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História 2020: Ilhabela - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá pessoas, sei que sumi e muitos de vocês amavam minha história alternativa de Ao no exorcist, no entanto, tenho tentado abrir com uma base nova, de forma a criar algo inspirado ainda em ficção mas em um plano mais 3D se vocês bem entenderam kkk.
Espero que gostem e que me ajudem a moldar essa história conforme comentarem.

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Introdução.


Fanfic / Fanfiction 2020: Ilhabela - Capítulo 1 - Capítulo 1 - Introdução.

POV Narrador

Já se passaram 3 anos desde o fim da humanidade, a população em massa foi aniquilada por um vírus extremamente poderoso e mutável, no entanto, esse vírus não matava as pessoas, as transformavam em bestas comedores de carnes. Isso mesmo, o vírus transformava as pessoas em zumbis.

Em 2020, esse vírus se deu início na China, onde o primeiro infectado saiu para as ruas de Wuhan, infectando mais de 30 pessoas, a partir daí, o caos se espalhou a um nível mundial. Os EUA fecharam as fronteiras muito tarde, e eles tiveram uma enorme guerra civil contra esses infectados, e eles perderam a batalha.

Com o passar do tempo, todos os governos caíram, e não sobrou nada além de sangue e mortos caminhando pelas ruas. Por um instante, parecia que a humanidade estava perdida, humanos comendo humanos, ou melhor, monstros comendo humanos. Porém, com o tempo, a humanidade começou a respirar novamente, pois pequenos grupos se formavam por aí, grupos de sobreviventes.

A história que será contada aqui é a história de um grupo de sobreviventes em Ilhabela, uma ilha isolada do continente por quilômetros de mar aberto. Nessa ilha, a sociedade também acabou, sobrando apenas alguns grupos de sobreviventes, dentre eles nossos personagens principais.

POV Gabriel Stabile

Eu estava nas plantações, deitado entre os sacos de sementes e dormindo tranquilamente para matar o trabalho e assinar a folha de ponto para dizer que fiz algo no dia e ganhar minha comida, quando recebo um chute de leve na minha perna e um grande sermão logo depois.

– Para alguém que me enche o saco por alguns refrigerantes você tem trabalhado muito... – Disse Isabella de forma sarcástica, o que me gerou um leve sorriso em meio ao ato de acordar.

– Você sabe que trabalhar nessa merda não é pra mim... – Respondo de forma preguiçosa, ainda deitado.

– A questão é que você não trabalha em nada! Já te coloquei em todas as funções possíveis, nas plantações, na coleta de água, na cozinha, na segurança dos portões... – Disse ela em um alto nível de raiva e continuando o sermão.

– Na minha defesa... Me colocar pra cozinhar foi cruel, você sabia que eu iria queimar as porções... – Respondo de forma sarcástica e vitimista.

– Você sabe o quanto que eu e a Duda arriscamos pra manter você do lado de dentro desses muros, e é assim que você agradece? Eu deveria botar você nos grupos de busca pra virar petisco de zumbi...

Ela sabia que eu não sabia fazer nada, e ainda assim me ajudou aqui dentro, mas em momento algum eu pedi por isso.

– Se eu me lembro bem, eu tava bem tranquilo na minha casa no Sul, com todo o suprimento do mercado e da loja de conveniência... Mas vocês apareceram pedindo ajuda e eu ajudei com isso, e eu ajudei porquê sou um amigo muito foda.

– ISSO FOI 2 ANOS ATRÁS GABRIEL... – Ela respira fundo e então controla o volume, algo que ela não consegue fazer nem fodendo –Tá, já que você quer assim, você vai sair amanhã, com o Luiz e os outros para buscar comida na Vila...

Ao ouvir isso me levanto rapidamente –COM O LUIZ? POR QUE NÃO COLOCA LOGO UMA BALA NA MINHA CABEÇA? –Respondo muito irritado com aquilo.

–Você que sabe, ou isso, ou o conselho vai te expulsar...

–Foda-se você e o conselho, eu não vou com ele –Respondo a interrompendo, indo direto pra saída.

–Gabriel Armando Stabile Paschoal... –Disse ela num tom muito puto o que me fez congelar completamente –Você vai sim, e se não for... Eu vou te descer tanta porrada, que vai desejar que um zumbi te mate...

Ela me olhou com uma cara tão assustadora, que eu nada mais fiz a não ser concordar e ir para o meu quarto. Caso você esteja se perguntando, nosso acampamento, esconderijo, base ou qualquer outro nome que você queira usar se predomina em toda a Barra, da balsa até as ruas de dentro onde ficam as casas. Temos plantações, estações de tratamento de água e muita comida, fora um grande arsenal tático que pegamos numa excursão ao continente. Nosso principal prédio é o hospital, onde foi o primeiro ponto de controle que a Isabella e os outros fundadores tomaram para si após aquele caos todo. Sendo assim, algumas das salas foram convertidas em quartos para os moradores do grupo.

Ilhabela é uma cidade respectivamente grande para uma ilha, algo que exemplifique isso, era sua população, pois havia cerca de 40 mil habitantes. Hoje, tenho conhecimento de apenas algumas centenas de habitantes, graças ao vírus perdemos muitas pessoas que nós nos importávamos. Os primeiros meses foram tranquilos em questão de mantimentos, no entanto, os grupos começaram a lutar entre si depois de um tempo para estocar a pouca coisa que tínhamos. Nesse momento por exemplo, nosso grupo está em uma guerra sem fim com um grupo da Vila, eles se chamam de "Serafitas".

Um dia inteiro se passou e a noite se aproximou mais rápido do que pensei, eu decidi caminhar pelas ruas do acampamento, para fingir que eu estava fazendo algo de importante. Ao passar perto da tenda onde os "líderes" do nosso grupo se reuniam, pude ouvir uma discussão alta entre a Duda e Isabella contra o Gustavo, pelo o que entendi, ele queria convencer a Isabella deixar ele liderar um ataque direto aos Serafitas, a coisa ficou apimentada e logo a Duda abriu o berro, dizendo que essa guerra era uma idiotice e que ela tinha 5 feridos para cuidar, logo após isso ela saiu da tenda e me viu encostado no muro logo ao lado, vindo até mim.

–A gente já não conversou sobre você ficar escutando essas reuniões? –Perguntou ela cruzando os braços e me encarando com uma sobrancelha arqueada.

–Com esse volume... Acho que só sendo surdo para não escutar... –Falo de forma sarcástica me desencostando do muro e acompanhando ela até a enfermaria –E então? Devo colocar o colete, pegar um fuzil e marchar, comandante?

–Pergunta pra Isabella... Ela que manda nesse setor... –Diz ela um pouco brava.

–Olha, se você quiser eu dou uma passada no quarto do Gustavo e sufoco ele com o travesseiro... –Falo brincando mas com um fundo de verdade.

–Seria uma boa, mas a Bárbara vai encher o saco depois... Só me ajuda com os feridos da última busca de suprimentos... Eles encontraram com uns Serafitas, temos 4 mortos e 5 feridos.

–É meio irônico o fato de eles saírem pra buscar suprimentos e termos que gastar suprimentos com eles... –Falo abrindo a porta da antiga Emergência e indo com ela para cuidar dos pacientes.

Passei o resto da noite ajudando a Duda com o que eu podia, eu até suturei o rosto de um cara! Mas tenho certeza que não vai ficar nada bonito. Enfim, amanhã irei para participar do próximo grupo de busca por suprimentos, espero não voltar como um desses caras. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, como estou empolgado com essa história, escrevi três capítulos seguidos, irei postar todos de uma vez pra alegria de quem quer acompanhar essa história. :)


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