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História 18 Primaveras - Capítulo 1


Escrita por: amandickz

Notas do Autor


Oi gentiii, como está ai do outro lado da telinha?
Eu sou apaixonada por essa temática de magia, relacionamento e destinos, então decidi escrever esta história. Como eu quero que os capítulos sejam um pouco longo e que não seja muito longa, eu vou tentar atualizar de 2 a 3 vezes por semana.
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Falta Pouco


Estou prestes a completar 18 primaveras e em breve serei oficialmente uma feiticeira, seguindo assim a tradição da família Zauber e todos os dias desse último mês eu me acordo e me olho no espelho pensando no que irei me tornar. Passar quase 8 anos da minha vida estudando para se tornar quem eu serei daqui algumas semanas é algo confuso para mim, ainda mais sabendo que as chances de eu ir para qualquer um dos dois lados é 50/50 me assusta muito.

- Luíza, vem tomar café – ouço Joana me chamar e saio dos meus pensamentos e mostrando que está quase na hora de eu ir para escola.

Este é meu último ano e dependendo do que o destino estiver preparando para mim irei me mudar em breve para o lugar que desejo. Me arrumo e desço as escadas em direção a cozinha e vejo meus pais parados tomando café e lendo juntos as notícias do jornal, que eu acho algo ultrapassado, porém gosto de vê-los assim. Minha mãe vem até mim e me dá um abraço, como faz todos os dias e isso me passa uma sensação de que sempre parece ser o último dia que ela me verá.

- Você está cada vez mais radiante. – diz segurando meu rosto.

- Obrigada mãe. – digo, pegando a xícara de café que Joana me entrega.

- Hoje preciso que venha direto da aula para casa, temos muito o que estudar. – Joana diz, me mostrando uma pilha de livros.

- Justo hoje Joana? Eu tinha pensado em ir pra biblioteca estudar para as provas. – digo, fazendo biquinho.

- Não tem como adiar mais, filha. Em breve você completará 18 primaveras e isso não tem como esperar. – diz meu pai, apontando para os livros. – Você precisa terminar estes estudos para seguir o caminho adequado que o destino tem para você.

- Como vocês sabem que eu tenho que estudar se não sabem meu destino? – digo fazendo careta – Ou vocês já sabem e não querem me contar...

- Olha mi amor, entenda. – diz minha mãe me abraçando. – Só queremos o seu melhor e que você complete suas 18 primaveras preparada para o que pode vir a frente.

- E se eu não quiser ser feiticeira? E se eu quiser só permanecer como uma pessoa normal? – digo.

Meus pais se encaram e ficam quietos, provavelmente no que responder. Eu realmente não sei atualmente se é exatamente isso que desejo, acho uma grande responsabilidade para mim se tornar feiticeira nesse momento.

- Filha, se você não quiser, pode abdicar do poder que nem fiz pelo seu pai... – ela diz olhando para meu pai. – Mas você terá que passar por essa transação de qualquer forma e assumir a energia que virá para ti, essa energia irá influenciar muito no que você se tornará.

- Bem, chega de falar nisso, ainda não chegamos nesse ponto para discutirmos. – diz Joana interrompendo o diálogo. – Você precisa ir pois está atrasada. – Me entrega a mochila. – E vocês dois também, a Livraria não se abrirá sozinha. – ela diz para meus pais.

Ouço o ônibus da escola buzinando na frente de casa, eu geralmente sou a primeira a embarcar, principalmente pelo fato de morar um tanto quanto afastada da cidade. Entro no ônibus e cumprimento o motorista e sento no mesmo lugar de sempre, no primeiro banco do lado direito, encostada na janela.

- Como foi o final de semana Luíza? – pergunta o motorista. Ele é sempre muito simpático.

- Foi bom, consegui adiantar bastante coisa do colégio. – digo, mesmo estando com os pensamentos em outro lugar. – E o seu? Conseguiu ver seus filhos?

- Consegui sim! Mesmo tendo ficado pouco tempo, já foi o suficiente para matar a saudade. – ele diz.

O motorista já havia comentado que por ser separado, ele mal conseguia ver seus filhos pois trabalhava bastante para sustentá-los mesmo de longe, então era raridade quando ele conseguia ir visitá-los. A parte legal de ser sempre a primeira a entrar no ônibus é que, além de você conseguir fazer amizades, ninguém te julga quando você entra.

O tempo passa e o ônibus está quase cheio quando entra Thomas, um típico garoto do ensino médio em que todas as meninas se encantam. Eu particularmente acho que ele tem algum rolo com a Sabrina, não que isso seja do meu interesse claro, só que eu sempre vejo os dois juntos.

- Oi Luíza. - ele diz me olhando. Como assim?

- Oi Thomas. - respondo com um pouco de vergonha. Ele senta ao meu lado.

- E ai? Animada para essa semana? - ele diz.

O que ele está querendo? Faz quase 10 anos que estamos estudando na mesma sala e ele nunca puxou papo ou falou comigo, por que ele está fazendo isso justo agora.

Antes de eu responder, Sabrina vem do fundo do ônibus para chamá-lo.

- Thom, vem com a gente aqui pra trás.  - ela diz o puxando pelo braço. 

- Sabrina, eu já vou, não está vendo que eu estou conversando. - ele puxa o braço dele, se desvencilhando da mão dela. 

- É sério que você vai me trocar pela Zauber? - ela diz apontando pra mim e eu acabo revirando os olhos. - Mas que piada.

- Sabrina, dá pra você me dar um pouco de sossego? - ele diz e ela revira os olhos, voltando para o banco do fundo do ônibus. 

- Thomas, acho melhor você ir com seus amigos, não é algo muito comum isso que você está fazendo. - digo, apontando para nós dois. - Só diga o que você quer. 

- Você tem que parar de ser desconfiada. - ele diz e começa a rir. Eu realmente não estou achando graça. 

- Vou parar de ser desconfiada quando você merecer minha confiança e não está sendo o caso. - digo e volto olhar para a paisagem.

- Tudo bem então, não diga que eu não tentei fazer amizade com você depois. - ele levanta e segue pro fundo do ônibus.

Durante o restante do caminho fico observando a paisagem e pensando no que acabou de acontecer no presente momento. Eu não estou no momento em fazer amizades, vivi praticamente o tempo todo de escola sem muitos amigos, e os que tenho eu não converso muito, mas o que ele queria nesse momento que não disse? Uma ajuda para algum trabalho, com certeza.

Porque a maior parte das vezes era assim que a maioria me via: Luíza Zauber, a nerd esquisita de família bruxa da escola. Mas ninguém nunca veio perguntar o que é e como é. Mas não posso pensar nisso, esse tipo de pensamento me atraia energias ruins e não quero que tal coisa me influencie.

O ônibus estaciona e desço por primeiro, uma das vantagens de sentar sempre no começo do ônibus. Sinto uma bolinha de papel na nuca e quando olho pra trás vejo Sabrina e suas amigas rindo, provavelmente foram elas que fizeram isso. Sinto minha mão esquentar e a vontade de desfigura-la é grande, mas tenho que me controlar. Fecho os olhos e começo a respirar, tentando me acalmar e começo a sentir minha mão gelar de novo. "Luíza, tu não pode perder a calma neste momento", começo a pensar e volto a mim.

Sigo em direção a sala de aula e sento na minha carteira favorita, no canto direito, ao lado da parede, na primeira carteira da fileira. Hoje só terá aula tranquila então sei que não será uma manhã cansativa.



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