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História 012 e seu mundo paralelo - Capítulo 1


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Notas do Autor


Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Cobaia


Bom, hoje vou contar um pouco sobre mim...

  Eu cresci no laboratório da cidade, e o papai sempre faz experimentos comigo. Experimentos que eu não gostava de fazer...

  Deve estar se perguntando: “Que tipo de experimentos?”, não é?

Pois é, sempre tive poderes, e o meu poder é manipular o tempo. Por exemplo, parar o tempo.

  Os cientistas só queriam aperfeiçoar o meu poder para me testar e me usar. Eu era uma “cobaia”

  E (infelizmente) eu não era a única.

  No meu quarto, tinha uma menina que dividia ele comigo. Ela era um ano mais velha que eu, mais ou menos.

  Alguns anos depois, fizemos tatuagens no pulso. Como um jeito de nos registrar. Meu número é o 012. O dela era o 011. Depois disso, nunca mais a vi.

   Em alguns experimentos eu tinha que entrar na “banheira”.

 A banheira é um tanque fundo, que eu entrava com um “capacete”. O tanque era em forma de cilindro, e tinha uma “porta” que o papai fechava e eu ia para um lugar escuro. E esse espaço fica literalmente embaixo do nosso chão, ou seja, ao contrário. Os cientistas chamaram de “Mundo Invertido” ou “Submundo”.

  E de vez em quando, eu via um monstro, e ele abria a cara, e às vezes, comia pessoas. Eu gritava, mas ninguém conseguia me ouvir. Eu estava no “Mundo Invertido”.

   Hoje, em 1986, eu fugi, para o mais longe o possível. No meio da floresta, vi uma cabana destruída, tentei montá-la de novo, para poder passar a noite ali.

  Quando terminei, ouvi passos, e veio um garoto, e perguntou:

  -Quem é você?

  Fiquei quieta por um tempo.

-Doze.

  Ele ficou quieto, com o olhar “arregalado”, pensando em alguma coisa.

  -Você está perdida? - Ele perguntou.

  Eu fiquei quieta.

  - Não podia falar no laboratório, só fazer os meus experimentos. Mas eu falava muito, então sou tímida para falar, mas quando posso, falo até ficar rouca.

  Ele suspirou.

  -Bom, me fale onde você mora que posso ligar para lá e avisar que você está aqu...

  Interrompi-o, segurei o braço dele e acenei “não” com a cabeça.

 -Não quer voltar para casa? - Me perguntou, surpreso.

  Acenei novamente “não” com a cabeça.

  -Eu passei uma situação bem parecida quando a 011 apareceu.

   -Ela tinha uma tatuagem no pulso? Escrito 011?

  -Sim por quê? - Ele afirmou.

 Eu tinha achado a 011 novamente.

 -Onde a 011 está? - Perguntei esperançosa.

  Ele ficou quieto.

  Ele se virou, e começou a chorar.

  Eu fui até ele e perguntei novamente:

  -Onde a 011 está?

  -Bem longe. Ela se mudou para Illinois com o Will.

  Minhas esperanças se foram.

Ele se virou a mim novamente, começou a rir.

-Posso te esconder no meu porão, que nem fiz com a 011. Eu levaria waffles todo dia, e nos reencontraríamos no poste perto de casa às 17h15, quando eu voltar da escola.

  -Depois disso, vou tentar chegar a Illinois. - Eu disse.  Eu fiz “sim” com a cabeça, concordando.

  -Mas Illinois é longe daqui, quase 340 km! - Disse ele.

  -Eu dou um jeito. - Eu disse.

  -Admiro sua coragem. –Disse ele.

  -Por fim, você nem falou seu nome.

  -Sou Mike. Namorado da 011.

  -Prazer.                                        



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