História 2087 - The Walkthrough - Capítulo 11


Escrita por: ¢ e ~Fishbone

Postado
Categorias Originais
Visualizações 9
Palavras 3.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - 11 - A melhor criatura do Gold


Uma semana depois e ainda só se falava da festa. Parece que todo dia descobrem algum incidente causado por ela; foi até apelidada de “O Halloween Perdido”. Joseph sinceramente não sabe nem 10% do que fez. Fora esse assunto, todo o restante ainda era a mesma coisa. A casa dele e Naomi foi reparada. Voltou aquela coisa de virar a noite jogando, estudar, passar algum tempo na cafeteria (as vezes matando algumas aulas), voltar e dormir até repetir o processo diário.

Fez uma coisa que há tempos não fazia: entrou na comunidade atrás de mais informações sobre ToH, a fim de falar com Van Gogh também. A todo momento lia notícias sobre vínculos de essência: pegar características de um Boss e unir ao seu personagem. Criando novas habilidades e efeitos, aumentando ainda mais a variedade do jogo. Com monstros também era possível, mas claro que o que todos queriam era se unir a algum Boss. Começou uma corrida do que foi chamado de Concept ou Conception, foda-se.

A função de Joseph no jogo era procurar por algum Concept interessante que combasse bem com a proposta da Build que tinha. Um Assassin meticuloso, com um vasto arsenal de poções e venenos em conjunto com habilidades sensoriais e de dano explosivo. Essa era a receita de Jack. Quando não estava atrás disso, estava perguntando para os amigos se eles já fizeram com seus personagens, até então todos ainda bem indecisos. Ninguém (ainda) conseguiu fazer com mais de um Boss/Monstro, por isso a insegurança pairava.

— Vamos umas ranked enquanto o restante não aparece para upar? – Joseph estava em call com Malena. Willian, Jonathan e Angelo falaram que iam aparecer mais tarde, só que estavam demorando demais.

— Por mim... só deixa eu arrumar meus itens aqui e vamos. – Com a sua personagem Fenris a garota arrumava a montaria, tinha acabado de comprar uma nova armadura e de fortificar a sua espada. No momento lia os atributos pensando na melhor combinação para fazer dupla com o Assassin.

Enquanto esperava a garota que parecia ter Déficit de Atenção, ia na opção de destaques semanais da arena para ver as batalhas mais pontuadas e conhecer novas builds. Ficou surpreso ao ver Artanis, o personagem de Rodrigo, próximo ao topo. Além de surpreso ficou irritado, não era daqueles que guardava rancor mas o que o loiro fez com eles o chateou mesmo não querendo admitir, e por isso era inaceitável que ele fosse melhor. Resolveu ir para o primeiro da fila Gold.

— Rak... – Enquanto o replay carregava no telão da arena, lia os comentários ao lado, uma metade era composta de elogios e a outra, de muitos xingamentos. Não tinha meio termo. “God” ou “Lixo fedido monodedo”. Riu com a criatividade do ser humano na hora de odiar alguém. Cruzou os braços e começou a assistir.

  O mapa era um que gostava bastante: Ruínas da Caveira de Cristal. Tratavam-se de ruínas decrépitas em meio a uma selva tropical. O mapa era enorme com vários esconderijos e armadilhas para surpreender o inimigo. Era uma partida Solo. A tal Rak, uma Caster, contra uma Lancer. Como era esperado do topo do rank Gold, os jogadores tinham equipamentos absurdos, mas a Caster não parecia tão chamativa contra a outra que basicamente era uma súcubos Lolita, a lança era uma cauda de diabinho. Rak seguia pelo mesmo caminho, baixa, aparência mais delicada, infantil. O robe cobria quase todo o corpo, mas já era normal da classe. Seus cabelos curtos e repicados de uma tonalidade aquamarine. Seus olhos são tão verdes que se assemelham a esmeraldas. Chapéu, o chapéu era importante. Dava muito a cara do que se entendia como bruxo lá atrás nos anos 2000, se duvidar era até mais antigo que isso. O legal aqui era que o seu parecia estar vivo. Dois botões como olhos e uma costura dentada que constituía a boca. O seu cajado sim que parecia algo de ranque alto. Era tipo um candelabro duas vezes o seu tamanho com três velas negras apagadas e no centro um olho mágico, fechado até então.

Até o meio da batalha Rak só fugiu, ou melhor, a Lancer não conseguiu sequer se aproximar da Caster. Ela tinha uma mobilidade absurda e usava magia elemental tipo fogo, ou seja: era simplesmente correr, olhar para trás, soltar algumas bolas de fogo e continuar assim enquanto tenta ativar as armadilhas. Entendeu o porquê dos xingamentos. Se a batalha fosse só isso ele também entraria no time de quem odeia a garota, mas tinha percebido que uma vela estava acesa e outra começava a pegar fogo com o passar do tempo. “Aaah, ela está ganhando tempo”. Agora voltou a ficar interessante de assistir. A Lancer tinha habilidades de encanto, que não acertavam e nem eram boas para uma partida solo. Isso tornava as coisas mais difíceis. Bom, quando as três velas negras acenderam, o olho no centro se abriu e assim a Caster fez a careta mais maníaca que uma garotinha de 10 anos (ou sei lá) faria. Sem perceber Jack fazia um “em nome do pai...” enquanto assistia.

Ela parou de fugir. “Ih, agora a porra ficou séria” e começou a mostrar a língua para a Lancer e fazer outras caretas. Todo o campo já estava queimado, as armadilhas todas ativadas, então tinha um fosso repleto de estacas, um tronco imenso balançando em pêndulo em outra parte, dardos envenenados fincados no outro lado. Uma bagunça generalizada. Rak finalmente tinha a garota onde queria, bem no centro e sem saída. A Caster arremessou o cajado e ele ficou de pé flutuando um pouco mais a frente, bateu as mãos e depois levantou ambas. “Me dê sua força pessoal” lembrou dessa cena, mas ao invés de formar uma genkidama o céu todo ficou vermelho. O olho do cajado começou a brilhar intensamente e ela deu o comando da magia.

— Ragnarok! – O céu vermelho foi apenas o início. Trovões retumbavam antes de dar espaço para gigantescas bolas de fogo (eu estou falando de meteoros), muitas delas dando boas-vindas ao fim dos tempos. Não tinha saída, não dava pra entender porque ela queria a Lancer no meio se NÃO TINHA COMO FUGIR DE TROCENTAS BOLAS DE FOGO! Talvez seja para ela ver tudo direitinho antes de ser reduzida a purpurina multicolorida. Fim. Óbvio que a partida acabou ali.

Procurando saber mais um pouco sobre a build de Rak, não tinha como ela chamar meteoros assim, se não Caster seria a classe mais roubada do jogo. A build que a garota montou que era o segredo. Ela tinha diversos buffs que aumentavam sua mobilidade de poder mágico e poucas habilidades de dano em si, pelo que notou era essa suprema e a outra que usava para ganhar distância. Se ela chegou até o topo do Gold então valia a pena mas sei lá, Jack preferia arrasar com o oponente a todo instante e isso o fazia levar uma surra de Lancers por exemplo, mas quando funcionava se sentia o máximo.

Guardou esse nome e lhe enviou uma solicitação de amizade, agora que voltou a ficar viciado no jogo queria perguntar se ela já tinha feito o tal Concept. Fenris era quem esperava agora, o replay demorou tanto que deu tempo de Angelo chegar, só por causa disso que a garota não reclamou tanto.

— Eai, ainda quer ir um duo ou esperar os outros pra upar? – Perguntou o Assassin. Fenris ficou em dúvida, queria os dois, e então Angelo  teve que decidir por ela.

— Ah, vão uma aí que eu vou entrar na fila também... vai que a gente cai na mesma partida. – Brincou o garoto.

— Vai levar o sacode da sua vida. – Debochou a garota. Watcher piou animado.

Eles entraram na fila ao mesmo tempo, só pela chance talvez. Acharam ao mesmo tempo, o ânimo crescia... tipo será mesmo que deu certo? Fenris e Jack contra Mancer (personagem de Angelo) e um aleatório qualquer? O mapa era uma variação da floresta lullaby. Era noite, com apenas um círculo no meio de um campo aberto entupido de gramado.

Quando todos entraram na partida veio a surpresa, sim! Eles conseguiram se enfrentar. Antes mesmo de começar Mancer já falou sobre os inimigos para o aliado que era um Assassin com a build Shinobi clássica. O personagem de Angelo era da classe Archer e tinha um visual descolado, cabelo negro espetado e um sorriso confiante. A mesma altura que Jack no jogo, o que depois seria motivo de chacota com o garoto. Usava armadura de couro leve de caçador, o arco longo era chamado de Night Gallant cujo efeito era incrível, o deixava completamente silencioso. Armar e disparar as flechas não emitiam qualquer som, ou seja, não podia ser detectado com o Foco, mas essa é só a ponta do iceberg quando se fala da build de filha da puta que Mancer tinha.

Percebeu depois que Fenris nunca dava sorte. A garota reclamava dessa vez do mapa ser noturno, sendo que sua build era voltada pro dia, para a claridade. Foi assim na saga do hospital e agora aqui, já era uma boa desculpa caso perdesse para Angelo. Suas habilidades ainda funcionavam, mas não tinham o bônus tão desejado. Falando em hospital, eu não disse o que Jack fez com as essências que conseguiu. O Assassin faturou duas habilidades interessantes: a primeira se chamava “Nurse’s Call”, uma habilidade passiva em que o personagem conseguia ver a aura do inimigo e aliado quando afetados por debuffs como envenenamento, hemorragia, petrificação, insanidade etc.; a outra habilidade era de fabricação e ele já usou, se chama “Overcharge”. Cria uma poção que duplica todos os atributos ofensivos, mas diminui pelo mesmo valor os defensivos de quem a bebe, depois do tempo limite o usuário fica insano.

A batalha realmente se iniciou quando do nada uma flecha acertou a asa de Watcher. A montaria gritou e alçou voo com a Rider. Sem a proteção da garota Jack teve que lidar com o Shinobi. Como era uma build comum, sabia se proteger das shurikens e investidas cortantes com Ninjato (a arma clássica que todo mundo fazia para essa build). O problema eram as flechas que o acertavam de diversos pontos. Jack ainda podia ouvir seus passos, mas a batalha contra o ninja não lhe dava tempo de reação. Só restava reclamar com Fenris para fazer a parte dela.

— OW! SUA FILHA DA PUTA! ME AJUDA! – Não precisava gritar porque o sistema de voz entre aliados permitia que ambos se escutassem de qualquer distância na arena. Ele só gritou porque estava com raiva e desesperado. Assassins não tinham tanta vida assim para se darem ao luxo de tankar shurikens e flechadas. E claro que a Rider respondeu com toda sua delicadeza.

— Eu tô tentando seu corno! Ele está escondido nas árvores, argh! Odeio esse mapa! – Impulsionou a montaria para baixo, era hora de trocar as posições.

Jack saltou, e quando o shinobi tentou ir atrás uma fucking galinha flamejante e gigante dropou do céu; “Firefall” se chamava a habilidade de Fenris. Ela mergulhava junto com Watcher como um meteoro mesmo sem medo, pegava fogo e batia com a cara no chão sem pensar duas vezes tudo para ver o inimigo explodir e ver a barra de vida sumir. Além levar em cheio o golpe ele ainda ficou com queimaduras, outro status negativo mas que não durava como o veneno, mas causava bem mais dano por segundo, sem falar que era um ótimo catalizador para outros elementos (explico mais tarde). Jack se enfiou no meio das árvores, era hora da caça virar o caçador. Uma das melhores coisas de ser Assassin era que, se você conseguisse se aproximar de um personagem que bate à longa distância, podia fazer o que quiser com ele. Bater na cara, espancar, basicamente ele virava a sua putinha. Estava atrás de Mancer. Saltava nos galhos sempre que sentia o garoto por perto pelo Foco. Conseguiu enganar o arqueiro fingindo ir para um lado, sendo que só jogou uma adaga na direção para fazer barulho e então surpreendê-lo. Quando Mancer foi detectado, ai a coisa fodeu de vez. O Archer ficava ainda mais roubado quando exposto, não era para ser assim.

— Bullseye! – Ativou. Sua íris que era negra ganhou detalhes brancos, alvos para acerto, isso é, contra o inimigo. Sua passiva Ranger ativou junto, agora atirava e se movimentava mais rápido, quanto mais próximo do inimigo estiver. As próximas cinco flechas do Archer tinham grandes chances de causar paralisia (mais um debuff). Disparou a primeira. A flecha tinha uma luz concentrada na ponta. Tenho que lembrar que a habilidade da arma ainda estava ativada, Jack não escutava o som do disparo e mesmo vendo, era muito difícil reagir a tempo sem esse auxílio. Saltou desesperado e escapou por pura sorte, mas logo veio a segunda e Mancer não decepcionou.

O tiro explodiu junto com a luz. Foi tão forte que a barra de HP foi para menos da metade, ainda paralisado não conseguiria fugir do outro. Conectando os disparos, Mancer enraizava o assassino. Outra vez tinha que contar com a ajuda de Fenris. Berrou por ajuda, mas a garota não chegaria a tempo. Jack defendeu o quarto disparo e o quinto deixou sua vida no vermelho.

— Agora você está fodido. – Mancer puxou uma flecha com ponta de parafuso mirando bem na cabeça de Jack. Tinha que preparar rápido porque o efeito da paralisia passava rápido e a próxima habilidade, apesar de ser poderosa, não era tão precisa. – Piercing Shot.

Girava a flecha antes de posicioná-la. Enquanto conjurava a habilidade o ar rotacionava na ponta da arma. Basicamente o próximo tiro seria indefensável, ele ia atravessar tudo cagando para a sua defesa, itens e até seu deus. O efeito tinha acabado, mas não era certeza que fugiria daquilo; teria que ficar olhando e não podia deixar isso acontecer.

— MALENAAAAAA! – Chamar pelo nome dentro do jogo significa que a porra ficou séria e ele precisava muito de ajuda.

Clichê dos quadrinhos ou filmes de heróis, o mocinho salva a pele do arrombado só quando a esperança acaba. A luz foi tapada pela silhueta de Watcher e uma pequena luz prateada emergia do topo, Fenris teve que dar uma adaptada para salvar tudo.

— Sunburst! – A clássica Bang. O flash cegou tudo. O shinobi já estava morto, então se livrou da dor de cabeça de ver tela branca do nada, mas Jack e Mancer levaram o golpe em cheio. A ocasião fez o Archer disparar o ataque daquele jeito mesmo, até foi bom estar cego naquela hora; porque não ouviu e nem viu metade do seu corpo ser arrombado pelo parafuso de vento gigante. Jack também morreu. O próximo movimento da Rider foi reutilizar o Firefall. Mencer nem viu a bola de fogo acabar com o resto dos seus pontos de vida. No fim a vitória foi da dupla Rider & Assassin, se bem que Malena fez tudo e Joseph só serviu para apanhar de tudo e todos. A desculpa do moreno foi porque ele estava sendo completamente focado e por isso a garota brilhou, mas o mérito mesmo foi dos outros dois.

Tá ai mais outra confirmação de que a build dele estava cheia de falhas. Ele precisava corrigir isso logo. Quando Jonathan e Willian entraram só falavam disso durante a Saga. Jack sendo gold, apanhando feio para Mancer e Fenris chutando a bunda de geral no final, isso por enquanto, frisava o moreno como motivo de chacota.

Quase dando a hora da primeira aula na faculdade, Jack teve sua solicitação de amizade aceita e tinha o seguinte recado.

  “Você me adicionou para me idolatrar ou odiar? Independente da sua resposta vai tomar no seu cu :3” Com essa resposta Joseph foi tomar banho, escovar os dentes e tomar café pensando só na frase e rindo.

Nas aulas começou a conversar com a tal Rak. Descobriu que se tratava de uma mulher mesmo e não alguém se passando por uma – o que acontecia bastante –, e que também ela morava aqui em Nova Ipanema a univercidade.  Imaginou o padrão, deviam ter a mesma idade ou ela seria um pouco mais velha. Marcou na cafeteria que sempre ia com os amigos, mas dessa vez sem eles. Estava sentindo falta de passar um tempo só ou de fazer algo sem ninguém por perto. Foi estranho porque ela não queria ir de jeito nenhum e só foi ele falar que pagaria o que ela quisesse da loja que Rak virou a miss simpatia. Era um sinal. As vezes desistir é bom. Se ele tivesse deixado essa história de se encontrar com garota de lado, evitaria basicamente um encosto dos brabos.

Joseph chegou primeiro, pediu um café com mel para começar e aproveitou para conversar com Dash. Agora eram amigos graças aos 10% que se lembrava da festa. Aproveitava para perguntar a ela se lembrava de algo, mas a garota de cabelos multicoloridos fazia que não. Olhou para o relógio do seu aparelho celular e viu que tinha chegado uma mensagem, ela estava perto. Soube que a conhecida também jogava ToH, adicionou e marcou de jogarem juntos mais tarde. Depois ficou encarando a porta imaginando como ela seria (pensava em alguém como Maria por causa dos gostos “otakus” na criação de personagem), mas toda garota que entrava nem dava bola, era até esquisito.

Pediu por outro café com mel e foi no momento em que virou as costas que Rak apareceu: Joseph notou a cara de interrogação que o atendente fez ao olhar para a porta e se virou também. Respirou em profundo desgosto massageando os olhos.

Rak tinha a mesma aparência que sua personagem do jogo. Era costume de alguns usuários transferirem seus perfis para replicar exatamente no mundo virtual, alguns dizem que isso aumenta a imersão, outros só fazem por preguiça mesmo ou para ganhar popularidade. Aquela garotinha de talvez 10 anos saiu na rua com um enorme vestido, meia-calça preta, óculos escuros e um lençol abraçado no corpo. Parecia uma noiva pigmeu com aquele pano arrastando no chão. Joseph abaixou a cabeça rezando.

— Oi! – Disse primeiro para ele, antes de receber a resposta virou-se para o atendente. – Eu quero três da bebida mais cara e três da comida mais cara, na conta dele, ele vai pagar tudo!

Terminou com um sorrisão. 



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