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História 1417 - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


-> Fanfic que exige da observação do leitor.
-> É um tipo de gênero que eu nunca escrevi antes, então por favor... não me julgue.
-> Se está aqui para ler uma história de amor, saia e vá ler outra fanfic minha.
-> Boa leitura ;3

Capítulo 1 - 6 A.M


Seis horas da manhã, aquele barulho estridente é irritante relatava isso e 1417 não gostava de acordar as manhãs, mas isso não era algo que ela poderia escolher na situação que vivia. Ela não poderia escolher quando iria acordar, se não levantasse da cama logo, se não a senhora iria acorda-la e seria do pior jeito. A luz entrava pelas cortinas do quarto branco de 1417, tão branco que era o quarto, tudo era branco. As cortinas, a cama, o tapete, a escrivaninha, o ventilador de teto. 

 

Apenas as marcas de terra que foram deixadas por 1417, onde ela usava como tinta, o barro misturado frutas vermelhas, onde pintou as paredes de seu quarto, onde tinha diversas marcas de mão e além disso, pinturas que pareciam ser da própria 1417 e também da senhora e além disso, a pouca paisagem de onde ela própria vivia, aquele quarto era a vida de 1417, ao menos os seus poucos dez anos de vida.

 

– Já acordou 1417?- Perguntou uma figura abrindo a porta de seu pequeno quarto, uma figura de uma mulher adulta, ao menos era isso o que qualquer um pensaria, mas apenas 1417 sabia que ela não era que nem ela, a senhora era diferente, ela parecia ser feita de algo mais denso que a pele macia de 1417, era como se fosse feito do que constituía essa casa, então 1417 sabia que a senhora era diferente dela. 

 

– Já estou acordada.- Falou 1417, enquanto já procurava levantar da cama e olhar para a senhora, que tinha um sorriso parecendo falso, mas 1417 já estava habituada com isso, a senhora era aparentemente parecida com 1417, tinha os cabelos tão lisos e negros como os dela e também possuía os olhos rasgados e com uma cor âmbar que os destacava. Contudo, a senhora era muito alta e também tinha uma protuberância no local do peito, além de sua pele gelada ao toque.

 

– Você tem apenas quatorze minutos para tomar o seu café da manhã, eu aconselho que vá logo, para que possamos começar o nosso treino o mais rápido possível.- Respondeu a senhora, enquanto já arrumava os lençóis que antes estavam bagunçados por uma nem tão longa noite de sono. 

 

– O que tem para hoje?- Perguntou 1417, enquanto se encaminhava para fora do seu quarto, onde chegava em outro cômodo, era onde tinha uma pequena mesa branca com uma cadeira também branca, um balcão branco que ao lado tinha uma geladeira e um fogão, ambos brancos e no mesmo espaço tinha uma pequena poltrona branca, com um baú, que ao invés de também ser branco, como era para ser, ele está todo pintado com barro e chamuscado. Dentro dele tem as mais importantes memórias de 1417, sobre toda sua vida nessa casa.

 

– Bolo integral de amêndoas, foi o que sobrou para a refeição antes do almoço.- Respondeu a senhora, enquanto ainda estava no quarto arrumando as coisas, encima da mesa, tinha um prato com garfo e faca, nele tinha a pequena fatia do bolo que parecia extremamente apetitoso para 1417, que colocava a mão na barriga, apenas pela vontade de comer ele inteiro. Entretanto, ela sabia que teria de aprecia-lo, se não, ela se arrependeria de comê-lo de uma vez. 

 

– Tem algo para tomar?- Perguntou 1417, se recordando de que a senhora tinha mencionado que a cidra de maçã tinha acabado. 

 

– Apenas água da pia.- Respondeu a senhora, lhes era fornecido um certo limite de água por dia e cabia a 1417 definir esse limite e com o que ela usaria, afinal, de acordo com a senhora, ela não precisava de qualquer alimento ou líquido. 

 

1417 logo se sentou na mesa e apreciou o seu bolo de amêndoas, pedaço por pedaço, ela saberia que o deveria comer rápido, afinal, ela não queria que a senhora lhe apressasse, mas ela nunca saberia se ela poderia comer de novo aquilo. Então toda manhã e toda vez que ela iria comer alguma refeição, ela decidia apreciar aquilo como se fosse a última vez. Enquanto ela observava a luz que vinha de sua janela e iluminando o lado de fora do que ela poderia chamar de casa. 

 

Era um quintal, onde tinha uma grama verde nascendo e por baixo tinha terra e algumas ervas daninhas que cresciam e também algumas flores e dentes de leão. Só que essa era a única paisagem bonita daquele lugar, a verdade, é que 1417 sentia como se vivesse em uma casa dentro de outra casa. Ela vivia em um cubículo, onde tinha gramínea verde e um teto feito de vidro por onde a luz do sol entrava e as paredes eram feitas de algum material maciço, pelo qual a senhora já mencionou o nome e 1417 não lembra. Não há saída qualquer por eles, 1417 sempre tentou observar por onde haveria alguma fresta que pudesse observar, ela se questionava se assim como a porta de sua casa ou a de seu quarto, que a levava para outro lugar. Existiria uma porta nesse cubículo, que a levaria para algum outro lugar. 

 

– Senhora, qual é o nome do material denso?- Perguntou 1417, que não se lembrava e queria se lembrar, talvez esse fosse o material pelo qual a senhora fosse feita. 

 

– Metal.- Respondeu, logo se repousando em seu lugar. A senhora tem uma espécie de  lugar onde ela repõe as energias, de acordo com ela, assim como 1417 precisa dormir e comer para ter energias, a senhora precisa se estabelecer na estrutura de metal, para que assim fique carregada. 

 

– Por que as paredes são feitas de metal?- Perguntou 1417, com a sua boca cheia de bolo, fazendo com que uma amêndoa voasse para o chão e ela pegasse e colocasse em sua boca de novo, não se poderia desperdiçar comida tão fácil assim.

 

– Tudo precisa ser feito de algo e para algo.- Respondeu a senhora, que ainda estava de pé em seu carregador, enquanto observava 1417 comer. 

 

– Por que então as paredes não poderiam ser feitas de vidro, assim como o teto?- Perguntou 1417, que ia logo mais fundo com as suas perguntas. 

 

– Porque Deus as fez assim e esse é o mundo 1417.- Respondeu senhora, finalizando aquela conversa. 1417 sempre sentia que quando a senhora não queria responder ou parecia não saber a resposta, ela falava que tinha sido um Deus que criou tudo aquilo, sendo Deus, um ser superior a elas duas. 

 

– Eu acho que ele não criou só isso, se ele é tão poderoso para criar nós duas, eu acho que ele criou um lado de fora.- Respondeu 1417, fazendo com que a senhora tivesse uma expressão duvidosa no rosto. 

 

– Lado de fora?- Perguntou a senhora, que ao mesmo tempo levantava uma de suas sobrancelhas, parecendo não saber o que ela queria dizer. 

 

– Imagino que estamos em uma casa dentro de outra casa e que fora dessa segunda casa, possa existir alguma outra coisa, talvez, até mesmo pessoas. Contudo, eu me pergunto o porquê de ninguém ter derrubado essas paredes ainda.- Falou 1417, era isso que realmente pensava e o que mais acreditava é que elas viviam em um universo infinito de casas, que depois dessas segundas paredes, existiriam terceiras e depois quartas, que elas nem sequer poderiam contar. 

 

– Eu já lhe disse 1417, que essas paredes nos protegem.- Respondeu a senhora dando de ombros. 

 

– Do que elas no protegem afinal? De onde você conseguiu tirar essa informação?- Perguntou 1417, logo conseguindo se recordar de onde ela tirou essa informação. 

 

– Do entregador das cestas.- Respondeu a senhora, a 1417 conseguiu se recordar do entregador das cestas, apesar de nunca nem sequer ter visto ele, só sabe da existência dele por causa da senhora. 

 

Todo o alimento e outros tipos de suprimentos que elas precisam, vão parar ali pelo entregador de cestas, que faz jus ao seu nome, porque ele entrega tudo o que elas precisam em uma cesta e 1417 não tem ideia de como a senhora consegue essa cesta, afinal, sempre quando a cesta é entregue, 1417 está dormido e quando acorda, a cesta já está na bancada de sua casa com os novos suprimentos. 

 

– Por que eu não posso ver o entregador de cestas?- Perguntou 1417, fazendo com que a senhora desse uma risada fraca. 

 

– Hora do treino 1417, eu espero que tenha comido direitinho.- Respondeu a senhora, enquanto retirava o prato e os talheres dela e colocava na pia, depois disso se direcionando ao lado de fora da casa, onde 1417 seguiu ela, afinal, não era como se ela fosse fazer algo diferente daquilo. 

 

– Temos mesmo que treinar hoje?- Perguntou 1417, sua cabeça ainda doía do treino de ontem, que tinha sido completamente intenso. 

 

– Todos os dias, como foi assim a sua vida inteira.- Respondeu a senhora, era verdade, todos os dias 1417 tinha que treinar e sem exceção, nem mesmo quando não aguentava mais ficar de pé, a senhora sempre lhe arrastava para o treino, por mais que a mesma resistisse. 

 

– Que tipo de treino vamos fazer hoje então?- Perguntou 1417. 

 

– Você vai ter que tentar me atingir.- Respondeu a senhora e 1417 saberia muito bem o que ela teria que fazer, mas era quase impossível, a senhora era completamente rápida e parecia ler os seus movimentos, era como lutar com seu próprio reflexo. Contudo, 1417 tinha uma vantagem perante a senhora. 

 

– Posso usar o fogo.- Perguntou 1417, claro, ela queria a permissão de senhora para aquilo. 

 

– Acredito que é isso que é suposto.- Respondeu a senhora com um sorriso em seus finos lábios. 

 

– Ótimo.- Respondeu 1417 com um sorriso, logo lançando uma rajada de fogo com a suas mãos, desde quando ela era uma criança, a senhora falava que ela tinha o dom da pirotecnia, conseguia produzir fogo com suas próprias mãos, o que causava muitos problemas por causa da casa, que era feita de madeira. 

 

1417 sabia que não poderia ser mole com a senhora, ela era rápida e por mais que já fizesse anos que as duas estavam juntas, 1417 não conseguiu acertar a senhora nenhuma vez, mesmo que se esforçasse para isso e ela sentia que para assim que pudesse acertar a senhora, talvez conseguiria saber mais informações sobre onde ela vive e sobre as informações desse lugar. 

 

1417 tinha apenas dez anos, mas a sua curiosidade era maior que a de qualquer um e saber a verdade, era primordial para ela.


Notas Finais


-> Acredito já podem ser formadas diversas teorias apenas com esse começo ridículo.
-> Ainda está muito parada a fanfic, mas logo, coisas interessantes começaram a acontecer, então quem gostou mais ou menos do começo da fanfic, continue acompanhando.
-> Crie teorias e as comente, é legal ficar sabendo o que os leitores pensam.


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