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História 2004: Quando Marte se apaixonou pela Lua. - Capítulo 2


Escrita por: e phemerose


Notas do Autor


📂 𝐅𝐈𝐂𝐇𝐀 𝐓𝐄́𝐂𝐍𝐈𝐂𝐀
⠀⠀ Capítulos — 2/2

Capítulo 2 - Quando marte e a lua começaram a orbitar no baricentro


 

29/09/2020

Os dias passaram e Chenle amava cada vez mais a presença de Jisung. Era legal, um bom rapaz e muito espirituoso. A cada momento que passavam juntos, Chenle conseguia descobrir os sentimentos repentinos que surgiam dentro dele, embora estivesse confuso sabia que os seus sentimentos eram verdadeiros. Chenle não se atreveu a dizer ao homem de cabelo grisalho, pois temia não ser recíproco. Era o que menos queria, por isso escolheu manter segredo.

Isso daria uma oportunidade ao tempo. Era tudo questão de tempo, tudo. Saíram algumas vezes e conversavam virtualmente, mas ele não achou que fosse suficiente para se conhecerem completamente.

Hoje teria outro encontro com Jisung. Foi estranho chamar de encontro, mas talvez tenha sido um. Park tinha enviado uma mensagem a Chenle, dizendo que iria procurá-lo em seu apartamento e que o levaria a um lugar para que ele pudesse dizer-lhe algo. Mesmo que não soubesse do que se tratava, todo o seu corpo estremecia, só para saber o que era.

~

As horas não passaram. Chenle estava prestes a levar a mão sobre aquele maldito ponteiro para quebra-lo por causa de tanto atraso. Estava ansioso por ver o rapaz que ganhou o seu coração numa questão de segundos. Jisung era realmente uma pessoa muito interessante, então Chenle não hesitou em se apaixonar rapidamente por ele — mesmo que não tivesse certo conhecimento da sua vida, estaria num encontro com o mesmo em que pensava constantemente.

O seu nervosismo estava a matá-lo internamente, fazendo-o continuar a andar de um lado para o outro. Haechan estava comendo um salgadinho enquanto observava o seu amigo nervoso falando sozinho e se olhando ao espelho a cada segundo.

— Irmão, acalme-se. Você vai desmaiar com tanta pressão — Hae disse, mastigando outro salgadinho após falar. Chenle olhou para ele e foi até o mesmo, sentando-se ao lado dele. — O que foi agora?

— Estou muito nervoso e por isso eu vim perguntar se minha aparência é bonita ou se falta alguma coisa. — Chenle esperou ansioso pela a resposta do amigo, que estava analisando-o com uma aparência pouco engraçada.

— Você está bonito, mas acho que deveria ter tingido o cabelo, porque é muito estranho te ver como uma pessoa normal.

— Então eu pareço um louco? — Chenle ergueu uma sobrancelha, talvez indignado com o que seu amigo havia dito. Haechan, sem um pingo de medo, acenou com a cabeça em concordância. — Ok, então eu talvez seja um alienígena com esse cabelo.

— Exatamente! — Haechan exclamou. No mesmo momento, ele se arrependeu tanto que gritou aos céus que se agora fosse o seu momento, ele gostaria apenas de terminar seu salgadinho. — Quer dizer... Não, você não se parece em nada com um alienígena. Você está ainda mais bonito — disse ele, tentando consertar as coisas.

 — Posso desconsiderar o que você disse por que estou prestes a sair e não quero que minha imagem seja bagunçada.

No mesmo momento que ele terminou a sua fala, ouviu a campainha tocar, possivelmente era Jisung, mas ele havia dito que o buscaria depois das cinco e ainda eram quatro horas. Mesmo assim, ele caminhou até a porta, pairando a maçaneta e abrindo ela um pouco.

Era Jisung. Estava com um belo sorriso no rosto e vestimentas causais não muito chamativas. Em suas mãos, ele segurava um pequeno buquê de flores avermelhadas puxadas para laranja.

— Para ‘Marte’ — Jisung falou, entregando o buquê de flores ao menor em sua frente. — Não sabia de que tipo de flores que você gosta, então trouxe uma pensando na cor de seu cabelo. — Riu sem graça.

— Muito obrigada. — Sorriu agradecendo ao garoto, aproximando as suas narinas e experimentando um bom aroma natural vindo delas. — Elas são lindas.

Em alguns segundo de silêncio, ouviu alguns passos vindos atrás de Chenle e, com certeza, era Haechan vindo na direção deles.

— Sou Haechan, amigo deste camarada aqui. — Haechan se meteu no meio deles, estendendo a mão para Jisung, que logo em seguida apertou e balançou. — É o seguinte, eu não quero tomar muito tempo de vocês, mas eu apenas queria dizer a você, Jisung, que qualquer que seja a sua intenção com o meu amigo, apenas cuide bem dele. Chenle fez e faz muita coisa por mim, ele é importante e você não sabe o quanto. — Chenle ficou impressionado com o que seu amigo disse, bem como viu seus olhos brilharem. Hae era também importante para ele e não sabia o quanto.

Haechan olhou para Chenle com um sorriso amador. Zhong o amava, mesmo que em todas as vezes eles fossem rudes um ao outro e apenas conversassem entusiasmados quando o assunto era anime.

— Cuidarei bem dele... Haechan — Jisung articulou, sorrindo fino enquanto contemplava Donghyuck semicerrando os seus olhos. Engoliu o seco da saliva, fechando os olhos quatro vezes, e seguiu seu olhar ao encontro com os de Chenle. — Vamos? — Zhong concordou afirmando com a cabeça.

— Deixe-me colocar este buquê sobre a mesa. — Jisung concordou enquanto colocava as mãos no bolso. Chenle entrou no apartamento e se dirigiu à mesa, onde colocou o buquê e aproveitou para abraçar o amigo que estava colocando refrigerante no copo em cima do balcão. — Obrigado, Hae, mas nunca mais repita isso. — Chenle falou no meio do abraço, ouvindo uma risada fraca de seu amigo retribuindo o abraço.

— Chenle, você tem minha palavra de que nunca mais farei isso, mas me prometa que se esse garoto estranho como você fizer algum mal, vai me ligar com urgência que irei correr para te encontrar, certo? — Haechan falou olhando sério para o amigo, que concordou ao mesmo tempo em que sorria. — Agora vá!

Chenle estimulou um sorriso em seu rosto e agradeceu mentalmente aos céus por ter um amigo que se preocupa consigo. Ele era bastante sortudo. Ele foi em direção a Jisung, fechando a porta a partir do momento em que saiu do seu apartamento, vendo-o assoviar de costas observando o início do pôr do sol em cores variáveis. Jisung percebeu a presença do menor naquele ambiente, ficou de frente ao garoto de cabelo indistinguível e sorriu.

— Podemos ir agora? — Jisung questionou novamente vendo a confirmação de Chenle. Ambos foram em direção à escada. — Esse Haechan é sempre assim? — Jisung fez uma pergunta enquanto desciam as escadas.

— Foi assim, é assim e sempre vai ser assim.

~

Eles estavam caminhando em um lugar com muito pouca gente. A paisagem daquele lugar era de surpreender qualquer um. A grama estava sendo iluminada pela força do pôr do sol da mesma forma que sua pele ficava dourada quando era exposta pelo short que vestia. Jisung sentou-se na grama verde ao lado de uma cerejeira e Chenle fez o mesmo.

― Aqui é muito bonito ― disse Chenle, seguindo seu olhar para cada espaço daquela paisagem, apreciando a beleza da natureza. O pôr do sol ainda era testemunhado naquele momento, sustentando ainda mais aquele gigantesco recinto. ― Você disse que queria me dizer algo. O que era?

A cada segundo ou minuto que Chenle passava admirando aquela área tranquila, Jisung o admirava em silêncio. Esperava o momento certo para compartilhar tudo o que sentiu nesses últimos dias que passei juntos. A cada ocasião, ambos exporam suas vidas um ao outro, a cada momento que se tornava único e fazia Jisung conhecer sua paixão. A barriga dele estremecia a cada olhar em seu rosto, como se fosse o encontro de duas estrelas lutando uma com a outra ou quando orbitassem no mesmo baricentro.

― Eu não posso dizer isso facilmente ― ele falou, apoiando os braços nas costas e levantando o joelho esquerdo. Suspirou profundamente. Ele não esperaria mais para expor tudo o que sentia. Era agora ou nunca. ― Sabe, nestes últimos dias, senti algo estranho dentro de mim. O amor não tinha sentido na minha vida e eu não tinha esperança de que isso acontecesse — ele fez uma pausa ― até eu encontrar você. Eu sei que é estranho, mas...

— Não é estranho. Na verdade, isso é um sinal de que o que sinto é recíproco. — Chenle cortou seu discurso. As palavras daqueles lábios foram capazes de encher Jisung de prosperidade. Talvez o universo estivesse a favor do seu desejo.

― Chenle, eu estou apaixonado por você. ― Enfim, ele disse tudo o que queria dizer antes. Ele disse quase tudo. ― Tudo sobre você me fez saber que você é a estrela de que preciso para o meu sistema binário. Seu cabelo é estranho como o meu e isso nos traz uma conexão. Por favor, diga. Diga tudo o que você sente também, só quero ouvir de você também.

― Jisung, eu não preciso dizer mais nada, porque você disse tudo que eu também queria dizer. Só te agradeço por fazer parte da minha vida ― disse Chenle, olhando fixamente para ele.

Jisung sorriu amplamente. Então ele se aproximou do semblante de Chenle, pegando sua mão e puxando-o suavemente para mais perto. Os lábios se tocaram e se beijaram com intensidade e casta paixão. No beijo, todo amor possível foi compartilhado e presente em ambos, tendo assim a noção o quão apaixonados eram. Ambos precisavam e não estavam mais confusos com seus sentimentos, pois agora sabiam que tudo era recíproco.

Eles se separaram quando faltavam oxigênio, depois disso, sorriram. Depois partiram para um abraço intenso e apertado, unindo-se aos corações que batiam intensamente, pois estavam celebrando um amor vivo.

 

O dia em que Marte e a Lua, dois fenômenos da astronomia formados por diferentes massas e gravidades, entraram em um sistema binário. Eles orbitam no mesmo centro, mas o secundário não brilha menos que o primário e nem o primário brilha mais que o secundário, porque tudo incluindo o amor é capaz de fazê-lo brilhar sem necessidade e esforço



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