História 17 de Abril - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Visualizações 391
Palavras 7.266
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá
Pela primeira vez eu escrevo uma OneShot SwanQueen.
Ela é meio que um resumão da fanfic Meeting, comecei a escutar algumas músicas ontem e pensei... Porque não? (ao qual eu excluir)

* Peguei as fotos do google e juntei. Créditos aos criadores.

* Plágio é crime

* Romance entre duas mulheres

* Meu twitter @featherIshope ou @fayritales_f

Tem o grupo no WhatsApp também, quem quiser entrar me chama no twitter.

Até mais...

Capítulo 1 - Capítulo Único - 17 de Abril


Fanfic / Fanfiction 17 de Abril - Capítulo 1 - Capítulo Único - 17 de Abril

Quinta feira, dia 17 de abril, exatamente às 13:15hrs  foi quando eu te vi pela primeira vez.

Lembrei da nossa história como se fosse agora, mas já se passaram tantos anos.

Fiquei nervosa a viagem inteira, durante três horas e meia e ainda estava, como não estaria? depois de longos meses conversando somente pelo celular, você estava ali, na minha frente.

Você me olhou logo em seguida e seu olhar me tirou as palavras, você sorriu e meu coração acelerou. Caminhei até você pelo aeroporto, não via e não ouvia mais ninguém, somente você. Estava de saia jeans, jaqueta vermelha, rabo de cavalo.

Senti seus braços envolvendo meu corpo, meu coração acelerou “Finalmente” foi a única coisa que eu consegui dizer, eu estava emocionada, me segurei para não chorar, tinha sonhado com seu abraço, com seu toque muito antes de ver seu rosto, eu sonhava com você quase toda noite, eu já sabia Emma, eu já sabia que no fundo eu já te amava. Nos afastamos e caminhamos em direção ao carro. Fiquei sentada no banco da frente do seu velho fusca amarelo, lembrei das histórias que me contou, das fugas que dava de seus pais com o carro, das vezes em que conversamos por chamada de vídeo e você estava dentro dele, ele era tão familiar, se ele pudesse sentir alguma coisa, será que esse seria o sentimento dele para comigo?

Seu dedo tocou no painel, colocando uma música em espanhol, uma das músicas que você cantou para mim uma das vezes que nos falamos, eu te encarei, você novamente sorriu, Emma, eu já amava seus sorrisos por fotos e vídeo, mas pessoalmente, parecia um sonho, e eu não queria acordar, queria permanecer o maior tempo possível nele observando seu lindo sorriso.

Lembro que você estava de saia, uma saia jeans, em um determinado momento olhei para suas coxas, parei um bom tempo ali, não sei se você percebeu, lembro de você buzinar e parar o carro, era uma padaria, você disse pra mim esperar no carro e saiu, aproveitei para avisar a minha mãe que tinha chegado bem da viagem. Você entrou no carro e colocou algumas sacolas no banco de trás.

Lembro de você ter puxado assunto, perguntando se estava tudo bem e eu falar baixo um “Sim” acho que você nem escutou eu dizendo.

Chegamos a sua casa e você tirou minha mala e a sacola do carro. Entramos e cumprimentei seus pais.

Fomos para seu quarto, coloquei minha mala no chão e você me chamou para deitar na sua cama, eu fui e deitei. Ficamos encarando o teto. Você pegou um de seus bichos de pelúcia e então eu pedi para tirarmos uma foto, nossa primeira foto. Lembro que meu celular era uma porcaria, a foto não ficou tão boa, mas nela nós sorriamos, tiramos o total de três fotos e lembro que na legenda eu coloquei um “finalmente

Você se levantou e disse para mim tomar um banho para comermos algo, fiz isso. Durante o banho ainda não conseguia acalmar meu coração. Não acreditava que estava ali, tão perto de você. Cheguei a me sentir idiota por sentir tudo aquilo.

Quando sair do banho você foi tomar e eu aproveitei para ligar para minha mãe novamente.

Alguns minutos depois você saiu e fomos comer.

Você tinha comprado pão de queijo, você tinha lembrado o que eu disse uma vez, eu amava pão de queijo. Comemos em silêncio, eu gostava do silêncio com você, era bom, eu me sentia em paz.

Voltamos para o quarto e ficamos ali, jogando conversa fora, rindo, olhando uma para a outra.

Lembro que na hora de dormir eu te perguntei “Onde vou dormir” você disse “Pode ser na cama de casal comigo ou na de solteiro” e bom tínhamos prometido dormir juntas e eu optei por dormir na de casal com você.

Ficamos de frente uma para a outra, eu encarava seus olhos, como passei a amar seus olhos verdes. Você tocou em meu rosto e eu fechei os olhos, aquele carinho, carícia, era deliciosa. Novamente meu coração acelerou e eu abrir os olhos, não queria que você percebesse que algo estava acontecendo, senti medo. Emma como eu senti medo de te amar, mas desde o princípio eu te amei e toda vez que eu dizia que te amava era no real sentido da palavra.

Eu virei para o lado oposto para não cometer nenhuma loucura e não fazer você me odiar no primeiro dia. Ficamos alguns minutos em silêncio, então virei para você novamente e te dei um beijo no rosto logo em seguida para abrir minha boca que não conseguia ficar calada e perguntar “Você não vai me abraçar?” Você me encarou “Você disse uma vez que só dormia abraçada” então eu me virei novamente e logo em seguida senti seus braços ao redor da minha cintura, você me puxou para perto e senti o seu corpo colado no meu. Éramos amigas, amigas dormiam de conchinha não é? Não há mal nenhum nisso.

Eu toquei em sua mão e depois de alguns minutos apreciando aquelas sensações eu dormir.

***

No dia seguinte você me levou para conhecer a cidade, era linda, fiquei encantada. As praias, você dizia piscinas naturais. Depois me levou para comer no MC Donald's. Lembro que você apontou para mim, tocando em meu nariz e disse “ É ali que você gosta de comer não é? Só fast food” e eu fiquei sem graça, sim eu adorava. Tentei me comportar o melhor possível, eu sempre tive boas maneiras, mas eu era, talvez eu ainda seja, desastrada e um  pouco desengonçada. 

Depois você me levou para ver o pôr do sol, era lindo, aquele senhor tocando um instrumento enquanto o sol se punha, eu queria eternizar aquele momento Emma, ali com o sol se pondo sobre o rio para a lua brilhar, estando ao seu lado segurando sua mão, era uma cena de filme clichê, mas eu estava vivendo ela e com você.

***

Os outros dias se sucederam assim.

Conhecia sua família, algumas amigas, íamos a lugares, escutamos músicas, assistiamos filmes.

Lembra quando você tocou na minha mão a primeira vez? Eu achei que meu coração fosse sair pela boca.

Eu lembro, lembro que teve um aniversário e eu queria ficar em casa, não queria me sentir uma estranha na casa de seus amigos. Mas você pediu para mim ir, no meio do caminho estávamos no banco de trás do carro do seu pai, estava tudo escuro e então você tocou em meus dedos, um leve roçar, fez o meu corpo acordar, ascender. Encarei nossas mãos e olhei para você, você olhava para frente, como se nada tivesse acontecido, sua mão agora sobre a minha, eu a virei e então entrelaçamos elas, se você pudesse ouvir meu coração, talvez ficasse assustada com a rapidez que ele estava batendo. Sua mãe olhou para trás, sua mão se afastou da minha tão rápido que eu mal pude acompanhar e então eu percebi, era impossível

***

Um dia você me contou um segredo, nós éramos parecidas demais, e então quando estávamos sozinha voltou a me contar. Eu senti ódio pelo que fizeram com você, como alguém poderia te machucar?

Você me contou sobre seus ex’s namorados, e como alguém poderia não querer estar com você?

Lembro que encontramos um deles no shopping e você ficou estranha, eu percebi e olhei na direção em que você olhava, eu o vi. Perguntei o que estava acontecendo e você me disse que viu o homem que você gostava, e novamente me veio aquela sensação, é impossível.

***

Em uma tarde você disse estar muito cansada e perguntou se podia dormir um pouco. Eu fiquei olhando você dormir, sua pele alva, seu peito subindo e descendo, eu segurei em sua mão, você depois de alguns minutos a apertou, acho que estava tendo pesadelos, apertou tão forte que elas ficaram marcadas pelas suas unhas.

Eu tirei uma foto, sua mão na minha, parecia tão certo, um encaixe perfeito.

Após algum tempo você acordou e então eu mandei as duas fotos, uma de nossas mãos unidas outra da marca de suas unhas. Você soltou seu celular e pegou minha mão, me pedindo desculpas e depositando vários e vários beijinhos sobre ela.

Emma, sentir seus lábios tocando minha mão, se tornou uma das coisas que eu queria sentir para sempre.

***

Você me levou para a praia um dia antes da minha viagem de volta, era sexta feira, ficamos observando o mar, adorávamos, uma das coisas em que tínhamos em comum. Você pediu para mim ficar de frente para você, queria bater uma foto, eu fiquei de frente para você, você se aproximou, demais, ficamos a povos centímetros de distância, disse para mim não me mover e beijou minha testa, eu fechei os olhos apreciando aquele momento, você bateu algumas fotos e se afastou disse que aquela foto seria somente sua, para guardar de recordação, mas que logo depois eu conseguir passar para meu celular.

Fomos para casa depois de andar pela praia e jogar conversa fora, lembro de tocar em sua mão mas você a afastou, estávamos em público, o que eu estava pensando? Era impossível.

E essa palavra se tornou constante.

***

Por favor fique só mais esse final de semana” você pediu, eu tinha que ir embora, mas eu também queria ficar, queria ficar ao seu lado “ Por favor? Nós vamos ao aeroporto e eu mudo o dia da sua passagem, só fica esse final de semana" e eu fiquei. Nessa noite, estávamos uma de frente para a outra, você tocou em meu rosto com sua mão e deu um beijo de boa noite em meu rosto, eu fiz o mesmo, então você se aproximou e beijou minha testa, eu imitei seus gestos, eu nem preciso dizer que nesse momento meu coração batia tão forte que meu medo de você escutar se tornou real quando você disse “Seu coração está acelerado, porque?” Você tocou em meu peito sentindo as batidas rápidas contra sua mão eu sabia o porquê, ele estava assim porque você estava próxima demais, mas eu menti, dizendo “Eu não sei” você beijou minha bochecha e eu a ponta do seu nariz “Você quer me beijar?” Você perguntou, e eu fui covarde, poderia te beijar ali mesmo, provar seus finos lábios, mas como eu disse, fui covarde “Eu não quero perder sua amizade Emma” foi a única coisa que eu disse antes de me virar para o lado e tentar dormir.

Na manhã seguinte perguntei se você se lembrava do que me perguntou, você estava no trabalho e disse que não “Você perguntou se eu queria te beijar” eu disse, eu estava em desespero, cheguei a pensar que eu estava sonhando “Hm” foi única coisa que você disse. E eu? Bom eu fiquei louca.

Naquela noite você voltou a beijar meu rosto e eu novamente imitei seus gestos, você beijou o canto dos meus lábios, sentir sua boca tão próxima da minha estava me deixando a beira da loucura e dessa vez eu não fui covarde. Beijei sua testa, seu nariz, seus olhos, suas bochechas, seu queixo, e parei a pouquíssimos centímetros de seus lábios, fechei os olhos e me inclinei tocando neles, a princípio um selinho, você entreabriu os lábios, meu coração acelerou, você queria mesmo me beijar, minha língua encontrou a sua, aproveitando cada momento daquela sensação, senti sua mão na minha cintura por baixo da minha blusa e eu me afastei “Era isso que você queria?” Eu fiquei com medo dessa sua pergunta, será que você só tinha me beijado porque você pensou que eu que era o que eu queria? “Eu não sei” eu disse novamente, mas sim era que eu queria.

Na manhã seguinte novamente te mandei uma mensagem, eu estava ficando louca “Nós nos beijamos” eu disse, você respondeu “Sim, eu sei” como você podia agir tão naturalmente? Eu tentei respirar com calma, você chegou para almoçar, naquele dia você ficaria até tarde no trabalho, estávamos sozinhas,você deitou na cama e abriu sua blusa social ficando apenas com uma regata branca, eu deitei ao seu lado “Você está bem?” Você disse que sim, se virou para mim e tocou em meu rosto, eu fechei os olhos sentindo aquele carinho delicioso, segundos depois senti seus lábios, você me beijou Emma, você também queria me beijar. Aprofundei o beijo, deixei sua língua entrar em minha boca e fazer o que quisesse, eu estava entregue. Você tocou em minha cintura me puxando para cima de você, parei de te beijar e te encarei, você sorriu, Emma talvez você não sabia o efeito que seu sorriso tinha sobre mim, eu voltei a te beijar, dessa vez não fui covarde, ousei, toquei em sua cintura, beijei seu pescoço, você virou para o lado dando mais acesso a ele, chupei seu pescoço de leve, escutava você respirando com dificuldade, levei uma de minhas mãos até a alça da sua blusa e a desci, desci as duas revelando seu sutiã branco, seus seios subindo e descendo por causa da sua respiração rápida, seus seios apertados naquele sutiã liso, eu os beijei, senti suas unhas em minha cintura, apertando, eu desci os beijos até sua barriga e você me subiu, voltando a colar nossos lábios, me virou, ficando por cima de mim, dessa vez você levantou minha blusa e beijou minha barriga, eu fechei os olhos, você perguntou se eu estava bem, eu só consegui balançar a cabeça dizendo que sim. Você riu e voltou a me beijar. Escutamos o carro de seus pais, você saiu de cima de mim, eu te encarei te dei um selinho e fui para o banheiro, precisava me acalmar.

Depois disso agimos normalmente.

Naquela noite nos beijamos mais, te beijar era tão bom, mas não passamos disso.

***

Domingo, meu último dia com você, aproveitamos o máximo que poderíamos, não sabíamos quando nos veríamos de novo.

A noite nos beijamos mais, toquei em sua cintura, seus seios por cima da roupa, toquei em sua bunda, apertei, dei alguns chupões em seu pescoço, que tinha se tornado meu lugar favorito. Fomos dormir sabendo que na manhã seguinte, às cinco da manhã eu estaria dentro de um avião indo para longe de você.

Foi assim que aconteceu, no aeroporto nos abraçamos, forte, demorado, eu disse que te amava, era verdade, você disse que me amava e eu acreditei.

Eu fui embora.

Naquelas três horas e meia de viagem eu chorei, lendo o livro que você me deu com uma dedicatória “De sua princesa Emma”  era o que estava escrito “Minha

Eu cheguei em casa e durante uma semana eu me lembrava de tudo o que tinha acontecido nessa viagem. Eu chorei, chorei muito. Mas não deixamos de nos falar.

***

Dois meses se passaram, eu vivia perguntando porque tínhamos no beijado, você dizia que não sabia e então eu soube, eu queria repetir esses momento, foi ali que eu tive certeza “Estou apaixonada por você Emma” eu confessei e você me disse “Você não pode se apaixonar por mim” eu chorei e cometi uma loucura. Fui para uma festa e beijei um rapaz, foi horrível Emma, eu senti nojo, nojo dele, nojo de mim. Eu tive certeza, eu estava apaixonada por você.

Eu te contei, você brigou comigo, mas depois voltamos ao normal.

Os meses foram se passando e a saudade aumentando, até que recebi a notícia. Você viria me ver em novembro.

Eu contava os dias até que finalmente ele chegou.

Eu te peguei na rodoviária, te abracei e fomos para minha casa.

Você conheceu minha família, eu só queria ficar perto de você.

Ficamos no meu quarto, deitadas na cama, eu te encarei “Me dá um beijo?" Pedi “Foi pra isso que você queria eu eu viesse?" Você me perguntou, eu senti raiva “Claro que não, mas já que está aqui, me dá um último beijo?” Fui ousada novamente, você se virou e me beijou, um selinho que eu logo aprofundei, você se afastou “Isso não pode mais acontecer” meu mundo caiu, você não gostava de mim, então eu tive meu último beijo.

Na manhã seguinte acordei, fiz minha higiene matinal e voltei para cama, fiquei te olhando dormir, logo em seguida você abriu os olhos. Ficamos nos encarando “Bom dia” eu disse e você me surpreendendo me beijou, e eu? Aceitei? Subi em cima de você, continuei te beijando, senti suas mãos pelo meu corpo, eu não me importava, eu só queria te beijar, te sentir.

Sua mão tocou em minha coxa, soltei um gemido baixo, mas não parei de te beijar, sua mãos foi para dentro do meu short, da minha calcinha, eu estava excitada, fiquei assustada, com medo de você se afastar, mas era você que estava com a mão dentro de minhas roupas. Você mexeu seus dedos, eu me mexi dando um impulso para senti-los mais, gemi baixo. Era a primeira vez que alguém me tocava assim, tão intimamente, e eu não tive medo de você, ou do que você estava fazendo, eu queria mais. Trocamos de posições e agora com você em cima de mim, apertei sua bunda, te abracei, coloquei minha mão por dentro do seu short tocando em sua calcinha “Você está tão molhada” eu disse tirando sua blusa, você estava de sutiã, eu abrir o fecho e você se afastou “O que foi? Eu fiz algo errado? Me desculpa Emma” eu fiquei desesperada, abotoei seu sutiã e te encarei “Está tudo bem” disse me dando um selinho “Podemos continuar se quiser, você está tão molhada Emma" eu disse sussurrando no seu ouvido “Depois de tudo isso, você acha que eu não estaria excitada?” Eu sorri, você estava sentindo o mesmo que eu. Não era impossível.

Depois disso fomos nos arrumar para sair. Passamos o dia fora, almoçamos no shopping e eu precisei comprar umas roupas. Na rua eu peguei em sua mão, você não rejeitou, era bom aquela sensação. Estamos na rua, de mãos dadas, tão livres, essa a palavras para nos resumir naquele momento.

Depois desse dia as coisas foram mais fáceis.

No dia seguinte você me tocou novamente, eu te beijava com força, tirei sua blusa e perguntei se poderia tirar seu sutiã, você disse que seus seios eram feitos por causa das cicatrizes que tinha devido a uma cirurgia, eu não me importei, pedi novamente e você tirou o sutiã. Suas cicatrizes, eu achei lindas, seus seios mais ainda, eu às toquei e você fechou os olhos,elas faziam parte de quem você era. Eu me abaixei e as beijei. Você colocou seu sutiã e voltamos a nos beijar.

Um tempo depois eu os tirei, beijei seus seios, os chupei, era gostoso essa sensação, circulava minha língua, beijava, levei minhas mãos para seus shorts e o tirei junto com sua calcinha, você estava completamente nua na minha frente. Você era perfeita Emma, parecia uma obra de arte, esculpida a mão, com toda delicadeza e cuidado. Uma obra de arte única e estava em minhas mãos. “Seja minha Emma?” Eu perguntei, você sussurrou “Eu já sou sua Regina

Eu me inclinei sobre você, beijei seus lábios “Não tenha medo, eu não vou te machucar” Você não respondeu, apenas fechou os olhos. Eu beijei sua testa, seus lábios, seu pescoço, seus seios, sua barriga e cheguei em suas coxas, levantei elas uma pouco e olhei para você, você estava me olhando, eu soltei o ar que prendia, ele bateu em seu sexo, você fechou os olhos e eu me inclinei, primeiro só encostei meus lábios e depois encostei minha língua, você gemeu inclinando seu corpo para trás. Não sei quanto tempo eu passei ali, sei apenas que gravei minhas unhas em suas coxas e vi você agarrando os lençóis e mordendo o lábio. Essa visão quase me fez gozar. Meu sexo pulsava, eu queria te sentir mais. Você colocou as mãos no meu cabelo e me puxou, fui de encontro a sua boca te beijando, você levou minha mão até sua entrada e te penetrei, era minha primeira vez, em tudo. Eu só seguia meus instintos. “Para, por favor” você pediu, eu parei, mas meus dedos ainda dentro de você “Eu não aguento mais, eu cheguei no meu limite, eu vou gozar Regina” eu sorri, você estava tão entregue pra mim “Goza pra mim Emma” eu sussurrei, você gozou. Ficou um tempo quieta, eu vestir suas roupas e te puxei para mim, você deixou a cabeça no meu peito e adormeceu.

Eu me senti completa, eu queria viver aquele momento para sempre.

Uma vez eu pedi para você namorar comigo.

Não precisamos rotular nada, vamos apenas aproveitar esses momento Regina" e eu aproveitei. Tirei uma foto, eu em cima de você, te beijando. Guardei aquela foto por muito tempo.

Quando tomamos banho juntas, uma única vez. Bati na porta e você abriu, eu entrei, perguntei se poderia me juntar a você, você se virou e caminhou para dentro do box. Eu tirei minha roupa e entrei, você estava embaixo do chuveiro, eu me aproximei e te abracei, sentindo as batidas do seu coração, você levantou minha cabeça e me beijou. Me empurrou contra a parede e levantou uma de minhas pernas, senti seus dedos em meu sexo, passando lentamente, minha costas no azulejo frio, tudo ali me levava a loucura. Eu te beijava, te mordia e você me tocava. Foi uma loucura, uma loucura maravilhosa.

Lembro-me da primeira vez que eu gozei, que eu me entreguei de corpo e alma para você, para a única pessoa na minha vida, da minha vida inteira.

Tínhamos acabado de ver um filme, estávamos deitadas no chão do meu quarto, nos beijávamos. Você me levantou e ficamos de frente para o espelho, abraçadas. “Você não acha estranho?” Eu perguntei olhando nosso reflexo “Não” você me respondeu “Eu me sinto em casa Emma, nos seus braços eu me sinto em casa” Você começou a me balançar de um lado para o outro “Dança pra mim?” Eu pedi, você sorriu, deitou na cama e me puxou para cima de você, ali você começou a rebolar abaixo de mim, meu sexo latejava, eu já estava molhada, era seu último dia ali. Eu tirei minha roupa, eu estava nua, você estava apenas de calcinha. Você não me deixou te tocar, disse que aquele dia seria somente meu.

Você tocou meu sexo, eu te beijei, você me penetrou, eu só queria sentir você mais e mais. Eu rebolava em seus dedos, mordia meus lábios, pedia para ir mais rápido, você movia seus dedos conforme eu pedia, mordi e chupei seu pescoço. Eu queria gritar, você me beijou e eu gozei, meu corpo desabou sobre o seu, sentir seus dedos parando, saindo de dentro de mim, “Eu te amo” eu sussurrei, “Eu também te amo Regina”  se eu pudesse sentiria e deixaria você me tocar todos os dias da minha vida, você nos cobriu e eu adormeci, com aquelas palavras agora guardada em minha mente.

***

Você foi embora Emma e indo levou todas as sensações com você, aquelas duas semanas foram perfeitas.

O natal veio e eu chorei quando você disse que me queria com você.

Chegou um novo ano e com ele a proposta de morar com você.

Eu aceitei

Dia 8 de março eu me mudei, sem olhar para trás.

***

As primeiras semanas foram incríveis, tentamos a todo custo manter a distância, mas era impossível.

Você me beijou, eu te toquei, sussurrei que te amava. Gozamos inúmeras vezes.

Você tampava minha boca, eu gritei sentindo você me penetrar, puxei você mais para perto abraçando você com minhas pernas, eu não sentia meu corpo, eu sentia apenas você em cima de mim, me dando prazer, me fazendo ser sua.

Algumas vezes seus pais quase nos pegou, e eu adorava essa adrenalina.

Começaram a falar de nós, as pessoas são cruéis Emma, elas não aceitam aquilo que é diferente delas, e começaram a nos chamar de lésbicas, o casal de lésbicas. Eu não me importava, nunca me importei, mas você sim. Você disse que não podíamos mais porque seu pai brigou com todos por causa de nós, dizendo que éramos só amigas. Mas éramos somente amigas. Eu aceitei.

Eu precisei voltar para minha cidade, para um casamento e quando voltei para sua casa, depois de duas semanas longe de você, nos abraçamos e deitamos de conchinha, você beijou meu pescoço, eu me virei, você disse “Estou com saudades” capturou meus lábios, sua mãe estava dormindo do nosso lado, eu te parei “Emma, sua mãe” falei preocupada “Ela está dormindo” você assegurou, eu me virei e você tocou meu sexo por cima da roupa “Fica comigo?” Como eu negaria? Eu já estava excitada, me virei, ficamos quieta, você me beijou e por baixo do cobertor senti seus dedos entrando dentro da minha calcinha e me tocando, rolei os olhos, Emma, você não imagina o que é te sentir dentro de mim. Eu às vezes me sentia.envergonhada, porque com você eu me excitava rápido demais. Eu gozei, gozei em silêncio, beijei sua mão e me virei, você me abraçou e eu dormir.

Depois disso você disse ser errado, errado Emma, foram as palavras que você usou. Eu aceitei.

Não toquei mais em você.

Mas como dizem mesmo? Ninguém é de ferro, e eu não era.

Eu tinha você todas as noites abraçada a mim antes de dormir e acordava com você.

As vezes eu te provocava, descobri seu ponto fraco, seu pescoço, eu amava beijar seu pescoço. E quando isso acontecia, você as vezes me beijava, então faziamos sexo.

Uma vez você disse que não namoraria comigo por eu ser mulher, isso me matou mais ainda. Cada vez que algo acontecia, uma parte de mim morria. Impossível, novamente essa palavra, eu amava alguém impossível para mim.

***

Um ano se passou e com ele outras coisas ruins aconteceram.

Em novembro eu dei um beijo em seu pescoço, subi em cima de você e o beijava, tento levar suas mãos para cima e você levou minha mão para seu sexo, eu te toquei por cima da calcinha, depois me afastei e a tirei, você estava nua, beijei sua coxa e você me subiu, tentei te beijar e você não deixou, pegou minha mão e levou para seu sexo, você estava molhada. Eu penetrei dois dedos em você, você gemeu baixo, eu amava te tocar, rocei meu sexo em sua coxa, eu gemi baixo, tentei te beijar e você me disse “Sem beijo Mills” e eu aceitei, novamente. Eu não sei se você gozou naquela noite, mas você se afastou e disse para mim não tocar em você, era um erro. “Porque eu posso te tocar e não posso te beijar?”. Perguntei, eu não entendia “Você não poderia em estar me tocando Regina.” Eu fiquei sem reação “Mas eu toquei Emma, e você queria” você se levantou e foi para o banheiro,.eu virei para o lado, lágrimas caiam então você voltou, virou para o lado e dormiu. “Impossível” eu disse para mim mesma. E em novembro foi a última vez que eu te toquei.

Você conheceu Lilith, uma amiga minha, depois de um tempo você disse que gostava dela, disse que a culpa foi minha. Eu me senti muito mal. O que ela tinha de diferente de mim?

Outra coisa aconteceu, você ficou doente, e com essa notícia veio os exames, tratamento, tudo. E eu? Eu não conseguia sair do seu lado. Eu já estava machucada por tudo o que acontecia.

Por falarem da gente, por você se afastar, por dizer que gostava de uma outra pessoa e então me culpar.

Foram meses e meses no hospital, na quimioterapia, eu pedia a tudo o que era mais sagrado para você se curar, eu só queria que você ficasse melhor.

Lembro das vezes te ajudei no banho, sem malícia nenhuma, te ajudei a comer, te abraça pra dormir.

As noites em que eu chorava, eu chorava muito Swan.

Quando você dormia, eu ficava te olhando, com medo de você passar mal dormindo, e eu não conseguir  acordar e te socorrer. Eu te admirava Emma, achava cada traço seu lindo, perfeito. Você era perfeita para mim.

Uma vez levaram uma mulher até sua casa, e ela disse que você ficou doente porque tínhamos ficamos juntas. Você contou para ela sobre nós.

Um absurdo, Deus não nos castigaria por termos ficado juntas. Mas o mais absurdo foi você ter acreditado, acreditado que tínhamos culpa.

Fiquei doente porque me envolvi com você, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco Regina” Você falava chorando “Nunca mais repita isso Swan, você não é fraca e não está doente por ter ficado comigo, se fosse isso eu ficaria doente, porque eu te amo, eu quero você, então não repita isso nunca mais.” Choramos, eu chorei porque estava exausta, de tudo, e eu não sei o porquê você chorou.

Você precisou fazer um tratamento mais forte, e passou mais tempo no hospital, eu tinha tanto medo de perder você Emma, mas como perder algo que nem sequer eu tenho? Porque eu nunca tive.

Lembro de uma vez que você disse para mim que queria que Lilith estivesse ali, eu me senti uma inútil, eu estava ali, a meses eu estava ali, eu não queria que fizessem uma festa por eu ter escolhido ficar, eu só não queria ouvir esse tipo de coisa.

Eu não era bem vinda, eu já sabia disso.

Eu errei, errei por querer você, errei por brigar com você por causa de Lilith, errei por parar de falar com ela por causa da sua paixão. Eu só não conseguia mais. Doía, doía muito saber que você gostava dela e me doeu ouvir aquilo.

Uma semana depois escutei sua mãe dizendo que queria que eu fosse embora, que não me queria ali, você estava trabalhando, eu não diria aquilo para você, não podia, você já estava doente e trazer mais problemas ainda relacionados a sua mãe, não podia. Ela era sua mãe, e eu? Só alguém que cuidava de você, alguém que você não queria por perto.

Descobrimos que Zelena estava grávida, então eu vi a minha chance de ir embora. Eu comprei minha passagem para o dia Dois de Setembro.

Dali a dois meses. Eu não me lembrei, que foi dia Dois de setembro que nos falamos pela primeira vez, e dia Dois de setembro seria a última vez que eu te veria.

Você não disse nada, apenas disse que se essa era minha vontade, tudo bem.

Você já estava distante, eu estava quebrada

Lembro que eu comecei a ter amizade a esposa de Neal, seu irmão. Você achou que era uma vingança, mas não era. Eu só estava cansada de estar aí sozinha, com você me ignorando, com sua mãe dizendo que não me queria ali, falando de mim para as pessoas. Eu só precisava de um escape, e foi quando ela se mostrou amiga.

Você ficou com raiva, quando eu ia pra casa dela você me tratava mal. Com uma semana para mim ir embora você disse que eu tinha que pegar minhas malas, que Neal me levaria ao aeroporto. Eu chorei tanto que quando Tâmara entrou no quarto se assustou, eu estava ficando sem ar, você sabe que quando tenho crise de choro eu não consigo parar. Eu me senti um lixo Emma, e mais uma vez eu fui quebrada por você.

Seu irmão foi na sua casa no dia seguinte, e logo depois quando eu voltei para lá você me chamou para.conversar, falamos por duas horas e eu achei que ficaria tudo bem. Engano meu.

***

Dia 2 de Setembro, eu fui embora. Uma parte de mim aliviada, outra parte quebrada, com saudades.

Fui bem recebida por mim família, mas isso me afastou de você.

Você disse para mim não te procurar mais, eu fiquei doente, não comia, não dormia, por três semanas.

Eu entrava no twitter e via suas mensagens, você parecia estar bem. E eu? Completamente destruída.

Um pouco depois eu consegui me reerguer, não totalmente mas já era alguma coisa. Voltamos a nos falar, mas sempre brigávamos.

Uma vez conversamos e você disse que me amou, mas eu queria mais e mais e você não podia me dar. Você não podia ir contra sua família pelo sentimento que sentia por mim. E eu? “Eu não me importa Emma, eu estaria com você, isso bastaria”

Um erro, não seria o bastante, porque você não estava disposta a isso. “Eu te amei Regina, mas fui covarde” Confessou “Não me diga que me amou, pare Emma.”

Eu te chamei de mentirosa, mentirosa por dizer que me amava e no final não ser verdade.

Você me chamava de possessiva, abusiva, louca, intrometida, mentirosa, e por último disse que eu parecia/queria ser um homem, por eu ter cortado meu cabelo mais curto, por eu ter dito a minha família que gostava de mulheres.

Mesmo longe, você quebrou mais um pedaço de mim.

Então eu decidir, você foi boa, mas agora eu precisava me afastar.

Você me mostrou a me amar, a te amar, e eu tinha perdido isso.

Emma eu não me amava mais. Eu te amei tanto, que esqueci de me amar. Eu achava minha cicatriz no lábio horrível “Sua cicatriz é sexy Regina” você me disse uma vez antes de me beijar. Não, ela não era sexy, era horrível, eu era horrível.

Quantas vezes eu me olhei no espelho e eu não via nada. Passei a não me olhar mais nele. Quantas vezes eu tirava fotos sorrindo ao seu lado, eu não conseguia mais sorrir. Eu não conseguia mais tirar fotos do meu rosto. Eu me olhava no espelho não me reconhecia, só via você.

Eu não sei o que aconteceu comigo. Eu me perdi. Perdi tentando achar uma explicação para tudo o que aconteceu.

Todos percebiam isso, eu estava depressiva, eu só chorava. Chegava a noite e eu não conseguia dormir, virava de uma lado para o outro, me sentia sozinha, eu queria você por perto. Eu me perdi, como dizia aquela música, me perdi no que era real e no que eu inventei. O que era real e inventado Emma?

Eu precisava mudar. Eu era apenas uma menina, tinha uma vida toda pela frente. Então eu decidi viver.

***

Dia 4 de abril, a última vez que nos falamos. Eu te mandei uma mensagem, contei que disse a minha a minha família sobre nós, contei que Tâmara também sabia. Você ficou com ódio. Eu sabia que dizendo isso você me odiaria. Eu precisava acreditar que você me odiaria, porque se você dissesse o contrário, eu não seria capaz de seguir em frente.

Você me xingou, disse que eu te machuquei, que eu te quebrei, que também sofreu sozinha com minha ida.

Ambas estávamos quebradas, éramos imaturas demais para amar, não sabemos lidar com isso.

Ambas erramos, e agora estávamos com as consequências desses erros.

Seja mulher e nunca mais dirija a palavra a mim. Você morreu para mim Regina"  e eu apenas não falei mais.

Você não morreu para mim, e eu nem poderia deixar isso acontecer.

Eu aprendi demais com você, com esse amor, se é que isso poderia se chamar de amor.

Você queimou tudo, ou quase tudo que eu te dei, eu gostaria de saber se você guardou a corrente que eu te dei escrito “Princesa” ou se guardou um dos bonecos de pelúcia. Se você fez isso, significa que nem tudo foi uma completa loucura e desastre, significa que algo bom ficou, algo bom aconteceu.

***

Passaram algumas semanas, então dia 13 de abril você me mandou uma mensagem, dizendo que se lembrou de mim, eu fui rude, precisava ser, eu não queria mais me machucar, se não, não restaria nada de mim.

Eu esperava que você dissesse sentia minha falta, que ainda queria minha amizade, se tivesse dito isso, as coisas seriam diferentes, eu não sei como seriam, mas sei que algo iria mudar.

Você disse que contou a sua família sobre nós, e que ficaram desapontados com você. Talvez se tivesse contado antes, no começo, nossas vidas seriam diferentes, talvez.

Eu tentei Swan, muitas vezes eu tentei ser sua amiga, mas já estávamos quebradas, não existia confiança, não restou nada de nós duas a não ser pedaços que eram impossíveis ser colados, ou reconstruídos.

Eu nunca mais te vi Emma Swan

Eu era apenas uma menina, com meus Dezenove anos, quando te conheci, você tinha Vinte e Sete.

A última vez que eu te vi, eu tinha Vinte e Três e você Trinta e Um.

É louco não é? Duas pessoas, duas pessoas que se amavam, e não ficaram juntas, por medo, preconceito, ou até mesmo pelo desgaste.

Não poderíamos andar na rua, segurando a mão uma da outra, não poderíamos andar abraçadas.

Eu não te tocaria mais, não olharia nos seus olhos verdes, essa imensidão da cor de esmeraldas. Eu não deitaria e beijaria mais o teu pescoço, e veria seu corpo se arrepiando. Não teria mais a oportunidade de te ver sorrindo.

Emma, se você soubesse o quanto eu te amei, o quanto eu lutaria para ficarmos juntas.

Sonhei uma vez, que namorariamos, até casariamos e teríamos uma linda menina, uma mini cópia sua, pequena, olhos verdes e curiosos correndo com os cabelos cor de ouro pela nossa casa.

Eu cuidaria de você para sempre, amaria cada uma dessas rugas quando elas aparecessem, amaria você durante todos os anos em que a vida nos permitisse passar juntas.

Emma, eu não ligaria para os julgamentos, nunca liguei. Poderíamos nos mudar, recomeçar, eu iria prometer dar tudo de mim a você, o meu amor, meu cuidado, meu respeito. Nosso amor poderia se tornar uma história, uma linda história de desafios que foram vencidos.

Eu te amei tanto, em cada detalhe, em cada perfeição, em cada imperfeição. Eu só precisava que me amasse e tivesse a coragem de assumir isso. Não precisava assumir para o mundo, mas para mim, assumisse para mim e dissesse que queria ficar comigo.

Você foi minha luz, você me guiou por caminhos que eu não conhecia.

Emma com você eu não tive medo de amar, não tive medo de me entregar. Eu fiz, porque eu quis, e não me arrependo. Se eu fechar os olhos lembro exatamente de todos os nossos momentos que eu citei acima e ainda de mais outros.

Antes eu costumava fechar o olhos e te sentir, sentir teus dedos em minha pele, teus beijos.

Hoje eu não sinto mais nada, mas você está viva, viva na minha memória, pra sempre.

***

Eu descobri que você se casou, pouco tempo depois. Não foi comigo, foi com um tal de Killian Jones, descobri pouco tempo depois que você teve uma filha, uma pequena garotinha de olhos verdes. Idêntica a você, como eu imaginei. Você realizou seu sonho de ser mãe.

Me pergunto se você foi feliz? Você foi feliz Emma?

Ele te respeitou? Foi bom para você?

Eu torço muito que sim. Sempre torci pela sua felicidade, mesmo não falando com você.

Hoje dia 17 de Abril, estou aqui, sentada nesse chão cheio de grama, igual ficávamos quando éramos mais jovens e tiramos uma foto dizendo que era igual A culpa é das estrelas.

Depois de Trinta anos, trinta anos em que te vi pela primeira vez. Você estava de saia jeans, seus cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo, jaqueta vermelha, você sorria.

Fazem Vinte e seis anos que não nos víamos e fará mais anos que eu não irei te ver.

Você se foi, a Um ano infelizmente o câncer se alastrou e te levou com ele, mas antes dele fazer isso, sei que você viveu, viu sua filha crescer, se formar na faculdade. E sei que deve ter sentido orgulho, eu sentiria.

Sei que foi feliz. E isso me deixa aliviada.

Você deve está se perguntando porque eu estou aqui?

Nem eu sei na verdade, eu só queria estar por perto. Viajei mais de cinco horas para estar aqui. Estou com aquela foto na mãos, aquela do nosso beijo.

Se passou tanto tempo Emma, no fundo eu nunca deixei de amar você.

O amor machuca, mas ele também cura. Eu decidir que o que eu sentir por você deveria ser bom, porque foi bom. Você sofreu, eu sofri.

E por esse motivo estou aqui, te contando quase tudo sobre nós e como eu me senti, embora eu saiba que você jamais vai escutar, jamais irá me responder.

Eu escrevi um livro, publiquei, era sobre um amor impossível, você se identifica? Eu me identifico bastante.

Eu não me casei, mas sou muito feliz, adotei uma garotinha, ela hoje tem quinze anos, os olhos dela são verdes mas os cabelos são negros. Pode parecer loucura, mas eu te via nela. Muitas vezes. Ela gosta de amarelo, uma das coisas que você também gostava. Ela escuta Marron 5, gosta de dançar. Ela me lembra você Emma, entende que eu nunca vou te esquecer, não posso, não quero.

Você foi uma grande parte na minha vida.

Eu cresci, aprendi, me entreguei, fui forte, fui fraca, muitas coisas aconteceram para me tornar a mulher que eu sou hoje, e algumas coisas eu devo a você.

Eu ainda te amo, você sempre estará no meu coração.

Mas eu preciso ir embora.

Não vamos mais nos ver, nunca mais.

Eu não vou te escutar cantando Whitney Houston, nem dançando Despacito. Você gostava de dançar. Uma vez enquanto limpavamos a casa eu te peguei pela mão e dançamos metade de Time of my Life, música do meu filme preferido.

Isso nunca mais vai acontecer.

Emma e Regina, provas de que existem um amor impossível, como Romeu e Julieta, ou Jennifer e Lana, aquelas atrizes que gostávamos e líamos histórias sobre elas? ou tantos outros casais que sabíamos e não que não puderam ficar juntos.

Nós fizemos parte de um deles.

Eu te amei, te amei porque você me ensinou a amar

Te amei porque você me ensinou a voar

Te amei porque você não me fez ter medo

Te amei porque fui livre

Te amei porque você foi simplesmente você e eu só precisava disso para te amar.

Te amei porque além de me ensinar a voar, você algumas vezes voou comigo.

Eu te amei porque você me fez ser alguém melhor

Eu te amei porque você me ensinou a ter fé, quando eu não tinha nada.

Eu te amo Emma Swan, e hoje choro, derramo minhas últimas lágrimas por você. Todas as noites quando eu olho para o céu, vejo a lua e as estrelas, lembro de quando fazíamos isso, eu em minha casa e você na sua, ambas olhando o céu, a distância nos separava mas o céu nos unia. Eu ainda olho para ele e sei que você está olhando também.

Você se foi, mas sempre estará aqui no meu coração, na minha memória. Sorrindo, com seus cabelos loiros soltos como cascata, com sua jaqueta vermelha em seu velho fusca amarelo. Essa é a lembrança que eu tenho de você e é dessa Emma que eu quero me lembrar, da Emma que me fez feliz.

Posso ser boba, todos podem me achar boba por ainda amar você, depois de tudo o que passamos.

Era óbvio que eu te amava, estava estampado para quem quisesse ver Regina Mills ama Emma Swan.

Mas não mandamos nas coisas do coração. E eu não mando no meu.

Agora olho para essa pedra “Emma Swan Jones, filha, mãe, amiga” para mim sempre será Emma Swan, minha Emma Swan, a quem meu coração pertence, sempre bateu por você e continuará batendo até o fim dos meus dias.

Como você dizia aquela frase que você amava “A vida é a arte do encontro, embora haja muitos desencontros pela vida”

Você foi o meu encontro e o meu desencontro Emma.

Adeus, eu te amo minha Emma Swan.


Notas Finais


Bom essa é a última história que eu vou postar.
Vou finalizar Recomeçar e Love So Soft.
Não sei se postarei mais alguma história. Por hora, não postarei mais nenhuma história nova.
Me digam o que acharam...

Até mais.


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