História 10 curiosidades sobre a Torre Eiffel - Capítulo 1


Escrita por: e Tia_parkbyun

Postado
Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chanbaekspace, Paris
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Palavras 7.155
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi, bom, eu amei escrever essa coisinha fofa e espero que vocês gostem, assim como eu <3
Boa leitura

Capítulo 1 - Férias em Paris


FÉRIAS EM PARIS

Tia_parkbyun


Nem tudo era tão fácil quanto Baekhyun queria. Sempre foi um garoto esperto, muito estudioso e extrovertido. Quando tinha 10 anos, fez amizade com o novo vizinho que acabara de se mudar para o lado de sua casa. Park Chanyeol, o garoto alto de orelhas grandes. Mesmo tendo a mesma idade que Byun, Park era ridiculamente mais alto, o que deixava o outro irritado por ser zoado por isso.

Apesar disso, Chanyeol e Baekhyun se tornaram melhores amigos, inseparáveis; Chanyeol havia até mesmo se mudado para a escola de Baekhyun. Eram como irmãos, nada no mundo poderia separar os dois. Gostavam de brincar de exploradores e faziam buracos enormes no quintal da senhora Byun, que queria matá-los sempre que encontrava suas plantas mortas e vários buracos pelo quintal, e tudo que recebia como explicação, era que eles tinham certeza que havia um tesouro enterrado ali.

Travessuras a parte, a senhora Park e a senhora Byun, se tornaram grandes amigas e vivam uma na casa da outra reclamando de seus maridos.

Quando Baekhyun completou quatorze anos, sentiu que tinha algo “errado” em si. Foi quando percebeu que não sentia nada por meninas. E, apesar de ser muito próximo de sua mãe e seu pai, tinha muito medo de dizer à eles. Porém, tudo piorou quando ele se viu apaixonado por um colega de classe, Kim Jongin. Chanyeol nunca foi com a cara dele, mas Baekhyun, ele sim, via tanta coisa no colega alto e moreno.

Mas nem conseguia pensar nisso, nem tinha esperanças que pudesse ficar com ele, estava tão mal por ter que esconder isso de todo mundo. Ainda tinha Chanyeol, e mesmo sabendo que ele era seu melhor amigo, tinha muito medo que ele o rejeitasse de alguma forma, agora que sabia que ele era “diferente”.

Porém, Chanyeol conhecia o amigo melhor do que qualquer outro, e acabou pressionando-o para contar o segredo que estava escondendo. Baekhyun contou, com muito medo e lágrimas nos olhos. E Chanyeol apenas riu do amigo.

“Não acredito, você é um tonto, baixinho. Nunca pararia de falar com você por causa disso. Se eu parasse, quem mais eu ia fazer de apoio? Está tudo bem, Baek. Você pode ser quem quiser comigo.”

Baekhyun sentiu um alívio tão grande naquele momento que nem mesmo podia descrever. Chanyeol era tudo para si, não saberia o que fazer sem o outro. Depois de tomar coragem, contou aos seus pais e os mesmo aceitaram bem, e tudo ficou bem. Quanto ao Jongin, bom, Baekhyun não era muito bom em flerte e eles acabaram virando bons amigos. Mas tudo bem, estava feliz de poder ser quem ele queria e ainda ter ganhado um novo amigo.

Mas nada é fácil, como disse anteriormente e Baekhyun se apaixonou de novo, mas dessa vez, por Chanyeol. Tudo era muito confuso na sua cabeça, achava que estava confundindo as coisas, nunca teria coragem de dizer à ele o que sentia, que em algum momento começou a pensar nele de forma diferente.

Tinha dezesseis anos e estava perdido, completamente perdido. Não tinha coragem de contar isso à ninguém, nem Kai (apelido que Jongin tinha ganhado depois de entrar para o time de basquete), nem para seus pais e muito menos para Chanyeol. Sentia que o perderia para sempre.

E tudo conseguiu ficar ainda pior quando Chanyeol contou que estava gostando de alguém, e para sua infelicidade, era de uma garota. Yuri, uma garota um ano mais velha que eles; para Baekhyun ela parecia um cavalo, mas nada disso importava, era dela que Chanyeol gostava, e Baek respeitaria isso. Guardou seus sentimentos para si e ficou ao lado do amigo quando ele começou a namorar.

Sem sombra de dúvida foi o pior ano de sua vida, Yuri era péssima, possessiva e tinha afastado os amigos, apenas Chanyeol não via isso, porque estava cego, além de que, Yuri odiava Baekhyun. Foi a gota de água, quando Yuri traiu Chanyeol com algum idiota do último ano, e o mais alto veio pedir ajuda à Baekhyun. E foi aí que tudo mudou. Baekhyun não o ajudou, apenas foi embora, tudo aquilo doía tanto dentro de si, tinha feito tão mal a si por tanto tempo, tinha fingido por tanto tempo estar bem, que não conseguia consolar o amigo. Seu psicológico estava péssimo, então se afastou, não atendeu mais ligações, e o ignorou, mesmo pessoalmente.

E retirando o que disse antes, esse foi o pior ano da vida de Baekhyun. Quando Chanyeol percebeu o que Baekhyun estava fazendo, parou de ir atrás do amigo, e se isolou em seu canto.

Depois de um ano, sem trocar sequer uma palavra um com o outro, eles voltaram a se falar, mas apenas para se atacarem, um sendo cínico ou xingando e brigando, implicando constantemente. Isso vinha mais do lado de Baekhyun, mas, várias vezes Chanyeol retribuía o ódio do ex amigo.

Nem mesmo se podia saber quando isso começou, mas Baekhyun jurava a qualquer um, que tudo que sentia por Chanyeol tinha se tornado ódio, que não o suportava e nunca voltaria a ser amigo do outro.

Chanyeol dizia que Baekhyun era o pior amigo que já teve, e que nem mesmo sentia sua falta.

Apesar de terem dezessete anos, eram tão infantis quanto quando se conheceram. Então o ano se seguiu e finalmente estavam no último ano, finalmente ficariam livres um do outro, já que a família Park tinha se mudado para outro bairro no ano passado, quando a irmã de Chanyeol nasceu e a família precisava de uma casa maior.

O que era uma amizade incrível se tornou algo ruim para os dois, nem mesmo se olhavam, mas seguiam suas vidas, como se aquilo não os afetassem mais.

A escola tinha feito um sorteio para a escolha do país que viajariam nas férias, e Baekhyun, sendo determinado como só ele era, não se lembrava quantas vezes tinha votado na França, mas com certeza tinha escrito mais de duzentas vezes e depositado os papéis na urna. E, para sua alegria, tinha dado certo; iriam visitar a França, Paris, durante duas semanas.

Sempre fora seu sonho conhecer a Torre Eiffel, sendo o maior fanboy do ponto turístico e do país.

— Acha que vamos ficar juntos? — Kai perguntou ao amigo quando saiam para o intervalo — Disseram que vão nos dividir em duplas para dividir o quarto de hotel.

— Tomara que sim. — Baekhyun sorriu. — Você quer? — Perguntou, oferecendo a coxinha que comia.

— Não, valeu. Tenho treino hoje depois da aula. E à noite vou sair com o Kyungsoo, você quer ir?

— E segurar vela? Não, obrigado.

— Posso levar um amigo meu… — Sorriu cúmplice e passou os braços pelo ombro do mais baixo, olhando para um garoto alto que comprava um salgado.

— Sehun?

— Ele gosta de coxinha, também. — Sorriu e piscou um olho.

— Não seja idiota, ele não faz meu tipo. — Deu de ombros e tirou o braço do amigo, continuando a andar.

— Ninguém faz o seu tipo. — Falou com um bico — Meu Deus, você é muito exigente.

— Tenho que ser, você acha que eu cultivo essa pancinha — Falou apertando a barriga. — Para qualquer um? E fala sério, olha minha bunda! — Virou de costas. — Não é para qualquer um.

— Exigente, sei bem qual é o seu tipo. — Falou, olhando Chanyeol passar. — Alto, moreno, orelhas gigantes, que com certeza poderiam ser usadas para voar e pernas tortas, camisa xadrez e calças rasgadas, cara de tédio e… brincos? — Olhou para o amigo.

— Cala a boca. — Deu um soco no braço do outro e se sentou em uma mesa que havia ali — Ele não faz meu tipo, pelo amor de Deus, o Chanyeol é ridículo.

Para Baekhyun, Chanyeol poderia ser comparado à Torre Eiffel em muitos aspectos.

Curiosidade número um: A Torre Eiffel tinha muitos admiradores, desde que foi inaugurada, a torre foi visitada por, pelo menos, 250 milhões de pessoas.

Chanyeol era como a torre; todos queriam vê-lo, tê-lo, era admirado por garotos e garotas da escola, era ridículo. Mesmo ficando no seu canto, e mal conversando com as pessoas, sendo totalmente antissocial, todos ainda queriam ele, era como Sasuke Uchiha e a escola toda era como uma Sakura.

— E quem faz seu tipo?

— Sasuke Uchiha. — Sorriu e continuou a comer.

— Você precisa fazer algo da vida além de ver anime. — Falou balançando a cabeça.

 Kai e Baekhyun voltaram para sala quando o intervalo acabou e não viram sinal de Chanyeol. Não que Baekhyun estivesse procurando o outro, claro que não. Era aula de história, com o melhor professor de todos os tempos. Zhang Yixing, o carisma e lerdeza do professor, conseguia encantar a todos da escola. Estavam rezando para que fosse ele a ir à viagem. Sem contar que o Yixing e o professor de matemática sempre trocavam olhares suspeitos e todos, todos mesmo, achavam que eles eram o casal mais fofo do mundo.

Baekhyun saiu da sala para aplicar insulina por causa da diabete que tinha. Quando acabou de aplicar, resolveu ir até o banheiro, fechando a cabine e, para sua surpresa, duas pessoas entraram no banheiro. Ouviu sussurros e depois, o inesperado; as pessoas estavam se pegando.

Baekhyun abriu a boca e colocou o ouvido na porta, se abaixou e olhou embaixo da porta vendo algo que nem conseguia acreditar. Era aquele all star velho e fodido de Chanyeol. Abriu a porta com força, dando um susto nos dois. Sorriu de lado e os encarou.

— Paguem um motel, pelo amor de Deus. Transar no banheiro é nojento demais. — Falou em um tom sarcástico.

Apesar de estar muito puto e com muita raiva, não admitiria, não demonstraria nenhum sentimento. Mas Chanyeol estava bem ali, beijando outro garoto, nem mesmo imaginava que ele era gay.

 Curiosidade número dois: A torre teve um papel importante na primeira batalha de Marne, em 1914, onde os transmissores da torre, atrapalharam a rádio alemã e atrasaram o avanço das tropas, ajudando a coalizão franco-britânica.

Chanyeol também tinha sido muito importante para vencer a sua própria guerra, quando pensou que ninguém ficaria do seu lado, quando se descobriu gay, ele ficou lá por si. Ele ficou ao seu lado e lhe deu força para que contasse para todo mundo, para que não tivesse medo de ser quem queria. Só de pensar que talvez o outro também precisasse de alguém quando descobriu que gostava de meninos, só de pensar que não estava lá para ajudá-lo, fazia com que seu coração se quebrasse. Se sentia péssimo pelo que tinha feito, sentia-se um merda, por não ter ajudado Chanyeol quando ele precisava, mas seu orgulho falava mais alto. Sentia-se como se fosse culpa dele, como se ele tivesse feito de propósito para machucar seu coração. Mas, no fundo sabia que Chanyeol não tinha culpa, nunca tinha dito à ele o que sentia de verdade, e não podia esperar que ele adivinhasse. Mas se admitisse isso, então tudo seria culpa sua, e não poderia lidar com isso, não agora.

— Você já é maior de idade, Park. Não sabia que você era tão baixo, para pegar menininhos do primeiro ano. – Falou irônico e encostou na porta da cabine onde estava, enquanto o maior lhe encarava com uma expressão furiosa.

— Eu já vou indo. – O garoto saiu do banheiro.

— Por que você não cuida da sua vida? — Chanyeol falou ríspido se aproximando.

Curiosidade número três: A torre foi inaugurada dia 31 de março de 1889, sendo a maior construção da época, 324 metros de altura, com um peso de 10 mil toneladas.

1889 foi a muito tempo, assim como a forma que Chanyeol tratava Baekhyun, em toda a amizade dos dois, ele nunca havia lhe tratado mal, ou mesmo sido grosso, mas agora tudo que recebia era insignificância. Chanyeol era frio e ríspido, e mesmo que Baekhyun também fosse, ele sabia que no fundo não era o que sentia de verdade, mas Chanyeol, ele sim, demonstrava algo muito ruim quanto ao Byun.

A maior construção da época, com certeza, podia se comparar a amizade dos dois. Baekhyun nunca tivera uma amizade tão forte com outra pessoa, nunca sentiu tanta falta de alguém, ninguém nunca foi tão importante em toda sua vida quanto Chanyeol havia sido.

324 metros de altura, era quase o que Chanyeol tinha (brincadeiras à parte). Toda vez que Baekhyun olhava para Chanyeol, sentia falta das brincadeiras sobre sua altura, sobre como ele sempre o zoava para que ele não se sentisse mal de verdade, para que ele percebesse que sua altura não era importante, e isso sempre funcionava, sempre.

10 mil toneladas, talvez fosse a quantidade de doces que os dois conseguiam comer quando eram crianças. Todos esses momentos, agora pareciam tão... perdidos, quando olhava nos olhos de Chanyeol e só via ódio e rancor, nem mesmo parecia a mesma pessoa.

— Estava no banheiro, não tenho culpa que você veio fazer esse chão sujo de motel. — Falou firme e passou por Chanyeol, mas antes que pudesse sair, seu pulso foi puxado, e ficou a centímetros de Chanyeol. Fazia, com certeza, muito tempo que não chegavam tão perto um do outro.

— Você é tão irritante, Baekhyun, está sempre no lugar errado, na hora errada. Acho que está me perseguindo. — Falou, fixando o olhar no mais baixo.

— Me poupe, você acha que eu tenho tempo para perder com você? Por favor. — Riu sarcástico — Acha que eu me importo com o que você faz? Com quem você beija? — Riu alto — Não seja ingênuo, eu caguei para sua existência.

— Eu sei disso, você me mostrou isso há alguns anos, é por isso que eu queria saber porque continua a me perseguir?

— Você precisa baixar sua bola, sabia? — Sorriu — Por que você não vai correr atrás de alguma Yuri, e me erra? — Tentou puxar seu braço, mas Chanyeol era muito mais forte que si.

— Você é um idiota, Baekhyun, e por isso ninguém te suporta, por isso ninguém quer ficar perto de você. — Falou com raiva e apertou mais o braço do outro.

— ME SOLTA! — Gritou fazendo o outro se assustar e soltar seu braço. — Eu odeio você, seu desgraçado. — Falou com lágrimas nos olhos e saiu correndo do banheiro.

Podia jurar que Chanyeol correu até a porta e o gritou, mas nem mesmo olhou para trás. Foi para a quadra e se isolou no canto da arquibancada, colocou sua cabeça entre os joelhos e chorou. Era como se seu coração tivesse quebrado em mil pedaços.

Curiosidade número quatro: Em temperaturas frias, o metal faz com que a torre “encolha” até 15 centímetros.

 Baekhyun gostaria muito de dizer que essa curiosidade era sobre o pau de Chanyeol, mas, na verdade, era sobre a amizade dos dois. Era como se tudo tivesse ficado tão frio, tão distante, que se encolheu, não só 15 centímetros, mas ela toda. Foi engolida pelo orgulho e egoísmo, se perdeu na imensidão do vácuo eterno.

Por um momento teve a esperança que um dia voltariam a ser amigos, mas agora, era como se a realidade batesse em sua porta. Tudo havia acabado… Para sempre.

Curiosidade número cinco: A torre levou exatamente dois anos, dois meses e cinco dias, 180 anos a menos que uma outra grande atração de paris, Catedral Notre Dame, para se tornar uma das atrações mais famosas do mundo.

Assim como a torre foi um sucesso muito rápido, poderia se dizer que o ódio de Baekhyun por Chanyeol crescia na mesma velocidade. A cada dia que se passava, Baekhyun sentia mais raiva do mais alto, parecia que ele fazia de tudo para que se sentisse mal, para acabar consigo. Mas todo dia, repetia a si mesmo, que não voltaria a chorar por sua causa.

Uma semana depois, era finalmente o dia do embarque, e resumindo bem, a chegada do alunos em Paris. Kai ficou em um quarto com Kyungsoo, depois de implorar para o professor, e todos os outros foram sorteados. Para o desgosto de Baekhyun, ficaria com Chanyeol. Era como se o universo estivesse brincando consigo. Não preciso nem contar que os dois gritaram e fizeram muita birra para não ficarem juntos, mas não importava o quanto eles falassem, já estava decidido, e os dois foram de cabeça baixa para o quarto, sob ameaças que seriam mandados para a embaixada e seriam deportados se não calassem a boca.

Zhang Yixing podia ser criativo até demais em suas punições, ainda mais com a ajuda de seu namorado, quero dizer, Kim Junmyeon, o professor de matemática.

Os dois entraram no quarto com as caras fechadas e cada um pegou uma cama, sem dizer uma palavra, mas com o pior clima possível.

Havia apenas um banheiro, e como Baekhyun queria evitar trocar qualquer tipo de palavra com Chanyeol, decidiu tomar banho de uma vez, para que não rolasse nenhuma briga por os dois quererem ir ao banheiro no mesmo momento. Pegou um short e uma blusa, ambos do Naruto, uma cueca boxer do homem aranha e seguiu para o banheiro.

Trancou a porta e começou a tirar sua roupa, ligou o chuveiro e tomou um banho quente, queria que todas as coisas ruins descessem pelo ralo, apenas queria curtir a viagem de seus sonhos, conhecer a Torre Eiffel e se animar o máximo que conseguisse. Afinal de contas, não deixaria ninguém estragar o seu sonho de estar naquele país.

Colocou seu pijama e riu na frente do espelho, sua blusa tinha o Naruto e o Sasuke com seu Rasengan e Chidori, respectivamente, e seu short era preto com nuvens vermelhas, como o uniforme da Akatsuki. Pode-se dizer que Naruto era o maior vício de sua vida. Infelizmente tinha conhecido por causa de Chanyeol, os dois assistiam quando eram crianças e faziam aquilo ser a coisa mais incrível do mundo. Baekhyun era o Naruto e Chanyeol, o Sasuke. Baekhyun sempre achou que SasuNaru se tornaria realidade um dia, mas infelizmente não foi o que aconteceu. Porém já não importava, lia as benditas fanfics para saciar seu desejo idiota.

Saiu do banheiro, vendo que Chanyeol estava sentado na cama mexendo em algo na mala, mas logo olhou para si quando saiu do banheiro.

— Tem duas toalhas brancas no banheiro, como você pode imaginar, a minha está molhada, coloque a sua do lado direito para que não confundirmos. — Falou sem humor e pegou seus fones de ouvido.

Viu Chanyeol revirar os olhos e ir para o banheiro.

— Idiota. — Murmurou e se deitou na cama, virando para parede, que ficava oposta ao banheiro.

Curiosidade número seis: A empresa francesa de carros Citroen usou a torre como um outdoor gigante entre 1925 e 1934, ficando conhecido como o maior anúncio do mundo, de acordo com o livro dos recordes.

O que mais deixava Baekhyun triste, era que quando Chanyeol começou a namorar, Yuri fazia de Chanyeol o seu outdoor, gostava de gritar aos quatro ventos que Chanyeol era o seu namorado, como se ela apenas estivesse com ele por aparência. Baekhyun nunca teve certeza que a garota o amava, mas foi um péssimo amigo, nunca disse à Chanyeol o que achava de verdade, deixou que ele continuasse com ela. Tinha medo que aquilo fosse apenas fruto de seu ciúmes, tinha medo de machucar o amigo. Tinha sido um péssimo amigo para o outro. Reconhecia isso, toda vez antes de dormir, pensava em tudo que tinha feito de errado e se culpava por ter feito o que nunca quis, machucar quem amava.

Ouviu a porta do banheiro abrir, mas nem mesmo olhou, apenas afundou mais a cabeça no travesseiro, e como estava muito ansioso, sabia que não conseguiria dormir, então resolver ver o seu episódio favorito de Naruto.

Gaara vs Rock Lee.

Um clássico realmente, aquela luta era memorável. Abriu um sorriso e começou a ver a luta. Chanyeol olhou de canto e riu.

— O que você quer? — Baekhyun pausou e olhou para o outro.

— Não disse nada. — Deu de ombros, rindo novamente — Você sempre achou que o Rock Lee ia ganhar essa luta, só estava me lembrando disso.

— E ele ganhou. — Sorriu cínico. — Ele poderia ter derrotado todo mundo do anime, só precisava de um copo de pinga. — Piscou.

Chanyeol riu e se deitou.

— Você é um idiota. — Falou desligando o abajur.

Baekhyun voltou a deitar e voltou a ver seu anime, por algum motivo, sentia vontade de sorrir. Aquela tinha sido a primeira conversa dos dois em anos. Quase conseguia se sentir aliviado, por algum motivo se sentiu bem naquele momento.

Chanyeol e Baekhyun eram uma dupla na viagem, não apenas dividiam o quarto, mas tinham que ficar juntos a viagem toda. Iriam primeiro ao museu do Louvre, Paris era uma cidade sensacional, tudo era muito diferente, tudo era tão lindo, cada esquina, Baekhyun poderia dizer que a cada esquina havia uma atração diferente, até mesmo as árvores eram magníficas.

Sendo a maioria da turma maior de idade, algumas duplas podiam sair sozinha, avisando os professores. Quem quisesse podia sair à noite para se divertir, mas a condição era que a dupla estivesse sempre junta, o que com certeza seria um problema.

A visita até o museu foi com os professores e todas as duplas estavam presentes. Todos estavam se divertindo muito e extremamente encantados com tudo. Passaram o dia todo no museu, viram cada parte dele, cada obra, chegaram a admirar até a tinta das paredes.

Logo os alunos se juntaram em um círculo na calçada ao lado do museu.

— Iremos a lugares diferentes da cidade, conhecer lugares novos, sempre com o guia, onde vamos poder apreciar com a ajuda de alguém que conhece bem o lugar. — Falou Junmyeon — Essa semana, não faremos mais visitas, mas, segunda-feira, vamos visitar a Catedral de Notre Dame, que está sendo reconstruída devido ao incêndio que teve, não iremos com um guia apenas nessa ocasião, por que não faz o menor sentido. Vamos apenas ver como é o local e chorar por não ter visto antes. Na quinta-feira, iremos visitar a Basílica de Sacré Coeur, iremos com um guia para aproveitar 100% do local. Vou mandar nossa agenda no celular de vocês. — Explicou.

— Lembrando que, se vocês forem com a gente, tudo será por nossa conta, então, mais vantajoso para vocês. Mas, à todos que querem visitar a cidade antes da gente, podem ir por conta própria, contanto que sejam maior de idade ou tenha a autorização dos pais. Lembrando que terão que ir com suas duplas, levar os passaportes sempre e manter, nós, os monitores, cientes de onde vocês estão. E, claro, tudo será por conta de vocês. — Explicou Yixing. — Espero que tenham juízo, não desrespeitem a cultura local, não sejam presos, não envergonhem nossa escola. Divirtam-se com responsabilidade. Encerramos a visita agora. Quem quiser voltar para o hotel conosco, vamos de van, o restante, desejo apenas boa sorte. — Sorriu e saiu andando, acompanhado de algumas pessoas.

— Baek, a gente vai no Cercle Clichy Montmartre. — Disse Kai falando com um sotaque engraçado, acompanhado de seu namorado, Kyungsoo.

— Que lugar é esse? — Perguntou curioso, enquanto Chanyeol estava um pouco atrás de si, mexendo no celular.

— É um cassino. — Kyungsoo falou sorrindo. — Prometemos que iríamos à um cassino quando viajássemos para fora da Coreia.

— Ah, eu não gosto muito desses lugares, não sou bom com jogos. — Riu. — E, além do mais, Chanyeol não vai querer ir. — Revirou os olhos.

— Você é muito sortudo mesmo, ficar logo com o Chanyeol. — Kai riu. — Como as coisas estão indo?

— Péssimas. Eu queria visitar a Torre Eiffel, mas quero ir sozinho, porque sei que se ele for, ele vai estragar minha experiência. Vou no último dia, implorar para que Yixing me deixe ir sozinho. — Deu de ombros.

— Bom, a gente já vai indo. Qualquer coisa, me liga. — Kyungsoo falou indo na frente.

— Você já escolheu o motel, não é? Seu safado. — Baekhyun riu, dando um soco no braço do amigo, que apenas piscou e saiu atrás do namorado.

Antes que percebesse, só tinha os dois ali. Estava com medo que tivesse que ir a algum lugar chato que Chanyeol gostaria de ir. Um saco, teria que escolher algum lugar logo para poder negociar.

— Vai ficar parado aí até quando? — Chanyeol perguntou.

— Não enche. — Revirou os olhos e se aproximou do outro. — Onde você quer ir?

— Você não quer ir em nenhum lugar? — Perguntou sem entender.

— Querer eu quero. Mas não tem nenhum lugar que eu queira ir com você. — Sorriu.

— Vamos andar. Quero experimentar o café daqui. E depois, quero comprar livros e jantar em um restaurante cinco estrelas. Minha mãe diz que a culinária daqui é a melhor do mundo. — Deu de ombros.

— Tudo bem, mas antes de irmos jantar, vamos para o hotel trocar de roupa, não posso ir para um restaurante cinco estrelas de moletom. — Falou andando.

Os dois seguiram a rua e encontraram um café, pediram uma recomendação à garçonete e pegaram os copos, voltando para o hotel, já que não sabiam qual ônibus pegar, e provavelmente se perderiam, então decidiram ir mais cedo.

Apesar de que em viagens assim, se perder é a melhor coisa do mundo, é quando se conhece os melhores lugares. Antes de pegarem um ônibus, passaram em uma livraria. O lugar era muito antigo e tinha cheiro de madeira, parecia ser bem rústico.

Chanyeol logo correu para prateleira de livros de romance.

— Você lê tanto sobre romances, devia saber mais sobre ele. — Baekhyun murmurou baixo enquanto se sentava em uma mesa próxima a prateleira.

— Eu sei, sei mais do que você. — Baekhyun se assustou por que não imaginava que ele tinha ouvido.

— Se soubesse mesmo, não tinha escolhido alguém como aquela insuportável. — Baekhyun falou com raiva.

— Por que você fala tanto dela? — Chanyeol perguntou, se virando para Baekhyun — Qual a porra do seu problema?

— Porque é tudo culpa dela! Você sabe o que ela fez com você! — Falou irritado, como se quisesse dizer aquilo há muito tempo – Você só não admite, porque seu orgulho é maior que suas orelhas. — Apontou para o outro.

Curiosidade número sete: Em 1960, Gaulle propôs o desmantelamento temporário da torre para enviá-la para exposição monte real, e o plano foi rejeitado.

Yuri tinha desmantelado Chanyeol, destruído ele, destruído o melhor amigo de Baekhyun. Nem mesmo o reconhecia, tinha mudado, fazia tudo que a garota mandava, mudou o modo como falava, como se vestia, o que fazia, mudou quem era. Mudou quem era com o melhor amigo e Baekhyun, mesmo que achasse que era egoísmo, não podia suportar isso.

— Isso já faz anos, o que você quer que eu faça? — Falou bravo. — Você foi embora antes que eu pudesse me desculpar por qualquer coisa. Eu estava cego por ela, eu sei disso. Mas você não estava cego, você estava bem, era o Baekhyun de sempre, e mesmo assim, você fez o que fez. Não reclame. — Falou virando de costas para procurar seu livro.

— Eu te disse várias vezes que ela era uma víbora, mas você não me ouviu, você fingiu que estava tudo bem. Acha mesmo que eu tinha que aguentar isso? Você nem falava mais comigo, nem saíamos mais, você abandonou o Naruto, me abandonou para ficar chupando a buceta dela! — Falou mais alto do que queria — E quando ela chutou sua bunda, você lembrou de mim, é isso que eu sou? Segunda opção? Só sirvo quando você está mal, porque quando você estava fodendo ela, você não pensava em mim!

— Você nunca foi segunda opção para mim. — Chanyeol falou sem se virar e pegou um livro, saindo dali e indo para o caixa.

Baekhyun limpou as lágrimas que se formaram em seus olhos e seguiu o outro. Deixou que ele andasse na frente, se sentia um idiota. Observando as costas de Chanyeol, percebeu o quanto sentia falta do outro, o quanto queria que tudo voltasse ao normal. Mas era tanta coisa que não havia falado, era tanta coisa que o machucava ainda. Era tudo tão complicado.

— Não vamos jantar hoje, quer dizer, eu não quero ir. Se quiser ir, vá sozinho, eu digo à Yixing que estou com você. — Falou de modo frio quando desceram do ônibus e entraram no hotel.

Baekhyun respirou fundo e pegou uma roupa qualquer, entrando no banheiro. Chanyeol se deitou na cama e começou a ler o livro que havia comprado. Um romance francês clássico. Comprou em francês, para treinar o idioma que já vinha estudando há um tempo.

Sentia sua cabeça doer, odiava lembrar de Yuri, mas parecia que Baekhyun amava o lembrar da garota que havia o feito tão mal. Mas Baekhyun estava errado, nunca fora sua segunda opção, na verdade, foi a primeira pessoa que se apaixonou…


Alguns anos atrás…

— Ei, Chanyeol, conte ao Baekhyun que você gosta dele. Não guarde isso para si mesmo. — Disse a senhora Park, dando um beijinho na testa do filho.

— Ele está me escondendo alguma coisa, Omma. Eu quero saber o que é primeiro. — Falou fazendo um bico.

— Tenho certeza que ele gosta de você também. — Sorriu.

Chanyeol sabia que gostava de garotos há muito tempo, mas, ao contrário de Baekhyun, não tinha medo do que os outros pensariam, sabia que todos os aceitariam, sempre foi mais confiante que o amigo.


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— Baekhyun vou te dar um spoiler do episódio novo de Naruto, se você não me contar o que está escondendo de mim. — Chanyeol ameaçou, sentado na cama do amigo.

— Não! Espera, eu já disse, não estou escondendo nada. — Falou rápido, tendo um olhar de raiva do outro — Ah… é que eu… eu acho… acho que gosto de meninos… fiquei com medo de contar, medo do que você ia achar, só não para de falar comigo, sabe que eu só tenho você. — Falou mais rápido e gaguejando do que queria.

— Não acredito, você é um tonto, baixinho. Nunca pararia de falar com você por causa disso. Se eu parasse, quem mais eu ia fazer de apoio? Está tudo bem, Baek, você pode ser quem quiser comigo.

— Obrigado! — Falou rápido e abraçou o amigo, ficando deitado por cima de Chanyeol na cama e se sentando em cima da sua barriga — E acho que gosto de um menino! — Sorriu.

— E quem é? — E por um momento os olhos de Chanyeol brilharam, por um momento ele achou que seu nome sairia da boca de Baekhyun, mas não foi isso que aconteceu.


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Baekhyun saiu aquela noite, Chanyeol disse que estava com ele, mas ele ficou deitado, pensando em como tudo tinha dado errado desde o começo. Baekhyun não foi a lugar nenhum, se sentou na beirada da piscina do hotel e ficou lá.

Todos os dias que se seguiram, Chanyeol dizia que não queria sair, mas que diria que estava com ele, parecia triste e nem mesmo saía do quarto.

— Você não vai hoje de novo? — Baekhyun perguntou sobre o passeio com os monitores, Chanyeol estava dando a desculpa de que estava doente, então, os monitores deixavam que Baekhyun fosse sozinho e era para que o garoto se sentisse feliz, mas se sentia um lixo, finalmente tinha se livrado de Chanyeol, e isso estava o matando. Eles nem mesmo brigavam mais, era como se Baekhyun não existisse para Chanyeol, eles tinham apenas mais três dias em Paris e a viagem estava sendo horrível, toda vez que Baekhyun visitava os lugares sozinho, sentia-se triste, como se faltasse alguma coisa.

— Não, não estou bem. — Murmurou virando de lado na cama. — Por que você não aproveita e visita a Torre Eiffel? Sei que é o seu sonho conhecer ela.

— Qual seu problema? Seu idiota! — Baekhyun gritou com raiva sentindo as lágrimas nos seus olhos — Está me punindo pelo que eu fiz? — Falou, deixando com que as lágrimas rolassem pelo seu rosto — Por que você está me torturando?

Chanyeol se levantou e sentou-se na cama, observando o corpo magro de Baekhyun de pé na porta.

— Por que está dizendo isso? Pensei que ia ficar feliz de eu não estar no seu pé mais. Por que isso seria tortura? — As palavras eram tão frias, tão sem emoção e aquilo doía tanto em Baekhyun, o machucava tanto.

— É tudo culpa sua! Tudo isso! Você me trocou, me jogou no lixo, me trocou por aquela garota sem graça que só te fez sofrer, deu tudo para ela, me deixou de lado! E tudo que eu fiz foi porque estava chateado, por que meu melhor amigo me deixou! — Falou limpando as lágrimas do rosto.

Curiosidade número oito: Durante a ocupação nazista em Paris, na segunda guerra mundial, entre 1940-1944, os cabos dos elevadores foram cortados e as visitas foram proibidas. Foi a época que no topo da torre tinha uma suástica.

Chanyeol era frio, como ele nunca havia sido. Depois de Yuri, foi como se os cabos dos elevadores que levavam até o seu coração tivessem sido cortados, como se todas as visitas de pessoas fossem proibidas de chegar até seu coração. Chanyeol apenas ficava com pessoas aleatórias para satisfazer a si mesmo, mas nunca se apaixonava, nunca se permitia gostar de ninguém.

— Para de dizer isso, você não cansa desse assunto? — Perguntou se levantando e indo até o outro. — O que você acha que vai conseguir falando sobre isso? — Gritou alto e jogou o celular na cama. — O que você quer de mim, Baekhyun? Quer que eu volte no tempo? Me diz, me diz o que você quer! – Falou com raiva olhando o mais baixo.

— Queria que voltasse a ser quem você era. Queria meu melhor amigo de volta. — Falou encarando os pés, sentindo como se seu coração fosse explodir. — Queria que me perdoasse e voltasse a me tratar como antes… Queria que parasse de falar comigo assim… — Sentiu a garganta secar e limpou os olhos, encarando os de Chanyeol. — Eu queria que voltasse a ser a pessoa que eu me apaixonei, queria que voltasse a ser o meu Chanyeol, que voltasse para mim. — Sentiu seu estômago revirar e as lágrimas descerem mais ainda. — Queria mesmo que tivéssemos uma máquina do tempo. — Baekhyun falou pegando sua mochila e deixando Chanyeol parado ali, sem reação, apenas encarando a porta.

Baekhyun pegou um táxi e foi para a Torre Eiffel, sentia uma dor de cabeça enorme, era como se tudo desabasse. Pela primeira vez tinha sido sincero, mas de que adiantaria? Chanyeol não era mais como antes, era como se não tivesse mais coração, ele não se importava com esse tipo de coisa, provavelmente iria rir quando voltasse para o quarto. Baekhyun se sentia um idiota.

— Burro, como você é burro. — Murmurou para si mesmo e bateu em sua testa.

Quando chegou na torre, percebeu que os elevadores estavam lotados. Como não estava com pressa, decidiu ir de escada. Ninguém em sã consciência subiria aquelas escadas, mas ele não ligava, quanto mais tempo passasse ali, melhor seria. Nada que alguns degraus para pensar sobre a vida.

Curiosidade número nove: Você pode subir até o topo da torre se conseguiu subir os 1665 degraus, mas a maioria dos turistas optam pelo elevador.

Talvez o coração de Chanyeol também tivessem escadas, talvez não precisasse ir de elevador, talvez tivesse um jeito de ir tocá-lo, de conseguir chegar até ele. Era tudo que Baekhyun queria, ser amado por Chanyeol de novo. Mesmo depois de tudo que ele havia dito para si, mesmo depois de tudo, ele ainda o amava, mais do que qualquer outra pessoa no mundo.

Demorou uma hora para chegar ao topo, contando que se sentou várias vezes e descansou pelo caminho. Quando chegou ao topo, já era noite, as estrelas estavam incríveis e a cidade estava toda iluminada. Era magnífico, assim como tinha imaginado, seu coração se aqueceu, era como se aquele lugar fosse mágico. Sentiu o vento gelado bater em seu rosto e segurou na grade, estava tão longe do chão, as luzes da cidade, era uma paisagem única, tinha certeza que nunca tinha ido a um lugar tão bonito quanto aquele.

Pegou o celular e começou a tirar algumas fotos, quando virou para trás, tirou uma foto rápida e alguém apareceu na foto de costas. Tantas vezes que Baekhyun tinha olhado Chanyeol pelas costas, com certeza o reconheceria. Estava de sobretudo preto, porque fazia frio aquele dias, estava apoiado na grande observando a cidade.

Baekhyun se apoiou ao lado dele e sem dizer nada, apenas observou a paisagem.

— Me desculpe, Baekhyun. — Chanyeol falou sem se virar e fechou os olhos.

— Eu entendi, Chanyeol, enquanto subia mais de mil degraus, que não podemos mudar o passado, e ficar lembrando os problemas do passado não ajuda em nada. Precisamos pensar em como seguir daqui para frente. E me desculpe também, eu fui um idiota.

— Não estou pedindo desculpa apenas por isso. — Falou se virando e tendo os olhos do mais baixo olhando para si, sem entender sobre o que ele estava falando. — Quando você me contou que gostava de meninos, foi o dia mais feliz da minha vida, quando você deitou em cima de mim e sorriu, por um momento eu pensei que poderia ser o motivo de seu sorriso, eu respirei fundo e pensei em te contar que estava apaixonado por você, que não sei como, mas sempre soube que amava você, que desde a primeira vez que te vi, eu fiquei perdido. — Respirou fundo e sentiu as lágrimas em seus olhos — Mas eu não tive coragem, quando você me disse que gostava do Kai, eu parei, meu coração parou e eu não disse nada. Eu queria que você fosse feliz, eu sabia que nunca seria o motivo de seu sorriso, que você nunca se apaixonaria por mim, então eu desisti de você. E eu queria me desculpar por isso, porque não há um dia que eu não me arrependa por isso. Por todos os episódios de Naruto que deveríamos ver juntos, por todos os doces e filmes que não vimos. E foi tudo culpa minha. Não tem uma boca que eu tenha beijado sem pensar em você. Eu pensei que se ficasse com Yuri, poderia esquecer de você, se me apaixonasse por ela, então eu fiz tudo que ela queria, e por um tempo deu certo, mas quando tudo acabou, eu não estava triste por ela ter me deixado e me traído, por que eu nunca a amei, estava triste porque nunca daria certo, nunca conseguiria amar alguém. Porque era você quem meu coração queria. — Limpou os olhos. — Mas aí, você foi embora, e tudo acabou de vez para mim. Meu coração quebrou, doeu, eu senti como se fosse desaparecer, você tinha ido embora e levado tudo de mim.

Chanyeol voltou a olhar para a paisagem sorriu.

— Você é como a Torre Eiffel. — Chanyeol encarou Baekhyun — Estava lendo curiosidades sobre esse lugar, e lá tinha uma: Existem réplicas da torre pelo mundo todo, sendo a mais famosa delas em Las Vegas. Mas sabe, Baek, não importa quantas existam, essa será sempre a verdadeira, assim como você, não importa onde eu procure, sempre será você.

Baekhyun encarou a paisagem e chorou pela segunda vez naquela noite, mas dessa vez, era de felicidade, era como se seu coração voltasse a bater depois de tanto tempo. Puxou Chanyeol pelo braço e o abraçou. Sentia tanta falta de estar naqueles braços, sentia tanta saudade, era como se tudo fizesse sentido de novo, estar com Chanyeol era como arrumar uma linha temporal.

— Eu senti tanto a sua falta, eu senti tanto, tanto a sua falta. Não tem um dia que eu não tenha pensado em você, me desculpa por ter sido um idiota orgulhoso. — Baekhyun repetia várias vezes, não sabia se chorava ou apertava mais ainda o corpo de Chanyeol, estava com medo que ele fosse embora ou evaporasse, tinha medo de o perder de novo.

— Eu te amo Baekhyun. — Beijou a cabeça do mais baixo.

— Eu também te amo. — Respondeu chorando ainda mais. — Meu deus, eu te amo tanto. — Falou segurando o rosto de Chanyeol e o beijando.

Sentir os lábios de Chanyeol era como estar nas nuvens, aquela com certeza foi a melhor viagem de toda a sua vida. Ainda tinham mais dois dias ali.

Na primeira noite, ficaram a noite toda acordados, abraçados vendo Naruto, todos os episódios que deveriam ter visto juntos. Baekhyun, como sempre, teve que consolar Chanyeol sobre um tal Uchiha que morreu aí.

No dia seguinte, foram almoçar juntos em um incrível restaurante e a noite foi, digamos… Um tanto quanto mais íntima. Baekhyun se deitou no peito de Chanyeol e sorriu.

— Como vai ser quando voltarmos amanhã? — Baekhyun perguntou.

— Acho que sexta tem prova de história… — Falou sorrindo, recebendo um tapa do mais baixo — Vai ser como você quiser que seja. Se quiser, podemos fingir que ainda estamos brigados, ou se quiser, a gente pode se casar, ou adotar um pato. Sabe que eu adoro patos, não é? — Sorriu.

— Eu amo você. — Mordeu a bochecha do outro. — Vamos tomar banho… — Falou se levantando e puxando o mais alto pela mão.

Chanyeol e Baekhyun viram mais Naruto como os bons otakus que eram, e, bom, aproveitaram a privacidade, para… como eu posso dizer... Digamos que eles aproveitaram bem a cama.

Baekhyun foi a viagem toda dormindo no ombro de Chanyeol e todos estavam extremamente chocados com aproximação dos dois. Temos que concordar que Paris não é conhecida como a cidade do amor por acaso. Quando os dois voltaram à escola, curtiram os últimos dias de aula do ano juntos.

Os dois foram para a mesma faculdade, Chanyeol foi cursar literatura e Baekhyun foi estudar cinema, queria um dia se tornar um grande animador, gostaria de fazer filmes de animação, já que sempre amou filme e amava mais ainda desenhar.

Começaram a dividir um apartamento juntos e, bom, digamos que eles estavam muito felizes. Era como se nada no mundo existisse além do que eles sentiam.

Prometeram um ao outro que nunca mais esconderiam nada que sentiam.

Chanyeol não conseguiu adotar o seu pato. Mas ficaram felizes com seu gato, Akamaru. Uma vez otaku, para sempre otaku.  


F I M.

 


Notas Finais


Bom, foi isso, espero que tenham gostado e deem muito amor ao projeto que está lindo ♡
Capa por: @Park_louy
Betagem por: @l-oxe


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