História 10 Maneiras de fazer um Coração se derreter - Sizzy - Capítulo 1


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Aline Penhallow, Clary Fairchild (Clary Fray), Emma Carstaris, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jonathan Christopher Morgenstern, Jordan Kyle, Lily, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Maureen Brown, Max Lightwood, Personagens Originais, Raphael Santiago, Rebecca Lewis, Robert Lightwood, Sebastian Morgstren, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Cassandra Clare, Clace, Comedia, Isabelle Lightwood, Izzy, Lightwood, Lovelace, Romance, Romance De Época, Shadow Hunter, Shadowhunters, Simon Lewis, Sizzy, Tmi
Visualizações 83
Palavras 1.954
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey! Como o prometido: Aqui está a fic Sizzy!

Antes que começem ler, eu só queria agradecer pelo apoio gigante que vocs tem me dado nas outras duas fics (URNUPP já está em SEGUNDO lugar na tag Romance de época > Histórias mais comentadas O.o). É sério, vcs nem imaginam o tamanho da minha felicidade! Muito OBRIGADA!

Se divirtam com essa nova história maravilhosa e SUPER feminista pela qual eu já estou apaixonada. Talvez a personalidade dos personagens mude um pouco quando comparada a original, mas a Izzy continua sendo nossa deusa super forte e maravilhosa e o Simon o nosso nerd corajoso <3

Enfim, espero que gostem. É só um teste e, assim como em URNUPP, uma adaptação de um livro que já existe. O nome está na sinopse e lá nas notas finais.

Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Prologue


Não se pode negar que há uma verdadeira epidemia espalhando-se entre as moças de Londres – uma trágica realidade que termina em nada menos do que a pior situação possível.
Estamos nos referindo, é claro, à solteirice.
Com tantas damas em nossa bela cidade tão lamentavelmente afastadas da brilhante luz da dádiva do casamento, chega a ser um crime que esses jovens e promissores botões talvez nunca tenham a chance de florescer!
Assim, cara leitora, foi pensando no bem público que compilamos uma lista de soluções testadas ao longo do tempo para simplificar a mais assustadora das tarefas: conseguir um marido. 
Apresentamos, humildemente, as Lições para Conquistar um Lorde.

PÉROLAS E PELIÇAS, JUNHO DE 1823


Townsend Park Dunscroft, Yorkshire


Lady Isabelle Lightwood estava na velha sala de visitas do único lar que já conhecera e se esforçava para ignorar o zumbido em seus ouvidos. Franziu os olhos para o homem pálido e magro parado diante dela.

– Meu pai o enviou.

– Exato.

– Poderia repetir aquela última parte?

Sem dúvida ela havia compreendido mal o que aquele visitante extremamente indesejável dissera.

Ele sorriu, o rosto inexpressivo e sem atrativos. O estômago de Izzy se revirou.

– Sem dúvida – disse ele, a fala arrastada, as palavras serpenteando entre eles no aposento subitamente pequeno demais. – Nós estamos noivos.

– E por nós... entendo que queira dizer... 

– Eu e a senhorita. Nós vamos nos casar. 

Isabelle balançou a cabeça.

– Desculpe-me, mas o senhor é...?

Ele fez uma pausa, obviamente contrariado pelo fato de ela não ter prestado atenção.

– Raphael. Raphael Santiago.

Isabelle fez uma anotação mental para rir desse nome lamentável em um momento oportuno. Agora tinha que lidar com o sujeito, que não parecia muito inteligente. É claro, ela aprendera havia muito tempo que os homens das relações de seu pai raramente tinham um intelecto digno de nota.

– E como foi que ficamos noivos, Sr. Santiago?

– Eu ganhei você.

Izzy fechou os olhos, forçando-se a permanecer firme. Para esconder a raiva e a mágoa que as palavras despertaram nela. Que sempre despertavam. Ela fitouos olhos claros dele mais uma vez.

– O senhor me ganhou.

Ele não teve nem a elegância de fingir constrangimento.

– Sim, em uma aposta com seu pai.

– É claro. – Isabelle bufou de frustração, levemente. – Por quanto?

– Cem libras.

– Ora. Isso é mais do que o costumeiro.

Raphael fez um aceno com a mão, descartando as palavras misteriosas, e deu mais um passo em direção a ela, com um sorriso pretensioso.

– Ganhei a rodada. A senhorita é minha por direito. – Ele estendeu a mão e passou um dedo pela face de Isabelle. Então baixou a voz para um sussurro: – Acho que nós dois vamos gostar disso.

Ela desviou o rosto, esforçando-se ao máximo para evitar a raiva que ameaçava tomar conta de si.

– Não tenho tanta certeza.

Ele se inclinou para a frente, e Isabel ficou paralisada pelos lábios do homem – vermelhos, pareciam de cera.

Ela se afastou, desesperada para manter uma distância segura, enquanto ele dizia:

– Então vou ter que convencê-la do contrário.

Ela começou a se contorcer ao toque do homem e ficava cada vez mais desconfortável com sua proximidade, então colocou uma velha cadeira esgarçada entre eles. Uma centelha brilhou nos olhos de Raphael enquanto ele a seguia, chegando mais perto.

Ele gostava da caça.

Isabelle teria que pôr um fim àquela situação. Imediatamente.

– Lamento que tenha vindo de tão longe em vão, Sr. Santiago. Sabe, eu já sou maior de idade há bastante tempo. Meu pai... – O amargor com que pronunciou a palavra a fez parar de falar por um instante. – Meu pai deveria saber que não pode me prometer em uma aposta. Nunca deu certo antes. Certamente não vai dar certo agora.

Ele parou a perseguição, os olhos se arregalando.

– Ele já fez isso antes?

Diversas vezes, até de mais.

– Pelo que vejo, apostar a única filha é aceitável, mas fazê-lo várias vezes de certa forma ofende a sensibilidade do senhor. Estou correta?

Raphael ficou boquiaberto.

– É claro!

Izzy estreitou os olhos para seu pretenso noivo.

– Por quê?

– Porque ele sabia que acabaria não cumprindo a aposta!

Definitivamente, o sujeito era amigo do pai dela.

– Sim, é claro. Esse é o motivo da afronta indefensável desta situação – disse Isabelle, com ironia, virando-se de forma abrupta e abrindo bem a porta do aposento. – Temo, Sr. Santiago, que o senhor seja o sétimo homem que veio me reivindicar como sua noiva. – Ela não pôde conter um sorriso diante da surpresa dele. – E também será o sétimo homem a partir de Townsend Park solteiro.

A boca de Raphael se abriu e se fechou rapidamente, seus lábios grossos fazendo Isabelle pensar em um bacalhau. 

Ela começou a contar até cinco.

Eles sempre explodiam antes que ela chegasse ao cinco.

– Isso não vai ficar assim! Prometeram-me uma esposa! A filha de um conde!

A voz dele havia se tornado aguda e anasalada, o tom que Isabelle sempre associara aos desagradáveis desocupados que se relacionavam com seu pai.

Não que ela tivesse visto o pai nos últimos seis anos.

Izzy cruzou os braços, oferecendo ao sujeito seu melhor olhar compreensivo.

– Imagino que ele tenha insinuado um dote substancial também, não é?

Os olhos dele se iluminaram, como se enfim tivesse sido compreendido.

– Exato.

Ela quase sentiu pena dele. Quase.

– Bem, temo que isso também não vá acontecer. – Quando ele franziu as sobrancelhas, Isabelle acrescentou: – Gostaria de um chá?

Ela observou enquanto as engrenagens lentas do cérebro de Raphael completavam sua rotação até que ele anunciou:

– Não! Eu não gostaria de um chá! Vim atrás de uma esposa e, por Deus, vou sair daqui com uma! Com a senhorita!

Tentando aparentar calma, Isabelle suspirou e disse:

– Eu realmente esperava que não chegasse a esse ponto.

Raphael estufou o peito ao ouvir isso, compreendendo de forma equivocada o significado do que ela dissera.

– Tenho certeza que esperava. Mas não vou embora desta casa sem a esposa que me prometeram! A senhorita pertence a mim! Por direito!

Então ele pulou em cima dela. Eles sempre faziam isso. Isabel deu um passo para o lado, e ele mergulhou pelo portal que levava ao saguão.

Onde as garotas estavam esperando.

Izzy foi atrás dele e o observou aprumar-se ao notar a presença das três mulheres ali, de pé como soldados bem-treinados, um muro de segurança entre ele e a porta da casa. Certamente ele nunca vira nenhuma mulher assim antes.

É claro que nunca saberia que estava olhando para três mulheres.

Isabelle sempre achara que os homens só viam o que queriam ver.

Ela assistiu enquanto o olhar de Raphael passava do cozinheiro para o cavalariço-chefe, depois para o mordomo.

Ele se virou para Isabelle.

– O que é isso?

O cavalariço-chefe bateu seu chicote de couro enrolado contra a coxa, fazendo Raphael se encolher com o barulho.

– Não gostamos que levante a voz para uma dama, senhor.

Isabelle observou as veias no pescoço fino dele vibrarem.

– Eu... eu sou...

– Bem, sabemos o que o senhor não é: um cavalheiro, considerando a forma violenta como irrompeu pelo portal do aposento – disse o cozinheiro, apontando com seu grande e pesado rolo de macarrão.

Raphael olhou de novo para Isabelle e ela deu de ombros de leve.

– Sem dúvida o senhor não estava partindo para cima de lady Isabelle de tal maneira – falou o mordomo, que, em seu traje engomado com perfeição, estudava preguiçosamente o fio do sabre que segurava.

Izzy fez o melhor que pôde para não olhar para o espaço na parede de onde a antiga, e provavelmente cega, espada fora retirada.

Elas gostavam mesmo de uma performance dramática.

– Eu... Não!

Seguiu-se um longo momento de silêncio, enquanto Isabelle esperou o brilho de suor tomar conta da testa de Raphael. Ela observou enquanto o peito dele subia e descia cada vez mais rápido e só então decidiu intervir.

– O Sr. Santiago estava de saída – anunciou, prestimosa.

Ele assentiu nervosamente, hipnotizado pelo chicote de Emma, que o movia em círculos lentos e ameaçadores.

– Eu... eu estava.

– Acho que ele não vai voltar. Vai, senhor?

Ele ficou sem responder. Emma deixou o couro macio do chicote estalar no chão, e o movimento súbito o tirou do transe. Raphael voltou a prestar atenção e balançou a cabeça com firmeza.

– Não. Acho que não.

A ponta do sabre de Aline atingiu o chão de mármore, fazendo o tinido forte ressoar. Isabelle arregalou os olhos e baixou a voz para um sussurro:

– Acho que é melhor ter certeza, senhor.

Ele pigarreou rapidamente.

– Sim. É claro. Quer dizer... não. Não vou voltar.

Izzy então deu um sorriso largo e amigável.

– Ótimo. Devo me despedir do senhor, então. Sei que já sabe onde fica a saída. – Ela indicou a porta, agora ladeada pelas três mulheres. – Adeus.

Isabelle então voltou para a sala de visitas e foi até a janela bem a tempo de ver o homem magrelo descer correndo os degraus da entrada, montar em seu cavalo e cavalgar para longe da casa como se os cães do inferno estivessem atrás dele.

Ela soltou um profundo suspiro.

Só então permitiu que as lágrimas viessem.

Seu pai a havia prometido em uma aposta.

De novo.

A primeira vez fora a mais dolorosa. Era de esperar que ela já estivesse acostumada a tal tratamento a esta altura, mas a verdade a surpreendeu, mesmo assim.

Como se, algum dia, tudo pudesse ser diferente e seu pai pudesse ser algo além do Conde Perdulário.

Como se, algum dia, ele pudesse se importar com ela.

Como se, algum dia, qualquer um pudesse se importar com ela.

Por um instante, Isabelle se permitiu pensar no pai, um homem que havia largado os filhos e a esposa no campo e voltara a Londres para levar uma vida devassa e escandalosa. Um homem que nunca havia se importado: nem quando a esposa morrera; nem quando os criados, por não quererem passar mais um dia sem pagamento, abandonaram seus empregos todos de uma vez; nem quando sua filha mandara cartas e mais cartas pedindo que ele retornasse a Townsend Park e revitalizasse a casa de campo para que ela recuperasse a antiga glória – se não para Isabelle, ao menos para seu herdeiro.

A única vez que ele havia voltado...

Não. Ela não ia pensar nisso.

Seu pai. O homem que havia roubado a alegria de sua mãe. Que havia roubado de seu irmão – um bebê – um pai.

Se ele não os houvesse desertado, Isabelle nunca teria assumido a responsabilidade pela propriedade. Ela se mostrara à altura do desafio, fazendo o melhor que podia para manter a casa de pé e colocar comida na mesa. Embora não fosse produtiva, a propriedade fora capaz de sustentar – ainda que mal – seus habitantes e inquilinos, enquanto seu pai gastara até o último centavo da renda das terras em atividades escandalosas.

Houvera o suficiente para comer, e a má reputação do Conde Perdulário evitara que visitantes curiosos ousassem se aproximar de Townsend Park, permitindo que Isabelle povoasse a casa e a ala dos criados como bem entendesse, longe dos olhos bisbilhoteiros da sociedade.

Mas isso não a impedia de desejar que tudo tivesse sido diferente, que ela pudesse ter tido a chance de ser o que filhas de condes nasciam para ser, que tivesse sido criada sem nenhuma preocupação, com a certeza de que algum dia brilharia e seria cortejada adequadamente por um homem que se interessaria pelo que ela era, não por ser um espólio de jogos de azar.

Desejar não ser tão solitária.

Mas desejar nunca a tinha ajudado.

A porta para o cômodo se abriu e se fechou silenciosamente e Izzy deu uma risadinha autodepreciativa, enxugando rapidamente as lágrimas do rosto. Enfim ela se virou para fitar os olhos sérios e cúmplices de Aline.

– Você não devia tê-lo ameaçado.

– Ele mereceu – disse a mulher vestida de mordomo.

Isabelle assentiu. Raphael tomara o lugar de seu pai naqueles minutos finais. As lágrimas arderam mais uma vez, mas Izzy as manteve distantes.

– Eu o odeio – sussurrou.

– Eu sei – disse Aline, sem sair de seu lugar no vão da porta.

– Se ele estivesse aqui, eu ficaria feliz em matá-lo.

Aline assentiu.

– Bem, parece que isso não será necessário. – Ergueu uma das mãos, revelando um pergaminho. – Isabelle, o conde... ele morreu.


Notas Finais


Eai? O que acharam? Gostaram da história? Tem alguma dúvida? Continuo ou não?

Essa fic é uma adaptação do livro "Dez formas de fazer um Coração se derreter", da Sarah Maclean. Ela é uma autora maravilhosa com muitos livros nesse mesmo estilo (Romances de Época) que eu recomendo pra caramba. Eles têm um humor e um plot Ma-ra-vi-lho-so.

Bom, por hoje foi isso. Daqui uns dias sai o Próximo cap de WCGW. Me digam o que acharam nos comentários.

Vejo vcs em breve!

Bjss de Luz! <3


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