História 18 - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Narusasu, Naruto, One Direction, Sasunaru, Sns
Visualizações 84
Palavras 3.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


quem é vivo sempre aparece rsrsrs

Capítulo 9 - Episódio IV - sobre amarelo, azul e fins?


10 de outubro

Ino não se orgulhava de muitas coisas em sua vida. O que ela era afinal? Sabia que era parte integrante da classe média-alta, era loira e bonita, tinha o namorado dos sonhos e estava com o futuro garantido. Mas o que afinal Ino era? Porque apesar de fazer parte da "elite" de Kohona, seu objetivo sempre foi o de sair daquela pólis, deixar para trás tudo o que a prendia em um mundo que parecia tão errado, mudar para alguma cidade esquecida pelo mundo, talvez abrir uma floricultura e, quem sabe, levar Naruto e Sasuke consigo.

Ino não tinha muitos planos de vida também. Não queria ir para a universidade. Não queria ter que obedecer às regras que a sociedade os obrigava a seguir. Ela só queria ser livre. De tudo.

As vezes de si mesma.

Ino não sabia em qual momento sua vida desandou. As estruturas que a mantinham em pé não estavam firmes e mesmo que ela soubesse que Naruto sempre estaria ao seu lado, independentemente do que ela fizesse, Ino não se sentia segurança o suficiente para arriscar. Porque estar na comodidade é tão mais fácil.

Talvez seu pai estivesse decepcionado, claro, se existir um céu e um inferno para que ele possa ter ido para lá e pudesse observá-la. Talvez ela só estivesse tendo uma crise existencial aos 18 anos.

A verdade é que Ino não sabia quem era. Tudo na sua vida era imposto por outra pessoa e ela já estava bem cansada disso.

Naruto era o único acontecimento em sua vida do qual ela sentia orgulho. Porque eles se entendiam e se amavam. E o melhor de ter o loiro em sua vida, é que Ino tinha a clara certeza de que o amor deles não seguia regra alguma. Eles eram eles e ponto final.

E era por este motivo que, no momento em que Naruto lhe sussurrou que iriam conversar, seu corpo entrou em harmonia e a quase crise passou. Seria essa a conversa definitiva? Porque Ino sabia que apesar de se amarem, e porque se amavam, aquele namoro iria se findar em algum momento. Eles só precisavam de uma descarga de coragem para fazê-lo.

- Vocês trouxeram bebida de verdade?

É claro que Deidara não iria se contentar com vinho branco por muito tempo, aliás, nenhum deles iria, um bom destilado ou uma batida era o que seus amigos ingeriam em demasia.

- Óbvio, Deidei, só vamos esperar os discursos chatos de todos os anos e depois poderemos realmente começar a festa.

Naruto estava rindo do drama dos seus amigos mas parou quando a sua prima reclamou, mais uma vez, da festa.

- Eu quero dançar, Naru. - foi Karin, a boa e velha alma da festa, quem falou em um muxoxo. - Essa música me dá sono e olha que eu amo uma música clássica.

- Não é culpa minha, ruivinha. Sabe que a vovó me mata se eu colocar música de gente que não tem futuro antes de todas as besteiras e etiquetas.

Ino riu da cara de desesperado do namorado e se permitiu relaxar ao mandar toda a confusão de sua mente ir tomar no cu.

O loiro estava sentado entre ela e Sasuke, bem, na verdade, estava mais para jogado em cima dos dois, e que os físicos explicassem como isso era possível, conversando com seus amigos. Ino sentia seu coração aquecido quando olhava para Naruto sorrindo daquele jeito, os olhos brilhando, tão relaxado e tão entregue às pessoas que amavam.

Era um grupo estranho, o deles, se pudesse admitir.

Naruto era o imperativo e loiro número 1, dono dos olhos azuis que te traziam paz, o amigo de todas as horas, a felicidade em forma de gente e uma das partes da trindade dos B&BE.

Sasuke parafraseava Harry Potter e era aquele-que-não-deve-ser-perturbado e mesmo que fosse todo não-me-toques dava os melhores abraços de conforto.

Shikamaru, o tal gênio e "falo tudo na cara" deles, na verdade, o Shika estava mais para o urso partilhado de todos.

Deidara era ariano no sangue e na alma, porque com toda a certeza o horóscopo errou quando o colocou naquele outro, e apesar de ser todo esquentadinho, é a pessoa mais gentil e amorosa. B&BE também o têm.

Sakura era a indecifrável flor de cerejeira. Rosynl, era como a chamavam, na cor do cabelo e alma, amável, mesmo que áries dominasse suas ações.

Neji e Tenten eram a personificação de liberdade e às vezes libertinagem. Vieram por osmose. Dad e Mam.

Karin e Sasori eram os tais maravilhosos ruivos-problema. Uzumakis até na forma de respirar.

Kiba, Shino e Hinata moravam juntos desde sempre e para eles os três eram uma só coisa vivendo em corpos diferentes. Inomináveis.

E Ino? Se ela pudesse responder quem afinal ela é? Talvez a sonhadora e doce flor de cosmos, melhor amiga de todos, melhor amiga para todos, e a power woman da trindade B&BE.

Suspirou ao se pegar divagando novamente. Sua mente era um labirinto e às vezes eram tão fácil se perder por lá. Ao tentar focar na conversa que se desenrolava, olhou ao redor e encontrou Sasuke com os olhos fixos em si. Não sabia se o pensamento que passou por sua cabeça fosse por estar quase em desespero, mas talvez pudesse conversar com ele, porque, verdade seja dita, ele era o único além de Naruto que não a julgaria por sua confusão. Piscou e decidiu mandar uma mensagem para ele depois de pedir licença e entrar na casa.

Precisava pôr para fora tudo aquilo que estava impossibilitando sua respiração. Porque, como Naruto sempre lhe falou, ela só precisava respirar.

Ino Y.

ei, Sasu, pode vir comigo? preciso conversar com alguém ou eu vou explodir.

•••

Sasuke nunca acreditou em amor à primeira vista. Na verdade, Sasuke estava enclausurado demais em sua própria redoma para que percebesse algo assim. Preso na rotina da escola, na rotina dos treinos de futebol e até à rotina dos momentos com o seu melhor amigo.

Sasuke nunca acreditou no amor como um todo porque Sasuke sempre acreditou que não merecia ser amado.

Tudo bem, ele sabia que amava seu irmão e Naruto. Mas, apesar de amá-los com todos os átomos de seu corpo, ele não entendia como funcionava o amor dos relacionamentos, como do de Naruto e Ino, e coisa e tal.

Sasuke não sentia vida em si quando beijava alguém. E, para Sasuke, amor estava diretamente ligado à sensação de vida entrando por seu corpo. Era o que ele sentia com Naruto e uma vez que o loiro era a única pessoa com quem conversava sobre isso, ele descobriu que talvez não se enquadrasse no mundo.

Sua família não aceitava que ele fosse gay. Seus pais, seu irmão e Shisui eram os únicos que não o tratavam de forma diferente, e mesmo que ele dissesse que não se importava, doía como um inferno ser rejeitado por quem ele acreditava amar.

E aí residia o x de todo o problema.

Sasuke não sabia se conhecia o amor. Porque por mais que ele amasse, ele não sabia se amava de um jeito certo.

Tudo era tão confuso.

As vezes ele sentia que não poderia respirar por sentir demais. Noutras ele não sentia nada. Ele poderia estar em queda livre e mesmo que o chão fosse quebrá-lo em mil pedacinhos, ele não se importaria.

Sasuke era uma confusão de várias coisas gritando entre si.

Quando Ino mandou aquela mensagem, ele não estava de um todo surpreso, mas também não entendeu por que sentiu que o mundo poderia ter seu tão esperado fim, porque estava consciente dos seus sentimentos mesmo que nem todos os sintomas dos quais as pessoas sempre falavam estivessem presentes em seu corpo quando finalmente aceitou que amava Naruto muito além de só como amigos.

O beijo trocado no dia do seu aniversário ainda queimava em sua pele e ele não entendia como caralhos isso poderia ser possível visto que quando beijamos são os lábios que se tocam.

Suspirou ao pedir licença e murmurar para Naruto algo sobre precisar ir ao banheiro.

Sasuke não pôde ver, é claro, que o loiro o olhou de forma questionadora, porque ele não quis olhar para Naruto. Ele se sentia estranho e ele odiava se sentir assim, sem controle de suas ações, sentimentos, sem controle da sua vida.

Itachi, que estava na mesa com a família Uchiha, acenou para ele quando passou por lá em direção à casa, mas Sasuke o ignorou, não iria criar uma confusão na festa de Naruto, porquanto sabia que no momento em que sua avó começasse a se expressar sobre a mania de todos estarem virando gay, seu irmão iria brigar mais uma vez com eles.

Suspirou ao perceber que estava indo para o quarto de jogos do segundo andar. Era o único refúgio da casa em que somente Naruto e os amigos, além dos empregados, poderiam ir sem serem interrompidos. Sorriu nostálgico ao encontrar Ino jogada nas almofadas perto da tv, jogando counter strike, como nos velhos tempos.

- Ruim de mira como sempre. - falou e viu um pequeno sorriso se formando no rosto dela.

- Tive um péssimo professor.

- Ei! Eu sou ótimo em tudo o que faço!

Logo estavam sorrindo um para o outro enquanto Sasuke pegava o outro controle e entrava na partida também. Às vezes o moreno gostava de se perder nessa ilusão de que nada tinha mudado e que eles ainda eram aqueles pirralhos brigando por qualquer coisa e se entendo como só crianças são capazes de fazer.

Quando Sauske voltou a conhecer Ino o mundo estava de ponta cabeça. Ele tinha finalmente conversado com seus pais sobre gostar de garotos. Itachi já sabia, claro, tão observador como era. Sasuke só não estava preparado para o resto da família saber, porque tudo desandou. Seu avô quis mudá-lo de escola, seus tios o afastaram do primo Obito com medo da má influência, e sua avó não perdia tempo, sempre que o via, em dar discursos homofóbicos velados pela religião que seguia. Um caos total.

Então, quando Ino voltou para suas vidas, há 4 anos, parte de sua família achou que ele iria virar homem. Em três meses do recomeço de amizade ela já dormia em sua casa, principalmente quando as crises não a deixavam dormir, perder Inoichi desestabilizou não só a vida de Ino, mas todo o sistema interno que a mantinha em pé. Com 6 meses todos na cidade acreditavam que eles estavam namorando. E até hoje ele não entende como as pessoas julgam tudo sem saber de nada! A verdade mesmo é que Sasuke não entende a sociedade em que estavam inseridos.

O silêncio em que eles estavam só era quebrado pelo som do cs. Engraçado como apesar de o moreno sempre preferir o silêncio, ele não gostava da ausência de som, realmente. E apesar de que para alguém que estivesse os observando de fora eles parecessem concentrados no jogo, Sasuke sabia que Ino estava se preparando para colocar em palavras o que estava sentindo. Por isso ele esperou. Ele era bom em fazer isso. Esperar. E Sasuke esperava por tanta coisa em sua vida. O jogo foi esquecido quando sentiu Ino virando para olhá-lo. E encarou os olhos azuis, quase verdes, como se seu dna não possuísse certeza sobre qual cor era a melhor. Viu quando ela lhe sorriu incerta antes de falar o que ele já tinha quase certeza.

- Eu gosto da Sakura. - Esperou, mais uma vez, que ela voltasse a falar, e fez um meneio com a cabeça para mostrar que estava atento à conversa. - Eu descobri que estou apaixonada pela Sakura muito antes de admitir para mim mesma. Porque eu não quis acreditar que eu não amava mais o Naruto, sabe? ‘Tava… ‘tá tudo tão confuso, Sasu, porque eu sei que amo o Naruto, e um dia eu estivesse apaixonada por ele, eu sei que sim, mas, você sabe, o nosso namoro só existe porque a avó dele insistiu muito para que acontecesse.

Sasuke viu a loira soltar a respiração que estava prendendo e o olhar como se estivesse pedindo uma saída para tudo aquilo.

- Eu não me arrependo de nada. Mas eu não quero continuar a viver imposições, entende? Porque se eu pudesse eu fugiria agora mesmo para longe de tudo. - a voz de Ino transmitia o choro que ela estava segurando e um desespero que lembrava o de Sasuke quando ele se descobriu apaixonado pelo melhor amigo, e isso o fez sorrir dm entendimento e falar pela primeira vez.

- Respira comigo, Ino. Vamos… inspira… expira. - a loira suspirou e fez o que Sasuke pediu. -  E me responda, do que você tem medo, no fim das contas?

- Tudo, Sasuke, tudo!

- Você é maior de idade, Violet, têm o apoio dos seus amigos para qualquer decisão que tomar, e mesmo que não continue o namoro com o Dobe, ele vai estar na tua vida pra sempre. Nós estaremos.

- Mas Sas-

- Me diz, Ino, do que você realmente tem medo?

- De ficar sozinha. Eu não quero ficar sozinha. Eu já perdi o papai, eu não quero perder mais ninguém… ninguém.

E então o choro finalmente veio, forte, com lágrimas banhando o rosto e transmitindo toda a dor de Ino. Sasuke a abraçou ao passo em que cantava para acalmá-la. Cause we don't know what we're saying, we're just swimming around in our glasses and talking out of our asses. O moreno riu ao cantar essa parte porque era tão eles e seu corpo doeu de saudade.

Sua voz não passava de um tom acima de um sussurro, mantendo Ino em seus braços, tentando, mesmo sem saber como, tirar aquele sentimento ruim que estava dominando-a. Os minutos se passaram e mesmo que Ino não houve o percebido ali, Sasuke sabia que Naruto estava no quarto, e tinha ouvido parte da conversa. Levantou o olhar apenas para ter a confirmação. Suspirou, ao finalizar a música, parece que tudo estava acontecendo naquele dia.

•••

Naruto as vezes sentia uma descarga de serotonina em seu corpo e então o dia brilhava de um modo diferente e tudo estava bem. Era assim que ele estava se sentindo ali, junto dos seus amigos, rindo de qualquer coisa que eles falavam.

Naruto estava bem.

Ok, na realidade, ele estava sem as crises diárias que sempre o atormentavam; e isso era tão bom! Ele sentia que poderia voar! A sensação de quase vida era incrível.

Mas, mesmo que o loiro gostasse de estar na corda bamba entre o que é real e o que ele fantasiava, Naruto tinha que admitir que a pior parte de ser ele, todo cheio de uma energia brilhante e fodida, era que se agarrar à ilusão era uma relação que tinha tudo para dar errado. E quase sempre dava.

Suspirou.

Ele aprendera a lidar com Mr. Hyde, de um modo geral. Não que ele se sentisse a vontade, mas era menos pior do que se entregar de vez ao monstro.

Mas de uma coisa Naruto tinha certeza, a lei de Murphy o teve como objeto de estudo. Porque frequentemente sua relação com o mundo se desestabilizava. Ele aprendera a disfarçar, para os outros, quando isso acontecia. Porque ele poderia mentir para os outros mas nunca para si mesmo.

Seu cérebro não o deixava cair na ilusão de que ele era uma pessoa normal.

Mas a partir de quando se é louco?

O mundo estava explodindo lá fora e ele se perguntava o porquê de ainda não ter ido para o olho do furacão.

- Naruto?

Piscou, tentando focar a visão, e olhou ao redor. Todos estavam olhando para ele. Suspirou. De novo?

- Hm?

- Pega. - era Sasori quem falava consigo. - Karin foi colocar música de verdade e você vai precisar de sorte líquida para lidar com os surtos de Tsunade.

Arregalou o olhos e olhou para o copo que seu primo lhe estendia. Virou o conteúdo de uma vez e fez um careta pelo gosto de Vodka pura. Arrancou risadas na mesa e fingiu rir também. Precisava respirar. Encontrar Ino para conversarem. Falar com Sasuke, que estava estranho.

- Vou atrás da minha namorada antes que a confusão sobre para mim. - E dizendo isso levantou-se da cadeira e foi em direção à casa. Quando estava nas escadas que davam para o segundo andar, ouviu Kiwi tocando e se pegou riu da ousadia de Karin. Queria ter a coragem que sua prima tinha. Seria tudo tão mais fácil se pudesse simplesmente ser como ela.

Quando alcançou o segundo andar, no entanto, o riso morreu. Ino estava conversando com alguém e pelo que pode escutar, sua voz demonstrava choro. Se aproximou devagar do quarto e viu que ela estava com Sasuke. Franziu a testa ao entender o assunto da conversa para logo depois lamentar internamente.

Naruto sempre soube que tudo não passou um de um plano de sua avó para que ele e Ino começassem a namorar, porque, afinal, ela não queria um neto que também gostava de meninos. Ao pensar nisso a imagem de Gaara apareceu em sua mente. Seu primeiro namorado. Mandado para fora do país para que ficasse longe de si. Inferno!, não deveria estar pensando nisso agora, mesmo que não tivesse mais sentimentos, além de carinho, pelo ruivo, ainda doía para um caralho lembrar de tudo o que aconteceu.

Olhou para Sasuke e viu que ele já tinha às orbes sobre si. Suspirou ao entrar de vez no quarto. O barulho da chave girando e trancando a porta sobressaltou Ino.

- Na-Naruto?

- Ei, bebê.

- Vo-você tá aí há quant-to tempo? - Naruto quase riu da voz rouca e nariz vermelho da loira. - Você… você não ouviu a conversa, né?

- Ouvi. Ei, não, escuta. - ele se viu interrompendo quando Ino tentou falar alguma coisa. - Vamos conversar. Sem omissão. Falar tudo o que ‘tá te.. nos atormentando, tudo bem?

- Tudo.

- ‘Tá indo para onde, Sasuke-teme? - O moreno o olhou como se ele tivesse criado de repente mais duas cabeças. - Pode ficar sentado bem aí, vamos conversar os três.

- Mas vocês são o casal aqui, Dobe.

- Foda-se! Deixe sua bunda pálida no mesmo lugar e vamos escutar o que Ino têm a falar.

- Narut-

- Tudo bem, Sasu. - Ino puxou a respiração, tentando criar coragem para falar o que seu corpo estava gritando há tempos. - Primeiro, Naruto, eu quero que você saiba que eu te amo e isso independe de qualquer coisa e mesmo que você me odeie pelo que eu vou te falar. Na festa de aniversário do Shika, depois que você sumiu com o Sasuke, eu ‘tava sentada na sala sozinha e a Sakura chegou perguntando onde todos estavam e ela ‘tava muito bêbada então eu decidi levar ela no banheiro para ela lavar o rosto e-

- Ino, caralho!, respira. - foi Sasuke quem falou, olhando para amiga com certo receio, e Naruto riu. Ele bem sabia que às vezes também atropelava as palavras e falava sem parar.

- ‘Tá, respirar, certo.

Ino parecia estar falando consigo mesmo, e eles apenas aguardaram ela voltar a falar.

- Não sei como mas a Sakura me beijou e eu correspondi.

Silêncio.

- Espera, o quê? Então a Sakura te beijou antes de transar com a Hinata e… o quê?

- Sério que tu focou só nisso, Naruto?

- Em que, o que, Teme?

- Esquece. Continua, Ino.

- Foi o primeiro ponto, né? Bem, o segundo é que eu estava dividida desde o teu aniversário, Sasuke, quando vocês dois sumiram. - Ino parou por um momento como se pensasse em algo muito importante. - Vocês perceberam que tudo acontece em festas de aniversários e vocês dois somem?

Os três ficaram olhando de um para o outro para então rir. Ino caiu para trás quando uma gargalhada escapou. Estavam loucos por rirem de suas desgraças. Voltou a se sentar, controlando o riso para que continuasse o desabafo.

- Depois do jogo, quando fomos comemorar a vitória e o aniversário do Sasu e vocês sumiram, a Sakura estava reclamando daquele namorado que mora em outra cidade, sabe? E em algum momento ela deitou com a cabeça no meu colo e nós ficamos nos olhando, como se estivessemos presas uma na outra. - os olhos de Ino desfocaram, em lembrança. - Foi estranho, porque ela saiu correndo no momento em que eu coloquei uma mecha do cabelo dela atrás da orelha, e quando eu fui atrás, para saber o que tinha acontecido, ela estava ficando com algum menino na piscina. E eu voltei para casa de táxi.

- Você acha ou tem certeza que ‘tá apaixonada por ela? - Naruto falou, depois de um tempo. - Talvez seja só atração.

- Não sei, Naru. ‘Tá tudo confuso. A única certeza é a de que o nosso namoro não pode continuar.

- Eu sei.

- Sabe?

- Sim, loirinha. Eu também tenho que te falar algo que aconteceu no aniversário do Teme aqui.

Sasuke virou o rosto em uma velocidade espantosa. Ele não poderia lembrar do beijo, poderia? Puta merda, Naruto lembrava da porra do beijo?

- Naruto.

- Hm.

- Você lembra?

- Que eu te beijei?

- PORRA, TU LEMBRA?

- VOCÊS SE BEIJARAM?

- POR QUE VOCÊS ESTÃO GRITANDO?

Naruto sentiu em seu corpo aquela descarga de serotonina de novo. Porque não importava em qual situação louca eles estivessem envolvidos, eles se amavam, eles entendiam o coração um do outro, e mesmo que quem os visse de fora não os entendessem, estava tudo bem, eles se entendiam, e para eles isso bastava.

Olhou para Sasuke, sendo esmagado por Ino, rindo, os olhos fechados, a boca entreaberta. Tão lindo. E Ino, com os cabelos bagunçados, jogada por cima do moreno, tão linda. Merda, ele era um desgraçado sortudo, tinha que admitir.

- Então, eu e Sasu nos beijamos, você e Sakura se beijaram, nosso namoro maravilhoso e cheio das melhores, hm, transas não existe mais.

Sasuke e Ino para de rir e olharam atônitos para Naruto.

- Me poupe dos detalhes, idiota!

- Naruto!

 


Notas Finais


Rosynl: pelo cabelo rosa, por poder chamar de rose, porque me pareceu adequado para a Saku.

B&BY = blond & blue eyes = loiros & olhos azuis rsrsrs

Violet: Inoichi sempre falou sobre uma flor violeta que representava amizade no anime e na fic ele deu esse apelido para Ino.

A música que o Sasuke cantou é A.M. da One Direction, e a tradução seria algo como "Porque nós não sabemos o que estamos dizendo, estamos apenas ficando com olheiras e falando de assuntos que não nos pertencem"

Mr. Hyde é um personagem de O médico e o Monstro e meu caralho EU AMO DEMAIS ESSE LIVRO!

Kiwi é uma música do Harry Styles

Sim, eu 'tô me utilizando muitoooo de 1d e hp nas referências sorrynotsorry

E realmente, Sasuke, parece que tudo ‘tá acontecendo no dia 10 hahaha

all love. joy.


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