História 1940 - Capítulo 1


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(✿☉。☉)

Capítulo 1 - 1940


Fanfic / Fanfiction 1940 - Capítulo 1 - 1940

— ... Mas você sabe que é verdade.

Levi e Farlan estavam conversando no intervalo do colégio. Estavam no campo onde as líderes de torcida treinavam e os homens jogavam lacrosse. 

O colégio Survey High sempre fora um alvo de adolescentes. Meninas bonitas, com peles perfeitas, com bundão, peitão, e sem caráter.

Meninos bonitos, com físicos perfeitos, tanquinho, muque, e sem caráter, também.

Esses sempre foram os quesitos que tornam essa medíocre escola no que ela é. Alunos com peitos e pintos grandes e mentes minúsculas.

Levi Ackerman, o galã da escola, sempre fora amigo de (S/N), a nerd. Por mais que muitas pessoas digam que ela é feia e sem corpo, o moreno sabe o que a menina tem.

Sabe o quanto ela é bonita — também repara em seu corpo e admite que a acha um mulherão — e com um caráter maior que o mundo.

Mesmo que muitas pessoas tentem dizer o contrário, Levi sabe o que sua melhor amiga é.

Uma dessas muitas pessoas é Farlan, o melhor amigo do Ackerman.

Levi revira os olhos em sinal de irritação diante do último comentário desnecessário de Farlan.

— Cala a porra da boca, não é verdade porra nenhuma.

— Ah, qual é, Levi! Você convive com ela e não vê? Tenho certeza que ela não tem bunda, muito menos peito. Você tem todas as meninas do colégio ao seu dispor, e fica se prendendo nela feito um idiota! 

Levi já trincava os dentes com tanta força que seu maxilar estava dolorido.

— Olha a Petra! Vocês dois já ficaram! Ela tá maluquinha por você e você, seu puto, não faz nada! A Petra tem corpo, beleza, peito e bunda grande! Me fala! Me fala o que essa nerd tem!

— Caráter! Ela têm caráter! Coisa que ninguém dessa porra de escola tem! Muito menos você! 

— Vai vir falar de caráter? Eu não tô falando disso!

— É! Porque parece que pra você, não importa se a mulher é má pessoa! Você só pensa em peito e bunda! Tira essa porra de pensamento na cabeça! 

Após dizer isso, o sinal toca e Levi entra para o colégio, ignorando por completo os chamados de Farlan.

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Na aula, Farlan tentava conversar com Levi e se desculpar de tudo o que disse sobre (S/N). Agora que já havia dito, repensara sobre suas palavras e atos.

Mesmo que não gostasse de (S/N), seu melhor amigo gostava, e tinha que respeitar.

— Qual é, mano, desculpa. Sei que não devia ter dito aquilo sobre ela, mesmo que pra mim ela seja brega e feia, pra você ela não é. Foi mal.

Levi havia parado de escutar o que ele dizia a partir de três palavrinhas.

— Por que você a acha "brega e feia"?

— Feia é porque ela não faz o meu tipo.

— Tá, essa parte eu entendi, porra. Por que brega?

— Vai falar que não é brega o sonho de viver nos anos 40?

Sim, a escola inteira sabia por causa de um discurso sobre sonhos dos alunos. O sonho de todos era ser policial, bombeiro, modelo, atriz, essas coisas normais.

Já o de (S/N)...

— Ela gostaria de viver um romance nos anos 40, eu não vejo problema nisso.

— Claro que não, você nunca vê problema nela — disse com a voz tediosa.

— É, eu não vejo. — Ainda com o olhar tediante, ele se vira e continua copiando o dever.

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— Levi! — Grita (S/N) correndo na sua direção com um sorriso enorme apenas de vê-lo. Ah, esse sorriso...

— E aí, pirralha. Como foi na aula? — Perguntou andando em direção a moto, para poderem ir embora.

— Ah, foi divertido, eu aprendi sobre os anos 1940/1950. 

— Sabe que não é sobre isso que eu quero que responda, por mais que seja legal. — Com a menina, Levi mudava seu semblante. Um semblante calmo, suave, parecia em paz.

— ... Você sabe que eles vivem implicando comigo. Ficam me chamando de nerd e de dragão. Eu sou tão feia assim? — Ela abaixa a cabeça.

— Oe, parou. Você não é feia, pirralha. Entendeu? Já o lance de ser nerd... você é mesmo nerd, nerd, nerd — disse implicando só pra tirar um sorriso da menina, o que foi sucedido.

— Eu vou te bater.

— Vai quebrar a mão.

— Tá bom — disse rindo. — Ei, posso ir na sua casa hoje? 

— Você não tem a visita no asilo? — Já subia na moto e entregava um capacete para (S/N).

— O pessoal falou que eu podia tirar uma folga hoje. Que uma menina de quatorze anos não devia ficar trabalhando tanto.

— Ah, é, às vezes eu esqueço que você tem quatorze. 

— Jura? — Sorriu.

— Juro, parece nove.

O sorriso dela some.

— E você parece que tem dez anos, por causa do tamanho.

Agora foi a vez de Levi fechar a cara.

— Como é que é? — Virou com um olhar sombrio.

— Nem adianta fazer essa cara, sei que não consegue me bater. — Colocou o capacete e subiu na moto.

— Vontade não falta — alegou dando partida.

— Aham, sei.

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Estavam na casa de Levi Ackerman, o galã da escola. Para muitos, isso seria uma realização incrível, mas para (S/N), era completamente, absolutamente normal. 

Sentados no sofá, comendo cereal, pipoca, biscoito e bebendo refrigerante, eles viam um filme de romance que (S/N) escolheu.

A Forma da Água, um filme criado em 2017, mas se passa na antiguidade, mais especificamente, na década de 1960.

Por isso a menina se encantava. Ela ama filmes que se passam num passado distante.

Levi já não prestava atenção nos acontecimentos só filme, apenas olhava o brilho nos olhos daquela pirralha. Por que? Ele não sabe. Sempre a viu como sua irmãzinha, não é possível que isso esteja mudando... certo?

Levi nem se importava mais com isso. Tenho que admitir que essa pirralha é bonita, pensa ele.

— Só eu que acho esse deus brânquia muito bonito?

Ela o olha, e ele se aproxima sem ao menos prestar atenção no comentário anterior. Ali, já não havia apenas sentimento de amizade profunda ou irmandade. Era um sentimento que criava borboletas no estômago e trazia paz aos dois.

Eles já nem sabiam o que faziam. A menina acreditou que Levi ia a beijar, porém exitou. E se não fosse isso? 

Ah, mas, na cabeça de Levi, era. Era exatamente isso. Mas e se tudo mudar? As coisas não voltarem a ser como antes? A amizade de mais de dez anos poderia mudar de um momento para o outro?

E se...

— Ah, foda-se.

Aquelas palavras impulsionaram Levi a fazer o que tanto queria. Ele grudou seus lábios em um ósculo calmo. Sabia que este era o primeiro beijo de (S/N). 

Ele segurou seu rosto som uma mão, para logo se separar e a encarar com um olhar apaixonado. A menina apenas ficou surpresa, mas não arrependida.

Ele se aproxima novamente, prevendo algum movimento inesperado, porém nada ocorre, então ele a beija novamente. Com uma mão na cintura e a outra em seu rosto, ele a deita no sofá.

O telefone fixo da casa começa a tocar insistentemente, mas Levi não se importa.

— Levi... hm! — Ele a beija novamente. — Levi... o telefone... hm! — Mais um beijo.

— Shh... — Outro ósculo. — Daqui a pouco vai parar de tocar.

Com Levi sobre a menina, eles se beijavam. Ele a segurava pela cintura e o beijo era perfeito, mas o telefone segue tocando insistentemente. Levi se separa da menina e se levanta do sofá na força do ódio.

— Diga. — Atende o telefone. Ele nem se importa com o que seja lá quem for está dizendo. Ele só consegue olhar para (S/N), esta que está deitada no sofá totalmente vermelha.

Ele a acha muito fofa, cara. 

Só foi perceber que a encarava quando a pessoa do outro lado da linha terminava de falar.

— Então, pode vir aqui amanhã para cuidarmos disso?

— Claro — disse ainda hipnotizado pela menina.

— Ah, e não se esqueça, Levi-kun, não pode trazer a (S/N)-chan.

— Tsc. Tá.

.

.

.


Notas Finais


ლ(´ ❥ `ლ)
Continua?


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