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História 2020: Ilhabela - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá pessoas, sei que sumi e muitos de vocês amavam minha história alternativa de Ao no exorcist, no entanto, tenho tentado abrir com uma base nova, de forma a criar algo inspirado ainda em ficção mas em um plano mais 3D se vocês bem entenderam kkk.
Espero que gostem e que me ajudem a moldar essa história conforme comentarem.

Capítulo 3 - Capítulo 3 - Progresso


Fanfic / Fanfiction 2020: Ilhabela - Capítulo 3 - Capítulo 3 - Progresso

POV Duda

Já passara das quatro da tarde e eu e a Isabella estávamos entrando com o Gabriel no hospital, onde rapidamente chegava Susan com uma maca e 3 homens a acompanhando, e eu comecei a falar tudo o que eu precisava.

–Preciso de 3 bolsas de sangue A+ e mais 2 litros de soro, preparem a sala de cirurgia, acho que o pulmão tá entrando em colapso. –Então dois dos homens saíram correndo para buscar as coisas e eu segui com eles em direção da sala. Em algum momento, a Isabella parou de nos acompanhar, eu não lembro direito, pois o meu foco era no ferimento que tinha voltado a sangrar.

Ao chegarmos na sala, comecei a fazer o meu trabalho:

–Tem ferimento de saída? –Perguntei enquanto eu abria o kit de cirurgia.

–Tem, mas acho que realmente perfurou o pulmão, sem falar na escápula que provavelmente virou pó... –Disse a Susan colocando as luvas.

–Caso de ferimento por arma de fogo... Nunca se sabe o que pode acontecer... –Falei de forma que eu mesma me ouvisse, como uma forma de prestar atenção. Eu rapidamente fui até a mesa e comecei a opera-lo.

(6 Horas depois)

Já se passaram 6 horas de cirurgia, e ele parecia estar estável, então pedi para a Susan fechar e arranquei todo o uniforme cirúrgico e segui exausta pelos corredores do hospital até a sala de espera. Ao chegar lá, vi a Isabella sentada dormindo no sofá e me sentei na ponta dele, tirando uma mecha de cabelo que estava entre os olhos dela, fazendo um cafuné após isso. Ela acordou no susto, como se tivesse acabado de ouvir uma explosão ou algo parecido.

–O Gabriel?! Como ele tá? –Perguntou ela preocupada.

–Relaxa, ele tá bem, você tá acabada, descansa um pouco... –Disse a olhando de leve e continuando o cafuné.

–Detalhes... –Disse ela fechando os olhos e de forma mais calma e leve, parecendo até um bebê.

Eu dei um leve suspiro de exaustão e respondi –O pulmão esquerdo foi perfurado, a escápula foi moída pelo impacto, então colocamos uma placa no lugar, eu controlei as hemorragias e agora ele tá dormindo e estável.

–Hum... Se ele morresse eu mataria ele... –Disse ela com uma voz de sono, e isso me fez dar um sorriso de leve.

–Eu também mataria ele... Agora tenta dormir um pouco, se precisar manda me chamar, vou ver como ele está –Respondi com um leve riso no começo e terminando de forma fofa, puxando minha mão e acariciando a bochecha dela no final. Então eu levantei e fui até o quarto que colocaram ele para checar. Fiquei cuidando dele até tarde da noite.

POV Gabriel

Eu acordei com uma enorme dor de cabeça, parecia até que eu tinha bebido todas no carnaval e acordado no chão... A diferença é que eu estava num leito de hospital. Eu estava meio desnorteado e então olhei ao meu redor, eu não vi nada além de um quarto comum, fora a Isabella dormindo encolhida na poltrona do meu lado. Eu estava morto de sede, então procurei algo para acordar a Isa, até que achei uma bengala do meu lado, então eu a peguei e dei uma leve cutucada na Isa, a acordando no susto.

–Caralho Gabriel... Que susto... –Disse ela após um espasmo.

–Você estava dormindo do meu lado, não de um vegetal... –Falo bocejando enquanto ela ria de leve –Água, to com sede...

–Vou pegar pra você... –Falou ela indo até a porta, até que ela foi aberta antes que ela a tocasse.

–Aha!!... Que bom que você acordou... –Disse Gustavo entrando e praticamente berrando de forma irritante.

–Com esse ânimo todo... Eu preferia estar dormindo... –Disse de forma sarcástica, olhando para o teto.

–Ta bom, sei que vocês não gostam de mim, mas acho que você vai gostar um pouco mais agora –Disse ele se apoiando na parede.

–Deixa eu adivinhar... 3 semanas de cama e um whisky da sua coleção? –Disse a Isabella se encostando perto de mim.

–Na verdade... Não, a realidade é que aquele cara que atirou em você não quer falar, só se for com você. –Disse ele comprimindo os lábios para um sorriso leve.

–Eu acho que ele não está em condições de conduzir um interrogatório Gustavo. –Disse a Duda que entrava na sala com um copo de água, passando pelos dois e me dando, fazendo com que eu agradecesse.

A presença dos 3 ali comigo me fazia pensar na discussão de ontem entre eles, na verdade a situação piorou meio rápido no quarto enquanto eu lembrava disso, pois o Gustavo começou a falar sobre os Serafitas novamente. Dizendo que era meu dever levantar minha bunda da cama e ir interrogar o cara, o que resultou na Isa e na Duda brigando com ele e logo a discussão de ontem voltou para o meu quarto de hospital. No entanto, o Gustavo joga sempre sujo, ele começou a falar de todas as pessoas que perdemos e falou mais algumas coisas muito babacas referente ao relacionamento das duas.

–É muita coragem sua você falar isso, seu... –Eu nem esperei a Isabella terminar de falar, a interrompi imediatamente.

–SEU GRANDE FILHO DE UMA PUTA... –Gritei de forma grossa enquanto eu puxava as cobertas pro lado e descia da cama, com um pouco de dificuldade por causa da tipoia que imobilizava meu braço esquerdo, indo diretamente até ele e tentando dar um soco na cara dele, onde ele obviamente agarra.

–Eu não quero bater em aleijado... –Disse ele me encarando e zoando pela minha condição atual, mas mal sabia ele que eu com raiva, não ligava muito pra condição. Então eu me torci pelo meu próprio braço, dando um chute no joelho dele e o imobilizei no chão com o braço dele perto de ser deslocado, enquanto eu pisava na garganta dele.

–Interessante... Desse ponto de vista, eu posso deixar você aleijado... –Falo com um olhar sombrio mas falo de forma sarcástica.

–Gabriel... Solta... –Disse a Duda enquanto olhava a cena, e tendo um pouco de compaixão do desgraçado.

Ouvindo ela, eu soltei o braço dele, mas não tirei o pé da garganta dele, pelo contrário, apertei um pouco mais, então me debrucei contra ele.

–Eu vou interrogar o cara... Mas se você machucar uma dessas duas lindas mulheres ali na sua frente... Eu acabo com você de uma forma que você vai me implorar pra eu meter uma bala na sua cabeça... –Logo eu soltei ele, peguei o copo de água e tomei alguns goles.

–Obrigado Gabriel... –Disse ele começando a se levantar do chão.

–É, vai se foder você também. –Disse virando o resto da água na cabeça dele e saindo do quarto, indo direto para o interrogatório.

Eu demorei um pouco para chegar lá, minhas pernas estavam meio dormentes ainda por causa da anestesia, e eu obviamente não deveria ter saído da cama, mas já que aquele filho da puta pediu minha presença, não posso deixar ele esperando. Ao chegar na sala de interrogatório, vi dois guardas ao lado dele, e mais um na porta, todos encarando o homem amarrado.

–E então... –Disse enquanto me sentava na cadeira a frente dele –Você tem duas opções... Uma, você fala tudo o que sabe sobre os Serafitas e sai daqui só com um tornozelo estourado... Ou... Eu quebro cada osso do seu corpo até você me falar tudo o que sabe...

Ele me encarou com desprezo, como se eu fosse inferior a ele, aquilo quase me fez arrebentar ele de uma vez, no entanto, ele abriu um leve sorriso que eu posso caracterizar como nada além de psicopata, seguindo de uma risada dita como louca.

–Que ironia, eu não posso andar, e você não pode nem bater uma pros zumbis do muro... –Disse ele em tom de zombaria, como se ele estivesse em alguma posição de poder.

–É uma ironia mesmo... A diferença que eu ainda vou me divertir em ver você fugindo dos zumbis... –Respondi dando um sorriso de leve e depois um suspiro –Bom, segunda opção então?

Eu estico a mão pra trás, pedindo pra um dos guardas a faca dele, e assim ele me entrega de bom grado.

–Que tal uma terceira opção? –Disse ele ao me ver pegar a faca –Eu enfio essa faca no seu pescoço e ainda mato os outros 3 que estão aqui, depois eu vou fugir pela brecha no muro lateral que sabemos que vocês tem...

–Olha só... Eles estudaram a nossa base... –Então eu chamei o guarda que me deu a faca para perto, e pedi que procurasse a Isabella –Informe que temos que inspecionar os muros... Cobrir todas as brechas e fortificar um pouco mais...

Ao guarda sair da sala, acho que o imbecil do nosso prisioneiro viu um tipo de brecha, e rapidamente estourou o lacre que o prendia, tentando vir pra cima de mim. Eu rapidamente tentei desviar, mas ele caiu encima de mim, e ele tentou brigar pela faca, a qual eu não larguei por nada. Os outros guardas depois de uns segundos, pegaram o homem e tentaram puxar ele de cima de mim, no entanto, ele arranhou minha cara com as unhas dele, um pouco antes de voar contra a parede.

–Vou matar você... –Disse o preso num excesso de fúria.

–Segurem esse filho da puta... –Respondi enquanto eu botava a mão em meu rosto e vi o sangue escorrer pelos meus dedos, logo eu me aproximei dele, sendo segurado pelos braços pelos guardas –Agora você conseguiu... Vou acabar com a sua existência...

Eu rapidamente passei a faca nas juntas dos joelhos dele enquanto ele gritava de dor e desespero. Os guardas o largaram e ele ficou de joelhos no chão.

–Eae fodão... Parece que você está meio pra baixo... –Falo vendo ele com uma cara figurativamente raivosa e dolorida, mas não querendo deixar transparecer. –Sabe? Eu acho que você tá muito sem expressão... Que tal um sorriso?

–Eu só vou sorrir quando eu chutar o seu cadáver... –Disse ele de forma curta e grossa, ainda resistindo e não querendo falar.

–Ok... Você vai sorrir sim... –Peguei ele pelas bochechas e então coloquei a faca em sua boca, ameaçando cortar, mas nem foi preciso, ele rapidamente começou a se debater, dizendo que iria falar, mas só se eu deixasse ele ir, então eu concordei.

–Olha, tudo o que sei, é que passamos semanas estudando vocês, na verdade, com uma frequência muito maior nos últimos tempos, ouvi boatos de que iríamos atacar vocês em breve, mas não me passaram quando, eu só passei que existe essa brecha no muro, que foi o que encontrei de falhas na proteção... –Disse ele em meio a dor e agonia dos cortes e fraturas. –Agora posso ir embora? Por favor...

–Claro... Guardas... Levem nosso amigo. –Então eu levantei e fui até a porta, ouvindo um suspiro de alívio do homem, que logo teve um saco posto em sua cabeça, e erguido pelos dois, ao abrir a porta, vi o Gustavo parado em frente a ela junto da Isabella e da Duda, esperando pra saber sobre o fim do interrogatório. –Foi molezinha... Ele só me deu uma arranhada no processo...

–E aonde vocês estão levando ele? Ele vai ficar vivo? –Disse o Gustavo com os braços na cintura me encarando e vendo o homem atrás de mim. A Isa e a Duda estavam meio quietas, acho que elas não gostam dos meus métodos pra arrancar a informação, mas sabemos que é bem eficaz...

–É claro que não... Você é idiota? –Eu rapidamente puxei a pistola do coldre pendurado no Gustavo e disparei a arma na cabeça do coitado entre os guardas, ouvindo o grito dele milésimos antes da bala o acertar, deixando ambos carregando apenas um corpo morto e ensacolado. –Pronto... Agora levem pro necrotério... –Falo enquanto giro a arma pelo meu dedo e dou para o Gustavo, que a tomou de minhas mãos com uma certa raiva.

–E então? O que descobriu? –Perguntou a Duda de forma receosa, apoiada na Isabella.

–Eles querem nos atacar, mas não sei quando exatamente, precisamos verificar os muros, dobrar a segurança... e mandar um aviso pra eles... –Disse enquanto eu me virava e ia em direção a cantina.

–E como vamos fazer isso? –Perguntou o Gustavo de longe. Não preciso nem perder meu tempo respondendo ele, eu iria tomar as medidas para enviar a mensagem.

POV Narrador

Algumas horas depois, um cavalo corria em direção a Vila muito assustado, os Serafitas acolheram o animal e nele encontraram amarrado ao pescoço a bandana de comandante do homem torturado pelo Gabriel, muito suja de sangue, os Serafitas receberam o recado, de forma a levarem aos superiores. Nada nessa história é certa, a não ser o fato de que uma Guerra estava realmente se formando. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem aí algo que pode mudar e em pouco tempo estarei aqui para dar continuidade a história.


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