê?!

Quando o menino levantou o rosto, deu de cara com o hyung parcialmente inclinado na sua direção. Os lábios ainda úmidos da bebida alcoólica. Seu peito tão próximo.

— Tô juntando uma grana pra botar um ar condicionado aqui, mas ainda não consegui... Felix, você está suando.

Os dedos do moreno lhe tocaram a testa e o choque térmico causado pelo contato dos dígitos com sua tez morna levou prazer para cada célula de seu corpo. Lix só pedia aos céus para não estar vermelho como um pimentão.

Embora estivesse.

— Pode tirar sua camisa, se quiser. – O sussurro rouco de Changbin quase lhe tonteou. – Para ficar mais a vontade, sabe...

— Ah... – O loiro mordeu um canto interno da bochecha antes de pensar numa resposta que levasse embora a tensão sexual repentina. – Hyung, você quer é me intimidar porque é todo grandão. – Sim, essa foi, infelizmente, sua melhor tentativa.

— Ei! – Changbin gargalhou, embora não negasse que seria engraçado comparar os dois corpos. – Só estou preocupado, cara...

O moreno deu as costas a Felix apenas o suficiente para alcançar o espelho preso as atrás da porta de entrada. Era grande o bastante para enxergar todo o seu corpo e um pouco mais. Ele quase se distraiu com o ato de pentear os cabelos se pelo reflexo não fosse surpreendido pela imagem de Lix se livrando da própria camisa.

O menino estava de costas, provavelmente constrangido o bastante para ter suas orelhas tingidas em escarlate. Changbin achou fofo. Mais do que isso, ele achou sensualmente fofo. Lix tinha costas estreitas, ao contrário de Seo. Seu tronco era acinturado, até demais para um garoto. Pintas e sardas escurecidas espalhadas por toda sua pele dourada, tinturando o caminho até seus quadris modelados e emoldurados por duas covinhas profundas. O australiano ainda estava ajoelhado, mas mesmo pelo reflexo, Seo foi capaz de enxergar a barrinha da cueca alheia; a cor clara como as favoritas de Felix, embora contrastasse profundamente com o jeans escuro e marcado que o menino usava.

Como se sentisse as costas queimarem, Felix olhou sobre o próprio ombro, enrubescendo de imediato quando encontrou com os olhos do veterano pelo reflexo no espelho.

— Ei, qual é... – Changbin falou vendo o menino virar de repente, claramente constrangido. – Você é bonito, Felix.

— S-sou?! – Lix gaguejou pela surpresa do elogio; seus olhos arregalados se voltando para os de Seo.

— Claro. – Ele riu confiante, estendendo uma mão a Felix. – Venha aqui.

O pequeno Lee se manteve inerte, seus olhos fixos na mão mediana – mas ainda máscula – de Changbin.

— Venha aqui, Felix. – Repetiu o comando, sua grave voz fazendo com que Lix imediatamente o obedecesse.

Era um garoto respeitador, afinal.

Quando Felix se pôs a caminhar em passos tímidos na direção de Seo, ele teve ainda mais certeza do quão bonito o garoto era. Apesar de magro, Felix tinha uma barriguinha fofa, quase como pão japonês. O umbigo tão pequenino como todo o resto enfeitava o centro do tronco delicado, mas a cereja do bolo era, sem dúvidas, os dois mamilos miúdos sobre o peito magrelo.

Lix se aproximou sem olhá-lo diretamente. Algo na forma como Changbin analisava cada centímetro do seu físico lhe fez se sentir vulnerável, tão pequeno perto de seu imponente e admirável veterano. Ele estava certo de que até o fim do dia sua pele queimaria inteira.

— Você é mesmo muito bonito... – Changbin pousou uma mão sobre a cintura alheia, o puxando para mais perto. – Apesar da discrepância.

Felix revirou os olhos, mas não era como se o outro mentisse. O loiro era a personificação das cores mais claras e quentes que os olhos de Seo já viram, a pele, jovem e  quente, adornada por tons de rosa, laranja e dourado. Enquanto Changbin, ao contrário, estava mais para um quadro branco e sem graça que alguém, em um dia de tédio, rascunhou com lápis preto e nunca mais voltou para terminar a arte.

— Puta merda... – Changbin sussurrou próximo a nuca do menino, seu corpo ainda mais próximo do de Felix enquanto ele circulava uma carícia com o polegar na cintura alheia; ambos de frente para o espelho agora. – Você é fofo...

Quando sua mão tocou a parte abaixo do umbigo de Felix, o menino grunhiu involuntariamente, embora não o afastasse. Seus olhos grandes e amendoados fixos em cada pequeno ato do veterano, quem parecia absorvido pela aparência refletida de Felix.

Com toda a delicadeza que só o Lee merecia, Changbin foi subindo a mão pela barriga macia, seus dedos deslizando sem pressa alguma enquanto captavam cada centímetro de pele. Felix parecia tremer sob o toque; mesmo sem a camisa, parecia mais quente agora.

— Hyung... – Ele murmurou de olhos fechados, vergonha o bastante para não acompanhar o percurso final dos dedos de Seo. – Ah! – Então gemeu, no momento em que o polegar alheio lhe tocou o mamilo direito.

— Poxa... – Quando Changbin o pressionou em um movimento circular, Felix gemeu de novo. – Você é tão sensível assim, Lix? – Silêncio seguido por um assentir de cabeça. Felix lutava para controlar a própria respiração. – Responda o hyung. – Ditou, agora esmagando o mamilo entre o polegar e o indicador.

— S-sim, hyung... Eu... – Céus, era lamentável como ele se desmanchou com um toque tão simples. – Eu sou muito sensível...

— É mesmo. – Changbin concordou enquanto colocava mais pressão na mão possessiva que segurava Felix pela cintura. – Eu vejo isso, garoto.

O Lee não percebeu quando sua cabeça caiu para trás, obtendo apoio no ombro de Changbin. Ficaram naquele contato apenas o suficiente para o brotinho adquirir uma coloração avermelhada, quando Changbin fez o mesmo no outro enquanto se divertia com as reações do menino.

— E é rosinha... Como isso é possível? – Felix não entendeu a pergunta, sequer se deu o trabalho de deixar a mente nublada processá-la. A forma lenta e tortuosa com a qual Changbin esmagava seu botão lhe fazia desejar ter a própria alma vendida a esse demônio. – Parece exagero, mas nunca tinha visto um mamilinho rosa pessoalmente antes.

— Hm...

— Eu tava pensando... – Foi só quando Seo parou a carícia e repousou ambas as mãos sobre o quadril de Lix, que ele abriu os olhos e endireitou o corpo ao encarar o reflexo do outro. – Se você é mais alto que eu, teria um pau maior? Dizem que dá pra ter essa noção pela altura...

Mentira. Changbin claramente mentiu.

— Eu não acredito nessas coisas... – Lix sussurrou enquanto tentava recuperar o controle do próprio corpo, apesar de ser complicado quando Changbin ainda o segurava tão perto. Seu cheiro de sabonete, xampu e cerveja adoçando suas narinas. – Mas eu tenho certeza de que sou maior. – Só podia estar dopado para afirmar.

Bom, Felix também mentiu, mas Changbin não precisava saber.

— Maior? – Porra, foi quando Changbin arqueou uma sobrancelha e riu convencido que Felix percebeu a merda que se metera. – Tem certeza de que é maior do que eu, Felix?

— Ah, claro que sou, hyung... – Riu para disfarçar o nervosismo. – Meu pau deve dar três do seu, não é porque você é um armário de meio metro que tem mais cacete que eu. – Devolvendo-lhe o olhar convencido.

Foi impossível, para Changbin, não rir do quão petulante o calouro soou quando segundos atrás se esfregava contra seu corpo como um gatinho carente. Mas ele admirava sua coragem. Qualquer pessoa sã sabia que não dava para desafiar leoninos arrogantes, principalmente quando esse leonino era Seo Changbin.

— Me mostra, então.

Céus, Felix estava fodido. Primeiramente porque, quando Changbin o encarava com aquele olhar, ele nunca poderia negar seu comando.

E fora exatamente assim que ele o encarou naquela hora.

E segundamente, porque, porra, Felix estava fodido. Ele nem sabia se o que tinha entre as pernas era mesmo um pau. Seu veterano, por menor que fosse, nunca seria menor que ele. Lix seria alvo de piadas por meses se mostrasse, seria alvo até se desse uma desculpa e não mostrasse, e essa possibilidade acabou por destruir em segundos sua falsa confiança. Ele não queria que alguém soubesse, muito menos Changbin.

— Bom, eu realmente não quero te constranger, hyung... – Disse arrogantemente, seus lábios bonitos se fechando em um beicinho convencido. – É sério... Você pode se sentir mal quando ver o quão grande eu sou e- Ah...

Gemeu ao que Changbin pousou sua mão sobre o pequeno volume, leve o bastante para ter uma ideia de que nem duro aquilo era alguma coisa.

— Não parece grande, Felix.

— Hyung...

— Tira pra eu ver. – Mandou, sua mão pressionando ainda mais para senti-lo melhor.

— Hyung... – Ele suplicou de olhos vacilantes assim que a outra mão de Seo se voltou para um de seus mamilos sensíveis. – Certeza, hyung...?

— Tira para o hyung ver o quão grande meu calouro é.

Algo na forma como Changbin pronunciou o “meu” fez Felix se sentir incrível. Algo em como suas palavras roucas foram sussurradas contra sua nuca o fez incendiar por dentro.

Changbin era quente como a lava de um vulcão, e Felix não podia evitar a vontade de se afogar um pouco naquele calor.

— Sim, hyung...

Quase que imediatamente, ele prosseguiu ao ato, desafivelando a calça e a abaixando até o início das coxas.

Os dois observavam juntos o quadril de Lix; a boxer clarinha já apresentava uma mancha úmida e Changbin sentiu o próprio pau convulsionar quando ele deslizou seu indicador sobre ela.

— Tira tudo, Felix.

Felix assentiu ao prosseguir, a pequena peça descendo lisa pelas coxas por não encontrar obstáculo algum. Claro que não havia, seu cacete tão pequeno e delicado que nem para segurar a cueca no lugar servia.

O menino baixou o olhar, envergonhado demais para encarar seu hyung e, principalmente, seu pequeno pênis no reflexo do espelho.

— Meu Deus... – Changbin jura que tentou. – É tão... Meu Deus... – Ele jura que tentou segurar a pequena risada que se seguiu. – Meu Deus, Felix! – Mas fora impossível com o quão menor aquele pintinho era em relação a tantos outros que já viu na vida.

— Para, hyung... – Felix choramingou, tentando apagar a própria existência. – Desculpa, ok? Eu só...

— É tão pequeno, Lixie...

Felix revirou os olhos, lágrimas de constrangimento se acumulando no canto de seus olhos.

— Eu sei que é pequeno e triste, me desculpe se não atingiu as suas expectativas, ok? Eu só estava brincando sobre o seu e...

O garoto tentou se afastar minimamente das mãos firmes em sua cintura, mas o aperto dos dedos de Bin só se intensificou.

— Sério. – A destra alheia alcançou a base do micro órgão e o contato surpresa o fez tremer levemente. – Eu nunca vi um cacetinho tão pequeno em toda a minha vida... – Changbin comentou, seus dedos deslizando em pinça pela extensão semiereta. – E é porque está durinho... – Repetindo palavras no diminutivo só para ver como Lix reagiria.

Mas o calouro não o respondeu, tão repentinamente levado pela carícia esquisita. Ele não esperava recebê-la, confessa. Ele nem sabia se Changbin fazia de propósito ou só queria caçoá-lo ainda mais, mas ele gostava do contato por ser tão sensível, mesmo pra um caralho diminuto.

— É tão bonitinho, Felix... Eu gosto dele.

O menino arregalou os olhos e os fixou no reflexo de Seo atrás de si. O rosto dele estava baixo, concentrado nas carícias que deixava sobre o membro reduzido.

Sinceramente? Changbin não mentira. A cada minuto que eles passavam juntos, o coreano entendia mais Hyunjin e todo a sua obsessão pelo australiano. O menino era uma verdadeira criação dos deuses. E era injusto como Felix era tão bonito e cheio de detalhes encantadores quando todas as outras pessoas no mundo eram meros mortais.

Se seus mamilos sensíveis eram a cereja do bolo, aquele micro pênis macio era, sem dúvidas, a frase motivacional em glacê sobre o topo dele. Felix era o bolo inteiro, um delicioso e açucaro bolo de massa aveludada.

De repente, as piadas sobre asiáticos e seus 5 cm nunca fizeram tanto sentido – embora Felix fosse australiano. Mesmo assim, seu pauzinho ainda era cabeçudo, a glande rosada e extremamente úmida aparecendo e desaparecendo com as bombadinhas que Seo dava sobre o capuz de pele. Ele parecia apetitoso a ponto de fazê-lo salivar; Changbin ansiou pelo dia que pudesse senti-lo derretendo na língua.

Céus, Hyunjin enlouqueceria quando soubesse a novidade.

— V-você... Gosta... – Felix suspirou profundamente pra conter o gemido, seu corpo suado buscando por apoio no peito de Seo.

— Ah, eu gosto muito. – Ele o respondeu com seriedade, tão baixo e tão grave que todos os pelinhos na nuca do loiro se eriçaram com o ar quente que a atingiu. – Mas...

Quando Changbin parou com as mãos, Felix pareceu momentaneamente irritado, reajustando sua postura e escondendo o rosto do olhar analítico do mais velho. Ele estava tão vermelho e quente... Era só perder o toque das mãos alheias que o constrangimento voltava.

O moreno se afastou um pouco das costas de Felix, de modo a se colocar melhor diante do espelho. Era estreito, ambos refletiam bem.

— Hora de comparar com o meu, Felix. – Ele comentou com um sorriso ladino, tipicamente arrogante. – Será se consegue ser menor que o seu? – Gargalhou.

— Ah, hyung, não...

Lix suplicou meio tarde quando Changbin já desfazia o nó da única coisa que cobria seu quadril, a toalha branca.

Quando a peça caiu sobre seus pés, Felix não pode encará-lo de primeira, embora estivesse ansioso desde o momento em que o cacete alheio lhe sarrou a bunda, ou seja, segundos antes. Por alguma razão, ele achou que deveria continuar mantendo o personagem, algo sobre o calouro que não se afeta pelo fato de seu veterano ser quente pra caramba.

— Olha, Lix. – Changbin tocou-lhe o ombro, sua mão grosseira e calejada subindo pela sua nuca até forçar a cabeça em sua direção. – Olha o que é um pau de verdade.

As bochechas de Felix queimavam, tanto que suas sardas desapareceram em meio ao rubor. Ainda assim, ele não pode negar ao comando, não quando estava louco de vontade de tirar a prova, para ter a certeza de que Changbin era mesmo tão grande quanto aparentava.

E, puta que o pariu, apesar da comparação esdrúxula, não era um pênis que ele tinha entre as pernas, mas uma tora de eucalipto. Foi inevitável o anãozinho arrogante não se desmanchar em risinhos secos quando o queixo do Lee foi ao chão.

— Tá vendo, Felix? – Ele massageou lentamente toda a extensão do cacete duro, a cabeça arroxeada expelindo tanto pré gozo que gotas se acumulavam na fenda. – Não dá nem pra comparar com o seu piruzinho.

— Hyung, pqp... É tão... Meu Deus...

Felix ficou sem palavras, seus olhos vidrados na mão que subia e descia na extensão, deslizando pelas veias sobressaltadas e esfregando a cabeçona avantajada. Não bastasse isso, Changbin era quase um homem do saco – mas esse foi um detalhe que preferiu ignorar.

— Eu sei, a diferença é gritante. – Ele riu, tomando uma das mãos de Felix para colocá-la sobre a que acariciava seu próprio pau. – Toca.

— O quê?! – Seus olhos arregalaram no instante em que ele encarou a Seo. – É sério?

— Sim, ué. – Deu de ombros. – Você já segurou num pau? Digo, um pau de verdade, não esse seu protótipo...

— Não, eu... – Felix queria poder detestar a forma como Changbin se referia ao seu pênis, mas, primeiro, não negaria os fatos e, segundo, estava quente. – Eu nunca toquei ninguém, hyung... – Então seus olhos se voltaram para a pequena mão firme sobre a de Seo. Ele imaginou como seria estar em contato direto.

Longos segundos de silêncio depois, Seo retirou a própria mão, dando lugar à palminha de Felix. Seus dedos eram tão curtos que mal se fechavam no diâmetro do caralho teso. Era excitante e fofo a ponto de amaciar o ego de Changbin.

— Não vai dar só com uma, use as duas mãos. – Palavras tão simples que fizeram o piruzinho de Lix convulsionar.

Óbvio que ele fez como lhe foi pedido, seus dedinhos deslizando pelo cacete firme e melado enquanto seus olhos se atentaram a expressão nublada de Changbin. O hyung fechou seus olhos e mordeu o lábio inferior para evitar ruídos, um pouco de suor condensado pelo calor pregava fios negros em sua testa.

— Ah, sim... – Murmurou pra disfarçar um gemido. – Suas mãozinhas são tão boas... – Elogiou. – Mais devagar... Assim... – Coordenando-o.

— Assim? – Felix desacelerou, esfregando a palma macia na cabeça arroxeada. – Assim é bom, hyung?

— Sim, ah... Tão bom... – Changbin acariciava os fios loiros com uma mão, enquanto a outra levava até o cacetinho de Felix, tomando-o em uma carícia semelhante. – Olha, Lix... – Ele sorriu para Felix, quem subiu seus olhos do cacete maior e o encarou de volta. – Só preciso de dois dedos em pinça pra segurar seu piruzinho...

Seu pau imediatamente reagiu, um jatinho de pré sémen escapulindo do capuz e melando o polegar de Seo, embora ele fingisse indignação com um beicinho nos lábios.

Changbin aproximou ainda mais os corpos, seus cheiros se misturando em um aroma esquisito e inebriante. Ele encostou a própria testa a do Lee, seus olhos atentos a cada pedacinho da expressão avermelhada do calouro. Felix mordia seu lábio com muita força, embora ainda fosse possível ouvir os gemidinhos que escapuliam.

— Tá gostoso assim, Lix? – Ele sussurrou contra os lábios de Felix, uma de suas mãos pressionando a nuca do garoto enquanto a outra esfregava o polegar com mais pressão na fendinha melada. – Tá gostoso nesse ritmo?

— Sim, sim, tá... – Grunhiu quando uma pequena pressão foi deixada sobre a glande rosada. – Assim, hyung...

— Gosta quando o hyung faz assim? – Changbin repetiu o ato e Lix revirou os olhos, seus lábios úmidos quase tocando os de Seo.

É, Felix gostava assim. Ele estava tão tomado pelas novas sensações que logo chegaria ao limite. Durou muito para quem era novo no negócio.

Changbin percebeu e, embora seu cacete já estivesse quase explodindo só com os ruidinhos e a forma desengonçada com a qual Lix rolava seus dedos nele, ele queria durar o máximo possível.

— Vem. – Seo afastou as mãos de Felix, colocando-as em seus ombros firmes. – Segura no hyung que eu termino.

— Hm?

O menino apertou os dedos na pele amorenada, nervosismo e dúvida transparecendo de sua expressão.

— Hyung termina aqui, Lix. Só... Se segure para não cair...

E Felix assim o fez, aproximando seu quadril ao de Seo assim que o veterano tomou os dois cacetes em uma única mão. Lix arregalou seus olhos, estupefato com o contato. Não foi ruim, de qualquer forma, foi incrível. Mesmo com o quão discrepante e esquisito fosse aquela tora arroxeada se esfregando no seu pequeno pênis, ele se excitado demais para se importar com qualquer outra coisa.

Changbin rodeou o braço livre na cintura de Felix, trazendo-o mais e mais perto. Em algum momento daquilo, Lix se livrou da roupa restante e o contato de coxas e quadril se tornou mais intenso.

O calouro encostou a testa no ombro de Seo, suas unhas afundando na pele enquanto ele perdia a vergonha e emitia os mais incontroláveis ruídos.s.

— Bin hyung... Mais... Mais...

— Mais? – Seo provocou, desacelerando com a mão, embora a pressão aumentasse. – Um piruzinho tão sensível, não é, Felix? Olha... – Ele os apertou conjuntamente, suas veias azuladas se esfregando a pelezinha macia do pênis de Felix. – Olha, Lix, como seu piruzinho gosta do meu cacete...

Felix sabia que assim que olhasse, ele se entregaria, já tão perto que suas pernas bambeavam.

— Tão pequeno, Felix, um nada perto do meu caralho... É por isso que você estava com vergonha de mostrar? Mentindo sobre ser maior... – Acelerou. – Sério, a cabecinha dele parece um dedo mindinho... – Mais e mais rápido, mais pressão, mais pré gozo, mais intensidade. Ruídos secos e excitantes. – Tão lindo e tão patético... Olha bem pro meu e não esquece... Não esquece Lix, como é um caralho de verdade...

— Hyung, eu vou...

Então Lix olhou, tremendo dos pés à cabeça no instante seguinte. Suas pernas falharam e ele só não sucumbiu ao choque de prazer que o tomava porque, com apenas um braço, Seo o manteve seguro; Se entregou tão intensamente que ele acreditou nunca ter sentido aquilo em toda a sua vida. Jatos e mais jatos de porrinha esbranquiçada encharcando a mão de Changbin e falicilitando ainda mais a masturbação conjunta. Ele gozou em meio a um rosnado tímido, seus dedos enfiados na pele do ombro de Seo, seu rosto enterrado na nuca de seu veterano, seu quadril estocando o pequeno espaço entre os dedos da mão alheia enquanto perseguia até seu último resquício de prazer.

— Ah, merda! – Changbin também rosnou segundos depois, já perseguindo seu próprio orgasmo. – Tô quase, Felix, seu cacetinho me babou todo, porra...

— Hyung... – Ele gemeu dolorido, já tomado pela dor inicial da sensibilidade aguçada. – Hyung, chega, chega, hyung...

— Tô quase, aguenta aí.

E então, segundos depois, Changbin também veio, estimulo de todos os lados. Ele gozou talvez tão intensamente quanto Felix, embora expelisse menos porra do que esperava.

Mais algumas bombadas e Changbin se cansou, os dois caralhos se esfregando uma última vez antes de ambos sucumbirem aos limites do próprio corpo.

— Céus... Isso foi bom...

Felix caiu sobre os joelhos, lágrimas e suor cobrindo sua face enquanto ele recuperava o pouco do fôlego que ainda tinha. Fofo.

— Você está bem? – Changbin acariciou uma de suas bochechas com a mão limpa, ao que Felix apenas assentiu. – Machuquei você? – Negou, seus olhos semicerrados e um sorriso mínimo nascendo nos lábios bonitos.

Ótimo. Changbin também riu minimamente enquanto os limpava na toalha branca. Ele estendeu os dois braços para o menino que os aceitou em manha, se agarrando aos ombros do hyung enquanto era carregado até a cama e coberto nos edredons bagunçados.

Felix deitou um pouquinho ali, os olhos atentos aos passos rápidos de Seo. Como Changbin poderia estar tão bem? Não foi bom o bastante para levar suas energias embora? Lix mal conseguia racionar direito, o orgasmo mais intenso da sua vida o destruindo a ponto de não ter forças nem para se vestir. Se bem que não havia parâmetro quando Felix era quase virgem e Changbin, bem... Changbin era um fuckboy do caralho.

 Ele assistiu quando o mais velho se livrar da toalha e vestir um shorts aparentemente limpo. Ele viu quando o hyung limpou a bagunça no chão e no espelho, quando ele bebeu uma nova latinha de cerveja e acendeu um cigarro. Ele assistiu tudo quietinho, fechando os olhos apenas o suficiente para um cheiro familiar tomar suas narinas.

Hyunjin. O perfume do veterano do 4º ano impregnando todos os cantos daquele cobertor. Claro, Hyunjin, o namorado de Seo Changbin.

— Você tá bem? – Changbin repetiu a pergunta anterior com o cigarro no canto dos lábios. Mesmo do banheiro, ele viu o exato momento em que Lix se sentou na ponta da cama e vasculhou o ambiente com os olhos, provavelmente buscando pelas próprias roupas. – Quer beber algo? Só não tenho comida. – Riu, amigável.

— Não quero, obrigado... Acho que está tarde...

Changbin se aproximou, vendo-o se vestir de costas para si.

— Acho melhor você descansar um pouco, Felix. Vou pedir comida, então.

— Não, hyung... – Lix colocou a camisa e ajeitou os cabelos, já se virando de rostinho corado para o mais velho. – Preciso mesmo ir.

— Tem certeza? – E Seo se aproximou, os cheiros de tabaco e cerveja se tornando familiares para ele.

— Olha... – Felix baixou o olhar para os próprios dedos. – Desculpe pela bagunça... Posso te pedir um favor?

— Claro.

Então Lix o encarou, seu pomo de adão se remexendo nervosamente.

— Você pode fingir que nada disso aconteceu? Eu sei que foi bem aleatório, mas...

— Tudo bem. – Ele acariciou-lhe os cabelos, o confortando. – Tá tudo bem, Felix. Nada disso aconteceu, certo?

— Sim, obrigado.

— Por nada. Quer que eu te deixe em casa?

— Não precisa.

Felix o deu as costas para recolher seus sapatos e seu material. Era tarde até demais, com certeza perdera o primeiro ônibus para casa. E sim, ele precisava de uma carona.

— Certeza?

— Sim, obrigado.

— Achou as provas? – Merda, as provas.

— Achei algumas, acho que vão servir. – Sorriu para Seo enquanto já atravessava a porta de saída.

— Ok, então.

Changbin o acompanhou até a entrada do residencial – agora assustador pela noite –, sem mais cervejas ou cigarro. Apenas a expressão neutra e quente que provavelmente arruinaria os pensamentos de Felix pelos próximos dias.

— Vá com cuidado.

— Pode deixar. – Felix assentiu já ao longe, dando definitivamente as costas para o veterano.

 

Naquele fim de tarde, quando Changbin fechou a porta e pulou na própria cama, ele não demorou em pegar o celular e digitar o número de Hyunjin, pensando se deveria ou não contar do pequeno avanço. O namorado espernearia na chamada e, se tivesse sorte, em 15 minutos ele estaria lá para saber dos detalhes e quem sabe transarem até o dia seguinte.

Mas então as memórias das sardinhas coradas e os gemidinhos roucos do australiano levaram para longe toda a sua vontade. De repente, pareceu mais interessante guardar tudo aquilo só na sua mente, imaginando como teria sido se ele tivesse fosse mais ousado para aprofundar as carícias.

É, às vezes, até Hyunjin tinha razão.

Talvez Changbin também quisesse um pouco do calouro do primeiro ano.


Notas Finais


peço que não julguem de antemao os personagens só por um primeiro capítulo, eles são mais complexos do que parecem, eu juro.

os próximos serão menores, nesse foi só porque eu me empolguei msm kkkk
obggg a quem chegou ate o final..


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