História 1,59cm. - Capítulo 1


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Categorias Loona
Personagens HaSeul, JinSoul, Kim Lip
Tags Jinseul
Visualizações 13
Palavras 1.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bem... eu já deveria ter postado isso há muito tempo, então peço mil perdões, já que era para ser um desafio proposto pela amiguinha @WrittenByHekkie.

essa é pra você <3

Capítulo 1 - Sobre estantes bagunçadas.


Jo Haseul era considerada por muitos uma aluna incrível. Não só no ensino básico mas também no ensino superior, como o que estava agora. Era a famosa nerd, mas claramente não deixava de chamar atenção pela beleza que a mulher tinha, no auge dos seus vinte e um anos. Os cabelos curtos até o queixo que cresciam rápido até demais, os olhos afiados, o sorriso genuíno. Eram esses os pontos quais seus queridos colegas adoravam citar sempre que a viam, já que todos ficavam encantados pela sua beleza. Só havia um pequeno probleminha.

 

Literalmente pequeno.

 

 

Haseul tinha lá seus 1,59, até que alta para a minoria da população feminina coreana. 

 

 

Mas é claro, em uma faculdade, Haseul seria sempre o gnomo enfeitando o jardim do campus. Era nítido a diferença de altura entre ela e os demais alunos, contando as garotas que conseguiam incrivelmente serem mais altas que si, de uma forma que era simplesmente ridícula. Um centímetro faz diferença, sabe?

Não era bullying, não. Era somente 'encheção de saco', com todo direito, ainda mais vindo de seus amigos que insistiam em dizer que Haseul sempre seria o bebezinho da turma. Como ela tinha vontade de socar a cara de cada um que insinuava isso, isso se ela alcançasse o rosto deles.

 

 

Lá estava Haseul, recolhendo os livros da biblioteca nos bracinhos curtinhos. Nunca diria que precisava de ajuda para fazer tarefas simples, porém, se alguém por algum acaso lhe perguntasse se queria ajuda, Haseul aceitaria na hora. Amontoou os livros de diversos gêneros na mesa, arrumando um de cada vez. Humanas em um montinho, exatas em outro. Foi levando aos poucos cada livro, procurando as prateleiras certas e colocando em ordem alfabética. O problema era que, como normalmente, a prateleira começava no A e terminava ao Z, só que o A era simplesmente no lugar mais alto da estante, fazendo-a esticar os braços e ficar na ponta dos pés e mesmo assim, não conseguir nem encostar o livro no metal. Bufou, dando pulinhos que se fossem vistos por qualquer outra pessoa, ela certamente riria da mulher agindo como uma criança. Apoiou-se algumas prateleiras abaixo, tendo um pouco mais de equilíbrio para ficar na ponta dos pés e impulsionar seu corpo para que o livro ao menos pousasse uma ponta na superfície de metal, porém, antes que conseguisse fazer isso, sentiu algo atrás de si e o livro voando magicamente da sua mão, sendo colocado perfeitamente no seu devido lugar. Haseul arqueou as sobrancelhas e piscou repetidas vezes, se perguntando se os livros de magia que andava lendo estavam resultando em algo. Virou seu rosto e deparou-se com uma camisa branca manchada de 'café' ou qualquer seja o líquido marrom na blusa, um casaco xadrez azul e calças largas com tênis esportivo que não sabia dizer se eram novos ou velhos. O fato mais curioso era que Haseul quase precisou fazer uma pose ginástica para enxergar o rosto do ser humano que mais tinha cara de poste. Fios longos e loiros presos num rabo de cavalo alto e um par de óculos maior que a cara pousados na ponta do nariz.

 

"Eu percebi que você estava com dificuldade e resolvi ajudar." Soltou, sorrindo de modo bobo. Haseul empurrou o corpo gigantesco e assim que tomaram uma distância confortável, colocou ambas as mãos na cintura e ergueu o queixo uns 110° para olhar olho no olho da mulher, questionando totalmente desconfiada.

 

"Quem é você?" 

 

"Jung Jinsoul, tô' no último ano de Artes cênicas." Abriu mais o sorriso, estendendo a mão cheia de cicatrizes e curativos. Haseul olhou bem para a destra estendida ali, pensando se deveria ou não entrar em contato com aquele ser extraterrestre. Deu de ombros internamente e apertou a mão da outra, sentindo a rigidez e o quão áspera a mesma estava. 

 

"Jo Haseul, quarto período de Artes cênicas." Empinou o nariz, soltando a mão da outra para cruzar os braços. "Por que você me ajudou?" Arqueou uma das sobrancelhas, batendo o calçado no solo.

 

"Porque você não estava conseguindo alcançar a prateleira." Disse como se não fosse nada de mais, enquanto Haseul espreitava os olhos procurando algum vestígio de piadinha com sua altura.

 

"E tem alguma outra razão?" 

 

"É, não. Eu só passei aqui pra' pegar café." Mostrou os dentinhos com um sorriso fofo, fazendo Haseul quase sair correndo de medo.

 

 

Afinal, ela se apaixonava tão facilmente quanto alguém notava o quão baixinha era.

 

 

"Pois bem, só porque você me ajudou eu vou pagar um pra você." Rumou até a mesa onde havia deixado sua bolsa e a traçou pelo ombro esquerdo, esperando a loira lhe seguir.

 

Quando esta acelerou o passo até estar andando consigo, olhava vez ou outra para a mesma de canto de olho, sentindo-se uma formiguinha perto da mesma. Praguejou-se quando foi pega observando a mulher, que somente retribuiu com um sorrisinho estranho. Haseul não sabia se ela era fofa ou estranhamente bonita. Parecia uma garota padrão, alta, magra, loira, mas ao mesmo tempo não parecia. Era simplesmente pelo jeito que esta agia, só pelo pouco que pôde observar. Ao chegarem na cafeteria, Haseul puxou a loira pelo casaco, fazendo a mesma parar no lugar para que a Jo entrasse na sua frente e ali ficasse, como se não fosse nada de mais. Jinsoul riu internamente, porém contentou-se em curvar o pescoço e ficar observando as próprias mãos, os machucados causados pela ansiedade de roer as unhas. Pensava se Jinsoul não era algum tipo de maníaca ou se era somente alguém muito desastrado. 

Finalmente, era a vez de Haseul. Fez seu pedido e quando foi aguardar o mesmo na mesa perto do balcão, teve Jinsoul esbarrando em si, fazendo-a cair se não fosse pelas mãos da própria loira em sua cintura. Os outros clientes pararam para ver, a moça do balcão quase tirou o celular para tirar foto, porém Jinsoul somente puxou o corpo pequenino de Haseul novamente, deixando-a em pé.

 

Então Jinsoul infelizmente abriu a boca:

 

"Você é tão pitica." Sorriu, suavemente colocando uma das mãos na cabeça de Haseul, acariciando os fios macios. 

 

 

#

 

 

 

Se você pensa que elas voltaram à mesa para esperarem o café, você está muito enganade. Pois é, Haseul odiava ser chamada de baixinha, talvez por um ego maior que si mesma ou pelo orgulho inflado que tinha. Haseul emburrou e saiu da lanchonete da faculdade e simplesmente foi para casa. Talvez estivesse levando aquilo muito à sério, mas era o orgulho de Haseul que estava ferido. Não só por alguém tê-la chamado de baixinha, mas porque era alguém muito alto. Jinsoul não sabia mesmo no que estava se metendo.

 

Um dia, Haseul, depois da aula, decide ir para a sala onde os cavaletes estão, na qual é permitida a entrada para pintar e desenhar suas artes, contanto que o material seja seu. Empurrou a porta sem olhar pelo vidro, caminhando até onde costumava ficar e deixando suas coisas na banqueta ali perto, puxando-a para auxiliar na pintura. Pegou os potes de tinta, pincéis, tudo que precisaria. Olhou para a janela enorme e ao lado se encontrava uma mulher alta, de blusa xadrez e rabo de cavalo alto, loiro. Apertou as sobrancelhas e os olhos, notando a familiaridade nos trejeitos. Levantou do banquinho giratório, indo lentamente à pessoa ali. Antes de cutucar, observou-a esculpindo um rosto desconhecido, utilizando muita força e acertando o utensílio que esculpia em seu dedão, abrindo uma ferida ali. Sentiu senta agonia ao vê-la cutucar o machucado e abri-lo um pouco para ver a profundidade, mas assim que a mesma virou para pegar a mochila, deu de cara com Haseul e sorriu, deixando os dentinhos a mostra e as covinhas da bochecha aparentes. Haseul quis correr.

 

"Olá! Quanto tempo. Estava te procurando há semanas pra' agradecer o café." Comentou enquanto procurava a caixa de band-aids na mochila bagunçada.

 

"O quê? Mas eu não te paguei um café, eu te deixei pra' pagar dois ainda." Estranhou, perplexa.

 

"É, não. Quando a moça te disse que ganhou um café de graça por não sei quantas vezes ter pedido o mesmo, era na verdade eu que paguei e deixei reservado pra' você." Sorriu, retirando o plástico do curativo e jogando na mochila, logo pousando o mesmo no dedo. Haseul notou novamente os diversos machucados nos dedos e alguns no rosto. 

 

"Mas... Você pagou um café pra' uma guria' que simplesmente te deixou pra' pagar dois?!" Ainda incrédula, exclamou.

 

"Você me fez companhia." 

 

"Por cinco minutos antes de correr."

 

"Mas foram bons cinto minutos."

 

"Eu nem mesmo lembro qual era a cor da sua blusa."

 

"Tudo bem, nem eu." 

 

"Eu não te conh-, espera, como você não lembra?" Confusa, piscou seguidas vezes.

 

"Eu não presto atenção nessas coisas, não tem problema. Gosto de você." Como se tivesse deixado um segredo escapar, ficou quieta, virada de costas enquanto encarava a escultura. 

 

Haseul preferiu ignorar e voltar ao próprio assento.

 

 

Mais algumas semanas depois.

 

 

No meio da noite, Haseul ouve a campainha de sua casa tocar. Estranhou, quem seria àquela hora?

 

Calçou as pantufas e vestiu um casaco, caminhando pela casa com certa lentidão pela preguiça e sono ainda estarem em seu corpo. Olhou no olho mágico e nada viu, pegou a chave, destrancou a porta e olhou para os lados. Nada. Pensou até ser uma pegadinha, mas ao olhar para baixo não sabia se achava fofo ou assustador. Uma escultura de seu rosto pousava no tapete com o bilhetinho escrito.

 

"Se tivesse sido esculpido em carrara, poderia chegar perto de sua real beleza. 

 

- Jinsoul."

 

Sorriu, pegando a cabeça e abraçando com um sentimento quentinho no peito.


Notas Finais


eu amo a haseul, é isto.


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