História 2002 - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags 2002, 95 Line, Memórias, Vmin
Visualizações 5
Palavras 2.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


macacos me mordam eu sou muito vmina sim!!!!

esses dias eu ouvi a música 2002 da Anne-Marie pela primeira vez e vendo a letra eu tive a ideia de transformar a música numa história

no começo isso seria uma OS, mas resolvi dividir em quatro capítulos 'pra melhorar o formato

no primeiro capítulo taehyung e jimin têm 11 anos

enfim, acho que é isso

perdoem os erros e boa leitura

Capítulo 1 - 2002


"Eu sempre lembrarei
O dia que você beijou meus lábios
Leve como uma pena
E foi assim
Não, nunca foi melhor
Do que o verão de 2002"
(2002, Anne-Marie)

        ⭐

Coréia do Sul, Seul

Férias de Verão

||PARK JIMIN||

Do meu quarto pude ouvir o som tão familiar de um sino vindo de lá de fora. Larguei a revistinha de colorir e o lápis de cor lilás sobre a escrivaninha e corri até a janela do meu quarto, abrindo-a meio desajeitado e olhando lá para fora, sorrindo largo ao ver Taehyung lá em baixo, parado na frente da minha casa tocando o sininho da bicicleta vermelha que ganhou de natal.

Corri todo desengonçado para fora do meu quarto, me desculpando rapidamente ao esbarrar no meu pai no meio do corredor e seguindo para a escada, quase caindo ao descer de dois em dois degraus, tropeçando em meus próprios pés e me agarrando ao corrimão para não rolar escada à baixo, tamanho era meu desespero para chegar lá fora.

—Não corra, querido. – mamãe disse e eu me virei para vê-la saindo da cozinha.

Um avental bonitinho estava amarrado em sua cintura, cobrindo parte do seu vestido amarelo com estampa floral que lhe deixava igualzinha às personagens de uma série dos anos noventa que assistíamos vez ou outra depois do jantar. Estava bonita, usando os brincos que papai lhe dera como presente de aniversário de casamento. Ela os usava sempre, fosse em casa ou na rua.

—Desculpe, mamãe. – murmurei brevemente, parando ao vê-la se aproximar de mim para me dar um beijinho na testa.

Sorri brevemente ao sentir seus lábios molhados pelo gloss labial tocar minha testa, e ela sorriu também, encarando a provável marca que havia ficado ali. Suas mãos macias seguravam meu rosto e seus dedos acariciavam minhas bochechas, fazendo-me suspirar em agrado ao carinho tão gostoso.

—Onde vai com tanta pressa, mocinho?

—Brincar com o Taetae, mamãe. – eu disse, indo até a porta e a abrindo _ Ele veio me ver! Veio me ver como prometeu! – exclamei com empolgação.

Faziam alguns dias desde que as férias de verão começaram e desde então eu não vi Taehyung, meu melhor amigo, mas na noite passada, por volta das onze e meia, ele telefonou e eu saí do meu quarto sorrateiramente para atender o telefone enquanto meus pais dormiam. Falamos por longos minutos, e quando senti o sono me dominar, me despedi, como ele prometendo que me visitaria no dia seguinte.

—Querido, mas o almoço já está quase pronto. – ela insistiu, mas eu já estava saindo de casa feito um furacão.

—Não estou com fome. Quero brincar com o Taetae.

Peguei minha bicicleta, que estava jogada no chão do quintal e a levantei, empurrando-a na direção de Taehyung, que sorria daquele jeito bonitinho para mim.

—Olá, senhora Park. – Tae disse, todo educadinho enquanto acenava para minha mãe.

—Olá, Taehyung. – mamãe respondeu, sorrindo para o garoto – Quer almoçar conosco?

—Talvez depois de brincar, senhora Park.

—Jimin, querido, não esqueça seu capacete e as cotoveleiras.

—Não preciso, mamãe, já sou bem granadinho para essas coisas. – eu disse, montando em minha bicicleta.

Eu ainda usava todas aquelas coisas de proteção que mamãe achava tão necessárias na última vez que Taehyung e eu andamos de bicicleta pela rua, mas depois de ele dizer que aquilo era para bebês e que não precisávamos daquilo, decidi que nunca mais usaria.

—E você, Taehyung? Onde está seu capacete?

—Não preciso dele, senhora Park. Sou granadinho também. E, além disso, se eu me machucar, Jimin me da um beijinho e o machucado sara rapidinho. – o Kim disse, abrindo aquele sorriso quadrado todo bonitinho outra vez e minha mãe balançou a cabeça, sorrindo para nós enquanto murmurava que ele era adorável.

E era verdade. Taehyung era tão adorável quanto o filhotinho de labrador desajeitado que ele ganhou no seu último aniversário.

Mamãe voltou para dentro de casa e então Taehyung subiu em sua bicicleta, sorrindo para mim antes de começar a pedalar. Segui o garoto a minha frente, mordendo meus lábios cheinhos para conter o sorriso ao notar suas meias coloridas bonitinhas.

—Gostei das suas meias. – eu disse quando consegui ficar ao seu lado, com ele virando o rosto para olhar para mim.

—Gostei da sua blusa. – sorriu largo.

Senti minhas bochechas corarem, não pelo fato de eu estar usando a blusa de ursinhos que ele me deu de presente no meu último aniversário – devo dizer que só gosto da blusa porque foi ele quem me deu –, mas sim por ele ter me feito um elogio, o que não era assim tão incomum, porque Taehyung estava sempre me elogiando, fosse pela minha bocha cheinha, meus olhos que ficavam ainda menores quando eu sorria, minhas bochechas salientadas ou minhas mãozinhas pequenas; mas era sempre uma sensação, hum, intrigante quando ele me fazia um elogio.

—Não podemos ir muito longe. Mamãe sempre diz que só posso dar a volta no bairro e voltar.

—Dar a volta no bairro é coisa para bebês. – Tae disse, começando a pedalar de pé e eu imitei seu ato – Vamos na pracinha perto da escola. Abriu uma sorveteria lá.

—E daí?

—Daí que eu quero te pagar um sorvete de chocolate.

Assim que chegamos na pracinha, deixamos nossas bicicletas no chão, perto dos balanços. Achei que Taehyung quisesse que eu o empurrasse, porque ele adorava ficar no balanço, mas ele segurou minha mão e me arrastou até a sorveteria.

—Onde conseguiu dinheiro? – perguntei, sentindo seus dedinhos fazerem carinho nos meus.

—Mamãe me deu. Eu disse a ela que tinha um encontro.

—E você tem?

—Tenho. – ele sorriu, parando diante do balcão – Dois sorvetes no copinho, um de chocolate e um de morango, por favor. – pediu ao homem que nos atendeu – Ah! Eu quero a colherzinha vermelha no meu, que é o de morango, e azul no do Jimin. – completou.

Logo depois estávamos voltando para onde tínhamos deixado nossas bicicletas. Nos sentamos ali, um de frente para o outro, com as pernas cruzadas como os índios fazem. Taehyung colocou seu pote de sorvete no chão depois de tomar um pouco e então pegou o meu, colhendo um pouco com a colher azul e me mandando abrir a boca.

—Sua boca é bonitinha. – ele disse sem a menor vergonha depois de me dar sorvete na boca.

Envergonhado, tomei o pote de sua mão e fingi não ouvir, como sempre fazia quando ele me dizia aquilo, porque por alguma razão aquilo me fazia querer sorrir bobo mesmo com as bochechas ganhando a cor de uma maçã do amor como a que comemos no parque nas férias do ano passado.

—Quando é o seu encontro? – perguntei, sentindo uma pontinha de, hum, ciúme ao mencionar o tal encontro.

Nossos únicos amigos eram nossos hyungs, que estavam uma série à nossa frente na escola, mas desde que o garoto mais novo se mudou para cá, Taehyung tem incluído ele no nosso grupo de amigos e isso me deixava um tantinho enciumado porque eu temia deixar de ser seu melhor amigo. Fora as garotas da sua sala, que sempre convidavam ele para provar o sabor do gloss que elas usavam e escreviam bilhetinhos para ele dizendo coisas ousadas demais para crianças da nossa idade. Eu não gostava nem um pouquinho delas, estavam sempre tentando roubar o Tae de mim e nem tentavam esconder isso.

—Hoje. – deu de ombros.

—Quando?

—Agora.

—Então por que 'tá aqui comigo? – não nego que fiquei um tantinho triste, porque não gostei nada da ideia de Taehyung ter um encontro.

Porque o meu encontro é aqui, com você, Jimin. – revirou os olhos – Você 'tá meio lerdinho. Acordou agora a pouco? É, deve ter sido isso. O sorvete 'tá gostoso?

—Tudo que é de chocolate é gostoso. – foi a única coisa que consegui responder. Ainda estava em êxtase com o que ele disse.

Eu estava em um encontro!

Eu estava em um encontro com Kim Taehyung, o garoto mais bonito da escola inteirinha!

Eu estava em um encontro com o meu melhor amigo!

Eu estava em um encontro com um garoto!

—'Tá, essa estratégia não funcionou, mas tudo bem. Yoongi hyung me disse para partir para o plano B se o A não funcionasse.

—Plano B?

—Fecha os olhos, Jimin.

—Por que?

—Só fecha.

Respirei fundo, deixando meu sorvete no chão junto ao seu e então fechei os olhos, apoiando minhas mãos na grama baixinha. Não podia ver, mas senti quando Taehyung se aproximou, porque sua respiração estava batendo no meu rosto.

—Yoongi hyung disse que eu saberia quando estivesse com você, ele disse que você daria sinais, mas você não 'tá dando nenhum sinal e ele disse que se você não desse ao menos um sinalzinho eu devia perguntar. – respirou fundo – Aish, eu 'tô com vergonha e isso nunca acontece. – ri baixinho, não querendo deixá-lo irritado – 'Tá legal, eu sou corajoso! – respirou fundo outra vez – Eu vou te beijar, 'tá, Jimin-ah?

Apertei a grama fofinha entre os dedos, nervoso. Se meus olhos estivessem abertos, estariam arregalados agora. Eu não sabia o que dizer, nunca tinha sido beijado por uma garota antes, quem dirá por um garoto.

Permaneci calado, estático. Na ausência de uma recusa, Taehyung se aproximou mais, e no minuto seguinte eu pude sentir sua boca, macia e gelada por conta do sorvete, tocar a minha de forma suave. Nossas boquinhas ficaram grudadas por um bom tempo, e embora eu não pudesse ver, tinha certeza de que minhas bochechas estavam da cor de um tomate agora. Quando Tae separou sua boquinha da minha, deu-me vários outros beijinhos rápidos, que faziam um barulhinho engraçado quando nossas bocas se encontravam. Em seguida o Kim distribuiu beijinhos pelo meu queixo, bochechas, testa e até a pontinha do meu nariz foi beijada!

—Pode abrir os olhos, Jimin-ah. – ele disse depois de depositar um beijinho em um dos meus olhos – Gostou do beijo? – perguntou descarado e eu, envergonhado, assenti com a cabeça, vendo-o sorrir largo.

—Mas, Taetae, beijo não tem que ter língua?

—O Yoongi hyung disse que tem, mas o Hoseok hyung disse que era melhor não usar a língua porque eu ainda não sabia o que fazer. Depois as coisas ficaram confusas, porque Namjoon hyung disse que eu só deveria me deixar levar pelo momento e Jin hyung disse que eu devia provar você como uma comida saborosa. Estranho. – fez uma careta engraçada – Achei melhor escutar Hobi e Nam hyung, embora eu estivesse empolgado para usar a língua, como Yoongi hyung sugeriu.

—Tae, você me beijou só 'pra sentir o gostinho do meu sorvete? – perguntei, um tanto inseguro.

Eu sei que nunca tinha beijado ninguém antes e que, se parar para pensar, aquilo nem tinha sido um beijo de foram que tira o ar e tudo mais, mas eu tinha gostado. Juro de mindinho, pelo meu carrinho de bombeiro, que gostei muito de ser beijado por Taehyung, mas queria que ele tivesse me beijado por querer, e não por qualquer outro motivo.

—Te beijei 'pra sentir o gostinho de Park Jimin.

—E que gosto eu tenho?

—Gosto de Park Jimin, ora. – deu de ombros.

—E é bom?

Ele abriu aquele sorrisinho quadrado de que eu tanto gostava e se inclinou para frente, juntando nossas boquinhas outra vez, mas foi tão rapidinho que mal deu para sentir, o que resultou em uma feição emburrada em meu rosto, mas que foi substituída por um sorrisinho tímido e abobalhado no instante em que ele respondeu:

—É muito mais que bom.

E então ele segurou minhas mãos, parecendo ter se esquecido totalmente dos nossos sorvetes, que já começavam a derreter. Eu amava sorvete de chocolate, tanto que chegava a chorar quando mamãe não me deixava tomar depois do jantar, mas naquele momento não me importei em perder o sorvete, porque era melhor perder chocolate que perder o carinho gostoso que os dedos de Taehyung faziam nos meus, tão pequenos quando comparados aos de qualquer outra pessoa.

Suspirei quando minhas mãos foram levadas aos seus lábios rosados e ele depositou um beijinho em cada um dos meus dedos, dizendo a cada um deles que eram as coisinhas mais adoráveis que ele já tinha visto. Apenas sorri, adorando ser mimado pelo garoto de sorriso quadrado, até que aquele carinho acabou, com Taehyung deitando na grama e me encarando em um convite para fazer o mesmo. Me deitei ao seu lado, e quando o vi mirar o céu azul, fiz o mesmo. E enquanto eu observava as nuvens, bem menos bonitas que os olhos de Tae ou qualquer outro detalhe seu, senti sua mão segurar a minhã e seus dedos se entrelaçarem aos meus sobre a grama.

Naquele momento, ouvindo os pássaros e encarando o céu azul de mais um dia ensolarado da nossa estação favorita do ano enquanto segurava sua mão, tive a sensação de que nunca mais a soltaria.


Notas Finais


ai é isso

tô nervosa


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