História 101 Razões Para Te Amar - Capítulo 18


Escrita por: e YoYolo

Postado
Categorias Descendentes
Personagens Carlos de Vil, Chad, Doug, Evie, Jane, Jay, Lonnie, Mal, Personagens Originais, Princesa Audrey, Príncipe Ben
Tags Audrey, Ben, Carlos, Chad, Chadrey, Devie, Dizzy, Doug, Evie, Gil, Harry, Huma, Jane, Jarlos, Jay, Jonnie, Lonnie, Mal, Malen, Uma
Visualizações 112
Palavras 5.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


quatro meses uau
mas ne tanto faz a fanfic ta ai pelo menos

Boa leitura!!

Capítulo 18 - Décima Oitava Razão - Sua casa não é muito agradável


Fanfic / Fanfiction 101 Razões Para Te Amar - Capítulo 18 - Décima Oitava Razão - Sua casa não é muito agradável

Evie estava com medo, muito medo. Ela e Doug estavam na frente do castelo da Rainha Má, e a azulada parecia ter tatuado "estou nervosa" na testa.

Doug percebeu isso, então resolveu segurar sua mão, procurando trazer conforto para garota. E parece que funcionou, já que as expressões faciais dela se suavizaram.

- Acho que está na hora de entrarmos, não acha? - Evie olhou para o namorado quando ele falou com ela, atraindo sua atenção. - É que tipo, está chovendo sabe?

Evie riu com a fala do menor, mas ele estava certo, a chuva estava piorando e parecia que aquele simples guarda-chuva não iria aguentar muito tempo, Evie sabia disso.

- Vamo lá. - Levantou a mão até a campainha e a tocou, ouvindo o tilindar de sinos ecoar por seus ouvidos. Sua mãe sempre teve um péssimo gosto para música, isso todos podiam concordar. Esperaram alguns minutos por alguma resposta, mas não à tiveram. - É, ela não está. Vamos embora, sim?

Evie já estava se virando para ir embora quando a enorme porta foi aberta, forçando ela à parar no lugar onde estava, de costas para a porta.

- O que desejam? - A voz engomada e com um tom de nojo era inconfundível, era Berfred, o mordomo de sua mãe. - A Rainha não está disponível no momento.

- Bem...

A mais nova se virou, revelando para o mordomo quem era. Ao ver o rosto da garota, Berfred arregalou os olhos ao ver a filha de sua patroa ali.

- Senhorita Evie! Andem, entrem por favor. - Berfred deu espaço para os dois entrarem e assim que fizeram isso, pegou o guarda-chuva da mão da garota.

- Obrigada, Berfred. - A de olhos escuros sorriu, enquanto Doug admirava o local.

- Esse lugar é enorme! Maior que as minas que meu pai frequenta.

Evie sorriu, às vezes ela tinha saudades daquele lugar. Não, Evie! Seu lugar é em Auradon, você é uma garota de Auradon agora. Não se lembra do quê sua mãe fazia com você antes? Esqueça a Ilha, ela faz parte do seu passado.

Mas agora, no seu presente, você está aqui, agora aguente.

- Er, Berfred? - Chamou o homem. - Poderia nos levar até minha mãe?

- Oh, claro! Tudo por você, minha querida. - A morena sorriu em agradecimento, Berfred sempre foi como um pai para ela, um pai melhor que a própria Rainha.

Berfred foi em direção as escadas e foi seguido pelo casal, subindo ela. Assim qe chegou no topo, virou para esquerda e entrou no corredor, passando por várias portas e parando na última. O antigo quarto de Evie.

- Ela está aqui.

- Obrigada, novamente. - Novamente a garoa sorriu, sendo retribuída. Logo o mordomo sumiu entre os corredores, deixando o casal sozinho, em frente à aquela porta.

- Não vamos ficar naquela de indecisão, né? - Doug perguntou, arrancando uma risada da namorada.

- Você sempre me faz feliz nas horas nas horas mais difíceis. - Evie segurou a mão do garoto, era extremamente confortável.

- Esse é o meu trabalho. - Se aproximou dela e colou seus lábios, sendo retribuído.

O que ambos não perceberam é que a porta na frente deles foi aberta.

- Evie? - Rapidamente os dois se separaram.

- Mamãe? - Evie olhou surpresa para a mais velha. Nem devia estar assim, já que iria encontrar ela agora mesmo!

- Evie, o que faz aqui? E quem é esse garoto? - Rainha Má estava extremamente confusa, estava prestes à ter um infarto na verdade.

- Eu sou Doug, namorado de Evie e filho do Dunga. - Doug respondeu por si mesmo.

- Namorado da Evie e filho do... Dunga? - Pronto, agora que ela teria mesmo um infarto.

Antes que Evie pudesse dizer algo, Rainha caiu desmaiada no chão, assustando o casal.

{...}

Auradon prep. Sábado 10/04. 21h31min.

Harriet andava pelos corredores calmamente, parecia até a pessoa mais calma do universo. Mas, por dentro, ela estava extremamente preocupada com a irmã mais nova, CJ. Sabia que alguma coisa aconteceria quando ela e seu pai se encontrassem, e não era coisa boa.

Precisava falar com Harry.

Começou à andar mais rápido, indo em direção à ala de dormitórios masculinos. Passou pelo corredor enorme, enquanto os garotos olhavam para ela com malícia no olhar. Tão nojentos...

Logo Harriet estava na frente do quarto do irmão e, sem nem se importar com a privacidade dele, abriu a porta sem mais nem menos. Assim que entrou encontrou Gil só com uma toalha na cintura e seu irmão sem camisa. Impossível não pensar besteira com aquela cena.

- Oh, estou atrapalhando o casal? - Harriet atraiu a atenção dos dois, rindo com a reação deles.

- O que faz aqui? - Harry perguntou enquanto colocava uma blusa vermelha. Gil havia corrido para o banheiro com uma muda de roupa, iria se trocar lá mesmo.

- Estou preocupada com Calista Jane. - A morena se jogou na cama do irmão, era confortável.

- Relaxa ai, ela sabe se virar.

- Mas não quando nosso pai está por perto. - Harriet se sentou, olhando para o mais novo. - É sério, Harry, ela está em perigo lá!

- Ela sabia disso e mesmo assim resolveu ir. - Harry se sentou do lado da garota e segurou em sua mão, olhando no fundo de seus olhos. - Ela nunca iria para algum lugar sem pensar em todas as consequências. Nossa caçula é esperta, ela vai ficar bem...

- É, você tem razão. - Harriet riu, nunca pensou que diria isso. - Fui muito precipitada em pesar nisso.

- Foi sim, Senhora Pan. - O de olhos azuis esperou por alguma reação da mais velha, e logo a obteve, obteve um grande soco no braço seguido de vários tapas nas costas. - Ai ai, calma ai, Senhorita Pan.

- Pare de me chamar assim! Genro da Úrsula. - A morena tentou provocar o garoto, mas o mesmo apenas riu. - Por que tá rindo, idiota?

- Porquê, ironicamente, esse é meu desejo.

- Você é muito trouxa. - Harriet riu novamente, mas ela estava certa! Pessoa mais trouxa que Harry não existia. - Um milhão de meninas te desejando na cama com cobertura de chocolate no corpo, e você atrás daquela garota, que te vê apenas como um primeiro imediato!

- É, eu sei, mas não consigo tirar ela da minha cabeça! Ela é tão incrível, maravilhosa, espetacular... - Antes que Harry continuasse seu discurso sobre tudo o que ele acha de Uma, Harriet colocou a mão em sua boca, o impedindo de falar.

- Já entendi, você ama ela. Mas mesm... - Um barulho de explosão a interrompe de falar. - O que foi isso?

- Eu não sei, vamos ver. - Harry se levantou junto coma irmã, idno em direção a porta, mas então parou em seu lugar ao se lembrar que esqueceu de uma coisa. - Como eu poderia esquecer? - Foi até o criado-mudo ao lado de sua cama, abrindo a primeira gaveta e pegando o seu tão precioso gancho. - Agora sim!

- Não está esquecendo de mais nada? - O de olhos azuis negou com a cabeça. Harriet bufou e apontou para a porta do banheiro, fazendo assim ele lembrar.

- Ah sim... - Harry riu sem graça, ele esqueceu do melhor amigo! - Gil, vamos para um passeio!

- Passeio! - Gil saiu do banheiro, já vestido, correndo. - Vamo, vamo!

- Esse é o meu garoto.

{...}

- Mamãe, acorda! - Evie balançava a Rainha com cuidado para não ser bruta. - Por favor.

Depois que a Rainha Má desmaiou, Evie gritou por Berfred e, com a ajuda de um empregado forte, levaram a mais velha para o quarto dela, onde colocaram ela na cama. Agora Evie tentava a todo custo acordar sua mãe. Sabia que o choque de ver ela e conhecer Doug seria forte, mas não pensava que seria tão forte assim, ao ponto de ela desmaiar.

- E-Evie? - Aos poucos a mulher foi acordando, trazendo tranquilidade para o pobre coraçãozinho preocupado e angustiado de Evie. - Eu estou alucinando?

- Não, mamãe, sou eu! - Evie segurou a mão da mais velha, a trazendo até seu rosto, fazendo ela a tocar. - Sentiu?

- Evie, minha filha... - Rainha Má puxou a azulada para um abraço forte e apertado, sufocando a garota.

- Mamãe, e-está muito apertado. - Com a fala da filha Rainha suavizou o abraço, logo sendo retribuída.

Enquanto isso, Doug e Berfred a observavam. Berfred parecia que iria chorar de tanta emoção, afinal, estava vendo o reencontro das mulheres que mais admirava no mundo. E Doug? Bem, ele estava feliz pela namorada, mas sinceramente, ele queria ir logo embora. Mas antes vamos conhecer a sogra, né Doug?

Ele tentou forçar uma tosse, mas mais parecia com um avestruz que estava gritando por ajuda porque uma girafa estava tendo um filhote, do que uma tosse comum. Acho que ele engasgou.

- Deseja uma água, Senhor Doug? - Berfred perguntou, enquanto o mais novo tossia e batia fortemente no meio. É, ele se engasgou com a própria saliva.

- N-Não precisa, eu estou bem. - O moreno percebeu que a namorada o olhava com preocupação, enquanto Rainha Má examinava ele com os olhos. - Er...oi?

- Evie, me ajude a levantar, querida.

- Claro... - Evie ajeitou sua postura e ajudou a mãe a levantar, a levando até onde ela queria, na frente de Doug.

- Olha é um prazer conhece... - Rainha Má o calou segurando seu rosto com uma das mãos, movendo o rosto do garoto de um lado para o outro. Evie encolheu os ombros, sabia o que ela estava fazendo, e a azulada odiava isso.

- Cabelos escuros, olhos claros, óculos... - A mais velha soltou seu rosto e pegou em seu braço esquerdo, apertando. - Magrelo e de altura mediana.

- Mamãe, por favor... - Rainha coloca o dedo indicador nos lábios da filha, a calando.

- Shhh, Evie, estou fazendo meu papel de mãe. - A de cabelos azuis revirou os olhos, que grande papel, hein?. - Me responda, o que quer com a minha filha?

- Mamãe! - Evie voltou a reclamar, mas novamente sendo calada com um dedo em seus lábios, dessa vez era Doug. Ele realmente estava entrando no joguinho de sua mãe?

- Tudo o que eu quero é fazer ela a mulher mais feliz do universo, e não vou descansar até ter certeza de que alcancei meu objetivo. - Doug nunca esteve tão sério em toda a sua vida.

Rainha Má o olhou por alguns segundos, logo se virando e chamando Berfred com a mão, fazendo ele a ajudar a andar para a cama.

- É, você está aprovado.

Evie soltou um gritinho contido, puxando Doug para um abraço. Ela estava tão feliz, e ele também estava, por causa dela.

Enquanto os jovens se abraçavam, Berfred olhou de relance para a patroa, vendo ela sorrir levemente de lado. Ela também estava feliz pela filha.

{...}

Jane e Carlos ainda estavam andando pela calçada, com um guarda-chuva de abóbora os protegendo de pingos de chuva.

A morena estava com o braço entrelaçado com o do namorado, praticamente grudada nele, já que não queria se molhar. E Carlos? Esse ai só sabia rir com o desespero da pequena dele em tentar ficar completamente seca. Mas parece que agora ela não conseguiria.

- Ah não... - Jane lamentou ao virarem a rua e verem que estava completamente alagada, pelo menos a chuva já havia passado. - Não temos outro caminho para seguir?

- Não, essa rua leva direto para minha casa, aquela dali. - Carlos apontou para uma casinha que estava bem no final da rua, Jane quase não conseguiu ver por causa do escuro. - Vamos ter que ir por essa rua.

- Mas são meus sapatos preferidos. - Jane fez manha, apontando para o all-star azul bebê que usava. Sim! All-star combina até com vestido. - Carlinhos, amor da minha vida, queijo da minha goiabada, chocolate do meu bolo de cenoura.

- Ih, começou a elogiar com comida é porque quer alguma coisa. - O platinado riu com a cara de indignação da namorada. - Que foi? Não estou certo?

- Fica quieto e vira de costas.

- Vai nem me pagar um jantar antes? - Jane deu alguns tapinhas em seu braço, irritada. O garoto apenas riu e se virou, já sabendo o que ela iria fazer. Sentiu a de olhos azuis pular em suas costas, fazendo ele segurar suas pernas para não cair. - Está feliz agora?

- Estou. - Jane acariciou os cabelos brancos do maior, mas logo tirou a mão dos fios macios e apontou para a direção da casa. - Vamos, cavalinho!

- Eu mereço... - Carlos começa a andar pela rua alagada, enquanto Jane ria da situação do namorado. A água chegava em seu tornozelos, na metade de suas botas pretas, por sorte elas eram impermeáveis.

Depois de quase cair umas dez vezes, Carlos finalmente chegou em seu destino, a casa de Cruella.

- Muito obrigada pela carona, senhor cavalo. - Jane desceu das costas do maior, enquanto Carlos a olhava com um olhar estranho. - O que foi?

- Essa frase saiu um pouco estranha. - O platinado riu e Jane quase deu um soco na cara dele, só não deu porque ama ele.

- Cale a boca e vamos entrar logo, estou morrendo de frio aqui!

- Tá bom, apressadinha. - Carlos se agaixou e levantou o tapete de pele que havia na entrada, tirando debaixo dele uma chave. Cruella não fazia idéia de que o filho escondeu uma chave reserva, já que quando ele saia e voltava depois dela, muitas vezes a porta era trancada pela mais velha, e ela nem se importava em abrir.

Carlos colocou a chave na fechadura e girou, tendo um pouco de dificuldade já que ambas estavam enferrujadas. Assim que colocou um pouco de força, conseguiu destrancar a porta.

O maior olhou para a maçaneta e suspirou, desviando seu olhar para namorada. Viu que o rosto dela mostrava determinação e coragem, mas em seus olhos podia ver um pouco de medo.

- Você tem certeza, Jane? Se quiser podemos ir embora. - Carlos ficou com um pé a trás com o olhar da fada, aquele olhar era totalmente estranho.

Jane assentiu, mas estava com um pressentimento ruim. É como se alguma coisa fosse acontecer dentro daquela casa, mas ela não sabia explicar o que era. Mas também não queria estragar essa visita, queria conhecer a sogra e queria ver Carlos reencontrando a mãe.

Se ela soubesse pelo menos o mínimo do que Carlos passou ao lado de Cruella, não teria nem pensado em trazer ele para essa Ilha.

Carlos novamente suspirou, colocando a mão na maçaneta e a girando lentamente. Assim que deu a volta completa, a porta de abriu, e com o vento foi empurrada, a deixando escancarada.

O lugar estava um pouco escuro, mas com uma luz fraca iluminando a sala que ali estava. O lâmpada piscava às vezes, o que dava um ar sombrio para o local.

O casal então percebeu a movimentação de uma cabeça no sofá, que ficava de costas para a porta. Eles já sabiam quem era...

Jane cutucou o namorado, chamando a atenção dele. Ela queria que ele falasse algo.

- Mãe? - Carlos hesitou um pouco ao chamar a mais velha, mas parece que ela nem sequer ouviu. - Mãe?

Os dois se aproximaram do sofá, não antes do platinado fechar a porta. Jane foi antes e parou na frente do sofá, onde havia Cruella aparentemente em um sono profundo. Carlos ficou um pouquinho atrás, não queria ficar tão perto assim.

- Será que ela está mesmo dormindo? - Jane se aproximou mais, ficando com o rosto bem próximo da mulher. - Senhora Cruella?

Os olhos de Cruella se arregalaram, assustando Jane. Com o susto, a de olhos azuis acabou gritando e caindo para trás, por sorte Carlos a segurou.

- Mas que gritaria é essa? - Cruella se levantou bruscamente, sem aparentar sono algum. - Carlos?

O mais novo se assustou e colocou Jane em sua frente, se escondendo da mãe com o corpo da namorada.

- O-Oi... - Carlos falou atrás de Jane.

Cruella piscou algumas vezes, se despertando mais um pouco, mesmo que parecia que nem estava dormindo. Aquela mulher mesmo velha havia bastante energia em seu corpo.

- Apareça, garoto! E quem é essa menina? Vamos, diga logo.

- Deixei eu me apresentar. - Jane deu um passo para frente, sorrindo docemente. - Eu sou Jane, é um prazer conhecer a senhora.

Cruella a olhou com curiosidade, estranhando o jeito da menina. Doce, relaxada, e essas roupas? Tão cafonas. Espera, Cruella se lembra dela...

- Ei, foi você quem pegou a varinha da Fada Madrinha e quebrou a barreira na coroação, né? - Dessa vez foi Jane quem se hesitou com a presença da mulher. - Menina, você é muito famosa aqui!

- O-Oh.. sério? - Carlos suspirou com a reação da namorada, apenas um segundo do lado da mãe e ela ja fazia alguma coisa errada.

- Sim! Queria eu ter uma filha como você, malvada e... - Carlos tossiu forçadamente, interrompendo a mulher. - Ah garoto, você está aí!

Carlos entrou na frente de Jane, ficando cara a cara com a mãe. Como o garoto era maior, Cruella tinha que levantar o rosto para o encarar, mas mesmo assim ela não se rebaixava, ainda demonstrava que era superior a ele.

- Por favor, não comece.

- Começar o que? E desde quando você pede por favor? Nós somos vilões, Carlos, e vilões não pedem por favor. - Cruella cruzou os braços, claramente irritada. Olhou para o relógio na parede e viu o horário. - Olha só, está na hora do jantar. Que tal você, meu filhinho, fazer o jantar enquanto eu mostro a casa para a sua amiga?

- Correção: namorada. Ela é minha namorada. - Carlos cruzou os braços também, pela primeira vez ele estava enfrentando a mãe frente a frente, cara a cara, cabelo platinado a cabelo platinado.

- Oh, alguém está gostando de você? Uau, você não é tão inútil assim, conseguiu alguém que goste de você de verdade.

- Na verdade, desculpe me intrometer mas... - Jane falou antes de Carlos, levantando o dedo como se pedisse permissão para falar. - Carlos possuí vários amigos que realmente gostam dele, ele é uma das pessoas mais carinhosas que já conheci.

- Carinhoso? Ele? Faça-me rir, criança. - Cruella riu forçadamente. - Ele é um vilão, e vilões não são carinhosos!

- Você que não é carinhosa. - Carlos murmurou irritado. - Não consegue ser.

- Eu não consigo ser carinhosa? Pois eu vou te mostrar como posso ser carinhosa. Venha, garota, irei te mostrar a casa toda. - Cruella pegou na mão de Jane e começou a puxar ela para fora da sala. - E você Carlos, que tal você ser super carinhoso e ficar ai quietinho enquando nós, mulheres, fazemos nossas coisinhas de mulheres?

Enquanto as duas sumiam de sua vista, Carlos revirava os olhos. Por que ele veio mesmo?

{...}

E lá estava Mal, na frente de uma casa aparentemente abandonada. Na verdade, boa parte das casas da Ilha possuíam aparência precária, mas pessoas ainda moravam lá. E essa casa não é muito diferente.

Mas vocês sabem que casa é essa? Não né? Pois então deixa eu explicar o "bagulho" para vocês. Essa casa é o esconderijo dos vilões mirins, como gostam de chamar, os VM's. E quem são esses vilões mirins? Bem, são os caçulas dos vilões.

Mas ai você se pergunta, por que eles não estão com os VK's que já conhecemos? Bem, para ser um VK você precisa ter uma idade mínima, que seria de 14 anos. E os VM's possuem menos de 14 anos, e como queriam também ter o grupinho do barulho deles, eles criaram o esconderijo caçula, onde se escondem os VM's.

Não entendeu? Ok, eu vou falar de uma forma resumida que Mal costuma usar. Eles são os VK's só que versão pirralhos.

E estava na hora de tirar eles dali.

Mal se aproximou da casa e viu um interfone improvisado. A de olhos verdes então apertou em um botão, chamando a atenção de quem estava lá dentro.

- Senha? - Ouviu uma voz feminina do outro lado da linha.

- A senha é minha mão na tua cara, Facilier! Abre logo essa porta, tá frio aqui. - Mal exclamou, e logo a porta se abriu sozinha. Mesmo com a situação da Ilha, a tecnologia era bem desenvolvida, pelos mais inteligentes, é claro. Foi Carlos quem fez esse interfone para os VM's.

Mal entrou na casa e fechou a porta, vendo o enorme corredor escuro que teria que passar. Sentiu o fedor de mofo do local, franziu a testa com isso. Talvez ela já estivesse muito acostumada com a limpeza extrema de Auradon. Mas isso que significa que perdeu a essência de uma moradora da Ilha.

Sentiu uma gota cair em seu cabelo, a fazendo olhar para cima e ver várias goteiras.

- Merda... - Tentou desviar de cada gota até chegar na porta, o que foi em vão, já que muitos pingos caíram sobre ela.

Assim que chegou na porta, tratou logo de abrir, tendo que puxar apenas uma alavanca escondida na parede. Assim que a puxou, a porta se abriu sozinha. Não demorou muito para Mal passar por ela e ser tomada por três pares de braços.

- Mal! - Os três pequenos disseram ao mesmo tempo, fazendo a mais velha rir.

- Estão me sufocando, pirralhos. - Mal sorriu, logo sendo solta por eles. Mesmo com seu jeito rabugento, a de cabelos púrpura não conseguia se conter ao lado deles, crianças são fofas demais! Enquanto Evie tinha uma ótimo relação com Dizzy, lhe ensinando moda, Mal ensinava a maldade para os três que estavam em sua frente. Esses são: Celia, a filha mais nova do Dr. Facilier, e Squearky e Squirmy, filhos gêmeos de Smee, o ajudante do Capitão Gancho.

Os meninos eram os mais novos do grupo, com alguns anos a mais, Celia vinha logo depois, sendo Dizzy a mais velha com apenas dois meses de diferença da Facilier. No começo elas pensavam que quando chegassem a idade certa, elas iriam para o grupo dos VK's, mas agora não querem abandonar os pequenos.

- A minha irmã veio? - Celia perguntou.

- Não, ela não quis vir.

- Ah entendi. - A mais nova suspirou, estava triste porque a irmã não veio.

- Ei, mas que desânimo é esse? Eu vim aqui com boas notícias! - Com essa fala as crianças vibraram, começando a fazer perguntas sem parar.

- Você vai voltar pra Ilha? - Squearky perguntou esperançoso.

- Não, Squearky, eu não vou voltar para Ilha. - Mal sorriu, pronta para dar a notícia. - Eu vim buscar vocês.

- Buscar? Mas nossos pais não deixaram a gente ir para Auradon.

- É, eu sei. - Mal se lembrou do dia que falaram para ela sobre os pais dos mais novos não deixarem eles irem, já que precisavam de autorização de seus responsáveis para isso. Mas infelizmente, apenas a mãe de Dizzy deixou, depois de muito esforço mas deixou. Só que nesses últimos dias Mal vem pesquisando como trazer os mais novos para Auradon, e descobriu que se os menores de idade sofrem agressão, o que era muito fácil quando se trata sobre os vilões, o Rei tinha direito de pegar a guarda das crianças e entregar para algum orfanato ou até mesmo entregar suas guardas para alguém maior de idade, já que Ben ainda era de menor. - Consegui alguém para cuidar de vocês.

- Quem? - Os olhinhos de Squirmy tinham um brilho de curiosidade mas, ao mesmo tempo, preocupação. Um sorriso brotou nos lábios da púrpura.

- Vocês irão gostar.

{...}

Carlos esperava impacientemente pela namorada e pela mãe na sala. Parece que fazem horas que elas saíram, mas na verdade só fazem 10 minutos.

O platinado estava sentado no sofá, batendo o pé contra o chão repetidamente. A ansiedade tomava conta de seu ser, algo muito comum.

Por que elas estavam demorando tanto? Por quê?

Essa era a pergunta agoniante que rodeava sua mente.

Mas outra coisa bastante agoniante era os barulhos. Como estava em silêncio, podia ouvir claramente o som do ponteiro do relógio se movendo, a goteira que havia na cozinha, até mesmo o batucar de seus dedos no couro sofá velho. Carlos odiava muito sua ansiedade, ela lhe causava isso, e não era nada legal.

Depois de um tempo Carlos olhou para o relógio, já havia 20 minutos que Jane e Cruella saíram, ele estava começando a ficar preocupado, afinal sua casa nem era tão grande assim.

Suspirou e resolveu ir atrás delas, para não se preocupar ainda mais. Assim que se levantou ouviu barulhos de passos vindo em sua direção, logo sua mãe e Jane estavam na sala. Mas o que era mais estranho é que a de olhos azuis se apoiava na sogra para conseguir andar, enquanto a mais velha a amparava falando que estava tudo bem. Com essa cena, Carlos ficou mais preocupado ainda, avançando na direção delas e tirando a namorado dos braços de Cruella.

- O que aconteceu? - O platinado mais novo perguntou enquanto abraçava Jane, que escondia seu rosto no peito do maior.

- Eu não sei, garoto! - Cruella viu que o filho a olhava desconfiado, então tratou logo de explicar. - Estava mostrando o sótão para ela e ela começou a passar mal, e me pediu para voltarmos para cá.

- É verdade? - Carlos olhou para a menor, vendo o semblante aparentemente cansado.

- Sim, eu acho... - Jane tinha dificuldade para falar, estava assutada. - Em um segundo eu estava no sótão, em outro eu estava descendo as escadas. - A cada segundo Jane seu pressentimento ruim aumentava, era sufocante. - Carlos, me tira daqui, por favor!

O maior encarou a namorada, depois encarou a mãe e logo voltou a encarar a garota. Carlos não disse nada, apenas assentiu e foi em direção a porta com Jane.

- Mas já? Vocês acabaram de chegar. - Um sorriso cínico brotou nos lábios de Cruella, ela estava se divertindo com aquilo, mas não podia demonstrar.

-Eu não sei o que você fez com ela, mas quero que fique longe de nós! - Carlos rosnou para a mãe, enquanto Jane abria e porta.

Assim que o casal saiu, Cruella sorriu mais ainda, se jogando no sofá e olhando para cima. Com apenas um estalar de dedos ela pode voltar à sua aparência normal.

{...}

Já estava amanhecendo e quase todos estavam no esconderijo, quietos, cada um em seu canto. Estavam esperando Jane e Carlos, e não queriam compartilhar o que aconteceu com eles antes dos dois chegarem, seria meio chato repetir tudo de novo, ou no caso de CJ, ela mandaria  eles se fuderem se pedirem para ela falar novamente.

Depois de alguns longos minutos, quando o Sol já estava dando as caras, o casal chegou no esconderijo. Antes que Mal pudesse reclamar da demora dos dois, viu Carlos segurando Jane no colo, enquanto a fada dormia com as pernas entrelaçadas em sua cintura e os braços em seu pescoço. Ao verem o semblante preocupado do platinado, também ficaram.

- O que aconteceu com ela? - Evie tomou a iniciativa de perguntar.

- É meio complicado de explicar, mas não sei se é coisa boa. - Carlos entregou a mochila da menor para Jay, já que estava pesado segurar ela e duas mochilas.

- Faça um resumo básico. - CJ cruzou os braços, olhando para o platinado.

- Fomos para casa da minha mãe, ela foi mostrar a casa para Jane, depois de alguns minutos elas voltaram e Jane não estava se sentindo muito bem, depois disso fomos embora e no meio do caminho ela estava morrendo de sono, então resolvi carregar ela e ela dormiu.

- Viu, nem foi tão difícil assim. - A loira revirou os olhos, fazendo Carlos bufar e mostrar a língua.

- Vocês dois! Parem de criancice. - Mal massageou as têmporas, ela estava irritada. - Daqui a pouco os meninos chegam e a limosine também, então fiquem quietos.

- Meninos? - Jay perguntou confuso. - Que meninos?

- Os VM's vão vir conosco para Auradon, por isso pedi uma limosine maior que aquela que viemos. CJ levanta da poltrona e deixa o Carlos sentar ai, se ele ficar em pé com Jane no colo por muito tempo, é capaz dele cair rapidinho.

Calista bufou, se levantando e indo para o outro lado da sala, ao lado de Uma, que estava quieta até o momento, mas agora todos resolveram ficarem quietos.

- Então... - Lonnie quem quebrou o silêncio que ali emanava. - Querem contar como foi?

CJ cruzou os braços e bufou, olhando para o lado. Uma continuou sentada no chão sem dizer nada. Mal também não disse nada, assim como Carlos.

- Eu conto! - Evie ao perceber que ninguém se pronunciaria, resolveu falar. - Digamos que minha mãe aceitou Doug numa boa, mas um pouco com o pé atrás. Ela até ficou feliz em me ver.

- Meu pai também, fiquem até surpreso. - Enquanto Jay e Evie contavam sobre o que aconteceu quando estavam com os pais, Uma tentava controlar a raiva que sentia, cerrando os punhos e trincando a mandíbula.

O falatório não parava, ficou até pior depois de Mal começar a falar também, o que irritava mais ainda a ex fugitiva. Eles falavam tanto, mas tanto, que chegou em um ponto que Uma não se segurou, fazendo ela socar o chão com força.

-  Já chega! - Uma gritou. - Já entendemos que pelo menos alguns de nós possuem pais que ama seus filhos, mas nem todos são assim! A Ilha inteira sabe como é difícil viver com pessoas que lhe deram a vida, mas vêem você apenas como uma pessoa qualquer, e não como uma pessoa da mesma família, e isso não é nada legal! E também não é nada legal vocês dois verem que estamos péssimos mas mesmo assim falarem sobre as conquistas de vocês, porra! Entendam nosso lado...

Todos ficaram em silêncio, absorvendo o desabafo da de pele negra. A mesma apenas suspirou e se levantou, pegando sua mochila e saindo do local.

- Eu acho que... vou atrás dela. - CJ foi atrás da capitã de seu irmão, parando na porta apenas para cumprimentar os VM's que entravam. - Oi, pirralhos - E logo saiu.

- O que aconteceu aqui? - Celia perguntou, sentindo o clima pesado que emanava o ar.

- Nem a gente sabe...


Notas Finais


vai ter Descendentes 2.5, to feliz

enquete: qual é o melhor vingador?

obrigada por lerem
favoritem, comentem e compartilhem!
i'm groot


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