História 2087 - The Walkthrough - Capítulo 9


Escrita por: e Fishbone

Postado
Categorias Originais
Visualizações 14
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Um futuro não muito empolgante


Fanfic / Fanfiction 2087 - The Walkthrough - Capítulo 9 - Um futuro não muito empolgante

Chegou a hora de falar mais um pouco da Terra de 2087. Vocês devem estar se perguntando: “cadê os carros voadores, robôs, câmeras no céu, intervenção militar” e o caralha quatro. Ou será que o futuro deu certo mesmo? Então, a resposta é sim e não. Vou começar contando o que nos levou até este ponto, mas passando bem por cima porque eu não sou professor de história.

Durante muito tempo os Estados Unidos da América eram a nação dominante, ou se faziam parecer, pois na verdade quem mandava era a China. A merda estourou quando um apresentador de programa virou presidente dos EUA. Ai fodeu. O cara era maluco, laranja e parecia um Oompa Loompa. Ele sozinho conseguiu enfiar tão no cu do planeta terra e quase entramos numa guerra nuclear. Bem coisa de filme apocalíptico mesmo. Não chegamos a esse ponto, mas não pense que assim foi melhor. Eu sou do time que acha melhor a humanidade ter acabado naquele momento. Guerras Civis começaram a brotar por todo o mundo e junto com a guerra vieram as crises. Todo um continente sucumbiu, o maior massacre da história aconteceu na África. Parece que a Mãe Natureza colocou o pau na mesa. Superando a Peste Negra, Gripe Espanhola e a Zika, a doença Beelzebu (B0B1) dizimou todo o continente. Foi popularmente chamada assim por causa da sua transmissão se dar por meio das moscas.

Ali parecia o ser o fim. A todo momento alguém olhava para o céu esperando por anjos com trombetas ou então quatro cavaleiros para dar início ao apocalipse bíblico. Não vieram, que pena. Eu podia ficar dias datando as crises que quase levaram a nossa extinção, mas vou deixar para quando algum personagem que estuda história aparecer. Eu particularmente comparo a humanidade com a Era do Gelo. Se autodestruir é natural para nós. Passamos por momentos bons, que criam seres frágeis que leva a decadência e criam seres fortes, mantendo esse ciclo por anos e mais anos.

O projeto de terraformação de Marte foi acelerado. Todas as nações investiram tudo o que tinham para fazer funcionar. Por volta de 2035, as primeiras máquinas colonas começaram o processo. Durante esse tempo a humanidade finalmente investiu em educação, assim corrigindo os estragos depois de algumas décadas. Agora, com metade de um planeta habitável, as pessoas começaram a ser mandadas para Marte. E é lá que os carros voadores e robôs estão. Toda tecnologia de ponta vai para lá e então é desenvolvida somente lá. Seguindo a minha teoria, em poucas décadas o racismo vai desencadear outra grande catástrofe. Eles nem se chamam mais de Terráqueos, são genuínos Marcianos. Com a tecnologia era possível definir o nosso ser, nossa espécie, a nossa estética. Seres humanos melhores, coloridos e resistentes.

A Terra virou apenas uma fornecedora de recursos. Os melhores daqui podem ir para Marte, que agora é um planeta metade azul e metade vermelho, lembrando muito o céu e o inferno. Dessa vez parece que estamos começando certo. Sem religião. Só aqui mesmo que existem os extremistas que teimam em aceitar ou admitir que foram controlados por todo esse tempo. Falando agora de coisa boa, vou dizer sobre a Internet. A gente as vezes consegue fazer algo bem feito. Criaram uma internet universal, um satélite chamado Thot01. Isso unificou de vez todos os países. Óbvio que existem outras internets individuais, provavelmente ilegais e tudo mais, mas como não está me atrapalhando, eu não ligo.

Aqui ainda é mais do mesmo, só um pouco mais bonitinho e limpinho. Aprendemos a reciclar 100% do lixo, sendo a maioria usada como combustível. A condição de trabalho foi melhorando cada vez mais, mesmo que a saúde mental estivesse piorando cada vez mais. É um preço a se pagar, eu acho. Essas Univercidades* exigem demais do indivíduo e se ele ceder à pressão estará condenado. Tem as pessoas que acreditam que viver para sempre no espaço virtual é a melhor saída, mas eu ainda acho loucura. Acredito que já vivemos demais, e está na hora de ir marchando para extinção e deixar a Natureza fazer o resto.

Ufa. Expliquei bastante coisa sobre o ambiente. Agora vou voltar para a vida dos jovens que é o que realmente interessa nesse capítulo.

Joseph marcou com o seu grupo na praça pública, lá apresentaria o último integrante que teve que se afastar por problemas de saúde. Willian e Malena mexiam no celular sentados no sofá da cafeteria. Olhando de longe dava um ar cool para eles. O moreno se aproximava trazendo um garoto magricela, pálido como um fantasma de óculos. Ele estava de cabeça baixa com o braço do maior em seu pescoço... parecia desconfortável, só não se sabia se era a situação ou com outro homem mais pesado ancorado.

— Ai seus cuzão. Aqui está o último integrante. – Fez uma coxinha com a mão, emparelhando os quatro dedos e o polegar. – An-ge-lo .

Falava num sotaque carregado italiano. A cada sílaba ele tremia a mão de coxinha. Willian parou imediatamente o celular para olhar e riu. Fez a mesma mão de coxinha e então disse

— Gorlomi.

Malena olhava para os dois também rindo. Entrou na brincadeira.

— Margheriti.

Os três riam, Angelo levantou a cabeça. Olhava para cada um deles. O que mais lhe assustava era Willian que estava sempre carrancudo. O garoto tirou o braço de Joseph delicadamente e fez a mão de coxinha.

— Decoco.

Ele tinha entendido a referência o que aproximou bastante do restante do pessoal. Secando as lágrimas, puderam deixar a brincadeira de lado e se apresentarem seriamente. Mesmo não parecendo em nada com um líder ao olhar superficialmente, Joseph sempre tomava a iniciativa e trabalhava para uma boa convivência do grupo que liderava.

— Então Angelo Matsumoto, o que te fez me escolher como líder? Tenho certeza que durante a apresentação outros, se não todos, se portavam melhores. – Mesmo sendo oferecido um lugar no sofá e um café na conta de Joseph, Angelo era o único de pé.

—Sim, você tem razão. Todos os outros grupos falavam aquela baboseira de cooperação e se dar bem, que tudo vai acontecer naturalmente e bla bla bla. Já você falou como pensava e o que entendia como negócio. Que esmagaria qualquer outro grupo e não descansaria até ter o melhor projeto. É como eu penso. Se for para se dedicar em algo eu quero que seja melhor que todos. Não quero ficar só com o suficiente, eu quero tudo.

Feito o discurso, os três se olharam impressionados. Tentaram se conhecer mais, saber do garoto enquanto ele perguntava do projeto, até onde avançaram e o que planejavam.

— Não fizemos nada.

— O QUE?! – Berrou chamando a atenção dos clientes no café.

— Tecnicamente fizemos, só que o projeto em si precisa de um componente exclusivo. – Malena começou a explicação. Olhava para os dois lados, estava prestes a contar um segredo. — ... Sangue de virgens.

Angelo tirou os óculos para rir um pouco. Pensou estar enganado a respeito de Joseph. E aquele pessoal ser só mais um monte de gente merda que não leva nada a sério. Depois de ouvir o tapa que Willian deu na garota, Joseph pôde começar a explicar.

— A nossa ideia é criar um amigo imaginário. O Willian estuda I.A e a Malena criação de jogos. Pensamos em criar um dispositivo que desenvolve uma I.A particular que cresce e desenvolve junto com você. Tipo um cachorro ou um filho. – Explicava Joseph.

— Mas isso já não existe?

— É ai que vem a coisa importante. Nós queremos dar esse “poder” a objetos inanimados. Criar uma casa totalmente pensante por exemplo. – Angelo começou a curtir a ideia.

—  Em 30 segundos eu já pensei em 10 motivos para isso dar uma merda enorme. Lembra do código fonte das I.A? Elas não podem pensar sozinhas, nem devem ter liberdade.

— Sim sim, estou ligado. Ela vai ter suas limitações, o que eu estou atrás é do projeto de Tecnificação. 

— Agora eu entendi! Agora eu saquei! – Expressou o garoto pálido. Permaneceram discutindo mais, já pensando no próximo encontro. 

Angelo Matsumoto era um rapaz de bem, exalava essa essência tranquila de alguém que prefere evitar conflitos e preza pela boa convivência com qualquer um. Bastante corajosa essa parte dele, porque mesmo quando odeia outro alguém pelo menos tenta entender o que se passa com ele para julgar depois. Como todo ser humano também é lotado de defeitos, seu orgulho por exemplo, é do pior tipo. Alguém que tenta sempre trilhar o caminho aconchegante se acha no direito de ser arrogante quando se sente superior. Esteticamente é um jovem encantador, estudioso. Seus óculos e o próprio jeito entrega bastante disso. Olhos profundamente verdes, altura mediana, é só um pouco maior que Malena. Se bem que os outros dois são bem altos. Enquanto a menina tinha 1,60, ele a superava com só 8cm.

No final da reunião, Angelo foi convidado para a grande festa no campus B. O garoto já tinha ouvido falar mas estava pensando em não ir, não foi convidado e também não tinha companhia. Preferia então gastar o tempo em ToH. Finalmente alcançou o Gold com o seu Archer, mas parece que será diferente, todos do grupo Branco vão, pensou em participar também.

O moreno pesquisava rapidamente algo no celular e então se preparou para se despedir do garoto.

— Ti vediamo. – Falou com a mão de coxinha. Malena e Willian repetiram o gesto. Angelo apenas riu indo para o lado contrário a eles. Morava no campus B, isso já dizia bastante a respeito dele. Tinha que ser muito esforçado para se manter com todos os mimos do campus.

O trio aproveitaria para comprar roupas para a festa. Era esquisito combinar algo desse gênero, mas Malena conseguiu convencê-los.

A garota era muito engraçada e comunicativa, mas o seu jeito de moleque sem pudor acaba afastando as pessoas menos preparadas. Chega 100% sendo ela mesma, nunca ouviu sobre construção de amizade ou etapas de relacionamento. Ou aceita aquilo todo ou foge, basicamente. E ela não ligava, não mudaria o seu jeito por causa de outro, porém não tinha amigos. Só online, e puta que pariu como ela estourava. Por isso ela aproveitava mais e mais da companhia de Willian e Joseph. Agora em seu círculo tinha Naomi, Maria e Angelo.

— Acho que eu preciso de uma calcinha maneira, uma lingerie combinando... o que acham? – Malena puxava a gola da camisa para olhar o seu sutiã bege, ridículo de velho. A calcinha era azul listrada, o que não combinava em nada.

— Tem que combinar até nisso? – Willian perguntava enquanto Joseph ria da atitude da morena.

— Argh! Você não entende mesmo. É claro que é importante. Vamos. – Pegou os dois pela mão e puxou até a loja de roupas íntimas.

— Tem certeza? No que a gente vai ajudar? – Joseph parecia desconfortável. Todo mundo olhava para eles esquisito. Era como se fossem um casal da nova era, com regras atualizadas demais.

— Isso é um equívoco, a gente não transa. Infelizmente. – Respondia Malena por eles. Bem, a garota jogou os dois no sofá e foi atrás de uma vendedora para ajudá-la. 

Enquanto isso os meninos ficavam de molho no sofá, Joseph ria bobo para o celular. Willian já tinha zerado o joguinho e percebia isso.

— O que foi? É a Maria? – Perguntou.

— Não, não.

— Eita, tem outra já?

— Que isso cara, é a minha mãe. – Mostrou a vídeo chamada para Willian. – Não sou esse demônio sexual todo não.

O rapaz já discordava enquanto percebia os olhares das garotas da loja para eles. Acabou escolhendo uma para flertar e deixou ele sozinho até uma garota se aproximar e começar a puxar conversa.

Malena voltou com três novos conjuntos, ia pedir a opinião deles mas viu que outras chegaram primeiro. Ela sorriu constrangida e depois ficou nervosa. Interrompeu a mágica de Joseph dando uma joelhada em sua mão derrubando todas as cartas.

— Trago vocês aqui para me ajudar num assunto sério, deixo vocês sozinhos por 5 minutos e já vão atrás de buceta? – Reclamou alto o suficiente para Willian também escutar.

A resposta deles foi igual a de cachorros quando são pegos fazendo alguma merda. Franziam os ombros e se encolhia, agora parecia que ela era a maior dos três. O problema era que nem para ajudar funcionou. Cada um escolheu um modelo e no final a garota acabou levando os três.

— Ai, homens...

Faltava uma semana para a grande festa. Muito já foi conversado sobre o que fazer lá. O organizador de tal evento era bastante elogiado. Brandr Hartmut, um rapaz de 23 anos. Que escolheu permanecer na univercidade* por causa do seu projeto particular. Além de tentar encontrar mais moradores para o campus B, pretendia atrair mais atenção para sua teoria de criar um mundo virtual eterno. A mente jovem era a mais simples de se influenciar, era no que apostava. 


Notas Finais




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