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História 10 Coisas que Odeio em Você - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


HELLO, GUYS!!

GENTE do céu!! Se tem uma coisa que quando pega parece que gruda igual a carrapato é o famigerado Block. Oh negócio desgracento na vida de quem escreve. Mas aqui estamos nós!!

Mas e então! Como vocês estão? Todos bem nessa centena? Que já não é mais quarentena, com toda a certeza. Espero que sim.

Tô aqui pra confessar umas coisinhas. Mas, como eu tô adorando escrever essa história e bem triste porque já estou quase na conclusão. Só teremos mais dois ou três capítulos, dependendo muito de como será o final que está em andamento da minhas escritas.

Esse é um capítulo que me deu certo trabalho, porque foi o que o Word simples assim disse que mais da metade dele não deveria mais existir. Fiquei beeem chateada com isso, porque é todo um trabalho que vai pelos ares e não como recuperar. E é aquilo, bola pra frente. Porém, sabendo que com certeza não vai ficar como o seu trabalho prévio.

Então!
Só irei postar o próximo quando finalmente tiver dado um ponto final na história toda. Parece muito, mas não é. Ela já se adiantou bastante de uma semana para cá.
A próxima atualização será de Faz de conta.
E é isso!
Até lá embaixo!
Boa leitura!!
💞

Capítulo 3 - Falling in love


Falling in love


Eu não fazia ideia de como estava me sentindo, mesmo que uma semana completa já houvesse se passado. Volta e meia me pegava pensando não apenas no parque, mas também em minha casa e tudo o que Sasuke havia falado. "Pensei que fosse claro o quanto estou apaixonado. Já faz um tempo, sabe? E não sei disfarçar.", não comentei com nenhum dos meus amigos sobre o que houve. Sei que não deveria guardar esse segredo, porém, ainda não encontrei o momento perfeito. "Eu estava esperando o momento perfeito, mas, acho que não vai ser como eu quero". Okay, certo, já está ficando ridículo que a cada pensamento meu seja retomada uma fala dele. Rolei os olhos, tentando voltar a prestar atenção a aula. Apesar de estar claramente sonhando acordado.

Já fazia bastante tempo que alguém não me deixava inquieto do jeito que venho estando. Realmente não sei nomear o que sinto, parece pouco dizer que quero amizade quando seu toque me fez tão bem.

— EI! Você vai ou não abrir o jogo sobre o que está acontecendo? — Kiba perguntou sem pensar duas vezes quando sentamos na biblioteca. — Essa semana toda você manteve essa cara de nada aí.

— Não tem nada. É só o trabalho. Muita coisa em minha mesa e pouco tempo para dar conta.

— Você não me engana, Naruto.

Uma mensagem fez meu celular vibrar; era o Sasuke. "Bom dia. Topa fazer algo hoje à noite? Depois do trabalho? Passo em sua casa por volta das oito". Fechei com ele e voltei a prestar atenção no quanto o outro gesticulava e falava sobre como venho agindo.

— Você está exagerando. — rolei os olhos, já separando os livros que vamos usar para estudar.

É a primeira vez que vamos sair desde que tudo aconteceu. E por mais que seja estranho para mim, acho que não estou ansioso para o acontecimento, mesmo sabendo que será um cenário completamente diferente quando o momento estiver na porta...

… Dito e feito. Sinto como se minhas pernas fossem feitas de borracha enquanto ando em direção ao portão de meu prédio. Parece que não tenho qualquer coordenação motora para sequer pôr um pé na frente do outro. Já perdi a conta de quantas vezes mandei que meu cérebro se acalmasse, é apenas uma saída.

Quando entrei no automóvel e recebi meu boa noite junto a um sorriso, me inclinei e lhe selei o canto da boca. Perguntando logo em seguida o que diabos penso que estou fazendo? No entanto, os pensamentos logo foram substituído por sua conversa, e não tive mais tempo de pensar nas bobagens que venho me questionamento a cada segundo da semana — ou até segundos atrás.

— Como foi o seu dia? — perguntou sem me olhar por conta do trânsito, mas sempre prestava atenção em meu rosto quando nos encontrávamos em um semáforo.

Fomos para o shopping, parando em um restaurante para jantar. E o moreno me disse que já havia comprado os ingressos para uma sessão mais tarde no cinema para o filme que eu havia comentado querer assistir. Não posso negar nem esconder que fiquei empolgado para o depois que estivéssemos alimentados.

Certo momento do jantar, Sasuke apenas ouvia o que eu dizia sobre algumas coisas do meu passado. Como foi parte da minha infância e adolescência. Seu olhar às vezes me fazia sentir um nó no estômago, assim como um friozinho no ventre.

— Sempre fui o extrovertido da classe. Nas apresentações em grupo e tudo mais. Fazia questão de participar de tudo o que envolvesse palco.

— E por que não cursar teatro?

— Não, sempre foi algo mais dentro da diversão. Sem a responsabilidade toda que fazer um papel de verdade traz.

— Gostaria de ter tido essa liberdade quando escolhi o meu curso. Mas no fundo, gosto dele. — bebeu um pouco do vinho que pediu. Me prometeu que seria a única taça da noite. E pelo tempo que levaríamos no cinema o álcool se dispersaria.

— Você gostaria de ter feito outra coisa?

— Sempre cresci pensando nesse futuro. O da empresa do meu pai. Logo, nunca pensei muito no que queria.

— Ah… — apertei o lábio um no outro.

Não parece que o Sasuke gosta muito de falar sobre sua família ou sua relação com eles. Não os conheci nesse período em que estamos mais próximos; exceto o seu irmão, Itachi, que mora em outro estado, mas veio visitá-lo certa vez durante esses meses. Pode não ser exatamente ruim, mas com certeza não é das melhores e exemplares.

Quando saímos do restaurante, senti seus dedos buscarem os meus e os enlaçarem no momento que começamos a seguir para o andar de cima. Seu aperto não era seguro, dando a entender que quando eu quisesse soltá-lo estava livre. Encaixei melhor nossas mãos, a segurando e recebi um carinho de seu polegar.

Nossos assentos são acima do centro da sala, e um pouco mais para a esquerda do meio da fileira. Compramos apenas um milkshake como complemento do jantar e algumas balinhas para distrair enquanto assistimos.

Após metade do filme, inclinei o corpo para o lado, deitando com a cabeça em seu ombro, tive os meus envoltos por um abraço de um braço só. Senti o selo no topo de meus cabelos e senti um sorriso pequeno brotando em meus lábios.

Claro que todo o tom romântico que o longa metragem estava levando haveria o beijo da mocinha com o seu parceiro. E devo dizer que fiquei feliz quando o Sasuke resolveu reproduzir a cena que acontecia no telão. O sabor do chocolate de seu sorvete ainda estava lá quando um selinho concluiu sua ação. Daí para frente foi só esperar o momento dos créditos rolarem.

Saímos igualmente como entramos, de mãos dadas. Seguindo direto para o estacionamento, afinal, pelo horário, o shopping já estava fechado, apenas a praça de alimentação estava funcionando. Seguimos comentando dos acontecimentos do que acabamos de ver. E concordamos que não foi lá essas coisas, mas também, não foi extremamente decepcionante. Um filme bobo para assistir num momento de tédio foi como o classificamos.

A caminho de minha casa marcamos de nos encontrar no meio da semana novamente. E eu disse que iria buscá-lo e levá-lo a algum lugar que gosto. Sem protestar, ele concordou. Inclinei para lhe selar os lábios, recebendo um boa noite, Naruto quando me movi para trás na intenção de sair.

— Boa noite, Sasuke.

Ao chegar em meu apartamento e olhar no celular vi o tanto de mensagens e ligações perdidas que havia do Suigetsu. E quando retornei, óbvio que fui bombardeado de questionamentos sobre o que andei fazendo que não o atendi, acompanhando de vários dramas sobre ele poderia estar morrendo naquele momento. A única coisa que pude fazer foi rir, pois estava de muito bom humor.


Se passaram dois meses desde que aconteceu o meu beijo com o Uchiha pela primeira vez. Hoje iremos encontrar com o nosso grupo. Faz pelo menos um mês desde o nosso último encontro e Sakura já estava entrando em colapso por conta disso.

O Sasuke e eu não definimos que tipo de relacionamento nós temos. E em alguns momentos me sinto confuso sobre que tipo de denominação devo usar quando falo com outras pessoas sobre o meu estado civil. Por isso também ainda não abrimos o jogo com o pessoal de nosso convívio. No entanto, sinto que deveríamos fazê-lo não muito mais tarde do que quando decidimos o que temos.

— Boa noite. — sentei, selando sua bochecha antes de puxar o cinto de segurança.

— Como está?

— Estou bem. E você?

— Bem.

Desenvolvemos alguma coisa a partir daí, até o momento em que entrei com o assunto:

— Estava pensando sobre algo hoje.

— Que seria?

— Quando vamos contar para os outros que estamos fazendo isso, que não sei exatamente o que é.

— Podemos contar hoje, se é o que quer.

— Não quero ficar com a sensação de que estou escondendo algo.

— Sinceramente, acho que todos sabem. — seu riso foi baixo.

— Se sabem, vamos apenas tornar oficial.

— Não gostaria de tornar oficial entre nós primeiro?

— Ah…

Estacionamos em uma vaga que havia quase em frente ao Ichiraku. Acabou que não dei uma resposta a ele sobre oficializarmos ou não as coisas entre nós primeiro.

Chegamos e todos já estavam presentes, inclusive o Suigetsu, que disse que não viria com o Sasuke por ter outros assuntos a tratar antes do horário marcado — disse até que poderia chegar atrasado, vemos que não foi o caso.

Por conta de nosso horário de chegada, acabamos nos sentando de frente um para o outro, e não lado a lado como vínhamos fazendo nesses últimos tempos. Mas não é algo que nos preocupa.

— Hoje! — Sakura levantou a voz — Eu declaro que irei beber! — levantando a mão pediu a primeira rodada ao garçom. — Muito!

Todos estávamos conversando sobre um assunto só, o que é bem raro de se acontecer, já que acabamos sempre envolvidos em alguma coisa mais particular. E nesse aspecto de hoje, eu gostaria que estivéssemos fazendo como antes, pois o assunto do dia é relacionamento.

Quase todos do nosso grupo têm alguma relação romântica acontecendo — digo quase porque para todos os defeitos Sasuke e eu somos solteiros. E obviamente esse quesito iria entrar em contexto mais cedo ou mais tarde.

— E eu digo isso porque o Naruto está encalhado desde que me conheço por gente. — a Haruno já havia bebido mais do que deveria, e abrir a boca para falar de tal coisa não era lá a decisão mais inteligente a se fazer. — Quando foi a última vez que você beijou alguém na boca? — ergueu a sobrancelha, mas não parecia que iria me dar qualquer espaço para responder. — Você precisa resolver logo isso. Estamos todos esperando o grande momento em que Uzumaki Naruto irá nos apresentar o seu maravilhoso namorado.

— Não precisa gritar. — a censurei.

— Qual é, Naru! Você precisa nos dar essa honra!

— Se quer saber, estou muito bem do jeito que estou, solteiro.

Merda. Merda. Merda.

Olhei para o Uchiha, tomando consciência da besteira que havia feito ao deixar essas palavras saírem de minha boca. Escutava a rosada resmungando sobre relacionamentos ainda ao fundo, mas era como se meus ouvidos estivessem completamente tapados para sua voz. Sasuke permanecia com a mesma feição de nada, olhava para algum lugar que não era bem o rosto da Haruno, mas muito além dela. E no momento seguinte, pediu licença para ir ao banheiro. Pensei muito e precisei conter o impulso de acompanhá-lo até lá, mas preferi deixar que fosse sozinho, respirasse seu ar, voltando mais centrado.

Merda, Naruto! Foquei meus olhos na direção de onde ficam os sanitários e, permaneci olhando quando o moreno brotou na esquina, vindo caminhando calmamente. Em momento algum levantou o olhar para o meu. E quando sentou de volta a mesa sua interação reduziu-se drasticamente.

Não muito depois o vi tirando o celular do bolso, ficando focado em algo que fazia no aparelho resolvi lhe mandar uma mensagem "Não leve a sério o que eu disse, foi apenas para ela parar de falar sobre o assunto". No período dos próximos minutos não recebi nenhuma resposta, muito menos visualização. "Ei, estou sendo sincero. Me desculpe". "Não me ignore". Ao enviar a última, vi sua visualização mudar, mas ainda assim não recebi retorno, seu aparelho foi posto de lado, e o vi tentar voltar ao que se falava no grupo, no entanto, sua posição era de distanciamento.

Senti-me pior ainda ao pensar que teremos de voltar no mesmo automóvel. Soltei um longo suspiro, tomando um enorme gole da bebida que pedi algum tempo atrás, sentindo o álcool descer rasgando a garganta. Estou tentando não imaginar como foi ouvir uma frase dessas quando estávamos planejando deixar tudo claro para todos os presentes.

Sinceramente, quero apenas que todos resolvam que já é hora de ir para casa.

Muito mais do que duas horas mais tarde foi que finalmente resolveram pedir a conta. Eu sentia a cabeça flutuar um pouco, mantinha a minha consciência, mas não estava exatamente com todo o gás para fazer algo que exigisse raciocínio; tenho plena certeza de que passei o resto da noite encarando a fisionomia do Uchiha, tentando receber algo de volta ou interpretar qualquer uma das sua faces. Porém, não ganhei nada em momento nenhum.

Quando começamos a nos despedir dos outros na porta do bar, o frio que subia pelo meu estômago parecia apertar meus pulmões cada vez que um amigo a menos era contado. Esperamos os demais pegar seus táxis e fomos em silêncio para o carro. Quando ele estava para dar partida, pus a mão sobre a dele, não recebi olhares de dúvidas ou nada do tipo, apenas o encarar para nossas palmas.

— Eu realmente sinto muito.

— Tudo bem. Já entendi que sim. — seu tom não era grosso nem ignorante, apenas sentido, e com isso fez o movimento para ligar o motor.

Respirei fundo, puxei o cinto e deixei que a viagem de volta fosse feita. O silêncio era profundo a ponto de eu conseguir sentir a parede de gelo que havia entre nossos bancos. Mordi o lábio, me escutando novamente falando o que falei mais cedo. Foi uma resposta impensada, eu poderia muito bem ter dito que estava tendo algo com o Sasuke ou dar algum indicador para que ele tomasse a frente sobre isso. Ah…

Ao chegarmos em meu destino, o encarei, pensei que não fosse me olhar de volta, porém, lá estavam aqueles olhos escuros nos meus. Apertei o lábio numa linha.

— Me desculpa, tá? — inclinei, lhe selando o canto da boca, sai do carro.

Acompanhei sua partida, xingando mentalmente o fato de a Sakura ter bebido e trazido esse assunto para a mesa. Não pondo a culpa nela, jamais farei isso.

Passei o domingo sem receber qualquer notícia do outro por mensagens. Não muito diferente do que aconteceu na segunda, e no dia que se seguiu, até a quinta. Ao sair do trabalho não pensei duas vezes em seguir para o caminho do seu apartamento. Quando cheguei na portaria, recebi a notícia de que ele havia viajado no dia anterior, dizendo que só retorna na semana seguinte, na terça. O choque me atingiu com força, não sabia exatamente qual o sentimento que borbulhava nas veias, talvez uma mistura de raiva e chateação.

Passei o resto da semana verificando minhas mensagens, mas sem mais qualquer coragem para mandar alguma coisa, queria vê-lo, e fazer tudo certo pessoalmente. Mas se ele mandasse alguma coisa, estaria feliz em responder; não estava conseguindo me concentrar direito por estar sempre pensando, e algumas pessoas ao meu redor estavam sempre perguntando o que estava havendo. Se a pergunta vinha do escritório eu dizia que a faculdade estava puxada, agora se viesse da faculdade, a resposta era sobre o trabalho. Sei que não vou conseguir agir completamente normal até colocar tudo em pratos limpos.

Fui no dia seguinte à chegada de sua viagem do mesmo jeito que da outra vez, saindo de meu trabalho para até sua casa. O porteiro disse que ele ainda não havia voltado do trabalho, mas chegara no dia anterior da viagem, concordei dizendo que esperaria em sua porta para quando chegasse. Sei que o trânsito pelos lados de seu emprego é muito mais complicado.

Sentei em seu capacho, recostando a cabeça em sua porta e assim fiquei, abrindo os olhos e os levando para o elevador a cada segundo que o mesmo abria no andar. Folguei a gravata da reunião de hoje, sinto o corpo extremamente cansado do dia de merda que tive, além de sentir fome pelas horas sem comer. Tsc. O que exatamente estou esperando fazer aqui? Estiquei as pernas, abrindo todos os botões do terno, e desabotoando os punhos.

— Naruto? — a voz do moreno me assustou, não prestei atenção ao barulho do elevador.

— Ah! — levantei de vez.

— O que faz aqui? — trazia a chave na mão.

— Eu — senti o queixo tremer, não preparei qualquer coisa para lhe dizer — eu sinto sua falta, droga!

O vi paralisar, encarava meu rosto procurando algo que não sei o que é.

— Aqui não. Vamos entrar. — com toda a calma e paciência que sempre me demonstrou ter, o vi abrir a porta me convidando para dentro em silêncio.

Segui seus passos para a sala, o vi colocar a pasta na mesinha de centro, folgar a gravata e tirar o terno. Senti os olhos arderem com o ímpeto de chorar, porém, com toda a força que fiz para não deixar as lágrimas caírem o vi vindo em minha direção. Após isso a única coisa que senti foi seu abraço.

Enterrei o rosto em seu pescoço, aspirando seu cheiro, sentindo o contato da quentura de seu corpo contra o meu. Apertei as costas de sua camisa, tentando puxá-lo mais contra mim. Do mesmo jeito que eu não sabia que precisava do seu beijo até recebê-lo, estou sentindo que preciso de seu calor no meu nesse exato momento.

— Eu realmente sinto muito. — falei baixo.

— Tudo bem. — seus dedos acariciaram meu couro cabeludo.

— Eu sinto sua falta. Sinto falta do seu bom dia… De me mandar besteiras à tarde quando está livre no trabalho e seus convites de última hora. Sinto falta de sua mão na minha quando saímos, de seu beijo e… Droga. — sei que minha voz é nada mais do que um sussurro. — Você viajou e fiquei ainda mais perdido. Eu não queria sentir, mas sinto. E sinto muito.

Suas mãos que me apertavam subiram até meu rosto, me fazendo olhá-lo, recebi um beijo demorado na testa seguido dos meus lábios.

— Fiquei chateado porque você contradisse tudo o que havia me dito enquanto íamos. E, — suspirou — eu estava pronto para interromper a Sakura para falar de nós. Sobre a viagem, precisei ir com um grupo representar o meu pai em outra cidade, não estava nos planos.

Sua mão me acariciou os cabelos, jogando-os para trás. Selei seus lábios de leve. Eu não deveria ter ficado tão desesperado. Deus do céu, o quão apaixonado estou? Acabei por rir, ele franziu a testa.

— Só acabo de me dar conta de que estou completamente apaixonado por você. — recebi um sorriso completo e um beijo mais ainda, sendo levantado do chão em um abraço.

— Ah, Naruto. — encostou a testa na minha, tinha os olhos fechados. — Eu senti sua falta todos os dias. Todas as horas. A cada segundo.

Sinto como se estivesse leve demais para permanecer com os pés no chão. E mesmo querendo ficar nessa situação, fomos tomar banho para comer alguma coisa, ambos estávamos morrendo de fome. Após preparar algo rápido, sentamos na mesa para conversar sobre nossa semana, e eu queria saber sobre sua viagem.

Com toda a certeza eu não iria para casa. Prepararia tudo para sair um pouco mais cedo e ir pegar meus materiais da faculdade amanhã, no entanto, esta está sendo a minha última preocupação no momento; deitamos no sofá para assistir qualquer coisa que passava. Sinto suas carícias em minhas costas, levantando um pouco da blusa de vez em quando, a outra brinca em meus fios. Quando soltei o primeiro bocejo, fui questionado sobre já querer ir para cama, e concordei sem fazer corpo mole. Peguei no sono mais rápido do que pude imaginar, apesar de esperar pelo dia cansativo que tive.

Quando acordei a cama estava vazia, o cheiro de café vazava pelo pequeno vão que há entre a porta e o chão. Bocejei, me espreguiçando para criar a coragem necessária para ir a algum lugar que não fosse para o sofá e de lá de volta para a cama.

Usei o banheiro por um momento, lavando o rosto para ajudar a espalhar a sonolência. Segui o caminho do cheiro bom, encontrando o Sasuke distraído no balcão. Em silêncio, lhe abracei o peito pelas costas, beijando sua escápula.

— Bom dia. — sussurrei.

— Bom dia. — beijou minha mão. — Já estava para te acordar. Poderia tê-lo feito mais cedo, mas você parecia tão confortável.

— O dia de ontem foi puxado, o sono foi mais do que bem vindo. Adoraria que hoje fosse sábado.

— Senta, vou servir. O café vai ajudar a despertar. — quando sentei ele beijou o topo de meus cabelos antes de começar a encher a xícara.

Comi algumas outras coisas que havia na mesa, e logo depois segui para tomar banho, abrindo uma nova escova para escovar os dentes. O Uchiha fazia as mesmas coisas no outro banheiro da casa.

Descemos para a garagem no horário em que pretendia, já que ele sai um pouco mais cedo que eu normalmente o faço quando estou em casa. Usei a vaga de seu pai para pôr o meu carro, estando confiante demais de que o outro não ia simplesmente resolver aparecer aqui.

— Gostaria de ficar mais um pouco. — o abracei.

— Gostaria que pudesse ficar mais um pouco. — cheirou meus fios. — Nos veremos em breve.

— Certo. — selei nossos lábios de leve. — Tenha um bom dia. — sorri sem dentes antes de entrar no carro.

— Bom dia e cuidado. Me avise quando chegar na faculdade.

O dia passou mais rápido do que eu sequer esperava. Mal havia saído da casa do Sasuke e já era noite enquanto eu dirigia em direção a meu endereço.

Na noite do dia seguinte recebi uma mensagem do Uchiha quando já me preparava para fechar meu expediente. Seu questionamento era sobre poder ou não ir para minha casa. Lhe respondi dizendo que estava tudo bem, seria bom ter companhia na sexta feira à noite; quando Sasuke chegou trazia algumas sacolas nas mãos, estavam cheias de coisas para comer enquanto assistíamos algo na televisão.

— À propósito, marquei com todos para amanhã à noite no Ichiraku, tudo bem?

— Claro. Parece ótimo.

Depois de um banho revigorante, comemos algo e nos preparamos para maratonar fosse filme ou série.

Após uns bons episódios, lá por volta das duas da manhã, o chamei para ir para a cama. Arrumamos algumas coisas, não realmente, mas apenas para não deixar completamente espalhadas pela sala e seguimos; é ótimo tê-lo abaixo de mim, da posição que estou consigo escutar seu coração batendo e, por um momento, o ouvi bater mais rápido do que deveria.

— Sasuke?

— Hum?

— Pensando em algo?

— Sim… Como sabe?

— Seu coração. — ri de leve. — Parecia que iria explodir em minha orelha. — voltei para o meu travesseiro para poder encará-lo melhor.

— Ah… — ele desviou o olhar do meu.

— Vai me contar?

— Estava pensando em antes, quando saímos juntos. Antes de eu finalmente te beijar. Sempre ficava me perguntando... Quando que você vai deixar de ser covarde e irá beijá-lo? Mas a desculpa era sempre o fato de estar esperando o momento perfeito. E talvez tenha sido perfeito, porque não foi perfeito. — ele riu. — Encharcados e com frio. Eu queria fazer certo. Não pisar na bola, não te decepcionar de alguma maneira. Olha quantos meses já se passaram desde aquele dia. E eu ainda não consegui encontrar esse tal momento perfeito para fazer o que quero.

— Bem, acho que funcionou do jeito que foi. — dei de ombros. — Eu tenho uma ótima lembrança. Talvez não fosse tão memorável se não fosse daquela forma.

— Você deve ter razão. — soltou um risinho, suspirou em seguida. — Acho que não funcionamos dessa maneira. Hoje talvez eu devesse ter te levado para jantar, e quem sabe entregue um buquê de flores, fazer tudo como manda o roteiro para ser romântico. Mas, no final das contas, maratonamos uma série, comemos besteira, estamos às três horas da manhã conversando e, — ele mordeu o lábio — certo, e eu preciso perguntar antes que isso me consuma. Uzumaki Naruto… Você quer namorar oficialmente comigo? Porque estou indo à loucura sem poder te chamar de meu.

— De verdade? — ele concordou com a cabeça. — Eu pensei que teria de fazer o pedido eu mesmo. — aproximei de seu corpo. — Claro que quero. — rocei nossos narizes antes de ser abraçado e beijado.

— Deus do céu, como eu estava ansioso por isso. — segurou meu rosto pela bochecha. — De poder, finalmente, dizer que namoro e não ficar confuso quando as pessoas perguntavam sobre o meu status. Chega de dizer que é complicado. — beijou meus lábios quando comecei a rir, pois com certeza consigo me identificar com esse pensamento.

Quando acordei o outro lado da cama estava vazio outra vez. Me espreguiçando, pensei em procurar o celular para ter uma pequena ideia de que horas são. Porém, desisti no meio do caminho.

— Ora, bom dia. — não percebi quando a porta se abriu, o moreno trazia um copo de água na mão.

— Bom dia. Que horas são?

— Cedo. Ainda podemos dormir mais um pouco. — me ofereceu o copo que segurava.

Nem sequer pensei uma segunda vez em seguir o seu conselho. E durante a tarde, enquanto esperávamos para dar o horário de irmos para o Ichiraku, decidimos assistir algumas coisas que ficaram pela metade na noite anterior.

Por volta das seis começamos a nos trocar para o compromisso. Recebendo algumas mensagens dos outros no celular.

— Preparado para colocar nossa relação em panos limpos? — comentou, abraçando minhas costas de frente para o espelho do banheiro.

— Não que provavelmente seja alguma novidade.

— Tem esse quesito.

Pensei que fosse ficar tranquilo à medida que o caminho que conhecemos tanto se desfaz e chegamos mais perto. Mas, por outro lado, me sinto tão nervoso quanto jamais senti na vida. Mesmo sabendo que eles têm grande noção de que há algo acontecendo entre nós dois. Nunca apresentei ninguém como namorado ou coisa do tipo ao longo desse tempo que tenho amizade com todos eles. Imagino a excitação ao saber que estou com alguém, principalmente que eles conhecem e já têm intimidade.

Quando chegamos à porta, ninguém do grupo ainda estava presente. Procuramos por uma mesa diferente, encontrando uma mais para o centro do estabelecimento. A esperava foi excruciante.

— Olá, meninos. — Sakura chegou. — Receberam a minha mensagem? Houve um acidente em meu caminho, acabei pegando um pouco de engarrafamento. Talvez aconteça o mesmo com os outros.

E foi como a garota de cabelos rosa disse. Todos estavam reclamando que demorariam um pouco mais para chegar; e somente uns trinta minutos mais tarde é que toda a turma estava completa.

Começamos a nos servir e conversar sobre trivialidades. O meu coração estava saltando para o momento em que tudo seria colocado na mesa. E quando Sasuke me questionou de forma silenciosa se já poderia fazer os anúncios, concordei. Com um pigarrear chamou a atenção de todos os presentes. Houveram muitos olhares de dúvidas, já que não é uma atitude comum a nenhum de nós. A sensação que há em meu corpo com toda a certeza deve ser parecida com ter um ataque cardíaco.

— Talvez já seja da ciência de todos os presentes. Mas, decidimos que é preciso fazer um pronunciamento. — Sakura reclamou do suspense, o moreno ria pedindo atenção. — Ontem à noite eu pedi o Naruto em namoro.

Senti todos os olhos se voltando para mim.

— E eu aceitei, droga!

Finalmente! — a palavra saiu em uníssono. Houve uma comemoração geral, com barulho o suficiente para que os outros clientes olhassem para onde estávamos. Porém, não era como se qualquer um dos ali sentados estivessem realmente ligando para alguns olhares. — Garçom! Precisamos de um champanhe aqui! — a rosada estava sorrindo à toa.

O Uchiha se limitou a bebericar da sua bebida por conta de estar dirigindo, enquanto todos faziam piadas sobre o quanto de tempo nós levamos até colocar para fora.

— Eu não sabia! — resmunguei.

— Naruto, querido, você era o único que não sabia. Porque o Sasuke não sabe disfarçar. — Suigetsu comentou. — Em meu aniversário! Eu não sei como você ainda está inteiro, porque esse homem aqui — abraçou o amigo pelo pescoço — te desmontou com os olhos não uma e não duas vezes.

— Ei!

Vi o Sasuke começar a protestar, mas o tom vermelho que havia em suas maçãs não o deixava negar que o outro estava falando a verdade.

Sinto o coração aquecido ao pensar que todos já haviam percebido esse carinho que ele tem comigo. E que fui tão bobo ao negar esse sentimento durante tantas vezes ao longo desses meses. Talvez, apenas talvez, poderíamos ter feito tudo mais cedo, no entanto, quero acreditar que aconteceu em seu tempo e devido momento. Poderia não ter dado certo. E a verdade é que gosto de como tudo aconteceu e acontece entre nós.

Após uma explosão de risadas vindas das pessoas ao meu redor, saí da minha caixa de pensamento, voltando a prestar atenção nas coisas que aconteciam em minha frente. Pensando que quem sabe agora, finalmente, eu tenha uma chance de ser feliz o resto da vida.


Notas Finais


Preciso adiantar que não o próximo, mas o capítulo seguinte está ficando enorme XD kkkkkk já tem mais 4k e ainda não cheguei no ponto principal e nem na metade do bichinho.
Pensarei seriamente em cortá-lo em dois, mas, e aí, vocês gostam de capítulos grandes? Porque eu adoro! Não só para escrever, mas para ler também.
Espero que tenham gostado!
Deixem seus reviews aí, porque eu adoro responder umas bíblias ♥️

Até o próximo!
See ya!
Bye!!!
💞


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