História 1956 - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags 1956, Marshkun, Serial Killer
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Palavras 1.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Lemon, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capitulo, e agora as coisas vão ficar um pouco mais pessoais, acho que agora fica mais fácil entender o que ta acontecendo nessa fic aqui iasjisajiasjas Espero que vocês gostem :3

Enfim, bora ler? :D

Capítulo 5 - Capítulo 5 - Sofrer


Quentin Williams

— Você não vai acreditar no que aconteceu na festa, Félix — comento, fechando a porta atrás de mim. As memórias ainda estão tão frescas, e não sei como me sentir em relação ao que aconteceu — O Charles tem um amigo que trabalha como construtor, na verdade ele é dono de uma construtora, mas isso não importa.

Vou até a sacada, o achando ali esparramado no chão, a luz do luar. Acho que deveria colocar um banco aqui, para que não precisar ficar sentando no chão toda vez que quero conversar com Félix.

— Então, esse cara, o Richard. Ele é solteiro, e tem quase a mesma idade que eu. Acho que ele herdou a construtora do pai ou algo do tipo, mas não lembro muito bem por que. Enfim, ele tem um sorriso encantador, e conversa tão bem... Nós dois trocamos cartões, claro, e ele me chamou para sairmos algum dia.

O silêncio voltou a reinar. Felix me olha com atenção dessa vez, acho que ele está começando a gostar de nossas conversas. Olho para a lua por alguns instantes. Uma brisa fria me atinge levemente no rosto, e eu, sem aviso prévio, começo a chorar.

Eu não deveria estar tão animado assim.

— O que diabos pensei que estava fazendo? Não posso simplesmente sair por aí e... Não é justo com Thomas.

Suspiro. Deixei isso ir longe demais. Sei que deveria estar passando por isso de alguma forma diferente, talvez com um grupo de apoio ou bebendo demais e acabando na sarjeta, ou no túmulo dele e... Não sei como agir assim. Ele foi a coisa mais importante da minha vida por tanto tempo, e...

— Cada segundo sem ele é pior do que o anterior — sussurro, limpando as lágrimas do rosto com as costas das mãos, e fungando um pouco — você acha que vai melhorar, mas não. Cada maldito lugar, cada música, cada risada, tudo... Não tem nada que faça isso passar, por que não tem nada que vá trazer ele de volta — minha fala começa a ficar mais acalorada, e meu corpo, quente — eu estou com raiva, sabe? Eu poderia ter ajudado, poderia ter feito algo diferente naquele dia, não sei, qualquer coisa... Eu deveria ter feito algo.

Mordo meu lábio com força, e abraço a mim mesmo, cravando minhas unhas em meu antebraço com força. Às vezes um pouco de dor física me ajuda a me distrair mais fácil.

— Por que? — pergunto, soluçando — é um sentimento estranho, por que perdoei ele por não estar mais aqui comigo, não tenho mais nenhuma mágoa, só saudades, mas ao mesmo tempo, tenho raiva de mim mesmo, uma raiva que não importa o que eu faça, nunca vai embora.

Me levanto. Preciso ficar mais bêbado. Ando até a geladeira e tiro uma garrafa de cerveja de lá, a abrindo e voltando para a sacada, onde Félix está sentado, olhando para a rua. Me sento ao seu lado, olhando para a rua também. A essa hora da madrugada não tem quase ninguém na rua, às vezes algum cachorro late na vizinhança, ou um gato solta um miado mais estridente, mas é só.

Felix dormiu no meu colo em algum momento e minhas lágrimas secaram após algumas horas chorando em silêncio. Ainda não estou bem, mas algo em ver o sol nascer me acalmou. Não sei se esse sentimento ainda vai passar, ou se quero que ele passe, já que é um dos poucos elos que ainda tenho com ele.

_________________________________________________________________________________________

Acordo em minha cama um pouco melhor na tarde do outro dia, mas ainda perdido sobre tudo que aconteceu ontem. Felix me acorda deitando em cima de minha cabeça, por que... Por que não? Após um café da manhã consistindo de remédios para dor de cabeça, cereais sem leite e um copo de café, recebo uma ligação telefônica. Ando calmamente até a mesa de canto que fica ao lado do sofá e tiro o aparelho da base.

— Williams — atendo. Não sou de receber muitas ligações, então qualquer coisa assim me deixa um pouco preocupado.

— Uh... Quentin, aqui é Blake. O Richard, da festa de ontem — fico completamente branco ao ouvir suas palavras, e Félix, parece não gostar muito de me ver no telefone com ele, por que ele está sentado na minha frente com o olhar mais julgador que um gato pode fazer.

— Ah, oi — dou uma risada meio sem graça. Não pensei que ele iria me ligar assim tão cedo.

— Olha, desculpa te incomodar numa tarde tão bonita como essa, mas... — sua voz me faz lembrar de como a noite anterior foi sensacional — desde ontem não tenho parado de pensar, e queria saber se você quer sair novamente, quem sabe amanhã à noite. A nossa conversa foi tão interessante que preciso sentar contigo para poder tomar um drink e quem sabe, nos conhecermos melhor.

— Eu fico lisonjeado, mas... — ele me interrompe antes que possa continuar.

— Linda me disse para insistir caso você respondesse algo assim, e eu realmente quero passar um tempo com você, quem sabe uma tarde então. Eu mandaria uma carta te convidando mais formalmente, mas ela também me advertiu contra isso — ele solta uma risada sincera e contagiante, que me pega desprevenido, e cenas de ontem voltam a minha cabeça.

— A Linda me conhece bem demais — falo, desejando esgana-la por contar meus segredos ao mundo — Olha, desculpe te decepcionar, mas realmente não estou em condições de ir. Tenho estado muito cansado ultimamente, e...

Decido não mentir, quanto mais minto, mais problemas parecem aparecer em minha vida, então é preferível aceitar as consequências de não querer nem sair da minha própria casa.

— Façamos assim, eu marco outro dia com você, assim que você estiver pronto — ele sugere, com o tom de voz um pouco decepcionado por ouvir um não vindo de mim.

— Desculpa por não poder sair contigo, eu realmente gostaria de ir, mas...

— Tudo bem, sério.

— Eu guardei seu cartão, vou te ligar assim que estiver melhor, prometo — droga, o dia mal começou para mim, e já estou decepcionando alguém. Parabéns, Quentin.

— Tenho que voltar a trabalhar aqui, então... — um balde de água fria e não são nem três da tarde.

— Hm... Okay... A gente se encontra por aí, acho...

— Claro — ele desliga.

E com essa acabei de ganhar o prêmio de babaca do ano, parabéns para mim!

Você quer oferecer esse prêmio para alguém?

Acho que ofereço para o meu gato Félix por me ver nesse estado de derrota e continuar comigo (em sua maioria por que ele não tem muita escolha sobre com quem ficar), e que tentou me avisar que não era uma boa ideia existir nesse mundo, antes que eu atendesse o telefone. E agradeço a Thomas por ter... Morrido... E me deixado aqui para...

Sofrer.

Sem ele.


Notas Finais


Playlist:
Nome: Dreamgirl - Bollywood
Link: https://www.youtube.com/watch?v=blVmYh1GBEo

E ai? Gostou do capítulo? Quer bater a minha cabeça contra a parede mais próxima? Então favorite, comente e se possível recomende que você vai estar me ajudando pra caramba. Eu respondo todos os comentários, então não seja tímida(o) e me escreva alguma coisa :D

Meu perfil no Nyah Fanfiction: https://fanfiction.com.br/u/281994/


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