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História 1869 - Capítulo 10


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Notas do Autor


Eu não abandonei vocês.
Eu volto por vocês.

Boa leitura.

Capítulo 10 - Suspensa


Rotina de trabalho é uma merda. Mas sabe o que é pior quando você sai dela. Em plena quarta-feira. Numa quarta-feira. Me chega um bando de noiado no meio da praça fumando maconha e tentando assaltar velhos, ainda fazem resistência. Eu não fiz aquele caralho de prova para isso. Eu sou a porra de uma detetive. Me manda achar quem vendeu a maconha.

- Não isso não pode – falo com voz enjoada.

Tem que mandar alguém com mais experiência. Eu sou a melhor detetive que eles tem. A melhor. Eu poderia estar verificando arquivos do cara, ou de tocaia perto da casa dele. Mas não.

- Vai curti a noite – falo com desdém – Um brinde para a minha curtição – ergo o shot de tequila para frente e logo em seguida viro de vez na boca e chupo a rodela de limão.

Agora eu estou bêbada, sozinha com essa música explodindo minha cabeça e sem nenhum caso para o resto da semana. Aparentemente, não gostam de pessoas confuzentas.

- Então, cá estou suspensa – digo virando mais uma tequila.

Dizem que falar com objetos não ajuda, eles não te respondem. Mas eu não estou nem aí. Porque essa cadeira consegue ler meus pensamentos. E foi um belo desabafo. Mas garanto que o caso ficou para o homem branco da delegacia, porque uma mulher não pode pegar um cartel de drogas, sendo que a mulherzinha aqui já pegou três dos traficantes daquele cartel enquanto aquele merdinha...

- Não fez nada – cuspo as palavras.

- Quer que eu chame um uber? – o bartender me pergunta.

- Não falei com você – digo o olhando de cima a baixo.

- Mas sério que não quer? Parece bêbada.

- Não, estou ótima – forço a língua embolada e rio da cara dele.

Esse povo de hoje em dia parece que não fala mais sozinho. É bom ouvir sua voz recitar os pensamentos de vez em quando, pedir desculpas por chutar o carro para o carro ou quando bate nas paredes, quem nunca conversou com uma planta? Ou um bicho? Eles não saem por aí espalhando sua vida aos quatro ventos, são super discretos. Não te julgam e nem se intrometem na minha vida.

- Eu vou ali dançar, tá bem? – aviso para a cadeira e vou para a pista de dança.

Eu não faço a minha ideia do nome da música e nem faço questão de saber, mas sigo o embalo das pessoas. Que, no caso, estão rebolando pra caramba. Eu copio os passos de uma menina que está na minha frente. Ela desce e sobe numa facilidade, não tenho mais idade para isso não. Mas já estou pagando os agachamentos da academia que eu com certeza vou faltar amanhã. Ninguém merece ir para academia depois de ser suspensa.

A menina não para de empinar a bunda e sacodir que nem louca, ela sorri para mim quando percebe que estou a imitando e eu sorrio de volta. O suor começa a escorrer pelo rosto mas estou me divertindo. Ergo o braço e remexo a cintura, a menina aponta para trás de mim e vejo um homem atrás de mim dançando, eu aceno com a cabeça e um sorriso sem mostrar os dentes e me viro de novo.

- Posso dançar com você? – a voz grave me faz olhar para trás e o homem está mais próximo. Eu apenas sacudo a cabeça concordando e ele põe a mão na minha cintura me aproximando dele. A menina na minha frente dá um sorriso malicioso e continua rebolando, e eu a imitando.

Roço minha bunda contra o pênis dele e assim vamos dançando. A menina faz sinal de que vai pegar bebida. Fico um tanto desesperada, minha instrutora se foi. Tento lembrar de tudo que ela fez e continuo a rebolar e sinto o pau do cara começar a endurecer. Então, estou fazendo alguma coisa certa.

Continuo me esfregando no cara e mesmo de costas ponho minhas mãos deslizando entre seu pescoço e cabelo. Ele põe a outra mão para escorregar pela minha barriga até a barra do vestido (que por sinal, é um bem antigo, ou seja, curto demais mas o único que tenho para combinar com esse ambiente) e levanta um pouco e logo alcança a calcinha, colocando-a para o lado e começa a massagear minha boceta.

Eu fico preocupada, olhando para os lados tentando achar alguém que possa estar vendo isso. Mas todos parecem se preocupar em dançar ou nos parceiros que encontraram mas isso não tira o foco de que alguém pode nos ver. Rapidamente desço minhas mãos para as suas e tento tirar a sua mão da minha vagina mas antes ele enfia um dedo e eu não controlo um gemido. Minha mão está em cima da sua, estou indecisa de continuar ou parar. Não sou essas adolescentes que ele transa em público.

- Relaxa – a voz grave está no meu ouvido e me arrepio. Mas foi pela surpresa – Ninguém tá olhando.

Ele faz o movimento de vai e vem com dois dedos e massageia meu clitóris com o polegar e eu fecho olhos. Começo a rebolar bem na sua mão, o incentivando, e gemo mas sem abrir a boca ainda com um pouco de medo de alguém estar olhando. Eu não vou tirar sua mão nem morta.

Deslizo minha mão com calma até onde está o seu pau e deixo lá. Dou uma apertadinha bem tímida. Agora sim, me rebaixei a uma adolescente. Eu começo a massagear seu pênis devagar. Enquanto ele ainda continua a massagear o meu clitóris mas tira os dedos de dentro de mim, e eu ainda estava rebolando. Na rápida espiadinha que dou percebo que a menina está perto de mim novamente e faz sinal de ‘ok’ com um sorriso bem malicioso, fico tensa na hora.

- Vamos p-para um ba-ba-banheiro? – gaguejo sem nem olhar para a menina. Tenho certeza que não fico vermelha desde os 20.

- O quê?

Merda. Porra. Droga.

Por que falei baixo?

- Banheiro – falo mais alto. Ele acena com a cabeça e se vira para sair.

Mas depois que eu fiz isso na frente de todo mundo, eu não vou ficar sem gozar? Entenda meu recado, querido, nós vamos juntos.

Pego na sua mão e puxo em direção ao banheiro.

- É sujo – diz no meu ouvido com a voz rouca e paro imediatamente. Em seguida, ele me guia para um canto bem discreto, um pouco afastada da pista de dança.

Põe a mão no meu pescoço e me aproxima da sua boca, um tanto inesperado. Mas logo abro meus lábios dando passagem à sua língua macia explorando minha boca com luxúria, a sua outra mão acaricia as laterais da minha coxa apertando, às vezes forte, às vezes leves mas sempre subindo.

Minhas mãos estão a explorar todo o seu abdômen por debaixo da camisa, subindo pressionando e descendo arranhando até o cós da sua calça. Até que tomo coragem para abrir o botão e o zíper. Nesse momento sua mão já está massageando meu clitóris e gemo por entre o beijo. Sinto um odor forte mas deve ser o cheiro normal da balada.

Nossas bocas se separam e ofegantes. Ele para com a massagem na minha boceta e começo a dar curtos beijos pelo seu pescoço e a arranhar sua nuca bem de leve. Sinto ele se ajeitando para colocar a camisinha. Eu lambo seu pescoço lentamente subindo e desço dando leves mordidas.

Ele me põe no colo de modo que fico com as pernas entrelaçadas na sua cintura e seu pau entra de imediato na minha vagina me fazendo solta um gemido de surpresa. Me apoio em seus pescoço acariciando seus cabelos. Suas mãos estão apertando as minhas coxas me impulsionando para cima, para facilitar a entrada e a saída da minha vagina. Que estava numa velocidade gostosinha e ele estava se segurando pois seu pau latejava um pouco. O odor fica um pouco mais forte. Eu estava ofegante e mordo o lábio para não gemer muito alto, e escondo meu rosto em seu pescoço. Minha vagina estava se contraindo e estou suada quando sinto um líquido asqueroso escorrendo na minha perna. Eu imediatamente caio de bunda no chão porque as mãos do homem não me seguram mais.

- Que nojo, cara, viu a gente não? – a voz grave se afasta.


Notas Finais


Só a quarentena pra me fazer postar, né.
Mas no meio do meu sumiço eu fiz um insta para essa sociedade fogosa, e se eu ver uma interação boa por lá, enquanto eu estiver escrevendo o conto eu solto uns spoilers @inannachapelle mesmo, porque eu sou única.


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