História 148 - Universo Spideypool - Capítulo 3


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Categorias Capitão América, Deadpool, Doutor Estranho, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Pantera Negra, S.H.I.E.L.D., Viúva-Negra (Black Widow), Wolverine
Personagens Anthony "Tony" Stark, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Peter Parker (Homem-Aranha), Wade Willson (Deadpool)
Tags Deadpool, Homem Aranha, Os Vingadores, Spideypool, Tony Stark
Visualizações 108
Palavras 2.991
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpas por demorar tanto. Eu tive problemas com a Internet. A escola começou e o curso também. Eu postarei esse, valendo por segunda feira passada e um, logo depois, valendo segunda desta semana.
Não se preocupem. Estarei postando todas as semanas.

Capítulo 3 - Nem Tudo É Para Sempre


O céu agora tornava-se uma aquarela vívida composta por tons de anil, cinza e laranja... Cores borradas, que juntas formavam o entardecer.

O planeta Terra. A natureza de beleza tão sublime...

O homem tornou-se dependente do tempo. Capacho do sistema. Coitados. Mal podem desfrutar daquele lindo entardecer novaiorquino.

- Peter! - A voz grave e rouca, disposta a cortar quem se intrometesse em seu caminho, chamava a atenção de uma silhueta azul-vermelha distraída. A figura virou-se para a pessoa que havia gritado, e então, saltou até ele, em um movimento único, cruzando o ar.

Um pulo sobrenatural que alcançou seis metros. Em seguida, ele alcança o chão, impressionando alguns policiais curiosos e repórteres.

- Silêncio! Não me exponha! - Aquela voz repreendedora, parecia estar irritada. O autor dela desviou-se para a esquerda acrobaticamente. Seu corpo deslizou pela parede do prédio e se equilibrou em uma varanda vazia. - Aaah!

O Homem-Aranha acabara de evitar que ele mesmo fosse obliterado por uma esfera de energia que se chocou contra uma viatura policial. Ela poderia tê-lo atingido, caso não houvesse se esquivado majestosamente.

- Não vou me entregar! Não vão me roubar a minha liberdade, Homem-Aranha! Me deixe em paz, e vá atrás de caras mais perigosos do que eu!

Uma figura humanóide surgiu em meio a um prédio comercial semi-destruído. Era um homem, meta-humano. Ele estava possívelmente alterado e carregava consigo uma pequena maleta de aço.

Policiais o cercavam enquanto Peter perfeitamente esquivavasse das esferas elétricas que eram atiradas repetida e desproporcionalmente até ele.

Os policiais corriam e se jogavam sobre o chão duro do asfalto, impedindo as suas vidas de serem tostadas por aquela quantia absurda de poder.

O Homem Aracnídeo, então, posicionou o braço sobre a lataria de um carro abandonado, já que estava agachado, e disparou um fio de teia.

Teria atingido o homem, se este não queimasse o fio com outra carga elétrica disparada de seus punhos. Ele se enfureceu com a destreza de Peter (e teimosia), e atirou dezenas de esferas descontroladamente rápidas, em direção aos civis. Ele sabia que o Herói Número Um de Nova Iorque não deixaria as vidas da população em perigo, então, usaria este fator contra Peter.

Peter rapidamente saltou sobre um caminhão em frente aos carros policiais que estava abandonado. Ele chegou ao topo do veículo, e conseguiu puxar alguns dos carros com as suas teias, assim, atirou os mesmos nas direções das esferas, que explodiram ao entrar em contato com o metal.

Ele aproveitou a fumaça causada pelo impacto das esferas, para correr entre as peças queimadas e destruídas.

O homem cujo Peter havia pedido para ficar quieto, no ínicio da luta, moveu-se como um ninja, até a faixa de pedestres, do outro lado da rua. Ele pulou e empurrou uma policial que tentava sair de perto daquela fumaça. Ele fora atingido em cheio, sentindo a sua carne fritar. Seus olhos sangraram e derreteram com o choque. Roupa e pele se obliteraram com a voltagem.

Os policiais, sentindo-se incapazes, atiraram contra o homem que controlava eletricidade. Contudo, um campo de força o protegeu, antes que os projéteis o atingisse.

Peter estava fora de si. Ele saltou até o homem, e um outro indivíduo surgiu, revelando ser o dono do pequeno campo de força psíquico.

- SAI DA MINHA FRENTE, DESGRAÇADO! - O dono dos campos de força, vestindo uma capa ridiculamente grande, concentrou a sua energia em outro novo campo, que queimou as mãos do Aracnídeo e o empurrou para alguns metros, o fazendo cair sentado. - Seus dias de herói já estão contados! Não se intrometa!

- Valeu, cara. - Agradeceu o parceiro; o homem dos poderes elétricos, ainda carregando a maleta.

- Cala a boca. - Respondeu, impaciente. - Vamos embora dessa cidade...

O parceiro revirou os olhos e se dirigiu a um carro. Ele estava nervoso. A fumaça ainda era muita, mas logo se dissiparia. O campo de força se movia lentamente. Com certeza, eles não conseguiriam sair dali, sem ao menos terem fôlego para ultrapassarem centenas de policiais e uma barricada de carros em cada uma das oito ruas.

Parker precisava fazer alguma coisa. Ele não queria depender da ajuda de algum Vingador. Entretanto, as suas duas mãos doíam como o inferno. Ele teria que arriscar uma de suas mãos. Afinal, era orgulhoso demais para desistir. Então, ele levantou-se, com a ajuda de uma das mãos feridas, um fio de teia o movimentou rapidamente para cima, onde o mesmo posicionou-se não muito alto.

Gritos foram ouvidos pelos arredores daquele lugar. O homem cujo havia sido atingido pela labareda se levantou, como se nada tivesse acontecido. Ele atravessara o campo de força, sem se importar com o que o seu corpo sofreria, devido ao efeito sufocante de ter a pele e músculos assados como uma carne em uma panela.

O homem encapuzado se atreveu a fugir.

- E-eu... Te ma-matei... - Disse entrecortado, o homem da maleta. - Como é possível você ter forças para ficar em pé? - O mesmo jogou a maleta em dentro do automóvel e se preparava para disparar novas esferas de energia elétrica.

- Eu sou a Fênix que Renasce das Cinzas, mon amour! - O homem dos campos de força gemeu instantâneamente, assim que um objeto aprofundou-se em suas costas; fora atirado pelo homem "recém-revivido".

- E-ei! - O outro lançou as duas esferas no possível herói, que conseguiu se esquivar, rolando perfeitamente pelo asfalto duro daquela avenida. Então, o mesmo o acertou, com um soco tão forte, entre as pernas do bandido, que ele se rendeu, contorcendo-se de dor em posição fetal.

Policiais. Dezenas deles cercavam os bandidos. Alguns jornalistas e curiosos chegaram mais perto para ver.

- Seja quem for, Nova Iorque agradece, mais uma vez. - Uma repórter, de voz levemente aguda, disse, ao apontar para a dupla rendida.

Sim. Nova Iorque agradecerá ao misterioso homem. E não a Peter Parker.

O Aracnídeo Humano abriu a janela de sua casa, entrando furtivamente pela cozinha. Precisava descansar. Ele se jogou no sofá-cama e respirou fundo, retirando as luvas que revelaram as duas mãos cicatrizando; ardendo de dor.

Pensou ele, sobre as outras possibilidades de acabar com aqueles dois bandidos, sem precisar suportar aquele sufocante momento de dificuldade. A sua reputação estava no auge. Era um dos super-heróis mais admirados do país. Não pegaria nada bem e seria um possível motivo de piada pelos heróis veteranos por ter sido neutralizado por dois bandidos do mais baixo nível.

Parker retirou o uniforme e aliviou-se com o vento que tomou conta de seu corpo; estava apenas de cueca.

Teria se jogado violentamente na cama. Se não fosse pela campainha.

Desceu as escadas, abriu a porta e deu passagem para a visita entrar:

- Que cara é essa? Parece que transou com o Diabo! - Era Wade. A voz grave e alta denunciou-o.

- Cala a boca, Wade. - Peter o respondeu. - Por que você foi se intrometer naquela treta que eu tava tentando resolver? - Ele queria parecer matar alguém. Seu olhar esbanjava fúria.

- E o que tem demais nisso, veado?

- Como assim, Wade? Eu tentei manter o controle da situação! Você poderia ter mor... - O menor relembrou-se da imortalidade do seu parceiro. - Alguém poderia ter morrido! - Peter sentou numa das poltronas da sala, dando ênfase no tom de sua voz.

- Eu pulei em frente a uma bola roxa de milhares de volts pra salvar a vida de uma pessoa e você me vem falar em risco de morte? Deveria ter me agradecido. - Wade se ajoelhou e pegou as duas mãos doloridas de Peter. Ele queria senti-las.

- Eu tenho uma reputação, Wade! - Parker manteve-se em silêncio, depois de relembrar o momento em que Wade fora tostado por uma daquelas esferas elétricas. Seu semblante mudou para uma mistura de medo e dúvida. - Eu não queria que algum Vingador se intrometesse nos meus atos, porque o Herói Número Um de Nova Iorque simplesmente foi botado pra escanteio. Eles não me chamariam, se eu não tivesse capacidade para mandar dois bandidos pra prisão! - Peter o encarou seriamente, afastando as mãos cicatrizantes do maior.

- A sua estadia nos Vingadores é mais importante do que a vida daquelas pessoas? Que tipo de herói age assim? - Wade aumentou o volume da televisão, ao se levantar e apertar o botão da mesma. Peter focou o olhar severo na imagem justo no momento em que era neutralizado. - Você é um inseto egoísta!

Aquelas palavras. Doíam mais que ser eletrocutado ou atingido por uma espada.

Aquelas palavras eram terrívelmente afiadas; cortavam e ardiam simultâneamente.

- Eu queria fazer aquilo por nós dois... - Peter desviara o olhar marejado, prestes a sair do controle.

- E as pessoas, Peter? Um herói de verdade pensaria em todas elas! - Disse Wade, ao caminhar até a janela, virando-se para a direção da rua. Sua voz grave, mesmo de costas, ainda causava o impacto desejado.

- Você não tem moral nenhuma pra falar de mim, seu assassino de merda!

Wade se conteve. Ele não queria acreditar que Peter o tratou com tanto desprezo. Mas ele sabia que um dos pontos mais fracos de seu Pequeno, era assuntos emocionais.

- Eu apenas queria ajudar você, porque eu te amo, e fiz tudo aquilo porque eu não deixaria eles tocarem um dedo imundo em você, naquela moça ou naquela maleta, seja lá o que tinha em dentro. - Wade argumentou, com uma entonação leve em sua voz. Era como uma fera acalmada. - Eu queria ser útil pra você. Mas eu acho que você não se importa com nada. Você é como o Tony Stark.

- Hum... - Peter sentiu-se culpado.

Ambos permaneceram em um perturbador silêncio de vinte e sete minutos. Peter sentado, olhando para os móveis de sua casa. E Wade, para a rua, com os dois braços apoiados no parapeito.

- Wade... - Peter chamou a atenção do maior, cujo estava de costas para ele. - Você é útil, pra mim. Mas eu...

- Tanto faz... No fundo, você só quer impressionar os Vingalixos. - O Mercenário então, secou as lágrimas que se atreveram a escorrer de seus olhos, observando o rosto dele. - Eu quero dar um tempo.

Aquilo realmente destruiu Peter.

- O-o-okay... - A decepção estampada em seu rosto já dissera que ele não aceitava aquilo. Porém, ele era apaixonado pelo Deadpool, e faria o que ele quisesse, naquele momento, para vê-lo feliz.

Peter o abraçou, e não hesitou em chorar.

- Eu sei que você pouco se fode pra isso, então não faria diferença alguma se, você desistisse de tudo pra ficar comigo. - Wade acariciou os cabelos castanhos de seu Pequeno. Era duro, mas necessário. - Então... - Wade caminhou até a cozinha e pegou a maleta. Peter deixou as lágrimas escorrerem, enquanto a sua mente implorava para que ele ficasse.

Wade o ignorou e pegou as suas poucas roupas. Quando se preparava para sair por aquela porta, Peter o acompanhou, e o fitou nos lábios. Querendo que o Tagarela encontrasse o seu olhar.

- Eu respeito a sua decisão, Wade. Eu ainda sinto algo muito forte por você. - O Inseto segurou com cautela a face de seu Mercenário, e então, o beijou demoradamente nos lábios.

- Dios Mio! - Wade segurou em sua cintura, enquanto mordia os lábios salgados daquele jovem homem. - Vou sentir falta de tudo, Pequeno...

"Ah, como assim? Ele não irá mais voltar? O tom de voz dele ficou tão agradável... Talvez ele secretamente me deu uma possível esperança de algum reconciliamento. Mas, vai saber. É o Wade Wilson. O cara que você nunca sabe quando e como irá dar as caras. E nem se estará mentalmente estável.

Ele é meio maluco.

O meu maluco."

Wade, sem rumo, dirigiu-se até o metrô, que ficava a alguns metros do bairro onde o seu ex-namorado (sim) vivia. Ele comprou um bilhete com o dinheiro preenchendo a bolsa principal de sua maleta e entrou em um vagão de trem.

Sentou-se no último lugar, já que o local estava quase vazio. Um televisor mostrava a batalha em que ele venceu por Peter.

Mas toda vitória tem um preço; ingratidão e egoísmo.

Wade estava arrasado. Sua sinceridade perfurou o ego de aço de Peter como uma agulha empala a linha. Mas ele apenas precisava aprender a esquecer o passado, continuando a fazer o seu trabalho sujo e imoral.

"O que eu tô fazendo? Eu deveria estar cuidando do meu Pequeno. Mas não. Eu tô fugindo de um garoto que pensou em si mesmo, ocasionalmente. Acho que exagerei."

Assim que o trem chegou no que aparentava ser um local mais afastado da agitada metrópole, Wade saiu do vagão, com mais um homem que parecia voltar do trabalho.

~ Mais tarde... ~

Parker deitou-se em sua cama de casal. Desejava que Wade estivesse ao seu lado. Dormindo. Abraçando-o com um daqueles fortíssimos braços. Mergulhou os pensamentos em seu Mercenário.

"Vale mesmo a pena largar o homem por qual eu estou apaixonado por meus sonhos?"

Mas as vezes necessitamos de sacrifícios para atingirmos os nossos objetivos. Não é mesmo, Peter Parker?

Longe dali, Wilson caminhava calmamente pelas calçadas do norte da cidade. Ele estava quase no limite da mesma. Só faltavam mais cem metros para chegar ao fim.

Ele presenciava alguns casais andando de mãos, braços ou apenas lado-a-lado. Ele sentiu uma certa inveja deles. o que era inacreditavelmente imaturo de sua parte, já que o mesmo não se importava com posses, bens ou o que a sociedade mais valorizava materialmente falando. Ele queria ser amado por Peter. E mesmo que o seu Aracnídeo fosse egocêntrico; afinal, Peter faria o possível para entrar para os Vingadores, seu sonho de adolescência; Wade ainda o amava.

"Eh... Eu sou um grande desgraçado." - Pensou Wilson, ao dar meia-volta quando um pequeno hotel chamava-lhe a atenção. Ao parar para olhar, dois homens esbarraram nele.

- Eeei! Por que não olha por onde anda, seu leproso! - O mesmo, carregado de fúria, tocou o Mercenário sobre o ombro. Ele podia ver as deformidades de sua pele, através dos braços que estavam expostos devido as mangas arregaçadas da sua jaqueta.

- Calma, Stephan. - Um homem de pele bronzeada e aparência cansada, tentava tranquilizar o colega. - Vamos.

- Eu tava distraído, cara... Foi mal. - Ele ignorou o homem irritado, um pouco decepcionado pelo comentário. Estava de cabeça baixa, pela identidade cujo não arriscaria revelar.

- Nada disso. Eu peço desculpas pelo Stephan. Ele é muito impulsivo. Por causa do trabalho, sabe? - Explicou o homem de aparência desgastada.

- Tudo bem. Eu tenho câncer e não lepra. - Wade virou-se para a faixa de pedestres e avançou, sem perceber que o sinal havia aberto para ele.

Ambos os homens permaneceram em silêncio. Stephan, culpado e o colega envergonhado.

Wade sentou-se em um dos bancos da entrada do hotel. Ele pegou o seu celular e observou algumas fotos que havia tirado de Peter. Antes mesmo de ambos começarem a namorar.

Já Parker, demorava para pegar no sono. Os seus olhos pareciam estar repletos de energia. Afinal, nem fale em energia para Peter. Depois daquela impotência e vergonha passada anteriormente...

Wade, desde que, havia começado a namorar com Peter, influenciou ele a dormir uma ou duas horas mais tarde. Devido a isso, ficavam conversando, rindo ou simplesmente trocando carícias.

Então Peter preguiçosamente se levantou da cama de casal e foi até o banheiro. Ele colocou o celular sobre a mesa da pia e lavou o rost. Se olhou no espelho; o que era raro; e, se assustou com o que viu.

- "Merda..." - Pensou o Aracnídeo, assim que viu dois, três... seis chupões de diferentes tons e tamanhos apareceram em seu pescoço.

Ele revirou os olhos e entrou no box, ligou o chuveiro para tomar um banho de oito minutos e meio e saiu. Então, ele se dirigiu ao armário para pegar uma toalha e vestiu apenas uma cueca.

Peter pegou um pacote de biscoitos na cozinha, um copo grande de suco natural de manga e subiu novamente até o seu quarto. Ligou a televisão, selecionando um canal para assistir. Impossível. Não conseguia se distrair.

Os seus neurônios apenas focavam em uma única coisa.

Wade Winson Wilson.

E lá estava ele, caminhando por mais alguns quarteirões. O primeiro hotel não parecia ser convidativo. Ele andava de forma pesada, como se as suas frustações implorassem para sair daquele cérebro afetado.

Ele olhara novamente para um horizonte. Um minúsculo ponto amarelado reluzia, simbolizando o centro de Nova Iorque. Por um momento, ele até pensou em voltar para casa, abraçar o seu Inseto e nunca, nunca mais soltá-lo de seus dois braços protetores.

Entretanto, ele não podia; não tinha coragem de voltar, por causa do que Wade falou a ele. Por causa do que Peter dissera a ele.

Orgulho. Isso definiria o Mercenário Tagarela?

Ou seria Parker insensível, por colocar os seus fins acima do bem-estar da população?

Ser um herói representava fazer de tudo pelas pessoas ou sacrificar homenzinhos de carne-e-osso por um bem maior?

A vida é feita de escolhas; dilemas.

O inevitável pode lhe confortar, como um paraíso branco, ou atravessar-lhe como uma faca retalharia a carne.

Wade foi até um hotel próximo a um restaurante. Ele foi para o segundo andar. Estava limpoe tinha apenas uma cama de casal para ele. Deitou-se, jogando as suas coisas sobre o chão. Pregou no sono.

- Que saco... - Resmungou o Aracnídeo Humano, jogando o controle remoto de sua TV sobre a cama, que quicou, até cair violentamente sobre o chão e quebrar. - Maravilha. - Disse Peter, irônico. Ele levantou-se da cama e desligou o aparelho audiovisual.

Ele sentou-se despojadamente sobre a cama e olhou pro relógio estrategicamente preso a parede: 23:05 PM.

Como um raio, Parker dormira.

  E o tempo voou como águias atrasadas. Mais uma vez, na grande Nova Iorque.


Notas Finais


Obrigado por lerem. Estou muito feliz pelo zelo de vocês e o compromisso com a leitura. Críticas, sugestões são sempre bem-vindas.


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