História 20 seconds of courage - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Chandler Riggs, Dove Cameron, Ryan Reynolds, Will Poulter
Visualizações 199
Palavras 4.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Juliett Rose Adams


Fanfic / Fanfiction 20 seconds of courage - Capítulo 1 - Juliett Rose Adams

Pov’s Juliett Rose Adams
Atlanta –GA
6:55 a.m

Minhas vistas foram ganhando foco quando eu comecei a abrir meus olhos ao ouvir o som insuportável do despertador tocando nessa manhã de segunda-feira. Me revirei na cama preguiçosamente embaixo das minhas cobertas implorando por mais cinco minutos, mas aquela coisa que eu odiava por sinal, insistia em continuar estralando na mesinha em forma de um quadrado ao lado da minha cama. Eu realmente não sabia o que estava sendo pior: as férias de verão já terem chegado ao fim ou o inicio das aulas começarem exatamente um dia depois da viagem exaustiva para a casa dos meus avós do outro lado do país. Mesmo eu tendo dormido cedo no dia anterior, parecia que eu não havia me recuperado de nada que essas férias me bombardearam.

Estiquei meu braço tocando primeiro o abajur verde água até que eu consegui localizar o objeto logo abaixo ainda tocando estridentemente. Apertei o botão e o quarto se tornou silencioso novamente, sem nenhum barulho sequer. Soltei um suspiro e me sentei para me livrar com mais facilidade das cobertas e das almofadas em cima da cama de casal. Me levantei puxando meu cabelo do coque em que estava preso e fui caminhando pelo quarto ainda escuro. Ergui minhas mãos para que eu me localizasse melhor no ambiente e assim que achei ter encontrado a porta do banheiro, dei de cara com a parede.

-Out, minha testa... –eu resmunguei colocando uma de minhas mãos agora na minha cabeça dolorida. Entrei no banheiro acendendo a luz e cerrei os olhos quando eles arderam devido à claridade repentina que fez minhas retinas queimarem por breves segundos antes de eu tampá-las. Alcancei meus óculos de grau em cima da bancada e os ajeitei no meu rosto passando a enxergar bem melhor. Abri minha boca retirando o meu aparelho móvel e fiz uma careta ao olhar aquele troço rosa cheio de saliva. Tampei meu nariz dando ânsia de vomito e me apressei em pegar logo a minha escova de dente para tirar o gosto horrível da minha boca.

Ao terminar minha higiene matinal, vesti um moletom cinza da gap e calcei um all-star branco que estava no meio da minha prateleira de tênis diversos. Olhei em volta procurando por minha bolsa que devia estar em algum lugar desse quarto um pouco bagunçado. A encontrei em cima de uma poltrona colorida no canto do quarto e a peguei antes de passar por um batente de porta com uma escada bem em frente. Subi os degraus em passos rápidos e fui até o sótão que fazia parte do meu quarto. Não pensem que é um lugar assustador igual nos filmes de terror, onde sempre acontecem coisas ruins e etc. Para falar a verdade, é o meu lugar preferido onde eu passo a maior parte do meu tempo livre. Até hoje me lembro de quando eu me mudei para cá com minha família. O meu melhor amigo, Gally, e também vizinho, me ajudou a decorar.

Quando cheguei ao outro andar notei o sol entrando pela enorme janela com vista para o jardim da minha casa onde havia uma grande arvore que sempre produzia uma maravilhosa sombra. Abri um sorriso de lado pisando sobre o piso coberto por um tapete felpudo rosa-pele e dei uma olhada em volta. Avistei minha câmera em cima de um sofá cama cheio de almofadas coloridas e felpudas que eu adorava e me lembrei de tê-la colocado lá na noite anterior quando cheguei de viagem. Eu a peguei checando a bateria e olhei as paredes pretas cheias de fotos pregadas e desenhos feitos com giz de quadro, que dava para apagar se eu quisesse. Encarei o sol batendo em uma foto que eu estava com a minha mãe no jardim e me aproximei para olhá-la melhor. Eu a analisei tendo pequenos flashbacks desse dia e abri um sorrisinho de lado.

-Sinto sua falta mãe. –eu sussurrei e abaixei o olhar engolindo em seco. Há exatamente quatro meses atrás, ela faleceu após descobrirmos que ela estava doente e achávamos que nunca conseguiríamos superar porque tudo desandou depois daquele dia. Ela não estar mais aqui era estranho e... Diferente. Mas aqui estamos lidando com um dia de cada vez. Eu sei o quanto deve ser difícil para o meu pai ter que criar duas filhas e ainda ter que sustentar uma casa dessa que moramos, por isso eu tento ajudá-lo como posso por eu ser a mais velha. Tive que deixar as coisas de adolescente de lado mais rápido para cuidar da minha irmã e da casa enquanto ele trabalha. Mas não que acontecesse coisas interessantes comigo antes, sou praticamente invisível na minha escola. Quer dizer, pelo menos tenho o Gally para me fazer companhia e para não ligar com esses tipos de coisa junto comigo. Nesse momento, eu só queria ir para a faculdade.

Desci de volta para o meu quarto apressadamente sabendo que não poderíamos nos atrasar para esse primeiro dia. Tudo se tornava uma grande bagunça depois do primeiro sinal e eu não estava afim de estar no meio dela. Atravessei o corredor entrando no quarto escuro da minha irmã de quatro anos que continuava dormindo calmamente. Abri a cortina ouvindo o chuveiro funcionando no quarto do meu pai e balancei a garotinha para que ela acordasse depressa.

 -Vamos lá Skye... Vamos nos atrasar. –eu disse e ela abriu os olhos rolando na cama preguiçosamente. Retirei seu cobertor florido de cima dela e notei uma enorme mancha amarela em sua cama. Fechei meus olhos brevemente não acreditando nisso e ela se sentou esfregando os olhos constantemente.

-Esqueci de ir ao banheiro durante a noite... –ela falou com uma voz sonolenta.

-Sim, eu percebi. –falei a pegando e a colocando em pé no chão. -Não tem problema tudo bem? Agora vamos você tem que tomar um banho... 5 minutos! –eu a empurrei em direção ao banheiro e depois voltei ao seu quarto juntando as coisas na cama. Eu já estava acostumada a encontrar isso todos os dias quando eu vinha acordá-la. Eu sabia que não era um problema de bexiga e sabia também que não era por ela tomar água de mais durante o dia. Esse fato começou a ocorrer depois que nossa mãe morreu, e ainda não chegou ao fim. A psicóloga da escola acha que isso acontece devido ao trauma e ao medo dela perder mais algum de nós e é estranho dizer, mas eu nunca mais voltei a falar com essa mulher. Eu me sentia ficando mentalmente perturbada quando ela se achava ser a minha melhor amiga e dizia que eu devia compartilhar tudo com ela. Isso era sério mesmo? Eu sou a pessoa que melhor lidou com tudo o que aconteceu.

Coloquei as coisas no cesto já ouvindo o barulho da minha irmã tomando banho e corri até seu armário para olhar alguma roupa para que ela vestisse. Separei algumas roupas e um par de meias e ajeitei meus óculos não sabendo se esse seria o conjunto que ela iria querer usar.

-Jully! –ela me gritou. -Eu já acabei, fui bem rápida! –voltei até lá a enrolando na toalha de joaninhas e ela riu quando eu a peguei para levá-la de volta para o quarto. Eu ri a colocando em cima de uma poltrona e estendi sua roupa ouvindo passos apressados no corredor. Quando ela se vestiu, peguei sua escova de cabelo prendendo aquele monte de fios ruivos em um rabinho alto como ela sempre gostava que eu o prendesse. A ajudei amarrar o seu tênis e quando ela ficou pronta já descemos com nossas coisas para o andar debaixo. -Oi papai! –ela falou correndo até ele e o abraçando.

-Bom dia meninas! –meu pai disse se abaixando para abraçá-la. -E então? Como estão nessa linda manhã de volta as aulas? Animadas?

-Minhas costas doem... –respondi pensativa. -Sinto que tenho 75 anos, e hoje quando eu acordei... Bum! Dei de cara com a parede. –falei e ouvi Skye rindo. -Minha testa está latejando, e eu não gosto disso. Acho que em algum momento do dia terei que tomar uma aspirina para minha dor de cabeça que pelo que eu sei irá começar daqui a pouco.

-Não tome se caso não estiver realmente doendo Hollywood. –ele falou terminando de organizar suas coisas para o trabalho. Meu pai era dono de um sidewalk não muito longe da nossa casa, e se tudo saísse como ele planejava, logo seria um pequeno restaurante. Um dos melhores de Atlanta na verdade porque com certeza o meu pai é o melhor cozinheiro que eu já vi na minha vida. Ele e minha mãe tiveram essa ideia de montar o sidewalk quando tiveram a certeza de que não poderiam deixar o lugar em que se conheceram se tornar apenas um prédio abandonado já que os donos não conseguiram mais manter o aluguel. E lá, naquela antiga lanchonete, foi onde ele teve os seus primeiros 20 segundos de coragem para ir falar com a minha mãe que estava sentada em uma das mesas. Acho que a segunda vez dele nesse lema que rege a nossa família foi aceitar pagar uma fortuna pelo prédio.   

-Pai, me chamar de “Hollywood” já perdeu a graça. –eu respondi e ele me abriu um sorriso sabendo que não era verdade. Eu ganhei esse apelido dos meus pais assim que eu contei que me mudaria para lá quando eu ficasse mais velha. Los Angeles parecia ser a melhor cidade do planeta e eu realmente queria trabalhar lá. Não em frente às câmeras lógico, mas sim atrás delas. No momento eu queria ser fotografa, e quando eu colocava uma coisa na cabeça, ninguém me fazia mudar de idéia.

-Ok, mas estou falando sério, se não estiver doendo não tome. E não ouça as coisas que o Gally fala ainda mais se ele te sugerir algum medicamento... De novo. Da ultima vez poderia ter acontecido algo mais sério, e eu iria matá-lo.  –ele disse e eu soltei um barulho de um riso assentindo.

-Claro pai, ameaçar matar os outros é bem a sua cara. –eu falei ironicamente enquanto Skye abria a geladeira para preparar nossos lanches que levaríamos para a escola.

-Acha que eu preparo para o Gally? –ela perguntou subindo em um banco. -Os meus sanduíches com pasta de manteiga de amendoim e geleia de uva são os melhores do mundo... Por isso o papai deu o meu nome para o sanduíche do sidewalk. –revirei meus olhos brevemente.

-Hmm, claro que pode fazer, ele vai adorar Skye. –eu respondi notando a maquina de café apitando no balcão. Fui até lá distribuindo o liquido em dois copos de alumínio e fechei a tampa estendendo para o meu pai que o pegou rapidamente para beber um gole. Direcionamos nosso olhar para a janela assim que o barulho de um caminhão que pareceu ter sido estacionado aqui em frente chamou a nossa atenção. -Tem gente se mudando para lá? Aquela casa esta vazia há séculos... –eu falei franzindo o cenho e olhando para o meu pai.

-Parece que sim... Vi ontem que retiraram a placa. –ele falou e eu assenti mostrando ter entendido. -É uma boa casa, eles vão gostar... –fiquei encarando os caras retirando alguns moveis e fiz que sim com a cabeça concordando apesar de nunca ter entrado lá. Bebi um gole do café e enfiei o meu aparelho móvel de volta na boca vendo Skye fazer uma careta na minha direção enquanto eu prendia meu cabelo loiro em um rabo.

-O que? –eu perguntei. -Eu preciso usar... Você sabe.

-Você conversa estranho quando fica com isso... –ela falou escrevendo de canetinha preta os nomes nos respectivos saquinhos com os sanduíches prontos. Revirei meus olhos e olhei para o meu pai olhando alguns papeis. Ele riu fraco e deu de ombros em seguida voltando a me olhar.

-Ela tem razão... –soltei um suspiro e meu pai se levantou com suas coisas. -Vamos logo meninas, ou senão vão se atrasar. –ele começou a se despedir de nós e foi em direção à porta. -E Juliett, se lembre de comer outros tipos de proteína durante o almoço, não quero que desmaie. –eu o acompanhei com o olhar e neguei com a cabeça.

-Pai, eu já avisei que só aconteceu uma vez. –eu respondi e ele me lançou um olhar de que não se importava quantas vezes já havia acontecido enquanto ele vestia seu casaco. -E foi porque me obrigaram a fazer educação física, e eu odeio voleibol, aquela coisa já quebrou o meu óculos favorito. –continuei. -Sou uma garota saudável, esportes para mim é um “tanto faz”.

-Quer saber? “Tanto faz” é a expressão mais preguiçosa do século 21. Estou de saco cheio dela, não quero mais ouvi-la. –ele falou me fazendo revirar os olhos. -Hoje, foi o fim do “tanto faz” para você Juliett.

-Ela fala isso o tempo todo. –Skye falou me fazendo olhá-la. -Não vai ter mais nada para ela dizer neste século. –cerrei meus olhos em sua direção.

-Bom, então ela terá que escolher outra expressão. –meu pai respondeu fechando sua pasta e eu o olhei erguendo uma sobrancelha.

-Pernicioso. –eu disse seriamente. -É a minha expressão nova.

-Obrigado. –meu pai respondeu e minha irmã fez uma cara confusa enquanto tentava repetir essa palavra.

-O que perni... Pernicioso, quer dizer? –ela perguntou franzindo o cenho.

-Causar dano ou ruína de propósito. –eu respondi a olhando. -Prejudicar para ser mais especifica. E o papai está prejudicando o meu vocabulário ao controlar as palavras que eu posso e não posso dizer. –ele sorriu para mim sem mostrar os dentes.

-De nada. –ele disse. -E não se esquece também quando estiver indo... O carro é do Gally, mas você dirige... E coloquem o cinto de segurança pelo amor de Deus. –eu assenti obviamente por ele sempre dizer a mesma coisa e ele passou pela porta para ir para seu trabalho após depositar um beijo rapidamente em nossas cabeças.

-Manda um beijo para a Maggie! –eu gritei me aproximando da entrada. Soltei um suspiro abaixando o olhar e franzi o cenho ao encarar uma pilha de papeis que pareciam ser do banco. Olhei aquelas escrituras ouvindo minha irmã se movimentando pela casa e engoli em seco ao ver aquele monte de pagamento atrasado já acumulando alguns meses.

-Vamos? –Skye perguntou e eu assenti colocando tudo de volta no lugar. Fui ate minha bolsa a pegando e quando alcancei minhas chaves fui em direção a porta.

Quando eu tranquei a casa, eu e Skye caminhamos juntas de mãos dadas até o passeio. Observei uma moça loira conversando com o homem que tentava da melhor maneira passar uma poltrona pela porta enquanto o mesmo assentia com a cabeça mostrando estar entendendo tudo que ela dizia. Cerrei os olhos devido à luz do sol batendo contra o meu rosto e me assustei ao ouvir o som de um carro acelerando. Vi Gally dando a ré em seu carro na casa ao lado da minha e me encolhi quando ele levou as latas de lixo junto causando um enorme barulho que atraiu todos os olhares.

-Não tente dirigir se não sabe garoto! –o entregador do outro lado da rua gritou e eu fiz um joinha para ele.

-Ele está bem! –eu respondi assentindo enquanto ele negava com a cabeça. Eu encarei o garoto ainda se recuperando do susto dentro do carro e então ele abaixou o vidro com um sorriso forçado no rosto.

-Bom dia raios de sol... –ele disse animado.

-Ok Gally... Passa para o outro banco antes que mate alguém. –eu disse e seu sorriso se fechou. Ele revirou os olhos mudando de assento e Skye soltou uma risadinha cobrindo a boca para que ele não visse. Abri a porta de trás para que ela entrasse e coloquei sua pasta de rodinhas dentro antes de passar o cinto de segurança por ela.

-Aí estão vocês seus pirralhos... –uma voz falou atrás de mim e eu me virei apressadamente dando um pulo. -Deviam ser banidos dessa rua por causarem tantos barulhos a essa hora da manhã! –eu encarei a Sra. Sworski de frente para mim e forcei um sorriso para ela. Desde que nos mudamos para cá e eu passei a ter mais convivência com o Gally, ela sempre estava por perto vigiando tudo que fazíamos. Ela mora na casa do outro lado da minha com os seus 17 gatos que sempre fazem barulhos em latas de lixo que quase me matam do coração durante a noite.

-Bom dia para a senhora também. –eu respondi e entrei no carro dando um aceno. Fechei a porta apressadamente e acelerei a vendo pelo retrovisor ainda nos encarando.

-Ahww, quase morri do coração com ela aparecendo de fininho. –Gally disse e eu assenti colocando o cinto de segurança. -Velha rabugenta, ela me causa pesadelos... Ontem à noite eu estava na minha mesa de estudos observando a rua, e lá estava ela me olhando de trás de uma arvore. Quase pedi para dormir com minha mãe quando a vi saindo correndo. –eu e Skye soltamos o barulho de um riso e eu o olhei brevemente antes de voltar a prestar atenção no transito.

-Claro Gally, depois você vem com o papo de que não é medroso. –eu comentei e ele me olhou arregalando os olhos.

-Eu não sou medroso! –ele disse em um tom alto. -Aos meus seis anos, eu fui apostar uma corrida de bicicleta com o meu antigo vizinho. Eu caí em uma ladeira e choquei o meu nariz contra uma arvore... Estou aqui bem vivo...

-É e com cinco parafusos a menos porque você não sabe andar de bicicleta... –eu disse o encarando.

-Exatamente... –ele concordou. -Mas viu? Se eu fosse medroso, não teria aceitado esse desafio. –eu comecei a rir e o olhei ainda não acreditando.

**

-Não acredito que estamos iniciando mais um ano... –eu comentei andando ao lado dele pelo estacionamento após levar minha irmã para a área do Middle School que ficava do outro lado praticamente. -Isso está bem surreal e... Caramba é o penúltimo ano. Estamos ficando velhos... -ajeitei meus óculos e peguei minha câmera dentro da bolsa tira-colo cantarolando na minha cabeça a musica ambiente que tocava para animar os alunos que chegavam.

-A palavra “velho” me assusta e só de pensar que vai ter o Year Book me causa calafrios... Saímos horríveis em todas as fotos Juliett. –ele falou ajeitando a mochila nos ombros e eu ri olhando para cima já que ele possuía 1,88 de altura. -E estamos aqui nesse inferno particular novamente, saio mais perturbado do que eu entro. –ele sussurrou para que ninguém ouvisse e eu revirei meus olhos ligando a câmera e tirando uma foto dele rapidamente.

-Eu serei a responsável pelas fotos esse ano Gally, então tirarei uma foto legal para que você possa ir feliz para a faculdade daqui um ano. –eu falei olhando como a foto havia ficado e ri ao vê-lo com um olho aberto e outro fechado. -Sabe, foi bem difícil convencer o Tobin de me deixar entrar para o jornal da escola. Sinto que aquela pessoa com cara de psicopata me cobrará alguma coisa... Tenho até medo.

-Que tipo de coisa? –Gally perguntou e eu dei de ombros não sabendo o que responder. Olhei pela lente da câmera e me virei para tirar uma próxima foto daqueles que chegavam, mas parei assim que ela focou em alguém. Abaixei o objeto encarando o loiro encostado em seu carro segurando a bola de basquete perto de um grupo de garotos que faziam parte do time. Ele ria com vontade e a cada vez que isso acontecia suas covinhas apareciam o tornando cada vez mais apaixonante. Soltei um suspiro quase podendo ouvir a voz dele de longe e Gally parou ao meu lado fazendo uma cara de nojo. -Yuh eca... Não acredito que não superou sua paixão por Aiden Matthews.

-Fica quieto Gally... –eu disse sem tirar meus olhos do garoto. -Isso não é da sua conta...

-Bom, eu ouço você falar dele há quatro anos então sim, é da minha conta. –ele respondeu e eu o olhei. -O que? Estou falando a verdade. Devia superá-lo logo de uma vez, você nunca falou com ele, Juliett. E nem ele com você... E olha que fomos da mesma sala desde a sétima série.

-Não seja idiota... –eu respondi tediosamente. -Preste atenção, estamos no terceiro ano... Esse ano pode acontecer de tudo. Quer apostar que eu falarei com ele? Que eu sairei com ele? Que eu namorarei com ele futuramente? Você quer? –perguntei rapidamente o que acabou o deixando confuso.

-Quero apostar que as suas roupas foram escolhidas por um sem-teto. –eu ouvi uma voz atrás de mim e me virei apressadamente vendo o garoto que segurava uma bolsa da Prada me olhando de cima em baixo fazendo uma careta e uma cara de indignação no mesmo tempo. -Por acaso você é a Juliett? –ele perguntou parecendo não acreditar que estava gastando seu tempo falando comigo.

-Claro que sim, Finch... Fui da sua sala ano passado e ano... Retrasado. E quando éramos crianças... –eu falei sorrindo sem mostrar os dentes e tentando entender como ele não se lembrava. Ele parou de se movimentar pensando um pouco e franziu o cenho tentando recordar todos os momentos do ano anterior.

-Ok, eu não me lembro de você, como era o esperado. Tem certeza de que era da minha sala? O seu rosto deve ser comum para eu me esquecer facilmente assim... –ele disse por fim e piscou varias vezes me fazendo notar que havia uma grande quantidade de rímel em seus cílios. -Afinal quem se lembraria, não é mesmo? –ele resmungou e eu me entreolhei com Gally com uma cara estranha brevemente. -Enfim, o Tobin infernal me contou que você é a responsável por todas as fotografias que a escola terá até o ultimo dia de aula então... Qualquer foto que eu estiver não é postada em lugar nenhum sem a minha autorização estamos entendidas, coisa radiante? –ele perguntou e eu abri minha boca para responder. -Claro que estamos porque você não vai me prejudicar postando uma foto em que eu estou no meu pior ângulo. É suicídio social. –ele tocou no meu ombro e assentiu. -Hmm... Ok, eu tenho que voltar para as minhas amigas agora... E adorei o seu aparelho para falar a verdade... Achei... Uma graça. -ele respondeu e me deu as costas. -Que garota louca, estamos no século 21 cruzes. –ele resmungou parecendo não se dar conta de que ainda estávamos perto para ouvir.

-Ele é insuportável. –Gally falou me olhando. -Um dia morrerá se morder na própria língua, ele é quase o mau em pessoa. –eu ri com sua fala e o sinal tocou iniciando o período das aulas. Nos mantemos na entrada enquanto eu excluía algumas fotos da câmera e ergui o olhar assim que vi Aiden vindo na mesma direção. Eu sorri erguendo minha mão para dar um aceno e abri minha boca para falar um “oi”, mas nada saiu o que me fez ficar parada lá feito uma idiota com o braço levantado. Eu o abaixei apressadamente ao vê-lo me olhando com o cenho franzido e então Aiden passou reto ignorando a minha presença. -Foi quase... –Gally comentou e eu o olhei.

-Não enche... –eu resmunguei e fiz uma cara estranha notando uma grande quantidade de garotas espalhadas pelo estacionamento. -O que está acontecendo hein? Porque tem esse monte de gente aqui ainda? Alguma novidade que eu não saiba?

-Não soube da ultima postada no site da escola? –Gally me perguntou arregalando seus olhos. -Tem um boato que passou pelo Facebook de todo mundo nas férias...

-Como se isso não fosse normal por aqui. –eu falei ajeitando o foco da câmera. -Seja mais específico sunshine...

-Ok... Falaram que Chandler Riggs está vindo para cá. –eu fiz uma cara confusa o olhando e franzi o cenho enquanto eu lutava para o meu cérebro processar essa informação mais depressa.

-Chandler o que? –eu perguntei com uma cara estranha. -Por acaso isso é uma banda? O que é isso? –ele soltou o barulho de um riso e a porta da escola foi aberta rapidamente. Olhei para o trio que estava com um sorriso no rosto e os dois garotos desceram as escadas apressadamente passando por nós dois em questão de segundos enquanto a garota gótica que era namorada de um deles os seguia. Pelo que notei se tratavam de Sam, Colin e Ocean que andavam juntos desde que eu me entendo por gente. Esses dois também faziam parte do time de basquete e eram muito bons para ser sincera. Na verdade, eram os melhores depois de Aiden Matthews, claro.

-E agora o grupinho deles está completo. Deve ser legal reencontro de amigos... –Gally falou no momento que um carro foi estacionado. Um garoto alto e loiro desceu depressa com sua mochila enquanto uma gritaria absurda começava em volta do carro. Ele sorriu já indo na direção dos amigos para se abraçarem e então eu revirei os olhos com tamanha idiotice daquelas meninas que estavam desesperadas para que eles a notassem.

-Porque garotos assim causam distúrbios mentais nessas garotas? –eu perguntei ajeitando meus óculos de grau. -Eu ficaria assim se fosse o One Direction descendo daquele carro... Esse Chandler é tão famoso assim para elas estarem desse jeito? –perguntei.

-Aquele não é o Chandler... Aquele é o Mingus Reedus, o pai dele participa da mesma série que o Chandler trabalha e pelo que entendi todo o elenco de The Walking Dead se mudou de volta para Atlanta depois de encerrarem a quinta temporada em Los Angeles. –eu assenti mostrando ter entendido e Gally segurou minha cabeça a virando em outra direção. -Ali... Aquele é o Chandler Riggs, o real motivo dos distúrbios mentais nessas adolescentes... –o menino desceu do carro e eu o encarei tombando minha cabeça para o lado. Arregalei meus olhos ao vê-lo abrindo um sorriso de lado na direção do grupo e fiz um biquinho pensativa o analisando. -Eu queria ser famoso... –soltei o barulho de um riso e o olhei revirando meus olhos.

-Qual é, ele nem parece ser tanta coisa assim... Ele é bonitinho... –eu comentei ajeitando minha câmera nas mãos. -E antes que o Tobin apareça por aqui... Vamos começar o ano letivo com uma boa foto, certo? –eu perguntei me virando na direção do garoto que vinha até a entrada junto com os seus amigos agora reunidos. -Diga “oi” ao Atlanta High, Chandler Riggs. –eu coloquei meu dedo por cima do botão e apertei para tirar a foto assim que por alguma coincidência ele olhou na minha direção, e abriu um sorriso.


Notas Finais


Comentem ;))
Estou muito ansiosa haha!!


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