História 13 Dias para Conquistar Jughead. - Capítulo 4


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Categorias American Horror Story, Amor Doce, As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Bangtan Boys (BTS), Bates Motel, Bill Skarsgård, Black Mirror, Breaking Bad, Cameron Dallas, Camila Cabello, Cole Sprouse, Dane DeHaan, Demi Lovato, Dexter, Doctor Who, Glee, Gotham, It: A Coisa, Jeff The Killer, Justin Bieber, KJ Apa, Lendas Urbanas, Lily Collins, Lucifer, Melanie Martinez, Once Upon a Time, Orange Is the New Black, Os 13 Porquês (13 Reasons Why), Revenge, Riverdale, Sense8, Shadowhunters, Slender (Slender Man), Stranger Things, Supernatural, Teen Wolf, The Vampire Diaries, The Walking Dead, Twenty One Pilots
Personagens Alex Standall, Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Beverly "Bev" Marsh, Bill Skarsgård, Camila Cabello, Carl Grimes, Castiel, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Clay Jensen, Clifford "Cliff" Blossom, Damon Salvatore, Dane DeHaan, Dylan Massett, Elena Gilbert, Elizabeth "Betty" Cooper, Emma Decody, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Frederick "Fred" Andrews, Hannah Baker, Hermione Lodge, Irmã Mary Eunice McKee, Jason Blossom, Jo Harvelle, Joaquin, Jungkook, Kevin Keller, Lydia Martin, Madison Montgomery, Norman Bates, Penelope Blossom, Polly Cooper, Pop Tate, Richard "Richie" Tozier, Samandriel, Steve Harrington, Stiles Stilinski, Suga, Tina Patel, Veronica "Ronnie" Lodge, Violet Harmon, Xerife Keller
Tags American Horror Story, Bates Motel, Bruxa, Bryce Dallas Howard, Cameron Dallas, Claire Dearing, Creepypasta, Crepusculo, Dakota Fanning, Demi Lovato, Demonios, Doctor Who, Drama, Ed Sheeran, Emma Stone, Gotham, Gwen Stacy, Homem Aranha, Horror, Jane Volturi, Jeff The Killer, Justin Bieber, Kirsten Dunst, Lendas Urbanas, Luta, Mary Jane, Mistério, Norma Bates, Norman Bates, Rake, Revelaçoes, Riverdale, Romance, Serial Killer, Shadowhunters, Shawn Mendes, Spider Man, Stranger Things, Supernatural, Suspense, Taissa Farmiga, Terror, The Vampire Diaries, Vampiro, Vera Farmiga, Violet Harmon
Visualizações 77
Palavras 4.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁ PESSOAS!
Primeiramente me desculpem não ter continuado a fanfic dentro dos 3 dias que eu havia falado, é que eu realmente estava com um bloqueio de criatividade fodido! Mas, eu finalmente consegui tirar algo da caixola, rs. O ep de hoje vai ser o qual rotula tudo, a partir de agora as coisas vão acabar ficando mais claras para todos, e também é aí que as coisas melhoram!
Nas notas finais eu deixarei o link das músicas usadas nesse capítulo! :D
~~~~
Boa leitura e espero que gostem.
(Obs: eu fiquei fazendo esse cap por 5 dias no máximo, foi cansativo e eu quase não dormi direito, mas espero que vocês gostem de ler coisas grandes, haha).
Amo vocês, obrigado pelos favoritos e comentários! <3

Capítulo 4 - Boa noite, Jughead - 1x4


Fanfic / Fanfiction 13 Dias para Conquistar Jughead. - Capítulo 4 - Boa noite, Jughead - 1x4

O moreno tomava a minha boca num beijo violento e afoito, a procura da minha língua em minha boca. Eu nem estava acreditando que correspondi aquilo, não, não! Uma parte de mim estava adorando isso, e a outra odiando. Estava acontecendo tudo tão apressadamente, apesar de que sempre tive uma pequena queda por Jughead, mas isso era coisa do passado, noite desgraçada!
— Jughead! — sem pensar duas vezes interrompi o beijo me afastando do seu peitoral.
Ele ficou sem nenhuma resposta, me olhando como se não esperasse pela minha reação. Após um longo suspiro irritado entrei para dentro de casa, deixando-o pensativo do lado de fora.
— Está com um serpente? — a voz do meu pai logo quebrou o silêncio maravilhoso que havia dentro da casa.
— O quê?! Não! — eu me virei para ele, nervosíssima.
— Até parece. — ele deu de ombros caminhando até a cozinha. — Não quero você metida em confusão, principalmente andando com serpentes. — informou o pai.
— Disso eu sei. — olhei para janela, o moreno ainda estava lá, plantado no chão.
Céus, eu fui tão babaca, com que cara eu vou encontrar Jughead na manhã seguinte?
— Eu estou indo, preciso dormir. — por um momento eu dei graças de que amanhã era Sábado. Eu suspirei ao ver Jughead voltar para sua casa, ao lado.
Subo para o meu quarto com as pernas trêmulas, o dia conseguiu atingir o seu limite para mim. Festa desgraçada. Eu não tenho muita certeza do por que Jughead me beijou, talvez esteja na cara que eu sou o problema dele. As vezes eu só queria dar um passo para trás e parar tudo isso, voltar à ser a garota solitária e vazia de novo, mas parece que esse ano realmente algo iria mudar.
“ Amanhã vamos ao Pop’s, se quiser ir... :)”
Era a mensagem do Archie. Mesmo indecisa se iria ou não, enviei a mensagem:
“Eu vou.”
Foi a única coisa que eu me lembro daquela noite, depois disso cai num sono mal-dormido.
— Está tarde! — era minha mãe, invadindo o meu quarto.
— O quê? — resmunguei ainda sonolenta.
Eu estou vendo que estarei de mau humor hoje.
— Vamos, levante! Tem que tomar o café da manhã, na verdade, dá tarde! — minha mãe sacudiu minhas cobertas.
Infelizmente eu tive que levantar apressada, Deus, eu devia ter passado no Pop’s!
— Veronica vocês estão aonde? — disse ao telefone ao sair de casa ainda vestindo o meu tênis.
— No Pop’s esperando você, por que demorou tanto para atender minhas ligações?! — a Veronica parecia estar desesperada.
— Eu estou perto. — contei uma pequena mentira desligando o celular em seguida e correndo pelas ruas feito uma esquizofrênica.  Eu conseguia ver o Pop’s de longe, o que me fez suspirar de alegria e cansaço.
— Desculpem a demora. — ofeguei. — E o Jughead? — perguntei com medo da resposta ao contar somente três pessoas.
— Ah, ele ainda não chegou. Acho que vai se atrasar por que vai ajudar o seu pai. — Betty respondeu balançando o seu rabo de cavalo, o que me fez estranhar. Ela não estava magoada com ele? Típico dos namorados, brigarem e no outro dia estão juntos de novo.
— O que houve com você e o Jughead ontem na festa? — Veronica perguntou, nos levando para dentro do Pop’s novamente.
Eu estava aliviada de não ter que ver a cara do Jughead por alguns minutos, mas, aquilo me deixou um pouco desanimada, aliás, mesmo que não pareça, eu gostaria de ouvir o que ele teria para me dizer sobre a noite passada.
— Já que ele mora praticamente ao meu lado fomos para casa juntos. — dei de ombros. — Me desculpem por não ter me despedido. Aliás, Veronica, depois eu preciso falar com você.
Eu só queria ver a cara dela depois que contasse a ela o que aconteceu ontem a noite.
— Ah, claro. — a morena sorriu sarcástica, sentando-se ao meu lado.
— O de sempre Pop’s. — Betty disse sorridente para o dono da chocoloja.
— Vou querer um milkshake dessa vez. — digo vendo Pop Tate arregalar os olhos surpreso com o meu pedido, o que me fez rir.
— Eu estava propondo de irmos a casa do Jughead para procurar por pistas, no dia do baile. — Archie disse ao sentar em minha frente.
— Perderemos a metade do baile. — Veronica parecia não ter gostado muito da ideia.
— Não importa. — Betty a olhou. — A distração do Jughead vai ser a... Camila.
— O quê?
Ela estava com raiva dele.
— Gente, não é uma boa ideia desconfiarmos do FP, é o pai do Jughead, por que ele mataria Jason Blossom? — a morena disse revirando os olhos.
— O pai do Jughead é um serpente. Ele pode ter sido contratado, não é? — Betty nos olhou.
Ela estava cheia de acusações hoje, e não me cheirava algo bom.
— O Jughead não iria gostar de saber que vocês estão tramando algo escondido relacionado ao seu pai, invadir o trailer deles á noite? — acabei defendendo o moreno que atazana minha vida.
— Está do lado dele? — Betty me olhou. — Quer dizer, ele não irá descobrir, se o pai dele não deve nada não há o que temer.
— Não! — respondo de imediato. — Eu não contarei nada, mas não significa que vou fazer algo.
— Não queria entrar para o caso? — Veronica me olhou pouco ameaçadora.
Sinto meu coração bater mais forte.
— É melhor eu ir, esqueci de fazer uma coisa importante. — me levantei caminhando até a porta.
Não era uma boa ideia, eu iria desapontar o Jughead e talvez ele nunca me perdoaria.
— Camila, espera! — Archie se levantou enquanto me via sair para fora do Pop’s.
— Eu vejo vocês depois. — digo minhas últimas palavras.
Senti um impulso contra o meu corpo.
— Ei! — era uma garota ruiva, adivinhem.
— Cheryl, eu não te vi.
— Percebi. — ela me encarou de perto. — Não sabe se eles já descobriram quem matou o meu irmão? — ela olhou para os meus amigos, que ainda estavam sentados.
— Não. — desviei o olhar.
— Espero que não chegue aos meus ouvidos que foi você quem matou ele. — a ruiva sorriu sarcástica e saiu da minha frente.

Está certo, eu odiava Jason Blossom, ele era o idiota que ocupava o lugar do primeiro mais safado do colégio; Ele se aproveitava de todas, até de mim uma vez. Mas algo terrível aconteceu com ele, tudo o que eu tenho a dizer é que eu não matei o Jason. O que acontece nessa cidade rotula tudo, se alguém morreu, obviamente todos nós somos suspeitos como em qualquer outra cidade normal, mas a nossa mudou para sempre com a morte de Jason Blossom.

RIVERDALE

A minha primeira aula era de biologia, e graças eu consegui chegar a tempo, só faltava guardar minhas coisas em meu armário e pegar alguns livros. No caminho para o meu armário eu vi Jughead, eu gostaria de falar algo e aposto que ele também, mas eu tive que passar e engolir seco. Ele me olhava como se eu fosse uma estranha agora. Não tinha coragem para falar nada à ele e acho que nunca mais vou ter, eu não sabia se ele queria falar comigo depois de ter praticamente o negado na cara dura.
— Hey. — uma voz feminina e amigável disse por trás de mim.
— Uh? — me virei para olhar. Toni Topaz dos serpentes.
— Desculpa te incomodar mas, eu e o Sweet Pea pensamos bem e... — ela fez uma pausa, olhando para o garoto que a esperava perto de um dos armários, o mesmo que havia mencionado o nome. — Eu não sei se você gosta de nós do Sul, mas, queríamos te fazer um convite. — ela me olhou sorridente. —
Os meus olhos não aguentaram muito tempo focados em Toni, eles logo se moveram para Jughead, que se aproximava de Sweet Pea enquanto me encarava com seu olhar mortal, pareceu sussurrar algo sobre mim para ele. As únicas palavras que consegui ouvir foram “Não acredito”, “Sobre hoje a noite” e“ Por quê fizeram isso?”. Voltei minha atenção para Toni, que agora estava acenando na frente dos meus olhos.
— Ah, sim, desculpe. — gaguejei.
— Então, aceita? — a morena de mechas rosa sorriu de lado.
— Sim, sim. — eu nem sabia do que se tratava.
— Certo, todos nós vamos estar lá está noite. — ela disse empolgada.
— Espera, aonde? — fingi ter esquecido, não queria que ela percebesse que eu realmente não havia escutado nada do que falava.
— Faz o seguinte, fala com o Jughead, ele leva você lá com sua moto. — ela me lançou uma piscadela.
— Que? O Jughead? — olhei para ele. — Não, não. Eu posso ir sozinha na verdade, só me diz aonde é.
— Acho que não me ouviu direito, tem que limpar mais os ouvidos. — Toni riu. — Fica no lado sul, no bar dos serpentes, acho que já ouviu falar.
— Ah sim, sim. — desviei meu olhar para a morena em minha frente mordendo o lábio inferior.
Espera, o que ela disse sobre limpar meus ouvidos?!
—  Certo. Apareça lá, te vejo em breve. — deu as costas indo em direção ao moreno que a esperava. Suspirei.
— Betty. — era a voz de Jughead nos corredores da escola.
— Jughead, agora não. — a loira se virou.
— Não pode fazer isso. — escutei Jughead falar.
Apertei minhas mãos tentando me controlar.
— Certo. — respirei fundo dizendo baixinho para mim mesma.
— Está falando sozinha? — era Archie, me olhando com as sobrancelhas arqueadas.
— Estou. Quer dizer, não. — olhei para o ruivo, que agora ria de mim.
— É o Jughead não é? Está te deixando louca. — ele sorriu maliciosamente.
— Não, na verdade, não é só ele. Acho que tudo. — suspirei. — Archie... — ele me olhou a espera de que continuasse. — Pode ir comigo para o lado sul?
— Para o lado sul? — ele sussurrou. — O que pensa que vai fuçar lá?
— Não sei. Sweet Pae e Toni me convidaram. Acha que Jughead vai estar lá?
— Provavelmente. Se eu fosse você, não confiaria nesses dois. — ele me aconselhou, o que me deixou pensativa.
— Eu já me decidi. Pode ir comigo? Só para, minha segurança. — dei de ombros.
— Está bem, me passe uma mensagem quando estiver saindo. — o ruivo riu por último.
A aula estava sendo tediosa hoje, é quase raro eu não me interessar por uma aula de Biologia.
— Srta. Spake, desculpe atrapalhar sua aula, preciso da ajuda da Camila no jornal da escola. — era o diretor, me levanto rapidamente esperando a permissão da professora para sair da sala. Por sorte era uma noticia do dia a dia para o jornal da escola, nada demais, eu apenas teria que digitar um novo artigo. Logo depois de entrar na sala aonde escrevemos o jornal notei a presença de um garoto com os pés em cima da mesa lendo um grande jornal que cobria seu rosto.
— Uh? Com licença... — me aproximei dele, e depois fui perceber que o mesmo estava sentado na minha mesa. — Está amassando as minhas coisas.
— É mesmo? — uma voz familiar vinha dele, até que revelou o seu rosto, abaixando o jornal para me olhar enquanto revirava os olhos.
—O que está fazendo aqui? — abri bem os olhos.
— O mesmo que você. — ele deu de ombros suspirando, voltando a ler seu jornal em seguida.
— Pensei que o diretor tinha dito para mim fazer o artigo!
— Qual é o problema em estar na mesma sala que você, Camila? Isso te irrita também? — ele perguntou sarcástico.
— Já que está todo sarcástico hoje, por quê não me diz o por que fez aquilo depois da festa?
— Aquilo o quê? — ele me olhou parecendo não saber do que estava falando.
— Não me olhe assim, Jughead. — dei as costas.
— Foi impulso.
— Essa é sua resposta?
Ele estava me irritando. Eu odeio garotos como ele.
— Como consegue fazer isso? — me virei para ele, de braços cruzados. — Você beija alguém e no outro dia já está de volta com a sua namorada e diz que foi impulso?
— Betty e eu somos amigos agora.
— Conta outra. — bufei revirando os olhos.
— Você e eu também. — ele se levantou, caminhando em minha direção, o que me fez ficar com o coração na mão. — Somos amigos. — me encarou de perto, como se estivesse deixado claro que nunca seriamos mais do que aquilo. Acabando com minhas expectativas.
— Vai embora. — o olhei nos olhos.
Nunca daria certo, por mais que todo lugar que eu fosse eu o encontrasse. A tristeza tomou meu coração ao vê-lo dar as costas para mim e sair da sala como se não se importasse. Como Betty o suportava? Jughead realmente não gosta de mim.
— Caramba, o que foi aquilo? — Kevin apareceu na porta.
— O quê? — eu segurei o choro olhando para ele. — Ouviu tudo?
— Sim. Tenso esse clima entre você e Jughead. Acho que ele gosta de você. — o moreno sorriu para mim.
— Me poupe Kevin. Você viu o jeito que ele falou comigo? — me joguei na minha cadeira giratória. — Realmente cansativo lidar com ele.
— Ele não é tão fácil. — sentou em minha frente.  — Mas também não tão difícil.
— Eu vou falar com a Veronica, pode cuidar disso aqui para mim? — mudei de assunto, entregando ao Kevin algumas papeladas.
— Está bem.
Sai da sala correndo em direção ao banheiro para desabar, mas parece que alguém chegou primeiro.
— Cheryl? — encontrei a mesma no banheiro, tremendo de tanto chorar.
— Camila... — ela limpou as lágrimas.
— Está tudo bem? — eu me sentei ao seu lado vendo-a negar com a cabeça e me abraçar desesperadamente.
— Não, não está! Eu fico fingindo que está tudo bem, mas, o Jason, ele não está mais aqui! — Cheryl soluçava de tanto chorar.
Era triste ver uma garota sofrendo pela morte do irmão gêmeo, o meu caso não era tão grave quanto o dela, eu resolvi dar apoio, era o que ela mais precisava.
— Eu sinto muito. — foram as minhas únicas palavras, mas que demonstravam muita sinceridade.
— Camila me prometa que... Prometa que vai descobrir quem matou meu irmão. — a ruiva me olhou com os olhos cheios de lágrimas.
— Eu prometo. — não pude dizer não, por mais que Cheryl desconfiava que matei seu irmão, aquilo só colocava uma barreira entre nós.
Depois de enxugar as lágrimas de Cheryl Blossom e ouvi-la desabafar, sai do banheiro discretamente, o corredor já estava repleto por pessoas, já era intervalo. Suspirei fundo, o dia estava sendo cansativo.
— Veronica! — puxei a morena pela manga da blusa.
— Ah, oi. — ela me olhou perplexa. — O que houve?
— Eu acho que pensei bem sobre Jughead.
— Não vai desistir Camila, por favor.
— Veronica, você faz ideia do que ele me disse hoje? — a encarei, nervosa.
—Você sabe que às vezes ele é maldoso.
— Às vezes? — reviro os olhos. — Não o vejo agir daquele jeito com você, ou com a Betty. Ele tem algum problema comigo e isso não deve continuar.
— Está falando sério? — ela estava chateada.
— Estou. — fiquei cabisbaixa. — Eu desisto do Jughead.
Aquelas palavras doeram no meu coração, eu queria que a notícia de que desisti dele chegasse até ele, ou até mesmo que fosse publicada no jornal da escola, assim todos saberiam. Escrever essa frase no Word também não é nada fácil. Agora eu estou me arrumando para ir até o lado Sul. Eu nunca sei o que me espera lá fora, sempre tem uma surpresa.
— Jughead! Eu já disse! — eu não suportava mais ouvir as brigas da casa ao lado.
— Mas, pai. — ele reclamava em voz alta.
— Parem! — pensei sozinha, querendo muito gritar para que ouvissem.
— Quantas vezes vou ter que falar para você entender? — o pai dizia, o que me fez suspirar e descer rapidamente as escadas para cozinha.
— Já vai? — minha mãe servia o jantar.
— Sim. As brigas dos vizinhos estão me irritando, vou ir com o Archie.
— Você deveria beijar o Archie, não um serpente. — meu pai conhecia o ruivo a bastante tempo pois já trabalhou para o pai dele antes de se separar da minha mãe.
— Ela beijou um serpente? — minha mãe arregalou os olhos.
— Foi impulso. — coloquei minha touca, dando um tchauzinho para Bill.
Liguei para Archie, que demorou para me atender.
— Me de uma boa explicação para demorar tanto. É a Camila. — rio.
— Desculpe! Eu estava trocando de roupa, na verdade, está aqui perto?
— Na esquina da sua casa.
— Estou saindo. — ele disse apressado e desligando o telefone em seguida.
Dei de ombros apressando meus passos, parando após ver Archie sair de casa e andar na minha direção. Seguimos para o lado Sul.
— Então você desistiu do Jughead? — o ruivo negou com a cabeça ao me ouvir.
— Sim.
— Isso é trágico. — ele me olhou de relance. — Olha Camila, eu acho que você não devia...
— Chegamos. — mudei de assunto ao olhar para o bar em nossa frente.
— Finalmente, vamos entrar. —Archie caminhou até a entrada.
— Você veio! — Toni Topaz me viu rapidamente.
— Sim! — sorrio gentilmente.
— Trouxe um companheiro...? — ela olhou para o ruivo.
— Archie Andrews. — ele se apresentou.
— Acho que sei quem é você. — ela respondeu sorrindo. — Toni Topaz.
— Pensei que iria vir sozinha. — a voz era rouca, com um sotaque pesado e cheio de charme.
— Sweet Pea! — a morena chamou atenção do moreno que acabou de se juntar a nós. — Esse é Archie Andrews. — os dois se cumprimentaram pelo olhar. — Por que não leva a Camila para tomar alguma coisa?
— Está bem. — o moreno sorriu ao me olhar, e antes de segui-lo o ruivo me segurou.
— Acha mesmo seguro ir com ele sozinha? — ele sussurrou em meu ouvido.
— Sim, está tudo bem Archie. Fique tranquilo. — assenti com a cabeça e voltei a andar normalmente.
— Então a Srta. Camila Cabello quase não dá as caras aqui no lado Sul. — ele costurou pela multidão, avançando com velocidade decidida. Pessoas pulavam para o lado, murmurando sobre sua grosseria enquanto ele passava abrindo caminho com os ombros, comigo quase correndo para acompanhar.
— Só Camila, por favor. — observei ele pedir Whisky ao barman e se sentar em seguida. — Sim, é a minha primeira vez aqui na verdade. — me sentei ao seu lado.
— Uau.— ele levantou as sobrancelhas e olhou para mim. — Acho que dará uma boa serpente.
— Uh? — quase engasguei com minha própria saliva. — Uma boa, o quê?
— Serpente, é por isso que está aqui essa noite. — ele deu de ombros. — Vai subir no palco e fazer aquilo. — ele apontou para uma mulher que dançava no palco, apenas de langerie.
— Prefiro levar um soco. — desviei o olhar.
— É a tradição para as mulheres. — o moreno riu antes de beber um gole do seu whisky.
— Eu concordei com tudo isso?
— Sim. — respondeu.
Eu devia ter prestado mais atenção no que Toni me dizia antes de aceitar.
— Eu não posso.
— E por que não? — ele arqueou as sobrancelhas, me deixando sem resposta.
Outra música começou com alguém cantando ao vivo, com certeza mais uma garota iria dançar e se tornar uma serpente, me virei para olhar o palco. Era uma loira dessa vez, semicerrei os olhos para ver se a conhecia.
— Quem é aquela?
— Eu não sei. —ele olhou fascinado para o corpo da garota e o jeito que mexia os quadris.
Não, não, está tudo errado. Cadê o Archie para me ajudar nessas horas? Tinha tanto velhote naquele bar que me dava vergonha até de passar na frente deles, imagina dançar daquele jeito.
— Betty Cooper? — olhei para seu rosto quando a luz do palco se focou nele.
Mentira, ela nunca faria aquilo. Não podia ser ela, mas era!
Mais uma tentação passava pela platéia que assistia a dança, seu nome era Jughead, ele parou para olhá-la dançar de braços cruzados, parecendo não estar gostando muito do que fazia.
— Eu não fazia ideia de que ela queria se tornar uma serpente. — olhei para Sweet Pea.
— Nem eu. Provavelmente quer ficar perto do Jughead.
— Eles não estavam brigados?
— Estavam? — ele arregalou os olhos.
— Você não sabia? — perguntei, e ele negou com a cabeça. — Na festa aonde os serpentes fizeram as pazes com os Blossom.
— Depois dela é você! — era Toni, me pregou um susto daqueles.
— Nem pensar!
Vi Archie se aproximar.
— Fui ao banheiro. — o ruivo disse.
— Foi chorar? Por que demorou tanto?! — digo irritada.
— Ele estava fazendo coisas de homem. — Sweet Pea respondeu, me dando uma piscadela maliciosa, o que deve ter me deixado vermelha.
— Ele me entende. — o ruivo riu.
— Todas nós passamos por isso. Camila, é só fechar os olhos e se soltar. — Toni ignorou os dois, tentando me acalmar com suas palavras amigáveis.
—Se isso fosse como cantar seria bem mais fácil. — suspirei.
— Ótimo. Então cante enquanto dança, vai ficar mais sensual. —Archie deu a ideia.
— Archie! Está de acordo com isso? — olhei para ele rapidamente, o que o fez negar com a cabeça.
— De acordo? Não, não. — o ruivo disse atrapalhado, eu queria rir do seu jeito, mas aquele momento não era o certo, ainda mais com Jughead na platéia, não estava tudo bem. — Aliás o que está acontecendo?
— A Camila vai se tornar uma serpente, não é? — a morena me olhou pedindo para que concordasse.
— Uma serpente? — Archie arregalou os olhos. — Camila, você não vai fazer isso, vai?!
— Não mesmo, muito menos com Jughead assistindo. — sussurrei para o ruivo.
— Todos vão estar. Até eu. —Sweet Pea me ouviu, respondendo sarcástico.
— Ajudou muito. — reviro os olhos para o moreno.
— Seria a sua chance, mas isso faria de você uma serpente. — o ruivo sussurrou ainda mais baixo.
— Chance! Esquece essa de chance! — falei em um tom alto.
Desviei meu olhar para Jughead, que já estava me olhando ainda de braços cruzados. Droga! Não era para ele me notar.
— Não ligue para esses bobos. Quero que você arrase lá em cima. — Toni sorriu para mim, e vi Betty descer do palco.
— Eu poderia fazer com roupas? — perguntei em desespero.
— Acho que não, hein. — o moreno respondeu sorrindo.
Toni se apressou para me levar até o palco, me deixando diante do microfone. Em seguida todos fixaram os olhos em mim, o que me fez olhar para minhas roupas; Trajava um vestido de seda preto brilhante e eu não gostaria de tirá-lo.

Evitava o máximo olhar para Jughead, mas era quase impossível, eu sabia que ele estava debochando de mim agora. Logo comentários e cochichos como “Por quê ela não dança?” surgiram naquele bar. O tempo parecia ter parado para mim, o que me deixava ainda mais constrangida. Um som se aproximava dos meus ouvidos, era um leve dueto de piano surgindo dum canto do bar, o piano escondia um rosto, mas pude notar os cabelos da cor do fogo, o que me fez sorrir tranquilamente.
— Archie. — pensei e o vi levantar a cabeça para me olhar a espera que soltasse a voz junto com seu dueto.
Eu não sabia que o ruivo tocava piano. No momento não me veio nenhuma música conhecida em mente, o que me deixou um pouco nervosa, eu não queria deixar o Archie na mão, então eu tive que fazer um esforço.
— Tudo pelo que estou vivendo. Tudo pelo que estou morrendo. — cantarolei me aproximando do microfone vendo todos se ajeitarem nas suas cadeiras, a espera que eu os surpreendesse. — Tudo que eu não posso ignorar sozinha à noite. — eu mantive meus olhos abertos fixos nas paredes do bar, diferente da última vez que cantei. — Eu posso sentir a noite se aproximando, separando-me dos vivos... — olhei de relance para Jughead, eu senti algo forte vindo dele que não se intimidou com o meu olhar. — Entendendo-me depois de tudo que vi, colocando cada pensamento junto. — comecei a aumentar minha voz, me sentindo segura o suficiente. Betty estava na platéia, eu a vi me olhando de braços cruzados, provavelmente com ciúmes do olhar de Jughead sobre mim. — Encontre as palavras para me deixar melhor. Se eu apenas soubesse como me deixar de lado. — meu timbre abaixou levemente, eu estava quase desabando ali mesmo. — Deveria doer amar você? Deveria sentir como eu estou? — refleti com a minha própria música, o que me impediu de continuar a canção.
Archie logo percebeu isso, finalizando seu dueto sem nenhum erro. Para minha maior surpresa, ouvi todos aplaudirem em pé, até mesmo Jughead. Olhei Toni se aproximar do palco me ajudando a descer.
— Você foi incrível. — ela sorriu me levando de volta para o balcão onde estávamos. Meus olhos ainda não se deslocaram de Jughead, eu estava completamente surpresa com a sua reação, realmente não esperava por isso.
— Você deu realmente um show lá em cima, o que foi aquilo? — Sweet Pea sorriu para mim.
— Eu não sei. Só disse o que estava sentindo. — finalmente desviei meu olhar, sentando-me ao lado do moreno.
— Acho que você tem futuro com a música. — Archie veio correndo em minha direção.
— E você também, não sabia que tocava piano. — sorri ao ver sua animação.
— Podemos fazer uma dupla. — ele riu, mas eu gostei da ideia.
— Sentimentos profundos. — o moreno sorriu.
— Adorei sua música. — Toni sorriu.
— Ei, Camila. — ouvi a voz de Betty. — Cantou muito bem, lá em cima. Acho que agora você é... — ela parou em minha frente.
— Uma serpente. — Sweet Pea respondeu.
— Mas eu nem dancei...
— Camila, ser um serpente não é você ser sensual na dança ou ter um corpo bonito, como de muitas garotas por aqui... Ser serpente é você demonstrar aquilo que está sentindo sem medo do que vão dizer ou achar, é ter coragem. — a morena colocou as mãos em meu ombro, o que me fez sorrir.
— Ela está certa. — A Betty balançou seus cabelos, que estavam soltos.
— De qualquer forma, obrigado Betty. Gostei da sua dança.
Ela se virou para sair com o olhar maldoso de sua mãe, que estava esperando-a. A Sra. Cooper era assustadora às vezes. “Não acredito que virou uma serpente.” Ouvi a mãe de Betty dizer ao recebê-la.
— Mãe! Até mais Archie, Camila... — ela se virou acenando.
— Está tarde. — Olho o meu relógio de pulso.
—Acho melhor irmos. — o ruivo respondeu.
— Concordo.
— Não antes de receber isso aqui. — era uma voz grossa que me soava familiar, era o pai de Jughead me oferecendo uma jaqueta. — É uma de nós. — ele sorriu com Jughead se aproximando atrás.
— Obrigada? — aceitei a jaqueta, provando a mesma.
— Ficou boa para você. — FP sorriu antes de dar um tapinha em minhas costas.
Estávamos nos preparando para ir embora quando alguém tocou levemente meu braço.
— Camila?
— Uh? — me virei.
— Podemos conversar? — disse com uma expressão arrependida.
— Sobre o quê? — arqueio uma das sobrancelhas, e Archie me cutucou. — Está bem. — suspirei, me despedindo de Toni e Sweet Pea em seguida.
— Eu queria pedir desculpas.
— Eu estou falando mesmo com o Jughead? — encarei-o de braços cruzados na frente do bar.
— Sim. — ele soltou um sorriso. — Eu fui grosso com você, hoje mais cedo.
— Percebi. — desviei o olhar.
— Eu pensei que você fosse como as outras meninas. — ele revirou os olhos. — Mas ainda bem que não é.
— O que isso significa?
— Que você é incrível. — ele me olhou nos olhos.
Não, droga, não faz isso Jughead, lembre-se que eu desisti de você. Eu fiquei totalmente muda.
— Era só isso que eu tinha a dizer, bem, até mais. — ele virou de costas.
— Espera, Jughead.— toquei suas costas de imediato. — Então estamos bem?
— Por que não estaríamos? — ele riu ainda de costas.
— Pelo o que aconteceu, naquela noite. Ainda não me disse o que foi aquilo. — suspirei, com medo da sua resposta.
— Você é tão boba, coitadinha.
— Uh? Do que você me chamou? — abri bem os olhos.
— De coitadinha. — ele se virou, me olhando. — Leva pelo lado bom. — ele sorriu.
— Não vou me estressar com você hoje, eu estou morrendo de dor nas costas, não piore meu estado Jughead. Você me tira do sério. — encarei ele, que agora estava gargalhando de rir. — Não vejo graça.
— Está bem, você precisa descansar. — ele deu de ombros. — O Archie deve estar cansado de esperar.
— Tem razão. — olhei para trás procurando por Archie.
— É uma de nós agora.
— Espero que isso seja bom. — respondi. — Sabe, eu gostaria de conhecer você um pouco mais.
— Você vai, só não seja tão apressada. — o moreno soltou uma risada sarcástica me vendo virar de costas e acenar.
— Archie! —eu corri até o ruivo o mais rápido que pude.
— Deus! O que tanto conversaram? Me deixou esperando por 10 minutos! — o ruivo era calculista e estava irritado.
— Mil desculpas! Eu vou te contar tudo com mais calma no caminho. — eu disse apressada.
    A porta da minha casa estava fechada, e as luzes apagadas.
— Droga. — murmurei dando a volta na casa, claramente para escalar até o meu quarto. Finalmente depois de alcançar a janela dei um suspiro vitorioso abrindo a mesma em seguida sem fazer muito barulho.
— Isso que dá chegar tarde em casa. — tomei um susto e olhei para janela da casa ao lado. Por sorte era Jughead lendo um livro enquanto estava sentado na janela, parecia estar me esperando.
— Não interrompa, eu estava rezando para os meus pais estarem dormindo tranquilamente. — acendi a luz do meu quarto cautelosamente, voltando para janela.
— Certo. — ele tombou a cabeça para o lado, me olhando com um sorriso bobo.
— São três horas! — arregalo os olhos ao olhar meu celular, e ver mais de dez mensagens da Veronica.
— E eu acho que vou ao Pop’s. — Jughead se levantou.
— Uma hora dessas? — soltei uma risada baixa. — Você é louco, e, boa noite Jughead. — digo ao fechar a janela, e sem sair nenhum som da boca do moreno eu li seus lábios que disseram “Boa noite.” Durante todo aquele tempo aquela era a primeira vez que falei com Jughead pela janela, o que me animava um pouco. Acho que significava algo bom. Talvez a partir de agora as coisas comecem a dar certo realmente. Logo veio em minha mente a minha frase do dia “Eu desisti de Jughead” o que me deixou pensativa quase a noite inteira, seria mesmo aquilo que o meu coração queria, que eu desistisse?


Notas Finais


Espero que tenha gostado!
Até o próximo capitulo, e aqui estão as músicas como prometido:
Música theme do cap ---> https://www.youtube.com/watch?v=SkQhd2p9Wzo
Música cantada por Camila ---> https://www.youtube.com/watch?v=UUeZGR2kcgQ (eu fiz o cap escutando essas duas músicas, então achei que combinaria essa música com a Camila mesmo não sendo da cantora Camila Cabello, mas espero que gostem da canção. :) / tradução: https://www.letras.mus.br/evanescence/782809/traducao.html
~~~~~~
Gente me perdoem qualquer erro no texto, é que eu estou com muito sono e fico até meio abobado, mas é isso que tenho para hoje! Até mais pessoal, e rezem para mim não ter esse tipo de bloqueio de criatividade mais vezes, por que é um saco você querer escrever e não ter ideias :c


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