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História 03 ( beyond the love - choni ) - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Você está lenta hoje


Fanfic / Fanfiction 03 ( beyond the love - choni ) - Capítulo 7 - Você está lenta hoje

 

Cheryl B. Topaz – Point Of View

De todas possibilidades que pensei chegar em casa – após a escola no dia da véspera do aniversário da minha esposa, em nenhuma das opções estava: Cabeça cheia, duvidas do que fazer, brigada com Sabrina e quase nada certo para sua festa. 

Assim que fechei a porta do carro, observei uma lona preta na garagem, cobrindo algum objeto que não conseguia identificar. Tentei ignorar, ligando o alarme do meu veículo e virando o corpo para adentrar a casa.

— Cherry! 

Toni pulou na minha frente, fechei os olhos por alguns segundos, colocando a mão no peito com o susto que havia levado. A morena sorria largo a minha frente, seus castanhos estavam brilhantes e vi uma animação que não havia de manhã.

— Oi, amor. 

— Você não imagina o que comprei. – bateu palmas, abrindo cada vez mais seu sorriso. — Sabe, eu me dei de presente porque acho que mereço...

Deu de ombros. 

Observei Toni caminhar até a lona preta, cruzei os braços me preparando para ser um jacaré ali embaixo, me desculpe, mas da minha esposa espero qualquer coisa.

— Tã-Dá!

A lona voou para longe, dando-me a visão perfeita de uma moto. Não tinha ideia da marca, ano ou suas qualidades, só sabia que era um veículo de duas rodas, extremamente perigoso e que pode futuramente matar minha esposa. 

— Você... – forcei a garganta. — Você vai devolver, certo?

Arqueei as sobrancelhas. 

— Cherry... 

— Toni, a gente devia ter conversado antes, isso... Deus, motos são perigosas e sem proteção necessária, por que não um carro?

— Porque amo motos e você sabe disso!

Seu tom se elevou um pouco, abaixando o corpo para pegar a lona de volta e cobrir a moto. Sua expressão estava fechada, evitava de me encarar e quando a mesma adentrou a casa, a segui segurando em seu braço assim que chegamos na sala. 

— Amor...

Murmurei.

— Cheryl, você passou a semana toda estranha, ocupada e estressada demais. No inicio relevei, hoje de manhã já estava de saco cheio, mas meus pais me ligaram e fiquei animada pro meu aniversário. Comprei uma moto porque adoro a adrenalina e não queria mais depender do seu carro, estava ficando eufórica... Ai você chega e me da um banho de água fria!

Desabafou sem ao menos respirar.

Seus braços cruzaram e o olhar desviou do meu, suspirei. Queria contar sobre a Maeve, que a mesma vai trabalhar comigo, mas não deve se preocupar, que o seu aniversário vai ser incrível e iremos aproveitar. Parecia bem fácil em pensamento.

— Tee, eu... – puxei o ar, os castanhos vieram até os meus. — Sinto muito, por tudo

Relaxei os ombros, perdendo a coragem.

— A última coisa que quero é estragar seu dia, se você quer uma moto, tudo bem. – dei de ombros. — Só me prometa que vai se cuidar. 

— Sabe que estou prestes a fazer vinte e oito anos, né? E tipo... Eu sei me cuidar. 

Abriu um sorriso de lado. 

— Sabia que estou louca pra te estapear, mas não vou porque faltam poucas horas pro seu aniversário? 

Descansei os braços em seus ombros, Toni não perdeu tempo de agarrar minha cintura, colando nossos corpos e me fazendo suspirar com o contato. Seu nariz tocou no meu devagarinho em um carinho que me fez fechar os olhos, assim que senti os lábios sobre os meus, segurei sua nuca aprofundando o beijo. Nós gememos juntas de saudade, entrelaçando uma língua na outra e dando ritmo ao movimento até que nos faltasse ar. 

— Porra, senti tanta falta do seu beijo...

Sussurrou, mordendo meu lábio inferior.

— Me desculpa, Tee. – pedi, distribuindo beijos por seu rosto. — Essa semana foi tão corrida, odeio que tenha sido bem na do seu aniversário.

— Está tudo bem agora, Cherry. 

Beijou meu queixo, suspirei. 

— Marina saiu? 

— É, não vem pra casa hoje, ela combinou alguma coisa com o Jughead e a Betty.

— Então, a casa é só nossa? – assentiu. — E o que você quer fazer?

— Bom... 

Mordeu os lábios, tomando uma expressão receosa.

— Queria muito dar uma volta na minha moto com a minha mulher. 

Suas sobrancelhas se ergueram em sugestão. Puxei o ar, tentando capturar na memória a última vez que andei de moto, mas provavelmente foi em Riverdale e com Toni. 

— Infelizmente não tenho capacete. 

— E se eu já tiver comprado um pra você? 

Abriu um sorriso, ela com certeza havia comprado

— Se você tiver um capacete para mim, significa que irei tomar um banho enquanto prepara qualquer coisa que possa me alimentar e depois que comer... Pode me levar onde quiser.

Pisquei, vendo seu sorriso alargar ainda mais. 

— É por isso que te amo!

Agarrou meu rosto, selando nossos lábios. Ri em sua boca, feliz com a animação e sentindo que estava ganhando alguns pontos depois de perder tantos durante a semana estressante.

É, não era hora para falarmos sobre ex e passado, era hora para aproveitarmos o presente.

×××

 

Os meus braços firmavam cada vez mais envolta da minha esposa, o vento batendo contra nossos corpos e uma adrenalina misturada com o medo corria por minhas veias. Cada vez que Toni acelerava aquela moto, me agarrava mais a ela, sentindo que de certa forma estava se aproveitando porque sempre que afrouxava meu abraço a sentia ir um pouco mais rápido.

Em um dos painéis da rua demonstrando temperatura e horário, percebi que já estava bem mais tarde que pensávamos. Era quase aniversário da Toni e o clima estava ficando cada vez mais frio. Quando minha esposa estacionou, dei graças a Deus, retirando aquele capacete que amassava todo meu cabelo. 

— Onde estamos? 

Franzi a testa ao ver a cidade do outro lado de um rio, as luzes dos prédios e casas nos davam uma visão incrível. A grama que pisávamos estava molhada por causa do sereno – imperceptível, que caia. Toni deixou o farol da moto ligada, apenas para termos uma iluminação.

— Estamos fora de Seattle. – deu de ombros, parando ao meu lado. — Foi tão ruim andar de moto comigo? 

Me encarou, o tom baixo.

— Não. – um sorriso pequeno se apossava de meus lábios, toquei minha mão gelada na sua mais ainda e entrelacei nossos dedos. — Com você me sinto segura, pode até me dar caronas quando quiser... 

Sugeri. 

— Mas não se estiver muito frio, por favor!

— Vem cá que te esquento. 

Abriu os braços me chamando.

— Espera. 

Pedi, enfiando a mão no bolso do meu casaco e tirando o celular, liguei a tela abrindo um sorriso ao ver que era 23:59. Mantive o aparelho em mãos, Toni estava mais concentrada em admirar a paisagem e assim que deu 00:00, coloquei o celular de volta ao bolso. 

Minhas mãos chegaram até a cintura da morena, virando seu corpo para mim e vendo a luz da moto refletir em seu rosto. Linda. Pensei, antes de juntar nossos lábios demoradamente. 

— Feliz aniversário, Tee. 

Murmurei contra sua boca. 

— Já? – assenti. — Poxa, estou com vinte e oito anos. 

Lamentou, revirei os olhos rindo. 

— Vinte e oito anos de pura simpatia, beleza, inteligência, generosidade... – a enchi de elogios, os castanhos focaram nos meus. — Posso falar um pouquinho o quanto sou apaixonada em você? – pedi. — Não responda, vou falar de qualquer jeito... Porque sou totalmente apaixonada por tudo em você, Toni. Eu amo seu jeito, suas piadas sem graça, a maneira que me irrita, amo o quanto cuida de mim e do Leo... Deus, você é com certeza a melhor esposa que poderia ter e não me arrependo de nenhum sim que tenha te falado porque a escolha mais certeira que fiz... Foi escolher amar você. 

— Cherry...

— Eu amo tanto você, Tee. Eu queria ter te demonstrado esse meu amor a semana toda, mas tudo começou a dar errado e sinto muito, você merecia café na cama, grudes e muito sexo, me perdoa?

— Você sabe que nunca vai conseguir me levar café na cama, não é?

Brincou, rindo. 

— Amor!

A repreendi. 

— Eu amo você, Cherry. Foi uma semana conturbada e entendo, não se culpe, porque prefiro mil vezes mimar você... Mas a parte do sexo eu até que não iria reclamar, sabia? 

— Você não me leva a sério!

Acusei, Toni gargalhou. 

— Mas... – voltei a falar. — Se quiser ir pra casa, ligar o ar condicionado, nós podemos...

— Quero! 

Foi minha vez de rir com sua resposta rápida. 

×××

 

Os lábios da minha esposa estavam gelados, isso me dava ainda mais vontade de suga-los com força, mordiscando algumas vezes e voltando a enfiar minha língua dentro da sua boca. Minhas mãos que estavam em seu rosto, desceram para a sua cintura forçando seu corpo contra a parede do nosso quarto. Faltava apenas uma peça de roupa para tê-la seminua pra mim, sentia minha pele cada vez mais quente com nosso contato, estava com fome dela

— Eu quero tanto você... – murmurei, deslizando os lábios para seu pescoço e mordendo a pele morena, chupando o ponto de pulso. — Quero sentir seu gosto, Tee. 

Escorreguei minha língua por toda sua extensão, sentindo Toni se arrepiar em meus dedos que tocavam suas costas por debaixo da blusa, buscando o fecho do sutiã. Assim que o abri, retirei as duas peças, deixando minha esposa apenas de calcinha. Seus olhos fechados, a boca entreaberta e a respiração ofegante, só de olha-la já me sentia ainda mais sortuda. 

Trouxe seu corpo para junto do meu, grudando nossa bocas novamente e caminhando em direção a cama. O beijo pegou mais ritmo, Toni puxava os fios dos meus cabelos enquanto minhas mãos pressionavam suas costas, indo para os lados e a apertando, a mesma suspirava contra meus lábios. 

Caímos juntas na cama, meu corpo por cima do seu e bocas juntas mais uma vez, minha língua tocava até o céu da sua boca enquanto acariciava seu seio. Os dedos pressionando o bico que não demorou a ficar rígido demonstrando sua excitação, minha boca salivou e quebrei nosso beijo, dando atenção para seus mamilos os chupando com força. 

Toni se remexeu, gemendo abaixo de mim e tocando mais uma vez em meus cabelos, os dedos entrelaçando em minha nuca e forçando minha cabeça para baixo. Sorri contra sua pele, a mesma já estava desesperada e querendo bem mais do que preliminares. Queria aproveita-la hoje, eu teria muito tempo para isso, mas agora daria tudo que a morena precisava. 

Meu nariz tocou sua barriga, descendo lentamente enquanto minhas duas mãos seguravam seus seios os estimulando. Segurei a barra da sua calcinha com a ponta dos dentes, a puxando para baixo e beijando sua pele exposta deslizando minha língua em seu sexo por cima do tecido. Aspirei seu cheiro, depositando um beijo na calcinha molhada e ouvindo Toni resmungar acima de mim. 

— Você está lenta hoje.

A ouvi reclamar, meu olhar foi a ela. Os olhos fechados e cabeça para trás, fiquei séria. Descendo minhas mãos para suas coxas e cravando as unhas, Toni gemeu com o contato abrindo os olhos para me encarar.

— Quer saber, Topaz? – escalei seu corpo, ficando com meu rosto acima do seu. — Realmente não devo ser carinhosa com você, não está merecendo então, se prepara. 

Estalei um selinho em seus lábios, levantando da cama.

— Cheryl? 

Me chamou, ignorei adentrando nosso closet. Caminhei direto a nossa gaveta secreta, não havia nada demais, apenas todos os brinquedos sexuais que ganhamos de casamento dos nossos amigos, ainda não havíamos a usado, mas Toni acabará de despertar meu lado curioso. 

Peguei uma venda, voltando para o quarto e percebendo a lutadora sentada na cama. Não falei nada, apenas cobri seus olhos, atando o tecido em sua cabeça e ouvindo um suspiro seu.

— O que vai fazer? 

— Vamos nos divertir, Tee. 

Dei de ombros, rindo comigo mesma ao perceber que minha esposa não estava enxergando nada. Empurrei seu corpo contra a cama, obrigando a mesma a se deitar, Toni ficou estática com braços para baixo e cabeça apoiada no colchão. 

Caminhei novamente para o closet, retirando minha própria roupa e ficando nua, abri a gaveta mais uma vez, pegando um dos strap-on que ganhamos. Haviam dois, o que as duas poderiam sentir prazer com um pênis de borracha para a que está usando a cinta e outro pra quem não está, mas hoje o prazer iria ser apenas de Toni então, peguei o que havia apenas um pênis. 

Mordi meus lábios, a cinta encaixada em meu quadril e aquele corpo moreno exposto somente para mim. Ah, meu amor, você não perde por esperar. Sorri, subindo na cama e ficando com o corpo por cima do seu. 

— Antoniette... – a chamei, roçando nossos lábios e vendo seus pelos arrepiarem com o nome pronunciado. — Hoje irei te comer tanto que ficará sem forças.

Sussurrei em seu ouvido, mordiscando o lóbulo de sua orelha e chupando em seguida. Segurei o pênis de borracha em minhas mãos, roçando a ponta em seu sexo e Toni se remexeu, fechando as pernas.

— Cheryl... – murmurou lamentando. — Eu disse que queria usar em você primeiro.

— Meu amor...

Toquei em suas mãos, as prendendo acima da sua cabeça e movendo meu quadril fazendo o pênis tocar nela novamente, a morena suspirou.

— Você ainda não aprendeu que quem decide tudo nessa relação sou eu? – sorri contra sua pele beijando seu pescoço. — Agora só o que vai fazer é gemer meu nome enquanto te fodo. 

Levantei o rosto, movendo minhas mãos para retirar sua venda. Encarei os castanhos escuros de desejo, colocando meus lábios sobre os seus antes que quisesse fazer qualquer outra coisa além de me dar. Enfiei a língua dentro da sua boca, dessa vez sem nenhuma paciência e acelerando cada vez mais meus movimentos. Agarrei um de seus seios, apertando com força desnecessária e a ouvindo gemer em meio a nosso beijo. 

Minhas mãos desenharam seu corpo, enquanto explorava toda extensão do mesmo com meus lábios beijando e a mordendo por onde passava, deixei marcas em sua barriga, ofegando ao provar o gosto da sua pele e me sentir em êxtase. Quando cheguei em seu sexo, não perdi tempo de arrancar a última peça que cobria seu corpo, Toni estava molhada, a sua lubrificação escorria por entre as pernas.

Lambi os próprios lábios antes de abocanhar sua intimidade, chupando seu líquido e o engolindo junto com minha saliva. Seu gosto invadiu meu paladar, o cheiro da sua intimidade me embriagava e comecei a chupa-la cada vez mais, forçando meu rosto contra a mesma enquanto a ouvia gemer. Segurei em suas coxas, escorregando minha língua para sua entrada e a penetrando, entrando e saindo com rapidez. Toni agarrava meus cabelos, os gemidos descontrolados indicavam que seu orgasmo estava perto. 

Com muita dificuldade, sai do meio de suas pernas, eu poderia chupa-la a noite toda, mas não era meu objetivo no momento. Subi para seu rosto, beijando sua boca e a sentindo chupar minha língua para provar de seu próprio gosto. 

— Olha pra mim, Tee.

Pedi, nossas testas coladas, Toni ofegante assim como eu.

Segurei o pênis de borracha em mãos, me encaixando em meio as suas pernas enquanto os castanhos me encaravam. Deslizei o brinquedo por toda sua extensão, o encharcando com seu gozo e tocando seu nervo. Desci para sua entrada, penetrando devagar e com cuidado, nunca iria querer machuca-la. Os olhos da minha esposa se fecharam, continuei a empurrar enquanto não a ouvia reclamar, forçando suas paredes a se estenderem e aceitar o comprimento inteiro.

— Toni?!

A chamei, buscando em seu rosto alguma expressão de dor ou sofrimento, o ar saiu com força por entre seus lábios e os olhos abriram novamente. Sua mão tocou minha nuca, segurando com firmeza meus cabelos e sorrindo em meio ao prazer.

— Me fode. 

Pediu, puxando meu rosto contra o seu para nos beijarmos. Porra, provavelmente estava no inferno e transando com o diabo porque aquelas duas palavras fizeram o quarto inteiro pegar fogo. Meu quadril automaticamente começou a se movimentar em um vai e vem, a penetrando o mais fundo que podia. Toni gemia em meio ao beijo, separando algumas vezes apenas para respirar. 

Apoiei minhas mãos no colchão, forçando ainda mais o corpo contra o dela e acelerando os movimentos. Quando a senti entrelaçar as pernas em minha cintura, agarrei sua coxa, separando nossos lábios para fazer os movimentos mais precisos. Respirações ofegantes, corpos suados e trêmulos, Toni mordia a própria boca tentando se conter, os sinais do seu ápice começaram a aparecer. Me esforcei para estoca-la com mais rapidez, vendo seu corpo reagir ao desmanchar-se em nossa cama. 

— Caralho, você está tão gostosa...

Não consegui conter as palavras, ouvindo um riso baixo da morena de olhos fechados que tentava acalmar a respiração. O suor escorrendo por seu corpo me fazia morder os lábios, eu só poderia estar no cio porque não via a hora de comer minha esposa novamente.

— Acho que os vinte e oito está te fazendo bem.

Sussurrei, deitando-me sobre ela para juntar nossos lábios e Toni sorriu, exausta do prazer que acabará de lhe dar. Ela mal sabia, mas nossa noite apenas havia começado...

×××

 

— Cheryl, você não pode vir. Fique em casa com a Toni, eu dou conta de tudo aqui... 

Veronica falava o outro lado da linha, justificando para que não fosse até o local que conseguiu pra fazermos a surpresa da Toni e sua despedida. Suspirei, insatisfeita de não conhecer cada canto, não ajudar na decoração e ser a organizadora.

— Tudo bem, que tal chamar a Sabrina pra vir? Ela é tão perfeccionista quanto você.

Sugeriu, revirei os olhos. 

— Sabrina não está falando comigo.

— Por que? 

Seu tom era surpreso, isso nunca havia acontecido. 

Observei Lion adentrar o quarto a minha procura, Toni estava lá embaixo com Debora, tive que acorda-la porque a qualquer momento seus pais vão chegar e seu corpo está mais preguiçoso que o normal.

— Coisa nossa

Respondi a morena, tocando no pelo macio de Lion.

— E não pode quebrar essa “coisa” pela Toni?

— Sabe que faço qualquer coisa por ela.

— Então, liga pra Sabrina!

Exigiu, nos próximos segundos não ouvi mais nada, encarei a tela do meu celular percebendo que Veronica desligou a chamada. Bufei com o comportamento da minha melhor amiga, discando o numero da loira que talvez nem me atenda. 

Sentada em minha cama, bati com a mão em minhas pernas e Lion subiu de primeira, se aconchegando em meu colo. Continuei a acaricia-lo, o mesmo ficou quietinho sabendo que odeio quando começa a se remexer e o expulso.

— Red?!

Nicholas atendeu a chamada.

— Não acredito que a Sabrina mandou você falar comigo.

— O que você fez? Ela está insuportável. 

Sussurrou a ultima palavra parecendo amedrontado.

— Preciso da ajuda dela, é sobre a festa da Toni...

— Festa? Eu ajudo!

— Se não confio nem na Veronica. – suspirei. — Diz pra Sabrina falar comigo agora.

— Vou tentar, Red.

O meu tempo estava acabando, a qualquer momento Toni poderia vir até o quarto. Ouvi Nicholas falar com sua namorada, eles trocavam várias palavras até ouvir um “ela vai te ouvir, mas não vai falar”. Topei, afinal só precisava que me escutasse.

— É o seguinte... – comecei ao ouvir sua respiração do outro lado da linha. — Você precisa ir com a Veronica no local da festa e ajuda-la? Ela deve ter decorado tudo errado, faz isso por mim...

Pedi, ela não me respondeu.

— Sabrina.

— Cherry.

Levantei o olhar, dando de cara com Toni adentrando o quarto, dei toques leves em Lion, o expulsando do meu colo. A morena tinha braços cruzados e a expressão fechada.

— Você disse que não iria trabalhar no final de semana.

Suspirei de alivio, ela não desconfiou de nada. 

— Sabrina, preciso ir, qualquer coisa me manda mensagem, tchau. 

Encerrei a chamada, a loira não iria me responder de qualquer jeito e agora, terei que confiar em Veronica ou ter esperanças que Sabrina vá ajuda-la. Joguei o celular em qualquer canto, levantando e me aproximando da lutadora.

— Desculpa, amor. – segurei seu rosto, juntando nossos lábios. — Meus sogros já chegaram? 

— Ainda não. – segurou minha cintura, colando nossos corpos. — Podíamos aproveitar um pouco...

— Tee, eles já vão chegar. 

Empurrei seu corpo pelos ombros, a morena suspirou.

— Você não me deixou te tocar a noite toda. 

Fez beiço, a puxei de volta, mordendo o seu lábio inferior e o deslizando por meus dentes. Toni fechou os olhos, apertando mais o meu corpo contra o seu. 

— Vou te dar um presente. – sussurrei esbarrando os lábios nos seus. — Pode fazer o que quiser comigo, Tee, mas somente quando estivermos sozinhas. 

— O que eu quiser? 

Os olhos se abriram, assim como o sorriso nos lábios.

— Ih, acho que já estou arrependida. 

— Agora está falado. – sorriu, me dando um selinho. — Posso fazer o que quiser com você. 

Sorriu de forma maliciosa, mas antes que pudesse juntar nossas bocas, a campainha ecoou como um aviso de “pare”. A mesma suspirou, frustrada, dando-me mais um selinho.

— Se eu não tivesse com tanta saudade dos meus pais...


Notas Finais


Ainda teremos mais um capitulo do aniversário da Toni...

Não se acostumem com capítulos todos os dias é apenas uma loucura minha de momento.

Até mais.


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