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História 127 - Dojae - Broken - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura a todos!

Capítulo 2 - Capitulo 1


Fanfic / Fanfiction 127 - Dojae - Broken - Capítulo 2 - Capitulo 1

 

O mundo é feito de ganhos e perdas, ele sabia disso desde o principio. Ainda que as pessoas dissessem que era sorte, Jaehyun não via desta forma. Os ganhos eram fartos de certa forma, mas o caminho fora cheio de perdas. Cada uma delas cravadas em seu peito e reforçadas com pequenas cicatrizes, mas ao ver de todos ainda era sorte. Adotado ainda bebê por um casal de homens, herdou toda a fortuna da empresa JJ.District, não foi sorte ter perdido seus pais quando ainda era um bebê e ser adotado por aquele casal tão bondoso, mas foi azar quando esse mesmo casal veio a falecer quando Jaehyun estava com seus 17 anos, não negou, aquilo sim era azar.

 

Ainda muito novo as responsabilidades surgiram e uma delas era seu irmão mais novo, Mark. Antes da morte de seus pais, Mark também foi adotado para completar aquela bela família, um pouco diferente de Jaehyun, talvez muito. Mark tinha apenas 10 anos quando aquela tragédia aconteceu. Mas como um simples acidente de carro pode tirar a vida de duas pessoas tão especiais? Jaehyun sempre se perguntava isso, por muitas noites em claro tentou achar a resposta para aquela pergunta, no entanto, a cada noite a resposta parecia mais distante, era melhor acreditar que foi o azar rondando sua vida mais uma vez.

 

Mark foi mandado para o exterior aos 12 anos, era melhor assim. Jaehyun precisava tomar ciência dos negócios e seu irmão seria apenas mais uma distração. O destino era bom no fim das contas, um sócio de seus pais ajudou com todo aquele processo de fazer faculdade e administrar todos os negócios da empresa, seu filho mais velho Taeyong também estava em processo de aprendizado, foi nessa mesma época que uma amizade muito sincera nasceu entre os dois garotos. Para toda vida.

 

A cada novo dia uma nova descoberta sobre a verdade por trás de seus pais. O casal era de bom coração, ajudava muitas instituições, mas não é apenas de bons atos que se faz um homem. Não era apenas uma empresa que estava em suas mãos, uma rede de máfia era um pequeno brinde para completar. Seus pais eram chefes de uma das maiores máfias da Ásia, Jaehyun ao saber disso pensou que seus pais eram grandes mentirosos, vivendo de fachada de heróis. Mas esse pensamento caiu por terra, todas aquelas informações de tráficos de jóias e dinheiro, crimes organizados e governo corrupto encheu seus olhos de apreciação. Queria saber mais, controlar mais, ganhar muito mais. Quando deu por si, Jaehyun era o mais novo chefe daqueles homens, da sua família.

 

Mark soube de tudo aos 16 anos, pouco tempo antes de tomar a decisão de retornar a Coréia do Sul. Ele não achava que fosse algo ruim, até porque Jaehyun o prometeu um cargo de grande importância nos negócios da máfia, e como o menor amava se envolver com números e senhas não resistiu em aceitar de bom grado.

 

Jaehyun cresceu, não apenas ele. Seu império também. Seus pais devem estar orgulhoso de si em algum lugar, conseguiu tomar conta muito bem do bem maior deles. Mas junto disto tudo veio as conseqüências, Jung Jaehyun não era um jovem qualquer com uma estabilidade emocional, a frieza pareceu tomar conta dos seus pensamentos e coração, andando sempre preocupado, sem um pingo de lazer ou animação, dedicando ao máximo ao seu trabalho e assuntos de seu interesse. Entre os magnatas era temido por estar sempre um passo a frente de qualquer um, nas máfias, temido por sua frieza e poder, mesmo que neste ultimo as pessoas não soubessem quem estava por trás da máfia de tamanho respeito, a única pessoa que representava de algum modo esses serviços era seu sócio John Seo, ou como era conhecido, Johnny. Ele era a figura de maior poder, depois de Jaehyun, na máfia.  

 

No fundo Jaehyun pensa em um mundo melhor, quem sabe deixar o crime para trás e focar apenas no bem. mas era difícil pensar assim, o dinheiro entrava com tanta facilidade, era prazeroso ter todo aquele poder. Quem sabe já estivesse em seu sangue ser assim, para aqueles que acreditam em destino, o que não é o caso de Jung, fosse tudo obra do destino, ser adotado por aquele casal de homens, ganhar um irmão extremamente inteligente, uma família um pouco diferente do normal, a máfia, tudo isso, e quem sabe no futuro o destino ainda tenha muito mais para ofertar. Sorte ou azar, Jaehyun sempre estaria pronto. Só não contava com uma coisa, o amor.

 

- Terra chamando Jaehyun! Terra chamando Jung Jaehyun – despertou de seus pensamentos ao escutar aquele chamado, abaixou a tela do notebook, dando a plena visão de seu secretário.

 

- Kun, o que deseja? – com a voz mais calma que tinha, Jaehyun perguntou educadamente.

 

- O senhor parecia um pouco perdido em seus pensamentos, que seja – Kun entrou na sala carregando algumas folhas de papel e na outra um copo de café quente, colocando tudo devidamente organizado na mesa do chefe – O contrato com a nova empresa chegou, e junto dele algumas autorizações de importação que fizemos na semana passada, Dr. Lucas pediu para avisar que passa aqui amanhã, parece que surgiu um pequeno imprevisto.

 

- Se com imprevisto ele queira dizer que vai tirar algum traficante da cadeia, tudo bem, ele sempre acaba fazendo isso mesmo – deu de ombros – Certo, mais alguma coisa?

 

- Sim, seu irmão desembarca ainda hoje por volta das 16 horas, devo informar algum motorista especifico?

 

- Não ah necessidade, eu mesmo vou buscá-lo no aeroporto feche minha agenda no horário da tarde, não quero ser interrompido.

 

- Sim senhor. Deseja algo mais? – recolheu os contratos assinados, ajeitando todos em seu braço novamente.

 

- Não Kun, você esta liberado.

 

Kun fez um breve reverencia antes de sair da sala.

 

Com tantas outras coisas para fazer e analisar, Jaehyun começou a trabalhar de verdade, a manhã ainda era longa. Precisava passar mais tarde em alguma loja de eletrônicos e comprar um agrado para o irmão. Tantos anos longe. Quem sabe agora uma parte de si fosse ficar mais calma.

 

 

◈ ━━━━━━━ ◆ ━━━━━━━ ◈

 

 

As rodinhas faziam um barulho chato, mais uma vez a companhia aérea não foi nada delicada em transportar suas malas. Mark olhou mais uma vez a mensagem recém recebida e depois para os lados, procurava em meio a multidão aquela pessoa, tantos anos depois, sentia falta de abraçar seu irmão, o skype não era suficiente para matar toda aquela saudade.

 

Mensagem: [Hyung; 16h00]

“Estou na saída do aeroporto te esperando”

 

Jaehyun não era um homem de palavras doces, Mark sabia disso, mas apenas uma mensagem era o bastante para sentir que havia preocupação e carinho envolvido.

 

Ele estava mesmo ali, parado na saída do aeroporto, em uma mão segurava uma pequena sacola e na outra acenava para si, Jaehyun estava muito mais alto – pensou. Ele não sorria abertamente, mas era visível um esboço de um pequeno sorriso em seus lábios. Mark sentiu seus olhos marejados e largou suas malas no caminho e correu, correu para sua família, seu lar. Para Jaehyun.

 

- Hyung... – sussurrou quando seus braços já envolviam o irmão em um abraço bem apertado.

 

- Seja bem vindo de volta, Mark – seus pais sempre diziam isso quando eles eram crianças, sempre que um dos filhos passava pela porta da casa era recebido por aquela pequena saudação. Mark sentia que agora sim estava em casa, mesmo anos depois o amor de irmãos não se foi, as lembranças dos anos que viveram como uma família voltaram com tudo, o menor chorava, não de tristeza, estava feliz, feliz em voltar.

 

- É bom estar de volta, hyung – e da mesma forma que respondia seus pais, ele sussurrou em meio ao choro.

 

Depois daquele reencontro, Jaehyun ajudou a colocar as malas pequenas no banco de trás de sua Lamborghini, o carro encheu os olhos de Mark que não parava de perguntar durante todo o percurso sobre o modelo e como Jaehyun conseguiu uma all Black, enquanto isso seu irmão achava engraçado e respondia com um bom humor que não era típico seu. Mark tinha um jeito único de deixar as pessoas bem.

 

Chegaram ao condomínio de belas casas, mais uma vez Mark perguntava e falava sem parar, querendo adivinhar qual era a casa deles. Entre todas as casas, Jaehyun parou em frente a uma grande construção moderna, era bem a cara dele, cores neutras, mas com uma beleza única em detalhes. Mark saiu do carro, ficando um tempo olhando para a fachada da sua nova casa. Era o começo de uma nova etapa em sua vida.

 

- Vamos entrar, tem uma pessoa que quer muito conhecer você.

 

- Achei que morasse sozinho hyung – ficou um pouco confuso. Pegou sua mala a andou ao lado de Jaehyun até a enorme porta preta.

 

- Eu tento morar sozinho, mas as pessoas não saem da minha casa, você vai entender.

 

A porta foi aberta, não por Jaehyun, mas por um garoto. Ele parecia ter a mesma idade que Mark, seu cabelo estava um pouco bagunçado, entre os lábios brincava com um pirulito e na outra mão estendia este mesmo doce para o recém chegado. Mark ficou ainda mais confuso,  Jaehyun estava criando outro adolescente?

 

- Mark, este é Donghyuck – apresentou o garoto, ele estava com aquele doce na boca e oferecendo o outro. – Hyuck, este é meu irmão.

 

- Mark, Jaehyun falou tanto de você – Mark não estava gostando da entonação usada por ele, de forma alguma. – Não quer um pirulito?

 

- Oi – foi tudo o que disse. – Não gosto de doces.

 

- Hum, tudo bem, sobra mais pra mim.

 

- Hyuck ajude Mark com as malas, tenho que fazer uma ligação, mas depois vamos lanchar na cozinha. – Jaehyun sumiu pela casa, deixando Mark com aquele garoto.

 

Depois de muitas palavras, Hyuck falava muito, descobriu que ele era irmão de Johnny, mas que passava mais tempo na casa de Jaehyun que em sua própria, segundo ele a comida da empregada era muito mais gostosa e os vídeos games de Jaehyun eram muito mais legais. Descobriu também que iriam estudar na mesma universidade, mas para seu espanto, Hyuck iria cursar medicina. Quem olhasse para ele não daria um voto de confiança que ele era capaz de fazer esse curso, mas Mark notou, notou em suas palavras e comportamento que ele era muito inteligente e esperto. Uma pessoa interessante, uma pena que fala demais.

 

Jaehyun retornou a cozinha, os três fizeram uma refeição breve, de fato a comida da empregada era muito boa – pensou Mark enquanto comia o quinto pedaço de torta. Quando terminaram, Hyuck convidou para jogar, assim passaram boa parte da noite, jogando e rindo de algumas coisas, mais de longe Jaehyun ficava olhando eles, era bom ter mais pessoas em sua casa. Taeyong apareceu um tempo depois, junto dele Johnny, os três foram para o escritório deixando os mais novos na sala mesmo.

 

Na madrugada Jaehyun acordou com um barulho vindo do quarto de hospedes, atual quarto de Mark. Escutou a voz de Hyuck chamando-o. saiu correndo do quarto e entrou, Mark não conseguia respirar, tentava falar algo sobre bombinha, mas Jung não entendia quase nada que ele dizia. Quando ele desmaiou as coisas ficaram ainda piores, levou o garoto o mais rápido que pode para o hospital mais próximo.

 

Em meio a preocupação toda, Jaehyun viu aquele medico pela primeira em sua vida, aquele foi o primeiro contato que tiveram, mesmo preocupado com o irmão. Ele notou cada traço, gestos e palavras, Dr. Kim Doyoung. Aquele nome nunca mais sairia de sua cabeça, ele sabia disso, porque quando Jaehyun queria algo ele ia até o fim.

 

Mesmo cansado ele cuidou do seu irmão, ele não precisava fazer aquilo, escutou que era o fim de um longo plantão, um japonês queria assumir o caso, mas o coreano era teimoso e não permitiu. Cuidou e tratou com o que era necessário Mark acordou depois de um tempo, explicou sobre a asma e tudo foi resolvido, Jaehyun anotou em seu bloco de notas para não esquecer, duas coisas, primeiro comprar a bombinha na volta para casa, segundo, Kim Doyoung iria dar mais um plantão no próximo fim de semana.

 

◈ ━━━━━━━ ◆ ━━━━━━━ ◈

 

 

- Nunca mais me assuste assim – Jaehyun alertou, não estava bravo, apenas muito preocupado.

 

- Desculpa hyung, acabei esquecendo.

 

- Tudo bem, agora vamos para casa.

 

- Uhum... hum, hyung. Da próxima vez pede o numero dele, na verdade se quiser eu posso conseguir no numero dele em algum lugar na internet.

 

- Do que você esta falando? – perguntou Jaehyun confuso.

 

- Dr. Kim Doyoung... – Mark riu.

 

- Pirralho, eu vou te despachar para o Canadá de novo.

 


Notas Finais


Desculpe os erros, mas não tive como betar ela, mas espero que tenham gostado!


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