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História 1977 Lendo " Harry Potter a as senhoras do destino" - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Voltei pessoal💛 Como vocês estão nessa quarentena? Espero que todos estejam bem.

Qual momento até aqui vocês mais gostaram?

Aproveitem leitura💛

Capítulo 14 - A mui antiga e nobre família Black


Fanfic / Fanfiction 1977 Lendo " Harry Potter a as senhoras do destino" - Capítulo 14 - A mui antiga e nobre família Black

- Eu sou time Molly nessa briga.- Comentou Lily banalmente enquanto ainda decidiam quem iria ler. 

- Qual é ruiva? Eu estava mais que certo, estava certissímo.

- Nessa briga eu estou no muro, não sei pra quem eu dou razão.- Disse Remus. 

- Eu digo o mesmo.- Disse Tonks em uma careta de confusão, seus cabelos tornaram-se uma mistura de cores demostrando a indecisão de Dora. 

- Eu consigo ver pontos positivos na falas dos dois.- Comentou Arthur passando a mão na cabeça que ameaça ficar calva.

- A Molly do futuro estava apenas protegendo o Harry.- Disse a própria Molly. 

- Apoiado Molly.- Disse Snape.

- Você está apoiando ela só porque não gosta do Sirius.- Respondeu Regulus e Snape sorriu dando de ombros.

- Para vocês poderem calar a boca eu vou ler.- Comunicou Lúcio impaciente pegando o livro. 

 - A mui antiga e nobre família Black - Leu Lúcio.

- Daqui a pouco o livro vai se chamar "Harry Potter e as senhoras do destino e a familía Black.- Ironizou Tonks já com os cabelos novamente rosa.

Hope se sentia esgotada, cansada e muito sonolenta. O dia tinha sido puxado, primeiro o acidente de ônibus e depois do jantar uma bela discursão entre a Sra Weasley e Sirius. Porém, não achava que o seu cansaço era por esses motivos, após o fim da sobremesa ela começou a ouvir sussuros bem próximos de seu ouvido, tentou perceber se mais alguém estava escultando mas pelo visto ela era a única. 

- Deve ser algo relacionado a magia dela.- Observou Regulus. 

- Pode ser uma outra manifestação.- Comentou Snape.

- Tomara que não seja nada agressivo.- Disse Tonks ronhendo as unhas e  seus cabelos verdes demostrando nervosismo.

- Deve ser algo natural.- Respondeu Snape com a voz mais suave.

Notou que tanto Aquila como Eileen estavam do mesmo estado que ela mas Hydra permanecia elétrica, Hope se perguntou se tinha um botão nela que a desligasse. Harry e Hermione, diferente de Rony, Fred e Jorge, subiam as escadas quietos e pensativos. Os Weasleys conversavam sobre logros e a Sra Weasley vinha com um olhar desgostoso. 

- Eu quero que todos vocês vão imediatamente para a cama, sem conversa.- Disse ela quando eles chegaram ao primeiro andar. - Nós teremos um dia bem cansativo amanhã. Eu suponho que Gina está dormindo - Disse para as garotas.-, então tentem não acorda-la.

- Aposto que está acordada.- Disse James.

- Dormindo, sim, tudo bem.- Disse Fred em voz baixa.- Se Gina não estiver acordada esperando por vocês para contarem a ela tudo que foi dito lá embaixo eu sou um verme-cego.- Tanto Hope como Eileen tentaram abafar o riso.

Os alunos riram.

Elas desejaram boa noite e foram as cinco para o quarto, ao entrarem encontraram Gina deitada com a coberta até o queixo, e após a confirmação que a sra Weasley não estava ali Gina tirou a coberta e se sentou a espera de informações. Ficou esperando impaciente as meninas se trocarem e ver qual pijama de Gina dariam nelas, os malões delas chegariam em breve. 

- Gina é a melhor.- Comentou Marlene rindo.

- Essa vai dar trabalho.- Disse Arthur em divertimento.

- Eai o que eles falaram?- Ela perguntou a sim que todos deitaram em suas camas. 

Hope tentou ficar acordada para ouvir Hermione e Aquila explicarem as coisas para Gina mas a tentativa foi falha e ela adormeceu imediatamente.                                           

 Quando abriu os olhos, ela pensou que estaria sonhando com o dia que pegaria o Expresso de Hogwarts já que estava em uma estação mas então a estação estava toda iluminada e diversas pessoas passam por Hope a comprimentando. Ela notou que ninguém estava indo pegar o expresso, muitas pessoas iam andando em uma direção só mas havia outras que a olhavam esperando ajuda ou que se sentavam nos bancos sem saber para onde iam. 

- Que lugar é esse?- Perguntou Narcisa.- Não deve ser um sonho.

- Não mesmo.- Disse James.

 

Então, o motorista Joshua passou por ela e acenou sorrindo, ela demorou um pouco para responder pelo choque que foi tomada, todas aquelas pessoas eram almas buscando direção.

- Tô toda arrepiada.- Disse Marlene se chaqualhando.

- O poder mais sinistro, santa Morgana das meias furadas.- Falou Lily impressionada.

- Meias furadas?- Repetiu Snape.- Sério Lily?

Lily corou e riu.

Ela foi se sentar em um banco que só tinha um garoto alto, de cabelos castanhos e muito bonito. 

- Nova por aqui?- Ele perguntou.

- Não não, eu estou viva - Ela respondeu meio desesperada fazendo ele rir. -, se é o que quis dizer.

- É, da para notar. Sua áurea é diferente.- Ele comentou voltando a prestar atenção nas pessoas.

- Quem é você?

- Cedrico Diggory.- Respondeu observando uma mulher ruiva com um bebê nos braços passando.

- Valha-me Deus.- Disse Tonks se bezendo.

- Você ainda está aqui?- Ela franziu a sobrancelha.- Eu ouvi sobre você. 

- Eu já achei meu lugar mas gosto de voltar para observar.- Contou.- E você? Quem é? 

- Hope Lupin.

- Então, é você que eles estão esperando.- Ele disse voltando a encara-la.

- Ach.. acho que sim.- Respondeu gaguejando meio atônica. 

- É você mesmo, eles estão te esperando há um mês.- Comentou. 

- Quem estava aqui antes?- Perguntou Hope observando Cedrico ainda com as roupas escolares amarela e preta. 

- A antiga senhora da morte, guardiã das almas, senhora do destino..- Ele disse.- Qual nome preferir. Qual você prefere?- Seu tom de voz era sempre muito gentil, Hope pensou que em vida Cedrico deveria ser um ótimo amigo.

- Só Hope, pra mim já está bom.- Disse e Cedrico se virou para ela lhe lançando um sorriso. - Acho que hoje não vou poder ajudar muito, não vim preparada sabe. 

- Imagino que esteja muito surpresa.- Ele falou

- Sim, tudo virou de cabeça para baixo.- Ela soltou um longo suspiro.- Eu já vou.- Ela lhe tocou o braço e foi atingida pela memôria da morte dele, viu Cedrico jogado no chão com os olhos abertos vidrados para o nada. 

- Que horror.- Comentou Narcisa fazendo uma careta.

- Pobre rapaz.- Disse Molly.

- É, não é muito bom tocar nas almas por aqui.

- Percebemos.- Disse Remus.

Ele colocou a mão sobre a dela.- Eu te acompanho. 

- Obrigada.- Agradeceu.- Vai estar aqui na próxima noite?

- Se assim você desejar, estarei.- Prometeu.

Se levantaram e caminharam por um longo tempo até Hope se dar conta de que estava sozinha há bons minutos. O clarão foi passando ao longo que Hope despertava.

- Achei que você nunca mais iria acordar.- Disse Hydra arrumando a cama que na noite passada tinha dormindo.

- Você que acorda muito cedo.- Comentou Gina bocejando,  ainda estava de pijama com os cabelos ruivos bagunçados. 

- Aturo isso á 14 anos.- Disse Aquila voltando do banheiro. - É seu Hermione?- Segurava um pente.

- É, pode usar. 

- Valeu.

- Você bem?- Perguntou Eileen se aproximando, ela também já estava arrumada com as roupas de Gina assim como Hydra.- Aqui, pega.- Lhe entregou algumas peças de Gina.

- Hm, sim estou.- Respondeu e Eileen arqueou uma sobrancelha como se não acreditasse muito. - Tá, aconteceu uma coisa bem estranha.

- Eileen observa muito.- Disse Regulus.

- Ela tem tato.- Falou Remus.

Enquanto Hope relatava as coisas para Eileen as outras chagavam e se santavam em volta da cama para ouvirem também.

- Olha aqui - Disse Eileen apontando para o braço esquerdo.-, estou arrepiada.

- Minha reação todinha.- Disse Alice agarrada no braço de Frank.

- Cedrico está bem?- Perguntou Hermione, preocupada.

- Sim.

Mione suspirou.

- Harry vai ficar muito feliz em saber, ele meio que se culpa pela morte dele.- Ela comentou com os olhos baixos, Aquila apertou seu ombro em sinal de conforto.

- Harry se culpa muito.- Disse Sirius.

- Infelizmente.- Respondeu Lilían.

- Aposto que não foi. A gente não tem culpa quando coisas ruins acontecem.

- Exatamente.- Exclamou Lily.

- É verdade, elas só acontecem, seja você uma pessoa boa ou não.- Disse Eileen com um olhar de pena.

- O Cedrico não vai ficar sozinho lá, a gente vai se fazer compania. - Hope disse e recebeu um sorriso de Mione.

Hermione ia dizendo algo quando ouviram a voz de Jorge no corredor gritando para que elas descessem para tomar café e ajudar a sra Weasley e os outros a se livrarem de fadas mordentes e um ninho de pelúcio na sala do desenho.

- Nunca lidei com criaturas mágicas.- Comentou Hope após terminarem de tomar café.- Estou ansiosa.

- Coitada.- Comentou Sirius debochando.- Aii.- Esfregou o braço em que Remus acabará de dar um soco.

 

- Alguns são fáceis de lidar - Respondeu Hermione.-,mas outros nem tanto. 

- Eu já lê sobre pelúcios, pelo menos nos livros eles parecem ser uma graça.- Disse Aquila.

- Até te atacarem querendo querendo seus brincos.- Disse Alice bufando.

- E seus anéis.

- Suas pulseiras.

- Seu cinto.

- Seu bracelete.

- Já entendemos.- Exclamou Sirius para as garotas que reviram os olhos.

- Fadas Mordentes são como pragas, a Linda já comentou sobre elas.- Contou Eileen, também estava bem entusiasmada ao contrário de Hydra que parecia estar em outro mundo. 

Entraram na sala de desenho, uma comprida sala de teto alto no primeiro andar com paredes verde oliva cobertas de sujeira. O carpete exalava pequenas nuvens de poeira toda vez que alguém colocava o pé nele e as cortinas verde musgo estavam zumbindo como se fosse um enxame invisível de abelhas, Eileen e Aquila conversavam que antes a sala deveria ser muito elegante.  E era ao redor dessas que a Sra. Weasley, Gina, Fred ,Jorge, Harry e Rony estavam reunidos, todos olhando de forma particularmente estranha enquanto cada um tinha amarrada uma peça de roupa cobrindo o nariz e a boca. Cada um deles também segurava uma grande garrafa de um líquido preto com o bocal na ponta.

- Cubram seus rostos e peguem um spray – a Sra. Weasley disse para as garotas assim que as viu, apontando para duas outras garrafas de líquido que estavam sobre uma mesa de pernas finas. - É fadamordentecida. Eu nunca vi uma infestação tão grande como essa. O que aquele elfo-doméstico esteve fazendo nos últimos dez anos...

Eileen notou que Hermione lançou um olhar meio repreensivo.

- Monstro é realmente velho, provavelmente ele não conseguiu manter...

- Você ficaria surpresa em saber o que Monstro é capaz de fazer quando ele quer, Hermione - Disse Sirius, que tinha acabado de entrar na sala carregando uma sacola ensangüentada do que aparentavam ser ratos mortos. - Eu apenas estou alimentando Bicuço - Acrescentou ele, em resposta ao olhar investigativo de Hydra e  Harry. - Eu o deixo lá em cima, no quarto da minha mãe. De qualquer forma... Essa escrivaninha...

Ele soltou a sacola de ratos sobre uma poltrona, então se inclinou para examinar a gaveta trancada, a qual, Eileen e Hope acabaram de perceber, estava sacudindo levemente.

- Bem, Molly, eu tenho quase certeza que isso é um bicho-papão - Disse Sirius, olhando pelo buraco da fechadura, mas talvez convenha deixarmos Olho-Tonto dar uma espiada antes de deixá-lo sair. Conhecendo minha mãe isso pode ser algo bem pior.

- Você tem razão, Sirius - Disse a Sra. Weasley.

Ambos estavam falando com cautela, com vozes delicadas que deram a Eileen a impressão que nenhum dos dois tinham esquecido da briga feroz que tiveram na noite anterior.

- Time Molly.- Disse Lily.

- Assumo Time Sirius.- Disse Alice.- Desculpe meninas..

- Time Sirius, só dessa vez.- Disse Regulus dando ênfase, Sirius riu.

- Time Sirius.

- Time Molly, sempre.

- Time Molly.

- Nem vou me meter nisso.- Comentou Arthur com os punhos erguidos em rendimento.

Um alto ressoar de sino tocou no andar de baixo, seguido pela dissonância de gritos e gemidos que haviam sido despertados na noite anterior por Tonks caindo por cima do guarda-chuva.

- Eu continuo dizendo a eles para não tocar o sino da porta! - Disse Sirius, irritado, saindo apressado da sala. Eles o ouviram trovejando pelos degraus enquanto os gritos da Sra. Black ecoavam mais uma vez pela casa inteira: "Mancha de desonra, mestiço asqueroso, traidor..."

- Feche a porta, por favor, Hydra- Disse a Sra. Weasley.

Hydra demorou mais tempo do que precisava para fechar a porta, queria ouvir o que estava acontecendo no andar de baixo. Seu pai obviamente estaria fechando as cortinas sobre o retrato de sua mãe, porque ela havia parado de gritar. Ela ouviu o pai andando pelo salão, depois o barulho do cadeado da porta de entrada e então uma voz profunda que ela reconheceu como sendo Kingsley Shacklebolt.

- Héstia acabou de me ajudar, agora ela está com a capa do Moody, acredito que tenho que informar a Dumbledore...

Sentindo os olhos da Sra. Weasley atrás de sua cabeça, Hydra fechou a porta arrependidamente e se juntou à festa das Fadas Mordentes.

A Sra. Weasley estava curvada para olhar a página sobre as Fadas Mordentes no Guia das Pestes Domésticas, de Gilderoy Lockhart, que estava aberto sobre o sofá.

- Certo, vocês todos, vocês precisam tomar muito cuidado, porque as Fadas Mordentes mordem e seus dentes são venenosos. Eu tenho um frasco de antídoto aqui, mas espero que ninguém precise usá-lo.

Ela se endireitou, posicionou-se bem em frente às cortinas e as puxou para frente.

- Quando eu der o sinal comecem a borrifar imediatamente - disse ela. – Elas virão voando para cima de nós, eu acho, mas no rótulo do spray diz que uma boa borrifada vai paralisá-las. Quando elas estiverem imobilizadas, apenas as joguem nesse balde.

Ela saiu cuidadosamente da linha de tiro e levantou seu próprio spray.

- Tudo pronto. Borrifem!

Hydra e Hope tinham borrifado apenas alguns segundos quando uma Fada Mordente totalmente crescida veio voando de uma dobra no tecido, brilhante como um besouro com as asas zunindo, mostrando seus dentes afiados como agulhas, seu corpo de fada coberto de um grosso pêlo negro e seus quatro pequenos punhos cerrados com fúria. Hydra a recebeu com uma borrifada de fadamordentecida bem no rosto mas Hope se atrapalhou com a outra que se aproximava e por segundos não recebeu um mordida na ponta do nariz. 

- Tinha que ser a Hope.- Disse Remus batendo a mão na testa.

A fada que tentou atacar Hope ficou paralisada no meio do ar e caiu após Aquila ter borrificado, com um surpreendente barulho, no velho carpete abaixo. Aquila a pegou e jogou no balde.

- Fred, o que você está fazendo? - Disse a Sra. Weasley com severidade. - Borrife de uma vez e jogue no balde!

Hydra olhou ao redor. Fred estava segurando uma Fada Mordente que lutava entre seu dedo indicador e o polegar.

- Agora mesmo - disse Fred claramente, borrifando a Fada Mordente rapidamente no rosto para que ela desmaiasse, mas logo que a Sra. Weasley deu às costas ele colocou a fada no bolso, piscando um olho.

- Nós queremos fazer experiências com o veneno das fadas para nossas Caixinhas de Coceira - disse Jorge para Eileen e Hermione que estavam mais afastadas.

 Aquila, Hydra, Hope viram Harry borrifando duas Fadas Mordentes de uma vez só enquanto elas voavam bem em direção a seu nariz, e Harry chegou mais perto de Jorge e murmurou pelo canto da boca.

- O que são Caixinhas de Coceira?

- Uma variedade de doces que deixam você doente - sussurrou Jorge, mantendo um olho atento nas costas da Sra Weasley. - Não doente de verdade, pense, apenas o suficiente para você não precisar ir a escola enquanto se sentir assim. Fred e eu temos trabalhado nisso durante o verão. Elas têm dois lados coloridos para mastigar. Se você comer a metade laranja das Pastilhas de Vômito você vomita tudo. Quando você for rapidamente retirado da sala de aula para ir a ala hospitalar, você engole a metade vermelha...

- Que pestinhas.- Comentou Sirius com olhos serrados. - Amei.

- Coitada de mim.- Disse Molly levando a mão a testa.

-...Que restaura sua saúde na hora, deixando que você continue suas atividades de lazer de sua própria escolha durante uma hora que de outra forma teria sido dedicada a um tédio nada proveitoso. É isso que nós estamos colocando nos anúncios - sussurrou Fred, que tinha desviado da linha de visão da Sra. Weasley e agora catando algumas Fadas Mordentes do chão e colocando em seu bolso. - Mas eles ainda precisam de um pouco de trabalho. No momento nossas cobaias estão tendo um pouco de dificuldade para parar de vomitar pelo tempo suficiente para engolir a metade vermelha.

- Cobaias? - Perguntou Hydra com interesse.

- Já vai ela se voluntariando.- Falou Marlene fingindo desgosto.

- Nós - disse Fred. - Nós nos alternamos. Jorge testou os Desmaios Falsos e ambos tentamos os de Hemorragia Nasal...

- Mamãe pensou que nós estivéssemos duelando - disse Jorge.

- Então a loja de logros continua firme, não é? - murmurou Harry, fingindo estar ajustando o bocal de seu spray.

- Bem, nós não tivemos a chance de ter um local ainda - disse Fred, abaixando sua voz ainda mais enquanto a Sra. Weasley enxugava o suor do rosto com o cachecol antes de voltar ao ataque -, então nós estamos trabalhando com pedidos via correio por enquanto. Nós colocamos anúncios no Profeta Diário da semana passada.

- Tudo graças a você, companheiro - disse Jorge. - Mas não se preocupe... Mamãe não suspeita de nada. Ela não lê mais o Profeta Diário, porque eles continuam falando mentiras sobre você e Dumbledore.

- Como conseguiram dinheiro para isso?- Perguntou Aquila borrificando uma fada que tentava agarrar seu brinco.

- Harry, ele nos deu o dinheiro que ganhou no Torneio Tribruxo.- Contou Fred em um sussurro.

- Isso foi muito bacana.

A desfadamordentização das cortinas tomou a maior parte da manhã. Já era mais de meio dia quando a Sra. Weasley finalmente tirou seu cachecol protetor, afundou numa confortável poltrona e se levantou novamente com um grito de desgosto, ela havia sentado em cima da sacola de ratos mortos.

As cortinas não estavam mais zumbindo; estavam fracas e úmidas da intensa borrifação. Aos seus pés as Fadas Mordentes inconscientes estavam enfiadas no balde ao lado de uma vasilha com seus ovos pretos, a qual Bichento estava cheirando e Fred e Jorge estavam jogando olhares de cobiça.

- Eu acho que cuidaremos desses depois do almoço – A Sra. Weasley apontou para os gabinetes com portas de vidro muito empoeiradas que ficavam ao lado da lareira. Eles estavam estufados de estranhos objetos: uma seleção de adagas enferrujadas, garras, uma pele de cobra enrolada, uma quantidade de caixas de prata manchadas com escritas em línguas que Hydra não podia entender e, o mais desconfortável, uma garrafa de cristal ornamentada com uma opala na tampa, cheia do que tinha certeza ser sangue.

O sino da porta tocou novamente. Todos olharam para a Sra. Weasley.

- Fiquem aqui - disse ela com firmeza, agarrando a sacola de ratos enquanto os berros da Sra. Black começaram novamente lá em baixo. - Eu trarei alguns sanduíches.

Ela saiu da sala, fechando a porta cuidadosamente atrás de si. Rapidamente todos correram para a janela para olhar a porta de entrada. Puderam ver uma cabeça de cabelos ruivos despenteados e uma porção de velhos Caldeirões.

- Mundungus! - Disse Hermione. – Por que será que ele trouxe todos esses caldeirões?

- Provavelmente está procurando um lugar seguro para guardá-los – Disse Harry. - Não era isso que ele estava fazendo na noite em que deveria estar me vigiando? Roubando caldeirões?

- É mesmo, você tem razão! - disse Fred, quando a porta da frente se abriu; Mundungus entrou com os caldeirões e sumiu de vista. - Blimey, mamãe não vai gostar disso...

Ele e Jorge foram em direção à porta e ficaram ao lado dela, ouvindo de perto. Os gritos da Sra. Black haviam parado.

- Mundungus está falando com Sirius e Kingsley - murmurou Fred, franzindo a testa ao se concentrar. - Não consigo ouvir bem... Você acha que podemos arriscar usar as Orelhas Extensíveis?'

- Pode valer a pena - disse Jorge. - Eu posso me esquivar até o andar de cima e pegar um par delas...

Mas no exato momento houve uma explosão de sons vindo do andar de baixo que fez com que as Orelhas Extensíveis deixassem de ser necessárias. Todos puderam ouvir exatamente o que a Sra. Weasley estava gritando com toda a força de sua voz.

- VOCÊ NÃO VAI ESCONDER ESSAS COISAS ROUBADAS AQUI!

- Eu adoro ouvir mamãe gritando com outras pessoas - Disse Fred, com um sorriso satisfeito no rosto enquanto abria a porta alguns centímetros para deixar a voz da Sra. Weasley entrar melhor na sala. - Isso faz uma bela diferença.

Molly corou quando a sala explodiu em risadas, e até mesmo Lúcio deu um riso.

-...COMPLETAMENTE IRRESPONSÁVEL, COMO SE JÁ NÃO TIVESSEMOS COM O QUE NOS PREOCUPAR SEM OS SEUS CALDEIRÕES ROUBADOS DENTRO DESTA CASA...

- Os idiotas vão deixar que ela chegue ao limite - disse Jorge balançando a cabeça. - Você precisa despistá-la logo senão ela vai ficar com a cabeça fervendo por horas. E ela está se mordendo para ter um momento como esses com o Mundungus cada vez que ele escapa, quando deveria estar vigiando você, Harry. E aí vão Sirius e mamãe novamente.

A voz da Sra. Weasley se perdeu em meio a novos gritos vindos dos retratos do salão. Jorge tentou fechar a porta para diminuir um pouco o barulho mas antes que ele pudesse fazer isso um elfo-doméstico entrou na sala. Exceto pelo farrapo imundo amarrado como se fosse uma tanga ao redor de sua cintura, estava completamente nu. Parecia ser muito velho. A sua pele parecia ser muitas vezes maior que ele, apesar dele ser careca como todos os elfos-domésticos, havia uma certa quantidade de cabelos brancos crescendo e tinha orelhas de morcego. Seus olhos eram um pouco sangrentos e de um cinza aguacento, seu nariz mais parecia uma tromba.

O elfo não deu atenção a Hydra e aos outros. Agindo como se não pudesse vê-los, andou com sua corcunda lentamente e com teimosia até o outro lado da sala, todo o tempo murmurando em seu rouco respirar, com uma voz profunda como o som de um sapo-boi.

-...Isso cheira mal, mas ele não é melhor, aquele traidor asqueroso com sua mal-criação estragando a casa de minha mestra, oh, minha pobre mestra, se ela soubesse, se ela soubesse a escória que eles deixam entrar em sua casa, o que ela diria ao velho Monstro, oh, que vergonha, sangue-ruim  e garotas malditas e lobisomens e traidores e ladrões, pobre e velho Monstro, o que ele pode fazer...

Sirius bufou.

- Olá, Monstro - Disse Fred bem alto, fechando a porta com uma pancada.

O elfo-doméstico gelou em seu caminho, parou de murmurar e fez uma cara de surpresa que não conseguiu convencer ninguém.

- Monstro não viu o jovem mestre - Disse ele, virando-se e saudando Fred. Ainda batendo o carpete, ele adicionou de forma perfeitamente audível. - Asqueroso pirralho traidor é o que ele é.

- Que elfo safado.- Comentou Tonks.

- O quê? - disse Jorge. - Não entendi a última parte.

- Monstro não disse nada - disse o elfo, com uma segunda ofensa para Jorge, falando num tom baixo, porém cálido. - E eles são idênticos, pequenas bestas não naturais eles são.

- Gosto muito dos elfos mas esse daí..- Lily fez uma careta.

Hydra queria muito rir. O elfo se endireitou, olhando todos eles com malevolência e aparentemente convencido que eles não podiam ouvi-lo enquanto continuava a murmurar.

-...E tem a sangue-ruim, ali de pé exibindo coragem, ah se minha mestra soubesse, oh, como ela choraria, e tem um novo garoto, Monstro não sabe o nome dele. O que ele está fazendo aqui? Monstro não sabe. E essas garotas? Cheiram a traidoras, o que querem? 

- Esse é Harry, Monstro - disse Hermione. - Harry Potter. E essas são Aquila Vidal, Hope Lupin, Eileen Williams e Hydra Vidal, filha do Sirius.

Os pálidos olhos de Monstro se abriram e ele murmurou mais rápido e mais furioso do que antes.

- A sangue-ruim está falando com Monstro como se ela fosse minha amiga, se a mestra de Monstro visse ele com essa desprezível companhia, oh, o que ela iria dizer...

- Que idiota.- Esbravejou Alice.- A Mione é um amor.

- Não a chame de sangue-ruim! - disseram Rony e Gina juntos, com muita raiva.

- Não tem importância - Sussurrou Hermione -, ele não está pensando direito, ele não sabe o que está...

- E ela ainda defende?

- Não se engane, Hermione, ele sabe exatamente o que está dizendo – disse Fred, olhando Monstro com grande desgosto.

Monstro ainda murmurando e olhando para Harry, Hydra e Hope disse:

- Isso é verdade? Esse é Harry Potter? Monstro pode ver a cicatriz, deve ser verdade, é o garoto que derrotou o Lord das Trevas, Monstro gostaria de saber como ele fez. E essa é a filha daquele lobisomen, oh deve ser igualzinha, uma abominação.

Remus ficou com o rosto vermelho de raiva, uma coisa era falar dele mas ofender sua filha? Já era demais.

- Eles não são uma abominação.- Rosnou Tonks com os cabelos vermelhos, de ira.

E a filha do mestre, garota asqueirosa..

- Nós todos gostaríamos, Monstro - Disse Fred.

- Não deveria falar da gente assim.- Disse Hydra fingindo estar irritada.

- O que você está querendo aqui? - Perguntou Jorge.

Os grandes olhos de Monstro fitaram Jorge.

- Uma bela história - Disse uma voz vinda de trás de  onde Harry estava.

Sirius estava de volta; estava na porta olhando para o elfo. O barulho no salão tinha silenciado; talvez a Sra Weasley e Mundungus tivessem ido discutir na cozinha.

Ao ver Sirius, Monstro se curvou numa ridícula corcunda que deixou seu nariz-tromba rente com o chão.

- Endireite-se - disse Sirius impaciente. - Agora, o que você quer?

- Monstro está limpando - repetiu o elfo. - Monstro vive para servir a Nobre Casa dos Black...

- E está ficando mais suja a cada dia, está imunda - disse Sirius.

- O mestre sempre gostou de fazer piadas - disse Monstro, curvando-se novamente, e continuou em voz baixa. - O mestre é um porco asqueroso e ingrato que partiu o coração da sua mãe...

Sirius soltou uma gargalhada que lembrou o latido de um cão. 

Regulus revirou os olhos, não gostava do que eles diziam sobre Monstro. Só ele conhecia o coração do elfo.

- Minha mãe não tinha coração, Monstro - Rebateu Sirius. - Ela se mantinha viva por pura maldade.

Monstro se curvou novamente enquanto falava.

- O que quer que o mestre diga - murmurou furiosamente. - O mestre não é digno de limpar a lama dos sapatos de sua mãe, oh, minha pobre mestra, o que ela diria se visse Monstro servindo ele, como ela o odiaria, que desapontamento ela teria...

- Eu perguntei o que você está querendo - disse Sirius com frieza. - Cada vez que você aparece fingindo estar limpando você rouba alguma coisa e esconde em seu quarto para que nós não joguemos fora.

- Monstro nunca tirou nada de seu lugar na casa do mestre - disse o elfo, e murmurou bem rápido. - A mestra nunca perdoaria Monstro se a tapeçaria fosse jogada fora, há sete séculos ela está na família, Monstro precisa cuidar dela, Monstro não vai deixar o Mestre e os traidores e os fedelhos a destruírem...

- Eu imaginei que fosse isso - disse Sirius, jogando um olhar desdenhoso para o outro lado. - Ela vai precisar colocar outro Feitiço de Fixação Permanente nela, eu não tenho dúvida, mas se eu puder me livrar dela certamente eu o farei. Agora vá embora, Monstro.

Pareceu que Monstro não desafiaria desobedecer a uma ordem direta, apesar disso o olhar que jogou para Sirius enquanto arrastava os pés ao passar por ele estava cheio do mais profundo ódio e murmurou por todo o caminho até sair da sala.

-...Volta de Azkaban mandando no Monstro, oh, minha pobre mestra, o que ela diria se ela visse a casa agora, escória vivendo nela, seus tesouros jogados fora, ela jurou que ele não era mais filho dela e agora ele está de volta, eles disseram que ele era um assassino também...

- Continue murmurando e eu serei um assassino! - disse Sirius irritado enquanto batia a porta na cara do elfo e Hydra e gêmeos riram.

A sala explodiu em mais risadas, menos Lily, que apesar de tudo era a favor da libertação dos elfos e não concordava com o assassinato das criaturas.

- Sirius, ele não sabe o que está fazendo - Alegou Eileen - Eu não acho que ele saiba que nós podemos ouvi-lo.

- Ele esteve sozinho por muito tempo - disse Sirius -, recebendo ordens loucas do retrato de minha mãe e falando sozinho, mas ele sempre foi grosseiro assim...

- Se ao menos você o libertasse - disse Hermione esperançosa -, talvez...

- Nós não podemos libertá-lo, ele sabe muito sobre a Ordem - disse Sirius de forma curta. - E de qualquer forma, o choque iria matá-lo. Sugira a ele deixar essa casa e veja o que ele faz.

Sirius atravessou a sala para onde a tapeçaria que Monstro estava tentando proteger estava pendurada na extensão de toda a parede. Hydra e os outros o seguiram.

A tapeçaria parecia imensamente velha; estava molhada e parecia que as Fadas Mordentes tinha mastigado em vários lugares. Apesar disso, os fios dourados com a qual foi bordada ainda cintilavam o suficiente para mostrá-los uma extensa árvore da família datada (até onde Hydra podia dizer) até a Idade Média. Grandes palavras bem no alto da tapeçaria diziam:

A Nobre e Mais Antiga Casa dos Black

Toujours pur

Lily e Tonks bufaram.

- Você não está nela! - disse Harry, após verificar a parte baixa da árvore bem de perto.

- Eu costumava estar ali - disse Sirius, apontando para um pequeno detalhe arredondado, como um remendo que mais parecia uma queimadura de cigarro. - Minha doce mãe me expulsou após eu ter saído de casa. Monstro é quem gosta de murmurar essas história por aí.

- Você saiu de casa? - Perguntou Hope.

- Quando eu tinha uns dezesseis anos - disse Sirius. - Eu não agüentava mais.

- E para onde você foi? - perguntou Hydra, encarando-o.

- Para a casa de James, pai do Harry. - disse Sirius. - Os avós de Harry ficaram realmente satisfeitos com isso; eles praticamente me adotaram como um segundo filho. Sim, eu ia com o James nos feriados da escola e quando eu tinha dezessete consegui um lugar só para mim. Meu tio Alphard me deixou uma boa quantidade de ouro. Ele também foi retirado da árvore, e provavelmente foi por ter feito isso. Em todo caso, depois disso eu fiquei por minha conta. Mas eu era sempre bem vindo na casa do Sr. e Sra. Potter para o almoço de domingo.

James e Sirius se abraçaram de lado e em pensamentos Sirius agradecia por aquela amizade.

- Mas... Por que você...?- Perguntou Aquila.

- Saí? - Sirius sorriu e correu seus dedos por seus longos cabelos despenteados. – Por que eu odiava todos eles: meus pais, com sua mania por puro-sangue, convencidos que ser um Black fazia de você praticamente da realeza... Meu irmão idiota, gentil o suficiente para acreditar neles... Aqui está ele.

- Idiota? Você que é.- Rebateu Regulos meio infantil o que não era do seu fetio.

Sirius apontou o dedo para a parte mais baixa da árvore, no nome "Regulus Black". Uma data de morte (por volta de quinze anos atrás) estava escrita ao lado da data de nascimento.

Regulus não se abalou, já esperava por aquilo. Mas Sirius fingiu que não se importava, mesmo que seu peito ardesse pela futura perda.

A sala por minutos ficou com um ar funebre.

- Ele era mais novo que eu - disse Sirius - e um filho bem melhor, motivo pelo qual sempre me chamavam a atenção.

- Mas ele morreu - Disse Hydra com pezar.

- Sim - disse Sirius. - Estúpido e idiota... Ele se uniu aos Comensais da Morte.

- Você está brincando!

- Qual é, Hydra, você não viu o suficiente nessa casa para dizer o tipo de bruxos que nossa família era? - disse Sirius impaciente.

- Eram... Seus pais também eram Comensais da Morte? - Perguntou Harry.

- Não, não, mas acredite em mim, eles achavam que Voldemort tinha a idéia certa, eles eram a favor da purificação da raça dos bruxos, livrando-se dos nascidos trouxas e tendo apenas puros-sangues no lugar. Eles não estavam sozinhos, além deles havia algumas pessoas, antes de Voldemort mostrar sua verdadeira forma, que pensavam que ele tinha a idéia certa sobre as coisas... E vacilaram quando viram o que ele estava disposto a fazer para chegar ao poder. Mas eu aposto que meus pais achavam que Regulus era um herói por se unir a ele.

- Ele foi morto por um Auror? - perguntou Harry.

- Não, não - disse Sirius. - Não, ele foi assassinado por Voldemort. Ou por ordem dele, provavelmente; eu sempre duvidei que Regulus fosse importante o suficiente para ser morto por Voldemort em pessoa. Pelo que eu soube, depois que ele morreu, ele havia ido tão longe que entrou em pânico sobre o que estavam pedindo para ele fazer e então tentou sair. Bem, você não pode simplesmente pedir demissão a Voldemort. É um serviço para a vida inteira ou então a morte.

- Pelo menos no final me dei conta do que estava fazendo.- Disse Regulos quase como um sussurro.

- Almoço - disse a voz da Sra. Weasley.

Ela estava segurando sua varinha erguida à sua frente, equilibrando uma gigantesca bandeja repleta de sanduíches e bolo na ponta da varinha. Ela estava com a cara vermelha e ainda parecia zangada. Os outros foram em sua direção, ansiosos por um pouco de comida, mas Harry e Hydra ficaram com Sirius, que ainda estava curvado próximo à tapeçaria.

- Há muito tempo eu não olhava isso. Tem o Phineas Nigelu; meu tataravô, está vendo?... O menos popular diretor que Hogwarts já teve... A Araminta Meliflua... Prima da minha mãe... Tentou fazer um projeto de lei para tornar a caça aos trouxas legal... E a querida tia Elladora... Ela começou a tradição da família de decapitar os elfos-domésticos quando eles ficavam velhos demais para carregar a bandeja de chá... É claro, qualquer um da família que produzisse algo que parecesse decente eles deserdavam. Estou vendo que Tonks não está aqui. Talvez seja por isso que Monstro não aceita ordens dela. Ele supostamente faz qualquer coisa que alguém da família lhe peça...

- Você e Tonks são parentes? - perguntou Harry surpreso.

- Ah, sim, a mãe dela, Andrômeda, era minha prima favorita - Disse Sirius, examinando a tapeçaria mais de perto. - Não, Andrômeda não está mais aqui, veja...

Ele apontou para outra marca de queimadura entre dois nomes, Bellatrix e Narcissa.

- As irmãs de Andrômeda ainda estão aqui porque tiveram um respeitável casamento puro-sangue, mas Andrômeda casou com um trouxa, Ted Tonks, então...

- O avô da Hope. Minha tia é amigas deles.- Comentou Hydra.

- Phoenix também não está mais aqui.- Disse Sirius.- Se casou com um nascido trouxa, Pierre, gostava muito dele.

Sirius imitou disparar um feitiço com sua varinha contra a tapeçaria e sorriu com mau humor. Harry, entretanto, não sorriu; ele estava muito ocupado olhando os nomes à direita da queimadura sobre o nome de Andrômeda. Uma linha dupla bordada ligando Narcissa Black e Lúcio Malfoy e uma linha simples vertical saindo de seus nomes e levando ao nome Draco.

- Você é parente dos Malfoy!

- Você não notou que eu e Aquila somos realmente primas?- Perguntou Hydra impaciente.

- Agora o Harry foi meio burro.- Disse Marlene.

- Meio?

- As famílias de puro-sangue são todas parentes - disse Sirius. - Se você só vai deixar seus filhos e filhas casarem com puros-sangues as escolhas são bem limitadas; dificilmente há algum de nós sobrando. Molly e eu somos parentes por causa de um casamento e Arthur é um tipo de primo segundo meu. Mas nem tente encontrá-los aqui. Se alguma vez uma família teve um ramo de traidores do sangue eles são os Weasley.

Mas Harry e Hydra agora estavam olhando para o nome à esquerda da queimadura sobre o nome de Andrômeda: Bellatrix Black, que estava ligada por uma linha dupla a Rodolphus Lestrange.

- Lestrange... - Disse Harry bem alto. 

- Ele está em Azkaban - disse Sirius.

- Graças a Paracelso.- Disseram Tonks e Sirius.

Hydra o olhou com curiosidade.

-Bellatrix e seu marido Rodolphus vieram com Bartô Crouch Jr. - disse Sirius, com a mesma voz apressada. - O irmão de Rodolphus, Rabastan, estava com eles também.

- Você nunca se referiu a ela como sua...- Dizia Hydra.

- Faz alguma diferença ela ser minha prima? - rebateu Sirius. - Até onde eu considero, eles não são minha família. Ela certamente não é minha família. E nem a sua. Eu não a vi desde que eu tinha sua idade, a menos que você conte um relance que tive dela vindo para Azkaban. Você acha que eu tenho orgulho de ter parentes como ela?

- Desculpe - Disse Hydra arrependida. - Eu não queria...

- Não importa, não se desculpe - murmurou Sirius. Ele ficou de costas para a tapeçaria, com as mãos enfiadas nos bolsos. - Eu não gosto de estar aqui - disse, olhando através da sala. - Eu nunca pensei que pudesse ficar preso nessa casa outra vez.

Sirius abaixou a cabeça, imaginando o sofrimento do futuro Sirius.

Hydra tentava compreender, apesar de tudo, tinha crescido em um lar amoroso.

- É ideal para o Quartel-General, sem dúvida - disse Sirius. - Seu avô Hydra colocava todo tipo de medidas de segurança conhecidas nela enquanto viveu aqui. É praticamente invisível, então os trouxas nunca puderam vir e tocar a campainha. Se é que eles iriam querer isso. E agora Dumbledore adicionou sua proteção, será muito difícil encontrar uma casa tão segura como esta em qualquer outro lugar. Dumbledore é o Fiel do Segredo da Ordem, você sabe, ninguém pode encontrar o Quartel-General a menos que Dumbledore em pessoa diga onde ele está, aquele bilhete que Moody lhe mostrou a noite passada era de Dumbledore... - Sirius deu uma risadinha. - Se meus pais pudessem ver o uso que a casa está tendo agora... Bem, o retrato de minha mãe pode te dar uma idéia.

Ele fez uma cara feia por um momento e então suspirou.

- Eu não me importaria se pudesse sair ocasionalmente para fazer algo de útil. Eu pedi a Dumbledore para poder escoltar você, em sua audiência, como Snuffles, certamente, para poder te dar um pouco de apoio moral, o que você acha?- Sirius olhava diretamente para Harry

- Não se preocupe - Disse Sirius. - Eu tenho certeza que eles vão limpar sua barra, sei que existe algo no Estatuto Internacional da Magia sobre ser permitido usar magia para salvar sua própria vida.

- Mas se eles me expulsarem - disse Harry calmamente - eu posso voltar aqui e viver com você?

Sirius sorriu tristemente.

- Nós veremos.

- Eu me sentiria bem melhor sobre a audiência se eu soubesse que não teria que voltar para os Dursley - Harry o pressionou.

- Eles devem ser realmente maus se você prefere um lugar como esse – disse Sirius com tristeza.

- Apressem-se, vocês três, ou não vai sobrar nenhuma comida - disse a Sra. Weasley.

Sirius deu outro grande suspiro, lançou um olhar sombrio para a tapeçaria então ele, Hydra e  Harry foram se juntar aos outros.

A tarde foram esvaziar os armários com portas de vidro durante a tarde. Felizmente, para ela era um trabalho que necessitava de um bocado de concentração, já que muitos dos objetos estavam muito relutantes em deixar suas prateleiras empoeiradas. Sirius sofreu uma mordida de uma caixa de rapé prateada; em poucos segundos sua mão ferida tinha criado uma desagradável cobertura como se fosse uma luva marrom.

- Está tudo bem - disse ele, examinando a mão com interesse antes de bater levemente sua varinha e restaurar a pele ao normal -, deve ter polvilho de verruga nela.

Ele jogou a caixa de lado dentro de um saco onde estavam depositando as ruínas dos armários; Hydra viu Jorge embrulhar a mão cuidadosamente em um pano e colocar a caixa dentro de seu bolso, que já estava cheio de Fadas Mordentes.

Encontraram um instrumento prateado de formato desagradável, algo como um par de pinças com muitas pernas, que correu pelo braço de Harry e depois para o de Eileen como se fosse uma aranha quando a pegou, e tentou picar sua pele. Sirius agarrou e bateu nela com um pesado livro com o título Nobreza da Natureza: Uma Genealogia de Bruxos. Havia uma caixinha de música que emitia um fraco e sinistro toque quando se dava corda e todos se viram curiosamente fracos e sonolentos, até Gina teve o senso de fechar a tampa; um pesado medalhão que nenhum deles conseguiu abrir; uma grande quantidade de selos antigos e, numa caixa empoeirada, uma Ordem de Merlin, Primeira Classe, que havia sido ganha pelo avô de Sirius por "serviços prestados ao Ministério".

- Isso significa que deu a eles uma boa quantidade de ouro - disse Sirius desdenhosamente jogando a medalhão dentro do saco de lixo.

Muitas vezes Monstro andou pela sala e tentou furtar algumas coisas, escondendo-as embaixo de sua tanga, murmurando maldições horríveis cada vez que eles o viam fazendo isso. Quando Sirius arrebatou de sua mão um grande anel de ouro que tinha o emblema dos Black, Monstro explodiu em lágrimas furiosas e saiu da sala chorando e chamando Sirius de nomes que Hydra nunca tinha ouvido antes.

- Era do meu pai - disse Sirius, jogando o anel no saco. - Monstro não era tão devoto a ele quanto era à minha mãe, mas eu ainda o peguei escondendo um par de velhas calças do meu pai na semana passada.

A Sra. Weasley manteve todos trabalhando duro durante os dias que seguiram. A sala de desenho demorou três dias para ser desinfetada. Finalmente, a única coisa indesejável que sobrou foi a tapeçaria com a árvore genealógica da família Black, que resistiu a todas as tentativas de remoção da parede, e as pancadas na gaveta da escrivaninha. Moody ainda não tinha aparecido pelo Quartel-General, então não puderam se certificar do que tinha dentro dela.

Foram da sala de desenho para uma sala de jantar no andar térreo onde encontraram aranhas tão grandes quanto os pratos do guarda-louça (Rony saiu da sala apressadamente para fazer uma xícara de chá e não voltou por uma hora e meia). A porcelana, que tinha o símbolo dos Black e o lema, foi toda jogada sem nenhuma cerimônia dentro do saco por Sirius, e o mesmo destino teve uma porção de velhas fotografias que estavam em molduras prateadas manchadas, todos os seus ocupantes gritaram quando o vidro que os cobria se partiu.

Na opinião de Hydra estavam realmente declarando guerra à casa, que estava resultando numa boa briga, sendo ajudada e apoiada por Monstro. O elfo-doméstico continuava aparecendo onde quer que se reunissem, seu murmúrio se tornando mais e mais ofensivo quando ele tentava remover qualquer coisa que pudesse dos sacos de lixo. Sirius foi o mais longe que pôde, ameaçando-o com roupas, mas Monstro olhava fixamente para ele com seus olhos lacrimejantes e disse "O Mestre deve fazer o que desejar", antes de se virar e murmurar bem alto: "mas o mestre não vai dispensar o Monstro, não, porque Monstro sabe o que eles querem fazer, ah sim, eles estão tramando contra o Lord das Trevas, sim, com esse sangue-ruim e traidores e escória...". Então Sirius, ignorando os protestos de Hermione e Hope, agarrou Monstro por trás de sua tanga e o jogou pessoalmente para fora da sala.

O sino da porta tocou várias vezes por dia, que era a deixa para a mãe de Sirius começar a gritar novamente, e para Hydra e os outros a tentativa de ouvir a conversa do visitante por detrás da porta, para poder colher qualquer informação que pudessem antes que a Sra Weasley os chamasse de volta às suas tarefas. Snape, o pai de Eileen, entrou e saiu da casa diversas vezes; também avistou uma senhora que disseram ser sua  futura professora de Transfiguração, e ela também parecia muito ocupada para se demorar. Algumas vezes, entretanto, os visitantes ficavam para ajudar. Tonks se juntou a eles para uma tarde memorável na qual eles encontraram um velho fantasma assassino escondido no banheiro do primeiro andar, e Lupin, que estava na casa com Sirius, mas que tinha saído por longos períodos para fazer trabalhos misteriosos para a Ordem, ajudou-os a consertar um relógio de pêndulo que tinha desenvolvido um hábito desagradável de atirar pesados parafusos em quem passasse perto. Mundungus se redimiu aos olhos da Sra. Weasley ao salvar Rony e Aquila de um antigo conjunto de barretes vermelhos que tinham tentado estrangulá-los enquanto eles os tirava do armário.

a Sra. Weasley virou-se para Harry durante o jantar na quarta-feira e disse calmamente.

- Eu passei suas melhores roupas para amanhã de manhã, Harry, e eu quero que você lave seu cabelo hoje a noite, também. Uma boa primeira impressão pode fazer maravilhas.

Hydra, Eileen, Aquila, Hope, Rony, Hermione, Fred, Jorge e Gina, todos pararam e olharam para ele.

Harry balançou a cabeça.

- Como eu vou chegar lá? - perguntou ele à Sra. Weasley, tentando parecer indiferente, pelo que Eileen notará.

- Arthur vai levar você para o trabalho com ele - disse a Sra. Weasley com gentileza.

O Sr. Weasley sorriu de modo encorajador para Harry.

- Você pode aguardar em meu escritório até chegar a hora da audiência - disse ele.

- Audiência?- Perguntou James, fazia um tempo que ele queria perguntar sobre.

- É que Harry foi atacado por dementadores e usou magia fora da escola para se defender.- Explicou Adhara.

- E o que dementadores estavam fazendo fora de Azkaban?- Perguntou Frank com a testa franzida.

- Recebendo ordens de alguém.

- Que mal caractér.- Esbravejou Molly.

- Isso tudo para ver Harry fora de Hogwarts?- Murmurou Snape para si, pensativo.

Harry olhou para Sirius, mas antes que pudesse perguntar a Sra. Weasley já havia respondido.

- O Professor Dumbledore não acha uma boa idéia Sirius ir com você, e eu devo dizer que eu...

-...Acho que ele está com a razão - disse Sirius com os dentes trincados.

- Ele veio noite passada, quando você estava dormindo - disse o Sr. Weasley.

Sirius, com muito mau humor apunhalou uma batata com seu garfo. Harry baixou os olhos para seu prato.  E o resto do jantar ficou em um clima pesado.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado💛


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