História 14 Dias - Capítulo 30


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Categorias Anavitória
Personagens Ana Clara Caetano, Vitória Falcão
Tags Anavitoria, Musica, Romance
Visualizações 791
Palavras 1.815
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Cor de Marte


 Ana

Assim que saímos do camarim, sei que esse vai ser nosso pior show. Acabamos de discutir a plenos pulmões. Vitória, que sempre envolve os braços nos meus ombros enquanto nos direcionamos ao palco, agora está há uns 2 metros de distância de mim.
Ela não me ajuda a colocar o violão, nem estica a mão para fazer nosso toque. Nem sequer olha pra mim, o que me deixa frustada.
Subimos ao palco e tudo é diferente. Até os gritos parecem me incomodar, por não ter o sorriso de Vitória acompanhando o meu. Começo a dedilhar Coração Carnaval, e confundo todas as notas. A introdução fica horrível, e minha vontade é pedir que Jeff toque por mim, mas não o faço.

Quando tu se aproxima.

Eu não olho pro lado, como sempre faço, pra saber se ela tá se aproximando. Mas a ausência dos gritos me dá a certeza que ela não veio. 

Vitória

Que show horrível. Consigo ver as expressões de insatisfação de alguns fãs mais próximos. E dou total razão a eles. Eu e Ana não nos olhamos nem por 1 segundo. Ela não vem colar em mim em Trevo. Em Amor 2 em 1, não faço questão de aproximar nosso pedestal. Em Cores, não danço colada nas costas dela. E em Dê um Rolê, a animação que sempre temos, dá lugar a duas meninas com os olhos grudados ao nada.
Quando saímos do palco, os aplausos são fracos e quase não há gritos de empolgação. Felipe parece insatisfeito, mas quando acho que vamos ouvir um sermão de 4 dias, ele só diz que o motorista tá esperando a gente.

Entramos no carro em silêncio.
O percurso parece demorar três vezes mais que o normal.
Chegamos. Entramos no elevador. 12. Destranco a porta. 

Ana

Quando entro, decido tentar ser um pouco mais calma, e quebro nosso silêncio de horas.

- Vitória, vamo tenta conversar agora. Não tem ninguém pra atrapalhar. - Digo, baixo e calma. - Sem você brigar.

Quando termino a frase, sei que não caiu bem. Não era isso que eu queria dizer, mas Vitória já me olha, com os olhos tristes.

- Eu sou o problema, Ana. Já entendi.

Ela entra no quarto e bate a porta. Não consigo me controlar e grito:

- NÃO VEM DIZER QUE EU NÃO EXPLIQUEI.

Entro no meu quarto e imito Vitória, batendo a porta. Deito, mas sei que não vou dormir. Minha insatisfação com o show de hoje e nossa briga no camarim fazem meus olhos começarem a embaçar, e me permito chorar. Eu tentei explicar, mas ela não deixou. O medo de perder a mulher que eu amo me atinge, e deixo um soluço alto escapar. Amasso minha cara no travesseiro e me afogo nas lágrimas que insistem em brotar.

Vitória

Minha frustração me deixa com os nervos à flor da pele. Só consigo pensar que se Ana enrolou tanto pra me explicar o que aconteceu, significa que realmente rolou alguma coisa com o Mike. Sinto um nó no estômago quando penso nele. Junto com ela.
Me jogo na cama e escuto o som do que parece ser um soluço de choro. Minha raiva some por alguns segundos, quando identifico ser o de Ana. Mas outro som me tira atenção. Meu celular vibrando com várias mensagens seguidas.
Quando olho o remetente, não sei se fico preocupada ou qualquer outra coisa: Mike.

(00:17) Mike: Vitória. Eu fui no show de vocês hoje. E não tinha como não perceber que vocês não estavam bem uma com a outra.

Eu achei que a Ana logo explicaria o que aconteceu, então achei melhor não dizer nada. Mas, pelo que vi hoje, talvez seja melhor eu tentar explicar minha versão.

Eu tava muito mal. Porque tive que relembrar tudo que aconteceu naquele maldito dia que levei um pé na bunda. E quando recebi a notícia que tinha funcionado, eu abracei a Ana. E abracei muito forte, porque cheguei a estralar algumas costelas dela. Eu não dei tempo dela fazer nada. Eu não fui nem sequer abraçado por ela, que tentava sair dos meus braços.

Quando eu a soltei, a primeira coisa que ela fez foi olhar pra onde você deveria estar. E quando não te viu, brigou comigo tão alto que metade do restaurante encarou ela. Quando você foi embora, a expressão de tristeza na cara dela fez eu entender tudo, sem ela precisar explicar.

Vi, eu juro que se eu soubesse de vocês, nunca iria atrapalhar. Peço mil desculpas. Você sabe que eu amo vocês duas. Não quero estragar nada.

Perdoa a Ana. Em todo momento, o que ela queria era ficar com você. Eu que não deixei.

Boa noite, panquecão.



Meu coração parece ter se dividido em pequenos pedaços. Então foi só isso que aconteceu. Ana nem sequer retribuiu o abraço, e eu a julgando por ter sido trocada. Ela tentou correr atrás de mim. Mas eu simplesmente fugi. E depois a rejeitei. E depois discuti igual uma doida dentro do camarim. E nem olhei pra cara dela no show. Talvez a culpa de tudo realmente seja minha, por minha capacidade de julgar tudo pelas aparências e não dar tempo de explicações.

Não consigo ficar mais nem um minuto sem pedir desculpas a Ana, e saio do meu quarto, viro a direita e chego perto da porta dela. Consigo ouvir uma música tocando, que depois de alguns segundos, identifico ser do Bon Iver. Acho que Towers. Bato na porta.

  Ana

Coloco minha playlist mais depressiva, porque não tô nem no fundo do poço, eu tô é na sombra do fundo do poço. 

Saio da viagem que minha mente fez, porque ouço três batidas na porta. Eu, óbvio, sei quem é, e já me preparo pra não falar mais nenhuma merda que a faça ficar mais brava.
 

Mas quando abro a porta, o único som que minha boca solta é quando minhas costas batem na parede, que ela me empurrou. É tudo tão rápido que não consigo entender se ela tá me batendo. Se é ela mesmo ou um ladrão cacheado.

  Mas quando a boca se choca com a minha, a textura, sabor e temperatura são conhecidos por mim, e não tenho dúvidas de quem é.

As mãos logo deslizam pra debaixo da minha camisola, a mesma que usei de manhã, e a retiram com habilidade.

O fato de tudo acontecer rápido demais, sem eu entender porque, me deixa eletrizada. A boca quente trilha todo meu corpo, deixando um rastro molhado por onde passa. Esqueço de tudo e me vejo implorando por mais contato, guiando seu rosto por onde quero ser beijava, mordida, lambida, chupada. 

Quando puxo os cachos pro meu pescoço, a voz rouca me faz suspirar.

- Você é minha. 

Ela fala isso, enquanto me tira do chão, me fazendo entrelaçar as pernas na sua cintura. Sou jogada na minha cama. E a assisto tirar o vestido branco na minha frente, deixando à mostra a pele da mesma cor. Tento levantar pra tocar o corpo mais perfeito pra mim, mas sou empurrada de volta pra cama. E sinto sua língua percorrer meu pescoço, o meio dos meus seios, meu umbigo, mais pra baixo, mais um pouco. E quando ela chega quase lá, volta pro meu pescoço. 

A frustração e o desejo tomam conta de mim, e a puxo pra baixo, pra lá outra vez. Sinto a respiração dela tão próxima, que meu corpo responde pulsando minha parte mais sensível. Solto um gemido, por querer a boca dela em mim. 

Ela cala meu gemido com um beijo molhado. E a pego desprevenida, a jogando pro lado e ficando por cima em questão de milésimos. Passo os lábios onde está tatuado 1st. Subo um pouco mais e mordo delicadamente o mamilo com o peircing fazendo barulho no meu dente. 

Deixo beijos barulhentos nas coxas que me envolvem. E quando minha boca fica a centímetros de distância do meio de suas pernas, ela começa a resmungar, puxando meu queixo pra frente.

- Ninha... 

A voz rouca dela fica tão gostosa me chamando assim, que grudo minha boca nos lábios dela, sentindo o gosto e o calor tão particular. Seu pedido manhoso se transforma num gemido ofegante, enquanto seu corpo solta um tranco. É tão excitante a ver assim que aumento o ritmo e minha língua desenha círculos e mais círculos. Sua mão segura meus cabelos e me puxa cada vez mais. Olho pra cima e a vejo com os olhos fechados com força. 
Quando seu corpo começa a se contorcer e sua respiração falha, agarro com força suas pernas, mas ela começa a empurrar meu rosto, e não me deixa continuar.

Vitória

Não quero que acabe rápido. Então não a deixo continuar e a puxo pra cima, sentindo meu gosto na boca dela. 
Ela vai mais pra frente e deixa os seios perto da minha boca, e a rigidez que sinto me faz ver que ela tá tão alucinada quanto eu. 
Ela vai mais pra frente e deixa a barriga perto da minha boca. Massageio as costas suadas enquanto chupo sua barriga, deixando uma manchinha parecida com a minha.
Ela vai mais pra frente e se deixa perto da minha boca. Massageio o bumbum enquanto chupo outra parte dela, arrancando um gemido de Ana, abafado pelo lençol, que ela afundou o rosto. 

Imito o ritmo da música que toca no fundo, Family of the year - hero. Ana não consegue ficar parada e começa a se mexer aos poucos, também no ritmo. Uma dança. 

Ela também parece não querer o fim disso e vai pra trás, totalmente ofegante. Encaro os olhos dela, que denunciam seu desejo. Sua mão me passeia, e eu arrepio. É como se Cor de Marte se transfigurasse em nós duas. Seu rosto faz da curva do meu ombro seu lar. Continuo obedecendo a letra de nossa música e enquanto passeio seu corpo a letra viaja na minha cabeça. Nas tuas pernas, nas mãos, teu cabelo, e no cheiro do beijo que faz tu grudar.

Ana

Parece que Cor de Marte é nosso scrip, e sei que Vitória também percebeu, porque ela sussurra no meu ouvido:

- Me prova.

Me contraio com o arrepio que ela me causa e a obedeço na hora, e desço meu rosto por entre suas pernas. E a provo. 

- Me sinta. - Ela solta a frase ofegantemente, observando meus movimentos, enquanto morde o lábio.

- Me cheira. - Respiro fundo da mesma hora, e a vejo revirar os olhos e arquear a cabeça. Aumento o ritmo e seus quadris balançam no mesmo ritmo, e é como se eu pudesse ouvir a melodia.

- Se deixa em mi... - Não a permito terminar a frase, e aperto minha boca nela, e escuto sua respiração sumir, pra logo em seguida, dar lugar ao grito rouco.
 

Dou seguimento à letra da música e escuto seus gemidos no pé do meu ouvido.  



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