História 1404 - Capítulo 1


Escrita por: e Wonfishy

Postado
Categorias B.A.P, Secret
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Jun Hyoseong, Jung Hana, Song Jieun, Zelo
Tags 1404, Amantes, Bang, Banglo, Bap, Daejae!mention, Hyosung, Olddays_project, Traição, Wonfishy, Yongguk!lawyer, Zelo, Zelo!secretary
Visualizações 87
Palavras 3.988
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Lembro de ter falado para mim mesma que não pegaria mais temas contendo traição no mesmo, mas a carne é fraca, né? Bom, o tema escolhido por minha pessoa foi “Amantes” e decidi, inesperadamente, trabalhar com B.A.P dessa vez. BangLo, para ser mais específica e foi uma delícia! De vdd, eu gostei bastante, mesmo que eu tenha problematizado algumas coisas na minha cabeça, MAS ENFIM, espero que gostem! É uma honra estar nesse projeto maravilhoso que é o Old Days e esperem por mais fanfics delicinhas da minha parte e das outras autoras maravilhosas do projeto <3

A capa foi feita pela maravilhosa da @DaraWolf e eu só tenho a agradecer!

Já a fanfic foi betada pela mana @NanaBy (aliás, já trabalhei com ela, um xuxu de pessoa!) em tempo recorde, então se deliciem!


Alguns avisinhos:

>Junhong é maior de idade.

>Yongguk é casado com a Jieun (ex-Secret)

>Tem SÓ menção DaeJae, nada de concreto mesmo.

Capítulo 1 - Único - Porta 1404


Yongguk sorriu antes mesmo que o veredicto fosse dito.


Ele já sabia qual seria. Então pra quê esconder o óbvio? Ele não era nenhum iniciante no ramo e sabia muito bem o que estava fazendo. Estava em seu sangue. E, como já previa, quando o juiz deu o parecer a favor de seu cliente, sua expressão arrogante não se alterou nem por um segundo. Sorriu, extremamente satisfeito com seu trabalho e com o de sua pequena, mas engenhosa equipe. Cumprimentou o advogado de defesa, alguns anos mais velho e experiente do que si, que não conseguiu disfarçar o desagrado em ter perdido um caso tão importante como aquele para um garoto como ele.


Mas o que Yongguk podia fazer se não era nenhum amador?


Ele já possuía seus trinta anos nas costas. Cinco anos em tribunais, sendo um dos advogados mais jovens a ganhar causas importantíssimas e atraindo a atenção da mídia com seu discurso afiado e objetivo. Seu sobrenome era conhecido fora e dentro dos tribunais. Vindo de uma família composta de juízes e advogados muito bem-sucedidos no ramo, já era de se esperar que ele fosse ser um sucesso. Ele havia estudado muito e se dedicado de corpo e alma a advocacia, decidindo seguir a profissão da família, desde que fosse ele a trilhar seu próprio caminho. Yongguk possuía seu orgulho próprio e havia aprendido, desde cedo, o quanto seu esforço próprio resultaria no futuro.


Ele tinha seu próprio escritório de advocacia e seus clientes fiéis. Uma vida financeira estável que lhe permitia alguns luxos de vez em quando, sem exageros maiores. Ele não era esse tipo de homem. Doava boa parte de seu salário para instituições de caridade e abrigos de animais abandonados e não se importava com o que diziam de si sobre isso. Ele levava sua profissão a sério como ninguém, mas sua vida pessoal estava fora de cogitação. Era dele e de mais ninguém.


— Yongguk?


Bom, quase apenas dele.


A mulher lhe dirigiu um sorriso doce. Seus fios loiros caíam numa bela cascata por cima dos ombros e nas costas; lisos e levemente encaracolados nas pontas. A roupa social combinando perfeitamente com seu cabelo e sapatos, assim como a maquiagem leve que a deixava ainda mais bela do que já era naturalmente. Na verdade, Song Jieun era ainda mais bonita sem ela. Ao natural mesmo. Qualquer homem dentro daquele tribunal se sentiria sortudo em tê-la trabalhando ao seu lado. Yongguk fora abençoado duas vezes: por tê-la em sua equipe e por ser casado com ela.


Jieun era competente e audaciosa. Uma mulher de fibra, que lutava até o fim por seus ideais e pelo que achava correto. Sua família e a dela eram próximas, o que acabou por ocasionar em uma união de negócios. O casamento fora o passo decisivo para que ambos se unissem de verdade. Yongguk, como um bom filho, não contestou a decisão de seus pais e nem os dele, ainda que não fosse de seu total agrado se casar com ela. Não que Jieun não o atraísse, pois atraía e muito, mas ele não se sentia confortável em se casar com alguém que mal conhecia. Mas, na época, ele não teve como recusar. E nem Jieun, que também não parecia estar cem por cento a favor daquele casamento.


Mas ambos eram ótimos filhos. Jamais seriam capazes de ir contra a vontade de seus pais, mesmo que isso interferisse em suas vidas pessoais. Após o casamento, Jieun adotou o sobrenome Bang e foi oficializada como um membro da família. Apesar da união forçada, o casamento ia bem. Jieun era realmente um doce e Yongguk tinha seu jeito marrento, mas era um ótimo marido. Ambos se tratavam com respeito e carinho, agindo como o casal perfeito que a mídia rotulara logo após a união ser anunciada. O escritório Bang&Song era frequentado pela alta sociedade, ainda que a própria Jieun oferecesse consultas gratuitas a população mais carente. Era isso que Yongguk admirava na esposa. Sua generosidade e sua sagacidade. Funcionavam bem tanto como marido e mulher quanto sócios.


— Você foi fantástica, esposa. — Saudou-a com um beijo suave nos lábios pintados de vermelho, entrelaçando a mão a dela para irem embora. Sua equipe já os aguardava do lado de fora, prontos para saírem. O dia havia sido deveras cansativo para todos. Na verdade, a semana havia sido cansativa, graças ao mais recente caso ganho pela firma, mas eles estavam felizes com a vitória.


— Oh, obrigada, marido. Somos uma dupla e tanto, huh? — Ela sorriu, orgulhosa. Jieun não era capaz de esconder o orgulho que sentia dele e em como era feliz com o casamento, mesmo sabendo que Yongguk não o era cem por cento do tempo. Mas ela tentava mudar isso, ficando satisfeita em ver que conseguia. Mesmo que aos poucos.


— Sim. Somos uma dupla e tanto, Jieun.


Alguns jornalistas se aproximaram em busca de alguma declaração, mas Hyosung, responsável por aquela parte dentro do escritório, os afastou com a promessa de que teriam uma exclusiva o menos tardar possível. Yongguk bem sabia que não escaparia de uma declaração para os jornais locais, então apenas sorriu e prometeu que toda a equipe, se necessário, daria uma declaração coletiva. Ele não levaria o crédito sozinho, jamais. Toda a sua equipe trabalhava arduamente nos casos, o mais justo era que todos tivessem sua parcela de crédito e o nome estampado na primeira página.


A equipe constituía-se, basicamente, de: Yongguk, sendo o advogado chefe e Jieun sua sócia; Hyosung, responsável pela publicidade do escritório; Daehyun, que cuidava exclusivamente de separações; Hana, que era encarregada de investigar a fundo a vida pessoal tanto dos clientes quanto da outra parte e, finalmente, ainda que não menos importante, Junhong, o estagiário do escritório.


— Parabéns pela vitória, Jieun-ssi e Yongguk-ssi. — O rapaz, de vinte e dois anos, curvou-se em total respeito por ambos seus chefes, como de costume. Desde que começara seu estágio, há cerca de um ano e meio, Junhong mostrou-se um pequeno prodígio em pouquíssimo tempo trabalhando com eles.


— Já disse que pode me chamar de noona, Junhong-ah. — Jieun sorriu, encantada, para o rapaz, que sempre a tratava com tamanha informalidade que chegava a incomodá-la. Ela não era tão mais velha que ele, ainda que soubesse que o tratamento não se tratava da questão de idade e, sim, de respeito. — E você também merece parabéns pelo seu excelente desempenho no caso. Não é, querido?


Yongguk assentiu.


— Você foi muito bem, Junhong. — Elogiou o rapaz com um sorriso verdadeiro nos lábios. Não podia dizer que não estava orgulhoso dele, porque estava. Via muito de si nele, especialmente porque começara a estagiar com a mesma idade, ainda que suas situações fossem completamente diferentes. Havia estagiado com seu pai, um dos advogados mais rígidos do país. Não queria ser assim com Junhong, que parecia encantado com o estágio e com tudo o que vivenciava dentro do escritório.


Junhong sorriu um pouco acanhado com os elogios, mas não se privou de orgulhar-se de si mesmo por recebê-los. Havia feito por merecer. Encarou seu chefe — apesar de Jieun ser a sócia, quem mandava em si era Yongguk — por alguns segundos, vendo-o sorrir de forma carinhosa para a esposa e então se inclinar para beijá-la. Não querendo atrapalhar o momento íntimo — e também porque seu coração começou a bater de forma dolorosa dentro do peito —, afastou-se sem dizer nada. Ele não podia dizer nada. Não tinha esse direito e sabia disso.


Foi para perto de Hyosung e Hana, que pareciam satisfeitas com todo o trabalho feito e com a promessa de Daehyun que sairiam para encher a cara a noite como uma forma de comemorar a vitória. Geralmente, Yongguk os liberava do expediente quando ganhavam casos importantes. Até recebiam aumento se fosse o caso. Não havia do que reclamar.


— Você está muito desanimado pra quem acabou de ganhar um caso importante, Zelo. — Hyosung o abraçou de lado, bagunçando os fios loiros em um carinho quase maternal. Era a mais velha da equipe e via Junhong — quem ela carinhosamente apelidou de Zelo — como um filhote de cachorro abandonado no meio da estrada. A diferença de idade entre os dois era de quase dez anos, o que explicava o zelo que tinha pelo rapaz mais novo. — Vai beber com a gente hoje? Aproveita que o YoungJae-ssi também vai aparecer por lá hoje pra gente rir bastante dos micos que o Daehyun vai pagar perto dele.


Daehyun soltou um grandeHey!” bastante ofendido, fazendo com que ambos rissem de sua reação. O fato é que o Jung tinha um penhasco pelo rapaz baixinho que trabalhava no escritório vizinho ao deles; o dono era um amigo próximo de Yongguk e algumas vezes dividiam casos mais complexos. Fora graças a um deles que YoungJae fora apresentado a equipe, capturando imediatamente a atenção de Daehyun, que nunca soube disfarçar o interesse quase gritante que tinha pelo rapaz de fios escuros e um pouco de sotaque no tom de voz. Desde então, sempre que surgia uma oportunidade, ninguém da equipe a perdia e as piadas e comentários só aumentava a cada vez que o próprio Jung resolvia agir.


Ou melhor, a cada mico que ele resolvia pagar perto do Yoo.


Hyosung era uma das que mais brincava com o amigo, mas bem lá no fundo torcia para que ele conseguisse conquistar o advogado.


— Acho que vou ficar em casa hoje. — Era sexta-feira. Ele tinha um compromisso toda sexta-feira e por isso sempre negava as saídas com o pessoal. Não que fosse algo rotineiro, mas prezava por esse tipo de compromisso. — Ainda que eu queira e muito ver a cara do YoungJae-ssi quando o Daehyun derrubar bebida na roupa dele novamente. — Só de se lembrar da cena da última vez que saíram todos juntos que já sentia vontade de rir. Foi hilário.


— Você nunca sai as sextas. Que compromisso é esse tão importante que você não pode cancelar de vez em quando? — Hyosung já suspeitava do que fosse, mas preferia se fingir de sonsa. Era melhor assim.


— Oh... Bom, noona, você sabe, eu moro com o JongUp e, às vezes, nós temos nossas vontades e aí a g—


— Informação demais, Zelo. Informação demais! — Ela balançou a cabeça, tentando expulsar as imagens mentais dos dois se beijando e depois retirando suas roupas e— Oh, Deus, que horror! Não que ela fosse preconceituosa ou algo do tipo, longe disso! Ela só não estava a fim de imaginar os dois transando, muito obrigada. — Você tem um ponto. Mas da próxima você vai conosco!


Junhong só se fez rir e concordar, sabendo que teria que cumprir ou acabaria em maus lençóis. Ciente de que não teria que voltar para o escritório, despediu-se dos demais e chamou um táxi. Iria para casa, jantaria e daria um jeito de expulsar o amigo do apartamento que dividiam antes das 21h.


JongUp sairia por bem ou por mal.



Faltava cinco minutos para as 21h e Junhong já se encontrava uma pilha de nervos.


Ele ainda estava estressado da briga que teve com JongUp mais cedo. O melhor amigo podia ser cabeça dura às vezes, mas sabia que ele só queria o seu bem. Ele não era a favor do que acontecia quando tinha que se retirar — lê-se quando o expulsava do apartamento até a manhã seguinte — e deixava isso bem claro toda sexta-feira, quando discutiam sobre o mesmo assunto e ele acabava pegando uma mochila com algumas mudas de roupa para o fim de semana. Mas sempre acabava retornando no sábado à noite, porque eles tinham uma noite de filmes clássicos e era o compromisso deles. JongUp nunca faltava a esse compromisso, assim como Yongguk.


Às 21h em ponto alguém bateu a porta.


Junhong não demorou mais do que três segundos para abri-la e bem menos para se jogar nos braços fortes do advogado que o recebeu de bom grado. Yongguk sempre o recebia de bom grado, tanto no escritório quanto em seu apartamento. Havia algo que os atraía de tal forma que era difícil resistir e, bem, se até o momento ninguém havia percebido nada, então podiam continuar com aquilo. Junhong podia continuar fingindo que, ali dentro, Bang Yongguk era dele.


— Oi. — Disse após desgrudar os lábios dos dele, agradecendo ao fato de que o mais velho havia fechado a porta do apartamento ele mesmo, porque se dependesse de si, sequer teria notado que ela ainda estava aberta. Seus vizinhos eram idosos mau humorados e que mal viam TV ou saíam de casa, então mesmo não havendo o perigo de alguém reconhecer Yongguk, ainda assim, era bom tomar todo o cuidado possível.


Jello. — Yongguk o saudou com um sorriso doce nos lábios, apertando-o contra si sem medo de machucá-lo. Suas mãos, grandes e pesadas, jamais seriam capazes de machucar alguém. Ainda mais se esse alguém fosse Junhong, uma das coisas mais preciosas em sua vida. — Seu amigo…?


— Já saiu. Não se preocupe, estamos sozinhos. — O estagiário garantiu, deixando-se ser puxado até o sofá da sala, onde teve seu corpo empurrado para que caísse sentado em cima dele. Em seguida, sentiu o peso do corpo de Yongguk em cima do seu, assim como os lábios dele em seu pescoço. Gemeu, totalmente manhoso, tombando sua cabeça para trás para que ele tivesse mais acesso à sua pele. Sabia o quanto ele apreciava-a. — Y-Yongguk...


— Eu queria saber como diabos você pode ser tão doce, Jello. Tão saboroso. — Yongguk não poupava elogios, sabendo que aquilo deixava o mais novo envergonhado. As bochechas gordinhas ficavam vermelhas e era simplesmente adorável vê-lo assim. Junhong era macio, delicado em certo ponto e gentil em ouvir suas reclamações e problemas dentro e fora do escritório. Podiam ter oito anos de diferença de idade, mas não conseguia resistir ao garoto de vinte e dois anos. — Fiquei tão orgulhoso de você hoje, sabia? Não se deixou abater pelos comentários negativos e nem pelo problema que tivemos com a última testemunha… Eu sei que ficou nervoso e que achou que não conseguiria, mas você conseguiu. Você é mais capaz do que consegue ver.


O mais novo sorriu, puxando o rosto alheio contra o seu e se perdendo na galáxia que eram os olhos escuros de Yongguk. Havia tanta coisa ali, tanta coisa que ele não lhe dizia… Tanto para se aprender. As coisas entre eles não fluiu “fácil”. Yongguk ainda não o via dessa forma quando começou a trabalhar no escritório. Era rígido com seus funcionários e sendo o único estagiário do local, foi ele a ficar responsável por seu treinamento. Recebia auxílio de todos, mas era com Yongguk que mais aprendia. A postura séria quase todo o tempo, trabalhando arduamente em casos simples e complexos. Ele não era apenas o chefe, era um líder. Um líder que lutava ao lado de seus funcionários, não recebendo mais do que eles. Era um homem justo e íntegro.


Às vezes achava que havia destruído isso nele.


Porque foi não ele que lhe procurou primeiro. Não, foi ao contrário. Foi por causa do que começou a sentir por seu chefe que estavam, no presente momento, puxando as roupas de seus corpos e beijando-se em quase desespero. Yongguk podia não amar a esposa, mas a respeitava. E sentia que ela fazia o mesmo. Mesmo que nunca tivessem conversado sobre, nem quando se beijaram pela primeira vez, Junhong sentia que ele carregava uma parcela de culpa maior a cada vez que o visitava. A frequência havia aumentado consideravelmente quando ele deixou de se sentir culpado por tocá-lo. Por possui-lo. E só o fez depois que completou vinte e um anos de idade. Antes não. Bang podia estar sendo o mais canalha dos homens, mas ainda havia algum resquício de caráter em si. Forte o suficiente para guiá-lo.


Bang já estava sem o terno e a gravata, restando apenas a blusa de manga comprida e clara. Os dedos de Junhong já trabalhavam em puxá-la do belo corpo, expondo o tronco bem trabalhado e livre de marcas. Junhong não queria pensar se Jieun o marcava enquanto transavam, aliás, ele sequer queria pensar nisso. A imagem mental o deixava enojado.


Mas o que ele podia fazer? Jieun não merecia seu ódio ou nojo. Era uma mulher incrível e doce. Ele também não gostava de pensar em como aquilo que estavam fazendo era errado, mas, novamente, o que ele podia fazer se havia se apaixonado por Bang Yongguk? Não pediu por isso. Não escolheu isso. Apenas… Aconteceu. E aconteceu sem que pudesse prever. Sem que tivesse chance alguma para se afastar.


Em menos de três minutos as roupas já estavam no chão e ambos os corpos se enroscavam em meio às almofadas e o estofado macio e cheiroso do sofá. Junhong quase gritou ao sentir os dedos melecados do mais velho em seu interior, alargando-o aos poucos, sem forçar. Yongguk nunca o forçava a nada, deixando seu corpo se acostumar a invasão. Não era uma novidade sentir isso. E o mais novo logo se acostumou, abrindo as pernas e recebendo melhor os dedos em seu interior apertado.


— B-Bang... — Chamou-o em tom baixo, arranhando os ombros largos com certa força. Sabia que não era uma boa ideia marcá-lo nesse lugar ou em qualquer outro — visível ainda —, mas quem disse que conseguia resistir ao homem que era Bang Yongguk? Ao que sentia por ele? Era impossível. — P-Por favor...


Yongguk assentiu, guiando o pênis rijo até a entrada alargada, penetrando-o sem pressa. Junhong fechou os olhos, recebendo-o de bom grado, sentindo cada centímetro adentrá-lo. A sensação era indescritível. Senti-lo dentro de si era uma das melhores sensações já sentidas


— Posso? — O mais velho indagou após um tempo curto em silêncio. Esperou até que o Choi se sentisse pronto à medida que as unhas curtas cediam a pressão em seus ombros. Os arranhões em seus ombros não sairiam tão cedo de sua pele, o que seria um problema em casa. Não poderia deixar que Jieun visse as marcas. — Posso-te foder, Jello?


Zelo balançou a cabeça em concordância, mordendo os lábios com a sensação deliciosa de preenchimento. O quadril de Yongguk movendo-se contra o seu, preenchendo-o até o fundo, as mãos grandes prendendo seu quadril no lugar para que seu ponto sensível fosse atingido rápido e forte.


— T-Tão bom... — Choramingou com prazer, jogando as pernas compridas sob o quadril de Yongguk, trazendo-o para mais dentro de si, quase gritando com a invasão rude. Seu corpo magro e alto recebia as investidas e sua cabeça batia contra o estofado, não sentindo nada mais do que puro prazer por estar nos braços do homem que amava e que tomava seu corpo para ele. Tomava-o de bom grado, com força e dominância. — T-Tão bom...


Bang achava adorável a forma como o mais novo se perdia numa névoa de prazer quando faziam sexo. Empenhava-se ao máximo para proporcionar prazer a ele, estocando-o com força, tocando-o com a mesma fome e o marcando como se fosse seu. Porque Junhong era seu. Podia ser puro egoísmo de sua parte dizer aquilo, pensar aquilo, mas era a verdade. Ele não conseguia fugir daquilo, de Zelo. Era como se fosse uma parte de sua vida, junto de Jieun. Não a amava como merecia, mas também não era indiferente a ela. Nunca seria. Jieun se tornara seu porto seguro e era uma droga não ser totalmente honesto com ela em relação ao que sentia pelo estagiário do escritório deles. Como poderia? Iria destruí-la. Mas, ao mesmo tempo, sentia que tinha que pôr um ponto final no casamento deles se continuasse a se encontrar com Zelo dessa forma. A tomá-lo para si, correndo o risco de ser visto por algum de seus funcionários. Seria um desastre.


Um completo desastre.


— Não pense… — A voz de Junhong o tirou de seus pensamentos mais obscuros, vendo-o com um olhar compreensivo em meio à bagunça pornográfica que havia se tornado durante o sexo. Tão belo. Como podia ser ainda mais bonito em momentos assim? — Só... Não pense.


E Yongguk não pensou, deixando-se levar pelo momento, tomando os lábios cheinhos para si no momento em que se desfez dentro do mais novo. Deixou uma mordida fraca no ombro esquerdo, o qual descansou a testa no segundo seguinte, sentindo o próprio suor misturar-se ao dele. Zelo ofegou com o peso em cima de seu corpo sensível; os dedos compridos trabalhando no próprio pênis em busca do mesmo alívio. Geralmente era Yongguk quem cuidava dessa parte, por gostar das expressões que fazia enquanto era masturbado com afinco, mas hoje foi por sua conta. Aproveitou que o rosto estava próximo, gemendo bem rouco no ouvido alheio e o chamando de forma manhosa, sentindo a mão grossa juntar-se a sua na masturbação rápida e firme.


— Oh, Deus… — Deixou escapar enquanto gozava, manchando os corpos suados e ofegantes. Seu corpo tornou-se ainda mais sensível, quase choramingando com o prazer. Yongguk era um desgraçado experiente que sabia fazer alguém gozar muitíssimo bem. Era uma droga. Mesmo depois de tanto tempo ainda não conseguia se segurar por mais tempo.


Os dois ficaram em silêncio por, aproximadamente, sete minutos. Junhong contou. Mesmo sensível não deixou de contar os minutos que se passaram até sentir o corpo pesado deixar o seu. Seria agora. Yongguk não sabia ser sutil quando tinha que sair. Ele vestiu peça por peça, sem lhe encarar. O tempo passou devagar; acompanhou cada movimento do outro sem tentar conter suas reações como fazia nos primeiros meses. Seria uma perda de tempo. Com um suspiro longo, sentou no sofá e se enrolou no lençol escuro que JongUp estava usando horas antes de expulsá-lo de casa. Envolveu o corpo marcado e esperou pelo beijo costumeiro na testa. Era o modo de Yongguk se despedir de si. Um ato que julgava carinhoso e que podia significar tanto, mas não se importou em pensar no que significava. Não era o momento.


— Preciso ir. — Bang anunciou após inclinar o corpo sobre o de Junhong, beijando a testa suada do mais novo. Bagunçou o cabelo macio, acariciando as bochechas gordinhas com os polegares. — Nos falamos depois. — Era um meio canalha de se despedir de alguém, mas precisava ir. Precisava ir antes que não conseguisse sair por aquela porta.


Junhong apenas assentiu, incapaz de dizer algo contrário. Ele conhecia o protocolo. Nada do que dissesse ou fizesse faria Yongguk ficar. Ele não era como Jieun. Só podia se contentar com as “migalhas”. Não se levantou para abrir a porta, deixando o trabalho com Bang. Só reagiu quando ouviu a porta bater.


Era uma droga amar.



— Caso novo? — Hyosung olhou por cima dos ombros de Junhong, curiosa pela pasta amarela em mãos. Ele parecia focado no que lia, o que não era incomum no dia a dia. O expediente mal havia começado e Junhong já estava fuçando nos arquivos os possíveis casos novos.


— Yeah. — O mais novo assentiu sem desviar o olhar do que lia.


— Como foi seu final de semana? — Ela perguntou ainda com a cabeça apoiada no ombro do mais novo, que pareceu incomodado com o peso extra em seu ombro. Afastou-se com o cenho franzido. — Machucou o ombro?


— Acho que dei mal jeito. — Não diria que era por causa de uma mordida. Hyosung iria infernizá-lo até que soubesse o autor dela. E, com toda a certeza, não seria capaz de contar. Não para ela, que era alguém tão próxima de si. — Nada com o que você deve se preocupar, noona. — Sorriu para mostrar que estava tudo bem. Mesmo que não estivesse.


— Se você diz… — Ela não estava muito convencida, mas balançou a cabeça. Não era de sua conta, afinal. — Bom dia, chefes.


Junhong não tirou os olhos do que estava lendo — ou fingindo ler — quando ouviu a voz doce de Jieun e a rouca de Yongguk. Repetiu o que Hana disse, fingindo anotar algo. Ele não queria encarar Yongguk tão cedo, muito menos Jieun.


O ciclo vicioso se repetia toda a semana.


Porque o que acontecia atrás da porta 1404 permanecia lá dentro.



Notas Finais


Yongguk é um maridão da porra mesmo, podem falar. Eu sei que a maioria não curte o tema, mas eu queria escrever sobre ele e até gosto, mesmo sendo problematizador. Yongguk e Jieun são sim casados, mas não é um casamento normal. Foi mais pela pressão dos pais do que por eles mesmo, tanto que deixo isso bem claro ao longo do enredo e em como é difícil pro Bang “ocultar” a sua homossexualidade, devido aos pais preconceituosos e ao que aconteceu ao irmão gêmeo. Ele gosta do Zelo? Gosta. Mas sabe que um relacionamento entre os dois seria complicado e ele não quer decepcionar ninguém, ao mesmo tempo em que também não quer mais continuar fazendo aquilo. E o Zelo é adulto, sabe das consequências que o relacionamento deles traz tanto para ele quanto para o Yongguk, mas aceita e continua seguindo com a sua vida.

Não é recomendável, mas enfim, espero que tenha ficado entendido.

Joguei as manas do SECRET aqui porque sim <3 Sdds ç_ç

Pra quem quiser mais fanfics do projeto, por favor, deem uma olhada no perfil! Vocês não vão se arrepender! Espero, de coração, que vocês tenham gostado da fanfic e se puderem, pfvr, comentem! Fico imensamente feliz ao saber a opinião de vocês! Favoritem, comentem e divulguem <3

Agradecendo mais uma vez a @DaraWolf e a @NanaBy pela força com a capa e a betagem da fanfic! Vocês são uns amores <3

Até o próximo projeto! (já adianto que vocês vão AMAR)


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